segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Metas e desejos para 2016



Olívia de Cássia – jornalista

Dizem os especialistas que a gente tem que se planejar no fim do ano que termina para atingir as metas no ano que chega; traçar metas e tentar cumpri-las. Eu gostaria muito de ter essa organização e espírito de determinação.

No meu caso, costumeiramente, nada do que planejo, se por acaso o faço, dá certo. Às vezes prefiro ir na aventura mesmo ou não fazer. Vejo muitas pessoas quando chega o fim do ano, principalmente na virada para o Ano-Novo, fazendo promessas diversas.

Muitos e tantos chegam a acreditar que vão realizar o planejado e muitas vezes realizam mesmo. Da mesma forma que sou diferente de todo mundo, prefiro ir levando, já que em outros momentos cheguei a listar vários objetivos e nenhum eu consegui atingir tal o grau da minha desorganização pessoal.  

Não posso dizer que 2015 tenha sido o pior ano da minha vida; isso não. Apesar dos problemas que o país está passando e os que tenho vivenciado, esse não foi dos piores e passou tão rápido que nem acredito que tenha terminando.

Nessa altura do campeonato o que desejo mesmo é um pouco mais de saúde; clemência do criador para me dar um pouco mais de chance; um pouco mais de vida, para que eu continue trabalhando e fazendo minhas próprias tarefas.

Diz o poeta que a receita para um ano-novo é que você se renove primeiro, pois não adianta você querer que o ano te traga mudanças se você não mudar primeiro. Nesse caso quem tem que se renovar sou eu.

Resolvi já há algum tempo, viver a vida de forma leve, tentando aproveitar o que ela tem de mais belo, sem me importar com o amanhã. Viver cada momento da forma  como posso, tentando dar mais suavidade aos dias que me restam.

Nunca fui de me importar e querer luxos e riquezas; apenas quero tentar viver com um pouco de conforto e sem fardos, já que carreguei pesos muito pesados. Com o tempo, fui me desfazendo das mágoas e das raivas.

Não adianta a gente carregar sentimentos assim dentro de nós; eles só nos tornam pessoas angustiadas, nervosas e sem sossego. Já me livrei desses inconvenientes tem muitos anos e hoje em dia procuro o melhor de mim.

Nunca fui de me importar com a opinião alheia no que se refere à minha vida. Sempre tive um pouco de rebeldia e sigo carregando comigo o sentimento de libertação. É muito bom a gente ser livre, não ter que dar satisfação da nossa vida para segundos e nem terceiros, a não ser que tenhamos disposição para isso.

De pronto a gente vai começar um ano com esperança e positividade, fugindo daqueles clichês, mas esperando o melhor para nós e para todos aqueles que ainda acreditam num mundo mais humano e mais fraterno, sem xenofobias, racismos e sem ódio dentro de cada um de nós.

De resto, sem planejar e sem querer atingir metas mirabolantes, quero desejar um Ano-Novo de paz, harmonia, comida na mesa de todos os alagoanos, muita cultura, saúde, diversão e arte para todos. Feliz 2016!  

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Achiles Escobar quer resgatar personagens esquecidas do carnaval de Maceió

Olívia de Cássia - Repórter - Primeiro Momento


O artista plástico paranaense José Achiles Escobar, nasceu em Cambará, no Paraná, e é um entusiasta da cultura popular alagoana, mas numa conversa franca com a reportagem ele fala de diversos assuntos e avalia que a cultura patriarcal está totalmente falida.
Achiles Escobar conta que está trabalhando as peças em seu ateliê Tendão d’Aquiles, que este ano completa 25 anos e também serve de escola para alunos de bairros como o Jacintinho, Reginaldo e Jaraguá, que vão até o local aprender as técnicas de sua arte. Fotos: Paulo Tourinho
 Com ateliê e residência no bairro de Jaraguá,  Achiles Escobar reclama da falta de incentivo à cultura popular e quer resgatar uma figura do carnaval, que em Alagoas está esquecida: a Ala Ursa, que sai no boi de carnaval.
“Esse resgate é porque as pessoas estão matando alguns personagens dos autos da cultura popular alagoana, devido a essa questão das mudanças; uma discussão de que tudo é contemporâneo”, destaca.
Segundo ele, o objetivo de fazer esse resgate, é para que não morra essa tradição. “O Ala Ursa nasce no bairro do Reginaldo e é preciso que se coloque mais em evidência, porque ele é um trabalho de marketing; é uma figura mitológica: é o corpo humano com a cabeça animal”, destaca.
Achiles Escobar comenta que numa exposição que viu em São Paulo, da obra de Pablo Picasso, tinha a figura de um minotauro violentando uma mulher. “Então eu vou trabalhar também essa apologia do Ala Ursa e do boi, do ponto de vista da crítica social, da violência dentro da cultura”, argumenta.
Segundo ele, o Ala Ursa também é uma parte poética que não tem mais no boi de carnaval. “E eu estou tentando fazer um resgate plástico; ele tem um visual bonito; a gente pode fazer um personagem para ele representar o período de carnaval em Alagoas”, opina.
O artista plástico avalia que esse personagem do carnaval era para estar na orla; interagindo na prévia do carnaval. “Esse personagem ele está desaparecido, está propício a desaparecer”, reclama.
Achiles  Escobar conta que está trabalhando as peças em seu ateliê Tendão d’Aquiles, que este ano completa 25 anos e também serve de escola para alunos de bairros como o Jacintinho, Reginaldo e Jaraguá, que vão até o local aprender as técnicas de sua arte.
 A versatilidade desse artista, que adotou alagoas de coração, chama a atenção de quem visita seu local de trabalho. De artista a professor, ele comenta que tem peças que saíram no carnaval do ano passado.
 “Esse ano quero colocar dois Ala Ursa, no bloco Jaraguá é o Bicho, que vai fazer dez anos e desfila com os alunos do ateliê”.  Segundo ele, o bloco nasceu de uma ideia de que o bairro, para ser um polo cultural tinha que ter uma manifestação. “Dez anos atrás não tinha nada; aí num projeto da Secretaria de Cultura nós criamos o bloco. O alagoano era tão desinformado que ele não sabia o que era um Jaraguá”, ressalta.
‘O bicho veio para entrar no Jaraguá e fazer uma revolução’
Achiles observa que foi fazer a pesquisa e encontrou num CD do Chique Baratinho, que eles têm a figura de um Jaraguá. “Pesquisei na internet e batizei o nome do bloco de Jaraguá é o Bicho. Eu criei um bicho exótico tipo um dragão, que ele vem na transversal do tempo, na contramão da anticultura”, argumenta.
O bicho, segundo o artista plástico, veio para entrar no Jaraguá e fazer uma revolução. “Esse nome é forte; é importante. Na linguagem indígena ele é o senhor dos montes, é o dedo de Deus; a parte mais bonita. Quando ele está na terra, é um jaraguá, quando entra no mar se transforma numa sereia. É a questão de se colocar a lenda de como surgiu o bairro”, descreve.
Achiles Escobar explica que no segundo ano de desfile do bloco foi acompanhado pelo grupo de maracatu Baque Alagoano. Segundo ele, há uma dificuldade muito grande de se aglomerar pessoas para falar de cultura.
O artista plástico reclama que com o decorrer do tempo as coisas foram mudando em Maceió. “Meu ateliê teve que fechar, por conta da mudança do trânsito, a violência desenfreada; a desvalorização da arte, porque hoje em dia não se consegue mais sobreviver de arte; eu ainda sou o último moicano, sou persistente, acredito que a arte é uma alavanca para a transformação, mas isso não pode partir da mente e ficar apenas uma utopia minha, tem que ser uma coisa universalizada, que agrega muitos valores”, reforça.
Achiles Escobar avalia que a arte conta a história de um povo e faz muito bem, mas que a cidade de Maceió está meio perturbada, vivendo um período muito sério na questão da negritude, da consciência negra, da religião de matriz africana.
 “Os preconceitos que estão aflorando, esquecendo que existe outra cultura; ela é mais liberta, não é essa cultura repressora, de entrar em questões de valores que a gente já sabe, desde que o Brasil é Brasil e que o mundo é mundo”. Segundo ele, o preconceito é o que impede a arte de existir.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

E quando a gente menos espera....

