segunda-feira, 30 de março de 2015

Moto Amiga faz campanha educativa para emplacamento de cinquentinhas

Sandro Lima
Quantidade de motos aumentou 130% em seis anos em Alagoas, diz Carlos Silveira
Quantidade de motos aumentou 130% em seis anos em Alagoas, diz Carlos Silveira

Olívia de Cássia - Tribuna Independente

Uma campanha educativa no trânsito encampada pelo Projeto Moto Amiga junto ao DetranAL  propõe o emplacamento, fiscalização e regularização das motos cinquentinhas, com o objetivo de diminuir os acidentes de trânsito no Estado de Alagoas. O coordenador do Projeto, José Carlos Carvalho Silveira, disse que toda vez que vê o resultado das estatísticas de acidentes com moto no Estado fica preocupado. 
“Toda vez que é divulgada uma estatística de acidente, a gente vai ver onde pode melhorar; na verdade tem havido um movimento muito grande de circulação de motos no Estado:  se você pegar os números de 2008 a 2014, a quantidade de carros no Brasil aumentou em 50%; a de motos em torno de 75%; mas em Alagoas esse percentual foi de 130% e isso é preocupante”, avalia.
Com mais motos circulando, segundo José Carlos Carvalho da Silva, há maior probabilidade de acidentes nas estradas, principalmente nas avenidas principais de Maceió que estão esburacadas. “Estamos propondo ao DetranAL que determine  a obrigatoriedade da fiscalização e regularização das cinquentinhas (carteira de habilitação), porque se constatou que a quantidade de acidentes com esse veículo é muito maior do que a proporção deles”, pontua.
Além disso, segundo ele, outras preocupações são destacadas como:  as vias principais  estão cheias de buraco, com o trânsito é intenso , há muito atropelamento. José Carlos observa que na campanha que está sendo feita, junto com o Detran, Secretaria de Saúde, Comitês de prevenção a acidentes de trânsito, “estamos trabalhando no alerta com os buracos,  mais cuidados com as vias e as cinquentinhas”.
A cidade de Caruaru, recentemente regulamentou e criou normas para esses veículos e segundo José Carlos, eles sentiram que estava havendo uma grande quantidade de acidentes. “Já fomos recebido pelo novo diretor do Detran e ele se mostrou receptivo; a ideia é que se crie um centro de pilotagem para a gente treinar os condutores”, observa.
Ainda segundo o coordenador do Moto Amiga, proporcionalmente, tem muito mais acidentes com motos cinquentinhas do que com as motos normais, porque os condutores andam sem capacetes; sem equipamento de segurança; não obedecem as leis de trânsito e, da mesma forma que a moto não tem placa, “eles se julgam no direito de fazer o que querem no trânsito: avançam o sinal, andam com três, quatro pessoas em cima e isso tem elevado o número de acidentes”, ressalta.

AL: 70% das cirurgias plásticas realizadas são em mulheres

Divulgação
André Mendonça: Cirurgia plástica é uma das especialidades mais completas da Medicina
André Mendonça: Cirurgia plástica é uma das especialidades mais completas da Medicina

