sexta-feira, 31 de maio de 2013

Secretaria de Cultura realiza II Semana de Cultura Palmarina

Por João Paulo Farias – Secom/UP
Com o tema 'Caminhos de Palmares: Uma Reflexão Sobre Identidades', a Secretaria Municipal de Cultura realiza, de 3 a 7 de junho, a II Semana de Cultura Palmarina, que este ano homenageia o poeta Jorge de Lima.

A  programação contará com palestras sobre o Príncipe dos Poetas e o Quilombo dos Palmares. Segundo a secretária de Cultura, Genisete Sarmento, a Semana tem como objetivo a discussão da cultura local: “Vamos abordar duas referências históricas e culturais de União, Jorge de Lima e o Quilombo dos Palmares”, disse.

Ela acrescenta, ainda, a contribuição das discussões para professores e alunos, que terão acesso a um vasto conteúdo ministrado por mestres e doutores no assunto.

As inscrições para a II Semana de Cultura Palmarina podem ser feitas até o dia 2 de junho, na sede da Secretaria de Cultura, na Praça Jorge de Lima, 1, Centro. O participante terá direito a certificado.

PROGRAMAÇÃO:

Dia 3 de junho – Jorge de Lima e União dos Palmares: Uma representação poética da cidade natal
19h - Abertura
19h30 - Virginia dos Santos (Ufal)

Dia 4 de junho – Mesa: Conversando e re-descobrindo Jorge de Lima
19h Professor Silvan Gomes (Uneal)
Grupo de Pesquisa sobre Jorge de Lima (Uneal)

Dia 5 de junho – Identidade Palmarina: do Quilombo à Cidade
19h - Subverso: Grupo de Estudos e Experimentação em identidades.
Professora  Maria Lwdmila Contast Pacheco;
Thaís Patrícia Paulino da Silva;
Thamires Marques.

Dia 6 de junho – Palmares na Historiografia Alagoana
19h - Professor-doutor Osvaldo Maciel (Ufal)
Dia 7 de junho – Um novo sistema de colonização: o quilombo
19h - Professor Dr. Dirceu Lindoso
 
 

A revolta contra moradores de rua

Olívia de Cássia – jornalista

Está se tornando uma constante em nosso Estado, principalmente na capital alagoana, o assassinato de moradores de rua. Isso já vem acontecendo há algum tempo e eu me questiono a cada vez que tenho informação de fatos dessa natureza: o que leva o ser humano a ter tanto ódio dentro de si para praticar tal crime?

Um levantamento feito pelo Ministério Público Estadual (MPE) indica que em 2011 e 2012, foram 60 homicídios, segundo dados colhidos pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB-AL). Até o mês de abril deste ano já teriam sido quatro assassinatos, estatística que já aumentou se a gente for pesquisar a fundo a questão.

Por que se mata tanto no país e em nosso Estado? Estamos vivendo uma guerra e não estamos percebendo isso? Onde anda a democracia? Democracia de poucos? O que podemos fazer para que tal estado de coisa tenha fim? As pessoas perderam os valores familiares que aprenderam com seus pais e cuidadores? O que está acontecendo com o mundo. Por que tanta violência?

O noticiário policial nacional do dia 10 de maio informa que foram registrados em Goiânia 30 assassinatos de moradores de rua, na escuridão da madrugada. Para a polícia, quase todas as vítimas são usuárias de crack e morreram por brigas entre eles ou então por dívidas com traficantes.

Em Maceió, o mais recente caso aconteceu na madrugada desta sexta-feira (31) na Avenida Menino Marcelo, a Via Expressa, no bairro da Serraria, em Maceió. Um homem foi apedrejado até a morte. A matéria está no tribunahoje.com.

De acordo com a Polícia Militar, Jânio Márcio Gomes da Silva, de 35 anos, morreu após ser apedrejado na cabeça. Ele não tinha residência fixa. O fato aconteceu em frente a uma agência do Banco Bradesco por volta das 3h da madrugada.

O jornalista Gilberto Dimenstein, na introdução de um de seus livros, observa que a verdadeira democracia, aquela que implica o total respeito aos Direitos Humanos, está ainda bastante longe no Brasil. “Ela existe apenas no papel. O cidadão brasileiro, na realidade, usufrui de uma cidadania aparente, uma cidadania de papel. Existem em nosso país milhões de cidadãos de papel”, ressalta.

A violência urbana nas grandes cidades é sempre explicada por conta do desemprego, do êxodo rural que incha as cidades, do analfabetismo, da mortalidade infantil. Todos os cidadãos têm direito à vida, a ir e vir em qualquer lugar sem que seu direito seja cerceado. Vamos semear a paz no lugar da discórdia e da violência.

Muitas das atrocidades cometidas contra moradores de rua e pessoas indefesas, lembram a prática nazista, do extermínio, da segregação. O nazismo foi uma vergonha para o mundo e o lamentável e mais vergonhoso ainda, é saber que hoje ainda existem pessoas seguindo esses ideais.

A igualdade deve ser para todos: o mesmo direito que eu tenho de caminhar pelas ruas essas pessoas que não têm moradia e muitos nem família, também têm. Ninguém sabe o que levou essas pessoas a viverem como nômades, sem rumo e sem direção. Fica a reflexão para esta tarde.

JHC diz que respeita, mas não concorda com decisão sobre repasse na ALE

Foto de Olívia de Cássia

Por assessoria

Nesta quarta-feira, 29, num despacho publicado na edição do Diário Oficial do Estado, o Ministério Público concluiu não haver irregularidades no repasse do duodécimo à Assembleia Legislativa. O processo foi arquivado e o deputado João Henrique Caldas, um dos que cobraram uma investigação sobre o assunto, reforçou opinião contrária sobre o excedente no orçamento aprovado pela Casa.

As investigações foram solicitadas pelo Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), que acusava a ALE de improbidade administrativa. O MP instaurou um procedimento investigativo para averiguar a denúncia. A Secretaria da Fazenda teve um prazo de 15 dias para enviar os documentos solicitados viabilizando a análise.

Em seu parecer, o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, concluiu que ‘exsurge’ dos autos que o valor a mais repassado ao Poder Legislativo  decorreu da abertura de créditos suplementares.

“Minha visão sobre esses repasses permanece incólume. Essa transferência é vergonhosa, já que é feita no apagar das luzes, sem nenhuma transparência dos seus gastos”, afirmou JHC.

Prêmio Octávio Brandão inscreve para oficina

Os organizadores do Prêmio Octávio Brandão de Jornalismo Ambiental abriram nesta quarta-feira (29/05) as inscrições para mais uma oficina de jornalismo ambiental. O evento, marcado para as 9 horas do dia 8 de junho, no Hotel Radsson, reunirá jornalistas de vários veículos de comunicação, além de estudantes de jornalismo da Ufal, Cesmac e FITs.
A oficina é realizada todos os anos e antecede a solenidade de entrega do Prêmio Octávio Brandão, realizada na noite do mesmo dia. Cerca de 70 jornalistas e estudantes estão disputando este ano o concurso, que contempla com R$ 37 mil e troféus os autores das melhores reportagens sobre meio ambiente.
As inscrições para a oficina de jornalismo ambiental devem ser feitas com o Sindicato dos Jornalistas, através do telefone 3326-9168. As vagas são limitadas. Os inscritos participarão de palestras e debates com os membros da comissão julgadora do Prêmio Octávio Brandão, composta de técnicos, ambientalistas e jornalistas de Alagoas e outros estados.
Serão abordados durante a oficina diversos temas, a maioria ligada à atividade do jornalista ambiental e à preservação do meio ambiente. Entre os debatedores estarão a  jornalista Velma Correia (assessora de imprensa da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental  - Abes), a jornalista Catarina Buriti (assessora de comunicação do Instituto Nacional do Semiárido - Insa), e a publicitária Graziella Fritscher (assessora de comunicação do Projeto Recor - Restauração do Rio Coruripe).
PREMIAÇÃO
A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-AL), o Sindicato dos Jornalistas (Sindjornal) e a Braskem - organizadores do Prêmio Octávio Brandão – também já concluíram os preparativos para a festa de entrega do Prêmio, que acontecerá na Casa de eventos Armazém Uzina, em Jaraguá, a partir das 21 horas do dia 8/06. Deverão participar cerca de 700 pessoas, entre jornalistas, estudantes, empresários, autoridades e dirigentes de órgãos de comunicação.

