quinta-feira, 27 de maio de 2010


Mesmo com projetos para serem apreciados, não houve sessão na tarde de hoje na Assembleia

Olívia de Cássia – Jornalista
(Texto e fotos)

Não houve quorum suficiente para que houvesse sessão na tarde desta quinta-feira, 27, último dia de trabalhos legislativos na Casa de Tavares Bastos e no dia da última sessão do mês. Com a pauta trancada por conta do veto do Executivo ao projeto do deputado Edval Gaia, que acaba com a Caução nos hospitais, a próxima sessão deve acontecer na terça-feira, 1º de junho.
Vários projetos estão para ser votados na ALE; segundo uma informação veiculada no site Tudo na Hora, há cerca de 120 projetos para serem discutidos e votados em plenário, como o que aumenta o efetivo na rua da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), com a redução das assessorias dos Poderes.
O projeto foi apresentado pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e remetido à Casa de Tavares Bastos no último dia 24 de abril, mas estaria sendo "engavetado" propositalmente para evitar a extinção de cargos na Casa.

Em entrevista concedida a jornalistas na tarde de ontem, o deputado Ricardo Nezinho (PTdoB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, informou que na próxima terça-feira a pauta do Legislativo será "destravada" com a votação do veto governamental ao projeto que equiparou os salários dos procuradores da ALE aos salários dos procuradores de Estado.
O projeto também permite que os procuradores atuem na defesa pessoal de parlamentares e retornou ao Legislativo na última quarta-feira, foi lido e segue tramitando dentro do prazo regimental previsto. A votação da matéria "libera" a pauta de votações.

Matérias do Executivo estão pendentes

De acordo com Nezinho, com esta votação, apenas duas matérias de autoria do Executivo permanecem pendentes: o projeto que institui auxílio-moradia para servidores públicos vindos de outros Estados (que foi rejeitado pela Casa, mas retornou a pedido do Executivo), e o projeto que extingue as assessorias militares nos Poderes. A matéria ainda está em análise, já extrapolou o prazo de dez sessões para ser colocado em pauta e não tem previsão para ser levada ao plenário.
Por conta da perda dos prazos, os dois projetos pendentes podem ser engavetados. O deputado acredita que o recesso Legislativo, o período de campanha eleitoral e a Copa do Mundo não devem atrapalhar o prazo para votação das demais matérias ainda pendentes na Casa, em outras comissões.
Além das duas matérias sem previsão de votação, outros projetos tramitam na Assembleia Legislativa e aguardam análise após o "destrancamento" da pauta, na próxima terça-feira. Um deles trata da reativação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Alagoas (Emater-AL).
Também se encontram pendentes o projeto que institui a carreira dos profissionais de nível fundamental, médio e superior da Secretaria de Estado de Fazenda e o projeto que autoriza o Executivo a promover a alienação de bens públicos dominicais a particular, por conta de concessões dentro do Programa de Desenvolvimento Integrado (Prodesin).
FERNANDO TOLEDO

O presidente da Assembleia, Fernando Toledo (PSDB), ainda está de licença particular e vem acompanhando o governador Téo Vilela (PSDB) em suas agendas diárias.

O deputado Alberto Sextafeira (PSB), líder do governo na Casa, está com dengue desde o último sábado e não compareceu esta semana à ALE, está de licença médica por cinco dias e deve voltar na próxima semana.
No plenário da Tarcísio de Jesus compareceram hoje sete parlamentares: Rui Palmeira (PSDB), Ricardo Nezinho (PTdoB), Cáthia Lisboa Freitas (PMN), Isnaldo Bulhões (PDT), Sérgio Toledo (PDT), Temóteo Correia (PSDB) e Marcos Ferreira (PSDB).

Após o término do horário regimental, O deputado Edval Gaia (PSDB) chegou ao plenário, mas não teve jeito. Também o deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão do PT) esteve na ALE mas não chegou a ir ao plenário porque já tinha sido feita a chamada.
PAUTA LIMPA
Até o fim dos trabalhos legislativos deste semestre, todos os projetos que estão pendentes têm que ser discutidos e votados pelos deputados para limpar a pauta e não ir para o segundo semestre com algum projeto. Até porque este ano é atípico e além de uma Copa terá eleições em outubro, preocupação colocada pelo deputado Isnaldo Bulhões Júmior (PDT) na sessão de terça-feira.

quarta-feira, 26 de maio de 2010



Fotos de Olívia de Cássia


Grupo folclórico busca apoio cultural para participar de festival na Europa

O grupo Transart, representado pelo professor Rogers Ayres, esteve na Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 25, onde se apresentou aos parlamentares, visando conseguir apoio cultural para representar Alagoas e o Brasil nos festivais de folclore da Europa.

Sessão da ALE acontece sem votação de matérias

Olívia de Cássia – jornalista
(Textos e fotos)

A sessão da Assembleia Legislativa do primeiro dia de trabalhos na Casa de Tavares Bastos, desta terça-feira, 25, não apreciou e nem votou as quatro matérias que constavam na Ordem do Dia, mesmo que tiversse número suficiente de deputados para isso.
Com 18 parlamentares em plenário e ainda com a ausência do presidente da Casa (Fernando Toledo-PSDB), que está de licença particular de quinze dias, o primeiro a fazer uso da tribuna, na hora do expediente, foi o deputado Isnaldo Bulhões Júnior (PDT).
Isnaldinho, como é chamado o deputado, sugeriu que haja um mutirão para que as matérias sejam apreciadas e votadas o mais breve possível, já que este ano é um ano atípico e terá uma Copa e em seguida as eleições.
“Me preocupo porque existe um volume de projetos de lei do Executivo. Seria muito ruim se no segundo semestre, com o acúmulo de matérias que tem nas comissões, essas matérias não fossem votadas. Sugiro que as lideranças dos partidos, com a colaboração dos presidentes das comissões, reúnam-se para verificar o que há de pendências, negociar o que pode ser votado e fazer uma limpeza na pauta”, disse Bulhões.
ANTÔNIO ALBUQUERQUE
Em aparte, o deputado Antônio Albuquerque (PTdoB) parabenizou o colega e reclamou que encaminhou um requerimento à Mesa Diretora, há vários meses, solicitando a liderança da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tem o deputado Ricardo Nezinho na presidência.
“Protocolei um requerimento à Mesa Diretora da Casa e até agora não obtive resposta, com a finalidade de dar minha parcela de contribuição. Tenho sido tolerante; já reencaminhei o requerimento e nenhuma providência foi tomada”, observou.
Albuquerque disse ainda que o Regimento Interno da Casa está sendo rasgado, “mais uma vez” e que é uma falta de respeito às matérias mais importantes. “Qualquer matéria que já foi votada, se houver questionamento, terá que ser reapreciada”.