Olívia de Cássia - Tribuna Independente

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas em Alagoas indicam que as mulheres são as que mais procuram as cirurgias plásticas: 70% delas; contra 30% dos homens, ambos para melhorar a aparência, segundo informação do presidente da entidade, André Mendonça.
Segundo ele, as cirurgias mais realizadas no Estado são: aumento da mama ou redução e cirurgias de abdome. “Em Alagoas, 25 cirurgiões plásticos pertencem à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, sendo um cirurgião para 45.969 habitantes em Maceió”, explica.
A preferência, em uma sequência, segundo André Mendonça, em primeiro lugar, é a colocação de prótese mamária ou redução; seguindo de abdominoplastia (plástica no abdômen). O médico acrescenta que, entre as mulheres, a procura no caso da mama é mais comum entre as jovens e adolescentes.
Já entre os homens, ele afirma que a procura maior é para correções no nariz, lipoaspiração, aplicação de toxina botulínica em partes do rosto, além de tratamentos a laser.  O Brasil é o líder mundial em dez dos dezenove tipos de cirurgia listados no relatório da International Society of Aesthetic Plastic Surgery, superando os EUA, com números referentes ao ano de 2013. Ao todo foram 23 milhões de cirurgias plásticas, incluindo rinoplastia (77.224), rejuvenescimento vaginal (13.683), aumento dos glúteos (63.925) e transplante capilar (8.319).
O número de cirurgias plásticas em adolescentes entre 14 e 18 anos mais do que dobrou em quatro anos no Brasil – saltou de 37.740 procedimentos em 2008, para 91.100 em 2012 (141% a mais), segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
O presidente da entidade em Alagoas, André Mendonça, ressalta que essa especialidade é bastante completa: “São cinco anos, no mínimo para se tornar um cirurgião plástico e depois da residência é necessário que o médico faça outra prova da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, embora muitas pessoas considerem uma especialidade apenas para fins estéticos”, comenta.
O médico esclarece que a cirurgia plástica é uma das especialidades mais completas da Medicina: “Atuamos literalmente da cabeça aos pés, desde fins estéticos até fins reconstrutores que vão de queimaduras, reconstrução após traumatismos e deformidades congênitas, dentre outras”, pontua.
Ele informa que no Hospital Geral do Estado HGE está disponibilizada uma equipe completa que presta serviço diário no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), em emergência e queimados, fazendo da especialidade uma das mais atuantes nesse serviço. Segundo o médico, ainda é preciso um serviço mais completo que possa atender pessoas carentes nas áreas de reconstrução de mama e deformidades congênitas.
Para isso, segundo André Mendonça, é preciso apoio do poder público para tal, “pois temos profissionais capacitados, mas precisamos de hospital e infraestrutura para uma atuação mais efetiva”, pontua.
Segundo especialistas, está provado que muita gente projeta na cirurgia plástica a fonte de salvação para as suas insatisfações estéticas. No entanto, eles ressaltam que a decisão da cirurgia merece ser pensada com bastante carinho, não só pelos riscos práticos que a cirurgia envolve, mas também pelo lado emocional.
Redução de mama
Maria Estela Murta Barbosa é propagandista de medicamentos e formada em Comunicação Social, habilitação em Relações Públicas, e disse que fez a cirurgia plástica para redução dos seios, em virtude de um problema na coluna e foi aconselhada por um neurologista a fazer a mamoplastia.
“Eu tenho hérnia de disco, uma lombar, e por causa desse problema, conversando com um neurologista que vinha fazendo meu acompanhamento, ele sugeriu que eu tentasse fazer a redução da mama, para ver se realmente ia melhorar a dor insuportável que eu vinha sentindo; eu usava sutiã 52 e agora 46”, explica.
(Foto: Olívia de Cássia)
Maria Estela Murta Barbosa
Estela Murta Barbosa observa que na hora de procurar um cirurgião plástico, em primeiro lugar ouviu pessoas que já tinham passado pelo procedimento e procurou informações sobre os especialistas da área.
“Procurei saber se ele é credenciado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pois nem sempre o preço é o mais importante, porque às vezes existem cirurgiões que oferecem um preço menor ou igual, mais o mais importante hoje é a indicação, ter pessoas que já fizeram a cirurgia plástica e recomendam e também a questão do credenciamento no médico, a confiança no profissional”, ressalta.
Dentista diz que aumentou os seios e hoje amamenta muito bem
A dentista Daniela Lemos fez cirurgia para aumentar o busto: colocou silicone, quando ainda não tinha bebê.
“Fiz em 2010, quando tinha 29 anos, uma cirurgia plástica estética, onde foram implantadas próteses de silicone nas mamas. A cirurgia foi bem tranquila e era um desejo meu há muito tempo; fiz com o médico que umas amigas já tinham feito e ficaram  satisfeitas”, ressalta.
Segundo Daniela Lemos, o pós-operatório foi um pouco delicado, pois requer repouso e cautela para a movimentação dos membros superiores, “embora quase não tenha sentido dor nos dias seguintes à cirurgia”, observa.
(Foto: Olívia de Cássia)
Daniela Lemos
A dentista diz que colocou 260 ml de silicone e não se arrepende de ter feito a cirurgia. “Na época em que fiz o procedimento, não tinha filho, e o médico me tranquilizou dizendo que não haveria qualquer dificuldade para amamentar um dia em que fosse mãe. Hoje, tenho um bebê de cinco meses, que mama exclusivamente e não me arrependo de forma alguma em ter feito, me sinto mais bonita e confortável”, explica.
Daniela acrescenta que aconselha as mulheres a fazerem a cirurgia plástica, se for um desejo grande da pessoa, e que tenha certeza do quer.
“E que faça com um profissional especializado, procure informações sobre ele e num hospital, em ambiente cirúrgico; não me arrependo. Muitas amigas já fizeram depois de mim, depois de verem o resultado, que ficou muito melhor do que o que esperava”, pontua.
Brasil passa Estados Unidos e lidera o ranking mundial
Pela primeira vez, o Brasil superou os Estados Unidos como o líder mundial em número de cirurgias plásticas. Em 2013, o país realizou 1,49 milhão de operações, quase 13% do total mundial - em território americano, foram 1,45 milhão. Em terceiro lugar está o México, com 486.000 cirurgias.
Os dados fazem parte de um relatório da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês) divulgado na terça-feira. De acordo com o levantamento, as cirurgias plásticas mais comuns no Brasil em 2013 foram a lipoaspiração (228.000), o implante de silicone nas mamas (226.000) e a operação para elevar os seios (140.000).
O Brasil é líder mundial em dez dos dezenove tipos de cirurgia listados no relatório, incluindo rinoplastia (77.224), rejuvenescimento vaginal (13.683), aumento dos glúteos (63.925) e transplante capilar (8.319).
Ranking
No mundo, as cirurgias plásticas mais comuns em 2013 foram o aumento das mamas, a lipoaspiração e a operação para levantar as pálpebras. As mulheres corresponderam a 87,2% de todos os procedimentos estéticos, cirúrgicos e não cirúrgicos, realizados no ano passado em todo o mundo.
Embora o Brasil tenha ultrapassado os americanos em número de cirurgias plásticas, os Estados Unidos ainda são líderes em relação aos procedimentos estéticos não cirúrgicos, como aplicação de botox, por exemplo. O país realizou 3,9 milhões de procedimentos do tipo no ano passado, contra 2,1 milhões no Brasil.
Em Alagoas
As cirurgias para fins estéticos não são feitas pelo serviço público no Estado e segundo dados da assessoria da Secretaria de Estado da Saúde, em 2014 foram realizadas 1.457 cirurgias reparadoras.
Com maior número de procedimentos foram realizadas 926 plásticas de pele;  393 plásticas por lesões com perda cutânea; 39 plásticas valvares; 15 plásticas mamárias.
O ranking das unidades hospitalares que mais realizaram cirurgias plásticas pelo SUS no Estado, segundo a assessoria da Sesau, foram: Hospital Carvalho Beltrão, em Coruripe - 288 procedimentos; Santa Casa de São Miguel dos Campos - 194; Hospital Sanatório de Maceió - 162;  Hospital Ortopédico de Maceió - 154.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Olivia Genesi comemora 15 anos de carreira este ano

