quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Avós que cuidam dos netos uma vez por semana têm menos doenças, diz estudo

De repente, eles chegam e enchem nossa vida de alegria,
 apreensão e magia,
diz Dilermano Borio Martins se referindo aos netinhos
Olívia de Cássia - repórter\Tribuna Independente

A relação entre avós e netos vem de longe e se confunde com afeto, cuidado e liberdade. Os avós são parte importante do que se chama família extensa, mas seu papel em relação aos netos se alterou consideravelmente na atualidade, segundo um estudo publicado no jornal The North American Menopause Society.
Segundo o estudo, cuidar dos netos uma vez por semana ajuda a manter as avós mentalmente ativas. Isso é uma boa notícia especialmente para aquelas mulheres que se encontram no período pós-menopausa, quando precisam se prevenir e reduzir os riscos de desenvolver Alzheimer e outras doenças cognitivas.
Mas a pesquisa também indica que, por outro lado, tomar conta dos pequenos cinco dias por semana ou mais teve alguns efeitos negativos em testes de acuidade mental realizados na pesquisa. E diferente de antes e das histórias em quadrinhos, onde os avós aparecem como velhinhos de cabelos brancos, os avós de hoje, em sua maioria, são modernos e mais atualizados.
O concluinte do curso de Psicologia Arnaldo Santtos, pelo Facebook, observa que toda a atividade que seja realizada na terceira idade é sempre bem-vinda, para que o processo mental do idoso ou da idosa, como por exemplo, o conhecimento, incluindo a consciência, a percepção, o raciocínio e o discernimento, sejam preservados.
Segundo ele, as atividades podem ser intelectuais ou não. “O fato de um idoso, por exemplo, cuidar de um neto, não vai mudar o seu processo mental, mas vai contribuir com a satisfação pessoal da pessoa e ela vai viver mais e melhor. E se sentir útil e isso nessa idade é fundamental”, destaca.
Arnaldo Santtos observa que todas as pessoas procuram a felicidade, mas na terceira idade esse processo de busca pode ser doloroso, porque pode ele ter encontrada ou não. “Alguns podem dizer que encontrou e que valeu a pena viver e que faria tudo de novo; enquanto outros podem estar vivendo a pior fase de suas vidas, por exemplo num asilo ou num abrigo ou num hospital”.
‘Felicidade não está relacionada à idade’
Segundo Arnaldo Santtos, a felicidade não está relacionada nem com a idade e nem com a quantidade de bens que uma pessoa possui e nem com o processo cognitivo.
“Na terceira idade colhemos tudo aquilo que foi ‘plantado’ quando jovem, se alguém foi muito ativo intelectualmente, pode continuar fazendo diversas atividades e com isso poderá evitar doenças degenerativas, como o Alzheimer, mas pode também ser uma fase de sofrimento, quando surgem diversas doenças, não só mentais, como também na parte de cognição, ou seja, consciência, percepção, raciocínio e discernimento”, explica.
Para Arnaldo Santtos, cuidar dos netos contribui com a satisfação pessoal (Foto: Arquivo pessoal)
Arnaldo Santtos lembra que é preciso que o idoso realize quantas atividades ele puder, seja intelectual, ou não, que poderá lhe trazer diversos benefícios. “O mais importante é a satisfação singular do sujeito. Cada pessoa tem o seu modo de satisfazer seus próprios desejos”, reforça.
CUIDADOS
Já o psicólogo Josafá Marinho, por telefone, explica que, no caso das avós, antigamente elas tinham o conhecimento de como cuidar de bebês e cabia a elas orientar as mulheres jovens, suas filhas a respeito desses cuidados. Com a entrada da mulher-mãe no mercado de trabalho, coube a muitas avós, a tarefa de se encarregarem dos cuidados e mesmo da educação de seus netos.
“Entretanto, as mudanças ainda continuaram: cada vez mais os avós (homens e mulheres) assumem a função de cuidadores dos netos; essa relação pressupõe amor antes de tudo, ninguém questiona, mas nem sempre a presença desse sentimento significa que não haverá conflitos”, observa.
Os avós sempre foram conhecidos também, ao longo da história, como aqueles que ‘deseducam’ ou que permitem mais liberdade para os netos, rompem algumas regras e são superprotetores.
‘Relação com os netos é uma renovação’, diz escritora
A reportagem da Tribuna Independente foi ouvir também avós e netos para que eles definam essa relação que já vem sendo estudada desde muito tempo. A instrutora de ensino profissionalizante e escritora Lindair Morais Amaral disse que sua relação com os netos é uma renovação.
“Digo isso porque quando os filhos crescem, o vazio é imenso, já que passamos anos em função da vida dos filhos e quando eles se vão, nada parece preencher esse vazio e acabamos por não sentir sós”, observa.
Segundo Lindair Amaral, os netos trazem de volta a alegria, a troca, o aprendizado de lidar com o ser humano e suas diferenças. “É o ser amado incondicionalmente por eles e amarmos incondicionalmente como amamos nossos filhos”, observa.
Para Lindair, os netos trazem de volta a alegria, a troca, o aprendizado (Foto: Arquivo pessoal)
Lindair Amaral destaca: “A grande diferença é que, com os netos, a experiência vivida com os filhos nos deixam mais relaxados e mais sábios, o que se reverte em maior convivência sem o estresse da mãe inexperiente. Os netos a gente curte mais, ousa mais e nos renovamos na mente e na idade já que voltamos a brincar, dar valor ao lúdico e a sonhar agora os sonhos desses pequeninos”, pontua.
A vovó Lindair Amaral, que ainda é muito jovem, diz que o amor é capaz de revigorar qualquer coisa: “E esses seres vêm para consumir toda a carga de amor que temos, a desenterrar o que temos de melhor e para proporcionar vida de verdade às nossas vidas”, complementa.
‘Convívio faz voltar aos tempos de criança’
O gaúcho aposentado Dilermano Borio Martins destacou que os netos são os grandes responsáveis pela expressão ‘Vivendo e aprendendo’: “Afinal, de repente, eles chegam e enchem nossa vida de alegria, apreensão e magia. O convívio com os netos nos faz voltar aos tempos de criança, as velhas brincadeiras renovam-se e nessa troca, pouco a pouco nossa cultura vai-se perpetuando”, ressalta.
O bancário Petrucio Manoel Correia de Cerqueira pontuou que a interação com netos é maravilhosa. “Nós encontramos nos netos tudo aquilo que não conseguimos durante a vida com os filhos. Não por que queríamos, mas por falta de tempo”, observa.
Petrúcio de Cerqueira: ‘Nós encontramos nos netos tudo aquilo que não conseguimos durante a vida com os filhos’ (Foto: Arquivo pessoal)
Segundo Petrúcio Cerqueira, o trabalho levava quase todo o tempo disponível: “Durante a manhã, eu saía para trabalhar, eles ficavam dormindo. Na maioria das vezes, quando se voltava, já estavam eles dormindo. Com os netos temos todo o dia para brincadeiras, acompanhar o crescimento e tudo o mais”, destacou.
Maria José da Silva Firmino Alencar está aposentada e tem 68 anos. Ela disse que como os pais de sua neta Michely, de sete anos, ficam fora o dia todo, ela é avó e cuidadora. “Pela manhã eu a levo à escola e à tarde fico com ela. Eu avalio que seja importante que os avós acompanharem o desenvolvimento dos netos desde o início”, pontua.
Para essa avó, confiança é a palavra de ordem. “Minha filha confia muito em mim: levo muitas vezes Michely ao médico, busco na escola, levo nas aulas de balé, e nas festinhas”, destaca Maria José, acrescentando também que a relação com a neta não é só de brincadeira, mas que procura orientar e educar, já que fica com ela muito tempo.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Produtos da época podem deixar ceia natalina mais barata