Paulão diz que há pendências na Casa e reclama da ausência de Toledo


O deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT) rclamou da morosidade na apreciação de matérias, disse que solicitou a relação dos projetos que estão tramitando na ALE, observando que existe uma ‘sintonia fina’ na Casa.
“O regime é presidencialista; o procedimento de colocar as matérias em pauta é do presidente, que está de licença particular e está priorizando a ação do Executivo, acomapnhando o governador em atividades. “Existe um processo político particular”, disse Paulão, acrescentando que existe na Casa a PEC 48, que trata das assessorias militares e tem que ser votada.
O petista sugeriu que seja designado um relator especial. “Vários projetos estão parados, a Casa está paralisada. Para não desrespeitar o Regimento, na Ordem do Dia eu vou sobrestar (pedir prazo)”.
Paulão responsabilizou o presidente Fernando Toledo que, segundo ele, está ‘fazendo campanha’, quando acompanha o governador Téo Vilela em sua agenda. Ele observou que sua reclamação tem por base um documento. “Este documento oficial que tenho em mãos, com o brasão da ALE estão relacionados os projetos da Comissão técnica que coloca que existem três vetos”.


Ricardo Nezinho diz que Paulão está equivocado

O deputado Ricardo Nezinho (PTdoB), da bancada do Agreste, disse que o deputado Paulão está equivocado quando diz que há três vetos para serem apreciados na Casa. “O documento de que trata Vossa Excelência é inverídico, a CCJ se reúne ‘religiosamente’ toda terça-feira, após as sessões e tem dado celeridade às matérias que chegam: só existe um veto na Casa”, disse ele, discordando do deputado Paulão e dizendo que os dados passados para ele estão defasados.
“Só existe um veto na Casa, que é do deputado Edval Gaia (PSDB), os demais já foram, votados, estão em dia e estamos tentando buscar um entendimento. Vossa Excelência já votou no dia 14 de abril nesse veto”, observou.
O deputado Sérgio Toledo, que presidiu a sessão desta terça, reforçou a informação do deputado Nezinho e disse que os projetos já foram votados e aprovados e que há apenas um veto para ser apreciado pelos deputados.
Depois da segunda chamada, quando foi feita a verificação de quorum e diante da grita dos deputados, Sérigo Toledo suspendeu a votação das matérias para que sejam apreciadas pelos deputados.


Sessão debaterá Lei de Diretrizes Orçamentárias

A Assembleia Legislativa vai realizar no dia 16 de junho uma audiência pública, a pedido do deputado Gilvan Barros (PSDB), com o objetivo de debater o Projeto de Lei número 661/2010, que estabelece as Diretrizes Orçamentárias do Estado para o exercício financeiro de 2011.
Na sessão desta terça-feira, o deputado Gilvan Barros, que é presidente da Comissão de Orçamento, Finanças, Planejamento e Economia, apresentou um requerimento à Mesa Diretora solicitando a realização da audiência, a partir das 9 horas do dia 16 de junho, no plenário da Casa.
O deputado Judson Cabral solicitou uma cópia da lei, em CD, ‘para que os deputados tenham conhecimento do conteúdo’.

sexta-feira, 21 de maio de 2010


O mito do anonimato na internet

Olívia de Cássia – jornalista

Não tenho dúvida de que o avanço da tecnologia e a democratização da internet no que diz respeito à difusão da informação facilitaram a vida cidadão com a instantaneidade da notícia e o acesso que todos podem ter a ela. No entanto, uma questão que deve ser observada é a do ‘anonimato’ que muitas pessoas se apropriam para fazer comentários maldosos e injuriosos contra os outros.
Sei que essa facilidade da internet dá voz aos oprimidos, àqueles que passaram muitos anos calados sem ter como canalizar sua raiva dos maus políticos, dos maus governos e do sistema. Não tenho dúvida que a internet é democrática e isso é salutar, defendo a liberdade de expressão em todas as instâncias.
O que não acho elegante é o fato de as pessoas se esconderem nesse suposto anonimato, não se identificarem e tecerem opiniões preconceituosas, colocando sua agressividade para fora e descontando sua ira muitas vezes em quem não tem como rebater a crítica se não sabe a quem se dirigir.
O direito do cidadão de ir e vir, as garantias da liberdade de expressão estão nos preceitos da nossa Carta Magna. Isso foi conseguido com muita luta, muita briga. Antigamente a gente não tinha nem o direito de falar, de se expressar e dizer o que sentia contra os governos e contra o sistema, que era mais injusto do que hoje. Se eu tivesse nascido naquela época com o pensamento que tenho hoje, dá para imaginar como seria.
Nas lutas dos movimentos sociais e da sociedade civil organizada foi que se conseguiu, com a aprovação da Constituição de 1988, garantir esses direitos, embora muita gente ainda viva com saudade daquele tempo e o pensamento no passado, na época em que não se podia nem dizer que discordava de tal procedimento dos nossos governantes.
Democracia e liberdade de expressão são bandeiras que sempre defendi. Desde menina sempre fui rebelde mesmo, nunca aceitei imposições, mesmo que a maioria dessas ordens que me eram impostas, hoje eu sei, fossem para o meu bem.
Mas voltando a esse anonimato que muita gente pensa que existe na internet, segundo os operadores do direito, é uma falácia. Ninguém pense que não está sendo ‘vigiado’.
Segundo matéria publicada no jornal Valor Econômico, “o mito de que a internet proporciona o mais completo anonimato, dando a sensação de que não há limites legais na rede mundial de computadores, está caindo em desuso”.
Uma prova disso, segundo o jornal, é a quantidade de ações que chegam aos tribunais brasileiros. Mesmo com pouco tempo de existência no Brasil, a internet já tem sua própria jurisprudência até mesmo nos tribunais trabalhistas.
Segundo o site Clube do Hardware, descomplicando a informática, no link Tire a sua dúvida, não são somente as cortes que estão se adaptando à nova realidade. Há leis que já incluíram a internet e os meios eletrônicos em seus textos - até mesmo o novo Código Civil, que trata de duplicata virtual.
Portanto, para aqueles que se acovardam e não têm coragem de se identificar destilando a sua ira nos comentários que fazem nos sites, e-mails falsos e nos blogs, é bom que repensem e revejam suas atitudes, que podem ter reações. Toda ação há uma reação.