Fotos Divulgação
 Olívia de Cássia – Repórter

A cantora, compositora e produtora musical, instrumentista, arranjadora, professora de música e técnica de áudio Olivia Genesi está completando 15 anos de carreira esse ano e está iniciando uma promoção para uma votação das "best of" para gravar uma compilação virtual no decorrer do ano e montar um show com esse repertório "mais pedidas". A promoção está na página principal do seu site, www.oliviagenesi.com.br” e qualquer pessoa pode participar.
“Como você sabe, é uma loucura alguém independente e sem grana conseguir pauta: são 15 anos e oito CDs e eu não poderia deixar passar em branco essa comemoração. Então estou buscando pauta para esta data importante, pequenas publicações, destaques, participações, enfim, essas coisas que movimentam a carreira e facilitam a visibilidade”, observa.
A paulistana Olivia Genesi tem em sua formação piano e canto eruditos, jazz, música oriental, rock, música brasileira.  A combinação de todos estes elementos resultou num estilo eclético e ousado, presente em toda sua trajetória musical.
A cantora, que já foi capa do caderno de Diversão e Arte, no início da Tribuna Independente, teve seu disco de estreia no ano 2000 (Olivia, 2000); e em seu segundo CD (Perto, 2003) ela já apresentava sua forte personalidade musical, resultado bem dosado de suas várias influências: Beethoven, Mozart, Bach, Debussy, Stravinsky, Cole Porter, George Gershwin, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Led Zeppelin, Deep Purple, Frank Zappa, Hermeto Paschoal, Tom Jobim, Mutantes, Caetano Veloso, Maria Betânia, Gilberto Gil, entre outros.
Ousada em seu estilo de compor e de cantar, Olivia não repete fórmulas e trilha novos caminhos. Seu amor pela música mostra-se com clareza em suas interpretações singulares. Para consolidar a forte influência do jazz e da bossa nova, ela apresentou o projeto "Jazzy Stuff", composto por dois CDs (2por2 e 12), lançados em 2004 e 2005 no Brasil, Japão e Espanha. No repertório, clássicos do jazz, bossa e rock, em versões inusitadas, com arranjos sofisticados para sua voz emocionante e envolvente.
Em seu quinto CD ( Full Bloom, 2007) a artista assinou novamente a produção musical, no estilo folk-rock, usando a tecnologia como parceira na aproximação entre a cantora e o compositor radicado no Texas, Frank Krischman.
Em 2009, Olivia lançou Só a música faz, voltando com toda a força de suas canções e mensagens marcantes, e abrindo espaço para outros compositores de sua geração.  Este novo CD resgata a sonoridade marcante e orgânica da década de 70, recheada pela textura dos timbres modernos, marca registrada do estilo da artista.
Em 2012 ela lançou Vintage Filter, projeto autoral em parceria com o pianista e tecladista Adriano Augusto e participação especial do baterista Bruno Balan. Este CD resgata as sonoridades analógicas das décadas de 70 e 80, envoltas em clima surrealista. Música para relaxar e viajar por ambientes fantásticos!
Melodias de sol em pleno azul, 2013, o quarto CD autoral confirma a expectativa de que alguns artistas independentes conseguem manter-se ativos; e além disso, fazer música de boa qualidade, alheios aos modismos e sucessos fabricados que entopem a grande mídia. Apresenta rock, folk, reggae, jazz e pitadas brasileiras em canções cativantes.



quinta-feira, 19 de março de 2015

A hipocrisia das mídias sociais

Olívia de Cássia – jornalista

Desde a campanha eleitoral do ano passado, o país vive uma efervescência de discussões e debates nas mídias sociais, acrescentado às denúncias de corrupção e as operações desencadeadas pela Polícia Federal e Ministério Público na Operação Lava Jato.

Desde então tenho travado alguns debates nas minhas postagens, mas tem gente que não sabe respeitar a opinião do outro. Apoiar o governo e ter votado na presidente Dilma não quer dizer que eu concorde com práticas nebulosas e corrução de quem quer que seja, pois sempre defendi a apuração dos fatos, mas que ela seja de modo igualitário, doa a quem doer.

Atribuir todas as mazelas do país ao governo do PT e à presidente é não ter conhecimento algum sobre a história política deste Pais e ser maldoso, divulgando notícias e informações tendenciosas para  grande parcela da população que não sabe sequer interpretar um texto lido e não falo aqui só dos analfabetos de fato, mas dos funcionais e dos analfabetos políticos.

Como dizem os mais antigos, “o buraco é mais embaixo” e muita coisa está por trás desses acontecimentos: desde a insatisfação do candidato perdedor pela derrota, a descoberta de seu envolvimento em diversas irregularidades a exemplo do aeroporto de Minas, do helicóptero com 450 quilos de pasta-base de cocaína, questões mais profundas e especificas.

Apoiar o governo Dilma não quer dizer colocar a cabeça no buraco, feito avestruz e fingir que não percebe erros que tenham sido cometidos; não por ela, mas por membros do partido. Avalio, eu e  aqui vai uma sugestão fraterna, que haja uma avaliação interna das hostes do partido, para reavaliar algumas questões.

O que não me convence de forma alguma é o fato de que políticos da oposição quererem dar uma de puros e criminalizar o PT, Lula e a presidente por todos os erros cometidos: isso é uma grande hipocrisia, são dois pesos e duas medidas quando avaliam que as doações de campanha para o PT é uma grande fraude e indícios de corrupção e para o PSDB não há essa mesma avaliação.

Já estou ficando exausta de tanta hipocrisia e de explanações sem noção, de desrespeito à figura da presidente , do machismo exposto nas redes sociais e do oba oba que foi feito nas manifestações do dia 15. Aquilo ali pode ser tudo, menos um protesto político coerente. O que se disse nas entrevistas causou-me vergonha.

Falas malucas de doidos e de madames endinheiradas  malucas que não sabiam o que estavam defendendo e que pediam uma intervenção militar e outras baboseiras mais que não dá para falar de todo senão iríamos passar o dia todo argumentando.

O que precisa ser feito no país com a maior urgência e já foi dito pelos especialistas sérios é uma reforma política, onde se ponha fim às doações privadas de campanha, para que os políticos não fiquem refém de empreiteiras, usineiros e afins.

Mas essa discussão é polêmica e ainda vai dar muito pano pra manga, pois o próprio Congresso Nacional e a grande parte dos políticos não concordam com a proposta de financiamento público de campanhas eleitoras, porque vão perder seus currais eleitoreiros.

