terça-feira, 16 de abril de 2019

Um ritual de passagem...

Olívia de Cássia – jornalista

Aprendi desde cedo na escola, como católica apostólica romana, que a Páscoa é um ritual de passagem e que representa a passagem de um tempo de trevas para outro de luz, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade.

Estamos vivendo nos dias atuais também um ritual de passagem. Páscoa é uma ocasião muito especial e segundo Fernanda Ferraz, muita gente pensa, principalmente as crianças, que esta data está somente ligada ao coelhinho da Páscoa e os ovos de chocolate; mas na verdade, o verdadeiro significado desta data tão importante e única é a ressurreição de Jesus Cristo, um fato que marcou o mundo e todas as gerações.

Os historiadores contam que a celebração da Páscoa era feita desde a antiguidade, principalmente pelos povos europeus, mas com o objetivo de comemorar a entrada da primavera, que traz vida e a possibilidade de plantio e colheita de alimento.

Dizem que para entender a Páscoa é necessário que se volte para a Idade Média e a gente lembre dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, a deusa da Primavera.

Com o passar dos anos essa época passou a ter significações religiosas, com interpretações diferentes dependendo da religião. A palavra Páscoa vem do hebreu e significa a passagem da escravidão para a liberdade. Será que voltaremos no País a ter uma verdadeira Páscoa?

É nessa data que se celebra a ressurreição de Cristo e é uma festa móvel, ou seja, varia o dia dependendo do ano, pois ocorre aos 47 dias após o Carnaval, e esse período é chamado de Quaresma.

Depois de ser crucificado e morrer na cruz, o corpo de Jesus foi colocado em um sepulcro, onde permaneceu por três dias, até sua ressurreição. Esse momento onde Jesus ressuscitou que dá o verdadeiro significado para a Páscoa, pois foi um ritual de passagem, tornando-se o dia santo mais importante para os cristãos.

Diante da história de Jesus, o Homem que morreu para nos salvar, segundo a tradição cristã, o que seria dele se estivesse por aqui, diante de um Brasil que defende torturadores, armamento e morte?

Sempre me emocionei nessa época do ano, pois quando a gente era criança, lá na Rua da Ponte, meus pais jejuavam e nos davam orientações de que durante esse período era um tempo de orações e de a gente procurar ser melhor, não machucar os animais, não brigar com os irmãos e ficávamos na torcida porque não íamos apanhar, caso fizéssemos um mal feito.


Na Sexta-feira Santa, nós também só fazíamos as principais refeições e era um dia triste. Papai levava a gente para beijar o Senhor morto na igreja; os santos ficavam todos cobertos de panos roxos, na igreja e nas casas também.

Seu Antônio Timóteo, pai das amigas Nivalda e Tita, proprietário de um bar na cabeça da ponte, passava o dia todo ouvindo bem alto a história de Jesus e eu me comovia ouvindo aquela saga de um homem tão bom que morreu na cruz para salvar a humanidade.

No cinema era exibida a história do ‘Marcelino Pão e Vinho’ e lembro-me de uma única vez que meu pai foi com toda a família ao cinema para assistir a fita. Além disso, minha mãe preparava um verdadeiro banquete, além da casa arrumada que era sempre um brinco, como se dizia no interior.

Sinto-me reflexiva também nessa época do ano. E a gente não deve esquecer do que representa para todos nós: o ritual de passagem para uma vida melhor. É o que espero para todos os brasileiros e alagoanos. Uma feliz Páscoa para todos e que possamos meditar um pouco sobre o que estamos fazendo das nossas vidas.

domingo, 14 de abril de 2019

Estamos ficando sem memória...


Olívia de Cássia Cerqueira

Jornalista

Estamos ficando sem memória. O patrimônio arquitetônico das cidades está sendo destruído e ninguém toma providência, salvo raríssimas exceções como aconteceu em 2008 com a restauração do palacete que serviu de residência ao poeta Jorge de Lima, em Maceió, entregue aos alagoanos no dia 15 de dezembro daquele ano, com recursos do governo federal (governo Lula) e a intervenção do deputado Paulão (PT), que foi pessoalmente a Brasília solicitar os recursos para que a restauração acontecesse, embora a imprensa, na época, não tenha dado o destaque devido.