quinta-feira, 20 de maio de 2010


Deputados aprovam cinco projetos em segunda votação na ALE

Olívia de Cássia – jornalista
(Textos e fotos)

Por pouco não tinha quorum para deliberações, logo no começo da sessão, na Assembleia Legislativa, na tarde desta quarta-feira, 19. Os deputados chegaram aos poucos e totalizaram 15 no plenário. O quorum mínimo para votação simples é de 14 deputados. O presidente Fernando Toledo (PSDB), que está de licença por 15 dias, só volta em junho e a sessão foi assim presidida, novamente, pelo deputado Alberto Sextafeira (PSB).
O deputado Sérgio Toledo fez a leitura dos pareceres da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) dos projetos que estão tramitando na Casa. Todos os pareceres foram favoráveis, nenhum contra. Durante a leitura do expediente foi lido pela segunda vez o requerimento do deputado Cícero Ferro (PMN) informando que o seu partido está se desligando do bloco.
Na Ordem do Dia Número 175/2010 do primeiro período da quarta sessão legislativa da 16ª legislatura cinco projetos foram para a segunda votação. O primeiro, de autoria do deputado Alberto Sextafeira, considera de utilidade pública o Centro de Cooperação Dom Bosco e dá outras providências; o segundo foi o que modifica o percentual de indenização de transporte devido aos oficiais de Justiça do Poder Judiciário de Alagoas, de autoria do Poder Judiciário.
Além desses projetos também foram lidos e aprovados, em segunda votação, projeto sobre a fixação do aumento dos subsídios dos servidores do Judiciário, outro que considera de utilidade pública o Movimento Familiar Cristão, de autoria do líder do governo na Casa, e o último que considera de utilidade pública o sindicato dos despachantes do Estado de Alagoas, esse de autoria do deputado Maurício Tavares, que não estava na sessão.

Governo Téo Vilela é acusado de exercer censura no Estado


A polêmica da vez, no entanto foram as reclamações do deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT) de que o governo do Estado estaria promovendo a censura quando entrou com representação na Justiça contra a TV Gazeta, a CUT e o Sindpol por conta de veiculação de propaganda contra o governo do estado denunciando alguns problemas na área de saúde e educação, entre outros.
Segundo Paulão, os sindicatos dos jornalistas e radialistas precisam tomar uma providência nesse sentido. Paulão disse que como se não bastassem as multas contra as entidades por cada peça publicitária, “o governo agora censura os meios de comunicação, ameaçando a Rádio Jornal e a TV Gazeta", disse o petista.
O deputado observou que a censura está no estado de Alagoas e que teve a oportunidade de ver os clipes veiculados. “As entidades (CUT e depois Sindpol) não fizeram críticas à pessoa do governador. Foi feita a crítica à falta de segurança e a questão da educação, à falta de merenda escolar”, observou.
Paulão disse que o governador, “que tem uma marca da democracia por ser filho de um homem que lutou contra a ditadura, não segue o exemplo do pai. (Teotônio Vilela, o menestrel das Alagoas). “É o governador da mordaça”, acusou.
O petista ironizou e disse que a emissora oficial do estado não é mais a Rádio Difusora, e sim a TV Pajuçara, “que é o sistema oficial do estado (tem como um doso acionistas o senador João Tenório, cunhado do governador e chamado de sombra pelo deputado petista). Paulão disse ainda que está censurado na TV Pajuçara.
ISNALDO BULHÕES
O deputado Isnaldo Bulhões fez um aparte ao pronunciamento do deputado Paulão e se solidarizou com o agora colega de oposição. Bulhões Júnior disse que o governo do estado e o PSDB estão querendo implantar a censura e proibindo as instituições (sindicatos e a CUT) de fazerem críticas ao governo. “É lamentável que tenha (o governo) a ideia infeliz de interpelar o radialista França Moura (da Rádio Jornal).
O deputado Rui Palmeira (PSDB) pediu a palavra e discordou do petista. “Gostaria de discordar quando vossa excelência diz, Paulão, que os meios de comunicação estão censurados. A representação foi feita por um juiz eleitoral que determinou a suspensão da propaganda. Vossa Excelência está equivocado quando compara o governador a Hugo Chavez. O governo é legítimo, o processo é democrático e qualquer partido entra com representação na Justiça”, disse Rui.
Paulão retomou a palavra, reafirmou sobre o que tinha dito e observou que o governo Hugo Chavez tem legitimidade em seu país. Disse que o governo está com propaganda enganosa e que na maternidade-escola Santa Mônica estão morrendo bebês e que o governo de Téo Vilela é virtual.

