terça-feira, 31 de maio de 2011

Judson faz leitura de carta de trabalhadores da Braskem

Olívia de Cássia – Repórter
(Foto de arquivo)

O deputado Judson Cabral (PT) também em seu pronunciamento na tarde desta terça-feira, primeiro dia de sessão na Assembleia, leu em plenário uma carta que foi enviada para ele pelos trabalhadores da Braskem.

De acordo com o texto, que também foi distribuído pela assessoria do deputado para a imprensa, os funcionários rejeitam por completo as afirmações publicadas nos informativos da capital de que a empresa funciona com equipamentos sucateados.

No documento, os funcionários consideram inverídicas as notícias divulgadas sobre os acidentes registrados nos dias 21 e 23 deste mês. “Trago à sessão de hoje um manifesto de trabalhadores, dando conta de que os incidentes registrados na fábrica não são comuns e não condizem com a rotina da empresa”, disse Judson.

Segundo a carta, os trabalhadores da Braskem afirmam que encontram-se devidamente capacitados para agir em situação de risco e lamentam ainda o ocorrido. “Os acidentes nos feriram como pessoas e profissionais. O momento é de tristeza e requer muito equilíbrio, para que consigamos normalizar os trabalhos e reconquistar credibilidade junto à sociedade em geral. Mas não seríamos irresponsáveis em apoiar a nossa vida profissional em um ambiente que não julgássemos seguros”, diz texto.

Depois de lido o conteúdo da missiva dos trabalhadores da Braskem, Judson Cabral propôs que uma comissão de deputados, indicada pela Mesa Diretora , vá até a Braskem, no sentido de que busque mais informações sobre os dois acidentes. “Precisamos saber o que de fato está sendo feito. Não podem existir meias verdades e cabe aos organismos oficiais apurarem e trazerem à luz a verdadeira causa da ocorrência”, disse ele.

COMISSÃO DAS ENCHENTES

O deputado João Henrique Caldas (PTN), presidente da Comissão das Enchentes na Assembleia informou que vai ouvir a CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos a respeito dos reparos nos trilhos que foram destruídos nas enchentes, no sentido de saber como estão os trabalhos.

O deputado quer saber de prazos e qual a determinação da empresa, porque soube que com a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) a passagem será encarecida. Nos trens antigos o usuário paga 50 centavos e nos novos trens, segundo informações, passará a pagar o dobro ou mais. O convite à CBTU deve ser feito ainda esta semana.

Sessão da ALE foi curta e com poucos depoimentos

Foto de Olívia de Cássia - arquivo
Olívia de Cássia – Repórter

A sessão da tarde desta terça-feira (31), na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) foi bem curta. O Governo do Estado encaminhou algumas mensagens, que foram lidas na hora do expediente e que foram publicadas no Diário Oficial do Estado de hoje.

Uma das mensagens, fixa os subsídios dos profissionais de nível médio da Universidade Estadual (Uneal) e a outra fixa subsídios para os técnicos superiores de área de saúde, auxiliar de saúde, urgência e emergência e dá outras providências.

Em depoimento na hora do expediente normal, o deputado Judson Cabral (PT) disse que “o governo encaminhou algumas mensagens, que buscam corrigir a situação das tabelas salariais dos servidores que estavam ganhando abaixo do salário mínimo”.

Segundo o deputado do PT, o Governo do Estado “vinha burlando a lei e pelo menos”, com essa mensagem enviada, “corrige uma distorção”. Judson observou que “os servidores continuam mobilizados e faço um apelo para o governo se sensibilizar”, disse ele.

ORDEM DO DIA

Na Ordem do Dia, nove indicações foram lidas e aprovadas, entre elas, a primeira discussão e votação do Projeto de Lei número 709/2010, de origem do Poder Judiciário de Alagoas, que altera dispositivo na Lei 6.564, de 5 de janeiro de 2005, instituindo a Turma de Uniformização do Sistema de Juizados Especiais.

Outra mensagem, que deverá ser aprovada em segunda votação na sessão de amanhã, também do Judiciário, foi a que cria o 4º Juizado Especial Cível e Criminal da Capital e modifica a nomenclatura do 4º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Capital.

Já em segunda votação foi aprovado o Projeto de Lei no 39/2011, de origem da Procuradoria Geral do Estado, que dispõe sobre a revisão geral anual da remuneração dos servidores do Ministério Público do Estado de Alagoas, nos termos do artigo 37, inciso X da Constituição Federal, altera o quadro de servidores efetivos e comissionados e dá outras providências.

Deputado Ronaldo Medeiros solicita participação do PT na CCJ

Olívia de Cássia – Repórter

O líder do Partido dos Trabalhadores na Assembléia Legislativa, deputado Ronaldo Medeiros (PT) protocolou ontem, na Assembleia Legislativa (ALE) um requerimento solicitando a participação do partido na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa.

A solicitação do PT se deu depois da discussão que aconteceu na semana passada, entre os deputados, quando a oposição e o deputado João Henrique Caldas discordaram da forma como os cargos foram distribuídos na comissão pela Mesa Diretora da Casa.

Segundo a assessoria de Medeiros, ele vai conversar com o presidente Fernando Toledo (PSDB) e caso não cheguem a um acordo o partido entrará com uma ação na Justiça solicitando o direito de integrar a CCJ.

A Comissão, atualmente, é composta pelos deputados: Joãozinho Pereira (PSDB), Jeferson Morais (DEM), Antonio Albuquerque (PTdoB), que como líder solicitou a saída do deputado Ricardo Nezinho, do mesmo partido, e o deputado Edval Gaia (PSDB).

No final da sessão de hoje, o deputado JHC anunciou à imprensa que subscreverá o requerimento de Ronaldo Medeiros solicitando participação na CCJ.

Vereador ‘Anizão’ vai coordenar comissão

Olívia de Cássia – Repórter

O vereador Anizio Amorim (PMN) de Murici foi nomeado para integrar uma comissão de parlamentares municipais que acompanharão a discussão do projeto de reforma política que está tramitando no Congresso Nacional. A indicação foi da União de Vereadores de Alagoas (Uveal).

Ele informou por telefone, no programa Cidadania, do radialista França Moura, na Rádio Jovem Pan, que o objetivo é levar para a sociedade o que está sendo debatido em Brasília a respeito do assunto.

Servidores fazem passeata amanhã à tarde

Olívia de Cássia – Repórter


Servidores do Estado de várias categorias como educação, policiais militares, agentes penitenciários e outros trabalhadores prometem fazer uma grande mobilização na tarde desta quarta-feira, 1o de junho, a partir das 15h, para protestar contra o governo do Estado e reivindicar melhorias salariais.

Também as esposas dos oficiais vão aproveitar para fazer um ‘panelaço’, segundo as lideranças do movimento. O panelaço das mulheres dos coroneis e oficiais da polícia seria realizado nesta terça-feira, mas segundo foi informado, elas resolveram adiar para amanhã, depois da assembleia dos militares, que será realizada na Praça Deodoro, no Centro de Maceió, onde definirão que ruas e locais vão percorrer.

Por outro lado, a Secretaria de Estado de Gestão Pública (Segesp) do Estado confirmou, nesta terça-feira (31), que aguarda até essa quarta (1o) uma resposta dos servidores sobre a proposta de reajustar em 7% os salários do funcionalismo público. Caso não haja retorno por parte das categorias, é mantida a ameaça de retornar a proposta anterior de 5.9%.

No começo deste mês, após saberem sobre o aumento de mais de 100% que os deputados de Alagoas aprovaram para si próprios, servidores civis e militares manifestaram sua revolta promovendo um quebra-quebra e tentando invadir a sede do Legislativo estadual. Com um voto contrário (do deputado Judson Cabral), os deputados aumentaram seus subsídios para R$ 20 mil, derrubando o veto governamental.

Grades da Praça Dom Pedro II foram derrubadas, carros amassados e com vidros quebrados. Esse foi o saldo da manifestação de revolta dos militares e civil que continuam mobilizados por melhores salários após rejeitarem a proposta de 5% dividida em duas vezes.

Pedras e uma bomba caseira foram atiradas para dentro da Assembleia por uma fresta na porta principal, quebrando vidraças e causando outros danos. Na semana seguinte os servidores invadiram a sede da Secretaria da Fazenda (Sefaz), protestando contra o reajuste dado para eles pelo governo do Estado.

A manifestação que acontece nesta quarta-feira será pelo mesmo motivo, segundo as lideranças das categorias, pela falta de diálogo do governo com os servidores. Segundo informações da Seagesp, as categorias precisam dar uma resposta até esta quarta-feira.

“Não há mais como aguardar uma resposta dos servidores, já que é preciso fechar a folha salarial para 2011. Um valor acima dos 7% também foi descartado pelo Governo do Estado, que alega ter chegado ao limite da capacidade ao lançar esta segunda oferta.

Longe de aceitar a proposta, os servidores têm uma outra programação agendada para amanhã: prometem realizar um protesto unificado contra o valor do reajuste estabelecido.

O deputado Judson Cabral (PT) disse na sessão de hoje que espera que um canal de negociação seja aberto entre o governo e os servidores. Em vários pronunciamentos, Judson se colocou solidário aos trabalhadores, inclusive no dia da invasão do prédio da Assembleia.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"Querem condenar meu filho, enquanto o assassino dele fica livre"

Tribuna de União - Antonio Aragão

por Blog do Josivaldo Ramos


É comum em nosso país, logo após a notícia de um crime, iniciar-se um processo “natural” de absolvição do criminoso; isto porque, a primeira pergunta que fazemos, involuntariamente, quando somos informados do assassinato de alguém, é: Morreu por quê? Como se de fato existisse algum motivo capaz de justificar um assassinato.

Todavia, em Alagoas, a violência desenfreada, o envolvimento de autoridades com o crime organizado, a absoluta incompetência do estado em combater o tráfico e consumo de drogas, a gritante desigualdade social, além de uma série de outros indicativos de que este ainda é um estado de “coronéis” potencializam este processo de absolvição, sobretudo se criminoso tem ligações diretas com poder estabelecido. Isto por sua vez se transforma em um sentimento insuportável de IMPUNIDADE.

O Blog do Josivaldo Ramos recebeu, com exclusividade, familiares de Johnny Wilter Pino, assassinado em 2008 durante uma suposta blitz policial, entre relatos emocionantes sobre os sonhos da vítima, interrompidos abruptamente, e uma profunda indignação com a liberdade do acusado, o blog foi testemunha de um verdadeiro manifesto contra um mau, tão arraigado em nosso estado, a impunidade.

O caso

O estudante de Geografia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Johnny Wilter da Silva Pino, 21 anos, natural de União dos Palmares-AL, foi assassinado em 25 de maio de 2008, nas imediações do Bairro Cidade Universitária, durante a realização de uma suposta blitz policial. O estudante estava com um amigo, Marcos Brandão, que pilotava a motocicleta em que Johnny era o carona, e foi atingido por dois tiros após furar o bloqueio.

