Major Izidoro registra 35 casos de Chikungunya

Zika Vírus aparece com 18 casos no Estado, sendo oito em Maceió

Olívia de Cássia - Repórter \ Tribuna Independente\ Tribuna Hoje \ Primeiro Momento
O município de Major Izidoro, no Sertão alagoano registrou este ano 35 casos de Chikungunya, segundo dados repassados na tarde de ontem pela Secretaria do Estado da Saúde (Sesau). É a primeira vez que os casos aparecem nas estatísticas da secretaria.
O médico infectologista Celso Tavares, autoridade no assunto, em outra oportunidade, falou à reportagem e observou que o Aedes aegypti é o grande vilão e que é preciso que se tenha vários cuidados para se evitar a infecção (Foto: Secom Maceió)
Já o Zica Virus teve 18 casos, sendo oito em Maceió; três em Mata Grande. Em Arapiraca; Colônia Leopoldina; Delmiro Gouveia; Maribondo; Murici; Santana do Ipanema e São Miguel dos Campos aparece com um caso em cada município.
Segundo os dados repassados pela assessoria da Sesau, em Alagoas foram registrados este ano 23.701 casos de dengue, um aumento de 58,2%, com relação a 2014 que registrou 14.973. Sobre a informação de que estaria havendo epidemia em Palmeira dos Índios não é verdade, segundo a Sesau.
Os municípios que aparecem em situação de epidemia de dengue são Inhapi e Mata Grande. Já Arapiraca; Cacimbinhas; Canapi; Dois Riachos; Estrela de Alagoas, Maravilha; Palmeira dos Índios, Olivença e Ouro Branco estão em situação de alerta.
Ainda segundo a assessoria, 43 municípios alagoanos estão sob controle por apresentarem taxas de incidência menos que 100 casos por 100 mil habitantes e 48 estão sem ocorrência de casos notificados.
Muitos alagoanos têm procurado os hospitais com sintomas de dengue, chikungunya e zika vírus, que são doenças semelhantes e transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Mas apesar da semelhança dos sintomas, as doenças têm tratamentos diferentes.

População precisa ser mais cautelosa com objetos que possam acumular água

O médico infectologista Celso Tavares, autoridade no assunto, em outra oportunidade, falou à reportagem e observou que o Aedes aegypti é o grande vilão e que é preciso que se tenha vários cuidados para se evitar a infecção. “Ele está forte; é preciso combater o mosquito com mais veemência”, avalia.
Segundo o especialista, a população precisa ser mais cautelosa com objetos que possam acumular água, que é o habitat do mosquito. Cuidados simples como manter a caixa d’água fechada; lavar semanalmente com escova e sabão os tanques utilizados para armazenar água.
Além desses cuidados, outros como encher de areia até a borda os pratos das plantas; colocar no lixo todo objeto não utilizado que possa acumular água e manter as calhas limpas são medidas de prevenção que podem evitar a infestação das larvas.

Zica Vírus foi isolado pela primeira vez em 1947

O Zika Vírus foi isolado, pela primeira vez, em 1947, num macaco Rhesus utilizado para pesquisas na Floresta de Zika, em Uganda, no continente africano. Aproximadamente 20 anos depois, ele foi isolado em seres humanos na Nigéria. Dali, ele se espalhou por diversas regiões da África e da Ásia e alcançou a Oceania. Possivelmente, ele entrou no Brasil trazido por turistas que vieram assistir à Copa do Mundo de Futebol, em 2014.
No nosso país, o vírus Zika encontrou o mosquito Aedes aegypti, também transmissor da dengue, da febre Chycungunha e da febre amarela. Macacos e seres humanos costumam ser os hospedeiros.
Segundo O Ministério da Saúde, os sintomas são semelhantes nessas doenças, porém menos graves na febre Zika: febre por volta dos 38 graus, dor de cabeça, no corpo e nas articulações, diarreia, náuseas, mal-estar. A erupção cutânea (exantema) acompanhada de coceira intensa pode tomar o rosto, o tronco e os membros e atingir a palma das mãos e a planta dos pés. Fotofobia e conjuntivite são outros sinais da infecção pelo Zika virus.
O período de incubação varia entre 3 e 12 dias após o contágio. A enfermidade é autolimitada. Em alguns dias, o organismo se encarrega de combater o vírus, que desaparece sem deixar sequelas.
Não existe vacina contra a doença, que é de notificação compulsória. A única forma de prevenção é combater os focos do mosquito Aedes, típico das regiões urbanas de clima tropical e subtropical, e que ataca principalmente nos períodos de muito calor e chuva, pela manhã e ao entardecer.