Frutas da época são uma opção para deixar a ceia de Natal
menos salgada para o bolso do consumidor
Olívia de Cássia - Repórter\
Tribuna Independente

A ceia de Natal com produtos da época pode sair mais barata para as famílias, já que a ordem é economizar. Essa é a dica da nutricionista Renata Castro. Segundo ela, para a ceia natalina o ideal é que o consumidor pesquise e procure os alimentos da época, como frutas, pois o custo deles é bem menor.
Segundo Renata Castro, para a dona de casa fazer uma ceia saborosa, nutritiva e sem muitos gastos, antes de tudo, a pesquisa é uma ferramenta muito útil.
“A escolha do alimento que será utilizado na ceia de Natal é muito variável, dependendo da região do País. Tem alimentos que consumimos no Nordeste, que no Sul não é costume e vice versa, mas é ideal fazer uma pesquisa de preço para que a ceia se torne mais econômica”, observa.
Renata Castro sugere para a ceia o peru, que já é tradicional, as massas, frutas e como sobremesa “uma opção que seja saborosa, mas que também não seja muito dispendiosa no orçamento, pois os alimentos aumentaram de preço”, destaca.
A nutricionista ressalta ainda que uma opção para a ceia é quem for participar da festa, levar um prato. “Tem famílias que fazem ceias comunitárias, como na minha rua, e cada pessoa leva uma opção de comida; isso é bom, barato e aproxima mais do clima natalino”, destaca.
PRESENTES
O economista Pedro Verdino é especialista em microcrédito e economia popular e disse que uma opção nessa época do ano, para as pessoas que sobrevivem da economia popular, é procurar o presente pelo preço e utilidade que deve dar a pessoa que irá recebê-lo.
“Também na classe popular, nessa época do ano há um aumento significativo do microcrédito, devido às compras natalinas, por isso é indicado que além de o presente ser de utilidade, que se pesquise o preço”, destaca.
Festa natalina tem que ser planejada
Segundo a especialista em festas e cerimoniais Solange Costa Barreto, que também é bacharel em economia, a festa natalina também tem que ser bem planejada para que tudo saia a contento. Ela observa que mesmo em lugares mais sofisticados e residências mais aquinhoadas, pode-se fazer uma ceia rica em nutrientes e com mais economia.
“Em época de grandes gastos é importante que as famílias se planejem e vejam como e quanto podem e devem gastar na ceia de Natal e no Réveillon também. A indicação é evitar o desperdício na ceia natalina. O que sobra pode ser reaproveitado no almoço de Natal ou em doações para famílias carentes”.
Nutricionista Renata Castro sugere a cada participante levar um alimento (Foto: Arquivo pessoal)
Solange Barreto dá algumas dicas para a ceia de Natal: “Procure os amigos e parentes para fazer a ceia natalina em conjunto; com isso todos conseguirão economizar: ficar em casa e curtir este momento em família e amigos são recomendações econômicas que valorizem o significado da data”, explica.
Segundo a cerimonialista e bacharel em economia, não é aconselhável deixar para última hora as compras de produtos para as festas: é o caminho para não pagar mais caro. “Troque produtos caros e importados por produtos nacionais e mais baratos; a comida pode ser deliciosa também e se adequar ao nosso clima”, ensina.
Pedro Verdino recomenda pesquisa de preço na hora de escolher do presente (Foto: Arquivo pessoal)
No que diz respeito aos presentes, ela observa que é de bom gosto fazer uma lista para não ser deselegante e esquecer de alguém presente. “O ideal é procurar descobrir o que a pessoa que você vai presentear está necessitando ou seu gosto musical, se for presentear com CDs ou DVDs, livros, entre outros. É bom se evitar presentear todos com produtos caros; o ideal é analisar caso a caso e priorizar pessoas mais próximas”, disse ela.
‘Economia e beleza podem andar juntas’
“Use a imaginação e faça receitas com produtos que já possua, capriche na apresentação e terá uma ceia deliciosa; capriche também numa decoração com materiais que já possui ou reciclados. Economia e beleza podem andar junto, não é necessário gastar fortuna com produtos caros, reutilize a decoração de natais passados”, ressalta a cerimonialista Solange Barreto.
SURPRESA
Daniel Tenório conta que está namorando e vai fazer uma surpresa para a namorada. “Quero presenteá-la com uma joia ou algo que a faça lembrar de mim”, destaca orgulhoso.
Segundo o jovem Daniel Tenório é importante mostrar à pessoa amada o carinho que sente por ela. “Não é que eu ache que vou comprá-la com um presente, mas avalio como algo carinhoso e pertinente”, observou.
Maria da Conceição Tavares da Costa é dona de casa aposentada, tem seis filhos e oito netos e todos vão passar o Natal com ela. Pelo telefone ela diz que os preparativos já estão quase todos prontos.
“O peru vamos mandar assar na padaria, porque em casa já estou fazendo também um pernil. Minhas filhas vão trazer outros pratos e minhas noras também”, observa. Segundo dona Conceição da Costa, a família todo ano faz amigo secreto e sempre conversam antes do sorteio dos nomes sobre o que querem receber. “Para a gente não passar vergonha e dar alguma coisa que o outro não precisa ou não quer”, explicou.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Mais uma vez é Natal..