Paulão cobra celeridade em tramitação de projeto

Em discurso na tribuna da Casa de Tavares Bastos na tarde desta quarta-feira, 19, o deputado Paulão (PT) comentou sobre projetos que estão tramitando na ALE como o fundo de combate às drogas e solicitou informações do projeto sobre o Conselho Estadual de Segurança. O deputado cobrou celeridade à tramitação do projeto de extinção das assessorias militares no Legislativo, para que a matéria seja submetida à votação ‘o quanto antes’.
“O projeto é de origem governamental; a bancada do PT tem interesse em dar celeridade à votação da matéria. Sabemos que o projeto não solucionará todos os problemas relacionados à segurança, mas cobramos celeridade porque conhecemos o reduzido efetivo da Polícia Militar, que possui apenas sete mil homens, quando deveria ter o dobro”, observou petista.
Paulão criticou o fato de a proposta manter o gabinete militar que presta serviço ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e sua equipe defendendo que deveria ser reduzido. “São 500 a 600 homens fora da atividade fim ganhando gratificação de 500 a 600 reais.
POLICIAMENTO NO CENTRO
O petista criticou o fato de os órgãos de segurança terem reforçado o policiamento no Centro de Maceió ‘somente depois que um empresário foi morto, após assalto a sua loja, em plena luz do dia’.
Outra crítica de Paulão é que, em São Miguel dos Campos, o Banco do Brasil paga segurança, “mas tem que ter convênio. O que ocorre na prática é que a polícia dá segurança ao BB e população fica sem segurança. Sou favorável ao encaminhamento do Conselho de Segurança”, finalizou.

quarta-feira, 19 de maio de 2010


Debates e polêmicas na ALE

Olívia de Cássia – jornalista

A sessão de ontem na Assembleia Legislativa teve muito debate entre deputados governistas e da oposição que compareceram ao plenário. O tema central da querela foi a denúncia do deputado Dudu Albuquerque (PSDC) de que o governador Teotonio Vilela Filho demitiu 20 parentes seus lotados na Coordenadoria Regional de Ensino (CRE) de Arapiraca.
Essas pessoas recebiam de R$ 1.500 a R$ 2.000 sem trabalhar, de acordo com o que foi colocado pelo deputado Dudu Albuquerque, que afirmou também que foi o governador Téo Vilela quem definiu que os assessores ficassem em casa e não fossem trabalhar.
A denúncia caiu como mais uma bomba na Casa de Tavares Bastos. Deputados governistas reclamaram do colega dizendo que ele os expôs, quando disse que estava havendo um mensalão na ALE e que em todo o governo existe um total de 600 pessoas recebendo sem ir trabalhar indicadas pelos deputados.
Já os deputados da oposição aproveitaram para criticar o governador e falar da gravidade da situação, solicitando que o deputado do PSDC encaminhe a denúncia ao Ministério Público para que seja apurada. Realmente a denúncia é muito grave, tira o foco da questão do ex-delegado José Pinto de Luna que vem sendo preterido no chapão pelos deputados envolvidos ou denunciados por irregularidades e pela sua atuação na Operação Taturana.
A pergunta que ficou no ar para a imprensa que acompanhava a sessão, diante da gravidade do que foi alardeado pelo deputado Dudu Albuquerque é: por que ele não denunciou essas irregularidades antes e deixou passar quatro anos sendo da base aliada do governo e só agora, diante de um período pré-eleitoral, quando o seu partido está no chapão, apoiando o ex-governador Ronaldo Lessa, é que veio se pronunciar?
São questões da política brasileira que cheira a oportunismo e falta de lealdade, coisas que são muito próprias da política brasileira. É claro que o deputado em tela ia ter alguma resposta diante da sua atitude de votar contra a matéria do governo, a PEC das Licitações.
Por que Dudu votou contra o governo se era seu aliado e quando questionado no plenário da Casa disse que apesar de ser da base de sustentação do governo não tinha obrigação de votar em todas as matérias? O parlamentar do PSDC sabe que não é assim que a banda toca na política e na vida, todos que vivem nesse meio sabem disso. Ele sabia que teria consequência nisso tudo, ninguém é ingênuo a esse ponto.
Vamos aguardar que venha a sessão desta tarde na Assembleia e ver o que será discutido do plenário Tarcísio de Jesus.


Denúncia de Dudu Albuquerque repercute na Assembleia

Olívia de Cássia – Jornalista
(Texto e fotos)

A denúncia do deputado Dudu Albuquerque (PSDC) de que o governador do estado, Teotonio Vilela Filho, exonerou 20 pessoas indicadas por ele, lotadas na CRE de Arapiraca, depois de o deputado ter votado na semana passada contra a PEC das Licitações, foi assunto de debate durante a tarde e começo da noite desta terça-feira, 18, na Assembleia Legislativa Estadual.
Três dias após denunciar um suposto esquema de troca de cargos para que garantir governabilidade na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), o deputado utilizou a tribuna da Casa de Tavares Bastos para ratificar as acusações.
Ele voltou a afirmar que sofreu retaliação por ter votado contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das Licitações e desafiou o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) a investigar esquemas semelhantes em outros órgãos, além de publicar no Diário Oficial do Estado (DOE) a lista com dos cargos comissionados.
De acordo com o deputado, o esquema foi montado na ALE pelo PSDB e consistia na oferta de 20 cargos comissionados para cada deputado da base aliada, onde dez receberiam R$ 2 mil e os outras dez contariam com R$ 1,5 mil. Ainda de acordo com o Albuquerque, seriam cerca de 500 servidores comissionados, que estariam lotados em diversas repartições públicas, mas que eles não trabalhariam por orientação do próprio governador.