Não existe santidade e nem pureza nessa seara; o que se tem é muito interesse escuso por trás de tudo isso. Bom dia.


quinta-feira, 12 de março de 2015

Supermercados apostam em preço popular para atrair consumidor até a Páscoa

Foto Adailson Calheiros
Preço dos ovos de Páscoa variam de acordo com tamanho, gramatura e brindes que os acompanham
Preço dos ovos de Páscoa variam de acordo com tamanho, gramatura e brindes que os acompanham

Olívia de Cássia - Repórter Tribuna Independente

Alguns supermercados de Maceió estão apostando em preços populares de chocolates e ovos de Páscoa para atrair o consumidor. Com a proximidade da Semana Santa, os principais ingredientes do almoço da Sexta-Feira da Paixão como peixes, vinhos, crustáceos, camarões e ovos de chocolate estão sendo pesquisados, mas segundo os comerciantes, a procura ainda está pouca. 
A reportagem da Tribuna Independentepercorreu alguns supermercados da capital, ontem à tarde, ouviu consumidores, gerente, promotora de venda de alguns produtos para entender o que está acontecendo no mercado de produtos da época, a 25 dias da Páscoa.
Num supermercado do bairro da Gruta, os preços dos ovos de Páscoa variam de acordo com o  tamanho; a gramatura e brindes como copos, máscaras e outros designers com figuras de personagens de desenhos infantis ou de filmes da Marvel.
Tem ovo de Páscoa custando R$ 8 ou de marca mais sofisticada, com 350 gramas custando R$ 34,98; pesando 325 gramas R$ 58,99, mas também tem produto de 750 gramas sendo vendido a R$ 73,49, preço considerado alto pelo consumidor. Os preços variam muito mais pelas marcas.
“Estou conferindo e já fui em outros locais, mas aqui está mais salgado do que nos outros supermercados; quero comprar para levar para minhas filhas, geralmente eu compro cerca de dez unidades, todos os anos, para presentear, no tamanho maior, mais tem uns de até R$ 56 está caro”, argumentou o consumidor Luciano dos Santos.
Seu Luciano avalia que os preços estão altos porque a comercialização está iniciando agora: “Quem sabe lá na frente eles baixem os valores”, comenta. Outro ovo de Páscoa pesquisado por seu Luciano, pesando 100 gramas está custando nesse supermercado R$ 13,98 e ele achou salgado, disse que vem apenas um copo e o ovo é menor: “Engana o consumidor”, destacou.
A reportagem encontrou um ovo de 500 gramas custando R$ 57,48; em outro local, também considerado caro pelo consumidor Luciano. Henrique estava com a esposa e a filha olhando os chocolates; disse que sempre compra para a filha de quatro anos, mas disse que não costuma observar quanto custa.
“Geralmente eu compro sem olhar o preço. Costumo comprar um pequeno para não passar em branco. Ela sempre quer o mais caro; de princesa, mas a gente não compra, sempre levamos o mais barato”, destaca. Quem considera o ovo de chocolate caro também tem a opção da caixa de bombom que custa cerca de oito reais nesse supermercado, também dependendo da marca.
Opções de juntar chocolate com brinquedos agrada cliente
Em outro estabelecimento, no bairro do Bom Parto, a promotora de vendas Silvana Maria Pereira disse que os preços oferecidos pela marca que ela representa são acessíveis ao consumidor. “Tem para todo gosto e todo estilo: para a menina, o menino, o adulto”, destaca.
Segundo Silvana Maria, a marca investiu em ovo que vem com brinquedos como: carrinhos, ônibus, bonecas, coelhos. “O ovo de 40 gramas custa R$ 2,99; tem o quebra-cabeça, tem a casinha de boneca, um de 90 gramas, o ônibus com 14 ovos, que custa R$ 11,79 e não tem mistura hidrogenada”, ressalta.
Outros produtos ofertados, como o trenzinho, segundo a promotora de vendas, vem com ovos de 77 gramas. “O relógio e o lançamento das princesas 65 gramas, seis ovos sabor brigadeiro e morango, e a menina pode fazer a coleção de bonecas das princesas. Para os meninos tem a opção do carrinho e do caminhãozinho, que custa R$ 9,98”, pontua. 
O gerente de supermercado Alex Sabino dos Santos disse que sua loja está investindo em produtos de marca mais populares, os preços no estabelecimento onde Alex trabalha estão estáveis, com ovos de Páscoa pequenos e acompanhados de brinquedos e disse que o consumidor ainda está pesquisando.
“Se você olhar o preço do concorrente para o nosso, até o peixe, estamos comercializando bem abaixo; a mesma coisa do ano passado, inclusive alguns clientes estranharam e pensam que vamos aumentar depois; tem uma margem de preço e vamos manter o atual”, observa.
Segundo Alex Sabino, os chocolates comercializados no local também estão com preços acessíveis. “Produtos como o camarão congelado está variando de preço: de R$ 15,29 a R$ 28,80; peixe congelado de R$ 11 o quilo, ou de R$ 10. A perspectiva é que as vendas este ano sejam melhores do que o ano passado; nós vendemos tudo industrializado; é um produto perecível e que requer cuidados”, destaca.
Nutricionista orienta sobre cuidados com produtos
A nutricionista Renata Castro observa que com a chegada da Semana Santa, o consumo de peixe aumenta, já que muitas pessoas evitam comer carne no período. Mas ela orienta que para comprar o alimento é preciso ter alguns cuidados. “Vale observar a aparência, o armazenamento e o odor do peixe, além da higiene do local onde será adquirido”, destaca.
Segundo a nutricionista, o pescado fresco deve apresentar a superfície do corpo limpa, com brilho metálico, olhos transparentes, brilhantes e salientes. As guelras precisam estar róseas ou vermelhas, úmidas e brilhantes e o ventre roliço e firme. Ela diz ainda que vale verificar se as escamas estão brilhantes e bem aderentes.
“Com os dedos, pressione a barriga do peixe para constatar a firmeza. Calda e carne firme com consistência elástica de cor própria à espécie também são características de peixe fresco", complementa.
Renata destaca que para saber se a peixaria é provida de boa higienização, o consumidor deve observar se o vendedor está usando luvas ao manipular os peixes e se o ambiente está limpo. “O peixe bem acondicionado deve estar com um pouco de gelo em cima dele e bastante embaixo, pois o gelo ajuda a manter o alimento saudável por mais tempo”, esclarece.
Renata Castro observa que se a pessoa preferir o peixe na forma enlatada, é  necessário verificar se há indícios de problemas na embalagem como ‘estufamento’. "Antes do consumo, lave a lata com água corrente e sabão", recomenda.