Olívia de Cássia – jornalista

E na próxima quinta-feira, 25, já é Natal de novo. O tempo passa tão depressa, corremos tanto para resolver as questões práticas que se apresentam no cotidiano, que nem nos damos conta da passagem do tempo. A vida é uma eterna roda gigante.

Nessa época do ano, quando eu era menina, jovem e até há alguns anos passados, era comum me dar uma angústia e uma tristeza, um aperto no coração, que me faziam uma pessoa sempre triste, depressiva e diferente de hoje em dia: eu não era uma pessoa feliz.

Apesar de tudo, sinto-me bem, apesar das limitações de agora e talvez mais senhora de mim. Não me analisei a respeito disso, mas tenho a impressão que toda aquela angústia também era a falta de um encontro comigo e de entender que problemas todo mundo os tem e cabe a cada um saber administrá-los; mas isso a gente só aprende quando chega à idade madura.

Também fui muito deprimida quando criança e adolescente: achava-me desengonçada, feia, diferente dos padrões que a sociedade exigia para uma mulher. Eu me sentia muito diferente das minhas amigas, não me sentia atraente pelos meninos e isso fazia com que brotassem em mim sentimentos de inferioridade. 

Me achava muito gorda e mal feita, afora os problemas de divergências de gerações que eu tinha com mamãe. Ela não alcançava a cabecinha daquela pessoa inquieta, contestadora, apesar de muito novinha ainda, e que queria mudar o mundo a seu jeito.

Dona Antônia também não aceitava minhas escolhas, por mais que essas escolhas fossem algo que me fizessem crescer como pessoa. Na maioria das vezes ela estava correta em suas preocupações, mas ao modo dela me deixava mais zangada ainda.

Não queria que eu passasse por situações vexatórias, mas esses entraves me fizeram mais madura. Não havia como explicar esses parâmetros complexos para uma adolescente que viveu essa fase na década de 70 e 80.

Também não havia como mudar a mente de uma senhora criada por um pai ex-senhor de engenho, carrancudo e cheio de preconceitos sociais. E nessa época do Natal aqueles sentimentos e situações não resolvidas afloravam com mais força dentro de mim.

Eu queria brigar com o mundo para ver meus sonhos e vontades realizados. Apaixonava-me com a maior facilidade do mundo e nunca era correspondida naqueles sentimentos mais puros de adolescente. Eram sentimentos só meus. 

E por aí foram nascendo muitos complexos e sentimentos que retardaram o meu crescimento interior. Foram muitas as divergências com mamãe; ela não entendia meus motivos e eu não entendia àquela época os dela.

Foram muitos os dramas vividos, as angústias e os impedimentos. Mas como era e sempre fui uma pessoa bem rebelde, embora muitas vezes sem causa, fui trilhando meu caminho, não muito da forma que ela queria e desejava para a filha, mas superando algumas barreiras e muitas das vezes também quebrando a cara, como a gente diz, mas aprendendo muito.

É Natal de novo e mais um sem meus pais e muitos entes e amigos queridos que já estão em outro plano. Desejo aqui que o verdadeiro sentido natalino tome conta de todos nós. Que o principal aniversariante da data não seja substituído por outros símbolos e que saibamos ser mais solidários, fraternos e amorosos.

Feliz Natal para todo os amigos internautas e que sejam felizes em suas caminhadas. Que o Ano-Novo nos traga conquistas e realizações, as mais desejadas.

Organização e planejamento devem ser usados para gastos com 13º


Fim de ano e com dinheiro extra no bolso, em virtude do 13º salário, consumidores movimentam shopping centers e comércio da cidade
Fim de ano e com dinheiro extra no bolso, em virtude do 13º salário,
consumidores movimentam shopping centers e comércio da cidade