Fonte: Sindjornal e NEJ-AL

domingo, 26 de maio de 2013

Gaviões em Alagoas recebem treinamento para controle da fauna nociva

Olívia de Cássia – Repórter
(Texto e fotos)

A falcoaria ou cetraria é a arte de criar, treinar e cuidar de falcões e outras aves de rapina para a caça. Tradicionalmente, tanto na Europa como na Ásia, a falcoaria sempre esteve ligada à nobreza, à arte de caçar com auxílio de aves.

Em Maceió, Saki e Corisco (gaviões da espécie asa-de-telha, com idade de um ano e seis meses e dois anos), são duas das sete aves de rapina que são adestradas por Dorival Santos Lima Filho (o Dorinho), 29 anos e Jairo Emanoel , 18 anos, mais três treinadores da empresa Falcontrol, que está nesse mercado alagoano desde 2011.

Segundo Dorival Filho, em todo o Estado existem nove adestradores. Autodidata, ele explica que há 13 anos faz esse tipo de treinamento em Maceió. “Aprendi a treinar lendo livros e em sites, tudo em espanhol, porque não existe literatura nacional sobre o assunto”, observa.

Segundo Dorinho, em Alagoas, os gaviões são treinados para fazer o controle de fauna nociva (pombos) no Porto de Maceió, na Santa Casa de Misericórdia e no Moinho Motrisa. Os gaviões capturam pombos e pardais e qualquer outro animal que sejam treinados para caçar e cada animal capturado por eles são resgatados pelo treinador, que dá uma recompensa ao animal (comida).

Cada pombo ou pardal capturado é entregue ao Ibama (Instituto Brasileiro do meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) para que dê o destino final. Para se tornar um treinador o aprendiz leva de dois a nove meses. O treinador tem que portar o equipamento específico: colete, luva e apito para que a ave obedeça ao comando. 

Saki e Corisco têm 460 e 520 gramas, mas Corisco, na demonstração de treinamento para a reportagem, em Rio Novo,  foi verificado que está acima do peso em  15 gramas e não voou. Os gaviões treinados por Dorinho não voam alto porque são treinados para capturar pombos.

Para manter o peso de voo as aves recebem uma alimentação e 40 gramas, de fígado e pedaços da carne de sua alimentação (de acordo com o comando que ele vai obedecendo), mas quando não está treinando ganha o alimento  inteiro, pontua Dorinho. Quando estão mudando as penas os gaviões ficam num poleiro especial, próprio para a falcoaria.

Dorinho explica que com o ser humano os gaviões treinados por ele são dóceis e aceitam a presença humana como parceiro de caça.  Existem várias espécies dessa ave de rapina no Estado. “Os gaviões são animais silvestres e não podem ser criados como pet (animal doméstico)”, explica. 

REPRODUÇÃO

O treinador observa também que quando um gavião está na fase de amansamento fica na sede da empresa ou na casa do treinador o maior tempo possível. O falcoeiro geralmente treina com um tutor ligado à Associação Brasileira de Falcoeiros e Preservação de Aves de Rapina- ABFPAR: em todo o País existem cerca de 80 associados.

Dorinho Filho destaca que a média de vida de um gavião em cativeiro é de 30 a 40 anos, mas na natureza eles vivem menos por conta de doenças e de predadores.  A ave de rapina se alimenta de pombos, codornas e camundongos, alimentação com controle de qualidade que não pode ser da rua.

“Uma ave dessa espécie custa em média três mil reais e no país só existem três criadores que fornecessem para os outros estados:  dois em Minas Gerais e um no Rio de Janeiro. Os criadores são denominados de Fukui e quando precisa são acionados e mandam os gaviões de avião”, esclarece.

As fêmeas do gavião são maiores que os machos, contrariando a maioria das espécies no reino animal, classificado como dimorfismo sexual. A fêmea do gavião asa-de-telha  bota de dois a quatro ovos (em média três), cuja incubação dura 33 a 36 dias.
Os filhotes abandonam o ninho com cerca de 40 dias, mas permanecem próximo deste durante três a quatro meses. Os gaviões asa-de-telha medem de 48 a 56 cm de comprimento, com uma envergadura de 115 cm. Dorinho conta que o iniciante é treinado pelo bicho, se não tiver experiência.

“O gavião obedece ao comando de treinamento com o apito e cada comando atendido ele recebe uma recompensa, mas os comandos são diferentes. Outra curiosidade dessa espécie é que tem que ter uma banheira disponível para o banho. Eles se banham de duas a três vezes na semana”, ressalta.  

sábado, 25 de maio de 2013

Meus afetos...

Olívia de Cássia - jornalista
Eu ficava contando os carneirinhos no colo do meu avô Manoel Paes (seu Né Tibúrcio), na Rua da Ponte, por horas a fio. Eu tinha uma identificação profunda com meu avô, muito antes de me afinar com meu saudoso e querido pai.
Quando não era contando carneirinhos e outros bichos que eu identificava nas nuvens, na porta da mercearia do meu pai, na Rua da Ponte, à noite, estávamos brincando de outras histórias que ele me contava e que eu ouvia atentamente.
Meu avô não sabia ler, mas apreciava literatura de cordel e pedia para que eu, que estava sendo alfabetizada naquela época, ou qualquer visita lesse para ele aquelas histórias de Lampião no Inferno, do Padre Cícero, das Caiporas e outras, que nós comprávamos quando íamos para feira livre de União dos Palmares, aos sábados.
Para mim era uma aventura andar com meu avô e a feira livre era nosso passeio predileto. Lá na casa da Rua da Ponte, onde ele e minha avó Olívia moravam, tinha uma espreguiçadeira que meu avô gostava de deitar e eu subia nas costas dele nessa cadeira e mexia na careca dele, fingia que estava dando banho e ele se punha a rir.
Era difícil fazer o meu avô rir, porque ele era muito carrancudo, os outros netos e sobrinhos tinham um respeito e um medo grande dele, mas comigo ele se rendia ao meu carinho e afetividade e eu não tinha medo dele. Era muito amor que existia entre nós, duas almas que nasceram juntas.
Com meu avô e meu tio Antônio de Siqueira Paes eu tenho as lembranças mais ternas e puras da infância, na Rua da Ponte e na Barriguda. Com meu pai a afinidade maior foi crescendo na infância, na adolescência e depois na fase adulta. Eu sempre me afinei bem mais com os homens da família, embora amasse minha mãe e minhas tias.
Meu avô Manoel me protegia de tal forma, que bastava um olhar dele para o lado de quem quer que fosse, para intimidar. Perto dele minha mãe não me batia, nem ousava brigar comigo. Essa proteção eu perdi aos quinze anos, quando ele já estava bem velhinho, aos 94 anos, já sem saber o que estava fazendo.
Era tão linda a nossa amizade e afeto, que chamava a atenção dos moradores da Rua da Ponte.  Eu ficava na porta da casa com eles que sentavam um ao lado do outro, apreciando o movimento ou conversando com algum vizinho.