Olívia de Cássia – jornalista

E quando a gente menos espera, já é Natal; o ano passou como um furacão e nem realizamos as promessas do ano anterior. Tudo aquilo que idealizamos foi ficando para trás e muita coisa perdeu a prioridade e a importância. Já foi.

Parece que foi ontem que brindamos a chegada de um Ano-Novo: o tempo passa muito depressa e a gente nem vê. Estamos tão ocupados no dia a dia com nossos afazeres, que às vezes nos esquecemos de viver o que a vida tem de melhor.

Às vezes partimos do princípio de que precisamos estar numa correria desenfreada pela sobrevivência, pelos bens materiais e nem temos tempo de olhar as flores em nosso caminho; a delicadeza dos pássaros e das cores. A vida vai passando depressa e nem saboreamos tudo aquilo que ela nos oferece.

Em 9 de janeiro, já estarei completando idade nova e nem me acho com essa idade toda. Nessa época do ano sempre me ponho pensativa e introspectiva. Talvez pelas perdas que já tive de tantos entes querido que já se foram e talvez eu tenha esquecido de valorizar.

Eu ainda prefiro preservar meus hábitos, meus gostos musicais, leituras e tudo aquilo que angariei em termos de conhecimento que a vida me trouxe. Faltando poucos dias para a chegada de 2016, ainda não acredito que este ano já esteja chegando ao fim. Para algumas pessoas, 2014 nem acabou. O inacreditável ano cheio de complicações para o nosso país.

A corrupção desenfreada sendo descoberta, que antes ficava embaixo do tapete e que enoja a gente que tem princípios e deixa os demagogos de plantão com a pulga atrás da orelha. Nuances na esfera política que a gente nunca imaginava que poderiam vir a acontecer.

Em se tratando de briga pelo poder, eu não me surpreendo mais com nada; não podemos esperar muito de alguns dos nossos ‘líderes’, infelizmente. A ambição, na maioria das vezes supera o entendimento do que seja ética para muitos. Os homens (seres humanos) se perderam no caminho nessa seara.

Perderam-se no egoísmo e na luta para não perder o status quo. Começo a pensar que todo ano nossas avaliações se repetem; erros e acertos também e aquele desejo de sermos melhores a cada ano vai se diluindo com o passar do tempo.

Entendo que muita coisa independe de nós, em algumas ocasiões. Um projeto coletivo tem  suas divergências, até para ser mais fortalecido numa democracia, mas muitas vezes algumas situações me fogem à compreensão.

Avalio eu que precisamos procurar compreender o que nos foge à percepção; conhecer e não fazer julgamentos precipitados a respeito de tais e tais questões. Para cada situação é necessário encontrar um argumento plausível e aceitável.

Segundo Maurício Tragtenberg, na Revista Espaço Acadêmico,  “as diferenças pessoais tornam-se incompatibilidades políticas; invejas tornam-se discordâncias de procedimento; questões menores se transformam em argumentos diversos”, mas é preciso “pronunciar as palavras certas, que não denunciem a expressão individual oculta ou subalterna”, observa. Para refletir.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Pequena retrospectiva do ano

Olívia de Cássia – jornalista

Meu texto de hoje é para fazer uma pequena retrospectiva desse ano, que termina com a adrenalina dos brasileiros colocada à prova. São muitos os acontecimentos na seara política. O  país está vivendo um momento delicado, desde o final das eleições de 2014.

Os derrotados nas urnas ainda não se conformaram com a vitória da presidente Dilma Rousseff, que desde então só administra problema. Muitos erros aconteceram, mas isso não é motivo para que se coloque o país e a nossa democracia em risco.

E lá se vai um ano quase perdido; o país está praticamente parado em decisões importantes, tendo em vista essa peleja, acentuada com o pedido de impeachment aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), um político sem escrúpulos, como já foi mostrado amplamente.

Vários especialistas de renome têm reafirmado que essa bandeira de impedimento levantada por alguns setores da oposição é uma farsa, como bem disse o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto.

“O Brasil já enfrentou crises em sua história e aprendeu uma valiosa lição: a democracia é o melhor remédio para superar impasses”. Essa aventura foi gerada pelo inconformismo do senador Aécio Neves (PSDB).

Não conformado com a derrota, fomentou vários factoides na mídia vendida, e como bem disse uma postagem engraçada no Facebook,  é o único caso de derrota que subiu à cabeça e que acirrou os ânimos de pessoas inescrupulosas que pretendem rasgar a nossa Constituição.

Muita gente foi para a rua pedir a saída da presidente, eleita legitimamente pela maioria, porque se sente incomodada com as melhorias sociais proporcionadas pelos governos Lula e Dilma. Isso é fato.

Não se conformam com o país ter saído do estado de miséria absoluta; com cotas sociais; com o programa Bolsa Família e outros programas que melhoraram a vida de quem não tinha sequer o que comer. Isso é egoísmo e não estou falando isso achando que o país está às mil maravilhas, porque não está.

Muitas dessas pessoas não leem e outras pensam assim por puro oportunismo mesmo. Até aqui nada foi provado contra a presidente Dilma Roussef.  Não há nada que justifique um pedido de impeachment contra essa mulher guerreira que enfrentou uma ditadura, foi torturada e sobreviveu aos maus tratos de seus carrascos.

Construiu-se uma tese política falsa, tumultuaram o país e não querem a governabilidade. Que se apurem os escândalos, doa a quem doer, puna-se os verdadeiros culpados, porque o povo não aguenta mais tanta sacanagem.