Fotos: Adailson Calheiros

Olívia de Cássia - Repórter\ Tribuna Independente
O prazo para as pessoas receberem a segunda parcela ou o pagamento integral do 13º salário termina neste sábado, 20, e segundo alguns especialistas deveria ser pensado como aquele dinheiro extra que nos serviria para fazer crescer o dinheiro que já estamos poupando. Para os endividados, o 13º parece ser a salvação para todos os males.
Segundo uma pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), oito em cada dez brasileiros possuem a intenção de gastar o 13º salário em compras de fim de ano. Um dado interessante da pesquisa é que, desse total, 55% disseram que vão utilizar apenas uma parte do valor para comprar presentes e 27% informaram que pretendem gastar todo o dinheiro extra em compras.
Segundo o economista Lucas Sorgato, especialista em economia alagoana e em economia e cotidiano, planejamento é o primeiro passo para se ter tranquilidade financeira. Segundo o economista, antes de mais nada é preciso que o consumidor faça uma avaliação da real situação econômica.
“O décimo é algo esperado por todo o trabalhador e deve ser gasto de acordo com a estrutura financeira da família; depende do perfil de cada um”. Lucas Sorgato explica que se a pessoa tiver dívidas caras como cartões de crédito e outros débitos, é aconselhável que o consumidor utilize o décimo para quitar esses compromissos. “O ideal é quitar o débito para ficar livre do endividamento”, observou.
Paula e Lázaro de Souza disseram que utilizaram o extra para viajar; casal é do Acre e usou o 13º salário para conhecer Maceió: ‘Estamos gostando muito daqui’, disse ela (Foto: Adailson Calheiros)
O especialista em economia e cotidiano também pontua que se a pessoa puder e não tiver dívidas, pode comprar presentes para os entes queridos; curtir com a família: “Mas lembrando que no mês de janeiro aparecem gastos extras como o IPVA, material escolar”, destaca.
Lucas Sorgato ensina que esse é o período de férias da família, quando se sai para jantar; praia e tudo isso deve ser incluído no orçamento. “Se a pessoa não tiver dúvidas e não for usar o décimo para outras despesas, o ideal é que guarde alguma quantia ou faça investimentos que possam render dividendos no futuro”, ressalta. 
Para o economista, saldar as dívidas é realmente o mais importante, mas não deveríamos considerar o benefício como resgate das dívidas. “O 13º devia ser pensado como aquele dinheiro extra que nos serviria para fazer crescer o dinheiro que já estamos poupando. E não falo de guardar dinheiro por guardar: poupamos para ter um fundo de reservas em eventualidades, pagar as contas sazonais - janeiro é mês delas - e também para realizar os sonhos, como viajar, trocar de carro, comprar casa própria", explica.
Consumidores estão divididos sobre o que vão fazer com dinheiro
A reportagem da Tribuna Independente visitou no começo da noite de ontem um shopping da de Maceió, para ouvir os consumidores sobre o que irão fazer com o 13º. Na primeira abordagem, a jovem Milena da Silva disse que vai usar o dinheirinho extra para quitar as dívidas, mas ressaltou que vai fazer mais. “Vou usar para pagar minhas contas de 2014 e fazer outras para 2015”, disse sorrindo.
O casal Paula e Lázaro de Souza utilizou o décimo para viajar. Dona Paula e seu Lázaro vieram do Acre para passeio e disseram que já utilizaram o extra para isso. “Já utilizamos e aproveitamos para viajar e conhecer Maceió; estamos gostando daqui”, disse dona Paula de Souza.
Na terceira abordagem, a jovem trabalhadora Ingredi Francielli disse que vai usar o 13º para investir. “Vou aproveitar e depositar no banco, investir, para ter alguma renda e prevenir para alguma necessidade”, disse cautelosa.
A jovem Ingredi Francielli disse que vai usar o 13º para investir (Foto: Adailson Calheiros)
Dona Raimunda Pimentel veio do Amapá para visitar a família e está em Alagoas desde o dia 10 de dezembro. “Meu genro é daqui e a gente aproveitou para passear e conhecer o Estado; já gastei todo o décimo”, ressaltou.
Dicas para utilizar o décimo-terceiro
A reportagem pesquisou algumas orientações básicas para gastar o 13º sem comprometer o orçamento financeiro e não começar 2015 endividado: Por maiores que sejam as facilidades de compra nesse momento, o consumidor deve observar a sua real situação financeira e projetá-la pelos próximos 12 meses, no mínimo, para ter certeza de que o que foi gasto não fará falta.
Em segundo lugar, relacionar os gastos normais e os típicos de fim e início de ano, como despesas com viagens, ceias (Natal e virada de ano), IPVA, IPTU, matrícula e material escolar, entre outras despesas.
Terceiro: é importante observar que, antes de ir às compras, deve-se guardar parte desse dinheiro para outros sonhos (objetivos e metas); antes de sair às compras, listar as pessoas que irá presentear e quanto pretende gastar com cada uma.
Outra dica é antecipar as compras, evitando, assim, filas. Dessa forma, encontrará preços melhores e terá maior prazo para negociação; pesquisar os preços dos produtos em, pelo menos, cinco lugares, não se esquecendo da internet, que, algumas vezes, pode ter ofertas interessantes.
Também é preciso buscar o menor preço à vista e negociar os valores sempre e evitar parcelamentos, principalmente os longos. Em caso de impossibilidade de pagamento à vista, faça parcelas curtas. Não se esqueça de que essas parcelas serão somadas com outras já existentes em seu orçamento.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Ouvir música em fones de ouvido exige cuidados dos usuários

Na academia de ginástica, no ônibus, na escola, no trabalho, em todo lugar é possível encontrar alguém com fones de ouvidoPor Olívia de Cássia- Repórter\ Tribuna Independente
Em tempos de tecnologia, muitas pessoas optam por ouvir música nos fones de ouvido, tornando o uso do acessório cada vez mais comum. Em todo canto da cidade é frequente a gente encontrar alguém com os inseparáveis fones: seja no ônibus, nas escolas, no trabalho, nas academias de ginásticas ou em outros locais.
Segundo especialistas esse hábito exige atenção e cuidados. A Sociedade Brasileira de Otologia alerta que, se praticado com muita frequência, esse hábito pode causar zumbido, dificuldade de entendimento nas conversas e até perda de audição. O volume alto é o principal problema no uso desses pequenos aparelhos, sejam eles de concha ou de inserção, segundo a entidade.
A questão já rendeu inclusive projeto de lei, em nível nacional, que quer proibir a venda de aparelhos de mídia digital com volume que ultrapasse os 90 decibéis. Os tocadores digitais viraram o vilão dessa história, por conta de sua popularização, mas os especialistas alertam que é importante que eles sejam usados da maneira correta, para não apresentar danos à audição.
Um exemplo disso aconteceu ano passado, no Centro de Maceió, quando um jovem foi atropelado e morto por um trem, no cruzamento próximo à Praia do Sobral, por estar com um fone no ouvido e andando de bicicleta. Enquanto os populares gritavam para ele assinalando que o trem estava vindo, ele não escutou e o acidente foi fatal.
O médico otorrino Jurandir Bóia observa que o som dos fones de ouvido em volume a partir de 70 decibéis, se for no uso retilíneo e contínuo já pode causar problemas auditivos. “Esse hábito prejudica muito, imagine quem trabalha com trio elétrico e tem que submeter constantemente ao volume alto?”, indaga.
Segundo o otorrino, a pessoa nunca deve chegar ao volume máximo do tocador digital: o ideal é ir até 60% da capacidade. Outra dica é não usar fones em ambientes barulhentos; nestes casos, é preciso aumentar muito o volume para competir com o ambiente externo.
O bacharel em Direito Raphael Souza é um exemplo disso: o jovem, constantemente e diariamente, ouve música com fones no ouvido. Ele disse que coloca os fones como uma forma de fuga: “É um modo de conectar-me comigo mesmo; às vezes nem presto atenção na música, só quero me desligar do que está me cercando; fone de ouvido é, para mim, acessório essencial”, argumenta.
Já o publicitário Salvador Henrique disse que não ouve música com o volume alto, mas como gosta realmente de música, sempre está com o fone no ouvido. “Já me disseram que é prejudicial, mas escuto com volume baixo. Às vezes escuto tanto música que tem uma hora que acaba e nem percebo e lá na frente é que vejo que não tem música”, explica. Salvador conta que já sentiu um incômodo na parte física da orelha, mas na audição, não.
A recomendação da Sociedade Brasileira de Otologia é que o fone não deve ser usado em apenas um ouvido, porque pode causar perda assimétrica da audição. Segundo a entidade, os fones de inserção estão mais próximos do canal do ouvido que os modelos de concha, equivale à comparação entre maior e menor distância entre uma pessoa e uma caixa de som, por exemplo.
“O mesmo volume definido pelo tocador (60% de sua capacidade, por exemplo) pode ser mais alto quando se usa um fone de inserção do que um de concha. Fones com controle de volume podem ser perigosos: depois de chegar à capacidade máxima do aparelho, o usuário ainda consegue aumentar o som via esse acessório. Só use se não ultrapassar o limite recomendado”, ensina.