Família e avô é a melhor coisa na vida da gente e depois que a gente perde só ficam as boas lembranças do que vivemos. Eu não conheci os pais de meu pai, pois foram para outro plano quando eu pai ainda era criança, mas tenho a sorte de ter tido meus pais por muito tempo, meus avós Manoel e Olívia, meus tios e uma família que apesar das brigas que tínhamos me faz muita falta. 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

União dos Palmares realiza 5ª Conferência das Cidades


Foto de João Paulo Farias

Com assessoria

Foi realizada, nesta quinta-feira, 23, em União dos Palmares a 5ª Conferência das Cidades, com o tema “Quem muda a cidade somos nós: Reforma já!”. O encontro aconteceu no Parque Hotel Quilombos e reuniu cerca de 200 pessoas. Na abertura do evento, houve com uma apresentação cultural de dança Afro realizada pelo Grupo de dança da Escola Municipal Mário Gomes de Barros.

O presidente da Conferência, Edemir Moraes, justificou a ausência do prefeito Beto Baía (PSD), que precisou viajar para fazer a revisão da cirurgia realizada há cerca de um mês, ao mesmo tempo em que agradeceu o empenho do prefeito em realizar o evento, reconhecendo a importância da Conferência.

Apes
ar de não estar presente, o prefeito Beto Baía (PSD), foi lembrado na fala do secretário de Articulação do Estado, Claudionor Araújo, que destacou o empenho do prefeito em realizar a Conferência e oferecer todo subsídio necessário à sua realização.

A  primeira palestra foi ministrada pelo engenheiro agrônomo Manoel Bernardo, que fez uma explanação sobre o Plano Diretor do Município, ressaltando a importância deste plano para a Conferência das Cidades.

A palestrante Vitória Buarque, representante do Conselho Nacional das Cidades, ressaltou a importância da 5ª Conferência para os municípios e explicou aos participantes o objetivo do encontro. “A Conferência é um Fórum de discussão e deliberação sobre assuntos relevantes para o desenvolvimento urbano das cidades,” afirmou Vitória.

Durante a tarde, houve a discussão dos temas do Texto Base da Conferência em quatro grupos, onde saíram as propostas, que após aprovação da plenária serão encaminhadas para a etapa estadual da Conferência, que acontecerá nos dias 12 e 13 de agosto.

Participaram da Conferência: representantes da sociedade civil organizada, além de membros do poder público municipal e estadual.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

JHC pede a substituição das sacolas plásticas por sacolas biodegradáveis

Assessoria 


Na sessão de terça-feira, 21, o deputado João Henrique Caldas (PTN) pediu, em projeto de lei, a substituição das sacolas de plásticos produzidas a partir do petróleo, por sacolas de plástico biodegradável.

Segundo ele, as sacolas comuns agridem o meio ambiente e também atrapalha o turismo na região, já que seu descarte é feito de forma irregular.

 Ecologicamente corretas e com uma grande capacidade de absorção, pelo solo, JHC requisitou meios para que a opulação possa fazer uso das sacolas de material orgânico no dia-a-dia.

“As sacolas de plástico tradicional, quando descartadas de forma irresponsável, acabam indo parar nos esgotos e, consequentemente, no mar, o que pode gerar a morte de animais marinhos que acabam as confundindo com águas vivas, como as tartarugas marinhas”, disse o deputado.

O turismo no estado seria outro beneficiado, já que as praias alagoanas atraem milhares de visitantes todos os anos. Segundo João Henrique Caldas, o acumulo desse material na faixa de areia espanta o turista. 

“Uma sacola biodegradável não agrediria tanto, já que possui uma maior facilidade de desintegração, coisa que não acontece nas sacolas de plástico oriundas do petróleo, que ajudam a dificultar ainda mais o trabalho da natureza”, finalizou.

domingo, 19 de maio de 2013

Crimes medievais contra a mulher na era da modernidade

Olivia de Cássia - jornalista

Não tenho a estatística oficial da morte de mulheres por assassinato em Alagoas, mas na última vez que pesquisei o site da Defesa Social o percentual era de 4% com relação aos assassinatos de homens;  avalio que esse percentual tenha aumentado este ano, devido aos casos que venho acompanhando no noticiário.

É visível isso na imprensa, na maioria das vezes, crimes cometidos por homens covardes, cruéis, inconformados com o fim do relacionamento, por envolvimento com companheiros do tráfico ou elas próprias envolvidas com droga ou em relacionamentos com homens comprometidos.

Não venham me dizer que isso só acontece por aqui, em nosso Estado. Agredir, matar, estuprar uma mulher ou uma menina são fatos que têm acontecido ao longo da história em praticamente todos os países ditos civilizados e dotados dos mais diferentes regimes econômicos e políticos, diz o texto Estudos Avançados  Violência contra a mulher e políticas públicas, de Eva Alterman Blay, publicado no site http://www.scielo.br.

 A magnitude da agressão, porém, varia, diz ela: “É mais frequente em países de uma prevalecente cultura masculina, e menor em culturas que buscam soluções igualitárias para as diferenças de gênero”.

Antigamente, quando uma mulher se envolvia com um homem casado ela era discriminada na sociedade, era vítima de muitos falatórios e muitas vezes e na maioria delas eram expulsas da família, como leprosas ou do próprio meio onde vivia.  Acompanhei isso na literatura e observei muito o fato em União dos Palmares.

O tempo passou, os relacionamentos amorosos mudaram, as mulheres conquistaram postos de comando no mercado de trabalho, assumiram viver sozinhas ou em relacionamentos de união estável, mas a violência contra esse extrato da sociedade aumenta com o passar dos anos e com a evolução dos costumes. 

Eva Blay observa que matam pessoas do sexo feminino de todas as idades, desde bebês até mulheres com mais de setenta anos, mas prevalece a faixa compreendida entre 22 e trinta anos, segundo o estudo feito por ela.

Blay acrescenta que os jornais, já na década de 1990, indicavam que 22% dos crimes eram motivados por tentativas de separação, ciúme, ou suspeita de adultério. Em 2000, estes mesmos motivos cresceram e foram responsáveis por 28% dos crimes.

Nos últimos anos a gente tem acompanhado o ‘fenômeno’ com muita frequência. Este ano, em Alagoas, vimos o caso de uma mulher inconformada com a gravidez de outra de seu companheiro envolvido com o tráfico e mandou executá-la, com requintes de crueldade.

O noticiário informa que mulheres  estão sendo raptadas e mortas por conta de crimes passionais, jovens universitárias que têm o futuro e a juventude interrompidos por pura estupidez.  Na semana que passou a sociedade soube do assassinato de uma menina grávida e o crime teria sido porque o assassino não aceitou a gravidez dela.

Gente, estamos no século XXI, a sociedade se ‘modernizou’ e nem assim essa barbárie teve fim. E eu fico me perguntando que evolução social é essa. É impressionante isso. Também a gente vê mulheres jovens que engravidam irresponsavelmente, mesmo com a distribuição de anticoncepcional nos postos de saúde, camisinhas, mas nem assim esse problema tem acabado. Parece que aumenta a cada dia.