terça-feira, 10 de março de 2015

Exposição de livros em shopping foca na literatura infanto-juvenil

Foto: Adailson Calheiros
Evento oferta livros para público infantil e de todas as idades; consumidor pode encontrar produtos a partir de R$ 1
Evento oferta livros para público infantil e de todas as idades; consumidor pode encontrar produtos a partir de R$ 1
Olívia de Cássia - Tribuna Independente
Uma exposição de livros de todas as áreas do conhecimento, entre romances e livros técnicos, mas com enfoque na literatura infanto-juvenil está acontecendo no Parque Shopping Maceió desde o dia 6 de março e vai até o dia 5 de abril.
O evento é promovido pela livraria que funciona no local e segundo o coordenador Jacson Canuto, agrega alguns eventos de várias editoras, inclusive com contação de história para as crianças, que acontece todo sábado, a partir das 16h.
“Apesar de a exposição ter livros de diversos segmentos, estamos enfocando mais na literatura infanto-juvenil e estamos agregando eventos de várias editoras. No sábado, tivemos um volume grande de pessoas aqui e por volta da uma da tarde já tinha fila para pegar senha, para conseguir autógrafo do autor. Pelas senhas as editoras sorteiam brindes”, explica.
Livros como “A culpa é das estrelas”, de John Grenn, “O diário de um adolescente apaixonado”, de Rafael Moreira, que terá lançamento no local; “Eu Fico Loko”, Christian Figueiredo de Caldas; “As vantagens de ser invisível”, de Stephen Chbosky, que também já virou filme, estão sendo comercializados no local; além de Talita Rebouças, que escreve livros para adolescentes e no próximo dia 21 estará fazendo lançamento na exposição.  
CRIANÇAS
Segundo Jacson Canuto, o shopping também disponibilizou um local para que as crianças se distraiam e brinquem, enquanto os pais escolhem os livros.
“Temos muitos livros para o público infantil de todas as idades; livros a partir de um real, de tamanho pequeno, a mãe chega e leva até dois; além desses, livros com detalhes em 3D, para a interação da criança, livros musicais, coleção de clássicos, a partir de R$ 9,90; valores acessíveis, que dá para qualquer pessoa adquirir”, pontua.
‘Gosto de comprar livro para todo  mundo, mas nunca estou satisfeita’, diz leitora
Patrícia Tenório é leitora convicta; estava na exposição do shopping e disse que sempre visita exposições ou livrarias. “Quando vejo um livro eu digo logo: ‘esse é a cara de fulano’; gosto de comprar livro para todo mundo, nunca estou satisfeita, sempre quero mais. Acabei de comprar para presentear duas pessoas: um para meu afilhado e um para minha comadre. Aí viemos ver e comparar preços”, destaca.
A leitora Patrícia disse que sempre entra em locais onde se comercializa livros, para dar uma pesquisada de preços e a curiosidade vai cutucando. “Eu adoro. Se eu pudesse e meu dinheiro desse e tivesse mais juízo, lia mais. É muito livro, eu paro e digo assim ‘meu Deus, eu vou morrer e não vou dar conta de tanto livro, me dá uma angústia, é muita coisa para ler, é uma vida inteira para ler”, comenta sorrindo.
(Foto: Adailson Calheiros)
Patrícia (dir.), com a amiga Saízia: ‘Quando vejo um livro eu digo logo esse é a cara de fulano’
“Eu não gosto de livro que vira filme e eles comercializam a capa com os atores do filme, pra mim já perdeu o encanto. A foto com o ator já foi a indústria cinematográfica, outro contexto, já perdeu um pouco do valor do livro; na minha opinião, sou muito chata com isso e tiram até onda da minha cara. Outro dia entrei num alfarrábio e tinha a coleção das peças completas de Shakeaspeare, num preço bem baratinho e nem acreditei e tive que ligar para uma amiga para contar, não é o valor de uma água aqui”, observa.
Saízia Salomão é a comadre e amiga de Patrícia e diz que ontem foi seu aniversário e que ganhou o livro “Antes de dormir” de presente da amiga. “Ela deu esse para mim e outro para o meu filho, que tem quatro anos e eu quero que ele vá por esse mesmo caminho, da leitura. Ele já gosta de leitura; tem a tarefa e ele diz: ‘leia para mim’; eu leio, a história acaba e ele quer que eu leia a mesma página com outra história aí eu digo: ‘João, aí fica difícil, né, mas a gente tem que ficar criando”, observa.
Patrícia e Saízia Salomão criticam as redes sociais e dizem que as pessoas poderiam estar lendo, ao invés de perderem tempo com isso. “É muita porcaria que a gente lê; olhando a vida do povo no Facebook, por exemplo, e outros meios. Não só os jovens, mas a gente também”, observa Saízia.

Feira de orquídeas homenageia Dia Internacional da Mulher

Exposição organizada por Dona Neuza Nunes começou na última sexta-feira e vai até o próximo sábado
Exposição organizada por Dona Neuza Nunes começou na última sexta-feira e vai até o próximo sábado
Olívia de Cássia - Tribuna Independente - foto: Adailson Calheiros
Dsde a sexta-feira (6) está acontecendo no Parque Shopping, uma exposição de orquídeas, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no último dia 8 de março. A exposição está sendo organizada por dona Neuza Nunes, colecionadora e cultivadora da espécie no Estado, e vai até o próximo sábado (14).
Dona Neuza Nunes explica que uma parte das orquídeas são do seu cultivo, em Maceió, mas outras vieram de fora. “Eu cultivo as mudinhas e quando é para fazer uma feira eu tenho que trazer de fora para juntar com as minhas e ficar mais florido. Ontem [domingo] foi muito movimentado aqui e quase não consegui dar conta”, observa.
Segundo dona Neuza, os preços são bem variados, depende de cada planta. “Cada orquídea é um valor, toda espécie é um valor; tem umas que as pessoas não conhecem muito, que são as de raízes aéreas, a Vanda; mas  as mais vendáveis são as Cattleyas”, destaca.
A cultivadora de orquídea pontua que a planta do tipo Vanda é de origem asiática, costuma ser encontradas em regiões pantanosas, semelhante a mangues, onde, mesmo quando não chove, a umidade do ar é muito alta.
“Pelas características dessa região é fácil imaginar qual o ambiente ideal para ela: calor, muita luz, ventilação (circulação do ar), água e muita umidade. As Cattleyas são um gênero de orquídeas de flores grandes e vistosas, mais vendáveis, muito popular, com inúmeros híbridos intergenéricos, amplamente disponíveis no comércio, que exercem enorme apelo e adaptam-se bem a coleções mistas de orquídeas”, destaca.
Ela ressalta ainda que as espécies mais comerciais são as chuvas-de-ouro, da Família Orchidaceae e slonovski. Dona Neuza explica que para cultivar a orquídea tem que ter um  olhar especial, ela não pode levar luz direta e nem ser regada com muita frequência. “Tem que ser meia sombra e também ter cuidado com as regas, tem que saber a hora certa. Não pode regar muito e nem colocar um pratinho. É melhor tocar nela e sentir que está precisando de água”, destaca.
Ex-funcionária do Produban, dona Neuza Nunes conta que quando o banco fechou ela resolveu realizar um sonho. “O banco era a sustentação para eu criar meus filhos e sobreviver, mas quando acabou eu disse: ‘agora vou realizar meu sonho’, quando o banco foi liquidado todo mundo chorou muito, eu também, mas aí pensei: é hora de realizar meu sonho e eu tive sorte, foi uma coisa que sempre quis fazer. Não rende muito dinheiro, mas faço o que gosto”, destaca.
O casal de idosos José e Maria dos Santos estavam vendo a exposição e gostaram: Está tudo muito lindo, são plantas belíssimas, lá em São Paulo é tudo muito caro”, disse seu José

