segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Ex-prefeito de Maceió, Djalma Falcão diz que acredita na força criadora da juventude

Olívia de Cássia - Repórter \ Primeiro Momento

Presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro [PMDB] durante 20 anos, o ex-deputado federal; ex-prefeito de Maceió, jornalista e advogado Djalma Marinho Muniz Falcão disse que acredita na força criadora da juventude e que torce pelo bom desempenho do governador Renan Filho [PMDB] e do prefeito Rui Palmeira [PSDB].

Djalma Falcão concedeu entrevista ao portal Primeiro Momento em seu apartamento; comentou que os partidos políticos são organismos vivos e necessitam do oxigênio da juventude, para fortalecer as células. Ele argumenta que os jovens têm esse idealismo que a vida política necessita. Foto Paulo Tourinho

 “Torço para que eles entendam os novos ventos da política e possam realizar uma boa administração no Estado e na Prefeitura de Maceió e atendam os anseios populares; se fizerem isso, receberão o meu aplauso”, destaca.
Sincero defensor da renovação dos quadros políticos dos partidos e crítico do governo federal, ele diz que a pior coisa da sociedade é a desonestidade intelectual. “O pior desonesto é aquele que é intelectual”, avalia.
Djalma Falcão concedeu entrevista ao portal Primeiro Momento em seu apartamento;  comentou que os partidos políticos são organismos vivos e necessitam do oxigênio da juventude, para fortalecer as células. Ele argumenta que os jovens têm esse idealismo que a vida política necessita.
“A política necessita do oxigênio da juventude, que tem reservas e idealismo; sempre defendi a vanguarda e acredito que a juventude atual luta realmente em favor de modificações profundas da estrutura política, econômica e social do Brasil: avalio que a juventude quer a unidade universal; é idealista, lutadora, mas é dispersiva”, pontua.
Democrata por convicção, o ex-prefeito de Maceió lembra que na época da ditadura ele abrigou em sua casa várias lideranças da política alagoana, que fugiam da polícia. “E eu dizia: o que der para vocês dá para mim, mas graças a Deus nunca ocorreu [prisões]”, explica.
 Magoado com algumas personalidades do meio político do Estado que ele diz serem incompatíveis com a política decente, Djalma Falcão destaca que não pode transferir as mágoas passadas dos desafetos para os filhos que estão atualmente na política.
“Isso contraria a minha formação jurídica. O Direito Penal diz que a pena não pode ser transferida do condenado para outro”, analisa. O ex-prefeito também falou da questão dos refugiados e disse que é preciso um olhar especial para esse povo.
“O papa Francisco, que eu considero a maior personalidade da atualidade, disse que as pessoas usam a ideologia para esconder valores. Você vai encontrar boas pessoas tanto no sistema capitalista quanto no socialista. A globalização, com a necessidade de sobrevivência das sociedades, quebrou todas as barreiras ideológicas”, analisa.

 Advogado culpa a licenciosidade pela crise no governo

 O advogado Djalma Falcão destaca que é por consta da licenciosidade que o Brasil está  vivendo essa crise no governo. “Muito grave, inquietante: era do Mensalão, Petrolão e a Operação Lava Jato, mas graças a Deus temos um magistrado jovem [juiz Sergio Moro], que está passando o Brasil a limpo e já condenou e prendeu várias autoridades”.
Para Djalma Falcão, a presidente Dilma Roussef está com 7% de aprovação, índice baixíssimo, os governos estaduais, Congresso Nacional e Assembleia Legislativa estão totalmente carentes de representatividade. Foto: Paulo Tourinho
Segundo ele, nunca se imaginava que pessoas mais ricas do Brasil como grandes empreiteiros; ex-ministros; senadores; ex-governadores, fossem para a cadeia. Um fato que é estarrecedor, segundo o ex-prefeito de Maceió, é que Alagoas não atinou ainda para um fato totalmente desabonador.

“Toda uma representação político-parlamentar do Estado está 100% comprometida com a Operação Lava Jato. Ou já denunciados formalmente, ou sob investigação; isso é uma vergonha para Alagoas. Esse é um fato que deve ser notado e que enodoa o nome de Alagoas e dos alagoanos”, reclama.

Segundo ele, o País está vivendo uma crise sem precedentes: “O dólar alcançou a barreira dos R$ 4; a inflação está aí corroendo tudo; o custo de vida sem qualquer responsabilidade, doméstica e familiar. Hoje se compra uma mercadoria por um valor e na semana seguinte já se compra por outro preço; é a corrosão do dinheiro, diante das necessidades de abastecimento”, explica.

Para Djalma Falcão, a presidente Dilma Roussef está com 7% de aprovação, índice baixíssimo, os governos estaduais, Congresso Nacional e Assembleia Legislativa estão totalmente carentes de representatividade.

“Ter voto não significa ter representatividade. Se fizer hoje uma enquete nacional séria e perguntar a opinião dos brasileiros se querem o Congresso fechado, infelizmente a maioria vai concordar que presidente, deputado e senador, todos saiam, porque eles não estão respondendo às expectativas de quem os elegeu”, descreve.

O ajuste fiscal proposto pelo governo ele diz que é uma armadilha em cima dos melhores interesses da sociedade. “Eles mexeram com a aposentadoria, com os servidores públicos, INSS, querem reduzir as pensões dos trabalhadores e meter a mão no FGTS, que pertence aos trabalhadores; querem voltar a CPMF, com o que de alguma maneira interessa à sociedade, o pobre”, explica.

O verdadeiro ajuste fiscal, necessário, na avaliação do ex-prefeito, deveria ser: todos vão contribuir, mas de maneira proporcional e seletiva. “Vamos poupar o povo brasileiro que tem pequenos salários, que já se matam para sobreviver, e vamos arranjar dinheiro de quem ganha muito”, diz ele.

Djalma avalia que quem vai lucrar com as medidas impostas pelo governo são os bancos, os banqueiros, e que esse é um ajuste fiscal para sufocar o povo e permitir a impunidade com que age o setor financeiro do país.

Democrata, Djalma Falcão diz que respeita o voto popular e não defende a saída da presidente Dilma

Olívia de Cássia - Repórter - Primeiro Momento

Djalma Falcão destaca que, apesar das dificuldades da atual conjuntura política, tem um grande respeito pelo mandato da voz do povo, pela soberania do voto popular: “Sem soberania não há democracia e a melhor saída é a democracia; sem democracia vamos cair na situação de 1964, e aí não tem limites”, ressalta.

Segundo o político, o PSDB; PFL [atual DEM]; PMDB; Solidariedade são todos partidos de aluguel. “Essas pessoas são herdeiras do descalabro político administrativo e social do Brasil”, complementa. Foto Paulo Tourinho


O ex-prefeito argumenta que a presidente Dilma está aplicando o remédio que ela não queria aplicar, “se utilizando da proposta do candidato Aécio Neves [PSDB], para empurrar goela abaixo do povo, mas mesmo assim eu não faço coro com aqueles que querem o impeachment  dela: em primeiro lugar porque foi o resultado da soberania da sociedade, porque sinceramente, eu não vejo, com raríssimas exceções, uma alternativa para o Brasil”, pontua.

Segundo o político, o PSDB; PFL [atual DEM]; PMDB; Solidariedade são todos partidos de aluguel. “Essas pessoas são herdeiras do descalabro político administrativo e social do Brasil”, complementa.   