Queria levantar esse tema hoje porque não me conformo com isso e não quero observar a questão apenas pelo lado religioso, sobre o motivo dessa deterioração na vida de muitas meninas, que mal saem das fraldas, nem brincam mais de boneca e já estão envolvidas em relacionamentos enrolados ou grávidas.

Talvez falte política pública para a diminuição desse problema, vão me dizer. É fato, mas também avalio que é a própria deterioração dos relacionamentos numa sociedade consumista, onde tudo parece descartável, até as pessoas. Hoje qualquer briga já é motivo de uma separação. Não se tem mais tolerância e nem paciência para nada, avalio eu. Fica a reflexão.

É domingo!

Olívia de Cássia – jornalista

O domingo amanheceu como aqueles em dias de maio, em União dos Palmares. Lá em casa a rotina era a mesma toda semana: meu pai ia à missa e levava todos nós, quando éramos crianças. Quando eu não ia com ele, ia com minha avó Olívia, de quem herdei o primeiro nome, devido às dificuldades da idade dela.

Eu e minha avó, para encurtar o caminho, íamos à igreja pela grande ladeira, que naquela época ainda não tinha recebido o calçamento. Da Rua da Ponte até lá, passávamos pela ponte, dobrávamos à direita e seguíamos pela antiga feira do gado, até chegar á ladeira, paralela à Rua da Cachoeira.

Em tempo chuvoso ficava difícil o percurso e às vezes a gente levava quedas e ficava com a roupa toda cheia de barro: tanto eu quanto a minha avó. Lembro que no pé da ladeira tinha uma cacimba, onde os moradores da proximidade se abasteciam de água potável.

Aos domingos naquela época a alimentação da família lá em casa era muito simples. Comidinha caseira da roça; não tinha nenhuma sofisticação. No almoço o cardápio era macarrão e galinha, principalmente de capoeira, só aos domingos.

E a gente criança ficava torcendo para que chegasse logo o domingo, porque além dessas iguarias, minha mãe fazia pão-de-ló, rocambole e doces caseiros.

Também aos domingos, depois da missa, isso ainda na Rua da Ponte, era dia de tomar banho no Rio Mundaú, escondido da minha mãe; quando chegava em casa com a roupa encharcada, ela tratava logo de nos dar uma surra.

Já na Tavares Bastos, era dia de sair rua a fora com as amigas; quando crianças nós tínhamos o hábito de visitar os padrinhos e eu ia passear de jipe, eu e Luciana Medeiros, com meu padrinho Durval Vieira, de quem eu tenho doces lembranças.

Meu padrinho tinha esse carinho: quando eu morava na Rua da Ponte, todos os domingos ele chegava lá em casa para me levar para o passeio. E íamos até Branquinha pela ponte do povoado Cabeça de Porco, acesso antigo para Maceió e depois íamos até a Fazenda Sete Léguas, que era de propriedade dele.

Na Sete Léguas, que fica na Fazenda Frios, nós tomávamos banho no açude e comíamos muitas frutas: goiabas quase verde (as minhas preferidas) e muitas seriguela. Também aproveitávamos para ir até o curral ver o gado.

Essa vida eu adorava, quando não estava na Barriguda, do meu tio Antônio de Siqueira Paes, onde está toda a minha memória afetiva, junto com a Rua da Ponte. Era lá que a gente realizava as doces fantasias da infância.

Depois que a gente cresce toma outros rumos e a vida vai tratando de nos distanciar daquilo que a gente viveu na infância, mas a minha memória, até agora, não me falhou e ainda estão bem vivas essas doces lembranças daquilo que vivi nos belos tempos da infância.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Menores em situação de risco precisam de reinserção social

Jovens em situação de risco participam de atividades na Casa
Fotos de Olívia de Cássia
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Olívia de Cássia - Repórter

Menores que vivem em situação de risco e que participam do programa de recuperação da Fundação D. Paulo II de Maceió, precisam de reinserção social. A instituição é mantenedora da Casa Dom Bosco, existe em Maceió há 20 anos e está localizada na comunidade da Santa Amélia, em Maceió.

São 32 menores do sexo masculino, dependentes químicos, que voluntariamente assumiram um projeto-programa de recuperação da entidade, encaminhados pelos Conselhos Tutelares, Juizado de Menores ou pela Secretaria da Paz, que é parceira do programa.

Segundo o padre Tito Régis, presidente da Fundação, o programa que é oferecido aos jovens dura de seis meses a um ano, de acordo com o progresso do jovem adolescente, mas se precisar prolongar a permanência na Casa isso é feito.

Ele pontua que, para o jovem se reinserir na sociedade, sem sofrer violência, seria necessário um programa continuado que acompanhasse também a família, quando ele sai do programa, pois na maioria das vezes, quando voltam para casa sofrem violência, segundo o padre.

“Temos jovens que sofreram violências ou que participaram de algum ato de violência. Já perdemos 17 que saíram do programa e quando voltaram para a família foram assassinados”, conta o padre Tito.

Padre Tito Régis, presidente da Fundação Paulo II
CONVÊNIOS


Segundo o padre, esses colaboradores favorecem a Casa “com a doação de alimentos, com muitos serviços voluntários e um trabalho de arrecadação, por meio de carnê de dizimistas, que recolhem doações para a Fundação”, reforça.

Os adolescentes assistidos pela Casa Dom Bosco também têm atividades terapêuticas com acompanhamento de psicólogo, médico, assistente social que, segundo Tito Régis, aplicam a metodologia dos doze passos, semelhante ao programa dos Alcoólicos Anônimos.

“O programa já é aplicado pelos Alcoólicos Anônimos e outras entidades em que o jovem vai progressivamente confrontando consigo e as alternativas apontadas para a superação da dependência química”, conta o padre.

Ele relata que durante o dia, a partir das cinco da manhã, os meninos da Casa Dom Bosco fazem várias tarefas como a limpeza e a higiene da Casa. “Depois os funcionários fazem o aperfeiçoamento desse trabalho”, pontua.

Além dessa atividade, os meninos assistidos pela instituição salesiana cuidam da horta, criação de peixes, porcos, galinhas patos e coelhos. Depois dessas tarefas, segundo o padre, “há o momento de oração e reflexão”.

DOAÇÃO

Os meninos assistidos pela Fundação Dom Paulo II, depois que realizam as atividades matinais vão assistir aula na Escola Carlos Novelo, que está localizada quase em frente ao prédio da Fundação, no bairro da Santa Amélia e foi uma doação de uma associação italiana.

Segundo o padre, na Escola Carlos Novelo, que é mantida pela Fundação, são oferecidos cursos profissionalizantes: eletricistas, marcenaria, cursos de informática, panificação, depois atividades esportivas como kung fu, capoeira, entre outras.


Padre Tito reforça que o critério da Casa Dom Bosco, para ser inserido no programa é: “Ele é dependente químico, está em situação de risco, precisa de uma proteção. Esse é o critério de acolhimento da nossa casa”, reforça.  Segundo ele, os meninos são separados por idade para que tenham atividades diferentes, para que o de 16 ou 17 anos não fique junto do de 12.

Além da Casa Dom Bosco, a instituição também funciona no abrigo estudantil, no Farol, que é um abrigo para jovens estudantes que não têm dinheiro para pagar uma pousada, um hotel, “ou dividir uma república de estudantes”, conta o padre.