Bons ventos...

Bons ventos...

Olívia de Cássia – jornalista

Bons ventos que sopram no mundo, depois de uma campanha eleitoral no Brasil, cheia de preconceito, ódio e discriminação. Uma notícia que surpreendeu a muita gente nos chegou com ares de suavidade e esperança, na quarta-feira, 17: o presidente dos EUA, Barack Obama, propôs o fim do embargo a Cuba.

A medida foi elogiada por diversas autoridades mundiais, como as Nações Unidas e o Mercosul, mas Obama terá dificuldades, bem sabemos, pelo seu gesto democrático e solidário. Não vai ser fácil para o presidente norte-americano ter que encarar a discriminação e o preconceito que se espalha ainda hoje, assustadoramente.

Cuba sofre o embargo americano desde a Revolução cubana de 1959, quando Fidel Castro derrotou o regime de Batista. O embargo contra Cuba já dura 53 anos e o presidente Obama encontrará muitos impedimentos nessa sua nova jornada.

Segundo as agências de notícia no mesmo dia da declaração do presidente dos EUA, a notícia ainda não pode ser comemorada plenamente, assim como os planos para a abertura de uma embaixada americana em Havana nos próximos meses, corre o risco de não sair do papel.

O Congresso americano é composto em sua maioria pela oposição, mas a decisão do presidente dos Estados Unidos de iniciar um diálogo imediato com Cuba para restabelecer os vínculos diplomáticos entre os dois países inaugurou um novo capítulo na tensa relação..

A presidente Dilma Rousseff disse que o restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos  "marca uma mudança na civilização" e elogiou os presidentes dos EUA, Barack Obama, de Cuba, Raúl Castro, e o papa Francisco, que teve um papel fundamental nessa decisão,  pela medida.

Dilma aproveitou para comentar que  “é um momento que marca uma mudança na civilização mostrando que é possível restabelecer relações interrompidas há muitos anos", disse.

O acordo fechado entre EUA e Cuba com intermediação do papa Francisco prevê o estabelecimento de embaixadas nas capitais dos dois países, além do relaxamento do embargo norte-americano contra a ilha comunista.

"Eu acredito que a possibilidade de relacionamento, o fim do bloqueio, o fato de que Cuba tem hoje condições plenas de conviver na comunidade internacional é algo extremamente relevante para o povo cubano e acredito para toda América Latina", disse a presidente.

O escritor Fernando Morais, autor do clássico 'A Ilha', comemorou o que chamou de 'fim da guerra fria', com a reaproximação diplomática entre Cuba e Estados Unidos.

 "Não é só uma frase de efeito, mas a Guerra Fria acabou; finalmente Obama fez jus ao prêmio Nobel que ganhou. O reatamento das relações vai produzir uma mudança imediata na economia cubana. É uma revolução. É importante do ponto de vista político porque degela as relações, acaba com essa idiossincrasia que não serviu para nada", ressaltou Morais. Que venham as mudanças: viva a democracia, viva Francisco!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O encontro

Olívia de Cássia – jornalista

Fazia tempo que a nossa turma da faculdade, da Comunicação da Ufal, do movimento estudantil da década de 80, não se encontrava fraternalmente para desfrutar e relembrar dos  nossos bons momentos vividos naquele tempo. Apesar da dureza da ditadura, a gente sabia se divertir, protestar.  

Encontrar uma parte dos amigos me reenergizou, me fortaleceu  e me fez muito bem. É  bom rever pessoas, reencontrar amigos que nos enriqueceram culturalmente e que nos fizeram pessoas melhores. Falamos das aventuras vividas, dos amigos que não estavam presentes, das nossas homéricas farras, dos professores, da vida, enfim.

Apesar de a gente se ver em alguns eventos da categoria, de vez em quando,  fazia tempo que eu não me juntava aos bons amigos. Nos reencontramos depois de muitos anos  e falamos do passado e presente. Ficamos de programar outros encontros, dessa vez mais organizados e previsíveis, com mais participantes.

Apesar das perdas que tivemos ao longo do tempo, da falta de alguns que já se foram, dos anos passados e dos cabelos grisalhos da maioria, dos tingidos também, mudamos, mas continuamos todos iguais.

Continuamos defendendo os nossos ideais, pelo menos a maioria, a persistir caminhos mais justos, a gostar das músicas que ouvíamos antes e a ler os nossos autores preferidos.

O tempo passou, mas ainda somos aprendizes da vida.  E como é bom este sentimento que tenho agora. Vamos nos encontrar de novo, galera. 

sábado, 13 de dezembro de 2014

Sedentarismo já é considerado uma doença que atinge crianças e jovens

Professora de Educação Física,
 Lorena Rodrigues  alerta que sedentarismo
 deixou de ser uma doença apenas
de pessoas mais velhas
 - Repórter 
/ Tribuna Independente 