Militares praticaram crimes e criaram DOI-CODI

Segundo Djalma Falcão, os militares praticaram os crimes de sequestro; assassinato; demissões do serviço público; perseguiram lideranças democratas; criaram o Doi-Codi. No tempo anterior, a política era feita de maneira extremada, a paixão política predominava. Aí vem a queda da ditadura militar, e eu m sinto honrado de ter combatido a ditadura militar”, ressalta.

“Eu era líder do MDB na Câmara e dei a minha contribuição. Posso garantir a todos, sem estardalhaço,  com absoluta firmeza, que eu nunca fiz concessão a tudo aquilo que ofende a minha consciência e a minha consciência é o farol que me guia na vida pública e particular. Não interessa o que dizem a respeito, leiam a história, e vão encontrar um homem decente, correto, digno”, avalia.

Com dois livros escritos sobre a trajetória política do Estado [Um homem e seu destino e  Episódios], Djalma diz que tem um acervo guardado, entre fotos e jornais, sobre toda a swua vivência política no Estado e no país.

“Tenho mais de 3.500 páginas guardadas, além de mais de 500 fotos sobre vários aspectos. O que posso dizer é que foi exatamente a partir da instalação da Nova República, em 1985, quando elegemos Tancredo Neves, que tivemos o infortúnio de ele não tomar posse e termos na Presidência da República a figura da ditadura que é José Sarney”, lembra.

Segundo ele, o período anterior a 1985 [1945-1985], havia o embate quase embrutecido no campo da política e o pós-ditadura. “A triste constatação a que eu cheguei é que não há termos de comparação possível entre os políticos antes de 64 e 85 e os políticos pós esse período”, avalia.

Djalma analisa ainda que com a criação dos partidos, ainda quando havia MDB, o velho Movimento Democrático Brasileiro, que era comandado por Ulysses Guimarães, e um grupo seleto, a política era feita em torno de princípios e patriotismo, consciência política.

“Com o desaparecimento de dr. Ulysses Guimarães, o MDB, que havia se transformado em PMDB, se tornou o maior e mais detestável partidão de aluguel brasileiro, até hoje. Totalmente descaracterizado; 90% da direção do partido, hoje,  pertencia à ditadura militar, foram os responsáveis pelos crimes ocorridos na época”, recorda.

Arquivo vivo da história política do Estado, Djalma Falcão analisa impeachment de Muniz Falcão

Olívia de Cássia - Repórter \Primeiro Momento


Arquivo vivo da história política do Estado, Djalma Falcão comenta que acompanhou todo o processo impeachment movido contra o governador Sebastião Muniz Falcão, seu irmão. Segundo ele, aquele era um período completamente diferente do de hoje. Até hoje, mais de 50 anos depois, o episódio é considerado um dos mais significativos da história alagoana e ainda suscita discussões sobre a figura de Muniz Falcão e seu governo.


Djalma Falcão comenta também que de outro lado estava a luta de políticos e militantes que tinham visões socialistas; libertárias, mas sufocados pelo peso do poder econômico, aliado com o poder das oligarquias.Foto: Paulo Tourinho

“Eu era estudante de Direito e com atuação no jornalismo alagoano por onze anos e acompanhei todo o processo, que ocorreu na vigência daquele período democrático de 18 anos entre o fim da ditadura do governo Vargas, em 1945, e o golpe militar de 1964”, explica.

 “O processo de impeachment movido contra Muniz Falcão é o retrato perfeito e acabado de uma luta desigual em Alagoas: de um lado o poder econômico, concentrado geralmente com os usineiros; também naquela época os donos de fábricas de tecido, plantadores de cana e os plantadores de fumo somavam mais de 60% da economia do Estado”, pontua.

Djalma Falcão comenta também que de outro lado estava a luta de políticos e militantes que tinham visões socialistas; libertárias, mas sufocados pelo peso do poder econômico, aliado com o poder das oligarquias.

Naquele tempo, segundo o ex-prefeito, outra personalidade da política alagoana, Silvestre Péricles, desenvolveu uma luta quase excessiva contra o Sindicato de Usineiros. “Em 1946 se elegeu governador do Estado e rompeu com esses setores de poderosos”, pontua.

Nessa época, a UDN, que sempre representou a essência destas castas políticas, segundo ele, ensaiou um processo de impeachment contra Silvestre Péricles, mas ele tinha em seu favor, o respaldo do chefe militar mais poderoso e mais respeitado do Brasil, que era o general Pedro Aurélio de Góes Monteiro, e a proposta não prosperou.

Djalma Falcão comenta que Silvestre Péricles, levou a coisa na brincadeira e falou: ‘impeachment é uma palavra inglesa e não se aplica no Brasil’. “O Silvestre perdeu a eleição para Arnon de Mello e Arnon restabeleceu o poder político aliado do poder econômico do Estado”, destacou.

Em 1954, Muniz Falcão que já tinha sido deputado federal, lançou-se candidato ao governo, venceu Arnon de Mello e foi o mais votado nas eleições para governador de Alagoas. Segundo Djalma, por iniciativa própria; pelas suas convicções humanísticas; sua visão social avançada, Sebastião Muniz Falcão retomou a bandeira das lutas populares contra a hegemonia do poder político e econômico do Estado de Alagoas e por isso teria sofrido o processo de impeachment.

“Eu quero deixar bem claro para a posteridade , qual foi a motivação do fato: não havia nada de improbidade que atingisse a honradez de Muniz, que morreu limpo de tudo isso; ele tinha integridade. O recolhimento aos cofres do Tesouro do Estado, ele não tirou;  acrescentou dinheiro”, destaca.

Djalma Falcão conta ainda que tinha uma verba, que era paga, mensalmente,   por um cidadão  que entrou numa concorrência pública e ganhou o direito de explorar a Loteria do Estado de Alagoas,  o jogo do bicho, que foi instituído no final do governo de Arnon de Mello; uma lei que ele mandou para a Assembleia Legislativa, mas não tinha sido regulamentada.

“O dinheiro foi recolhido para um fundo social que se destinava a ações incipiente, privadas; segunda coisa, ele assegurava a liberdade política das oposições, que estavam sendo perseguidos, foram essas as causas”, explica.

Segundo Djalma Falcão, o governador Muniz Falcão cumpriu toda as etapas do processo de impeachment, e ao final de 20 dias de afastamento do Governo do Estado, foi julgado e foi absolvido sem qualquer arranhão na sua dignidade.
Segundo matéria do jornalista Fábio Costa, publicada em jornal em 2010, A sexta-feira 13 de 1957, dia da votação do impeachment do governador Muniz Falcão,  transformou a Assembleia em uma praça de guerra.

Tiroteio e morte na ALE marcou a história de Alagoas

“No início da tarde do dia 13 de setembro de 1957, uma sexta-feira, um grupo de deputados chegou ao prédio da Assembleia Legislativa de Alagoas com uma peça de vestuário muito pouco adequada ao clima da cidade nessa época do ano. Num calor de 38ºC, os parlamentares estavam usando pesadas capas de chuva, sob as quais tentavam ocultar metralhadoras”, observa o jornalista Fábio Costa, em matéria em O Jornal, em 2010.