Que o Tribunal Superior Eleitoral e as outras instâncias representativas do Poder apurem suspeitas de abusos de poder político e econômico e outras irregularidades, mas que não se construam teses falsas em nome de uma oposição que sequer tem projeto político para o país. Fica a dica.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Encontro Artístico Identidade Alagoana terá mix de cultura no anexo do Deodoro, amanhã

Olívia de  Cássia - Repórter - Primeiro Momento


Evento reunirá várias vertentes da cultura alagoana e encerra a programação deste ano
Encerrando a programação de eventos do grupo cultural Identidade Alagoana em 2015, acontece amanhã (16), a partir das 18h, no anexo do Deodoro, o 7° Encontro Artístico Identidade Alagoana, que continua com a proposta de misturar as diferentes vertentes da cultura alagoana em uma só noite.
Encerrando a programação de eventos do grupo cultural Identidade Alagoana em 2015, acontece amanhã (16), a partir das 18h, no anexo do Deodoro (Fotos: Paulo Tourinho)
O evento é gratuito e além dos shows musicais, haverá recital de poesias, apresentações de dança, venda de artesanato e artes visuais. A proposta é que o espaço abrigue as diferentes formas de arte produzidas em Alagoas e que estas se encontrem em um só local.
A reportagem do Primeiro Momento foi conversar com alguns integrantes do grupo, na Casa da Macaxeira, no bairro do Poço, para saber mais sobre o evento. O 7° Encontro terá as exposições de desenhos do professor Eduardo Omena; a tradicional feira livre de produtos artesanais, a realização de uma Roda Marginal e a participação do Grupo Teatral Joana Gajuru.
No encontro, o produtor, músico e artista multifacetado Arnaud Borges será um dos grandes destaques e será homenageado. Ele disse que vai falar sobre a sua trajetória artística no Estado e sua experiência como artista.
No encontro, o produtor, músico e artista multifacetado Arnaud Borges será um dos grandes destaques e será homenageado.
“Sou poeta, produtor, músico e faço um pouco de tudo no meio cultural. Nasci em Maceió, fui a Junqueiro; de lá para Viçosa, onde aprendi o formato da essência da cultura, como um todo, principalmente a cultura periférica, que eu amo e é aquela de onde eu vim também”, destaca.  
No 7º Encontro Artístico Identidade Alagoana, Arnaud Borges vai tocar e convidar grandes artistas da música alagoana para dividir o palco do Teatro de Arena Sergio Cardoso. Ele conta que vivenciou muito a cultura no Quilombo Sabalangá, lá em Viçosa.
A reportagem do Primeiro Momento foi conversar com alguns integrantes do grupo, na Casa da Macaxeira, no bairro do Poço, para saber mais sobre o evento.
“Minha mãe trabalhava na Escola Coronel José Aprígio Vilela e quando vinha a Maceió transitava pela Rua Lago da Paz, no Vergel do Lago, ou seja; dois quilombos. Observava onde as pessoas criavam e recriavam sua própria cultura, sem precisar de moldes politiqueiros, de todo e qualquer governo”, pontua.
Arnaud Borges destaca que o grupo Identidade Alagoana amplia a cultura popular. “Hoje é um dos meios que faz com que a gente se aproxime de artistas para com artistas, com os mestres e com o mundo: tem essa acessibilidade a partir do Identidade Alagoana, que movimenta a cultura como um todo”, destaca.
Arnaud Borges destaca que o grupo Identidade Alagoana amplia a cultura popular.
No encontro terá peças da cultura popular, composições autorais, grupos de hip hop, que vão versar improvisando, o tema é o que vem na hora. Diego Marcel, outro representante do Identidade Alagoana disse que todo encontro é assim.
“A gente tenta misturar música com outras manifestações culturais; usa diversas ferramentas como a internet; com site, página no Facebook; um programa de rádio comunitária; tudo o que a gente pode usar para divulgar a cultura”, observa.
Segundo ele, vai ser uma noite de uma utopia de uma noite só, como vem acontecendo há sete anos. “A gente trabalha misturando tudo, envolve muita poesia. É um encontro artístico de artes diferentes, com performance teatral do Joana Gajuru”, destaca.
O evento será também uma oportunidade para os artistas mostrarem seus talentos e trocarem informações entre eles. Todos os artistas que vão participar têm músicas em parceria com Arnaud Borges. 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Não precisamos de importação


Olívia de Cássia – jornalista

Alagoas tem uma efervescência cultural que aos poucos está se consolidando e sendo reconhecida de parte a parte. Na atividade ‘Maceió Meu Xodó’, comemorativa ao bicentenário da capital alagoana, cerca de 400 artistas alagoanos mostraram sua força e garra.

A nossa cultura, a nossa gente, tradições, e a diversidade de sons, cores e emoções que emocionaram e encantaram o público presente à festa. Cantores, bailarinos, grupos folclóricos, afros, forrozeiros e quadrilha junina deram o tom da festa, levando ao público uma apocalíptica gama de emoções, cantando e comentando sobre o evento ainda hoje.

Alagoas não precisa importar em muitos eventos valores de fora para fazer festas. Aqui tem muita gente boa e de talento, que não deixa a desejar aos grandes centros culturais. Amada e cantada em verso e prosa por Eliezer Setton, Leureny Barbosa, Nara Cordeiro, e tantos outros artistas, nossa terra foi lembrada como nunca, numa explosão de alegria, as cores do guerreiro e do pastoril, deixando o público cheio de encantamento e surpresa.

A cidade do sururu da lagoa, de Nossa Senhora dos Prazeres, do mar azul piscina, da cor encantada, terra do sol, de canto e de alegria. Foi isso o que nos deixou de legado o Maceió Meu Xodó: um presente que recebemos agradecidos e que esperamos tenha reflexo na nossa autoestima daqui para frente.


Precisamos nos orgulhar, sim. Da poesia do Lêdo Ivo, das histórias de grandes amores; dos nossos valores, da nossa cultura, da nossa gente. Da terra de Graciliano Ramos e Jorge de Lima; terra de Zumbi; de grandes amores, poetas, artistas tantos que a gente nem sabe dizer quantos. 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Som do Matuto de Luxo, Geraldo Cardoso, sexta-feira, 11, em Arapiraca


Olívia de Cássia – Ascom
Foto: Paulo Tourinho

O som do Matuto de Luxo, Geraldo Cardoso, chega nesta sexta-feira, 11, em Arapiraca, depois de percorrer várias cidades de Alagoas e Pernambuco. O show acontece no Mercado de Artesanato, no Parque Ceci Cunha, a partir das 20h, dentro do projeto Som na Praça, que acontece toda semana.

O evento terá participação do violeiro João de Lima; de Afrísio Acácio e Chau do Pife. Com a presença de grande público, Geraldo Cardoso promete fazer uma grande apresentação, com muito forró, levando aos arapiraquenses muita alegria.

“Meu povo de Arapiraca e região, nosso encontro está marcado nesta sexta, 11, e quero todos botando pra torar no suingue da nossa pegada forrozeira”, disse. O forrozeiro  alagoano se firma  a cada ano no cenário nordestino como uma das grandes atrações no gênero, atraindo  um público cada vez maior por onde tem passado.

O encontro dos artistas da região é a opção de diversão e um fôlego de vida para apreciadores da cultura popular. A riqueza desse projeto tem sido percebida pelo público, que lota o espaço para dançar e cantar ao som de bandas de pífanos, zabumba, emboladores, forrozeiros ou mesmo novos artistas da música popular.

 O show do forrozeiro Geraldo Cardoso é levado à cidade, por intermédio da emenda do deputado federal Paulão (PT) e do Ministério da Cultura (MinC).


Maceió realiza Primeiro Casamento Coletivo LGBT 2-1

Olívia de Cássia - Repórter - Tribuna Independente e Portal Primeiro Momento

Com a presença do juiz André Gedda Peixoto Melo, juiz da 10ª Vara Civil de Arapiraca e coordenador do projeto Justiça Itinerante, o Tribunal de Justiça de Alagoas realizou o primeiro Casamento Homoafetivo, na tarde desta segunda-feira, 7, no jardim do Teatro Deodoro.