Segundo versão de Marcos Brandão, que estava com a vítima, o furo ao bloqueio se deu em razão de não ser o condutor da moto habilitado para conduzi-la. Já na versão do acusado, Capitão da PM-AL, Eduardo Alex da Silva Lima, os disparos ocorreram porque os ocupantes da moto, ao perceberem o bloqueio policial, efetuaram um disparo em direção a guarnição comandada pelo Capitão Alex, momento em que empreenderam fuga do local. Daí a justificativa para os disparos que atingiram fatalmente o Johnny Wilter.

A família desabafa

“É lamentável perceber o quanto tem gente que acredita que furar uma blitz é motivo para morrer. Pior ainda é saber que o policial envolvido ainda alega que meu irmão estava num tiroteio, quando ele nunca usou uma arma na vida. Bandido não é furar um bloqueio, bandido é ser imprudente e abusar do poder para matar uma pessoa e ainda forjar uma mentira para se safar da punição. Fui militar do Corpo de Bombeiros e aprendi que devia dizer sempre a verdade aos meus superiores. Será que isto não é valido quando se é Capitão?” Questiona Jhonathan Wilker, irmão da vítima.

A mãe do jovem, muito emocionada, dispara: “Perdi uma parte de mim mesma, é triste saber que meu filho nunca mais voltará a me abraçar; quantos sonhos foram interrompidos pelo despreparo de um militar; contudo o que mais me doe é saber que querem transformar meu filho em um bandido, que querem atribuir a ele a culpa de sua própria morte. Será que não basta a dor da perda? Será que ainda tenho que assistir meu filho ser condenado enquanto seu assassino está livre por aí?” Questiona Maria Cícera da Silva Pino

Amigos de Johnny Wilter postaram no You Tube um vídeo em homenagem à sua memória, aonde os versos emocionantes da música Pra onde vai?, de Gabriel O Pensador, falam da perplexidade diante da morte trágica de um jovem. O vídeo já foi visualizado mais de 12.500 vezes; fotos de Johnny, amigos e familiares são expostas enquanto a letra da música parece ter endereço certo:

“(...) Os amigos não aceitam, o irmão se revolta.
A família não acredita no que aconteceu.

Ninguém consegue entender porque o garoto morreu. Tiraram da gente um jovem tão inocente.

(...) O seu pai ficou mais velho, mais sério e mais triste
e a mãe simplesmente não resiste.
Além do filho, perdeu o seu amor pela vida”.

“É justamente a busca por justiça que une e que motiva a família, os amigos e até aqueles que jamais tiverem um único contato com a vítima, mas que cansados de viver em um estado onde a violência é regra, a justiça é privilégio de poucos; onde bandidos, travestidos de policiais, comentem crimes impunemente e ainda são promovidos, como se o envolvimento com o banditismo fosse algum mérito.” Desabafa um amigo da família.

Jhonathan Wilker, irmão da vítima, ainda reclama que mesmo o caso de seu irmão tendo repercutido nacionalmente, jamais sua família foi procurada por qualquer membro das entidades de direitos humanos; “nos sentimos abandonados, nunca recebemos sequer um e-mail que pudesse trazer-nos a solidariedade de quem se diz lutar pelos direitos humanos. Será que por ser a vítima, meu irmão perdeu sua qualidade de homem? Nós, além da dor que nos consome, ainda temos que arcar com as despesas de uma advogada, caso contrário não teríamos sequer informações sobre o andamento do processo.”

A realização do júri popular do Capital Alex está confirmado para o próximo dia 07 de junho, às 7:30 horas, no Fórum do Barro Duro, Maceió. A família convida todos os habitantes de União dos palmares, terra natal da vítima e de seus familiares, os colegas do curso de Geografia da Universidade Federal de Alagoas, onde Johnny estudava, enfim todos os alagoanos que não suportam mais a violência e a impunidade para participar do júri.

Como funciona um júri popular?

Em um júri popular, pessoas ligadas à comunidade onde ocorreu o crime são recrutadas de uma lista do judiciário para julgar o caso. Normalmente, 25 pessoas são convocadas para formar um júri. Contudo, é necessário que, ao menos, 15 pessoas compareçam no dia do julgamento.

Para ser voluntário a participar de um júri é preciso ter mais de 18 anos, não trabalhar na polícia ou no judiciário e não possuir antecedentes criminais.

No dia do julgamento, sete pessoas da lista de convocados são sorteadas para formar o júri. Conforme o nome é divulgado, defesa e acusação têm o direito de aceitar ou recusar aquela pessoa. Promotor e advogado podem recusar até três jurados cada um.

Enquanto o caso estiver sendo julgado, os jurados não têm acesso a informações externas, não podem acessar internet, ler jornal ou revista. Os jurados podem conversar entre si, mas são proibidos de discutir questões referentes ao caso que está sendo julgado.

Depois dos depoimentos, da apresentação das provas e dos debates, os jurados votam, em uma sala secreta, se consideram o réu culpado ou inocente. No caso de ser julgado culpado, é o juiz quem estipula a pena com base em um questionário respondido pelos jurados.

Justiça manda governo reajustar salário de jornalistas

Fonte: Sindjornal

Após várias tentativas para derrubar na Justiça o arrocho salarial do governo Téo Vilela, o Sindicato dos Jornalistas conseguiu sentença favorável do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinando a reposição de 21,46% nos salários dos jornalistas da Imprensa Oficial.

O índice corresponde à inflação de quatro anos (2007 a 2010), quando a Companhia Alagoana de Recursos Humanos e Patrimoniais (Carph) negou-se a assinar Acordo Coletivo de Trabalho com o Sindjornal.

Além de saírem vitoriosos nos quatro dissídios coletivos acima, o Sindicato e os jornalistas da Imprensa Graciliano Ramos (antiga Sergasa) estão em vias de conquistar a reposição salarial de 2011.

Em audiência realizada na última sexta-feira, o TRT alertou os prepostos da Carph que a empresa perderá também esse dissídio. O Sindjornal propôs à Companhia que repasse aos jornalistas o mesmo reajuste concedido aos servidores estaduais (5,9%), o que foi considerado razoável pela presidente do Tribunal. A Carph dará uma resposta na próxima sexta-feira (3/06). Se não aceitar, o dissídio 2011 também irá a julgamento.

Cinzas de Abdias serão jogadas dia 20 em União

Olívia de Cássia – jornalista

As cinzas do ativista Abdias Nascimento, 97 anos, um dos pioneiros na luta contra a discriminação racial e na defesa dos direitos dos afrodescendentes pelo mundo, serão jogadas dia 20 de novembro, na Serra da Barriga, em União dos Palmares.

Abdias não resistiu às complicações em decorrência da insuficiência cardíaca e respiratória, que o levaram a uma internação no mês passado. Ele foi ator, artista plástico, poeta, jornalista e dramaturgo e teve presença marcante como senador da República, deputado federal e secretário de Estado no Rio de Janeiro.

Além da atividade parlamentar, Abdias foi também ativo na luta contra a discriminação racial, da Frente Negra Brasileira; criou o Teatro Experimental do Negro (TEN) na década de 1940; fundou o Jornal Quilombo; é de sua autoria o primeiro projeto de lei sobre políticas afirmativas.

No seu trabalho está incluído obras como "Sortilégio", "Dramas para Negros e Prólogo para Brancos" e "O Negro Revoltado", relatou sempre sobre as realidades quilombolas e temas como o pensamento dos povos africanos, combate ao racismo, democracia racial e o valor dos orixás nas religiões de matriz africana. E era professor emérito da Universidade de Nova York e Doutor Honoris Causa por várias instituições de ensino superior.

Desmontaram a fábrica

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e foto de arquivo)

Três anos me separam desde a última vez que estive em Fernão Velho para fazer uma matéria especial para a Tribuna Independente, sobre as atividades das mulheres trabalhadoras da Fábrica Carmen. O material terminou rendendo uma página inteira, mesmo o administrador não deixando que eu entrasse na fábrica.

Voltando ao local neste domingo, 29, verifiquei que a Fábrica Carmen fechou de vez, já tiraram tudo, todo o maquinário, segundo os moradores do local, e só resta o prédio.

Fernão Velho é um bairro bucólico de Maceió, está localizado num vale, entre a Lagoa Mundaú e uma parte da Mata Atlântica; já foi distrito, tinha vida própria em tempos atrás e tudo girava em torno da Fábrica Camen, da família Othon Bezerra de Mello, quando a indústria têxtil atingiu o seu auge.

Segundo contam os moradores do local, os bailes no Recreio Operário encantavam nativos e visitantes e o Sindacato dos Trabalhadores Têxteis era forte. O folclore e as manifestações culturais eram muito vivos e atraia a curiosidade de muita gente: jovens, velhor e crianças.

Lembro que minha tia Osória fazia muitas visitas a Fernão Velho, à casa de dona Andreza, sua amiga. Ia lá nos fins de semana e gostava do passeio. Quando viajávamos de trem e a locomotiva parava na estação do então distrito industrial, era uma efervescência de vendedores ambulantes que comercializavam de tudo, oferecendo seus produtos aos passageiros, inclusive o susruru retirado da lagoa.

A Lagoa Mundaú produzia o molusco em grande quantidade, que por sua vez era distribuído e consumido no interior. Hoje envenenaram e poluíram matando os peixes; a lagoa pede socorro, por conta da poluição e o sururu ainda é encontrado, mas em quantidade bem menor que antes.

A primeira vez que estive no bairro, de forma efetiva, foi no começo da década de 80, para fazer uma das primeiras reportagens sobre o bairro, para o Trabalho de Conclusão de Curso da faculdade.

Naquela época ainda estava erguido o prédio em ruínas do Cine-Teatro São José, que como a maioria dos cinemas do interior foi transformado em supermercado. Uma pena isso.

Quando a gente vai chegando em Fernão Velho, lá de cima da ladeira, a paisagem encanta, é deslumbrante. A Lagoa Mundaú está com as águas barrentas e com muita água, devido as chuvas que caíram no interior, aumentando ainda mais sua beleza, apesar da cor da água.

Estou devendo para mim uma matéria checando o encontro das águas do Mundaú com a lagoa. O nível de poluição é muito alto. Conversando com alguns moradores a gente percebe como o local está maltratado diante do que já foi em outros tempos.

Os moradores relatam ainda que Fernão Velho já teve até moeda própria e a limpeza de ruas e praças era feita por funcionários da fábrica.

Também na mata de Fernão Velho há várias nascentes, mas estão sendo constuídos condomínios de luxo ao redor, que estão pondo em risco os mananciais. Além disso tem criação de jacaré do papo-amarelo no ABC e fabricação de vinagre com mel de abelha, que é exportado.