Segundo o relato, “mal entraram no plenário, sem dizer uma palavra, abriram fogo a esmo, provocando a reação de deputados que já estavam entrincheirados no local. O intenso tiroteio durou cerca de 40 minutos e deixou um deputado morto e várias pessoas feridas, entre elas um jornalista carioca e um servidor da casa. O motivo do bangue-bangue: a votação do pedido de impeachment do governador Sebastião Marinho Muniz Falcão”.
Dos 35 deputados estaduais, 22 estavam contra o governador. No dia da votação do impeachment, o próprio Muniz Falcão teria pedido que sua bancada não comparecesse à sessão, entretanto, o deputado Humberto Mendes (PTN), seu sogro e líder do governo, discordava dessa posição. Ilustração
Dos 35 deputados estaduais, 22 estavam contra o governador. No dia da votação do impeachment, o próprio Muniz Falcão teria pedido que sua bancada não comparecesse à sessão, entretanto, o deputado Humberto Mendes (PTN), seu sogro e líder do governo, discordava dessa posição.

Segundo relato de jornais da época, Mendes e os deputados Claudionor Lima e Abraão Moura decidiram ir à Assembleia dispostos a “matar ou morrer” e não atenderem nem mesmo aos apelos do arcebispo de Maceió, D. Adelmo Machado, para que fossem desarmados.

“Portando metralhadoras, os três rumaram para a Praça D. Pedro II e, agitados, condenavam os golpistas, sob aplausos da multidão que se aglomerava no local em apoio ao governador. Os deputados oposicionistas também estavam preparados para o confronto”, diz o texto.

Segundo relatos da história, o boato que corria na cidade era que Humberto Mendes havia encomendado 22 caixões para o enterro coletivo da bancada. Por precaução, foram montadas barricadas com sacos de areia para proteger a Mesa Diretora”, contam os jornais. [Mais informações sobre o tema no lin khttp://textofinal.blogspot.com.br/2010/05/sexta-feira-13-que-abalou-alagoas-em.html.


Fonte:http://1momento.com.br/noticias/politica/arquivo-vivo-da-historia-politica-do-estado-djalma-falcao-analisa-impeachment-de-muniz-falcao

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Médica e escritora, Rosiane Rodrigues lança seu 13º livro, na Casa da Palavra


Evento reuniu setores ligados à cultura alagoana: escritores; jornalistas; músicos, poetas, entre outros personagens
Olívia de Cássia - Repórter

A médica psiquiatra; poeta, compositora e escritora Rosiane Rodrigues Cavalcanti lançou na noite desta quinta-feira, 24, na Casa da Palavra, nova obra literária intitulada Solidão do Céu, seu décimo terceiro livro.
Nessa coletânea de poesias, a autora faz uma reflexão sobre a vida, o amor, o ser, prometendo levar o leitor a pensar e dar a sua própria interpretação. A apresentação do livro foi feita pela jornalista Ivone dos Santos. Fotos Paulo Tourinho
Com um auditório lotado de representantes da cultura alagoana, a noite de autógrafos teve apresentações artísticas especiais como recitação de poesia, declamação de Paulo Poeta e o ator Chico de Assis; apresentação musical de Leureny Barbosa e Didha Lyra.
Nessa coletânea de poesias, a autora faz uma reflexão sobre a vida, o amor, o ser, prometendo levar o leitor a pensar e dar a sua própria interpretação. A apresentação do livro foi feita pela jornalista Ivone dos Santos.
“Fui convidada por Rosiane Rodrigues para fazer a apresentação do livro e gostei do que vi. Esta é a mais nova obra da autora e tive o prazer de introduzir o leitor no novo ciclo de sua poesia; é uma leitura intimista e estimulante”, disse ela.
Em seu comentário, Ivone dos Santos observou ainda que apesar de vários afazeres, a autora ainda encontra tempo para escrever, com sua maneira própria, ideias e sentimentos: “Todas as poesias de Solidão do Céu são especiais”, pontua.
A jornalista comenta que um dos livros da autora já está na segunda edição “e por meio dele ela nos leva a conhecer uma linda história da sua cidade natal, Piranhas”, observa.
Já o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, quebrou o protocolo e disse que todo livro que Rosiane lança tem uma simbologia muito forte, “mas para nós, piranhenses, que somos ufanistas por natureza, é muito mais”, destacou.
O presidente do TJ disse que participou do lançamento do primeiro livro da autora [O inocente]: “Nós, principalmente os mais jovens, quando líamos, aquelas passagens com enfrentamentos das questões do amor, chorávamos. Confesso que chorei muitas vezes”, pontuou.
O desembargador comentou que nunca viu um povo tão chorão como o povo de sua terra natal. “Este lado cultural da Rosiane não parou por aí. Eu tenho impressão que já já nós voltaremos aqui para participar de mais um lançamento, se Deus quiser”, destacou.  
A festa contou também com a presença da secretária Melina Freitas, que fez a abertura e finalizou o evento; a juíza Fátima Pirauá, presidente da Almagis; deputado Inácio Loiola, entre outras autoridades.

Secretária Melina Freitas disse que médica é a mestra maior

A secretária estadual de Cultura, Melina Freitas, fez uma fala no lançamento de Solidão do Céu e disse que Rosiane Rodrigues, apesar de ocupar o cargo de secretária-adjunta, “é a mestra maior: por sua experiência, sua competência; generosidade e humildade”. Segundo Melina, a médica e escritora, diariamente, compartilha com a equipe a boa maneira de se trabalhar e conviver com os colegas de trabalho.
 “E quero aqui falar da minha satisfação, orgulho de fazer parte dessa equipe: Rosiane é uma grande escritora, multifacetada, é uma grande artista, musicista, já fez parte de um grupo musical em Piranhas, tocando acordeom, se apresentando algumas vezes. Nesse momento ouso dizer que ela consolida seu trabalho, sua produção literária com Solidão do Céu”, destaca.
Melina observou ainda que o livro de poesias  Solidão do Céu “é de uma primorosidade: ela nos apresenta os sentimentos de uma forma tão incisiva, o amor se torna tão próximo, tão possível, que eu considero um presente ter tido a oportunidade de fazer parte disso”, argumenta.
A secretária disse ainda que o evento foi muito bem organizado e que toda a intelectualidade alagoana estava presente. “É um momento especial para a cultura, onde percebemos que Rosiane se consolida como uma grande escritora. Nós conseguimos fazer um momento de integração; isso é muito importante e positivo para quem faz cultura em Alagoas”, avalia.
EMOÇÃO
Emocionada, Rosiane Rodrigues disse que esse é o seu décimo terceiro livro. “Esse é um livro de poesia, mas tenho livros de pros;  científicos; de poesias;  sobre psiquiatria; de contos, de história e memórias, a história da minha cidade, Piranhas, que é uma cidade linda. Sou autora da letra e do hino do lugar, que tenho paixão”, pontuou.
Rosiane Rodrigues Cavalcanti é poeta e compositora; membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores; Grupo Literário Alagoano; Associação Alagoana de Imprensa; Confederação Internacional de Autores e Compositores, Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais e Sócia Honorária Ada Academia Maceioense de Letras.
Entre suas obras publicadas, destaca-se:  O inocente (1967), Alma e Poesia (1977), Uma vida simplesmente (1983), Pêndulo da vida (1985), Chispada (1986), Bico de luz (1990), Piranhas, retrato de uma cidade (1999), Pequeno Dicionário de uma Psiquiatra (2001) e A tentação do anjo (2001), entre outros.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Piloto surdo luta por reconhecimento no país