Dezesseis casais LGBT e três heterossexuais oficializaram a cerimônia, que contou com o público LGBT e vários setores da sociedade civil. Foto: Adailson Calheiros

 Dezesseis casais LGBT e três heterossexuais oficializaram a cerimônia, que contou com o público LGBT e vários setores da sociedade civil, como o a vereadora Teresa Nelma; a psicóloga Cláudia de Bulhões; a superintendente de Direitos Humanos, Ana Omena; Dora Menezes, coordenadora de Políticas LGBT do município de Maceió; Cininha de Freitas, coordenadora de Políticas Públicas LGBT do Estado de Alagoas;  a museóloga Carmem Lúcia Dantas, entre outras personalidades da sociedade alagoana.
O juiz André Gedda disse que esse é um momento muito importante para a sociedade. “Me sinto muito feliz num momento como esse, de estar realizando a primeira cerimônia coletiva de casamento homoafetivo. Qualquer cidadão, independente da sua orientação sexual, tem direito de constituir seu convívio familiar”, observou.
Segundo ele, ainda há muita discriminação com relação com relação aos homossexuais, mas avalia que aos poucos essa cultura vai mudando. “É fato social, tem que ser tutelado pelo direito e as pessoas têm que mudar essa mentalidade. Está na Constituição o direito à igualdade, à dignidade da pessoa humana, e as pessoas devem respeitar as diferenças e a orientação sexual, cada um escolhe a sua”, destaca.
André Gedda disse que o casamento coletivo homoafetivo é um marco para a sociedade alagoana. “A gente tem que olhar em duas vertentes: Primeira como forma de legalização dos sentimentos; afetividade, o carinho; o amor, sentimentos que nutrem o ser humano, independente da orientação sexual”, ressaltou.
Segundo ele o casamento homoafetivo é igual a um casamento homem mulher, porque gera todos os direitos ao cidadão. “Passa a ser de comunhão parcial de bens, tudo o que é adquirido na constância da união pertence ao casal, direitos previdenciários, como pensão por morte, sem que um deles precise entrar na Justiça para ter direitos”, observou.

EMOÇÃO

Há seis anos na presidência do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, emocionado e com lágrimas nos olhos, disse à reportagem que a realização do evento foi com muita dificuldade. “Foi com muito impasse; muita gente querendo impedir o trabalho do movimento, infelizmente”, observou.
Nildo Correia reclamou que na maioria das vezes, não pode contar com a participação de muitos parceiros, devido às dificuldades, para se conseguir apoio para a realização de um evento como esse. “Mas mesmo assim o movimento está firme e forte e dá início hoje ao 15º Ciclo de Ativismo LGBT”, observou.
“É um sentimento de vitória, mesmo com todas as dificuldades vividas, além das financeiras, para fazer o evento. Faltam pessoas, voluntários, que se engajem, mas o movimento LGBT aos poucos vai conquistando seu espaço”, disse Nildo Correia. 
Segundo ele, há 15 anos o movimento luta pela melhoria da qualidade de vida da população LBGT. “Mais que festa esse é um momento de afirmação, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu os casais homossexuais como entidade familiar; é um momento macro na história do Estado de Alagoas”, pontuou.

Advogado disse que é importante que a sociedade reconheça a existência de um terceiro sexo

O advogado Alberto Jorge (o Betinho), da Comissão de Minorias Sociais, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB\AL) parabenizou o Grupo Gay de Alagoas (GGAL) pelo evento e disse que é importante que a sociedade reconheça a existência de um terceiro sexo.
“Hoje é uma realidade no Estado de Alagoas, nada mais justo do que a gente presenciar esse momento. A Constituição Federal ampara negros; índios; a religiosidade afro-brasileira; e também os homossexuais”, explicou.
Segundo o advogado, esses casais hoje estão com uma definição de vida, voltada para a convivência e o bem-estar: “É um momento oportuno para a vida dessas pessoas, que estão dizendo sim a um relacionamento; a uma convivência homoafetiva; dizendo que estão propensos para amar, da forma deles.
Betinho argumenta que é um momento significante “e a Ordem dos Advogados do Brasil, através da Comissão de Minorias Sociais, está aqui para presenciar com muito orgulho e dizendo para a sociedade alagoana que isso é um avanço, não é um retrocesso como dizem os nossos irmãos evangélicos e alguns católicos”, ressaltou.
Segundo ele, a sociedade está presenciando o amor existente entre os seres humanos. “Essas pessoas são discriminadas, muitos expulsos de casa, por causa da opção sexual, foram para o mundo e hoje estão mostrando para a sociedade que o preconceito é completamente equivocado”, destacou.
CARTÓRIO
Seu Sebastião Cassiano é oficial do Cartório de Registro Civil de Casamento, que oficializou a cerimônia coletiva e disse que desde 2011 a lei garante o direito aos casais homoafetivos. “Esse é um momento muito importante para a sociedade e para as pessoas que estavam ansiosas para que a lei lhes desse o direito a essa oportunidade; isso é muito bom”, observou. 
Nilton Alves vive uma relação de quatro anos com Jeferson e resolveram oficializar a união. “A gente aproveitou, que já era um sonho nosso, pois temos uma vida juntos e esse momento mais que especial para concretizar isso”, destacou.
Nilton Alves avalia que há muito tempo os casais gays construíam uma vida juntos, dividiam tudo o que tinham e no final, quando um falecia, o outro não tinha direito a nada: “Hoje em dia, não. Isso assegura o direito de cada um. Às vezes a família, a vida todinha não dá valor e quando chega na divisão dos bens, faz questão”, observou Nilton.
Geraldo Melo e Anderson Fernandes vivem juntos há dois anos. “Para nós é a realização de um sonho, concretizar a nossa união”, disse Geraldo Melo. Ele observou que já conversam sobre adoção, mas que são planos para o futuro.
Andressa Pedrosa e Taciane Samara estão juntas há quatro anos e disseram que já têm um caso há seis anos. “Começamos na escola, na sétima série; não tem um começo certo. A gente estudava juntas e depois fomos nos conhecendo; eu fui viver minha vida e depois nos reencontramos’, observa  Andressa.
Hoje, segundo elas, realizaram um sonho de quatro anos de espera pelo documento. Já temos uma filha e vamos registrar, ela vai fazer quatro anos, no registro só tem o nome de uma e agora vai ter o nome das duas.
O casal hetero Graziano e Elisabete resolveu selar a união no casamento coletivo homoafetivo, porque segundo eles, é uma forma de mostrar que não têm preconceitos. “Somos todos iguais; estamos juntos há oito anos, temos filhos e resolvemos participar do evento”, disse a noiva.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Público aplaude apresentação de Geraldo Cardoso, no Maceió Meu Xodó

Foto Secom-Maceió
Olívia de Cássia - Ascom

O Matuto de Luxo Geraldo Cardoso foi um dos artistas que animou a noite deste sábado, 5, no Estacionamento de Jaraguá, na festa de encerramento das comemorações de aniversário do bicentenário da capital alagoana,  no evento Maceió Meu Xodó.