sexta-feira, 6 de março de 2015

Atividades em Maceió lembram o Dia Internacional da Mulher

Foto: Adailson Calheiros

Segundo Girlene Lázaro, caminhada terá denúncias sobre violência contra a mulher no Estado e cobrança de políticas públicas
Segundo Girlene Lázaro, caminhada terá denúncias sobre violência contra a mulher no Estado e cobrança de políticas públicas


Olívia de Cássia - Repórter - Tribuna Independente
O Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo dia 8 de março, será lembrado em Maceió com diversas atividades. A Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT/AL) está organizando um ato que será realizado nesta sexta-feira (6), a partir das 9 horas, com participação dos movimentos sociais alagoanos e concentração na Praça Sinimbu.
Segundo Girlene Lázaro, secretária da Mulher da CUT/AL, o tema do ato público será “Trabalhadoras em Luta por Igualdade, Liberdade e Autonomia”, com uma caminhada que terá denúncias sobre a violência contra a mulher no Estado, cobrança de políticas públicas para as mulheres, ação permanente do Estado para garantir direitos às mulheres – mais empregos, escolas, creches, segurança entre outros.
O percurso da caminhada será pelas ruas do centro da capital até o Palácio República dos Palmares, onde será entregue um documento. Ainda na sexta-feira, também a partir das 9 horas, a Assembleia Legislativa realiza uma audiência pública que contará com palestras da secretária da Mulher e dos Direitos Humanos, Roseane Cavalcante Freitas (Rosinha da Adefal).
O tema da audiência será: “Participação política da mulher nos espaços dos poderes constituídos e ações prioritárias que serão desenvolvidas durante o mês de março” e “Políticas Públicas de promoção à autonomia da mulher, que proporcionem a erradicação da pobreza extrema e o exercício pleno da cidadania”, com Solange Jurema, primeira ministra da mulher no Brasil.
A audiência também vai lembrar o aniversário de 82 anos do primeiro voto feminino no país. No dia 8, domingo, haverá uma caminhada na orla marítima com concentração no Pavilhão do Artesanato, a partir das 8h30, que está sendo organizada pelo Conselho Estadual da Mulher e outras entidades.
Roseane Cavalcante destacou a importância do papel feminino na sociedade e disse que durante todo o mês de março, a Secretaria da Mulher do Estado junto aos movimentos sociais, está preparando diversas atividades para lembrar a data, a exemplo de ato-show com cantoras da terra, promoção de maior celeridade no julgamento de ações de crimes contra a mulher, seminários e palestras.
Bancários mobilizam trabalhadoras para comemorar a data
O Sindicato dos Bancários de Alagoas deu início na segunda-feira (2) às atividades referentes ao Dia Internacional da Mulher. Para isso, segundo o presidente Jairo França, está realizando visitas às agências e debatendo com a categoria as bandeiras de luta do movimento feminista.
Segundo o presidente da entidade, além de saudar as bancárias pela passagem do 8 de março,  o Sindicato está distribuindo panfleto e camisas com as colegas; divulgando a campanha contra o assédio sexual nas ruas e homenageia diversas lideranças femininas.
(Foto: Sandro Lima / Arquivo)
França diz que entidade está divulgando a campanha contra o assédio sexual
As atividades do Dia Internacional da Mulher começaram pelas agências de Santana do Ipanema e Palmeira dos Índios. Na quarta-feira (4), o Sindicato visitou todas as unidades de Arapiraca. A programação continua nesta sexta-feira nas agências bancárias da capital.
“O principal símbolo da mobilização este ano são as mulheres que se destacaram na luta por direitos, cidadania, justiça social, democracia e liberdade, entre outros princípios. São companheiras que contribuíram para a sociedade nos segmentos político, social, artístico, religioso”, destaca Regis de Souza, diretor do sindicato.
Segundo Regis Souza, o sindicato também está intensificando nesta data a luta contra a discriminação no trabalho e a violência contra a mulher. “Dados coletados em pesquisas da Contraf-CUT e do Dieese demonstram que a desigualdade de gênero nos bancos ainda é muito grande, sobretudo quando se trata dos cargos de chefia e da remuneração, que são   menores para as mulheres”, pontua.
TJ agiliza julgamento de ações que envolvem violência contra a mulher *
O Poder Judiciário de Alagoas tem 776 processos pautados para a Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa, que ocorre de 9 a 13 de março, na capital e no interior, e tem como objetivo agilizar o julgamento de ações envolvendo violência contra a mulher.
Segundo a Diretoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (Dicom/TJ), nos cinco dias de mutirão estão previstas 772 audiências, sendo 513 em Maceió e 213 no Juizado da Mulher, em Arapiraca. As outras 46 ocorrem nas Comarcas de Penedo, União dos Palmares e Mata Grande. Na Capital, as audiências terão início às 8h, no prédio do curso de Direito do Centro Universitário Cesmac, na Rua Íris Alagoense, no bairro Farol.
Durante a semana, também serão realizados quatro júris populares (três em Maceió e um em Penedo). O caso do interior teve como vítima Genilda da Silva, funcionária de um supermercado assassinada, em agosto de 2012, supostamente a mando do ex-companheiro, Uzemar Leite da Silva Júnior. O réu será julgado pelo Tribunal do Júri da Comarca, no próximo dia 11, às 9h.
“A violência contra a mulher é um problema que precisa ser enfrentado e combatido”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, que solicitou aos magistrados a designação de júris e audiências para a Semana.
De acordo com a juíza Fátima Pirauá, presidente da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), a força-tarefa vai conferir uma visibilidade ao problema da violência doméstica, que atinge um grande número de mulheres. “É fundamental que o Judiciário dê uma resposta para a sociedade, acelerando o julgamento dessas ações”, destacou.
A Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa foi idealizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e vai mobilizar todas as Cortes de Justiça do país.
* (com assessoria)