João Paulo é o primeiro portador de deficiência apto a voar e sonha mudar a legislação brasileira
Olívia de Cássia - Repórter

Apaixonado por aviação, João Paulo Marinho dos Santos, 29 anos, tem problemas de audição e é o primeiro piloto com deficiência auditiva apto a voar no Brasil, mas esbarra na legislação brasileira. Ele luta por reconhecimento junto à Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] pelo direito de pilotar aeronaves e exercer a função de piloto privado no país.
Graduado em Ciências da Computação, João Paulo trabalha na Casa da Indústria, já trabalhou em Recife em empresas na área de tecnologia e colocou vários vídeos no You Tube, objetivando chamar a atenção das autoridades brasileiras. Fotos: Paulo Tourinho
 O jovem comenta que levou sua demanda para o governador Renan Filho (PMDB), que ficou sensibilizado com sua reivindicação e se propôs a verificar os meios possíveis para ajudar João Paulo. Graduado em Ciências da Computação, João Paulo trabalha na Casa da Indústria, já trabalhou em Recife em empresas na área de tecnologia e colocou vários vídeos no You Tube, objetivando chamar a atenção das autoridades brasileiras.
João Paulo é credenciado desde 2013 como o primeiro piloto surdo do Brasil, segundo a Escola de Aviação Civil NAV Treinamentos, no Recife. Confiram os vídeos provando suas habilidades na pilotagem: http://www.youtube.com/watch?v=sd1zXr87f18 ehttp://www.youtube.com/watch?v=1q3GC1IIg-I.
O Primeiro Momento foi conversar com João Paulo, por intermédio do pai, Paulo Marinho, e da intérprete de Libras Kelly Oliveira, para contar a história do jovem aos nossos leitores. João Paulo nasceu com perda da audição devido a problemas durante a gestação e vem tentando inserir à lei brasileira um dispositivo que lhe permita voar, a exemplo do que já existe nos Estados Unidos.
“Lá, já é possível para surdos conseguirem a certificação de piloto de avião, mas com restrições. Surdos podem ser pilotos em modalidades que não requerem comunicação via rádio – por exemplo, pilotando aviões usados na agricultura, ou aqueles com propagandas”, explica.
Nos EUA É permitido ser piloto “privado” ou “recreacional”, mas não em outras modalidades (A regulamentação pode ser encontrada, em inglês, no site da FAA, autoridade aeronáutica dos EUA: http://www.faa.gov/pilots/become/deaf_pilot/).
Segundo ele, isto é possível porque, em certas condições, em aeroportos menores onde não há torre de comando, o piloto confere visualmente se há outros aviões na rota antes de decolar ou pousar. “Nestes casos, a surdez não atrapalha. A presença de um instrutor ouvinte pode ajudar. Mas há limitações com relação aos modelos de aviões e condições de voo”, destaca.
PERSISTÊNCIA
A questão é muito complicada, mas  seu Paulo Marinho comenta que à época da graduação do filho, toda vez que chegava em casa, reclamava dessas dificuldades, “mas eu já disse para ele que não pode pular as etapas, tem que ir devagar, tudo é uma caminhada. Se fosse desse jeito não seria bom, porque aí você não valoriza e do jeito que ele fala, pensa que vai conseguir logo”, comenta Paulo Marinho, pai do jovem.
Segundo seu Paulo, João quer transformar o hobby de voar em uma profissão e vem tentando articular com a Anac a mudança na legislação e a inclusão do sistema Padrão Surdo da Aviação. Foto: Paulo Tourinho
Segundo seu Paulo, João quer transformar o hobby de voar em uma profissão e vem tentando articular com a Anac a mudança na legislação e a inclusão do sistema Padrão Surdo da Aviação. “Caso este novo modelo seja adotado no Brasil, aeronaves terão equipamentos com tecnologia adequada para converter informações em textos, garantindo acessibilidade durante os voos para pilotos com deficiência auditiva total”, explica.
“Já estive algumas vezes com diretores da Anac conversando exatamente sobre essa mudança na legislação para contemplar os portadores de deficiência. Mostrei a eles que vem crescendo no país o número de surdos interessados em pilotar aeronaves e que, apesar da limitação auditiva, todos nós somos capazes de guiar aeronaves com segurança”, pontua.

Regulamento diz que candidato deve ser capaz de ouvir com intensidade normal

O Regulamento Brasileiro da Aviação Civil n° 67, que trata dos requisitos para a concessão de Certificado Médico Aeronáutico (CMA), no item 67.221, dispõe que o candidato deve ser capaz de ouvir uma voz em intensidade normal em pelo menos um dos ouvidos. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), esse regulamento já foi entregue por diretores da agência a representantes de surdos interessados na carreira de piloto.
Entretanto, aprovado nos testes teóricos da Escola de Aviação Civil de Piloto Privado, no Recife, e reprovado no CMA devido à deficiência auditiva, João Paulo vem tentando que o Brasil incorpore, assim como há em outros países, princípios para inclusão de pessoas com perda total da audição na aviação brasileira.
“A mudança da legislação com a inclusão de princípios que beneficiem portadores de necessidades especiais é necessária para que pessoas surdas possam exercer a função de piloto de aeronaves no país. Em outros lugares, a exemplo dos Estados Unidos, pilotos surdos operam até mesmo aviões comerciais de grande porte, a exemplo de Airbus e Boeing”, pontua João Paulo.
Seu Paulo é administrador de empresas e gerencia um condomínio em Maceió e conta que João Paulo é o mais velho e que tem mais duas filhas. “Eu diria que João Paulo é um desafio; eu e minha esposa demos  para ele tudo o que tínhamos de melhor”, observa.

Advogado Fernando Falcão diz que está havendo depreciação gradativa da profissão


Olívia de Cássia - Repórter\ Primeiro Momento

Com 18 anos de profissão e 13 de magistério como professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o advogado Fernando Falcão disse que, nesse tempo de profissão, teve muitas alegrias, mas ele observa que nos últimos anos está havendo uma depreciação na profissão.

Segundo ele, essa OAB que já foi tão altiva em décadas passadas, tão forte e tão intransigente, em defesa da democracia, “hoje em dia a gente não tem nem na instituição federal e nem na estadual. Fotos: Paulo Tourinho
 “O direito é uma área apaixonante; o fato de você poder defender uma pessoa e muitas vezes devolver a ela a liberdade, e recompor um prejuízo patrimonial que essa pessoa tenha sofrido, é muito gratificante, mas infelizmente, nos últimos anos, a gente tem sentido que tem havido uma depreciação gradativa e cada vez maior da profissão de advogado; basta lhe dizer que temos tido todo tipo de constrangimento no exercício profissional”, destaca.

Ele observa que a lei os assegura o direito de ter livre acesso a qualquer Vara, a qualquer cartório; mas que uma boa parte dos juízes nega esse direito. “A remuneração do advogado são os honorários que ele recebe no exercício da sua profissão, mas cada dia mais os juízes diminuem o valor dos honorários que arbitram nas sentenças”, explica.

Essa diminuição dos honorários, segundo Fernando Falcão, faz com que o profissional tenha que trabalhar muito mais, “tenha que se esforçar muito mais, sem folga, sem feriado, sem carnaval e dia santo, na tentativa de ter um padrão de vida digno”, destaca.