A apresentação do Matuto de Luxo foi com a quadrilha Amanhecer do Sertão, vencedora do concurso de quadrilhas juninas Forró & Folia 2015. A festa teve a participação de cerca de 400 artistas das diversas tribos: forrozeiros, cantadores, cantoras, dançarinos, que  exibiram a cultura alagoana, num espetáculo nunca visto antes pelos alagoanos.

O forrozeiro Geraldo Cardoso  fez uma bela apresentação, mostrando ao alagoano o que tem de melhor no nosso forró de raiz. O show aconteceu como resultado de um trabalho coletivo que envolveu vários profissionais entre técnicos e equipe de produção. Segundo a assessoria da Prefeitura, o espetáculo será reapresentado no próximo dia 20, no Benedito Bentes.

A Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac), contou com mais uma importante parceria para a realização da festa, com o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, graças à emenda parlamentar do deputado federal Paulão (PT).

Geraldo Cardoso é um dos artistas nordestinos mais gravados e solicitados para eventos em toda Região Nordeste e disse que se sente honrado em ter participado do evento, que reunião a nata da cultura alagoana.

“Também quero agradecer, mais uma vez, à Prefeitura de Maceió; a Vinicius Palmeira e ao deputado Paulão, por ter proporcionado esse congraçamento de artistas, que resultou numa bela festa”, pontuou Geraldo Cardoso.


Comemorações de 200 anos de Maceió leva grande público e encanta

Foto: Olívia de Cássia

Olívia de Cássia - Repórter

A festa de encerramento das comemorações dos 200 anos de Maceió levou um grande público ao Estacionamento de Jaraguá, na noite deste sábado, 5, dia do aniversário da cidade. A Prefeitura de Maceió caprichou na estrutura do evento.  

Durante todo o dia de atividades, teve circuito de corrida, seguido de missa solene, exposição de velas na orla, apresentação da Esquadrilha da Fumaça, desfile cívico, projeções em 3D na Associação Comercial e finalizado com o espetáculo Maceió Meu Xodó, onde a diversidade cultural do Estado de Alagoas foi cantada em verso e prosa.

O prefeito Rui Palmeira falou à reportagem e disse que é uma alegria grande (ter promovido o evento); uma festa linda como essa, com Esquadrilha da Fumaça, com desfile  cívico e agora, com chave de ouro, com apresentação de artistas alagoanos fazendo um belíssimo show”, pontuou.

Para o presidente da Fundação Cultural de Maceió (Fmac), Vinicius Palmeira, o evento é uma festa “que tem uma intenção de levantar a autoestima dessa terra nossa, que faz 200 anos e que a gente entende que são esses valores que fazem com que a gente avance e  que retome o amor à terra e à própria valorização da cultura”, disse Vinicius Palmeira.

O presidente da Fmac observou que é um grande momento histórico-cultural e que traz os ícones da cidade; o investimento foi com pessoas nossas mesmo; nossos grupos, nossos cantores e cantoras; atrizes e atores; bailarinas, nessa grande festa para mostrar à própria terra o que de grandioso ela tem”, pontuou.

Vinicius Palmeira disse ainda que “somos a geração que está vendo a festa dos 200 anos; talvez uma próxima comemoração seja daqui a 50 anos e com certeza muitos de nós não estará aqui e acho que o capricho e o esmero a essa data é lembrando disso: do respeito que toda essa geração tem que ter para deixar isso como um legado para as próximas gerações”, destacou.

Segundo ele, o resultado foi compensatório: “A gente se sente compensado pelo resultado, pois o maceioense tem abraçado esses valores, a exemplo disso as esculturas que acabamos de colocar na orla (do escritor Graciliano Ramos  e do lexicógrafo Aurélio Buarque), que está tendo uma interatividade enorme”, explicou.

Vinicius observou ainda que a cidade se apropriou daquilo que ela percebe que é dela “ e é nesse clima que nós comemoramos os 200 anos de Maceió. Estamos muito felizes em estar aqui, com a cidade e dizer a ela que 200 anos (a festa) está só começando, que temos uma vida pela frente)”, complementou.

IDEIAS

O secretário de Comunição, Clayton Santos disse que quando pensou na festa, tinha muitas ideias e uma delas era trazer alguém de fora para fazer o show e cogitou-se vários nomes. “Mas acho que foi a decisão mais acertada fazer os shows com os artistas locais, alagoanos, valorizando os artistas locais; essa valorização tem sido uma constante na gestão do prefeito Rui Palmeira, haja  vista o São João; o terceiro feito pela gestão, entre outros eventos, como o Maceió  Verão”, destacou.

Deputado Paulão, autor da emenda que permitiu a festa, disse que a parceria com a Fmac já vem de algum tempo

O deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT), autor da emenda que proporcionou a festa dos 200 anos de Maceió, observou que a parceria com a Fmac já vem de algum tempo, desde a realização do São João de 2014.

“A gente já tem uma parceria com a Cultura desde que assumi: Vinicius levantou a ideia para mim, relativo ao São João de 2014. Nós apresentamos uma emenda de um milhão, discutimos com ele a metodologia da emenda, com a descentralização de todos os bairros. Cada quadrilha, cada grupo cultural tem um processo de movimentar não só a cultura, mas a economia”, destacou.

Paulão explicou que depois o presidente da Fmac apresentou outra ideia: a proposta dos 200 anos de Maceió e ele apresentou outra emenda com o mesmo valor. “Eu fico triste, porque a cultura não é valorizada e ela tem um papel fundamental; mas ao mesmo tempo tem um lado positivo que me envaidece: fui o único deputado que colocou uma emenda de um milhão; o maior valor da história do Congresso Nacional”, pontuou.

Paulão disse também que a cultura levanta a autoestima da população “e isso é fundamental, principalmente na periferia. Maceió, de acordo com uma pesquisa sociológica, está entre as cidades mais violentas do país e eu não tenho dúvida que, além da educação, é por meio do esporte e da cultura que você pode dialogar com a juventude, que tem um papel fundamental”, destacou.

Segundo ele, é importante ter uma visão republicana; “uma atividade dessa, chama as famílias, cria uma agenda na cultura, no turismo e na economia, estou feliz por ter contribuído com isso”, pontuou.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Geraldo Cardoso vai participar do show Maceió Meu Xodó, em comoração aos 200 anos de Maceió