SEXTAFEIRA
O líder do governo na Casa de Tavares Bastos, Alberto Sextafeira (PSB), foi primeiro a fazer uso da palavra Durante a sessão circularam no plenário 21 deputados. O presidente Fernando Toledo (PSDB) não apareceu e encaminhou requerimento que foi lido no plenário solicitando uma licença de 15 dias.
Sextafeira argumentou, sobre as demissões de Téo, reclamadas por Dudu, e explicou que o processo foi natural e que nos estados brasileiros e no mundo civilizado isso também acontece. “Se o senhor indicou a diretora da CRE (Coordenadoria Regional de Ensino) e não fiscalizou o senhor está prevaricando. Num governo responsável tem que tomar providência”, observou. O líder de Téo Vilela disse ainda que o governo deve adotar uma sindicância administrativa para apurar o fato.
EDVAL GAIA
O deputado Edval Gaia (PSDB, em aparte ao deputado do PSB, disse que a atitude do governador não cria crise, “até porque a bancada do governo só pode participar com algumas indicações (Gaia fez 12 indicações e disse que já fez quatro substituições, a última na semana passada). Segundo ele, em véspera de eleição começam a surgir problemas. “As indicações, na maioria das vezes, são problemas técnicos”.
O deputado Marcos Ferreira disse que todos sabem que existem indicações. “Isso é uma prática no Brasil, para se vencer uma eleição e proporcionar uma atmosfera favorável”. Ele lamentou que em Alagoas aconteça isso. “O governo se mandou demitir não foi por perseguição. Deputados daqui que votaram contra o governo vão ao palácio e são recebidos pelo governador. Eu lamento isso que está acontecendo”, disse Ferreira.

Sextafeira disse que participar ou não participar do governo faz parte. “O grave é não trabalhar” (como foi denunciado pelo próprio Dudu de que os seus indicados não trabalhavam por orientação do próprio governador).
Já o deputado Antônio Albuquerque (PTdoB) disse que não conhece “as nomeações, os detalhes da relação que tenha resultado nessa polêmica toda. Recomendou paciência e moderação e disse que as indicações de cargos no governo são absolutamente naturais”. Albuquerque observou que o que está faltando é que a relação seja verdadeira. “Gostaria que essa questão fosse tratada num ambiente mais tranqüilo possível”.
O líder Alberto Sextafeira retomou a palavra e disse que o governador é um homem educado, democrático e amigo “e não pede carteira de filiação partidária. O tratamento é democrático, isso é mesquinhez e o governador não trata dessa forma. Terminado o pronunciamento, Sextafeira voltou a presidir a sessão, já que Fernando Toledo pediu licença de quinze dias.
O deputado Temóteo Correia disse ao colega Dudu Albuquerque que suas declarações foram muito contundentes e que não tem nada a ver e disse que a negociação de espaço no parlamento é mais do que normal. “Uma virtude do poder democrático. Acho que vossa excelência foi precipitado, mas conselho não adianta muito; ninguém gosta de perder”, disse Correia.
O deputado Paulo Fernando dos Santos (PT) reclamou do tempo utilizado pelo líder do governo na casa e disse que ele não obedeceu o regimento. “A casa tem um rito processual, o deputado Sextafeira falou por mais de 30 minutos”, observou Paulão, para em seguida se solidarizar com o deputado Dudu Albuquerque e sugerindo que ele encaminhasse uma denúncia ao Ministério Público de Alagoas (MP/AL). “Quero me solidarizar o parlamentar, dizer que esta denúncia é grave, mas sugiro que o seja formalizada uma denúncia junto ao MP”, pontuou.


Paulão destacou que o que está em jogo, “o escândalo é que teve indicações e as pessoas estão recebendo sem trabalhar. O governo já mudou quatro vezes o slogan, estou guardando todos. O anterior era um processo paquidérmico” (“quem sabe tem que ensinar, quem tem deve compartilhar”).

Segundo Paulão, mais de 600 pessoas recebem do governo sem trabalhar. “O governador não tem desculpas quando se recusa a negociar com as categorias e fala da responsabilidade fiscal. “O secretário Rogério Teófilo não consegue resolver a questão da merenda, vai fiscalizar um órgão?”.
O deputado Arthur Lyra disse que Dudu afetou todos os colegas ao utilizar o termo de Mensalão da Assembléia. “O deputado Dudu sabia o tempo todo que seus comissionados não trabalham e só agora, depois que todos foram demitidos, resolveu fazer esta denúncia. O deputado tem que deixar claro que os seus comissionados saíram porque ele preferiu fazer parte de outro grupo político”, disse Arthur.
Outro que fez uso da palavra na tribuna da Casa foi o petista Judson Cabral para falar sobre a polêmica causada pelas denúncias do deputado Dudu Albuquerque (PSDC). Judson disse que o Governo do Estado tem a obrigação de mostrar a transparência na acusação do parlamentar.

“O governo tem a obrigação de se antecipar ao Ministério Público e outras instituições na apuração dessas denúncias. Independente do fato político o assunto é grave e não deve pairar qualquer dúvida”.
Cabral falou ainda da discussão entre o presidente do PT estadual, Joaquim Britto, e o assessor do Gabinete do Governador, Fabio Rodrigues no programa do radialista França Moura.

O deputado Rui Palmeira (PSDB) fez um aparte e disse que os dois, Fábio e Brito, se excederam no debate, mas que o presidente do PT foi extremamente infeliz ao pedir o impeacheament do governador Teotônio Vilela (PSDB), politizando a questão. “O presidente do PT agiu de modo açodado e muito infeliz, pois se esqueceu que o seu partido foi acusado de mensalão e naquele momento ele não falou em impeacheament”, explicou Rui Palmeira.

O deputado Judson Cabral concordou com Rui e disse que a posição de Joaquim Brito não é compartilhada nem por ele nem pelo deputado Paulão (PT), que em nenhum momento falaram em impeacheament.