Além desses locais ele diz que tem outra casa para jovens que terminam o programa, mas não podem ser reinseridos na sua família.  “Estamos pretendendo abrir mais duas casas, que são propriedade da Fundação, mas não temos ainda condição de manter”, explica o padre.

Ele observa que seria uma casa para um trabalho prévio para que o jovem fosse preparado antes de ir para a Casa Dom Bosco, “para não se misturar com quem já está no programa, em tratamento que venha a complicar quem já está sendo trabalhado”.

O segundo local, segundo o padre, seria mais uma casa de reinserção: “Como o menino vive em uma comunidade de risco, com família destroçada, destruída, ou ele mesmo ainda não estando tão seguro da sua reinserção, ele ficaria fazendo residência nessa casa enquanto trabalhasse e estudasse”, argumenta.

Quando a reportagem chegou à instituição um grupo de meninos estava fazendo aulas de capoeira. Domingos Sávio (nome que recebeu na casa) tem 16 anos e está no local há quatro meses.

Ele mandou um recado para os jovens que estão no mundo da droga e disse que não pensassem só neles: “Que pensassem em suas mães, porque quem está lá fora, na droga, além de estar se destruindo está destruindo a sua família também”, reforça.

Rodolfo, também de 16 anos, diz que está no local vai fazer quatro meses ainda. Ele pede que  o jovem que está usando droga  vá buscar Deus e que procure uma casa de recuperação. “Eu quero dizer para todos que estão lá fora que lutem contra a droga e desejo  que não aconteça nenhum mal, que Deus ponha a mão no coração de cada um”, finaliza.  

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Mulheres contra o racismo

Olívia de Cássia – jornalista

As instituições de mulheres brasileiras estão cada vez mais empenhadas no combate ao racismo, que na sociedade atual muitas vezes é camuflado. O racismo é uma ideologia que se realiza nas relações entre pessoas e grupos e tem uma abrangência ampla e complexa que penetra em todos os setores da sociedade.

Para lutar contra esse fenômeno, no último dia 9 de maio foi lançado um Guia de Enfrentamento ao Racismo Institucional e Desigualdade de Gênero, que contém uma  série de perguntas e um passo a passo para que as intuições públicas sejam capazes de identificar problemas relacionados a esse comportamento.

Segundo a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, um dos exemplos mais claros de racismo institucional está na saúde das mulheres. “Se você tem duas mulheres em processo de parto, é costumeiro que a mulher branca seja atendida primeiro que a negra. Isso é uma forma de racismo institucional”, explicou.

Menicucci se comprometeu a trabalhar para que a adoção do manual seja uma realidade nas repartições. “Daremos a esse guia de enfrentamento a importância que ele merece para o enfrentamento ao racismo”, garantiu.

 “O racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância  revelam-se de maneira diferenciada para mulheres e meninas, e podem estar entre os fatores que levam a uma deterioração de sua condição de vida, à pobreza, à violência, às múltiplas formas de discriminação e à limitação ou negação de seus direitos humanos”.

Essa afirmativa está na Declaração da III Conferência Mundial contra o Racismo, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas.

A ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial, destacou que o desafio maior do Brasil é incluir nas políticas universais uma perspectiva que leve em conta as diferenças entre as pessoas, entre negros e brancos, entre mulheres e homens.

Segundo ela, nesse sentido, informações que nem sempre são consideradas nos atendimentos públicos, como as de cor e sexo, são fundamentais para a medição de um impacto desvantajoso daquela política sobre determinados grupos.

Para Jurema Wernek , médica e coordenadora da organização não governamental  Criola, a ideia do guia é facilitar o trabalho nas organizações. “Muitas instituições já poderiam fazer esse trabalho se tivessem um material como esse em mãos. O que essa iniciativa produz é uma ferramenta que está sendo demandada, nem todo mundo quer que o Brasil continue sendo racista”, disse.

O guia será distribuído em instituições públicas e está disponível para download no sites do consórcio que elaborou a publicação. Um deles é o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea).

terça-feira, 14 de maio de 2013

FCP e Coletivo A Fábrica realizam projeto Fundação de Portas Abertas


Assessoria 

A Fundação Cultural Palmares, em parceria com o Coletivo A Fábrica, realiza de 20 a 26 de maio o projeto Fundação de Portas Abertas, evento que pretende aproximar os agentes culturais, quilombolas e toda a comunidade de União dos Palmares de modo mais efetivo com a representação regional da FCP no município, criando, portanto, um ambiente horizontal de compartilhamento mútuo entre os envolvidos.

O projeto conta com diversas atividades como exposição fotográfica, sarau, palestra, oficinas, exibição de filme, apresentações musicais e saída fotográfica em direção à Serra da Barriga, quando será disponibilizado transporte aos participantes. Todas as atividades são isentas de taxa e ocorrerão na sede da FCP, exceto a palestra do dia 21, que ocorrerá no Auditório da Prefeitura Municipal de União dos Palmares.

O evento contará com a participação de Emanuel Galvão, poeta palmarino recentemente integrado à Academia Maceioense de Letras, e de Janaína Amália Martins de Souza, do Grupo União Espírita Santa Bárbara, que entoará um repertório de música afro durante o sarau.

Segue abaixo a programação completa do Fundação de Portas Abertas:

20/05 – Abertura da exposição Irinéia – um sutil olhar – 10h;
21/05 – Palestra – A Fundação Palmares – 19h – Auditório da Prefeitura Municipal de União dos Palmares;
Debate – O fazer cultura em União dos Palmares – 19h30;
22/05 – Apresentação musical – Acusticorama – 20h;
23/05 – Sarau – Emanuel Lopes e Janaína – 19h30;
24/05 – Oficina de Hip Hop – Zulu Fernando – manhã/tarde;
25/05 – Oficina de fotografia – Thiago Alexandre – manhã e tarde;
Cine Lanterna Mágica – filme “Quanto vale ou é por quilo?” – 19h30;
26/05 – Saída fotográfica – Serra da Barriga – 8h.

Realização:
Representação Regional da Fundação Cultural Palmares
Coletivo A Fábrica

domingo, 12 de maio de 2013

Sobre o Dia das Mães

 Olívia de Cássia-jornalista


A gente sabe que o Dia das Mães é apenas mais uma data criada, de apelo comercial e que as mães devem ser  homenageadas todos os dias, em todas as datas e lugares e não custa nada deixar de ser ranzinza e de contestar o sistema pelo apelo comercial da data.

Eu não sou alienada, mas já passei desse instante de ficar reclamando por tudo, pelos malefícios do capitalismo, argumentando que é uma comemoração burguesa, mas a gente não deve se esquecer das contradições do sistema e das dificuldades que algumas mães têm passado por esses dias.

Nessas horas eu penso nas mulheres que moram nas ruas, naquelas que vivem em lugares insalubres, sem nada para comemorar. Enquanto muita gente se preparava e pensava no que ia fazer e como presentear  suas mães, outras mulheres sofriam violências absurdas cotidianamente.

No noticiário nacional, nas últimas semanas, tivemos notícias de estupros de mulheres em coletivos. Mulheres assassinadas nas ruas dos bairros periféricos de Maceió e muitas mães chorando as mortes de seus filhos: sejam eles bandidos ou inocentes.

O que dizer dessas mulheres que são mães de jovens que enveredaram pelo caminho das drogas e que lutam diariamente, na esperança de vê-los livres dos vícios e das más companhias? 