A professora de Educação Física Lorena Rodrigues, em entrevista pelo Facebook à reportagem da Tribuna Independente, disse que o sedentarismo deixou de ser uma ‘doença’ só de pessoas mais velhas para ser doença de criança.
Ela exemplifica as crianças que ficam horas e horas sentadas no computador ou com celular.
“Hoje em dia é muito fácil encontrar crianças que não gostam de praticar atividades recreativas, ficam muito tempo acessando tecnologias e não têm também a liberdade que tínhamos antigamente de ficar jogando, brincando no meio da rua”, observa. Segundo a professora, atualmente, as crianças só querem saber de redes sociais, vídeo games e TV, se tornando assim crianças sedentárias, hipertensas, com doenças de adulto como o colesterol alto, entre muitas outras doenças.
Segundo a professora é importante a prática de atividade física e que seja com acompanhamento: “Traz benefícios para a saúde, proporcionando um bem-estar físico e mental.
Lorena Rodrigues disse que a atividade física suficiente para ‘uma melhora’ na qualidade de vida das pessoas seria se exercitar três vezes na semana, uma hora e trinta minutos.
“Melhora o sistema cardiovascular, a pessoa dorme melhor e tem também a questão da hipertensão e diabetes. Não adianta tomar o remedinho se não seguir à risca as recomendações como a prática de atividade física”, destaca.
Qualquer atividade física deve ser avaliada por médico
A professora Lorena Rodrigues, que ensina em escolas nos municípios de Pão de Açúcar e Santana do Ipanema, lembra que antes de fazer qualquer exercício a pessoa deve procurar um médico e um educador físico, para orientar adequadamente nas atividades: “Nada de fazer por conta própria”, destaca.
Outro ponto a ser observado, segundo Lorena Rodrigues, é a questão da coordenação motora.
EXEMPLOS
Alguns exemplos de atividades físicas de intensidade leve ou moderada são: a caminhada, musculação, hidroginástica, dança e ginástica em geral. Como exemplos de atividades físicas de intensidade vigorosa há a corrida, os esportes coletivos no geral, ginástica aeróbica, entre outras atividades que aumentem a frequência cardíaca muito além dos níveis de repouso.
ENVELHECIMENTO
Segundo a professora, quando envelhecemos perdemos uma parte do nosso tecido muscular, “nossas articulações ficam limitadas, e as pessoas idosas procuram principalmente na caminhada diminuir a velocidade com que essas perdas acontecem, ressaltando que quando fazemos algum tipo de exercício, tudo melhora dentro da gente e fora, como taxas de colesterol, autoestima elevada, entre outros benefícios”, cita Lorena.
Alguns alagoanos procuram fugir da estatística do IBGE
Ioneide Oliveira tem 20 anos e faz atividade física três vezes na semana em uma academia do Conjunto Murilópolis, em Maceió. Ela disse que começou a se exercitar há um mês, mas já sente a diferença na qualidade de vida “Eu comia muito mal e errado; sentia fraqueza por conta da alimentação errada. Agora estou melhorando aos poucos, tenho mais energia”, observa.
Ioneide Oliveira começou a se exercitar há um mês e se sente muito bem (Foto: Sandro Lima)
Haley Oliveira Moreira Lima disse que faz musculação de segunda a sábado, todos os dias, na mesma academia de Ioneide, durante uma hora e meia, e disse que tenta comer de três em três horas para poder manter a dieta e que ingere algum suplemento alimentar. Ele disse que se sente muito bem praticando atividade física.
Os dois jovens são exemplos de alagoanos que procuram se cuidar, fugindo da estatística de sedentarismo divulgada pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada no dia 10, referente ao ano de 2013, que indica que quase metade da população com 18 anos ou mais do país –46%, é sedentária, 28,9% assistem três horas ou mais de televisão por dia e 15% fumam ou usam produtos derivados do tabaco.
O professor Samuel Lima é personal trainer da academia onde entrevistamos Ioneide e Haley e dá aula de circuito, onde trabalha flexibilidade, agilidade, para proporcionar melhor condicionamento físico para o aluno. “Nesse período do ano a procura é bem maior; as pessoas esperam o resultado rápido do exercício, mas têm que saber que precisam fazer exercícios em longo prazo, o ano todo, buscando sempre uma melhor qualidade de vida”, observa.
CAMINHADA
Maria da Soledade Vieira tem 65 anos, disse que costuma fazer caminhadas logo cedinho, mas também vê televisão por mais de quatro horas seguidas e deixou de fumar. “Em casa a gente se acomoda um pouco, mas procuro compensar na caminhada que faço de manhã, com meu cachorro. Meu médico disse que faz bem praticar exercício”, destaca.
José de Arimatéia dos Santos trabalha como taxista no bairro do Farol, disse que não costuma praticar atividade física, mas sabe que está errado. “Eu como muito, bebo e não pratico esporte, sou do tipo barriguinha de chope; trabalho sentado o dia todo e sei que isso faz mal, mas o dia a dia vai levando a gente a esses hábitos que não são saudáveis”, disse ele.
Mulheres lideram pesquisa
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (NS), referente ao ano de 2013, cerca de 67,2 milhões de pessoas não faziam exercício físico.
O ranking de sedentarismo é liderado pelas mulheres, com 51,5% ou 39,8 milhões, contra 39,8% ou 27,4 milhões dos homens.
O percentual de mulheres “insuficientemente ativas” varia de 50,3% na região Sul a 56,4% na região Norte - que também lidera o maior número de pessoas sedentárias (48,1%).
Exercício físico eleva frequência cardíaca, melhora colesterol, reforça e protege as articulações (Foto: Sandro Lima)
Entre os homens, essa variação fica entre 37,3% no Nordeste e 41% no Sudeste. Os dados específicos de Alagoas não foram divulgados.
Segundo a pesquisa, mais da metade (62,7%) das pessoas de 60 anos ou mais estava inativa no último ano. Já o grupo menos sedentário é o de idade entre 18 e 24 anos, chegando a 36,7%.
SEM INSTRUÇÃO
Das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, 50,6% são “fisicamente inativos”, sendo este o grupo mais representativo entre os demais.
Em relação à raça, os brancos são um pouco mais sedentários (47,9%) do que os pardos (44,8%) e os pretos (42,4%).
O estudo aponta que um dos fatores que levam ao sedentarismo é o hábito de assistir televisão.
O Sudeste lidera a lista de moradores (31%) que aderiram ao costume em 2013.
O Rio de Janeiro é o Estado com o maior número (40,4%), seguido por Espírito Santo (29,4%), São Paulo (28,9%) e Minas Gerais (28,1%).

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Enterro sem Defunto

Olívia de Cássia - Jornalista

Acabo de ler a obra do escritor alagoano Daniel Barros. Um romance de 239 páginas, que nos remete a outros escritores clássicos da literatura. É o  segundo livro do autor, de acordo com informações da orelha do livro. Não li o primeiro, mas pela qualidade deste que acabo de degustar, capítulo por capítulo, deve ter a mesma característica dos bons escritores.

Daniel Barros nos leva até o fim da história, não de forma concatenada, a devorar cada página, como  deve fazer um escritor de qualidade. O romance do alagoano conta a história de Alcides, um homem idealista, que depois de trabalhar como jornalista-repórter fotográfico envereda no meio policial tentando fazer um trabalho honesto, como deveria ser todo profissional e se decepciona com a corrupção no meio da polícia.