quinta-feira, 5 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher

Olívia de Cássia – jornalista

Neste domingo, 8 de março, estamos comemorando mais um Dia Internacional da Mulher, data que foi dedicada àquelas trabalhadoras da fábrica Cotton em Nova Iorque que morreram queimadas no local de trabalho, em 1857. Mas segundo estudiosos, a ideia da existência do dia Internacional da Mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria.

As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se Nova Iorque, Berlim, Viena (1911) e São Petersburgo (1913).
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova York.

Segundo a história, em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhagen, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada a proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.

De lá para cá muita coisa mudou, mas no que diz respeito à violência de gênero, ainda há muito a se conquistar, pois aumenta a cada dia a estatística de assassinatos de mulheres no País.

No último dia 3 foi aprovado o projeto de lei do Senado que classifica o feminicídio como crime hediondo e o inclui como homicídio qualificado. O texto modifica o Código Penal para incluir o crime - assassinato de mulher por razões de gênero - entre os tipos de homicídio qualificado. O projeto vai agora à sanção presidencial.

A aprovação da proposta foi um avanço para os movimentos sociais femininos e segundo o que foi publicado, a matéria estabelece que “existem razões de gênero quando o crime envolver violência doméstica e familiar, ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher”. O projeto foi elaborado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher.

O projeto de lei também prevê o aumento da pena em um terço se o crime acontecer durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto; se for contra adolescente menor de 14 anos ou adulto acima de 60 anos ou ainda pessoa com deficiência. Também se o assassinato for cometido na presença de descendente ou ascendente da vítima.

Avalio que qualquer tipo de violência deve ter o repúdio da sociedade e a gente sabe que quando o crime é cometido contra a mulher, muita gente ainda diz que a culpa é da vítima, que fez alguma coisa errada e deve pagar pelo erro.

Vivemos em uma sociedade tecnológica, que apesar dos avanços acontecidos desde o assassinato das operárias têxteis, ainda há muita barbárie acontecendo pelo país afora, em nome ‘da honra’ e por sentimentos de posse e ciúmes.

Na justificativa para apresentação do projeto aprovado pelo Senado, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito  destacou o homicídio de 43,7 mil mulheres no Brasil de 2000 a 2010, sendo que mais de 40%  das vítimas foram assassinadas dentro de suas casas, muitas pelos companheiros ou ex-companheiros.

Além disso, a comissão afirmou que essa estatística colocou o Brasil na sétima posição mundial de assassinatos de mulheres; em Alagoas não é diferente e é preciso dar um basta a tudo isso. Avante, companheiras, por liberdade, igualdade e democracia: salve o 8 de março Dia Internacional da Mulher.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Por economia ou comodidade, jovens adultos preferem a casa dos pais



Ysminy Moreira, 25 anos, mora com os pais por  necessidade de continuar seus estudos e fazer concursos. Sandro Lima