É a mesma coisa de quando chove e fico pensando em quem mora nas barreiras: quando acontecem esses crimes e tragédias familiares eu penso muito nos pais desses meninos e meninas que estão se perdendo no mundo da droga e do crime, principalmente as mães, são elas que sofrem mais, porque na maioria das vezes  são elas que assumem a casa e a educação dos filhos.

Eu me reporto à dona Antônia, minha mãe, que não tinha muitas razões para ter preocupações exageradas com os filhos, mas ficava apavorada quando ouvia alguma fofoca a nosso respeito.

Ela nem contava história e muitas vezes nos batia, mesmo sem saber se os comentários eram verdadeiros se soubesse de algum mal feito que tivéssemos cometido. Mas os tempos mudaram e ‘a criação dos filhos’, como dizem os mais velhos, também mudou.

Hoje uma mãe não pode mais dar uma palmada no filho que já é considerado espancamento e talvez muita gente esteja precisando desse corretivo de mãe para aprender algumas lições. O mundo está precisando de amparo, do amparo das mães, desesperadas pelos seus filhos.

Mas hoje é um dia para a gente render todas as homenagens que elas mereceram e merecem. A minha eu já não tenho e o dia hoje foi de muita saudade e muitas lembranças. Saudade das nossas brigas, das nossas diferenças e dos seus conselhos radicais.

Eu sei que minha mãe se preocupava com o meu futuro, com a minha vida, como toda boa mãe. Queria o melhor que eu pudesse ter: as melhores companhias e qualidade de vida. Sinto muito a falta dela e do meu pai e se estivessem hoje por aqui já estariam bem velhinhos e talvez nem lembrassem mais de mim. 

sábado, 11 de maio de 2013

Assembleia Legislativa realiza sessão especial e homenageia personalidades da previdência social

Fotos de Olívia de Cássia
O autor do requerimento propondo a honraria foi o deputado Ronaldo Medeiros, que presidiu a sessão
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Olívia de Cássia- Ascom


O plenário da Assembleia Legislativa ficou lotado na manhã desta sexta-feira, 10 de maio, na sessão solene que homenageou com a entrega do Título de Cidadão Honorário do Estado de Alagoas os senhores Paulo César Regis de Souza (vice-presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps), Mauro Hauschild , procurador federal e a artista plástica Lúcia de Medeiros Hinz.

A solenidade foi presidida pelo deputado Ronaldo Medeiros (PT), autor do requerimento propondo a honraria. Antes de começar a sessão, o cantor e compositor Eliezer Setton fez uma apresentação e cantou os hinos Nacional e de Alagoas; as idosas aposentadas de Viçosa fizeram uma apresentação ‘A dança do arco-íris' e o guerreiro de Arapiracafez uma apresentação no plenário, no final da sessão.

O deputado Ronaldo Medeiros, antes de começar a sessão justificou a ausência do presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB) e demais deputados, por estarem participando de uma atividade pré-agendada em Santana do Ipanema, sobre a seca que acomete o Sertão. Medeiros  disse que apresentou o requerimento propondo as homenagens, porque foi na gestão de Paulo César, atual vice-presidente da Anasps e de Mauro Hauschild, na presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que foram conseguidas melhorias estruturais para as agências do País e de Alagoas.

“Alagoas agora ganha três filhos, ou melhor: dois filhos e uma filha. Sinto-me honrado em ter proposto a homenagem para eles. Nós tínhamos em Alagoas nove agências sucateadas, sem infraestrutura, com mobiliário quebrado e sem informatização e foi na gestão de Paulo César Regis de Souza  e de Mauro na gestão do INSS que nós conseguimos essas melhorias para o Estado”, observou o petista.

Medeiros também justificou o título de Cidadão Honorário à artista plástica Lúcia Hinz observando que ela morou e trabalhou em Alagoas por três anos e que também deu sua contribuição à cultura e à previdência no Estado.

HOMENAGEADOS

Paulo César Régis de Souza, que também é escritor e jornalista, há 35 anos é previdenciário e já exerceu vários cargos na instituição. Ele disse que se sente honrado com o título e que se sente bem ao saber que trabalhou pela melhoria da previdência social, melhorando a qualidade de vida dos segurados alagoanos, aumentando o número de agências e mais postos de trabalho.

O procurador federal Mauro Huschild afirmou que sente alegria e orgulho pela honraria e que já tem um pedacinho de Alagoas em seu coração, pois já recebeu o título de cidadão de São José da Laje.

“Eu me sinto em casa e tenho um sentimento no coração: entendo que nosso trabalho foi modesto, mas agradeço ao deputado Ronaldo Medeiros pela homenagem; a partir de agora temos um novo olhar, aumenta a nossa responsabilidade na vida da sociedade alagoana. Eu tenho esse compromisso agora”, disse Huschild.

A artista plástica Lúcia Hinz disse que ficou surpresa com a homenagem, mas que sentiu algo especial. “Sempre tive um amor por Alagoas; morei e trabalhei aqui por três anos, passei algumas dificuldades  e levei um amor muito grande. O azul das minhas obras são as lembranças que tenho desta terra. Quero agradecer o carinho dessa pessoa especial que é o deputado Ronaldo Medeiros”, destacou Hinz.

A sessão contou a presença do deputado federal Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT), que compôs a mesa, além dos homenageados, Alexandre Lisboa, presidente da Anasps, Antônio de Pádua, representando o secretário de Saúde do Estado, Edleide Sales, representando o gerente executivo do INSS em Alagoas, Estevão Oliveira (presidente municipal do Partido dos Trabalhadores) entre outras autoridades.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Deputado JHC pede maior atenção à população de Santana do Mundaú


Solicitação foi feita depois de constatar a precariedade da situação de vida dos moradores do município

Por Assessoria

Aproveitando a presença do vice-governador José Thomaz Nonô, que esteve na Assembleia Legislativa prestando contas do Fecoep (Fundo de Combate e Erradicação a Pobreza), o deputado estadual João Henrique Caldas reforçou seu pedido de ajuda para população da cidade de Santana do Mundaú atingida pela enchente de 2010.
Na última segunda-feira, 6, o deputado esteve na localidade e pode ver de perto o drama sofrido pelas famílias que ainda não receberam as casas prometidas . A situação no local aparenta não ter solução imediata, já que a empresa contratada para construir as moradias alega não ter recursos suficientes para cumprir o contrato.
A visita à cidade de Santana do Mundaú foi acompanhada pelo vereador Edson Barros e dos conselheiros tutelares Jade Silvino e Ivanildo Marcolino, que mostraram a situação na qual o município se encontra. Entre os problemas, foi constatada a falta de energia elétrica, saneamento básico e pavimentação.
“Fiz contato com a Caixa Econômica Federal para saber o que pode ser feito, mas os recursos que faltam para a conclusão das casas só serão ser liberados mediante o projeto de infraestrutura ser concluído”, disse João Henrique Caldas.
Diante do impasse, 1.260 casas não serão entregues aos desabrigados pelas enchentes, provocando a revolta e a insegurança dos moradores de Santana do Mundaú. “A cidade foi uma das mais atingidas pelas enchentes, então fico muito preocupado com o que está acontecendo por lá. Por isso solicitei ao vice-governador José Thomaz Nonô que dê maior atenção aquela região”, destacou o deputado.
Outra preocupação é com o cadastro das pessoas que serão beneficiadas com as casas, que, segundo informações repassadas ao deputado, não está acontecendo de forma a contemplar a quem foi atingido pelas enchentes. “É preciso verificar se esse cadastro foi feito com fins eleitoreiros”, finalizou João Henrique Caldas.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Deputado Ronaldo Medeiros fala sobre Bases Comunitárias com o prefeito Rui Palmeira

Deputado Ronaldo Medeiros fala sobre Bases Comunitárias com o prefeito Rui Palmeira
Prefeito de Maceió, Rui Palmeira, recebe o deputado Ronaldo Medeiros



Olívia de Cássia – Ascom
Foto: Camila Ferraz

Na reunião acontecida na manhã desta terça-feira, 7, o deputado Ronaldo Medeiros (PT) falou ao prefeito Rui Palmeira (PSDB) da sua preocupação com relação à violência na cidade de Maceió. Medeiros sugeriu que o prefeito interceda para que das 20 Bases Comunitárias a serem implantadas no Estado, 15 sejam em Maceió, por ser a cidade que apresenta o mais alto índice de assassinatos, segundo o Mapa da Violência.