Olívia de Cássia

O Matuto de Luxo Geraldo Cardoso, forrozeiro de raiz vai participar do espetáculo Maceió Meu Xodó, em comemoração pelos 200 Anos de Maceió, que acontece neste sábado, 5, dia do aniversário da cidade.
O Matuto de Luxo Geraldo Cardoso, forrozeiro de raiz vai participar do espetáculo Maceió Meu Xodó, em comemoração pelos 200 Anos de Maceió, que acontece neste sábado, 5 (Foto: Paulo Tourinho)
O show acontece no estacionamento de Jaraguá, às 20h, e contará com a participação de 400 artistas que vão cantar, dançar e exibir a nossa cultura, num espetáculo nunca visto antes pelos alagoanos.
O espetáculo é fruto do trabalho coletivo que envolve além dos cerca de 400 artistas vistos em cena, 150 profissionais entre técnicos e equipe de produção. Para que tudo isso se tornasse real a Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac), contou com mais uma importante parceria com o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, graças à emenda parlamentar do deputado federal Paulão (PT).
A direção de cena e elenco do espetáculo traz a assinatura de Glauber Teixeira e David Farias; direção musical do maestro Almir Medeiros. Já a arquiteta Mirna Porto é responsável pelo projeto de toda estrutura.
“Para mim é uma alegria estar participando desse evento comemorativo aos 200 anos de Maceió”, ressaltou Geraldo Cardoso, que fará uma apresentação musical descontraída, prometendo muita animação.
“Quero agradecer à Fmac e ao deputado Paulão, por ter apresentado a emenda parlamentar que deu suporte mais esse evento”, pontuou o Matuto de Luxo.
O Maceió Meu Xodó terá nove blocos distintos entrelaçados por momentos especiais de exaltação às tradições, manifestações, grupos e artistas representativos do nosso “ser maceioense”.
O evento começa com o show de abertura, seguido pelo ‘Boa Noite’ com os artistas ocupando toda a estrutura de palco, passarela e elevador. Na sequência vêm os momentos ‘Xangô Rezado Alto’, ‘Maceió Folia’, ‘Giro de Folguedos’, ‘Maceió, Isso Aqui Tá Muito Bom!’, ‘Som da Cidade’, ‘Tons de Maceió’, e ‘Maceió, Minha Sereia’ fechando o roteiro.
Entre as músicas a serem cantadas e encenadas estão as clássicas Ponta de Lápis, de Beto Barbosa; Minha Sereia, de Carlos Moura; Só Gosto de um Amor Só, de Aldemar Paiva; e Cidade Sorriso, de Edécio Lopes. E tem muito mais: Maceió, Meu Xodó, de Chico Elpídio; Coisas da Natureza, de Toni Augusto; Não Há Quem Não Morra de Amores, de Eliezer Setton; a emocionante Senhora dos Prazeres, de Máclein; e Mundaú Manguaba, de Ricardo Mota.

Pesquisador acredita que Maceió está perdendo a identidade

José Bilú reclama da falta de comprometimento de alguns gestores que mudaram a arquitetura e a paisagem da cidade


Foto Adailson Calheiros
Para Bilú, patrimônio artístico-cultural de Maceió corre o risco
de desaparecer e cidade não tem muito o que comemorar
 / Tribuna Independente
Maceió comemora 200 anos no sábado (5), mas segundo o pesquisador e historiador alagoano José Bilú da Silva Filho, não tem muito o que comemorar. Ele reclama da falta de comprometimento de alguns gestores que mudaram a arquitetura e a paisagem da cidade, descaracterizando ou demolindo prédios e casarões antigos, fazendo com que a capital esteja perdendo a identidade.
As belezas de Maceió já foram retratadas em verso e prosa por poetas e artistas, mas José Bilú reclama que o patrimônio artístico-cultural da capital alagoana corre o risco de desaparecer, devido à falta de comprometimento com que vem sendo tratado. Segundo ele, os monumentos precisam de alguém que tome conta e não deixe ser depredado.
José Bilú é presidente da Academia de Letras, Artes e Pesquisa de Alagoas e tem um acervo de mais de quatro mil arquivos históricos do Estado de Alagoas. Fotos, livros, peças, recortes de jornais e documentos são resgatados pelo pesquisador, que é apaixonado pela cultura e história alagoana e se ressente da falta de apoio e incentivo por parte dos gestores.
O pesquisador é um entusiasta da história alagoana e guarda um verdadeiro tesouro em sua casa. Atualmente desempregado, José Bilú sobrevive do artesanato produzido pela esposa, que revende em frente da sua casa e da venda de algumas fotos de seu acervo para estudantes, escritores e outros pesquisadores.
Ele mostra uma foto curiosa de uma paisagem totalmente modificada. “Essa foto aqui é onde atualmente funciona a Câmara de Vereadores. Foi a residência do médico dr. Brandão, na Praça Deodoro; é da década de 1930 e foi um presente que recebi. Tem outras que eu ganhei de Teresinha Porto”, comenta.
Acervo de Bilú tem fotos antigas de praias e locais históricos
No acervo do pesquisador tem também uma foto da Praia de Pajuçara, tirada numa máquina russa, panorâmica, em 1963. São fotos que segundo ele ainda não foram publicadas no Facebook e que guardou para algum evento especial.
“Tenho muitos acervos, fotos antigas, livros, cartazes de filmes, peças doadas por famílias tradicionais. Muitos alunos me procuram para aprender mais sobre o Estado, vendo as fotos antigas, recortes de jornais e outros acervos”, completa.
A transformação radical sofrida pela capital alagoana é destacada por José Bilú, que dá várias sugestões para que a cultura alagoana não desapareça. “Se não tiver cuidado, daqui a poucos anos tudo vai desaparecer”, ressalta.
Outra curiosidade mostrada por ele é uma foto da Praça do Centenário quando ainda tinha uma fonte luminosa e azulejos coloridos no mapa. “Comecei a colecionar com 12 anos de idade e não parei mais. Tem muita foto que foi feita por meu avô, que era capitão da Marinha e tirou muitas fotografias. Da mesma forma que muita gente da família não teve interesse, eu guardei tudinho e através disso comecei a ganhar muita coisa”, observa.
BELA VISTA
Uma foto da Bela Vista, um casarão antigo que foi demolido, onde hoje é o Edifício Palmares, no Centro de Maceió, dá o tom de como era bonita a arquitetura antiga da cidade. Uma mansão, em estilo francês, segundo o historiador.
(Foto: Adailson Calheiros)
Historiador guarda foto do Bela Vista, um casarão que ficava localizado onde hoje é o Edifício Palmares
“O riacho Salgadinho é o cartão postal de Maceió e precisa ser recuperado, urgentemente,  bem como várias praças e prédios da cidade. Bebedouro morreu no tempo; os casarões antigos estão acabando, tudo acabado e sem memória; temos as praias mais lindas, mas o esgoto a céu aberto é um descaso”, reclama.
Segundo ele, infelizmente a nossa cultura, se não tiver um olhar especial, tende a acabar daqui a dois anos. “Infelizmente em Maceió existe isso: as fachadas das lojas do comércio, por exemplo, estão todas cobertas. Cada dia que passa, vão destruindo tudo; vai se acabando a história: é preciso fazer um resgate, urgente”, avalia.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O inacreditável retrocesso da sociedade