Olívia de Cássia - Repórter

Aumentou o número de jovens de todo o país, entre 25 e 34 anos de idade que decidiram permanecer na casa dos pais, segundo uma pesquisa divulgada nacionalmente pelo IBGE, no mês de dezembro passado.  Segundo o estudo, na Síntese de Indicadores Sociais, em 2013, a taxa chegou a 24,6% da população nessa faixa etária - no ano anterior, esse número era de 24% e, em 2004, ainda menor: 21,2%.
O Sudeste é a região do país com maior proporção de indivíduos da "geração canguru",  superior à média nacional. Depois do Sudeste, que registrou, em 2013, 26,8% de "geração canguru" entre a população dessa faixa etária, vem o Nordeste, com 24,7%. O Norte tem a menor proporção, com 19,8%.
Em Alagoas essa também é uma tendência. A reportagem da Tribuna Independente foi ouvir  alguns  jovens universitários e todos afirmaram que moram com a família por comodidade e por questão econômica, principalmente, ou por opção.
Em tempos de relacionamentos abertos entre pais e filhos e de mais liberdade, os jovens preferem hoje em dia o conforto, a comodidade e querem primeiro se estabilizar  para depois procurarem outros rumos.
Segundo o sociólogo, jornalista e professor Jorge Vieira. “O fenômeno tem vários fatores: são fases diferentes num contexto de sociedade; diferenças internacionais e nacionais. Em âmbito internacional, a crise no modelo de sociedade: parecia tudo organizado e não foi isso o que aconteceu”, explica.
No Brasil, segundo Jorge Vieira, em uma década, os jovens mudaram; o poder econômico dos pais cresceu, nos segmentos D e E,  e à medida em que os pais melhoraram de vida, eles foram se preparar para fazer concursos e não são obrigados  a entrarem no mercado de trabalho  para ajudar na economia doméstica, avalia o professor.
Segundo Jorge Vieira, outro fator é que uma parcela desses jovens também se acomodou, devido a essa melhora de vida dos pais. “O desafio agora é dar educação e capacitação para a parcela acomodada dessa geração que melhorou de condição financeira”, observa.
MULHERES
Jorge Vieira também argumenta que outra diferença é que a mulher está procurando mais a capacitação: “36% dos lares são chefiados pelas mulheres, segundo os dados e 51% do sexo feminino estão buscando preparação”, explica.
Segundo o estudo, esse aumento constante de jovens que permanecem na casa dos pais  não se deve necessariamente à falta de trabalho. Há uma escolaridade maior entre as pessoas que se encaixam na "geração canguru", o que, de acordo com o IBGE, pode significar uma maior dedicação aos estudos.
Psicólogo diz que viver em liberdade significa assegurar-se de equilíbrio de renda
O psicólogo do comportamento e professor de uma faculdade particular de Maceió, Roberto Lopes Sales, disse que viver em liberdade significa assegurar-se de um equilíbrio de renda e sinônimo de estabilidade financeira e que, atualmente, a renda para que se atinja tal estabilidade não referenda a faixa etária de jovens adultos.
Segundo Roberto Lopes, os jovens de hoje estão buscando esta estabilidade junto ao convívio dos pais e familiares, para se desenvolverem qualitativamente ainda com o apoio deles. “Acompanhar-se do apoio dos pais neste processo de equilíbrio de renda e estabilidade financeira, facilita mais facilmente a liberdade tão sonhada”, pontua.
A reportagem da Tribuna Independente também ouviu  alguns jovens adultos  sobre o estudo do IBGE e todos que foram ouvidos moram com os pais ou familiares e as  razões  relatadas coincidem com as argumentações do sociólogo Jorge Vieira, do psicólogo Roberto Lopes Sales e o resultado da pesquisa do IBGE.
Yasminy Tássula Moreira de Almeida tem 25 anos, está terminando o curso de Administração, faz estágio na Prefeitura de Maceió e mora com os pais. Ela disse que ainda depende deles para tudo. “Moro com eles também por comodidade, ajuda muito, porque hoje em dia é muito difícil; sou totalmente dependente dos meus pais, não tenho como morar só”, destaca.
Segundo Yasminy Moreira de Almeida, seu foco é fazer concurso e quando tiver bem estabilizada na vida ela vai procurar sua independência e morar sozinha. “Antes as pessoas não tinham liberdade, era todo mundo preso; a conjuntura atual é outra, os jovens saem mais e têm mais liberdade”, observa.
Dona Tânia Moreira é a mãe de Yasminy e disse que por ela a filha não saía de casa nunca. O esposo, seu Wilson Almeida, disse que hoje tudo é liberal e não quer que a filha vá morar em outro lugar. “A gente tem confiança e dá liberdade e por mim ela não saía de casa nunca”, reforça.
(Foto: Adailson Calheiros)
Tássio Duda é bolsista de mestrado e pretende se estabilizar na carreira para então pensar em sair de casa
Na Universidade Federal de Alagoas a reportagem encontrou o jovem Tássio Duda, 25 anos, que  é bolsista do programa de mestrado e solteiro. Ele é formado em Agronomia e disse que acabou de concluir o curso. “Ainda não tenho uma vida econômica estável e equilibrada, então fica difícil com pouco recurso financeiro que eu tenho, ir me aventurar e morar sozinho. Primeiro vou esperar me estabilizar para procurar o meu caminho”, explica.
Tássio Duda pontua que não depende dos pais, pois paga as contas com o que recebe da bolsa de mestrado. “Tenho minha independência, não dependo dos meus pais,;  avalio que  o jovem deveria sair de casa mais cedo, para ter mais responsabilidades”, destaca.
Mesmo com essa avaliação, o agrônomo ressalta que é preciso ter um planejamento, estar preparado para ter uma família estável. “Quando você sai de casa e forma uma família sem se organizar é errado; tem que se estruturar e não ficar em casa até 40 anos pedindo ajuda do pai”, argumenta.
Jovem saiu da casa dos pais e depois voltou para estudar para concurso
Priscila Dias Pereira conta que saiu de casa quando tinha 20 anos e foi fazer faculdade em Campina Grande. “Quando eu terminei o curso na Universidade Federal eu quis me dedicar e estudar para concurso e resolvi voltar para casa e ficar só me preparando. Passo o dia todo aqui, na biblioteca (da Ufal) estudando. Nossos pais apoiam a gente porque sabem que queremos uma coisa maior”, explica.
Da mesma forma que Priscila, Maria Clara está se preparando para concursos, tem 25 anos e já se formou. “Eu acho que os jovens ficam em casa até mais tarde hoje em dia, para se prepararem mesmo, antes de sair de casa, também por uma questão de educação:  nossos pais não nos direcionaram para que saíssemos de casa cedo e nos dão a liberdade de ficar um pouco mais até alcançar esta estabilidade. Para uns é uma questão de comodidade, mas para outros, não, é uma questão de procurar uma coisa maior”, avalia. 
(Foto: Adailson Calheiros)
Maria Clara e Priscila moram com os pais e estão se dedicando aos estudos
Segundo os jovens entrevistados,  hoje em dia não há os conflitos de geração, como em décadas passadas, quando jovens saiam de casa em busca de outros mundos. “Minha mãe saiu de casa muito cedo para casar e a nossa geração está casando mais tarde, porque quer primeiro se qualificar”, finaliza Maria Clara.
Marcelo da Silva Oliveira tem 33 anos e mora com avó, em União dos Palmares. Ele disse que é  no seu caso é por questão financeira. “Eu morava em São Miguel dos Campos com minha tia no ano de 2007 e trabalhava na feira com ela. À época, outra tia estava procurando alguém para ficar com minha avó, só que queria alguém de confiança. Eu tinha vontade de ingressar em um curso no ensino superior fazendo algum cursinho pré-vestibular, mas não tinha condições de pagar; daí minha tia me convidou para morar com minha avó”, conta.
O universitário palmarino disse que resolveu reunir “o útil ao agradável” e destaca que estudou em um cursinho pré-vestibular e passou no vestibular da Universidade Federal de Alagoas ( Ufal) para o Curso de Ciências Sociais.
“Até o momento ainda moro com minha avó: não por comodidade ou opção de vida, mas, sim, por questão financeira, visto que em nosso município (União dos Palmares) não temos nenhuma oportunidade de emprego, pois o que vale aqui não é o "Q" de Qualidade, mas o "I" de Indicação”, ironiza.

E agora, o que fazer?

Por Olívia de Cássia E agora, o que fazer? Essa pergunta me veio à baila, antes e depois da aposentadoria por invalidez e em alguns dias q...