Medeiros observou que, segundo os dados do Mapa, Maceió concentra quase a metade dos homicídios do total da violência registrada em todo o Estado. “Como deputado, sugeri ao prefeito Rui Palmeira que faça uma intervenção no sentido de que sejam instaladas 15 Bases Comunitárias em Maceió, por conta dos números alarmantes”, destacou Ronaldo Medeiros.  

O deputado lembrou que existe um recurso do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no valor de R$ 50 milhões pelo Programa Brasil Mais Seguro, para subsidiar o Estado, no sentido de contribuir com a diminuição dos casos de morte por assassinatos na capital alagoana.

O prefeito Rui Palmeira (PSDB) mostrou interesse no pleito de Medeiros e disse que irá interceder junto à área responsável do município, no sentido de que as Bases Comunitárias reivindicadas pelo deputado sejam atendidas.

Em vários pronunciamentos que tem feito no plenário da Casa de Tavares Bastos, Ronaldo Medeiros tem alertado sobre o crescimento, em mais de 248%, nos índices de homicídios entre 2000 e 2010. “Seis bairros de Maceió concentram a maior parte da violência: Jacintinho, Benedito Bentes, Tabuleiro do Martins, Vergel do Lago e Cidade Universitária”, disse Medeiros.

O Mapa da Violência mostrou que em 2000 foram 495 homicídios e em 2010 chegou a 1.725 mortes, “enquanto que Pernambuco, nosso vizinho, registrou uma redução de 27% na criminalidade no mesmo período”, ressaltou o deputado.

Ele reforça que os números apresentados no estudo mostram que a probabilidade de ser assassinado em Alagoas é duas vezes maior que a média do Nordeste. Medeiros destaca ainda que as Bases Comunitárias deveriam estar atreladas a projetos sociais envolvendo secretarias como a Educação, Esporte e Mulher. “Não adianta combater violência só com violência. Essa política é falha”, reforça.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Entraves da vida...

Olívia de Cássia - jornalista

De repente a gente se vê tão sufocada de problemas que deseja se despojar de tudo e sair por aí, sem rumo, sem meta, sem direção. É nessas horas que dá vontade de voltar a ser criança e não ter compromissos e responsabilidades; mandar tudo para o espaço.

São tantas as angústias, sensação de impotência diante dos entraves financeiros, do caos estabelecido que eu fico me lembrando do que diziam meus pais. Eu me rendo nessas horas e confesso que não tive competência para administrar minha vida.

Parece que passa um filme na minha cabeça, diante das dificuldades enfrentadas: e elas são muitas, desde as de saúde até as financeiras.  Fico vendo os dois no embate: dona Antônia valente, protestando porque para ela Jornalismo era profissão de doido, de maconheiro e de desocupado.

Ela não queria que eu seguisse a carreira de jornalista por puro preconceito, queria que eu seguisse a Medicina, o Direito, ou até o Magistério; no caso do meu pai ele dizia que era uma atividade que não daria para o meu sustento, que não me daria qualidade de vida: é parece que os dois eram visionários e tinham um pouco de razão ou toda a razão do mundo.  

Quanta falta eu sinto do apoio e do conforto que ambos sempre procuraram nos dar, mesmo sendo pessoas simples, criadas no campo. Quando terminei o ginásio, no Colégio Santa Maria Madalena, lembro a luta da minha mãe para conseguir uma bolsa de estudos para eu vir estudar em Maceió e fazer o científico, pois em União só tinha segundo grau na área de pedagogia.

Ela conseguiu no Cepa, no Moreira e Silva, com a esposa de seu Ezíquio, então prefeito do município e alugou uma casinha velha, aqui mesmo, na Vieira Perdigão, fundos da Estação Ferroviária, onde depois vim morar definitivamente.

Terminado o Científico, acabei prestando o primeiro vestibular para Medicina, como era do gosto dela, mas claro que não obtive o resultado desejado e talvez essa não era mesmo a minha sina, como ela mesmo dizia.

Sinto tanta a falta do calor das nossas discussões, dos desentendimentos, da comidinha feita na hora, dos lençóis limpos, cheirosos e daquela minha cama confortável na qual eu dormi por tantos anos no meu quarto de menina-moça.

As lembranças lá de casa têm cheiro, um cheiro de saudade que fica impregnado na alma da gente e que parece que aflora justamente nessas horas de dificuldades, de impedimentos e de muitas dúvidas. Bom final de tarde para todos!

domingo, 5 de maio de 2013

Roberta Aureliano faz apresentação no segundo Viola Enluarada, em União

Com informações do blog do JMarcelo Fotos

Na sexta-feira, dia 3, a cantora Roberta Aureliano se apresentou, na Praça Basiliano Sarmento, na segunda edição do Projeto Viola Enluarada, promovido pela Secretaria de Cultura de União dos Palmares.

A secretária Genisete Sarmento, idealizadora do Projeto, disse na oportunidade  que o objetivo desses espaços com artes diversas é formar plateias no município. “No caso do Viola Enluarada o público terá o melhor da música popular brasileira na voz de bons cantores", conta Genisete.

O projeto Viola Enluarada foi implantado em 1998 e conseguiu se manter no decorrer de dez anos. Segundo Genisete, agora voltou “para a alegria dos apaixonados por MPB”. Ela observa que o  Viola Enluarada sempre fez sucesso e agora tende a crescer e adquirir mais adeptos da boa música.

O primeiro evento, realizado no dia 22 de fevereiro, teve apresentação da cantora Elaine Kundera, que encantou o público presente. Na sexta-feira, com um repertório variado, a cantora Roberta Aureliano, uma das mais talentosas e queridas do cenário musical em Alagoas, animou o público durante as três horas que se apresentou.