Olívia de Cássia - Repórter
Nunca pensei que na minha idade e tendo visto tanto absurdo nesse país, que eu fosse ver o país retroceder em ideias e comportamentos, depois de termos alcançado a democracia e da Constituição Cidadã de 1988.
Esses rompantes e comportamentos lamentavelmente, se dão tanto da juventude e da sociedade, quanto dos políticos que estão no Congresso Nacional. Não precisa ir muito longe e é só dá uma pesquisada na internet para a gente ver os exemplos de que trato nesse texto.
Não falarei aqui de todas as situações porque o espaço não cabe, mas vamos lá. Desde as atitudes da bancada evangélica nas pessoas do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ); Silas Malafaia, e tantos outros que têm me deixado com o cabelo em pé.
As agressões proferidas por Bolsonaro contra as mulheres e seu discurso do ódio são de causar nojo. E só para citar um exemplo, vamos ao que foi mais divulgado pela mídia, quando ele respondeu a um discurso da deputada Maria do Rosário sobre a ditadura militar e declarou que só não a estupraria porque ela não merecia.
Várias outras mulheres foram ofendidas pelo dito parlamentar e nem por isso ele foi punido pela falta de decoro. Além disso, as propostas atrasadas, preconceituosas e providas do discurso do ódio que estão sendo discutidas no Congresso Nacional é para deixar qualquer pessoa um pouco esclarecida, estarrecida.
Antes mesmo das eleições de 2014 foi possível perceber que a sociedade brasileira passou por um retrocesso social. Em plena democracia, vejo essas personalidades do poder público e tantos outros nas mídias sociais, com comportamento autoritário e conservador, seja com relação a quem for.
Nasci em 1960, fui crescendo no país vivendo em plena ditadura militar, mas nem naquela época eu via tanto retroceder. Qualquer um que acompanhe a política brasileira ou atualidades pode entender que as ideais defendidas por essas figuras são machistas, nazistas, fascistas e reacionárias.
O nazismo foi um regime que envergonha a humanidade e não precisa ser um doutorando em história para se saber disso.
“A ideologia nazi-fascista era um amalgama de racismo, machismo, conservadorismo, militarismo, anti-semitismo, anti-marxismo e expansionismo”, observa o texto Desmistificando os reacionários.
Segundo os historiadores, a organização partidária de Hitler recebeu forte apoio financeiro d político dos principais capitalistas alemães, com exceção daqueles que origem judaica. E como disse a economista e jornalista Marilze de Melo Foucher, a sombra do fascismo e nazismo ronda o Brasil quando o germe do ódio se propaga e a xenofobia se espalha impunemente.
“A maneira como os nordestinos, negros, índios, gays, lésbicas e pobres vêm sendo tratados comprova a existência de um tipo de neo-fascismo e neo-nazismo em plena expansão no Brasil e mais especificamente em São Paulo, na região Sudeste e sul do Brasil”, observa.
Infelizmente, esses comportamentos estão presentes também em outras regiões brasileiras. “Não perceber este perigo é banalizar esta situação. Existe um terreno fértil para a implantação dessas ideologias nefastas no Brasil”, pontua. Para refletir.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Show do Matuto de Luxo em Palmeira dos Índios foi um sucesso de público e levou 2.000 pessoas

 Foto: Paulo Tourinho
Olívia de Cássia-Ascom

Como parte das comemorações de nove anos da Associação de Mulheres de Palmeira dos Índios (Ampi), o show do Matuto de Luxo Geraldo Cardoso foi sucesso de público e conseguiu juntar cerca de duas mil pessoas.

O alagoano de Quebrangulo mostrou mais uma vez seu talento, animando a festa que teve a participação do deputado federal Paulão (PT), deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT), entre outras personalidades.

O evento, organizado pela vereadora Sheila Duarte (PT), idealizadora da entidade, teve apoio das entidades comerciais: Sindilojas, Fécomercio, Sesc, Senac, Ampi e Comercial Gil, patrocinador oficial, proporcionando entretenimento e diversão ao público, considerado o show do ano, além das apresentações do repentista João de Lima e Chau do Pife.

Geraldo Cardoso fez o público dançar e cantar, num evento que é fruto de uma parceira com a Fundação Municipal de Cultura (Fmac) com o Ministério da Cultura (Minc), por intermédio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (convênio nº 798826/2013).

O convênio, intitulado Programa Ações Culturais para Maceió é resultado de uma emenda do deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT) e viabiliza ainda uma série de outros espetáculos promovidos até dezembro de 2016 por diversos grupos culturais de Maceió.

O Matuto de Luxo soltou a voz; levou muita alegria e descontração no evento e fez todo mundo dançar. O show teve músicas do novo CD do forrozeiro e que foram sucesso na sua voz e de outros nomes da Música Popular Brasileira.

O alagoano Geraldo Cardoso está entre os melhores nomes do forró do Nordeste, já tendo recebido várias premiações, pelo reconhecimento de seu belo trabalho.

O Matuto de Luxo é hoje um dos autores mais gravados no contexto regional, por artistas como: Jorge de Altinho e Flávio José, que gravou Casa de Tapera, de autoria de Geraldo Cardoso e Ari Persiano, música de trabalho do novo CD de Flávio José.


domingo, 29 de novembro de 2015

Uma rotina quase estranha ...

Olívia de Cássia - jornalista

A gente pode estar seguro do que quer, mas chega um dia em que todas as lembranças vêm à tona e nos pegamos viajando em pensamentos, vivenciando coisas que fazem parte de um passado distante, da adolescência e juventude, mas que às vezes se faz tão presente que dói na alma da gente.

Todas essas lembranças nos servem de lição, são acontecimentos que fizeram parte do nosso crescimento interior, aquelas vivências mais profundas que influenciaram de alguma forma na nossa vida e construíram a nossa personalidade.

Acho que é isso o que faz a pessoa madura. Eu sou o que sou e nunca fingi ser diferente, de dupla personalidade, porque não posso passar para os que estão próximos de mim uma imagem diferente, não sei fingir.

Sempre tive uma maneira de pensar diferente, o que me rendeu na família algumas situações e conceitos precipitados. Alguns me tomaram por louca e outros por radical. Quem me conhece sabe que eu sou assim mesmo: às vezes um pouco louca, romântica, antagônica ao extremo. Mas nunca dissimulada.  Apenas uma pessoa querendo ser feliz e justa.

Às vezes a gente se angustia pela falta de reconhecimento pelo nosso esforço, mas isso também faz parte do jogo. Não vamos esperar que tudo saia perfeito, da forma  como desejamos.  

Tem momentos que me pego fazendo interrogações, querendo saber o motivo de tais situações, mas nem isso vai tirar o meu foco se acredito e amo  o que faço. Tem momentos que me falta paciência, talvez isso seja os sinais da idade que batem á porta, mas procuro amenizá-los.

Só sinto a idade que tenho quando as limitações dão aquele sinal de alerta e me dizem que terei um pouco de dificuldade perante aquela situação, mas que devo tentar. É fim de tarde de domingo e o barulho na rua é apenas do álcool que já mostrou seus sinais na vizinhança.

Crianças correrem pela rua brincando; ainda um privilégio por aqui, feito aquele tempo do interior que não tínhamos violência e podíamos brincar nas calçadas e na vizinhança. Meus bebês de quatro patas já se aquietaram diante do barulho de final de tarde de domingo, lá de fora, e ainda me sinto sonolenta, apesar de ter dormido tanto no fim de semana.