“É o que a gente chama de violação das prerrogativas do advogado e aqui em Alagoas, infelizmente são muito grandes. Some a tudo isso, essa omissão generalizada do Conselho Federal e da seccional”, exemplifica.

Segundo o advogado, o Brasil tem vivido uma das fases mais efervescentes do ponto de vista constitucional, político e econômico “e a gente não vê uma palavra da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB\AL) em defesa da sociedade”, avalia.

Segundo ele, essa OAB que já foi tão altiva em décadas passadas, tão forte e tão intransigente,  em defesa da democracia, “hoje em dia a gente não tem nem na instituição federal e nem na estadual. A OAB era uma entidade que tinha cadeira cativa nos movimentos sociais e você não vê mais isso”, observa.

O advogado comenta que Alagoas, já algum tempo, “vive um estado de desordem política terrível e você não vê a OAB se pronunciar em nenhum fato relevante. Isso é o que nos deixa mais tristes”, argumenta.

‘Ditadura do politicamente correto faz  OAB ficar à margem da discussão’

Fernando Falcão avalia que está faltando coragem. “Essa ditadura do politicamente correto faz com que a OAB fique à margem de toda discussão”. Para exemplificar, o advogado cita que na redução da maioridade penal, toda a opinião pública defendeu e apoiou a maioridade penal.

“Sob a perspectiva jurídica isso é um absurdo e acima de tudo uma confissão de que o Brasil é incapaz de criar políticas públicas e meios de combate à criminalidade e você não vê uma palavra do Conselho Federal e nem do Conselho de Alagoas, no sentido de se insurgir contra esse absurdo”, ressalta.


O professor e advogado entende que isso acontece, porque a Ordem não quer ir de encontro à opinião pública. Segundo ele, falta coragem e muitas vezes coragem de defender o que é certo.

“Tinha um ministro do STF que dizia que no Brasil a gente tinha o hábito de esperar o momento de dificuldade, de comoção das grandes massas, para criar uma legislação de urgência”. Ele cita o caso da Lei dos Crimes Hediondos, que surgiu de um abaixo assinado conduzido por Gloria Peres” [autora de novelas], quando houve a morte da filha, Glória Peres.

Fernando Falcão analisa que naquela época, a toque de caixa, se aprovou uma lei que considerava muito mais graves os crimes como homicídios qualificados; tráfico de entorpecentes, entre outros.
“Depois de 18 anos  o STF diz que a parte dessa lei é  inconstitucional; isso mostra que não há um processo de reflexão na criação das leis no Brasil. Elas são criadas no calor dos acontecimentos”.
 
Outro exemplo citado pelo advogado é o da atriz Carolina Drikman, que já inspirou duas leis: a primeira foi a que diz respeito à relação de privacidade. A atriz teve um problema com o programa Pânico, em que jornalistas colocaram uma escada Magirus para tirar fotos dos filhos dela.

“E aquilo levou uma discussão muito intensa, do que seria a privacidade da figura pública e a outra foi a publicação de fotos íntimas que ela tinha no computador. É uma discussão curiosa, porque o direito à imagem é fundamental; o sujeito é apresentador de televisão, mas isso não dá o direito de expor a vida íntima da pessoa, ela te4m o direito à privacidade”, explica.

‘Discurso pedindo a volta da ditadura militar é oportunista’

Fernando Falcão avalia que o discurso pedindo a volta da ditadura militar de alguns setores da sociedade é oportunista, de quem realmente não conhece a história recente brasileira. “Não se pode consertar um estado de desordem política e econômica pregando a volta da ditadura”, destaca.

Segundo ele, a ditadura militar foi um período negativo da história: “Trouxe muita tristeza, uma mancha que nunca vai ser apagada da história do Brasil e o caminho certamente não é esse. A vocação do profissional das Forças Armadas é o de administrar; essa é uma bandeira defendida por quem realmente não tem compromisso com a democracia, não respeita as instituições e não conhece a história política brasileira”.


O advogado avalia por fim que a sociedade tem avançado muito rapidamente em temas que até bem pouco tempo eram considerados tabus e sobre a onda de conservadorismo  que tem se expressado na sociedade, ele avalia que é natural que todas as vezes que surge  um movimento muito forte com um conceito de modernizar algo, há sempre uma reação contrária no sentido de resistir às mudanças.

“Eu acredito que esse movimento; essa onda de conservadorismo  é relativamente natural, o que assusta é a intensidade com que se expressa. No caso das redes sociais, elas estão potencializando essa onda de conservadorismo, porque muita gente pensa que a internet é uma terra sem lei e que pode publicar o que querem e nessa mal compreendida liberdade de expressão, as pessoas praticam crimes de racismo, de injúria e contra a honra das pessoas”, finaliza.

http://1momento.com.br/noticias/politica/advogado-fernando-falcao-diz-que-esta-havendo-depreciacao-gradativa-da-profissao

domingo, 20 de setembro de 2015

Multiartista Saulo Laranjeira se apresenta no Teatro Deodoro, hoje, e deu entrevista para o Primeiro Momento


Assunta Brasil terá muito humor, poesia e textos inteligentes
Olívia de Cássia - Repórter
Sucesso do programa a Praça é Nossa (SBT), o multiartista (humorista, ator, apresentador, cantor, narrador e compositor) brasileiro Saulo Laranjeira se apresenta neste domingo, 20, às 20h30, no Teatro Deodoro, em Maceió, em um show beneficente que terá renda revertida para o tratamento do radialista Carlos Miranda, que está passando por tratamento de saúde em consequência da esclerose lateral amiotrófica (ELA).
Sucesso do programa a Praça é Nossa (SBT), o multiartista (humorista, ator, apresentador, cantor, narrador e compositor) brasileiro Saulo Larajeira se apresenta neste domingo, 20, às 20h30, no Teatro Deodoro, em Maceió. Fotos: Paulo Tourinho
 Nascido em Pedra Azul, município de Minas Gerais, localizado no nordeste do Estado, na região do vale do rio Jequitinhonha, o artista conversou com a reportagem no restaurante A Bodega do Sertão, no começo da tarde deste domingo,  e falou um pouco da sua trajetória profissional.  
O espetáculo Assunta Brasil existe há dez anos e tem muito humor, poesia e textos inteligentes com personagens emblemáticos que vão surgindo no palco, criando um clima de imediata empatia com os espectadores.
Ele comenta que mudam os personagens, as funções e o nome continua o mesmo. Dentre os personagens do espetáculo, o Deputado João Plenário. O que muita gente não conhece é o trabalho do artista como divulgador da música regional brasileira. Paulo Tourinho
Ele comenta que mudam os personagens, as funções e o nome continua o mesmo.  Dentre os personagens do espetáculo,  o Deputado João Plenário. O que muita gente não conhece é o trabalho do artista como divulgador da música regional brasileira.
“O nome foi inspirado em um personagem, vaqueiro e filósofo que sempre falava no assunta Brasil, sempre com uma parábola, uma história, uma citação filosófica, por conta disso; trabalho na área do humor; poemas; personagens críticos, em sua maioria, que aborda a reflexão, as questões sociais”, destaca.
No evento deste domingo haverá convidados especais de Alagoas como os cantores Julio Uçá, que vem de um tour pela Europa, a cantora Elisa Lemos e o musico Tony Augusto, além do apresentador Paulo Poeta que vai declamar poesias. A noite será imperdível.
O show também faz parte do Projeto Encontros , que trouxe para Alagoas recentemente as belas apresentações de Cezzinha e do cantor Léo Maia, filho de Tim Maia. O ingresso para a apresentação custa R$ 50 inteira e R$ 25 meia entrada , para estudante e pessoas da melhor idade.
O projeto Encontros tem como objetivo proporcionar ao público alagoano conhecer e prestigiar os artistas da terra, em um bom encontro no mesmo palco e mesmo espetáculo de um artista de renome nacional.