domingo, 16 de maio de 2010


Divagações

Olívia de Cássia – jornalista

Começo a escrever as primeiras linhas destes escritos às 16h43 do sábado, 14 de maio de 2010, em retorno à cidade natal, uma semana depois da última vez em que estive aqui. Penso em alugar um cantinho para quando quiser vir ter um lugar só meu. O aluguel está muito caro em União, consequência da especulação imobiliária de uma cidade que cresce a olhos vistos.
Se tivesse condições eu compraria um imóvel, não precisa ter luxos, coisinha simples mesmo. Claro que se minhas posses fossem suficientes eu queria conforto, quem não quer? Mas a cada dia me vejo mais distante de tê-lo. Apesar do trabalho, é impressionante como eu não consigo me organizar para ter algo mais na vida!
Sinto-me impotente para isto. As coisas se vão dos meus dedos como grãos de areia, não consigo me estabilizar. É como se uma força maior, uma força de retração me puxasse e impedisse o melhoramento.
Peço orações aos amigos e amigas; preciso de pessoas que sejam mais fortes para me auxiliarem nesse lado, sinto-me fraca, parece que minhas orações não têm forças suficientes. Vejo-me às vezes tão frágil diante de certas situações, sem forças para lutar! Nessas horas eu não consigo tomar uma atitude mais drástica, mais radical.
A vida é cheia de dificuldades que muitas vezes nos impossibilitam a felicidade da maneira como achamos que seria esse sentimento. No meu pensamento de agora eu volto ao passado recente e ao mais antigo. Passagens marcantes da minha vida. Não sei dimensionar a profundidade de tantas marcas e cicatrizes da minha alma. São muitas as marcas do meu passado. Da infância distante à adolescência, da juventude à maturidade.
Que maturidade é essa se não consigo sequer me proporcionar bem-estar e conforto? Gosto de ficar sozinha em casa, repensando conceitos, repensando a vida, repensando tudo. Às vezes tenho crises existenciais da mesma forma que outras pessoas também as têm. O diferencial é que eu não consigo esconder de ninguém o que se passa comigo.
Por que não consigo me desvencilhar do passado e ser alguém mais firme, mais dona de mim e com domínio de sentimentos e emoções? Esses sentimentos são únicos, só meus. Venho para União dos Palmares porque amo minha terra natal, mas também para matar saudades, querendo me fortalecer, me renovar, me reciclar de alguma forma para uma nova semana de trabalho.
Venho com o propósito de rever amigos muitos dos quais já nem estão mais por aqui, mas a saudade deles dói tanto que me faz pensar que ainda posso encontrá-los por aí, em alguma rua da cidade, como antes. Muitas das vezes eu chego aqui e não faço nada de importante, mas só o fato de estar na cidade me fortalece ou me dá a ilusão de tal.
Quantas e quantas vezes eu cheguei e saí daqui chorando por conta de problemas não-resolvidos, por causa da minha falta de habilidade para resolvê-los. Sinto falta dos meus pais, sinto falta da família unida, que está dispersa por aí. Sinto falta do passado, tenho saudade de mim. Daquela menina sonhadora que achava que ia fazer jornalismo para cobrir guerras e conflitos, tal qual Euclides da Cunha em seus relatos em Os Sertões.
Quanta ilusão a gente cria quando tem a juventude pela frente e um mundão de tempo pra sonhar! Para sonhar e decidir o que será feito de nós.

quinta-feira, 13 de maio de 2010


Sessão da Ale tem polêmica e votação

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e foto)

A última sessão da semana da Assembleia Legislativa Estadual foi pautada na tarde desta quinta-feira, 13, por polêmica e votação. O quorum inicial contabilizou 22 deputados na Casa de Tavares Bastos. O deputado Jeferson Morais (DEM) foi o primeiro parlamentar a fazer uso da tribuna da Casa. Ele falou sobre a péssima prestação de serviços das operadoras de celular no Estado.
Em seguida, Jeferson também fez uma colocação sobre o que ele chamou de ‘descaso da Eletrobrás (antiga Ceal) com a população de Maceió a respeito das constantes quedas de energia que vêm acontecendo na capital, levando à perda de aparelhos domésticos.
Apesar das críticas à empresa, Jeferson reconheceu a importância do programa Luz para Todos, do governo federal, elencando-o como ‘excepcional’. Jeferson foi aparteado pelo deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT), observando que qualquer equipamento que for danificado por conta de problemas na fornecedora de energia, “é só ir no Procon”.
Segundo o petista, a Ceal (Eletrobrás) é uma das campeãs de reclamação junto ao Procon. “Há deficiência no Stela Maris, na cidade de Arapiraca e em outros locais. Fiz uso da tribuna da Casa há cera de 15 dias para cobrar otimização nas subestações”, disse.
Paulão observou que a parte do litoral norte do estado tem gerador de energia. “É um investimento altíssimo. Vou fazer um requerimento para subscrever junto a Vossa Excelência, encaminhando ao ministro das Minas e Energia para cobrar providências”, destacou. A deputada Flávia Cavalcante disse que já fez vários requerimentos com relação ao problema no litoral norte do Estado, mas até agora não obteve resposta.
Bulhões pede questão de ordem e solicita adiamento de votação

Olívia de Cássia - jornalista
(Texto e foto)

O deputado Isnaldo Bulhões Júnior (PDT) pediu uma questão de ordem à Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos e argumentou que o interstício para a segunda votação da PEC das Licitações não foi cumprido porque o deputado Paulão havia pedido adiamento da votação da matéria (semana passada) e solicitou que o presidente Fernando Toledo (PSDB) adiasse novamente a votação para a próxima terça-feira.

O deputado Fernando Toledo respondeu ao colega que o interstício (prazo) já teria sido cumprido e que ia dar prosseguimento à votação da matéria. Bulhões Júnior sugeriu uma consulta ao corpo técnico da Casa a respeito do seu posicionamento, mas o presidente não abriu mão de sua prerrogativa e encaminhou a votação.

Paulão retira-se do plenário

Olívia de Cássia - jornalista
(Texto e foto)

Por discordar do processo da segunda votação da PEC que modifica a Constituição estadual, no que diz respeito ao prazo para que o governo faça licitação, o deputado Paulo Fernando dos Santos retirou-se do plenário da ALE na tarde desta quinta-feira, 13 de maio.
O petista argumentou que, de acordo com o regimento da Casa, a segunda votação em uma matéria é uma nova votação e concordou com o deputado Isnaldo Bulhões que pediu, numa questão de ordem, o adiamento da votação da matéria, argumentando que o interstício não foi cumprido.
Paulão também disse que conversou com o deputado Sérgio Toledo (PDT) com relação à emenda constitucional e como não existe entendimento, também solicitou adiamento da votação. Como o presidente manteve o posicionamento de que haveria a votação, e não houve entendimento entre a Mesa Diretora e a oposição, o petista se retirou do plenário alegando que se participasse da votação, mesmo votando contra, estaria legitimando a matéria.
Também se retiraram do plenário, além do deputado Paulão, na hora da votação da PEC das Licitações, os deputados Jota Cavanlcanti (PDT), Isnaldo Bulhões (PDT) e Sérgio Toledo (PDT).
“O regimento é soberano e a questão que foi levantada quanto à matéria é legítima. Toda segunda votação é uma nova matéria que o plenário vota”, argumentou Paulão.
Sextafeira se irrita com oposição