Passei a manhã e tarde de ontem no local e me senti em casa. Uma pena que nossos valores culturais estão abandonados e a maiora dos gestores só lembram de fazer alguma atividade em época de campanha eleitoral.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Deputado Ronaldo Medeiros se reúne com Colônias de Pescadores

O deputado Ronaldo Medeiros (PT) participou de uma reunião, com representantes das Colônias de Pescadores de Alagoas, na manhã desta sexta-feira (27), com o objetivo de discutir questões do setor no Estado.

Na oportunidade, o deputado falou sobre a responsabilidade das entidades de pescadores, “principalmente quando se trata do INSS” pois, segundo ele, as Colônias de Pescadores tem um papel primordial na questão da documentação dos associados, “bem como na hora de representá-los quando necessário”.

O deputado do PT, segundo sua assessoria, reafirmou seu interesse em colaborar com os trabalhadores da pesca em Alagoas e ressaltou que as portas da Assembleia Legislativa (ALE), bem como as de seu gabinete estão abertas para essa classe trabalhadora.

Medeiros se colocou à disposição da categoria nas ações que desempenha no Estado. O diretor de Registro da Pesca e Aquicultura, Sebastião Saldanha, falou sobre as metas do Ministério da Pesca para este ano e esclareceu ainda que a ministra Ideli Sanvati estabeleceu algumas regras, para facilitar o registro dos pescadores.

O diretor reafirmou que o objetivo do Ministério “é contribuir com os pescadores e jamais dificultar a vida dos mesmos”. Diversos representantes das Colônias dos Pescadores estiveram presentes à reunião e puderam esclarecer suas dúvidas a respeito do registro, bem como sobre as atividades exercidas pelo Ministério da Pesca no Estado.

Participaram da reunião: o diretor de Registro da Pesca e Aquicultura, Sebastião Saldanha Neto, do Ministério da Pesca, o superintendente federal da Pesca e Aquicultura em Alagoas, Reginaldo Lira, Leivan Souza, que vai assumir a Superintendência da Pesca por um mês, Maria Eliane Conceição, presidente da Federação dos Pescadores do Estado de Alagoas, os deputados Ronaldo Medeiros (PT) e Inácio Loiola (PSDB).

(Com informações da Assessoria de imprensa do deputado Ronaldo Medeiros – Camila Ferraz - 8866-2327)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A disputa pelo poder

Olívia de Cássia – jornalista

Quem vive e conhece o mundo da política, principalmente a alagoana, sabe que tudo nela gira em torno do poder. A décima-sétima legislatura na Assembleia do Estado já mostra que o páreo não vai ser fácil na Casa, para nenhum dos lados.

O governo tem a maioria, mas há fragilidades muitas e a oposição continua achando espaços e sabendo utilizá-los quando quer e acha conveniente.

Essa semana revelou algumas surpresas na Casa de Tavares Bastos, a ‘Casa dos Alagoanos’. A primeira foi o estranhamento entre os deputados Ricardo Nezinho e Antonio Albuquerque, ambos do PTdoB. O desentendimento ou mal entendido aconteceu na terça-feira, 24.

Tudo começou depois que o presidente da Casa, deputado Fernando Toledo (PSDB) avisou ao primeiro vice-presidente, Antonio Albuquerque (PTdoB), que já tinha solicitado a retirada do nome do também petebista Ricardo Nezinho, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O deputado Ricardo Nezinho pediu um aparte ao presidente e disse que não concordava e não aceitava a determinação do seu líder, que para ele foi ‘antidemocrática e antiética’.

“A atitude do líder do meu partido me deixa triste e quero (dizer) da minha insatisfação da retirada do meu nome dessa comissão”, protestou Nezinho.

O deputado Antonio Albuquerque pediu a palavra para dar explicações sobre a sua atitude e disse que “não gostaria de fazer a minúcia dos motivos que me fazem solicitar a retirada do nome do deputado Ricardo Nezinho.

E acrescentou: “Estou no meu direito como líder do partido. O deputado Ricardo Nezinho presidiu a comissão por quatro anos e ela precisava ser oxigenada. Vai ficar muito chato para mim se não tiver o meu direito atendido”, falou o deputado, acrescentando que espera que o deputado Ricardo Nezinho “entenda que a gente não pode fazer as coisas a força da vaidade. Lamento, mas a decisão está tomada”, disse ele.

O clima ficou pesado e o deputado falou muito mais e disse que quando o deputado Nezinho nasceu, “a humildade estava de férias”.

Outro deputado que surpreendeu a quem acompanha os trabalhos na Assembleia foi o novato João Henrique Caldas (PTN), o JHC, como está sendo chamado.

Ele classificou de antidemocrático o processo de indicação dos integrantes das Comissões Permanentes da ALE e discordou de AA quando ele disse que JHC não conhecia o Regimento Interno do Poder Legislativo, por ser novato.

João Henrique respondeu à altura, as criticas do primeiro vice-presidente da Casa, surpreendendo a todos, disse que não aceitava imposições e exigiu respeito.

Também o deputado Judson Cabral (PT) discordou do tal processo e criticou a Mesa Diretora da Casa, avaliando que o seu partido foi prejudicado nessa questão.

Na quarta-feira, o deputado Ronaldo Medeiros conseguiu a aprovação de seu pleito, de criação de uma CPI para fiscalizar as ações da Eletrobras, por conta das constantes reclamações por causa da falta de energia na capital e no interior, que tem sido uma constante, causando diversos prejuízos aos consumidores alagoanos.

A CPI foi aprovada por unanimidade, com a presença de vinte deputados no plenário. Cabe agora a indicação dos integrantes e o acompanhamento de suas ações.

Já está em andamento na Casa a CPI da TIM, que tem como presidente o deputado Ricardo Nezinho. Também foi aprovada a CPI dos Combustíveis, proposta pelo deputado Antonio Albuquerque e agora a da Eletrobras, de autoria do deputado Ronaldo Medeiros.

Geralmente o deputado que propõe fica na presidência, mas na CPI dos Combustíveis que aconteceu entre 2007-2008, proposta pelo então deputado Paulão, a presidência ficou com Ricardo Nezinho e o relatório foi arquivado por falta de culpados.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Cinzas do militante Abdias Nascimento serão jogadas na Serra da Barriga

Abdias Nascimento morreu aos 97 anos, no Rio de Janeiro

Com informações do site Uol

As cinzas do militante negro Abdias Nascimento serão jogadas na Serra da Barriga, local que ele frequentou por muitos anos. Abdias morreu na noite de segunda-feira (23), no Rio de Janeiro, aos 97 anos. Ex-deputado, secretário estadual e senador, Abdias foi também pintor autodidata, escritor, jornalista, poeta e ator. Uma grande perda para o movimento negro.

Ele estava internado desde 15 de abril no Hospital do Servidor do Rio de Janeiro e morreu de insuficiência cardíaca, segundo a assessoria de imprensa do hospital.

De acordo com Ivanir dos Santos, conselheiro do Ceap (Centro de Articulação de Populações Marginalizadas) e amigo pessoal de Abdias, o ativista foi internado por complicações de diabetes.

Segundo informações divulgadas à noite, a família deverá trazer as cinzas para Alagoas. Elas ficarão na Serra da Barriga, o local do histórico Quilombo dos Palmares.

Sua defesa dos direitos humanos dos afrodescendentes lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz em 2010.

Em março deste ano, ele esteve entre as lideranças negras convidadas para o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, Nascimento afirmou: "a visita do Obama é importantíssima para aprofundar as relações entre o Brasil e os EUA. O fato deles terem eleito um presidente negro é uma lição para o Brasil".

Foi dele a sugestão de instituir, em São Paulo, o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro desde 2006.

POLÍTICA

Abdias do Nascimento foi o primeiro deputado federal do país a se dedicar à defesa dos direitos dos afro-brasileiros, de acordo com o PDT, sigla que o ativista representou no Congresso. Ele assumiu o cargo em 1983, eleito pelo Rio de Janeiro.

Em seu mandato de quatro anos, segundo dados da Ipeafro (Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros), foi de autoria de Nascimento o primeiro projeto de lei de políticas públicas afirmativas da história do Brasil.

O ativista também foi suplente de antropólogo Darcy Ribeiro no Senado e assumiu a cadeira entre 1991 e 1992 e de 1997 a 1999.

Abdias nasceu em 14 de março de 1914 na cidade de Franca, localizada no interior de São Paulo, a 400 km da capital. Filho de uma doceira e de um sapateiro, viveu a maior parte da vida no Rio de Janeiro, onde se formou em economia.

Começou a militar na década de 30, quando ingressou na Frente Negra Brasileira. Em uma viagem pela América do Sul com um grupo de poetas, assistiu a um espetáculo onde um ator branco pintava o rosto para interpretar um negro.

O episódio marcou Abdias e o levou a fundar o Teatro Experimental do Negro, em 1994, após ter cumprido pena na penitenciária do Carandiru, preso pelo governo de Getúlio Vargas por resistir a agressões racistas.

O Teatro Experimental do Negro formou a primeira geração de atores e atrizes afrodescendentes do Brasil, e também contribuiu para a criação da literurgia dramática afro-brasileira.

Abdias se encontrava nos Estados Unidos quando o regime militar promulgou o Ato Institucional nº 5 e, por causa de diversos inquéritos policiais dos quais era alvo, foi impedido de retornar ao Brasil. Seu exílio durou 12 anos.

Além do Teatro Experimental do Negro, o legado de Abdias inclui também o Ipeafro, fundado por ele em 1981; o jornal "Quilombo", criado em 1968; e mais de 20 livros publicados durante várias décadas.

Além da indicação ao Prêmio Nobel da paz, Abdias recebeu honrarias dos Estados Unidos, Nigéria, México, Unesco e ONU. No Brasil, recebeu das mãos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Ordem do Rio Branco, no grau de Comendador, a honraria mais alta outorgada pelo governo brasileiro.

Sessão de hoje na Assembleia quase não acontece

Foto de Olívia de Cássia - arquivo
Foi o deputado Jota Cavalcante (PDT) quem completou o quórum mínimo (nove deputados) para iniciar a sessão; Regimento Interno foi descumprido, pois sessão começou depois das 15h15

Olívia de Cássia – Repórter

A sessão de hoje, 25 de maio, quase não acontece na Assembleia Legislativa. O Regimento Interno da Casa foi descumprido mais uma vez, pois a sessão começou depois da 15h15, prazo máximo regimental. Quando a chamada foi feita, oito deputados estavam no plenário, mas um funcionário do apoio legislativo avisou ao presidente que outros deputados estavam a caminho e o presidente Fernando Toledo (PSDB) resolveu esperar.

