terça-feira, 24 de novembro de 2015

VII Bienal do Livro retrata universos de sentidos

Olívia de Cássia - Repórter \ Tribuna Independente

Até o dia 29 deste mês, os leitores alagoanos podem visitar a VII Bienal do Livro, no Centro de Convenções Ruth Cardoso, que este ano tem como tema ‘palavras, sons, imagens: universos de sentidos”, uma proposta contemporânea que inclui literatura com arte e outras ideias.
Até o dia 29 deste mês, os leitores alagoanos podem visitar a VII Bienal do Livro, no Centro de Convenções Ruth Cardoso (Fotos: Olívia de Cássia)
São mais de 80 palestrantes convidados para a VII Bienal e cerca de 134 expositores, que estão com seus estandes à espera de consumidores. Sebastião Medeiros é da equipe de organização do evento e disse que o primeiro dia superou todas as expectativas dos organizadores.
“Nunca tivemos tanto público numa abertura da bienal; estamos batendo todos os recordes de público, até porque a Bienal está sendo bem artístico-cultural e começou a atrair um público maior. Tivemos uma atriz e poeta da rede Globo, Elisa Lucinda, e alagoanos como Eliezer Setton e Júnior Almeida”, destacou.
Na programação da Bienal, durante todos os dias, segundo Sebastião Medeiros, terá atrações culturais e artísticas, no Palco Gogó da Ema, no Teatro Gustavo Leite; apresentações de grupos culturais e associações teatrais, para todos os gostos.
Elias Abílio é livreiro e já está na quarta edição da Bienal em Alagoas. Ele comercializa miniaturas de livros e disse que a proposta é chamar atenção e incentivar a leitura, com um formato de livro diferenciado. “Ao atrair as pessoas para a proposta diferente, elas ficam curiosas e pelo menos faz com que as pessoas abram o livro e despertem para a leitura”, observa.
Elias Abílio disse, que tendo como experiência o evento passado, as vendas ainda estão tímidas, mas que está com esperança de que melhorem.
O estante do Arquivo Público do Estado de Alagoas inovou na VII Bienal do Livro. A superintendente Vilma Nóbrega disse que a ideia foi seguir a temática do evento: sons, palavras e imagens, e nada melhor do que mostrar a cara do Arquivo Público, trazendo um pouco do seu acevo fotográfico.
Segundo ela a inspiração foi em Luiz Lavenére, um dos fotógrafos mais antigos, que fotografou lugares de Maceió, que ninguém nunca conhecia. “Nós trouxemos do acervo que o Arquivo dispõe dele 400 imagens; vai ser publicado um catálogo, mas a gente separou algumas que retratam Maceió do século XX”, pontua.
Segundo Vilma Nobre, a proposta também é tornar o estande interativo para atrair a criança, com o produto viajar no tempo, que é a ideia dos monóculos pendurados em cordões, muito usados pelas famílias, em décadas passadas.
“O monóculo com cem imagens, também comemorando os 200 anos de Maceió, que essa também é uma proposta nossa e os monóculos têm imagens que vão desde a festa do centenário de Maceió a temas diversos como: cangaceiros, regatas, fotos de pessoas ilustres ea s pessoas têm viajado no tempo”, observa.
No mural, as pessoas deixam poesias e mensagens. “Expomos o mapa de Alagoas e os visitantes vêm deixando suas mensagens
Vilma disse que tem pessoas que visitam o estande e choram quando veem as imagens antigas do tempo de infância. “Há pessoas que dizem que no seu tempo só tinha fotos com monóculos, outras dizem que têm em casa e não tinham tido essa ideias para mostrar à família e outro lado do estante colocamos Minha Alagoas em Palavra”, observa.
No mural, as pessoas deixam poesias e mensagens. “Expomos o mapa de Alagoas e os visitantes vêm deixando suas mensagens; o que vem nos surpreendendo porque os jovens têm deixado poemas, Adultos; crianças de todas as idades; e o mapa já está todo colorido eu acho que o Arquivo está mostrando que não é um lugar morto; é um lugar vivo , de memória, onde preservamos um rico acervo preservado de jornais, revistas, fotografias, é um convite para que as pessoas o visitem mais e conheçam o acerto”, ressalta.
Os estudantes Carlos Henrique e Graciele disseram que gostaram da ideia: “Tem o Gogó da Ema; os antigos carnavais de Maceió; imagens de como era a praia antigamente, modo de vida da população, o policiamento e outras imagens”, disseram.

Edufal

Maria Estela Torres Barros da  Editora da Ufal (Edufal) disse que apesar das dificuldades, fazer o evento a deixa muito feliz. “Não sou eu apenas, é uma equipe que favorece todo esse trabalho nosso”. O evento é uma realização conjunta com o Governo do Estado e Prefeitura de Maceió e a Fundepes (Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa).
Segundo Estela Torres, mais do que economia para o Estado, o evento fomenta a promoção da cultura, da literatura, e esse congraçamento da sociedade alagoana; a presença das escolas públicas, privadas, o interesse pelas pessoas convidadas, sejam elas de outros estados, fora do Brasil; pessoas de Alagoas.
“Há espaço onde as pessoas podem livremente pedir autógrafos, vir expor seus produtos. Hoje perguntaram a um expositor que tem roupas e sacolas e contextos de cultura, como era a presença de roupas e enfeites numa bienal do livro e ele mostrou justamente o nosso pensamento: que a bienal do livro é mais do que palavra, a bienal são todas essas imagens, todos esses sons, que fazem esses sentidos maravilhosos, nesse momento que estamos  vivendo”, observa.
Com relação às palestras ela disse que tem algumas muito concorridas, outras dentro do previsto. “Alguns nomes mais presentes na mídia, provocam um frisson e número excede e agente tem que limitar e não há favorecimento; é ordem de chegada”, destaca.  
Zeca Machado é escritor e está com um estande lançando seu trabalho ‘ A Chave dos Mundos’, que faz parte da chamada Literatura Fantástica. Ele disse que é um autor independente e seu livro é uma fantasia clássica.
“Minha literatura é fantástica, mas a linha é clássica, um pouco diferente do que  se vê no Brasil. A divulgação que faço do meu livro é uma série chamada a Chave dos Mundos, onde até o momento foram publicados dois livros e até o final de dezembro será lançado o terceiro livro da série, que é composta de seis livros”, explica.
Alexandre Rodrigo dos Santos estava procurando livro para o filho e para ele.  Disse que gosta de leitura e de incentivar o filho a ler. “Estou tentando incentivar meus filhos a começarem a leitura também; eu gosto de romance policial e biografias”, observou. 
O jornalista Teodomiro Júnior estava com o filho de dez anos no estante da Livraria e Editora Paulinas, procurando um livro de quando fez a primeira eucaristia, mas disse que não encontrou. Não estão publicando mais. “Meu filho está fazendo a primeira eucaristia e por isso vim procurar”. Thiago disse que gosta de gibi: Turma da Mônica Jovem; Tio Patinhas e outros.
O jornalista Teodomiro Júnior estava com o filho de dez anos no estante da Livraria e Editora Paulinas, procurando um livro de quando fez a primeira eucaristia, mas disse que não encontrou.
Adrielly é estudante da Escola Estadual Margarez Lacet e estava na Bienal com uma turma de estudantes da escola. Envergonhada para falar, ela disse que está na sexta série e que gostou das apresentações culturais que estão acontecendo no evento. 
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