Olívia de Cassia – jornalista
(Texto e foto)

Irritado com as argumentações dos deputados da oposição, o deputado Alberto Sextafeira disse que o presidente tem autonomia para encaminhar a votação e que mais uma vez há um contraditório no discurso da oposição. “O requerimento que apresentei na sessão de terça-feira foi para encurtar o prazo da votação. O regimento é claro e se a oposição quisesse adiar novamente a votação da matéria teria que apresentar um requerimento por escrito”, disse o pessebista.
O deputado Sérgio Toledo (PDT) disse que o plenário não pode ser acionado para dirimir as dúvidas de que fala Artur Lira e observou que a votação, “se acontecer pode ser questionada. Eu apelo para que seja transferida”.
O deputado Isnaldo Bulhões argumentou que o adiamento da segunda votação sempre existiu e que o colega (Sextafeira) deveria estudar mais o regimento interno da Casa e disse que se o presidente colocasse a matéria em votação, o regimento estaria sendo descumprido e que o requerimento por escrito caberia na primeira votação.
O deputado em seguida se retirou do plenário, solidário ao deputado Paulão e em protesto porque o presidente Fernando Toledo manteve sua posição inicial de encaminhar a votação.
Outros deputados fizeram uso da fala como o deputado Temóteo Correia, que criticou a oposição pela postura assumida. “A oposição quer manipular com o intuito de procrastinar a votação, o governador Téo Vilela tem realizado um governo probo e Alagoas precisa trabalhar”.
Já o deputado Artur Lira disse que não sabia onde era que o regimento fala em segundo turno. “Onde não tem clareza o plenário se posiciona e vota a matéria. Estão obstaculizando e isso não tem nada a ver”, disse Lira. A matéria foi aprovada por 16 x 1. Apenas o deputado Cícero Ferro (PMN) votou contra.
Em época de eleição, já dá para se perceber que a configuração da ALE mudou. Deputados que antes votavam sem questionamentos aos projetos do governo, atualmente votam com a oposição. O que não faz um ano eleitoral, não é?

O que é a PEC 47

A PEC 47, ou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) número 47/2010, de autoria do deputado Alberto Sextafeira (PSB), altera os prazos para o governo do Estado firmar contratos, convênios e licitações em final de gestão. A matéria foi aprovada com 16 votos, o mínimo necessário, e contou com apenas um voto contrário.
De acordo com o texto, o Executivo fica autorizado a realizar os procedimentos acima descritos num prazo de até 180 dias antes do fim da gestão, ao contrário dos 240, como constava na Constituição Estadual. Antes de ser apreciada pelo plenário, a PEC sofreu pedidos de suspensão e adiamento, o que atrasou sua passagem pelo plenário.

domingo, 9 de maio de 2010

A feira e o comércio de União

Olívia de Cássia – jornalista

Chego à minha terra numa tarde de sábado muito abafada, de muito calor e movimento, momento em que está terminando a feira livre do centro da cidade. Pessoas que passam apressadas para voltarem para suas casas, outras entram e saem das lojas em busca do objeto desejado.
Homens e mulheres desarmam suas tordas e bancas e as colocam em carroças ou em carros abertos; outros levam na cabeça mesmo. Deixam para traz a sujeira de um dia inteiro de vendas e trânsito intenso de pessoas que passaram por ali, comprando e outros vendendo suas mercadorias.
São trabalhadores informais que colocaram seus produtos à venda nas ruas. No caso dos produtores rurais, o excedente de sua produção. A feira agora cresceu, agigantou-se e vende-se de tudo por ali. A formação de excedentes de produção acredita-se ser a principal causa da origem das feiras livres nas cidades.
Quando eu era criança costumava ir com meu avô Manoel Paes e ele me contemplava com pequenas compras que eu colocava na minha cestinha de palha. Ele também gostava de comprar livrinhos de literatura de cordel que eram comercializados ali e pedia para que eu ou outro amigo alfabetizado lesse para ele, pois meu avô não sabia ler.
Já mocinha e adulta eu ia à feira com minha mãe, ia ao Mercado Público rever os amigos. Gostava muito de ir ao mercado, pois era lá que encontrava muita gente conhecida. A feira de União, além do local de escoamento de produtos agrícolas e de aporte na economia do município, também é um ponto de encontro de donas-de-casa, local de negócios e de troca de informações.
Lá a gente encontra - além dos produtos agrícolas à venda -, as panelas de barro confeccionadas no Muquém e antigamente também na Rua da Ponte, a feira de mangaio, do lado do Mercado, produtos fabricados com corda, redes, roupas, que são adquiridas na Feira da Sulanca, em Caruaru, sapatos, comidas e tudo aquilo que se pode encontrar numa feira livre e muito mais.
O comércio central de União dos Palmares cresceu muito, diferente da época que eu morava lá. Antes se concentrava mais na Praça Basiliano Sarmento e no começo da Avenida Monsenhor Clovis ou na Praça Antenor Uchôa onde ficava o Cine Imperatriz, a mercearia e a padaria de seu Manoel Félix.
Contava com a farmácia de dona Gerusa, o foto Cabral, lojas de tecidos, o armarinho de seu Nequinho, loja de ferragens, sapataria, lojinha do seu Guilherme, o armarinho do seu Bilu, a loja de seu Zé Piloto, a mercearia do seu Floriano Bento, a lojinha do seu Edvar e a única butique da cidade era a de Rosiete Acioly. Esse era o comércio principal da cidade.
Com o passar dos anos se expandiu e está presente em todas as ruas do centro da cidade. União dos Palmares cresceu, ganhou ritmo e ares de cidade grande com a construção de hotéis e pousadas, grandes empreendimentos foram chegando como lojas de conveniências, padarias e muitas butiques. Em cada rua que a gente passa tem uma casa que foi transformada em ponto comercial como é o caso da Tavares Bastos, rua onde morei dos nove aos vinte e poucos anos, antes só de moradia e agora muito mais de negócio.