Foi o deputado Jota Cavalcante (PDT) quem completou o quórum mínimo (nove deputados) para iniciar a sessão. Depois o deputado Dudu Holanda (PMN), seguido do deputado Antonio Albuquerque (PTdoB), Severino Pessoa (PPS) e os demais, formando 20 deputados no plenário Tarcísio de Jesus.

Uma prova de que, quando eles querem, mesmo desrespeitando o Regimento Interno da Casa, há trabalho. Mas enquanto o presidente lia as mensagens que chegaram na Casa, na hora do expediente, poucos prestavam atenção ao que era lido, uma prova de desrespeito ao Parlamento.

Encerrada a hora do expediente, Fernando Toledo solicitou que fosse feita a verificação de quorum e deu início à Ordem do Dia, que conteve 13 mensagens, incluindo a CPI da Eletrobras e o Projeto de Lei 62/2011, de origem governamental, matéria em pauta para recebimento de emendas, que estabelece as diretrizes orçamentárias do Estado de Alagoas para o exercício financeiro de 2012.

Os demais requerimentos foram indicações dos deputados como um apelo ao governo do Estado e a secretário de Educação, no sentido de que seja criada a disciplina Ética e Cidadania no currículo das escolas da rede pública e privada de ensino. A matéria é de autoria do deputado Jeferson Moarais (DEM).

Uma indicação do deputado João Henrique Caldas (PTN) faz um apelo ao governador e ao presidente do DER, no sentido de dar início, com urgência, à pavimentação da estrada de acesso ao Parque Nacional da Serra da Barriga, em União dos Palmares.

Deputados debatem explosão da Braskem

A explosão na Braskem, ocorrida no último final de semana e que deveria ter sido discutida na sessão de ontem, foi lembrada nos discursos dos deputados Antonio Albuquerque (PTdoB) e Judson Cabral (PT). Judson usou a tribuna da Casa para criticar o perigo que a empresa representa localizada no Trapiche da Barra, em Maceió.

Para o parlamentar, que também é formado em engenharia, a ALE deve acompanhar todo o processo. "Foram duas explosões no final de semana, e o vazamento do cloro atingiu os moradores do bairro. O segundo foi um acidente de trabalho e atingiu quatro funcionários. O parlamento deve cobrar do Instituto do Meio Ambiente [IMA] um relatório detalhado sobre o que ocorreu, e esta Casa precisa ter acesso ao documento, convocando depois os técnicos para uma sessão para que eles apresentem as causas e consequências desse acidente", argumentou Judson.

O deputado do PT sugeriu a atuação da Comissão de Meio Ambiente, presidida pelo deputado Olavo Calheiros (PMDB), denunciado várias vezes na imprensa como destruidor da Mata Atlântica em Murici, para a criação de gado da família. Em aparte, o vice-presidente da ALE, deputado Antonio Albuquerque, apoiou a iniciativa do petista, e comentou que a Braskem é uma "bomba relógio" desde a sua construção.

"Os mais diversos setores já nos informaram que aquela empresa é uma bomba relógio, inclusive no que diz respeito à orla da Praia da Avenida, que ficou prejudicada quando a antiga Salgema iniciou as obras. Sugiro que neste parlamento seja criada uma comissão de parlamentares para visitar a fábrica e se inteirar com os organismos ligados ao meio mbiente", declarou Albuquerque.

Aprovada CPI da Eletrobras na ALE

Olívia de Cássia – Repórter

A sessão da Assembleia Legislativa desta quarta-feira, 25, aprovou a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Eletrobras, queu terá um prazo de 120 dias para apurar irregularidades. O requerimento propondo a Comissão é do deputado Ronaldo Medeiros (PT) e foi lido na sessão de ontem da Casa de Tavares Bastos. Vinte deputados compareceram à sessão de hoje e aprovaram por unanimidade a proposta do deputado do PT.

Havia resistências para que a Comissão Parlamentar de Inquérito que investigará os serviços da Eletrobras Distribuição Alagoas não fosse aprovada na Assembleia Legislativa. Não adiantou, e a proposta do deputado Ronaldo Medeiros (PT) foi aprovada. O líder do PT iria se ausentar durante os trabalhos de quarta-feira, mas, mudou de ideia. Após a aprovação do requerimento, Medeiros falou com a imprensa sobre a expectativa de mais uma CPI na ALE, desta vez, a terceira:

“A comissão vai surtir efeito, pois, estive reunido na Eletrobras com os diretores da estatal estiveram em Maceió para mostrar os planos da empresa. A CPI não é do partido, mas da Assembleia Legislativa”, declarou. Questionado pela imprensa se a decisão em levar adiante a proposta da Comissão de Parlamentar de Inquérito não iria gerar um impasse entre a presidência do PT em Alagoas e o parlamentar, Medeiros garante que não.

“Essa CPI vai ter um papel fundamental no acompanhamento das ações da estatal. Por exemplo: em 2010 a Eletrobras devolveu 40% de seu orçamento porque não conseguiu operacionalizar as ações, e assim melhorar a distribuição de energia em Alagoas”, disse ele.

O débito de mais de R$ 1 milhão que a Assembleia Legislativa deve a Eletrobras também foi tocado, no entanto, Ronaldo Medeiros argumentou que o alto valor não interfere na apuração. “Já tive o conhecimento que esta Casa já parcelou essa quantia, e com certeza, o trabalho da CPI estará investigando a precariedade dos serviços energéticos em Alagoas”, complementou.

LDO

Desde a sessão desta quarta-feira está tramitando na ALE o projeto da LDO, matéria do Governo do Estado, para recebimento de emendas. A LDO estabelece as diretrizes orçamentárias do Estado para o exercício de 2012, nos termos do parágrafo segundo do artigo 176 da Constituição Estadual.

Segundo o que determina o Regimento Interno da ALE, para que seja aprovada, a LDO tem que tramitar em dez sessões ordinárias da Casa de Tavares Bastos, realizar uma sessão pública, com a presença da sociedade civil, que pode apresentar propostas e depois ser discutida e aprovada pelos parlamentares.

Secretaria do Meio Ambiente de União inicia trabalho de recuperação na margem do Rio Mundaú

O objetivo é diminuir os desastres naturais e assegurar uma maneira de manter vivo o rio


Fonte: Secom/PMUP




A Secretaria do Meio Ambiente do município de União dos Palmares iniciou um trabalho de recuperação da mata ciliar nas margens do rio Mundaú. Essa iniciativa foi intitulada como ‘União Mais Verde’. Além da mudas que estão sendo plantadas no leito do rio, as equipes da SEMA de União estão implantando uma contenção de barreiras com bambus, planta nativa da região.

O trabalho faz parte do projeto tem como objetivo, criar mecanismos para oferecer uma melhor qualidade de vida para a população e manter o rio vivo. Essa iniciativa também tem daquele município e assegurar que desastres naturais, como os do ano passado, não ocorram mais. “Mais de 300 metros de recuperação foram feitos. Começamos desde o antigo matadouro e vamos até o bairro Taquari passando pelos quintais das casas em que os proprietários nos deixarem entrar”, afirmou o secretário do Meio Ambiente de União, Manoel Bernardo.

Por enquanto o replantio só está ocorrendo na margem esquerda do rio, mas a seguir, o mesmo trabalho será feito no lado direito, onde antes ficavam as ruas da Linha e do Juazeiro, destruídas pelas enchentes do ano passado.

Projeto ‘União Mais Verde’, já distribuiu mais de seis mil mudas de arvores da Mata Atlântica para a população, o objetivo é chegar a marca de uma arvore para cada habitante, que dá um total de quase 64 mil árvores.

E dentro da programação da Semana Nacional de Meio Ambiente de União dos Palmares, que acontece de 31 de maio a 5 de junho, haverá palestras, oficinas e no final uma viagem ao zoológico de Recife, onde o prefeito Areski Freitas, já confirmou que ira participar. Crianças que estudam em escolas municipais acompanharão a visita.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Deputados se estranham e clima pesa na Assembleia

Fotos de Olívia de Cássia
Deputado Ricardo Nezinho questiona liderança de Antonio Albuquerque e não aceita decisão


Olívia de Cássia – Repórter

A disputa pela presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) causou um estranhamento entre os deputados Ricardo Nezinho e Antonio Albuquerque, ambos do PTdoB.

Tudo começou quando o presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB) informou ao deputado Antonio Albuquerque, em plenário, que já tinha feito a solicitação, conforme pedido de AA, para a retirada do nome de Ricardo Nezinho da Comissão.

O deputado Ricardo Nezinho pediu um aparte ao presidente e disse que entende a forma regimental (de Albuquerque ser líder) em pedir a retirada do seu nome, mas afirmou que não concorda com esta atitude dele e disse que ela é antidemocrática e antiética.

“A atitude do líder do meu partido me deixa triste e quero (dizer) da minha insatisfação da retirada do meu nome dessa comissão”, protestou Nezinho.

O deputado Antonio Albuquerque pediu a palavra para dar explicações sobre a sua atitude e disse que “não gostaria de fazer a minúcia dos motivos que me fazem solicitar a retirada do nome do deputado Ricardo Nezinho.

“Estou no meu direito como líder do partido. O deputado Ricardo Nezinho presidiu a comissão por quatro anos e ela precisava ser oxigenada. Vai ficar muito chato para mim se não tiver o meu direito atendido”, falou o deputado.

Ele acrescentou que espera que o deputado Ricardo Nezinho “entenda que a gente não pode fazer as coisas a força da vaidade. Lamento, mas a decisão está tomada”, disse ele. O clima ficou pesado e o deputado falou muito mais.

JUDSON CABRAL

Sobre o assunto, o petista Judson Cabral disse que a proporcionalidade do Regimento (da Casa) está fora do contexto. “O PTdoB ocupa várias comissões (na ALE) e só tem dois deputados. O PT tem três e foi cerceado. Essa proporcionalidade foi distorcida”, disse Judson.

Cabral observou ainda que “isso aqui (a atitude do deputado Antônio Albuquerque na retirada do nome de Nezinho) está rasgando o Regimento (Interno da Casa). Independente das lideranças partidárias eu acho que merece fazer uma revisão”.

O presidente Fernando Toledo (PSDB) acatou a solicitação verbal do deputado Judson Cabral e orientou que ele faça o requerimento por escrito solicitando a revisão, mas o debate sobre o tema não encerrou por aí, apesar de o deputado Ricardo Nezinho ter se retirado do plenário.

Depois da segunda chamada e verificação de quorum, com 20 deputados no plenário, o deputado Antonio Albuquerque retomou a palavra para responder ao argumento do deputado Judson Cabral.

Disse que para o PT o PTdoB seria menor, “mas o PT tem cinco comissões”, disse ele. AA também disse que com essa decisão da saída do deputado Ricardo Nezinho da CCJ, “o espírito democrático prevaleceu. Essa parte arrogante do deputado Ricardo Nezinho eu não conhecia, um homem tão pacato se mostra tão arrogante, quando ele nasceu a humildade estava de férias”, ironizou Albuquerque, dizendo que o deputado Ricardo Nezinho "queria se perpetuar no cargo".