O final do livro nos leva a pensar;  não tem fim e cabe a cada um de nós imaginarmos o que teria acontecido com Alcides: se realmente morreu ou se os amigos fizeram um plano para livrá-lo das ações de um traficante famoso, filho de um político influente de Brasília, que o baleou.

O livro é escrito de maneira saborosa, de linguagem simples, mas agradável e que leva o leitor a se interessar em ir até o final do mistério envolvendo o caso amoroso entre Alcides e a procuradora Catarina, ameaçada de morte pelo crime organizado em Alagoas.

Além de falar das nossas belezas naturais e divulgá-las para o mundo, em algum momento a obra de Daniel Barros lembrou Jorge Amado, Graciliano Ramos e outros bons escritores da nossa língua portuguesa.

Ganhar o livro do autor, recebê-lo em casa pelo Correio, ter o privilégio de receber uma dedicatória e receber o convite para fazer uma resenha da história, me deixou lisonjeada, apesar de não saber se tenho competência para tal e se o fiz da maneira encomendada, mas está aí.

Daniel Barros está de parabéns e é uma promessa que orgulha a nossa terra e com certeza vou mergulhar em seu primeiro livro, para me deliciar com suas histórias, ora picantes e apaixonadas, ora de suspense e ação.

Despedida


Alana Vergetti

Tem momentos em nossa vida que precisamos esquecer os sentimentos mais profundos... Esquecer nosso apego a situações e momentos em nosso passado que nos fazem teimar em enraizar mais ainda esses sentimentos!

Passei uma vida inteira esperando a oportunidade de voltar para minha terra...voltei com o coração aberto disposta a trabalhar muito para ajudar meu povo a ter mais qualidade de vida, a fazer a diferença mesmo, porém não fui compreendida! Não fui ouvida!

E novamente estou daqui me despedindo! Não aceito ver, ouvir e ficar calada...não consigo ser conivente com a situação que passa a saúde de União dos Palmares... Não quero ser cúmplice desse descaso e falta de respeito com a população mais carente...com toda população afinal!

Agradeço imensamente a oportunidade que tive de tentar, mas preciso pensar também em mim. Aos amigos garanto que estarei muito presente sempre, através das redes sociais e anualmente em minhas férias!

Estou voltando para Roraima...também uma terra querida onde passei grande parte de minha vida. .Lá tenho já grandes oportunidades de valorização de minha profissão e poderei ajudar quem de mim necessitar sem envolvimentos politiqueiros!

Obrigada União dos Palmares...Obrigada a todos os Palmarinos que me receberam de braços abertos e garanto que jamais esquecerei de vocês!

É preciso coerência...


Olívia de Cássia – jornalista

Em tempos de muita agitação política, tecnologias avançadas e modernidade, podemos dizer, sem medo de errar, como disse um filósofo clássico que não me recordo o nome agora, que é preciso coerência naquilo que pregamos; no que escrevemos e no que dizemos.  

“O orador, quando estiver organizando a sua peça oratória, deve atentar para essas três palavras: coerência, clareza e concisão. Geralmente, não damos muita conta da enxurrada de palavras que proferimos, sem nexo, sem sentido, sem autocrítica”, escreveu Sérgio Biagi Gregório, no blog do Centro Espírita Ismael.

Segundo Biagi, é preciso lembrar que “a plateia é constituída de seres humanos, que momentaneamente estão nos emprestando os seus ouvidos (e aqui eu acrescento os olhos), para que possamos expressar o nosso pensamento sobre determinada matéria”, isso para não dizer que é preciso vigiar porque os ouvidos e olhos de todos são sensíveis.

Na campanha eleitoral deste ano, que culminou com a vitória da presidente Dilma Rousseff o que mais vimos nas redes sociais, meio político e nos meios de comunicação foi a falta de coerência de muita gente.

É preciso que sejamos coerentes, claros e concisos. “Somente assim poderemos influenciar positivamente o pensamento de nosso interlocutor”, observa Biagi. A jornalista Ana Paula de Araújo, da Revista Nova Escola, escreveu no site da editora Abril, que cada palavra tem seu sentido individual, quando elas se relacionam elas montam um outro sentido.

Setores da oposição insistem em ignorar o processo democrático, principalmente o candidato perdedor, persistindo num discurso golpista, que cheira mal. A corrupção deve ser combatida, em todas as suas instâncias e quem cometeu erros que pague pelo o que fez de errado, mas a gente percebe que as análises dos opositores e da mídia tradicional são contraditórias: tipo dois pesos e duas medidas.

Se houve corrupção em alguns setores do atual governo ou no Partido dos Trabalhadores, que sejam reparados e punidos, mas também que sejam observados os erros cometidos pelo outro lado. “Doa a quem doer”. Como disse o ex-presidente Lula, querem criminalizar o PT por tudo; daqui a pouco até pela mudança do tempo o PT vai ser o responsável.

O que vemos são pessoas que defendem o purismo na política e que votaram nos candidatos que significam o que tem de pior na sociedade brasileira, a exemplo de Bolsanaros da vida, exortando o fim da corrupção. Ai eu fico meditando e refletindo: Jair Bolsonaro foi o deputado federal mais votado no Rio de Janeiro. Celso Russomanno foi o mais votado em São Paulo.

Outros diversos ídolos dos reacionários de Internet, como o Coronel Telhada ou Marco Feliciano, também tiveram votação expressiva. “O próprio Levy Fidélix, que teve 0,06% dos votos em 2010, quando era só o “candidato do Aerotrem”, chegou a 0,43% dos votos com seu discurso homofóbico em 2014, pouco atrás da “sensação das redes sociais” Eduardo Jorge, com seu discurso progressista”, disse o blog Um pouco de Prosa.