sábado, 8 de maio de 2010


Dia das Mães

Olívia de Cássia – jornalista

Amanhã, segundo domingo de maio, comemora-se o Dia das Mães. Data que ao longo dos tempos foi se tornando um apelo comercial, como todas as datas comemorativas, a exemplo do Natal e da Páscoa. A proposta de se comemorar esse dia teve a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem norte-americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão.
Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse ampliada para todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração se difundiu por todos os Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de Maio.
Segundo a Wikipédia, a biblioteca livre da internet, a mais antiga comemoração do Dias das Mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães.
No Brasil, o Dia das Mães passou a ser comemorado em 1932, quando o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
Para quem ainda tem o privilégio de contar com suas mães aqui na terra e para aquelas mulheres que tiveram o privilégio de terem sido contempladas com esse dom divino, será um dia de alegria. Passei muitos anos de minha vida, desde que descobri que não poderia ser mãe, com a ideia de adotar uma criança, que se chamaria Maria Clara.
Ela passou a povoar minha mente durante muito tempo, fiz poesia para minha suposta filha e tudo. Um dia tive uma crise muito forte, precisei entrar na terapia e o médico me recomendou que eu não o fizesse, que fosse viver minha vida, porque sou filha de um portador de ataxia e tenho 50% de chance de me tornar inválida, depender dos outros e de não ter condições de cuidar de outras pessoas.
Foi tudo muito duro para mim. Terapias, leituras, choros e finalmente eu fui deixando para lá a proposta da adoção. Substitui esse sonho pelo trabalho, pelos livros, pelos meus escritos, pelas fotos que tenho o prazer de fazer, pelas minhas amizades e pelos meus bichos de estimação.
Minha mãe costumava me aconselhar, quando me via chorando por ter sido abandonada pelo meu companheiro, dizendo que eu me contentasse com o amor dos meus cachorros. Eu acho que eu deveria também ter escutado ela nesse lado. Posso dizer hoje que também sou mãe. E por que não? Sou mãe, sim dos meus anjinhos de quatro patas, que me proporcionam muita alegria, carinho e que dependem de mim e esperam em troca apenas: carinho e pequenos cuidados.
Desejo para todas as mães alagoanas e palmarinas um dia de muitas alegrias e realizações. Que Deus abençoe a todas as mães.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O descrédito leva à irreverência
Olívia de Cássia-jornalista

Costuma-se dizer à boca miúda e nos círculos mais intelectualizados do País que os políticos por aqui, em sua maioria, estão desacreditados por conta das várias irregularidades cometidas constantemente e que tiveram grande repercussão na mídia. A população tem na classe política, segundo pesquisas, a mais desacreditada entre as instituições nacionais. Os escândalos se sucedem a passos largos.
O Poder Legislativo foi alicerçado para propor leis e fiscalizar o erário público, entre as suas mais nobres prerrogativas. Mas na maioria das vezes isso não acontece. O que deveria ser uma ação republicana acaba sendo um grande teatro, um grande circo, onde a farsa se torna pouco convincente para uma plateia já cansada de ser enganada.
Diante do envolvimento lamentável dessas ‘lideranças’ em irregularidades, para não citar termos mais fortes, as reclamações se ampliam e não é raro a gente ouvir que por conta disso as pessoas irão votar no que existe de pior na escala política brasileira, o que é uma pena. Política na sua essência é uma ciência séria, mas que foi desvirtuada ao longo de séculos.
Amparando-se nessa prerrogativa do descrédito dessas personalidades e do muito que faturam com suas tramoias, irregularidades e pantomimas, vão surgindo no cenário da política figuras hilárias, extravagantes, dignas da nossa compaixão, do escárnio e do riso.
Em 2006, o estilista Clodovil Hernandes lançou-se candidato a deputado federal e tornou-se o terceiro mais votado do País, com 493.951 votos ou 2.43% dos votos válidos. Falecido recentemente, ficou conhecido principalmente pela postura de polemizador e por declarações consideradas impróprias ou indelicadas, muitas vezes dirigidas a outras personalidades famosas. Entre outras polêmicas, foi acusado de racismo e antissemitismo.
Em 2008 figuras como a cantora Gretchen, o apresentador Sérgio Malandro, ex- BBBs e outros pretensos candidatos também se lançaram no cenário político, mas felizmente não obtiveram êxito. Este ano, segundo notícia veiculada nos principais meios de comunicação do Brasil, novamente seremos agraciados com figuras ‘televisivas’ candidatas, animadas com o fenômeno Clodovil.
Segundo o noticiário, ‘celebridades’ ensaiam o discurso para tentar transformar a fama em votos nas eleições de outubro. A lista vai de ex-participantes do "Big Brother" ao pentacampeão Vampeta, passando pelos ex-bad boys Romário e Edmundo, pelo trapalhão Dedé Santana e pela funkeira Tati Quebra-Barraco.
Além desses nomes, Kleber Bambam, vencedor do primeiro "BBB", há oito anos, aquele que conversava com um cabo de vassoura estilizado, sonha em trocar os bicos como cantor e animador de festas pelo ‘sossego’ de um mandato de deputado estadual. Já teria escolhido até a plataforma de campanha, pelo PTB-SP: o esporte. Bambam promete estudar para aprender as atribuições de um político. "Vou fazer um curso e pedir dicas para o meu cunhado, que é veterinário. Ele me instrui em tudo". É mole?
A lista é imensa e em Alagoas também devem surgir nomes com perfil parecido. Tudo bem, nós vivemos numa democracia e todos têm o direito de se manifestar e de pretender um lugar ao sol. Cabe a nós, eleitores, analisarmos de forma sensata e coerente se eles merecem nosso valioso voto.