PTN e DPT criticam Mesa Diretora

Quando os ânimos pareciam estar mais calmos na sessão da Assembleia Legislativa do Estado, os deputados Isnaldo Bulhões Junior (PDT) e João Henrique Caldas (PTN) criticaram a Mesa Diretora no processo de escolha das comissões permanentes da Casa, gerando um novo desconforto com o vice-presidente da ALE, Antonio Albuquerque (PTdoB).

"Eu sei que o PDT ocupa algumas comissões na Casa, mas, para a presidência da ALE, o meu nome não seria interessante para estar em uma comissão importante. Os deputados escolhidos para essas comissões participaram ativamente da reeleição da Mesa, principalmente os que apoiaram a vitória de Teotonio Vilela Filho [PSDB] para o governo", observou Isnaldo Bulhões.

O único representante do PTN na Assembleia, João Henrique Caldas (JHC), disse que a escolha dos representantes de cada comissão "foi um ato antidemocrático". Para JHC, o comando da Casa não deu o apoio necessário a quem estava estreando na Casa.

O deputado Antonio Albuquerque, em tom de ordem, disse a JHC que era preciso "conhecer o Regimento Interno do Legislativo e saber que, na ALE, o presidente estipula prazos" para os partidos indicarem seus representantes nas comissões.

JHC respondeu AA dizendo: “Enviei as minhas indicações, inclusive respeitando os prazos dados pela Mesa Diretora e tenho cópias em meu gabinete. Agora, não aceito nenhuma intimidação, pois responderei à altura. Sei do meu papel como parlamentar, e por isso, cobro o que me é de direito", finalizou.

CPI DA ELETROBRAS

Com a discussão da liderança da CCJ, a CPI da Eletrobras foi abafada na tarde desta terça-feira, mas o requerimento foi lido no plenário, na hora do expediente. O deputado Ronaldo Medeiros (PT), autor da matéria, disse que espera que essa semana os partidos indiquem os integrantes da Comissão e afirmou que a CPI deve ser aprovada na sessão desta quarta-feira, 25.

“A energia em Alagoas está péssima, isso não pode continuar. O fato de existir a CPI vai acompanhar os projetos, pedir à direção que monte uma estrutura para que os técnicos montem os projetos. Tem algumas indústrias querendo vir (para Alagoas) e não podem acender uma lamparina”, ironizou Medeiros.

Questionado se teria sido pressionado pelo presidente do PT (Joaquim Brito) para desistir da proposta, ele disse que a CPI hoje não é mais sua. “A CPI não é mais minha, a partir do momento que consegui 17 assinaturas, a CPI é da Casa não tenho mais como recuar”, explicou.

O petista disse também que consultou o presidente do seu partido, quando da ideia da criação da Comissão. “Consultei Joaquim antes de apresentar o requerimento à Casa, ele vai entender. A CPI vai verificar a relação fornecimento versus consumidor”, finalizou Medeiros.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A vida é uma 'roda-viva'

Olívia de Cássia – jornalista

A vida é uma ‘roda-viva’; há dias de sol e esperança e também momentos de tempestades e desenganos. Há quem acredite em destino; minha mãe acreditava e me ensinava assim: se a gente nasce com uma sina, dizia ela, não há como fugir, é destino.

Alguns estudiosos acreditam que a gente pode mudar isso, pegar as rédeas desse destino e conduzir a nossa vida onde desejamos chegar. É uma possibilidade.

Quando a gente tem segurança do que quer para a nossa vida, eu acredito que isso possa acontecer e o destino passa a ser um acaso da vida que nos pega desprevenidos. Vale a pena tentar.

Filosofias à parte, o certo mesmo é que quando estamos com a cabeça livre de preocupações e ansiedades, tudo flui com mais clareza e determinação.

Tenho pensado muito nas pessoas da minha terra, naqueles que ficaram desabrigados, vítimas das enchentes do ano passado e de outros anos, aqueles lá do antigo presídio desativado, que sobrevivem de migalhas alheias, levando uma existência sem dignidade, sem conforto e sem cidadania.

E me ponho a questionar se isso é destino. Por que há tanta desigualdade, tanto desencontros e tantas injustiças? Não somos todos nós filhos de Deus? Por que a uns é dado tudo: cidadania, conforto e bem-estar e a outras pessoas o que tem de pior? Será isso fruto de nossas escolhas?

Lembro da minha inesquecível Rua da Ponte. Quando eu era criança, lá também existiam desigualdades, mas para nossos sonhos infantis isso não contava muito. Da benzedeira, à lavadeira ou ao comerciante, todo mundo se conhecia e se respeitava. Na hora dos banhos do Mundaú todo mundo era igual.

Eu tenho saudade disso tudo, saudade da mocidade, saudade de mim. É verdade que desde a infância eu já não era uma criança sadia. Já naquela época muitas enfermidades me acometeram.

Teve uma época que meus pais pensavam que eu não resistiria àquela febre tifóide, mas graças aos ensinamentos de seu Zé Flor, amigo dos meus pais e avô do poeta Laelcio Oliveira, eu resisti até agora, não sei até quando, mas estou lutando por dias melhores.

Dias há em que me sinto totalmente fraca e perdida num vazio enorme, como se fosse um abismo que não tem fim. Nessas horas eu peço sabedoria a Deus e que ilumine os meus caminhos.

Apesar de tudo eu sou uma pessoa privilegiada, meus amigos são meus anjos, que estão sempre de prontidão pedindo por mim, isso me fortalece. Tenho fé, apesar de não parecer. Ainda acredito na vida, apesar de mim, apesar de tudo.

Código Florestal: ex-ministros entregam carta a Sarney

Congresso em Foco

Oito ex-ministros do Meio Ambiente entregaram ao presidente do Senado carta em que criticam duramente o projeto do novo Código Florestal

Fábio Góis-Congresso em Foco

Oito ex-ministros do Meio Ambiente se reuniram no início da noite desta segunda-feira (23) com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Em pauta, o pedido para que Sarney intervenha em favor do adiamento da votação do novo e polêmico Código Florestal Brasileiro, que está na iminência de ser votado na Câmara – com um texto que, dizem ambientalistas, parlamentares “verdes” e ex-ministros, trará graves danos à ecologia caso seja aprovado. Leia mais na página do Congresso em Foco, no link http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=37154

Aprovado o projeto que reserva habitação para portadores de deficiência

Com a unanimidade dos votos, os deputados gaúchos aprovaram nesta terça-feira, dia 17 de maio, o projeto de lei 262 /2007 do deputado Miki Breier (PSB) que reserva unidades habitacionais para as pessoas portadoras de deficiências.

De acordo com a matéria, todas as habitações populares ou na distribuição de lotes individuais promovidos pelo Estado, devem estar asseguradas 10% do total de unidades para o benefício de pessoas portadoras de deficiências.

O deputado Miki Breier salienta que a medida resgata um passivo na elaboração de políticas públicas que atendam aos deficientes. “Entendemos que o direito a moradia, que é assegurado de forma constitucional no Brasil, deve ser facilitado para quem vive com dificuldades de trabalho, estudo e, principalmente, de oportunidades iguais”, assinala.

Miki Breier lembra ainda que, na maioria dos programas de moradia, a procura é muito maior do que a quantidade de unidades ou lotes oferecidos. E, não raro, o sorteio é o critério de distribuição após os candidatos terem preenchido as exigências de aquisição.

“Portanto, é justo que, na contemplação de um imóvel público o cidadão com deficiência tenha a garantia de que a sua condição será respeitada através da reserva das unidades”, entende.

O projeto estabelece que para ser contemplado o beneficiário deve apresentar laudo médico reconhecendo a condição de portador deficiência; ser residente e domiciliado no Estado há pelo menos dois anos; não ter posse, propriedade ou sociedade em outro imóvel urbano ou rural; e estar enquadrado nos critérios de avaliação sócio-econômica ao qual se destina o programa habitacional.

Assessoria de Imprensa
Gisele Ortolan – MTB 9777
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(51) 9803-7702

Jornalistas vão às urnas nesta terça

Eleição do Sindicato começa 8 horas, nas redações e na sede da entidade

Jornalistas da capital e do interior elegem nesta terça-feira (24/05) a próxima diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, que irá comandar a entidade no triênio 2011/2014. Apenas uma chapa – JORNALISTA EM 1º LUGAR – concorre ao pleito, que terá início às 8 horas, com urnas fixas e volante. Durante a votação, a categoria também elegerá a nova Comissão de Ética do Sindjornal, composta por cinco titulares e dois suplentes.

A chapa JORNALISTA EM 1º LUGAR é liderada pela atual presidente do Sindicato, Valdice Gomes, que concorre à reeleição. Cerca de 30% dos integrantes participam de eleição na entidade pela primeira vez. Apesar de haver apenas um grupo inscrito no pleito deste ano, é fundamental que todos os jornalistas sindicalizados e adimplentes votem, para que a chapa tenha o máximo de representatividade.

As urnas fixas serão instaladas no jornal Gazeta de Alagoas, TV Gazeta, TV Pajuçara, O Jornal, Tribuna Independente, TV Educativa, Sindicato dos Jornalistas e em Arapiraca. Uma urna volante percorrerá os principais sites de notícias, jornais semanais e assessorias de imprensa. O jornalista poderá votar em qualquer um dos locais de votação, desde que conste da relação de votantes.