Artista mineiro tem várias parcerias

“A história é longa, porque comecei muito cedo na carreira. Nasci em Minas fui para o Rio de Janeiro, depois São Paulo”, comenta. Saulo Laranjeira é apresentador do programa televisivo Arrumação, que surgiu a partir da música de Elomar.
O programa divulga o trabalho de artistas de raiz, como Xangai; Elomar (músicos, cantores, poetas e contadores de causos) entremeado com apresentação de causos e personagens humorísticos interpretados por ele.
Para quem quer conhecer seu trabalho, o humorista e compositor fala que dentre tais personagens estão o contador de causos Geraldinho, a Véia Messina, Zé da Silva Pereira, o boêmio Sabiá, Kelé Metaleiro, o sambista Juriti e o bicho grilo Zé Roberto.
Além destes, Saulo ainda interpreta o Deputado João Plenário do programa humorístico A Praça é Nossa exibido pelo SBT. O multiartista dentro da sua trajetória profissional faz um  resgate e preservação das tradições nordestinas.
Saulo Laranjeira já gravou trabalhos de grandes poetas, a exemplo de Camillo de Jesus Lima, com seu Viola Quebrada - sendo que o personagem João Macambira, deste poema, também integra o rol daqueles personificados pelo artista.
Em 2011, participou como narrador do espetáculo Auto da Catingueira do Grupo Giramundo. Dentre os principais parceiros ou companheiros de shows de Saulo Laranjeira estão Paulinho Pedra Azul, Elomar Figueira de Mello, Dércio Marques, Titane, Tadeu Franco, Túlio Mourão, Celso Adolfo, Pereira da Viola e Tavinho Moura. Além de todo esse currículo, o multiartista é secretário de Cultura do município mineiro de Sabará.

JOÃO PLENÁRIO

Sobre  o personagem João Plenário, ele diz que é fruto de observação do que acontece no cenário da política nacional – as características culturais e as expressões dos políticos histriônicos, etc.
“É fruto da observação da polícia brasileira; nenhum político reclama, ninguém quer vestir a carapuça. O sucesso do personagem é muito grande em todo o Brasil, como ele é um personagem camaleônico, que se molda aos sotaques e expressões de várias regiões, o público termina se identificando”, observa.
O humorista conversa também sobre seu envolvimento com o folclore e as tradições e observa que sempre se envolveu com a cultura popular brasileira, pesquisando os folguedos populares, principalmente no Vale do Jequitinhonha, e esse material de pesquisa terminou sendo uma importante referência para o seu trabalho não só teatral como também musical.
Segundo Saulo Laranjeira, o folclore, a cultura regional, não apenas no Brasil, não faz mais parte da mídia. O interesse dos veículos de comunicação pelo produto cultural de massa terminou prevalecendo.
“Mas sabemos que existe um público carente, ávido por consumir cultura regional, como também existem artistas regionais com trabalhos expressivos, porém com dificuldades em divulgar os seus trabalhos”.
Saulo Laranjeira destaca quer é uma questão do poder público interferir para atender a esse universo de consumidores. “Os jovens universitários não se manifestam mais como um público de vanguarda. Passaram a ser um público que só tem interesse em consumir cultura estabelecida pela a mídia atual”, reclama.
Saulo comenta que teve um Bar/Centro cultural Chamado Fulô da Laranjeira, onde  muitos músicos conhecidos tocaram lá e fala da experiência. O artista comenta que também participou do programa Som Brasil, entre outros.
 “Na década de 80, tivemos um importante espaço cultural em São Paulo – Fulô da Laranjeira – um local de encontro de vários artistas emergentes da época – Renato Teixeira, Elomar, Xangai, Almir Sater, Tarancon, Geraldo Vandré, etc… Foram oito anos convivendo com um público amante da boa Música Popular Brasileira e com artistas formadores de opinião. Uma experiência das mais importantes para a minha trajetória artística”, pontua.
COMPOSITOR
Como compositor, Saulo laranjeira tem mais de 50 composições: “Nos meus shows, a música, a poesia e o humor sempre estiveram juntos. É formato do meu trabalho há anos. As canções intercalam os momentos de emoção e de humor. O meu parceiro e companheiro de show mais frequente é o meu filho Tuca Graça, com quem tenho um CD gravado em parceria denominado “Faróis do Tempo””, explica.
Outro parceiro do artista é o cantor e compositor cearense Saldanha Rolim. “Eu e o Saldanha desenvolvemos dois projetos: “Saulo Laranjeira e Saldanha Rolim cantam Vandré e Gonzagão” e Carnaval de Todos os Tempos”.
Sobre o momento que o país está passando ele diz que é muito ruim, mas espera que o país supere. “É um momento terrível, de tensão de todos nós brasileiros, uma expectativa muito grande; essa coisa que veio à tona, cada dia é uma novidade, ter que conviver com isso [a corrupção] e não ver uma perspectiva é triste, mas esperamos que disso saia um resultado positivo”, finaliza.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Usinas são quem mais descumpre a Lei de Cotas no Estado


Superintendente Israel Lessa diz que empresas têm dificuldade na contratação


Olívia de Cássia - Repórter

As usinas alagoanas são as que mais descumprem a Lei de Cotas (Lei n.º 8.213 de 1991), que prevê a contratação de pessoas com deficiência em empresas com mais de 100 funcionários.  Quem afirma é o superintendente do Trabalho em Alagoas, Israel Lessa.

Segundo Israel Lessa, infelizmente a cultura empresariado local tem essa questão de dificultar e de fazer cumprir o que manda a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], no que diz repeito aos trabalhadores, sejam eles sadios ou com deficiência física. Fotos Paulo Tourinho

 A Lei de Cotas prevê que empresas com 100 empregados devem preencher de 2% a 5% de suas vagas com pessoas com deficiência e o percentual vai aumentando de acordo com o aumento de seus empregados. Israel Lessa destaca que, infelizmente, as empresas que mais geram deficientes e doentes são as que menos querem cumprir a legislação.
A fiscalização do trabalho é uma atividade de suma importância no âmbito da Justiça  trabalhista, tendo por finalidade, segundo a Convenção 81 da OIT o cumprimento das leis de proteção ao trabalhador, mantendo o equilíbrio do contrato de trabalho.
“O Ministério do Trabalho tem aumentado o número de autuações nas empresas que descumprem a CLT; sendo que o maior gerador de pessoas com problema de saúde é o setor sucroalcooleiro, que tem recebido mais autuações”, destaca.
Segundo Israel Lessa, infelizmente a cultura empresariado local tem essa questão de dificultar e de fazer cumprir o que manda a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], no que diz repeito aos trabalhadores, sejam eles sadios ou com deficiência física.
Ele observa que a SRTE\AL está atenta às irregularidades que são denunciadas nas empresas e explica que funciona assim:  quando é recebida a denúncia, os fiscais vão até o local e fazem a verificação; constatada a irregularidade, eles fazem a autuação da empresa.
O superintendente destaca ainda que no MT tem um plantão fiscal para receber as denúncias, que podem ser feitas também no site [www.mte.gov.br]. Dentro do núcleo de fiscalização, segundo o superintendente, existem projetos montados com três auditores fiscais, que vão fiscalizar tanto as usinas de açúcar quanto indústrias que lidam com fumo e outros produtos insalubres.  
A SRTE\AL  também fiscaliza empresas do comércio de Maceió;  as de grandes cidades do interior,  também com relação ao FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço]; e outra equipe fiscaliza a questão das cotas dos jovens aprendizes.
Com relação ao não pagamento do décimo terceiro salário na data prevista pela Lei 4.090, ele disse que a instituição está atenta. O pagamento pode ser feito em duas parcelas, sendo que a primeira deve ser paga do dia 1º  de fevereiro até o 30 de novembro, e a segunda parcela até o dia 20 de dezembro.
“Não é só essa questão do décimo terceiro, mas também irregularidades no que diz respeito à contratação de pessoal; o depósito do FGTS. São denúncias corriqueiras que temos lá e outras denúncias que chegam vindas do MT”, observa.