Também teve o empenhbo do dr. Ib Gatto, vale lembrar que a obra só saiu com esses esforços.

Salvo isso e algumas poucas obras, o resto está sendo literalmente tombado, ou seja, demolido, por causa da ganância de alguns empresários que só visam lucro e não têm consciência da destruição que estão causando à história do País e ao patrimônio cultural da humanidade. Estão mais interessados no lucro do que na preservação da identidade cultural das cidades.

Só para citar um exemplo, basta que o alagoano percorra o centro de Maceió. Na Rua do Imperador, dois casarões foram destruídos. Um foi sede do Diretório Central dos Estudantes na década de 80, quando o movimento estudantil de Alagoas era atuante, e agora serve de depósito de lixo para os catadores e recicladores.

O outro prédio, vizinho, depois que os proprietários faleceram, está quase todo destruído. As janelas foram fechadas com tijolos e logo se transformará em lucrativo estacionamento, a exemplo do que tem acontecido com diversos casarões de Alagoas.

Na Rua Barão de Atalaia, bem próximo a esses dois exemplos citados, outro casarão de cor rosa está só com a parte da frente inteira, mostrando o descaso dos nossos governantes com o patrimônio histórico e cultural.

Na Rua Pedro Monteiro acontece o mesmo. Casas que serviram de residência para a classe média de Maceió estão sendo derrubadas, transformadas em laboratórios, em estacionamentos e em pontos comerciais. Quando eu vejo uma situação igual a essa eu fico de coração partido.

Na minha cidade natal, União dos Palmares, o descaso não ficou por menos. Primeiro demoliram a casa onde morou a professora Salomé de Barros. Um casarão histórico ajardinado onde muitos dos seus alunos freqüentaram e que poderia ter se transformado em museu. Depois demoliram a Vila Magdala, antiga residência da família Cardoso, tradicional no município.

Outros exemplos em União foram a demolição da residência da família Sarmento, em frente à drogaria Palmarina e que hoje virou galeria, o fechamento da casa da professora e jornalista Maria Mariá, que é um museu.

Sempre que percorro as ruas, agora de táxi devido as limitações impostas oela Doença de \Machado Joseph, me ponho a observar tudo isso. Do shopping da Mangabeiras até o centro, sentido Santa Casa, é só bagaceira.

Em todo o Estado de Alagoas é possível perceber isso. É necessário que a Defesa Civil, as prefeituras, as secretarias de Cultura, o governo do Estado tomem uma providência imediata para que isso estacione e não aconteça mais, porque estamos correndo o risco de não deixar legado nenhum para as gerações que estão vindo, no que diz respeito à história do nosso País. É preciso atitude e uma atitude urgente, pois a cultura do nosso Estado pede socorro.

(Esse mesmo assunto eu abordei em 2008, em meu primeiro blog)


Da série Meus pets


Fotos: Olívia de Cássia Cerqueira

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quinta-feira, 21 de março de 2019

domingo, 17 de março de 2019

Homenagem

Foi com muita honra que recebi neste sábado, 16, em Uião ds Palmares, pela direção do PT municipal, em comemoração ao Dia Internacional da Muler e os 39 anos do partido, a placa Marielle Franco, junto a outras companheiras merecedoras da homenagem. Daqui vai, mais uma vez, o meu agradecimento a todos que fazem o Partido dos Trabalhadores e dizer que a resistência continua e a luta é por um mundo melhor e mais justo. Obrigada a todos e todas. #LulaLive e Marielle presente!


quarta-feira, 13 de março de 2019

Não quero isso pra mim

Olívia de Cássia Cerqueira - jornalista e escritora


Não quero esse mundo pra mim. Não foi esse o país que sonhei. Estamos vivendo dias de ódio e desamor. Como disse um autor que não lembro agora o nome, "o Brasil está na triste imitação aos EUA". É uma lamentável constatação.