Portanto, caros leitores, é preciso mais leitura, mais clareza, mais observância do que dizemos, mais mergulho na história e mais coerência, para não sairmos por aí dizendo coisas sem nexo e sem sentido. Bom dia. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

De acordo com levantamento, Alagoas registrou 17 casamentos gays em 2013

GGAL está fazendo levantamento nos cartórios e avalia que número é bem maior do que os divulgados pelo IBGE

 / Tribuna Independente 10 Dezembro de 2014 - 08:00

  • Foto: Reprodução
´Número de uniões entre pessoas do mesmo sexo representa 3,4% do total de matrimônios do Estado
´Número de uniões entre pessoas do mesmo sexo representa 3,4% do total de matrimônios do Estado
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na terça-feira os dados das Estatísticas de Registro Civil, com relação às uniões civis de pessoas do mesmo sexo realizados em Alagoas.
Segundo os dados, o Estado registrou 17 casamentos gays ao longo do ano de 2013. O número representa 3,4% do total de matrimônios que acontecem no Estado, um dos percentuais mais baixos do Brasil. Em número, Alagoas está a frente apenas do Acre, Maranhão, Sergipe e Espírito Santo.
Segundo o estudo, das uniões homoafetivas realizadas nos municípios alagoanos, três foram entre casais do sexo masculino (1,3%) e 14 do feminino (5,3%). A maior parte das uniões civis foi entre cônjuges com idades de 35 a 44 anos – a média nacional é de 37 anos para os homens e 35 para as mulheres.
MAIORES
O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, avalia que os números são maiores do que os apresentados na estatística oficial do IBGE.
“Da mesma forma que a gente sabe que muitos casais vivem no anonimato, acredito que o número de casamentos homoafetivos é bem maior”, observa.
Nildo Correia informa que o GGAL está fazendo um levantamento nos cartórios alagoanos para saber os números exatos das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo.
Para presidente do GGAL, Nildo Correia, os casais gays estão mais conscientes (Foto: Adailson Calheiros)
“Até o final do mês deveremos finalizar o levantamento para ver como está a legalização nos cartórios. Ainda existe muita dificuldade, pois tem local que não tem essas informações, porque muitos casais preferem viver no anonimato”, pontua.
Movimento avalia como positivo o levantamento
Segundo o presidente do GGAL, Nildo Correia, apesar de os números de uniões entre pessoas do mesmo sexo divulgados pelo IBGE ainda parecerem tímidos nas estatísticas, o levantamento é positivo, pois é a primeira vez que a instituição faz um estudo com o tema.
“Em nível nacional esse número quase que triplicou, pois em 2012 era pouco mais de mil; os casais, ainda bem, estão mais conscientes, saindo do anonimato e procurando seus direitos, mas a sociedade ainda não está preparada para isso. Outro avanço que tivemos no movimento foi com relação às adoções de crianças por casais do mesmo sexo”, ressalta.
O casal Klécio Fernandes e Tanino Silva (presidente do Grupo Gay de Maceió) oficializou a união estável em junho deste ano, mas há três anos estão juntos.
Clécio Fernandes disse à reportagem da Tribuna Independente que não teve burocracia para oficializar a relação e a assinatura do documento de união estável foi tranquila.
Ele observa que o relacionamento entre eles não mudou nada depois da assinatura do documento. “Não mudou nada, continua do mesmo jeito”, observa, acrescentando que por enquanto o casal não pretende adotar filhos.
Há três anos juntos, Klécio Fernandes e Tanino Silva oficializaram a união estável em junho deste ano (Foto: Cortesia / Maceió 40 Graus)
No Brasil, são reconhecidos às uniões estáveis homoafetivas todos os direitos conferidos às uniões estáveis entre um homem e uma mulher. As uniões do mesmo sexo utilizam-se das disposições de diversos princípios constitucionais.
Igreja Católica não aceita união como casamento
O padre Marcio Roberto dos Santos, da Paróquia Nossa Senhora Rosa Mística, no bairro de Mangabeiras, em Maceió, em entrevista à reportagem, em outra oportunidade, sobre casamentos homoafetivos, disse que para a Igreja Católica, matrimônio ou casamento é a união de um homem e uma mulher e que naturalmente desta união nasce um novo ser humano.
Padre Marcio destacou que a Igreja Católica respeita a decisão de convivência de pessoas do mesmo sexo, apesar de não reconhecer como casamento.
“Qualquer relação a dois sem uma abertura à vida é visto como relação afetiva, mas não casamento. A igreja não reconhece a união de pessoas do mesmo sexo como matrimônio”, pontua.
Segundo o padre, existe o respeito à decisão da pessoa e da liberdade de consciência seja deles ou delas, mas destaca que no projeto de Deus, o crescimento e o desenvolvimento da pessoa humana passam pela família constituída por um homem e uma mulher.
“Qualquer casal hetero que podendo ter filhos, não os deseja, não poderá se casar na Igreja”, ressalta.
Segundo o pároco, essa decisão é “por não corresponder àquilo que é próprio de um casal para firmar a união de ambos, o fruto de desse amor, isto é, a abertura aos filhos. Isso não significa que a Igreja tem uma atitude desrespeitosa a tal casal, por não reconhecer nesta união a família dentro de um projeto de Deus”, explica.
No Brasil foram 3.701 uniões civis entre pessoas do mesmo sexo
Os dados divulgados na terça pelo IBGE indicam que, no Brasil, em 2013, graças à Resolução nº 175 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou que os cartórios realizassem a união civil entre pessoas do mesmo sexo, o país registrou 3.701 casamentos gays, apenas 0,35% do total. Deles, 52% foram entre mulheres e 48% entre homens.
Segundo o levantamento, a maioria das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo foram realizadas no Sudeste (2.408) – sendo 80% da região em São Paulo. O Estado é o que tem mais registros de casamentos gays no país (1.945), seguido do Rio de Janeiro (211) e Minas Gerais (209). No outro extremo está o Acre, com apenas um registro em todo o ano de 2013. Os sete estados da Região Norte juntos registraram 56 uniões civis entre pessoas do mesmo sexo.
A maioria dos casais homossexuais que oficializaram a união em 2013 era formada por pessoas solteiras – tantos entre homens (82,3%) quanto entre mulheres (75,5%). No casamento entre mulheres, 24,5% tinham pelo menos uma das cônjuges divorciada ou viúva – entre os homens essa proporção foi de 17,4%.
O total de registros de casamento ficou praticamente estável entre 2012 e 2013 – aumento de apenas 1,1%. No ano passado, 1.052.477 casais oficializaram a união nos cartórios do país. Os dados incluem casamentos entre pessoas com 15 anos ou mais.
RECONHECIMENTO
O reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil como entidade familiar, por analogia à união estável, foi declarado possível pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 5 de maio de 2011 no julgamento conjunto da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n.º 4277, proposta pela Procuradoria-Geral da República, e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n.º 132, apresentada pelo governador do Estado do Rio de Janeiro.
No primeiro ano de vigência na cidade de São Paulo, onde a obrigação já existia desde final de fevereiro de 2013, foram realizados 701 casamentos.

Alguns instantes. Vivendo por aí...