Moradores reclamam da falta de educação na comunidade

A reportagem percorreu várias ruas da região do Dique-Estrada, entrevistou os moradores e verificou que apesar de a Prefeitura de Maceió estar fazendo trabalho de recolhimento do lixo em alguns locais, a população continua jogando entulho e todo material de descartes nos canais e nas ruas.
apesar de a Prefeitura de Maceió estar fazendo trabalho de recolhimento do lixo em alguns locais, a população continua jogando entulho e todo material de descartes nos canais e nas ruas. (Foto: Adailson Calheiros)
Eletrodomésticos, pneus e outros materiais são jogados na rua. Os moradores entrevistados reclamaram da falta de educação da população e dizem que mesmo sabendo o dia que o carro do lixo vai passar, tem gente que jogo o lixo fora do contêiner e na beira do canal.
Na Avenida Senador Rui Palmeira, a população joga lixo no encostamento e dentro do riacho, o que tem aumentado a quantidade de mosquito. A marisqueira Fernanda Jenifer disse que nessa época do ano aumentou. “Está horrível; impossível, quando vai entardecendo eles vão aparecendo”, observa.  
Já seu José Euclides da Silva disse que mora na região há mais de 20 anos e que agora está mais ou menos e que diminuiu a quantidade de mosquito no local, porque o trabalho de limpeza, segundo ele, vem sendo feito.
Já seu José Euclides da Silva disse que mora na região há mais de 20 anos e que agora está mais ou menos e que diminuiu a quantidade de mosquito no local, porque o trabalho de limpeza, segundo ele, vem sendo feito. (Foto: Adailson Calheiros)
No Conjunto Joaquim Leão, Elinaldo José dos Santos disse que a proliferação de mosquitos é grande, por causa da valeta (o canal) e do calor que está fazendo em Maceió. Ele mora numa casa que fica em frente ao riacho e disse que quando chega ao meio da tarde os mosquitos começam a incomodar.
Na borda do canal foram plantados alguns pés de coqueiro, mas alguns espaços foram tomados por lava-jatos e até cercadinho para cavalos. “À noite tem que usar mosqueteiro, daqui a meia hora eles (mosquitos) saem das plantas e entram nas casas”, comentou seu Elinaldo José.
Segundo ele, a coleta de lixo está sendo feita, mas no final de semana junta muito lixo  e consequentemente muito mosquito. “As pessoas não têm educação; jogam até tampa de guarda-roupa no canal. A maré agora está secando e todo o lixo está escorrendo para dentro da lagoa”, destacou.
Na Rua Bom Jesus dos Navegantes, travessa com a Cabo Reis, a proliferação de mosquito é grande. Um menino tirou uma mostra da água do canal e veio com larvas do mosquito. Segundo os moradores, faz nove meses que o canal foi limpo e por isso está muito sujo.
Nilton Sarmento é morador do local e estava jogando dominó com outros homens do bairro em uma oficina. Ele disse que os moradores são piores, que não dão exemplo. Na avaliação de Nilton, a Prefeitura deveria sensibilizar a população para não jogar o lixo em locais indevidos.
“Hoje mesmo chegou um cara aqui e jogou lixo dentro da água. Deveria colocar um contêiner, para o pessoal jogar material, já que aqui é um bairro pobre e tem muito carroceiro que vem e faz o descarte”, comentou.
Outros moradores que estavam com Nilton Sarmento sugeriram que os vereadores deveriam se juntar para fazer o calçamento da rua e a limpeza regular do canal. “Quando chegar a eleição eles vêm aqui e prometem tudo”, disse um deles que não quis se identificar.
Joelma Maria do Nascimento mora no local há 23 anos e tem comércio no bairro. Ela disse que já fez várias denúncias a respeito do descarte de lixo no local e do acúmulo de lixo. O que prejudica a comunidade, segundo ela, é a falta de limpeza no canal.
Joelma Maria do Nascimento mora no local há 23 anos e tem comércio no bairro. Ela disse que já fez várias denúncias a respeito do descarte de lixo no local e do acúmulo de lixo. O que prejudica a comunidade, segundo ela, é a falta de limpeza no canal. (Foto: Adailson Calheiros)
“Esse canal, nunca limpam; é muita sujeira, muito mosquito. Os próprios moradores contribuem com a sujeira e até comerciantes. Ninguém tem educação, tem gente sabendo que o lixo vai passar, antes das nove ou depois e sempre vem colocar o lixo aqui. A pessoa está vendo que o lixo ainda vai passar, mas joga na água”, ressalta.
Joelma Maria conta que já fez várias filmagens do pessoal jogando lixo na beira do riacho e no leito. “Não tem jeito: a prefeitura não ajuda, a população, pior ainda. Sou comerciante aqui há 15 anos, tenho uma loja de autopeças e lanchonete; toda vida foi isso. Quando chove fica um lamaçal”, destaca.
A comerciante diz ainda que fez umas quatro reclamações na prefeitura, mas que não foi atendida em seu pleito.  “Já saí em várias reportagens reivindicando melhorias para o bairro, mas nem assim fui atendida”, reclama.
Ainda segundo Joelma Maria tem morador de outros bairros que também vão até o local e jogam resto de comida; vísceras de galinha e penas e outros descartes; restos de alimentos vencidos de supermercados próximos”, entre outras irregularidades.  
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