É muita notícia ruim, muita coisa negativa todo dia. Procuro me afastar um pouco de tudo isso, procuro suavidade em minha vida, diante de situação de limites do meu corpo, mas é impossível não se indignar com o que estamos vivendo em nosso lindo país. Triste fim.

Ainda teremos quatro anos de retrocesso e notícias escabrosas. O delegado que desvendou o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista foi afastado, depois de citar que um dos assassinos mora no condomínio do “presidente”. Entre aspas mesmo, porque pra mim esse senhor não me representa.

Um dia depois, dois adolescentes ensandecidos invadem uma escola e matam dez pessoas, até agora, segundo o último boletim médico, fere outras tantas e se matam. A blogueira Helena Chagas escreveu no blog Divergentes, que são de congelar o sangue os gritos de pavor dos adolescentes que se defrotaram com os atiradores em sua escola em Suzano.

Fico me perguntando se isso não é o resultado do ódio espalhado nas redes sociais e a propaganda do armamento da população por membros do desgoverno. É uma tragédia atrás da outra e a imprensa explora, “até o último sumago”, como diria minha mãe, talvez para que esqueçamos das anteriores.

Mas não podemos e não devemos esquecer: quem matou Marielle e seu motorista? Agora vejo a notícia do afastamento do delegado, “para fazer especialização na Itália”. Só pode ser piada ou cortina de fumaça, para esconder o óbvio.

Quando da morte da vereadora, o então ministro Raul Jugman disse que havia políticos poderosos envolvidos no crime. Vejo hoje em sites confiáveis que arma com inscrição dos Fuzileiros Navais dos EUA é encontrada no arsenal da milícia. Publicado no Brasil de Fato.

“A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu 117 armas na residência de um amigo do policial militar Ronnie Lessa, suspeito de ter executado a vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, há um ano. Em uma foto divulgada do material apreendido, consta um componente de um fuzil M27 com inscrição dos Fuzileiros Navais dos EUA [USMC, em inglês]”.

“O M27 é produzido pela Heckler & Koch, empresa de armas alemã que também tem fábricas nos EUA, na França e no Reino Unido. O modelo se tornou o fuzil padrão dos Fuzileiros Navais dos EUA em 2018”.

Enquanto isso o tal que está na presidência diz que precisamos nos igualar aos EUA. Não precisamos disso. E no mesmo dia do massacre, ele anuncia que vai flexibilizar porte de armas.

Toda a violência que já temos não vai diminuir com a liberação de armas, isso já está claro e pelo contrário, só vai incentivar os loucos ainda mais a saírem matando por aí. E segundo a ex-presidente Dilma, injustiçada e expulsa da presidência em 2016, “a lei anticrime de Moro é o encontro marcado com tragédias como a de Suzano” . E o retrocesso continua, até quando, depende de nós.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Pouco a comemorar

Por Olívia de Cássia Cerqueira

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, nós não temos muito a comemorar, a não ser estar unidas na luta contra a violência. É um flagelo, em pleno século XXI o que vemos todos os dias estampado na mídia. Ficou pra traz na sociedade a visão de que a violência doméstica só acontecia com mulheres pobres.

A estupidez vai aumentando num crescendo absurdo, segundo dados da imprensa nacional. “São múltiplas discriminações a que as mulheres estão sujeitas e que pesam de uma forma muita dura as suas vidas".

Ao longo dos anos, várias pesquisas vêm sendo feitas, para constatar o número crescente de agressões, seguidas de morte, por companheiros inconformados com o fim do relacionamento ou por namorados estúpidos em crises de ciúmes.

Nana Soares, jornalista especializada em direitos da mulher e combate à violência, diz que “Inúmeras pesquisas mostram, há anos, a vergonhosa prevalência da violência contra as mulheres no Brasil. A realidade, no entanto, muda pouco.