Denúncias de irregularidades nas empresas acontecem há alguns anos

O superintendente Israel Lessa comenta que a famosa crise no país tem contribuído com o aumento das denúncias de irregularidades, mas ele observa que não é só nesse momento. “As denúncias já vêm acontecendo há alguns anos; com o descumprimento da legislação trabalhista”, entre outros pontos.
Desde agosto de 2012 no cargo, ele observa que se o fiscal vai numa empresa e detecta que há irregularidade na contratação de trabalhadores, já é dada a multa à empresa. Com relação à denúncias veiculadas recentemente na imprensa eletrônica de que no Estado teria empresas praticando trabalho análogo ao escravo ele disse que não tem conhecimento dessa informação.
“Desde que eu assumi houve apenas um caso que foi da usina Taquara, em que nós apreendemos um ônibus não tinha documentação, que transportava trabalhadores  que estavam em condições análogas à de escravidão; não tinham registro e outras irregularidades. Foi um fato que aconteceu naquele ano e nesses dois anos que estou à frente não lembro de outro”, pontuou.
Segundo ele, o que acontecia muito nas usinas de cana-de-açúcar, antigamente, era a presença de crianças no campo e há muito tempo, segundo avalia, nas usinas isso não há registro em Alagoas  de menores no trabalho nessas lavouras.
FECHAMENTO
Segundo o superintendente, foram fechadas quatro agências do MT no interior,  por problemas ligados à infraestrutura,mas que deverão ser abertas já esta semana. “Esta semana já devemos abrir a agência de Arapiraca e  estamos a um passo para inaugurar a de União dos Palmares”, destaca.
Israel Lessa conta que o grupo de empresários ligado à Federação do Comércio de União deu esse apoio. “No município de Palmeira dos Índios e também em Maragogi, acredito que daqui a quinze ou vinte dias estaremos abrindo essas unidades”.

Prédio  do MT tem problemas estruturais

O prédio da SRTE\AL tem problemas estruturais e segundo Israel Lessa, a primeira bandeira que levantou na instituição quando assumiu foi a questão da melhoria na estrutura do prédio que está em condições precárias.
"O  prédio foi construído no final da década de 1960 e início da década de 1970 e infelizmente não teve manutenção da estrutura que pudesse abrigar um órgão que fiscaliza as condições de trabalho nas empresas", explica.
Desde que assumiu o cargo, ele disse que  vem lutando para sair do prédio e reformá-lo. Depois desse tempo à frente da instituição, Israel Lessa disse que conseguiu, com apoio do ex-governador Ronaldo Lessa, hoje deputado federal, junto ao ministro do Trabalho, Manoel Dias, um aporte de quase  R$ 4 milhões, que vão ser investidos na reforma do prédio, dando uma roupagem nova.
Serão colocados no prédio dois elevadores, as portas contra incêndio, acessibilidade, que atualmente o prédio não tem. “Estive reunido com representantes dos deficientes que usam muito o centro de Maceió e uma das reivindicações deles era a acessibilidade no prédio. Mostrei para eles que a propostas será contemplada dentro desse orçamento que será investido no prédio", pontua.
Da mesma forma que está muito próxima a reforma, o superintendente comenta que o Ministério, em Brasília, fez um contrato para a execução do projeto com uma empresa do Paraná que ganhou a licitação de R$ 169 mil, para entregar o o projeto básico e ano que vem sejam iniciadas as obras. "Estamos procurando um prédio em Maceió para que possamos nos mudar, até que a reforma do prédio seja concluída", complementa.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Eu tenho esperança...




Olívia de Cássia - jornalista
Da mesma forma que a maioria dos brasileiros, eu sou remediada, mais para a classe E; nunca passei situação de miserabilidade, mas não tive privilégios inalcançáveis pela maioria; não esperneio por contas das melhorias que foram implantadas pelos últimos governo Lula-Dilma,  como o sistema de cotas, o Bolsa Família, o Cisterna Para Todos, Luz para Todos, entre outros programas sociais, diferente de muitos conhecidos meus.
Reclama-se da corrupção como se ela tivesse sido implantada nos governos do PT, apenas porque agora o assunto aparece mais nos noticiários. Isso quer dizer que a presidente vive em uma democracia e não está impedindo as investigações.

Os agourentos estão na torcida do quanto pior melhor; querem a saída da presidente de qualquer forma e por debaixo do pano tramam as ardilezas do que tem de pior na política. O candidato perdedor não prima pela democracia e seu grupo torce muito para a queda da presidente de qualquer jeito.
Não sabem eles que o processo de impeachment, segundo os juristas não acontece por acontecer. Sugiro a leitura desse texto no link http://meexplica.com/2015/02/a-presidenta-dilma-pode-sofrer-impeachment/ .  Desde que assumiu o segundo mandato, no último mês de janeiro, a presidente Dilma Rousseff tem sofrido pressão de grupos que pedem seu impeachment.
No ano passado, após a reeleição de Dilma, houve manifestações convocadas pedindo sua saída – alguns manifestantes chegaram até a pedir a volta da ditadura militar. E aqui eu abro um pequeno parêntese recomendando algumas leituras, se não antigas, mas as mais recentes a respeito do assunto, para quem não tem conhecimento da história. Estou lendo ‘Ainda estou aqui’ de Marcelo Rubens Paiva; é um livro que trata do assunto.
Na internet tem vários textos que podem ser lidos. A saída por esse meio da presidente só será possível se for constatada a participação dela nos escândalos que têm sido revelados envolvendo desvios de dinheiro público na Petrobras.
E para isso muitos setores conservadores estão apostando nessa argumentação, forçando a barra, para encontrar culpabilidade em Dilma e Lula. Não sou ingênua a ponto de achar que existem santos na seara política, mas aqueles que estão tramando o golpe sujo não têm cacife nem para abrir a boca, tal o grau de envolvimento deles em irregularidades e crimes do colarinho branco; trafico de drogas e outros afins.
A idade me deu suporte para conhecer um pouco os meandros desse mundo tão apaixonante e muitas vezes repugnante que é a política. Convivo com esse meio desde a mais tenra idade e frequento movimentos sociais desde o começo da década de 1980, quando me iniciei na faculdade.
Já vi muita coisa na política brasileira e por mais que tenha esse olhar, ainda me surpreendo com atitudes não lisonjeiras de uma parcela da sociedade aquinhoada. É do conhecimento de quem milita nesse meio as tramoias e ardilezas do que se faz para chegar ao poder.
Sei que estamos passando um período de turbulência e como disse o ex-deputado Judson Cabral (PT), no sábado, 12, na convenção do PDT, o país passa por um momento de convulsão política; uma disputa sem limite por espaços de poder.
“Nós precisamos fazer uma reflexão muito ampla e aprofundar bem a nossa visão de tudo isso que está acontecendo; é preciso que os setores da sociedade (partidos políticos) tenham uma visão crítica, mas também ter uma visão de país”, disse ele.
O petista lembrou ainda que somos todos entes políticos e temos que dar a nossa contribuição, temos que fazer o enfrentamento , quando necessário e que temos que ter  serenidade nos debates.
Estava eu em pauta para o site e fiquei refletindo naquelas palavras e também nas falas dos demais convidados no evento. “O Brasil tem uma democracia jovem e em momentos como esses, de dificuldades, é importante que nós sejamos firmes”. A briga está acirrada, mas eu tenho esperança. Para refletir; fiquem com Deus.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Secretário de Estado do Trabalho, Rafael Brito fala das ações da gestão

