quarta-feira, 13 de julho de 2011

Rendeiras de filé e sururu de capote poderão se tornar patrimônio imaterial de Alagoas


Conselho Estadual de Cultura aprovou a minuta de decreto que institui o registo de bens imateriais nesta terça-feira (12)

Mirella Costa

Saberes, celebrações, fontes de expressão e lugares poderão se tornar patrimônio imaterial de Alagoas. O Conselho Estadual de Cultura aprovou nesta terça-feira (12), a minuta de decreto que institui o registro de bens culturais de natureza imaterial que constituem o patrimônio cultural alagoano.

O principal objetivo deste decreto é dar continuidade histórica do bem e sua relevância para a memória, a identidade e a formação da sociedade alagoana. Segundo o secretário de Estado da Cultura, Osvaldo Viégas, 12 estados já possuem uma legislação adequada para o patrimônio imaterial.

“Estamos buscando um marco legal para este patrimônio em Alagoas. O estado da Bahia, por exemplo, reconheceu o ofício das baianas do acarajé como um patrimônio deles e nós também queremos tornar o nosso sururu de capote, o guerreiro e outros um patrimônio de Alagoas”, explicou o secretário.

Ele disse ainda que a minuta de decreto que institui o registro de bens culturais de natureza imaterial que constituem patrimônio cultural alagoano será encaminhada ao gabinete do governador para que sejam tomadas as devidas providências.

Já deram entrada no protocolo da Secretaria de Estado da Cultura a solicitação para registro como patrimônio cultural imaterial alagoano a Paixão de Cristo do morro da Massaranduba, em Arapiraca, a Umbanda que é uma religião genuinamente brasileira, o bloco Pinto da Madrugada, a Paixão de Cristo de Junqueiro e a renda de filé.

Segundo a conselheira e gerente da unidade de turismo, artesanato e cultura do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Alagoas (Sebrae/AL), Vanessa Rocha, o bordado filé já é reconhecido informalmente como nosso bem, reconhecido como fonte de renda e como um patrimônio imaterial alagoano.

“Poder legalizar este reconhecimento do Estado é fundamental, isso nos anima a continuar neste processo em prol daquela comunidade”, explicou a gerente do Sebrae/AL.

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