Nana tenta dar alguma dimensão da banalização da violência contra a mulher. “compilei alguns dados importantes de pesquisas recentes, especialmente referente à agressões, violência sexual, feminicídio e percepções sobre violência. Todas já foram noticiadas pela imprensa”, diz ela.

“Depois das manifestações do #Elenão que reverberaram por todo mundo contra o discurso do ódio e o sexismo representados pela candidatura de Jair Bolsonaro(PSL), as mulheres voltam às ruas neta sexta-feira.

A edição deste ano alerta para as ameaças de retrocessos com o atual governo, observa a redação do site Forum. “A proposta de “reforma” da Previdência, o aumento da militarização, a criminalização dos movimentos sociais, a política de “entreguismo” dos recursos naturais que afeta a soberania nacional são alguns dos pontos pautados por movimentos e pela Marcha Mundial das Mulheres.

As manifestações também vão protestar contra o machismo, a violência de gênero, a desigualdade, o racismo e o preconceito contra pessoas LGBTs”. O assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), caso ainda sem solução quase um ano após o crime, será destaque na marcha que acontece em várias cidades do país, sob a bandeira “Somos todas Marielles”.

Também serão lembrados nas manifestações do 8 de março o recente crime da Vale em Brumadinho (MG). “O lucro não Vale a vida” chamando a atenção para o passivo ambiental deixado no estado pela ganância das mineradoras.

É considerada violência, além da agressão física, também ameaças, ofensas e xingamento, imposição de sofrimento psicológico, danos morais ou patrimoniais. Todos estes itens estão previstos no artigo 50 da Lei Maria da Penha, que incluem violências sofridas no âmbito familiar ou domiciliar.

Já no abuso sexual, não é preciso que haja penetração para que seja considerado estupro. A prática de atos libidinosos sob ameaça ou violência também enquadra-se no crime, previsto no artigo 213 do Código Penal Brasileiro.

As penas variam de seis a dez anos de prisão, com agravantes em caso de morte, lesões corporais graves ou prática com menores de idade.
Mesmo ciente das definições, quando a agressão acontece, a mulher acaba ficando sem saber como agir e que providências tomar. As autoridades orientam como proceder em casos de violência de gênero:

O que fazer em caso de agressão física?

A primeira coisa é ir à delegacia mais próxima e registrar um Boletim de Ocorrência. Em todos os casos de violência, é recomendado que a vítima procure uma delegacia o quanto antes, para que os indícios e marcas da agressão não sumam, assim, haverá mais provas.
Como funciona este procedimento?

O delegado irá instaurar um inquérito policial e encaminhar a vítima para o IML (Instituto Médico Legal), para registrar os vestígios da agressão. Ele também vai oferecer medidas protetivas de emergência.

Quais são essas medidas?


Tirar o agressor do lar, determinar uma distância mínima entre a vítima e o agressor e encaminhar a mulher para um abrigo, cujo endereço é secreto.

O que fazer caso a agressão ocorra em um momento em que a Delegacia da Mulher está fechada?
A vítima deve se dirigir a qualquer delegacia mais próxima e registrar a ocorrência normalmente. Todas as delegacias devem receber as vítimas.
O que uma mulher deve fazer se for ameaçada?

Ela pode se dirigir à delegacia e registrar a ocorrência. A palavra da mulher é de grande valia nestes casos. Após o registro da ocorrência, a Polícia Civil vai investigar o caso e encaminhar para o fórum. Provas e testemunhas auxiliam no inquérito, como mensagens de texto, áudios, familiares ou vizinhos que presenciaram as ameaças.

A mulher que foi ameaçada recebe alguma medida protetiva?

Sim. Ela também pode ser encaminhada a um abrigo, onde ficará longe do agressor.

Que medidas são tomadas após o registro de estupro?


A vítima é encaminhada a um hospital para realizar exames e receber medicamentos antirretorvirais, que possam impedir a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, a mulher também recebe gratuitamente a pílula do dia seguinte, para evitar gravidez.

Se a mulher for casada e o marido forçar sexo, é estupro?