Olívia de Cássia - Repórter 

Em entrevista à reportagem no sábado, 12, no Hotel Radisson, na Pajuçara, o secretário de Estado do Trabalho e Emprego (Sete) Rafael Brito, há nove meses à frente da pasta,  disse que quando assumiu a secretaria, o Sine [Sistema Nacional de Empregos] era o grande problema da Secretaria do Trabalho: “Isso há muitos anos”, ressaltou.
O jovem secretário de 34 anos observou que, em janeiro deste ano, com a atual equipe; uma nova motivação de trabalhar e atender essas pessoas, a situação foi estabilizada em termos de atendimento em relação ao ano passado. Fotos: Paulo Tourinho
 Segundo o secretário, foi utilizado toda equipe e o recurso da Sete para melhorar o atendimento. “As pessoas, antes, precisavam chegar duas, três, quatro horas da manhã para garantir o atendimento no Sine”, observou.
Rafael Brito disse que isso é um absurdo, “porque, quem vai ao Sine, normalmente, ou está desempregado e há muito tempo sem emprego, ou pessoas que acabaram de ser demitidas,  para dar entrada no seguro desemprego: esse é 95% do nosso público”, pontuou.
O jovem secretário de 34 anos observou que, em janeiro deste ano, com a atual equipe; uma nova motivação de trabalhar e atender essas pessoas está em ação, a situação foi estabilizada em termos de atendimento em relação ao ano passado.
“No nosso número ele é 44% maior, comparando o período de janeiro a setembro do ano passado com o período desse ano. No Sine a primeira batalha a gente já venceu, mas a guerra não está vencida porque tem muita coisa a ser feita”, avalia.
O secretário observa que a ação seguinte será a recuperação da estrutura física do prédio, já que a parte da estrutura humana foi recuperada: “As pessoas estão atendendo maias e melhor, satisfeitas no ambiente de trabalho e até o final do ano vamos mudar o Sine Jaraguá, vai passar a funcionar em frente ao mercado público do bairro, onde era a antiga Casa do Trabalhador”, explica.
Segundo Rafael Brito, o local vai ser o maior Sine do Estado de Alagoas: “Atende em média de 300 a 400 pessoas por dia; é um público muito grande que a gente precisava atendê-los de uma forma mais adequada”,  comenta.
Depois dessas ações, o secretário conta que a gestão vai transferir essas reformas para outros locais do Estado. “Já inauguramos o Sine em Rio Largo e Penedo; vai ter um em Coruripe e Delmiro, este ano ainda”. Rafael Brito observa que Alagoas até agora não foi afetada de uma forma mais forte como no resto do país com relação ao desemprego”, destaca.
Segundo ele, no ano passado, de janeiro a julho, Alagoas tinha perdido 36 mil postos de trabalho e sempre isso acontece porque é o período da entressafra da cana-de-açúcar. Esse ano, o Estado perdeu 27 mil postos; “a gente conseguiu salvar, digamos assim, nove mil postos de trabalho, mesmo com a crise”, explica.
Para o secretário, no segundo semestre, a expectativa da Secretaria é positiva: “Primeiro, na recuperação de grande parte desses 27 mil postos de trabalho: “Esperamos permanecer pelo menos igual ao ano passado".
Segundo ele, Isso é positivo porque o Brasil vai terminar esse ano com um um milhão de postos de trabalho fechado e o Nordeste vai terminar este ano com algo próximo a 180 mil. "Então se Alagoas terminar o ano com nenhum posto de trabalho perdido, a gente vai sair vitorioso dessa crise, em relação ao resto do país”, pontua.

 Programa Amigo Trabalhador vai ajudar trabalhadores da cana na entressafra

Segundo o secretário, para os trabalhadores da cana-de-açúcar, o Governo do Estado tem o programa Amigo Trabalhador, que existe desde 2013 e não funcionava. Rafael Brito considera o programa é fantástico, mas diz que nunca funcionou.
“Este ano a gente não teve tempo [de colocar em prática],  porque demanda um estudo; por exemplo, não podemos chegar a um trabalhador de uma área como Porto Calvo e fazer uma capacitação de um tipo de curso que não se adéqua àquela região”, esclarece.
O secretário destaca que a Sete está fazendo um mapeamento em cada região, que atenda a essas pessoas e no ano que vem o programa será retomado. “O programa Amigo Trabalhador consiste em pagar na entressafra uma bolsa de um salário mínimo para que esses trabalhadores possam se capacitar, se alfabetizando e se preparando para o mercado de trabalho”, argumenta.
Segundo ele, tem uma série de regras para que o trabalhador participe do programa: “Não estar em seguro desemprego; não participar de outros programas sociais e estar desempregado”.

Programa Produzir Muito capacita mulheres para o trabalho e renda

O secretário do Trabalho e EmpregoRafael Brito comentou ainda sobre o Programa Produzir Muito, que incentiva associações e cooperativas do Estado, de artesanato como o do filé; bordado e tem uma área que está dando programas de capacitação para esses trabalhadores da economia solidária.
Francis Farias é servidora da Sete; presidente do Sindicato das Costureiras e faz a capacitação para as mulheres nas comunidades, por meio do Programa Produzir Melhor. Ela conta que  está com turmas em bairros como o Pontal, Reginaldo, Vergel do Lago; Bara Nova  e em Marechal Deodoro.
As mulheres são capacitadas para a arte da costura, modelar, cortar, costurar; bordado; filé; bordado com filé, entre outras atividades. “É um trabalho direcionado para mulheres que não tiveram oportunidade na vida, foi um método desenvolvido para pessoas não profissionalizadas”, explica.
Francis Farias destaca que hoje tem uma grande demanda de mulheres que passaram a vida cuidando da casa; do marido, dos filhos  e que não tiveram oportunidade de fazer outra coisa na vida.
Segundo ela, muitas mulheres não chegam à aposentadoria por falta de oportunidade de entrarem no mercado de trabalho e hoje vivem ociosas. “O programa é voltado para essas mulheres que desenvolvemos o programa, para capacitá-las; que elas tenham sua própria renda, coloquem seu atelier em casa. O programa objetiva profissionalizar essas mulheres e melhorar a condição de vida delas”, pontua.