Além de Roberta Aureliano, a  noite ainda teve apresentação dos cantores palmarinos  Thiago Oliveira e Diego Sarmento, cantando sucessos da MPB. O público presente estava formado por amantes da MPB e de eventos alternativos que vêm acontecendo na cidade. 

sábado, 4 de maio de 2013

Vigília na Serra da Barriga celebra 30 anos dos APNs


Por João Paulo Farias – Secom/UP
O trigésimo aniversário dos Agentes de Pastorais Negros do Brasil – APNs foi celebrado na madrugada deste sábado, 04, com uma vigília na Serra da Barriga, em União dos Palmares, onde centenas de lideranças de 14 estados brasileiros marcharam em memória do líder negro, Zumbi, refletindo o combate de todas as formas de racismo e, sobretudo, com as políticas de ações afirmativas.
A programação teve início no dia 2, em Maceió, com uma vasta programação, que contou com as presenças de diversas autoridades nacionais. 
A primeira dama do município, Conceição Baía, junto com os secretários recepcionaram as lideranças, na quadra municipal da cidade, com a apresentação da banda Afro Dandara. “É com muito prazer que trago aqui os votos de boas vindas do prefeito Beto Baía, que na ocasião não pode estar presente, pois está se recuperando de uma cirurgia”, disse Conceição.
Para Nuno Coelho, Coordenador Geral dos APNs, a vinda a Serra da Barriga, fortalece o movimento negro, “subir a serra e pisar num solo sagrado é uma honra para o povo negro do Brasil”, ressalta Coelho. Já o padre equatoriano, Joaquim Yamukelela, o resultado da vinda a Serra da Barriga, foi positiva, “visitar esse lugar onde houve uma luta de libertação é muito significante. Levarei essa mensagem para o Equador”, disse.
Durante a subida, na madrugada, que teve pouco mais de 2 km, foram feitas quatro paradas, onde grupos refletiam sobre um tema, voltado ao negro e sua história de luta. Pouco depois das 06 horas da manhã de hoje, todos se dirigiram ao Povoado Quilombola Muquém.
No Muquém, um grande café da manhã recepcionava os visitantes, com atrações culturais da comunidade. No local foram plantadas 30 mudas de árvores nativas da mata atlântica, no residencial construído para as vítimas das enchentes de 2010; cada muda homenageia um herói negro
Segundo a secretária de turismo de União, Jacineide Maia, “a comemoração dos 30 anos dos APN,s, vem a fortalecer ainda mais o movimento negro e o combate as desigualdades desse povo”, ressalta, pontuando que, “as presenças de lideranças da maioria dos estados do país, divulga o nome e a história do município”, conclui.

Presidente da Fundação Palmares se reúne com o prefeito Beto Baía


Por João Paulo Farias – Secom/UP
Prefeito Beto Baía e o presidente da FCP Hilton Cobra
O presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, esteve na noite desta quinta-feira, 2, reunido com o prefeito Beto Baía, onde discutiram projetos voltados a Serra da Barriga, que abriga o Parque Memorial Quilombo dos Palmares.
O potencial da Serra da Barriga e os desafios para ela funcionar o ano todo, foram os pontos principais da reunião, “vou subir a Serra, ver o andamento das obras no parque e junto com a prefeitura de União, fazer parcerias”, disse o presidente da FCP, acrescentando o apoio dos governos do estado e federal.
“A ministra Marta Suplicy (cultura), tem como ponto forte a cultura negra, com ela podemos conseguir muitas coisas para União, ela virá ao Parque Memorial para ter a dimensão dessa estrutura”, ressaltou Cobra.
O acesso a Serra da Barriga foi uma preocupações do prefeito Beto Baía, “precisamos explorar esse fato histórico de extrema importância no Brasil, por isso a importância da construção do acesso, que já temos na Emenda de 12 milhões, do senador Renan Calheiros”, disse
A secretária de turismo, Jacineide Maia, apresentou ao presidente, a quantidade de visitantes que a Serra, recebeu nos três primeiros meses deste ano, como também, entregou projetos, voltados ao fortalecimento turístico do município, tendo a Comunidade Quilombola Muquém, como ponto forte.
Segundo a secretária de cultura, Genisete Sarmento, dois terços da população de União dos Palmares, se declara negra ou parda, mas com uma mentalidade atrasada. “Temos que transformar isso aqui no novo quilombo, com igualdade entre as pessoas”, defendeu.
PRESENÇAS
 Além do presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, que veio acompanhado de sua equipe técnica, estiveram presentes a reunião, a representante da FCP em Alagoas, Maria José, o prefeito Beto Baía, os secretários de Turismo, Jacineide Maia, Cultura, Genisete Sarmento, Saúde, Carla Theresa, Juventude, Sérgio Rogério e Finanças, Roberto Carnaúba.

Desapego...

Olívia de Cássia – jornalista

Não tem coisa melhor do que a gente se sentir livre, desapegado de uma ideia ou situação. Livre para caminhar sem impedimentos; livre para ir e vir, livre de um sentimento opressor e que te fez sofrer, livre para ser feliz.  Vairagya  já disse que ninguém alcança a felicidade sem o desapego.

Esse estudioso pontua que a gente passa a vida correndo atrás de um sentimento, perdendo tempo com pessoas que não valem o teu sacrifício, achando que é ali que está a felicidade e se esquece de viver o que está por perto.

Perdi muito tempo da minha mocidade com sentimentos puros, muita ingenuidade, ilusões. Vivi parte da minha vida no passado, de lembranças, querendo que o tempo voltasse e me fizesse reviver os bons momentos.

O tempo vai passando, a gente vai aprendendo mais ainda com os desencontros e decepções, mas sabemos que o tempo não volta. Passei grande parte da minha vida construindo imagens de pessoas, tentando me iludir com o caráter delas, procurando desculpas para seus erros, defeitos, trapalhadas e mau desempenho na vida.

Sempre fui condescendente com os meus supostos amores. Eu sempre procurava uma desculpa para justificar os erros deles e enquanto isso ia acumulando sofrimentos dentro de mim aumentando minha baixa autoestima.

Não tenho vergonha de dizer que passei por humilhações, trapaças, fui passada para traz, mas tudo isso só me fez entender ainda mais o que se passa com o ser humano. O que faz uma pessoa melhor ou pior.

Nando Pereira escreve em seu blog, que você mesmo fez sua vida complexa e intrincada e devido a essa ignorância, ele avalia, corre pra lá e pra cá procurando felicidade nos objetos ou numa pessoa.

Freud dizia que tudo na vida passa pelo que chamamos vínculo, investimento em objeto. Nós investimos afetos em “objetos” que podem variar desde roupas, pessoas, sonhos, ideais, crenças, dizem os psicólogos.

“Esses objetos guardam suas características, mas ganham para cada um de nós os contornos daquilo que colocamos neles. Um de nós adora tudo que é azul, por razões inúmeras, algumas que têm consciência e outras que sequer sonha (ou que somente as acessa em sonho, pelas operações do Inconsciente), explica Eduardo J. S. Honorato e Denise Deschamps.

E para nos desapegar, segundo esses estudiosos, “precisamos desfazer algumas dessas conexões, para que possamos nos ligar a novos objetos, conhecer novas coisas, experimentar mais e assim, termos uma vida psíquica mais saudável. É também, uma questão de aprendizado. Outras vezes somos arremessados a essa tarefa, por lutos inevitáveis, que viver nos traz”, explica.

No momento  é isso o que estou procurando fazer: de vez em quando fazendo uma limpeza no armário, me desapegar de objetos que já nem uso mais, conhecendo pessoas novas, fazendo um pouco de caridade para tentar ser melhor.

Além disso, estou revendo conceitos e teorias que antes eu defendia com afinco, retomando antigas amizades e tentando ultrapassar velhas mágoas e ressentimentos. Vamos refletir sobre esse desapego hoje. Bom sábado para todos. 

E agora, o que fazer?

Por Olívia de Cássia E agora, o que fazer? Essa pergunta me veio à baila, antes e depois da aposentadoria por invalidez e em alguns dias q...