Veja abaixo a composição da Chapa 1 – JORNALISTA EM 1º LUGAR – e da Comissão de Ética:

CHAPA “JORNALISTA EM 1º LUGAR”

DIRETORIA EXECUTIVA:
PRESIDENTE – VALDICE GOMES DA SILVA (GAZETAWEB)
VICE-PRESIDENTE - FLAVIO MIGUEL DE OLIVEIRA PEIXOTO (SINTUFAL)
SECRETÁRIO - GERAL - PAULO JORGE DE OMENA (GAZETA DE ALAGOAS)
SECRETÁRIA - EXECUTIVA - ELIDA RACHEL MIRANDA SOUSA (ASSESSORA PARLAMENTAR)
TESOUREIRO - CARLOS ROBERTO PEREIRA LEITE (GAZETA DE ALAGOAS)
VICE-TESOUREIRO – PEDRO ROBERTO DOS SANTOS BARBOSA (SINDIPETRO)

SUPLENTES DA DIRETORIA EXECUTIVA:
IZAÍAS BARBOSA DE OLIVEIRA (TV GAZETA)
BRUNO TEIXEIRA SORIANO GOMES (GAZETAWEB)
FÁBIO HENRIQUE CAVALCANTE GOMES (IZP e SINTEAL)
JOSÉ WELLINGTON DOS SANTOS (GAZETA DE ALAGOAS)
LENILDA LUNA DE ALMEIDA (TV PAJUÇARA)
THIAGO ANTONIO CORREIA DA SILVA (TV PAJUÇARA)

CONSELHO FISCAL
BLEINE DE OLIVEIRA LEOPOLDINO (GAZETA DE ALAGOAS)
DERALDO FRANCISCO DA SILVA (O JORNAL)
FRANCISCO JOSÉ CARDOSO DA SILVA (GAZETA DE ALAGOAS)

SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL
LUCIANO RAIMUNDO MILANO (O JORNAL)
MARIA TAMARA DE ALBUQUERQUE PEREIRA (GAZETA DE ALAGOAS)
MÔNICA LUCIA FERREIRA SILVA DE LIMA (O JORNAL)

SECRETARIA DE FORMAÇÃO E POLÍTICA SINDICAIS
JOSÉ ARABES DIAS FILHO (O JORNAL)
ALEXANDRE HENRIQUE DA SILVA LINO (O JORNAL)

SECRETARIA DE IMPRENSA E DIVULGAÇÃO
RICARDO RODRIGUES DA ROCHA (O ESTADO DE SÃO PAULO)
MAIKEL RANYERI MARQUES DE MELO (GAZETA DE ALAGOAS)

SECRETARIA DE PROMOÇOES
VALDETE CALAÇA CALHEIROS DE SIQUEIRA (O JORNAL)
DARCIO PAIVA MONTEIRO (GAZETA DE ALAGOAS)

SECRETARIA DE MOBILIZAÇÃO EM ASSES. DE IMPRENSA
ADRIANA CIRQUEIRA FREIRE (SEMED)
RICARDO JOSÉ OLIVEIRA FERRO (SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO)

SECRETARIA DE ESTUDOS SÓCIO-ECONÔMICOS
MARCOS AURELIO GOMES DE MELLO (TV PAJUÇARA)
HANNAH COPERTINO DA ROCHA (TV GAZETA)

SECRETARIA DE MOBILIZAÇÃO E ORGANIZAÇÃO
MARCOS ANTONIO RODRIGUES CORREIA (GAZETA DE ALAGOAS)
PINEHAS FURTADO DE ALBUQUERQUE MELO (TV GAZETA)

REPRESENTANTE JUNTO À FENAJ - TITULARES
MARCOS ANTÔNIO GUIMARÃES DA ROCHA (INMEQ)
SILVIA LEMOS FALCÃO PROCOPIO (CESMAC)

REPRESENTANTE JUNTO À FENAJ - SUPLENTES
VALDI JUNIOR GOMES DE MELO (ALAGOAS NEGÓCIOS)
ANA MARCIA DA COSTA BARROS (TRIBUNA INDEPENDENTE)

DELEGACIA SINDICAL
DAVI BARBOSA NETO SALSA (TRIBUNA INDEPENDENTE)
FERNANDO VINÍCIUS DE SOUZA ANDRADE (AQUI ACONTECE)

COMISSÃO DE ÉTICA

TITULARES
GERÔNIMO VICENTE DOS SANTOS
LUIZ BARTOLOMEU DRESCH
MARIA DE FÁTIMA GONZAGA DE ALMEIDA
ÉRICO MELO DE ABREU
MIGUEL SOARES TORRES FILHO

SUPLENTES
CICERO ALEXANDRE COSTA
OLIVIA DE CASSIA C DE CERQUEIRA

O Relâmpago está no ar

Olívia de Cássia - jornalista

Desde o último sábado, União dos Palmares conta com mais um site de notícias, idealizado por Genisete Lucena e conta com a colaboração de João Paulo Farias.

Em sua estreia, o site traz notícia sobre a questão salarial dos professores e entrevista com Josafá Campos, secretário municipal de Educação e outras notícias do município e região. O endereço do site é http://www.orelampago.com.br/ e o e-mail para contato é contato@orelampago.com.br.

Acesse e saiba dos últimos acontecimentos da Terra da Liberdade.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ACERVO AMEAÇADO

História se transformando em pó

Peças de arte sacra, objetos históricos, livros e documentos raros abrigados na Casa de Maria Mariá, pertencentes
à coleção da historiadora alagoana, correm o risco de serem destruídos devido à reforma no prédio


Gilson Monteiro
Repórter
O JORNAL CADERNO DOIS
Sexta-feira, 20 de maio de 2011 | www.ojornalweb.com |

(Fotos-blog O Relâmpago)




A falta de habilidade dos gestores públicos com o patrimônio histórico surpreende até mesmo quando se tem boa intenção. Em União dos Palmares, a prefeitura está reformando a Casa de Maria Mariá, importante acervo colecionado pela professora e
historiadora, falecida em 1993, que ajuda a contar a história da Terra de Zumbi.

A boa notícia se transforma em tragédia quando se verifica que as obras começaram,
mas o acervo continua no local. Inacreditavelmente, a reforma do prédio está destruindo
a maior parte das peças existentes por lá, que futuramente ganharia instalações mais adequadas com a reforma. Um flagrante indesejável em pleno mês de maio, dedicado aos museus.

Tijolos, cimento e areia convivem lado a lado com peças como um piano alemão, tomado de poeira e cimento e, providencialmente, servindo para guardar pertences
dos pedreiros.

Um aparelho de TV à válvula, da década de 1960, repousa no piso empoeirado junto a um amontoado de entulhos e a outras peças de valor histórico e cultural incalculável.

A Casa abriga objetos como um aparelho de telefone do início do século XX e um missal (livro com missas e datas festivas) escrito em latim, que provavelmente não suportarão as intempéries de um canteiro de obras, além de curiosos objetos guardados pela professora Mariá, como palmatórias, usadas no passado para punir alunos desobedientes e pedras utilizadas para controlar a saída dos estudantes.

“Vistoriando” um pouco mais as obras, encontra-se uma coleção de mais de 300 livros, da qual pouca coisa poderá ser recuperada, em meio ao cimento e à areia, e raridades, como A queima de documentos da escravidão, com informações sobre o decreto que visava impedir tentativas de indenização pelos senhores de escravos após a abolição da escravatura, em 1888.

Livros raros viram pó ao lado de peças de arte sacra, bem como
uma máquina de datilografia Remington, onde Mariá escrevia crônicas e contos publicados em jornais do Estado.


Descaso gera revolta à população

A denúncia foi feita pela população da cidade, revoltada com o descaso. A reportagem
de O JORNAL foi até o local e flagrou as cenas chocantes que ilustram essa matéria. As fotos, tiradas no último dia 13, foram gentilmente cedidas por Genisete Lucena, que já comandou a secretaria Municipal de Cultura.

O secretário municipal de Cultura, Élson Davi, alega que a situação estava ainda pior quando a prefeitura passou a administrar o acervo. “Quem chega pode ter essa impressão de que o acervo está sendo destruído. Mas, quando chegamos lá para iniciar a reforma, tinha até mato dentro da casa. A situação era muito pior.



Tem peças que não podem ser retiradas e por isso estão lá. Os livros estavam umedecidos, uma massa de papel. Quando chegamos, o acervo já estava destruído, jogado às traças”, diz o secretário.

Questionado sobre se o que já estava ruim não ficou pior sem a devida proteção das peças durante a reforma, Élson Davi disse que a reforma está sendo orientada por uma arquiteta especializada na área.

“O projeto está sendo acompanhado por uma arquiteta da área. Estamos fazendo o possível para preservar, mas a situação não é fácil”, justifica, informando que a reforma custou, inicialmente, R$ 41 milhões e que a inauguração está prevista para o mês de junho. (G.M.)


Revolucionária amante das letras e das artes

Nascida em 16 de junho de 1917, em União dos Palmares, mesmo berço do herói Zumbi
dos Palmares e do poeta parnasiano Jorge de Lima, a historiadora, educadora, folclorista, jornalista e agitadora cultural Maria Mariá de Castro Sarmento notabilizou-
se por seu espírito revolucionário.

Amante das letras e artes, Mariá colecionou, ao longo de seus 75 anos de vida, uma série de livros raros, literatura de cordel, obras-de-arte, móveis e objetos, que transformaram sua residência, no centro de União, numa verdadeira viagem no tempo.

Com personalidade revolucionária, na década de 1950, Mariá causou reboliço ao ser a
primeira mulher a usar calças compridas na cidade. Como se não bastasse, em 1956, a professora se deixou fotografar usando apenas um maiô, às margens do rio Mundaú.

Ao mostrar as fotografias às alunas, a professora desagradou à direção da escola em que lecionava e acabou “exilada”, sendo transferida para a cidade de Murici. Revoltadas,
as alunas chegaram a acampar na porta do Palácio República dos Palmares, sede do governo do Estado, em Maceió, exigindo o fim da represália à Mariá ao então governador do Estado, Muniz Falcão. De volta à cidade natal, a professora foi recebida
com festa.

Na área cultural, Maria Mariá presidiu a comissão em prol do tombamento da Serra da Barriga e da criação de um Parque Histórico de preservação da memória de Zumbi dos Palmares.

Como educadora aboliu a palmatória, a qual considerava um instrumento de tortura, e colocou o cargo comissionado de inspetora regional da 7ª inspetoria por discordar do descaso do governo com a educação.

Frequentadora assídua da noite boêmia, Mariá tocava violão, bebia e fumava em público. Organizava vaquejadas, blocos carnavalescos e disputava campeonatos de dominó, sinuca e gamão - diversões vistas como exclusivas do sexo masculino à época. Comportamento impensável para as damas da metade do século XX. Fonte: Mulheres Alagoanas: Memória Feminina, de Edilma Acioli.

União na Feira dos Municípios

Fotos de Edmilson Teixeira - ET


União dos Palmares marcou presença na V Feira dos Municípios, realizada de 12 a 15 de maio, no Centro de Convenções de Maceió, com estandes do artesanato de dona Irinéia

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Comemoração

Foto de Priscilla Lucena
Alana Vergetti e Mauro de Castro Fonseca comemoram as formaturas das filhotas Nataly Vergetti Fonseca, 22 anos, em Biomedicina, no mês de julho, e Luana Vergetti Fonseca, 26, em Direito, no próximo mês de agosto. As duas são alunas do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac).

Sorridente, a mamãezona diz que está orgulhosa e feliz com essa conquista das filhas vitoriosas e anuncia que a família voltará a residir em Goiânia, onde Alana morou há muitos anos. Parabéns, prima!

Nada mais...

Olívia de Cássia – jornalista

Nada mais eu sou do que pareço ser. Às vezes sou rosa, às vezes espinhos, um mar de contradições, palavras gastas. Penso na vida, na morte, tão perto de mim. Todos nós somos um engano, um grande engano. Sou um estranho ser para o mundo, ora aparento clareza, às vezes sou um ser estranho e desconhecido.