Preciso de poesia para suavizar meus caminhos ainda que tortuosos e incertos. Quero continuar semeando a tolerância, a paz, a humildade  e que haja ainda um longo caminho a percorrer. Boa tarde. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

VII Bienal do Livro retrata universos de sentidos

Olívia de Cássia - Repórter \ Tribuna Independente

Até o dia 29 deste mês, os leitores alagoanos podem visitar a VII Bienal do Livro, no Centro de Convenções Ruth Cardoso, que este ano tem como tema ‘palavras, sons, imagens: universos de sentidos”, uma proposta contemporânea que inclui literatura com arte e outras ideias.
Até o dia 29 deste mês, os leitores alagoanos podem visitar a VII Bienal do Livro, no Centro de Convenções Ruth Cardoso (Fotos: Olívia de Cássia)
São mais de 80 palestrantes convidados para a VII Bienal e cerca de 134 expositores, que estão com seus estandes à espera de consumidores. Sebastião Medeiros é da equipe de organização do evento e disse que o primeiro dia superou todas as expectativas dos organizadores.
“Nunca tivemos tanto público numa abertura da bienal; estamos batendo todos os recordes de público, até porque a Bienal está sendo bem artístico-cultural e começou a atrair um público maior. Tivemos uma atriz e poeta da rede Globo, Elisa Lucinda, e alagoanos como Eliezer Setton e Júnior Almeida”, destacou.
Na programação da Bienal, durante todos os dias, segundo Sebastião Medeiros, terá atrações culturais e artísticas, no Palco Gogó da Ema, no Teatro Gustavo Leite; apresentações de grupos culturais e associações teatrais, para todos os gostos.
Elias Abílio é livreiro e já está na quarta edição da Bienal em Alagoas. Ele comercializa miniaturas de livros e disse que a proposta é chamar atenção e incentivar a leitura, com um formato de livro diferenciado. “Ao atrair as pessoas para a proposta diferente, elas ficam curiosas e pelo menos faz com que as pessoas abram o livro e despertem para a leitura”, observa.
Elias Abílio disse, que tendo como experiência o evento passado, as vendas ainda estão tímidas, mas que está com esperança de que melhorem.
O estante do Arquivo Público do Estado de Alagoas inovou na VII Bienal do Livro. A superintendente Vilma Nóbrega disse que a ideia foi seguir a temática do evento: sons, palavras e imagens, e nada melhor do que mostrar a cara do Arquivo Público, trazendo um pouco do seu acevo fotográfico.
Segundo ela a inspiração foi em Luiz Lavenére, um dos fotógrafos mais antigos, que fotografou lugares de Maceió, que ninguém nunca conhecia. “Nós trouxemos do acervo que o Arquivo dispõe dele 400 imagens; vai ser publicado um catálogo, mas a gente separou algumas que retratam Maceió do século XX”, pontua.
Segundo Vilma Nobre, a proposta também é tornar o estande interativo para atrair a criança, com o produto viajar no tempo, que é a ideia dos monóculos pendurados em cordões, muito usados pelas famílias, em décadas passadas.
“O monóculo com cem imagens, também comemorando os 200 anos de Maceió, que essa também é uma proposta nossa e os monóculos têm imagens que vão desde a festa do centenário de Maceió a temas diversos como: cangaceiros, regatas, fotos de pessoas ilustres ea s pessoas têm viajado no tempo”, observa.
No mural, as pessoas deixam poesias e mensagens. “Expomos o mapa de Alagoas e os visitantes vêm deixando suas mensagens
Vilma disse que tem pessoas que visitam o estande e choram quando veem as imagens antigas do tempo de infância. “Há pessoas que dizem que no seu tempo só tinha fotos com monóculos, outras dizem que têm em casa e não tinham tido essa ideias para mostrar à família e outro lado do estante colocamos Minha Alagoas em Palavra”, observa.
No mural, as pessoas deixam poesias e mensagens. “Expomos o mapa de Alagoas e os visitantes vêm deixando suas mensagens; o que vem nos surpreendendo porque os jovens têm deixado poemas, Adultos; crianças de todas as idades; e o mapa já está todo colorido eu acho que o Arquivo está mostrando que não é um lugar morto; é um lugar vivo , de memória, onde preservamos um rico acervo preservado de jornais, revistas, fotografias, é um convite para que as pessoas o visitem mais e conheçam o acerto”, ressalta.
Os estudantes Carlos Henrique e Graciele disseram que gostaram da ideia: “Tem o Gogó da Ema; os antigos carnavais de Maceió; imagens de como era a praia antigamente, modo de vida da população, o policiamento e outras imagens”, disseram.

Edufal

Maria Estela Torres Barros da  Editora da Ufal (Edufal) disse que apesar das dificuldades, fazer o evento a deixa muito feliz. “Não sou eu apenas, é uma equipe que favorece todo esse trabalho nosso”. O evento é uma realização conjunta com o Governo do Estado e Prefeitura de Maceió e a Fundepes (Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa).
Segundo Estela Torres, mais do que economia para o Estado, o evento fomenta a promoção da cultura, da literatura, e esse congraçamento da sociedade alagoana; a presença das escolas públicas, privadas, o interesse pelas pessoas convidadas, sejam elas de outros estados, fora do Brasil; pessoas de Alagoas.
“Há espaço onde as pessoas podem livremente pedir autógrafos, vir expor seus produtos. Hoje perguntaram a um expositor que tem roupas e sacolas e contextos de cultura, como era a presença de roupas e enfeites numa bienal do livro e ele mostrou justamente o nosso pensamento: que a bienal do livro é mais do que palavra, a bienal são todas essas imagens, todos esses sons, que fazem esses sentidos maravilhosos, nesse momento que estamos  vivendo”, observa.
Com relação às palestras ela disse que tem algumas muito concorridas, outras dentro do previsto. “Alguns nomes mais presentes na mídia, provocam um frisson e número excede e agente tem que limitar e não há favorecimento; é ordem de chegada”, destaca.  
Zeca Machado é escritor e está com um estande lançando seu trabalho ‘ A Chave dos Mundos’, que faz parte da chamada Literatura Fantástica. Ele disse que é um autor independente e seu livro é uma fantasia clássica.
“Minha literatura é fantástica, mas a linha é clássica, um pouco diferente do que  se vê no Brasil. A divulgação que faço do meu livro é uma série chamada a Chave dos Mundos, onde até o momento foram publicados dois livros e até o final de dezembro será lançado o terceiro livro da série, que é composta de seis livros”, explica.
Alexandre Rodrigo dos Santos estava procurando livro para o filho e para ele.  Disse que gosta de leitura e de incentivar o filho a ler. “Estou tentando incentivar meus filhos a começarem a leitura também; eu gosto de romance policial e biografias”, observou. 
O jornalista Teodomiro Júnior estava com o filho de dez anos no estante da Livraria e Editora Paulinas, procurando um livro de quando fez a primeira eucaristia, mas disse que não encontrou. Não estão publicando mais. “Meu filho está fazendo a primeira eucaristia e por isso vim procurar”. Thiago disse que gosta de gibi: Turma da Mônica Jovem; Tio Patinhas e outros.
O jornalista Teodomiro Júnior estava com o filho de dez anos no estante da Livraria e Editora Paulinas, procurando um livro de quando fez a primeira eucaristia, mas disse que não encontrou.
Adrielly é estudante da Escola Estadual Margarez Lacet e estava na Bienal com uma turma de estudantes da escola. Envergonhada para falar, ela disse que está na sexta série e que gostou das apresentações culturais que estão acontecendo no evento. 

E agora, o que fazer?

Por Olívia de Cássia E agora, o que fazer? Essa pergunta me veio à baila, antes e depois da aposentadoria por invalidez e em alguns dias q...