Sim. Neste caso a palavra da vítima também é de grande valia e o delegado encaminha para o IML em busca de provas de agressão, como um apertão, por exemplo.

O que acontece com o suposto agressor durante o processo de investigação e caso seja condenado?

O suspeito vai responder criminalmente e, se condenado, pode ser preso. Caso alguma medida protetiva seja descumprida, a prisão preventiva pode ser decretada. Quando a pessoa é indiciada, consta nos antecedentes criminais se o processo foi arquivado ou se houve condenação.


O que pode atrapalhar o inquérito?

Ausência de testemunhas, quando a vítima se arrepende e retira a queixa ou muda para outro estado. Em casos de lesão corporal, não é possível retirar a queixa, mas em casos de ameaça e injúria sim, apesar de não ser recomendado.

(Com informações das agências de notícias especializadas)



terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Dias difíceis para a democracia.

Por Olívia de Cássia Cerqueira

De repente, na porta da casa do meu irmão, passa um senhor, endurecido pela lida na roça, montado em seu cavalo já exausto. Estava eu em União dos Palmares e um filme passa na minha cabeça. A vida na roça não é fácil. Lembro dos meus antepassados.

Sigo procurando uma referência. A vida da gente é uma roda gigante, como diz a música. E nesse giro da vida vou seguindo, procurando não me impressionar com os sintomas da DMJ (ataxia), que vão aumentando a cada dia. Enquanto eu tiver forças eu vou lutar.

Estamos vivendo no país dias difíceis na conjuntura política e social, desde que em 2016 uma presidente foi injustamente afastada. Assume um vice golpista que só prejudicou os trabalhadores e em seguida eleito um homem que não entende nada de gestão, com ideias atrasadas, colocando em seu governo a maioria militares, acompanhados de evangélicos atrasados.

Enquanto isso, um ex-presidente continua preso na masmorra da Polícia Federal, em Curitiba, por conta de um juiz tendencioso e golpista. E cada dia é uma notícia inusitada, que não me surpreende mais nesse governo, dado ao perfil dessas personalidades.

E como disse o jornalista Elio Gaspari, sobre governo Bolsonaro: “plataforma conservadora com propostas atrasadas”. Segundo a Revist Forum, ele explica as razões do presidente Jair Bolsonaro se colocar, sobretudo, como uma pessoa atrasada.

O jornalista observa que o Bolso elegeu-se presidente da República com uma plataforma conservadora, amparado pelo atraso. “Sua campanha contra os organismos defensores do meio ambiente foi a prova disso. Não falava em nome do empresariado moderno do agronegócio, mas da banda troglodita que se confunde com ele. Felizmente, preservou o Ministério do Meio Ambiente”, disse.

O deputado Marcelo Freixo (PSOL), eleito com a segunda maior votação do Rio de Janeiro e a nona do país, logo que foi eleito, disse em entrevista ao site Uol que os brasileiros vão ter retrocessos em todas as áreas.

“Eu não tenho a menor dúvida disso. Nós vamos ter retrocesso no SUS [Sistema Único de Saúde], no MEC [Ministério da Educação e Cultura], na previdência, na política de segurança. Qual o tamanho desse retrocesso, em que medida ele vai impactar na vida das pessoas? Nós vamos saber durante o governo", pondera.

E não é preciso ir tão longe, pois em poucos dias de governo já vimos a que veio. Aqueles que o elegeram já mostram sinais de arrependimento, mas agora é tarde. Corremos o risco de termos um Mourão na presidência, o que pode ser muito pior, apesar de ele estar se mostrando mais flexível e democrático. Desconfiem de tudo, antes de ficarem postando abobrinhas nas redes sociais.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Primeiro passeio

Primeiro passeio do ano à Serra da Bsrriga, em União dos Palmares, para renovar as energias e começar o ano bem. Passeio realizado no primeiro dia do ano.

Um ritual de passagem...

Olívia de Cássia – jornalista Aprendi desde cedo na escola, como católica apostólica romana, que a Páscoa é um ritual de passagem e que re...