Não tenho a verdade absoluta; cada um tem a sua. A gente deduz que a nossa realidade é a verdade clara e absoluta. Um dia a gente percebe que tudo aquilo que pensava ser, não o era. O mundo é uma ilusão, as dúvidas são infinitas e muitas são as minhas inquietações.

Somos um labirinto de contradições, um urdimento. E nesse intricado caminho confuso de linhas tortas, às vezes acertamos o passo, às vezes nos perdemos nesse enredo, onde tínhamos a certeza que éramos os atores principais, os protagonistas da história. Não era verdade a nossa convicção de mundo ideal; não existe mundo ideal.

São muitas as incertezas e a insegurança de agora; às vezes dá medo. O mundo de hoje não é como um dia sonhei que pudesse acontecer. Pensei que teria a possibilidade, aquela chance de ser a escolhida para aquela oportunidade derradeira.

Triste é constatar o engano; quando isso acontece o mundo desaba feito uma avalanche, impiedoso, cruel e arrebatador. Talvez viver nesse mundo de sonhos, alheio a tudo fosse melhor, quando a gente pensa que a vida é um paraíso e que tudo conspira em nosso favor.

Foram muitas as chances que eu tive na vida, mas eu as desperdicei; desperdicei e não dei importância por medo. O medo que eu tive de não arriscar, de não corresponder às expectativas, de me decepcionar, de não ser perfeita. Ninguém é perfeito, mas eu terminei me decepcionando mais ainda.

O medo nos acorrenta e congela. A gente não deve ter receio de tentar, você nunca sabe se vai valer ou não a pena se não tentar. É melhor arriscar. O medo é uma impossibilidade em nossas vidas, ele nos paralisa e nos torna impotente. Quando a gente é jovem e saudável tem chances e oportunidades maiores, quando se chega à meia idade, o seu tempo já passou...

Mas preciso ainda ser otimista e acreditar: é o que me resta para viver os dias que se seguem. O mundo muda a cada instante, lá fora a vida continua latente. A natureza reclama dos maus-tratos e da falta de cuidados, o tempo anuncia que vai chover. Preciso me acalmar e ver a vida com mais cores, mas é inverno em meu coração, eu preciso de paz.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Livro aponta ineficiência da tradição inquisitorial do Direito brasileiro

Obra de autoria do procurador da República Rodrigo Tenório é baseada na tese de mestrado concluída em Harvard; lançamento acontece no próximo dia 26

Luiza Barreiros - assessoria

O debate sobre a atuação da Polícia, do Ministério Público e do Judiciário nas ações cautelares penais é um dos temas analisados pelo livro “A ineficiência gerada pela tradição inquisitorial”, de autoria do procurador da República Rodrigo Tenório.

Com lançamento no próximo dia 26/05, pela Editora Juruá, a obra baseou-se na tese de mestrado defendida pelo autor em 2009, na Universidade de Harvard.

O livro busca examinar o tema à luz dos princípios constitucionais e da análise econômica do direito. O foco é a tradição inquisitorial do país e o prejuízo que ela gera à eficiência do processo penal e, consequentemente, à própria sociedade.

Em seu trabalho, o autor analisa estatísticas de comportamento dos integrantes da Justiça criminal (Judiciário, Ministério Público, advogados, réus, a Polícia e o Legislador), as quais são confrontadas com incentivos e riscos inerentes aos papéis que eles exercem.

Para fundamentar o estudo, o autor faz uma comparação entre os sistemas processuais americano, italiano e brasileiro.

Segundo Rodrigo Tenório, a superação para problemas como a morosidade e a falta de eficiência do processo penal só é possível se suas causas forem conhecidas a fundo. “Por eficiência entenda-se a capacidade do processo, em prazo razoável, punir aqueles contra quem há lastro suficiente para fundamentar a condenação. A capacidade do Estado brasileiro de sancionar crimes é, incontestavelmente, baixíssima”, afirma.

A obra jurídica é o primeiro volume de uma coleção da Editora Juruá, coordenada pelo próprio Tenório, que examinará os diversos componentes do sistema jurídico – como as características inquisitoriais – criadores da crise de eficiência no processo penal. No lançamento, que acontecerá às 18 horas, no auditório da Justiça Federal, Rodrigo Tenório fará palestra sobre o tema abordado na obra.

O AUTOR – Rodrigo Tenório integra o Ministério Público Federal (MPF) desde 2005. Atualmente é procurador Regional dos Direitos do Cidadão e Procurador Regional Eleitoral em Alagoas.

É membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos, do conselho deliberativo do Programa de Proteção de Vítimas e Testemunhas (Provita) e do Grupo Nacional de Promoção ao Direito à Alimentação do MPF. Foi juiz de Direito em São Paulo entre maio de 2004 e junho de 2005.

SERVIÇO:

O quê: Lançamento do livro “A ineficiência gerada pela tradição inquisitorial”
Quando: 26 de maio de 2011 (quinta-feira), às 18 horas
Onde: Auditório da Justiça Federal (Av. Menino Marcelo, s/n, Serraria - Maceió/AL
Quanto: R$ 29,90 (também à venda no site www.jurua.com.br)

LDO começa a ser discutida na ALE

Olívia de Cássia – jornalista

A proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhada pelo governo do Estado já chegou à Assembleia Legislativa, na última segunda-feira, 16. Na sessão de ontem, o deputado Antonio Albuquerque (PTdoB) que presidiu a sessão por conta da ausência do deputado Fernando Toledo (PSDB), presidente da Casa, disse que a LDO deverá ser votada em 12 sessões da ALE.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreende as metas e prioridades da administração pública estadual, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro do ano seguinte; as orientações para elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA); as disposições sobre alterações na legislação tributária estadual e o estabelecimento da política de aplicação financeira dos órgãos.

Além da LDO, o Governo de Alagoas possui outras duas ferramentas para o planejamento das ações e do orçamento anual. O Plano Plurianual (PPA), válido por quatro anos, que é o primeiro passo para definir os investimentos prioritários do Executivo, e a Lei Orçamentária Anual (LOA), que prevê os recursos necessários para cada ação proposta no PPA.

Segundo o deputado Antonio Albuquerque, “os trâmites da LDO seguirão o que prevê o regimento. Ela será lida durante o expediente e encaminhada à Comissão de Orçamento, para que sejam tomadas as providências”, explicou o deputado.

Mais uma CPI na ALE

Foto de Olívia de Cássia - arquivo
Olívia de Cássia – jornalista

O plenário da Assembleia Legislativa acabou de aprovar, na sessão da tarde de hoje, 18, mais uma CPI: a dos combustíveis, aprovada por unanimidade, com a presença de 16 deputados. A CPI foi uma proposta do deputado Antonio Albuquerque (PTdoB).

Atualmente já está em andamento a CPI da TIM, que tem como presidente o deputado Ricardo Nezinho (PTdoB) e a da Eletrobras, que vem sendo discutida, com perspectivas de ser criada.


Entre 2007 e 2008 aconteceu uma CPI dos Combustíveis, na Casa de Tavares Bastos, de autoria do então deputado Paulão e que teve como presidente Ricardo Nezinho.

O relatório dessa comissão, redigido pelo deputado Rui Palmeira, então deputado estadual, foi arquivado, por falta, segundo se argumentou na época, de provas.

Agora uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito é instaurada na ALE e espera-se que dê algum resultado...

terça-feira, 17 de maio de 2011

PT realiza debate na Assembleia Legislativa

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores de Alagoas e o diretório municipal do PT Maceió realizam no próximo sábado, dia 21, a partir das 9h30, no auditório da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), um debate sobre Reforma Política, com a participação da deputada federal pelo Rio de Janeiro, Benedita da Silva e o secretário-geral nacional do PT, Elói Pietá.

A deputada falará sobre o tema “O papel da mulher na reforma política” e o secretário-geral debaterá sobre a “Reforma política e os desafios do PT para 2012”. Estão convidados a participar do evento filiados da capital e do interior.

O objetivo do evento é “iniciar um ciclo de debates que construa uma caminhada orgânica do partido rumo às eleições do ano que vem dentro do novo cenário político”, diz Élida Miranda, secretária de Políticas Sociais da Central Única dos Trabalhadores - CUT-AL.

Sem quorum para votação, sessão da ALE foi só de discursos

Fotos de Olívia de Cássia
Judson diz que a melhor gestão dos recursos poderia proporcionar ao funcionalismo público um percentual maior de reajuste

Olívia de Cássia – jornalista

Presidida pelo primeiro vice-presidente Antônio Albuquerque (PTdoB), a sessão da tarde de hoje, 17, na Assembleia Legislativa (ALE) foi apenas de algumas falas. Na hora do expediente normal foram lidos alguns requerimentos, mas nenhum de grande importância. Alguns deputados solicitando licença para tratar de assuntos pessoais.

Com 13 deputados no plenário, o deputado Judson Cabral (PT) usou a tribuna da Casa para criticar o governo pela falta de prestação de contas. Ele disse que há ‘contradições’ na execução orçamentária pelo governo, que, segundo ele, utilizou apenas 70% da despesa aprovada à Educação.

Cabral, a melhor gestão dos recursos poderia proporcionar ao funcionalismo público um percentual maior de reajuste, já que, segundo ele, o Executivo investe quantidade inferior à aprovada no Orçamento.

Apresentando vários números em seu pronunciamento, Judson disse que no relatório de prestação de contas, consta que o Governo teria gasto R$ 42 milhões com ‘distribuição de material gratuito’.

“Não há qualquer outra explicação neste tópico. Que materiais foram estes? Será que os mesmos já estavam previstos no Fecoep [Fundo de Combate à Erradicação da Pobreza]?”, indagou o petista, que também fez críticas às verbas destinada às empresas de comunicação.

O presidente da Assembleia, deputado Fernando Toledo (PSDB) está participando fora do Estado, durante toda a semana, do Encontro Nacional dos Presidentes das Assembleias Legislativas e as sessões desta semana serão presididas pelo deputado Antonio Alququerque.

JHC

O deputado João Henrique Caldas (PTN), presidente da Comissão que fiscaliza a obra das casas destruídas pelas enchentes, usou a tribuna da ALE para falar das escolas do programa de reconstrução.

Já o deputado Jeferson Morais (DEM) voltou a falar sobre a questão dos preços altos dos combustíveis no Estado.

Ele disse que a questão deixa de ser cartel e passa a ser uma ‘máfia’ e observou que o site do Procon está disponibilizando a relação de postos com preços mais baratos, para beneficiar o consumidor. Jeferson Morais também sugeriu que no site da Assembleia conste a mesma situação.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O que virá daqui pra frente?

Olívia de Cássia – jornalista

Quando a idade vai avançando, vamos adquirindo problemas de saúde, deficiências e mazelas que não têm mais jeito. É pressão alterada, estresse diário e muitas outras complicações.

Fui na neurologista na sexta-feira e ela foi clara comigo: disse-me que não poderia fazer nada por mim, já que tenho um problema hereditário, neurodegenerativo, a não ser emitir um laudo me encaminhando para a aposentadoria.

A ataxia spinocerebelar, para quem tem ou conhece o problema, não tem jeito, a tendência é eu ir piorando, definhando, da mesma forma que aconteceu com o meu pai, meu irmão Petrônio e tantos tios, primos e parentes próximos.

É ‘um presente de grego’ que recebemos dos nossos antepassados, mesmo que eles não tenham culpa disso. Semana passada eu levei uma queda e quase machuco o Thor, o meu gatinho filhote.

Caí do nada, tudo atrapalha à nossa frente, às vezes até o calçado é um impedimento. A gente não consegue identificar onde foi que o cérebro falhou permitindo a queda ou o tombo. É uma deficiência no cromossomo nove, já nascemos com isso.

Às vezes não há tropeço, caio e pronto. Depois dá um cansaço, uma sensação de fraqueza, uma angústia danada e desabafo fazendo xingamentos e chorando, não tem jeito.

Mesmo que eu consiga a graça da aposentadoria, não quero parar de produzir meus textos, minhas matérias; talvez eu tenha mais tempo para a pesquisa, para os estudos, a fotografia, a leitura e melhores cuidados com a saúde.

Não quero e não vou me acomodar, mesmo que a realidade esteja à minha porta, mostrando a minha situação real, de futura dependência de terceiros, para pequenas tarefas corriqueiras.

Estou só. Às vezes me ponho a pensar como será a minha vida daqui por diante, sem meus pais, sem companhia e sem ninguém.

A médica também me disse que a melhor coisa que me aconteceu foi eu não ter tido filhos, para não transmitir o problema. Isso machuca muito a gente, mas ela tem razão.

Quando eu comentava minhas limitações para alguns colegas, diziam que eu estava inventando problemas e criando doenças. A família sabe da minha situação e só eu sei o que passo.

Não dá para a gente camuflar um andar cambaleante, como se estivéssemos bêbados às 24 horas do dia. Não dá para esconder engasgos, quedas e outras ‘coisitas’ mais.

A visão dupla e a incontinência urinária até que não aparecem, mas os demais transtornos não dá para esconder nem camuflar. É aparente.

Apesar desse problema quero tentar levar uma vida normal, dentro das minhas limitações. O que não dá é para sonhar sonhos românticos e impossíveis; esses eu terei que deixar para trás ou tentar deletá-los da minha vida.

domingo, 15 de maio de 2011

Por causa da rebeldia ...

Olívia de Cássia – jornalista

Por causa da minha rebeldia eu cometi alguns desatinos. Fui desobediente, queria mudar o mundo, amei quem não devia e achava que as minhas amizades e aquela vontade de vencer na vida fossem transformar o mundo.

Foi por causa desse meu jeito de ser e desse inconformismo exagerado que adotei filosofias de vida. Os jovens da minha geração queriam sair de casa logo, para enfrentarem a vida, ter experiências novas; muitos deles fizeram assim: saíram da casa dos pais e foram à luta. A maioria se deu bem, outros quebraram a cara.

Saí de União dos Palmares, pela primeira vez, aos 16 anos, para fazer o segundo grau, na Escola Moreira e Silva, no Cepa. Ganhei bolsa de estudos da esposa do ex-prefeito Eziquio Correia, conseguida pelos esforços da minha mãe.

Vim morar em Maceió, para fazer o primeiro ano científico, aqui mesmo, na rua onde moro, a Vieira Perdigão. Era o ano de 1976, em plena ditadura militar, mas os jovens da minha geração, em sua maioria, não se importavam muito com isso.

Mamãe havia alugado uma casinha simples, de acordo com nossas posses, para que os filhos pudessem terminar os estudos e prestar o vestibular, já que naquela época em União só tinha o curso pedagógico, para ensino de primeira a quarta série e eu não queria ser professora.

Talvez se eu tivesse seguido a carreira, já que depois terminei me formando professora, quem sabe eu na teria uma vida mais segura. Às vezes a vida nos leva para outros caminhos que não aqueles que queremos e termina dando certo. Não foi o meu caso.

Sempre gostei de estudar, minha única reprovação tinha sido uma vez, no Admissão, prova que dava acesso ao ginásio e era uma espécie de vestibular daquela época e as provas eram difíceis.

Dona Antônia Correia, minha mãe, já alugara a casa para meus irmãos Petrúcio e Petrônio estudarem.

Com a saída do meu irmão mais velho da casa, que passou no concurso do Banco do Brasil, ficamos eu e Petrônio e depois a conterrânea Maria José Cavalcante, filha de seu Zuzinha do Muquém, foi morar conosco também por algum tempo.

Ela estudava no Sagrada Família, uma das melhores escolas particulares de Maceió, naquela época, onde estudavam pessoas da classe média e alta de Alagoas.

Dividíamos as tarefas da casa e o tempo que me restava era para os estudos e ir à praia, que naquela época era a da Avenida, uma das mais freqüentadas, principalmente os jovens vindos do interior, que moravam, a maioria, no Prado, no Centro, no Trapiche e imediações.

Já naquela época eu fazia muitos planos para a minha carreira e a minha vida. Queria me formar, ter uma vida diferente, ganhar meu dinheiro e não depender dos meus pais. Também era de me apaixonar perdidamente pelos meus paqueras e sofria muito por isso.

Meu primeiro vestibular eu fiz para medicina, por vontade da minha mãe, que queria ter filho médico, padre, ou que a filha seguisse carreira religiosa, como era da vontade também do meu pai e dos meus avós.

Da mesma forma que não tive capacidade para ser aprovada em medicina, perdi também outros vestibulares, mas nunca desisti. Dizia para mim e para as amigas que vestibular era que nem carnaval, tinha todo ano.

Apesar de ser estudiosa e gostar muito de leituras, não deixava de ir às festas, sempre fui muito festeira mesmo e se meus pais quisessem me proibir de ir para qualquer diversão, eu me rebelava, insistia, até conseguir meu intento.

Os jovens, já há algumas gerações, não querem mais sair de casa; têm tudo nas mãos, não contestam nada e ficam na casa dos pais até já velhos ou casarem.

Uma vez, minha mãe, com muita raiva de mim, disse que era melhor ter tido uma filha que fosse analfabeta, mas que lhe fizesse companhia e tomasse conta dela. Na época fiquei triste, mas hoje eu entendo o que ela queria dizer.

O tempo passou, ainda falta muito para que eu me sinta realizada, apesar de amar a profissão que escolhi. Falta-me segurança, conforto e muitas vezes me vejo inquieta tal qual na adolescência e juventude. Mas o tempo de agora é outro, já passou para mim. Não sei se ainda tenho alguma chance de ser feliz.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A semana de trabalhos na ALE

Olívia de Cássia – jornalista

A semana de trabalhos legislativos, que terminou na Assembleia no dia de ontem, foi de muita agitação e adrenalina. Houve derrubada dos vetos do Governo do Estado e no mesmo dia (10) manifestação de servidores, tumulto, confusão e apedrejamento no prédio do segundo Poder da Terra dos Marechais.

Na sessão de terça-feira, os deputados derrubaram dois vetos. O primeiro veto do governador Teotonio Vilela ao Projeto de Lei 643/2010, que estabelece a exigência de diploma para a contratação de jornalistas no Estado. O veto foi derrubado por unanimidade, inclusive com o voto dos deputados que integram a bancada do governo na ALE.

De autoria do deputado Judson Cabral (PT), em parceria com o Sindjornal, o projeto 643 tramitava no Legislativo desde o ano passado, tendo sido aprovado em plenário no final de dezembro, também por unanimidade.

O outro veto derrubado foi o que impedia o aumento nos salários dos deputados. Dessa forma, os parlamentares deixam de ganhar R$ 9,6 mil e passam a R$ 20 mil. Segundo o presidente da Casa, deputado Fernando Toledo (PSDB), o aumento só será aplicado depois que a pendenga jurídica dos servidores da Casa for resolvida.

A votação foi secreta e dos 21 deputados presentes à sessão, apenas o deputado Judson Cabral (PT) não concordou com os novos vencimentos. Os servidores que estavam em mobilização pelas ruas de Maceió rumaram para a Praça D. Pedro II e promoveram um ato com empurrões na porta da ALE, quebra de grades da praça, quebra de vidros da janela do plenário.

Participaram do protesto, servidores das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e dos agentes penitenciários. Os manifestantes usaram paus e pedras, bombas e outros artefatos, quebraram janelas e danificaram pelo menos cinco carros de funcionários da ALE. A reação dos servidores foi por conta do baixo reajuste de 5,91 por cento, em duas vezes, dado pelo governo.

A indignação dos servidores a gente entende, pois não dá pra sobreviver com baixos salários, o que não dá para entender é a danificação do patrimônio público, provocando o medo nos funcionários da Casa de Tavares Bastos, que todos os dias cumprem com suas obrigações e não têm culpa do aumento concedido.

Indignado com o que chamou de ato antidemocrático, o deputado Antonio Albuquerque (PTdoB) usou a tribuna da Casa, na tarde de quarta-feira, 11, e fez um discurso inflamado, chamou os manifestantes de vândalos e foi contra o discurso do deputado Judson Cabral (PT), que defendeu os servidores, justificando a indignação por melhoria salarial.

Antonio Albuquerque disse que as lideranças do movimento são políticos que não conseguem se eleger e que usam a categoria como ‘massa de manobra’. Disse que não encontrava justificativa para o ato de vandalismo e se recusou a receber os servidores, que compareceram ao prédio da ALE para tentar uma conversa com os deputados, um dia após o tumulto.

Albuquerque defende que os manifestantes devem ser responsabilizados criminalmente pelo ato cometido. Na última sessão da semana, quinta-feira, o deputado Judson voltou a defender os servidores na tribuna da Casa e foi aparteado pelo colega Isanaldo Bulhões Júnior (PDT), que prestou solidariedade aos manifestantes e disse que estão colocando as entidades de classe como vilãs.

Bulhões Júnior disse que é falta de delicadeza tachar os servidores como vagabundos e deliquentes e disse se há algum vilão na história é o governo do Estado, pela forma como vem destratando o funcionalismo. O pedetista observou que as reivindicações são justas e que é inaceitável a conduta da imprensa.

Foi uma semana de muita movimentação nos bastidores da política e os dias que se seguem prometem muito mais.

E agora, o que fazer?

Por Olívia de Cássia E agora, o que fazer? Essa pergunta me veio à baila, antes e depois da aposentadoria por invalidez e em alguns dias q...