quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

É Carnaval de novo!

Olívia de Cássia- jornalista

E mais é uma vez é Carnaval, tempo de alegria, de festa, de reencontro com os amigos, de esquecer um pouco as adversidades da vida; entretanto, não podemos nos entorpecer e fingir que não vemos ou colocar uma venda em nosso rosto diante das injustiças cometidas no nosso cotidiano. Não podemos dispersar a chama de inquietação que existe dentro de cada um de nós, pelo menos daqueles que ainda a tem.

O tempo voou, se reinventou, levou pessoas, levou e trouxe esperanças, deixou marcas, acumulou experiências e nos deixou mais atentos. Sinto falta dos meus amigos Silvio Sarmento e Kelly, tão felizes nos carnavais e que me traziam alegrias;  mas vamos pensar que eles estão em mundo melhor e que podem estar num lugar de luz.

Mas mudando de foco, em pleno século XXI me deparo com a notícia, durante a semana, da prisão injusta do ator e psicólogo Vinícius Romão e fico pensando nos milhares de Vinícius injustiçados que diariamente são punidos sem culpa e sem apelação nesse sistema falho que precisa ser mudando com a maior urgência.

A sociedade brasileira ainda carrega ranços colonialistas, de soberba, hipocrisia e preconceito e no racismo existente vamos seguindo o nosso dia a dia, muitos aceitando tudo sem se indignar, mas aqueles que têm um pouco de discernimento e indignação não podem calar diante disso.

E não é pelo fato de Vinícius ter participado de novela da Globo e ser psicólogo;  se não fosse a imprensa  repercutindo o racismo e a vítima fosse uma pessoa pobre, estaria passando por constrangimentos muito piores, traumas que vai carregar para o resto da sua vida. Vinícius ficou preso por 15 dias e sabendo como funciona o sistema prisional no país, dá para imaginar o que deve ter passado.

Mal o ano começou e já foram divulgados pelo menos três casos no País, uma terra de pessoas  que nasceram de uma mistura de raças. O mundo evoluiu, a época da falta de informações e da ignorância já passou e nem assim as pessoas procuram mudar. Mas como existem bilhões de pessoas no mundo e cada uma com o seu modo particular de ser, o ser humano continua sendo uma incógnita, para quem lida com isso.

Mas é Carnaval e nessa época faço viagens saudosas no tempo, me lembrando da infância e juventude e do quando fomos felizes em nossos carnavais na Terra de Zumbi, o herói da liberdade. Dos bailes na Associação Atlética Palmarina,  às nossas incursões pelas ruas e avenida, passeios e muitas vivências.

Em tempo de Carnaval, vamos procurar viver nossas vidas sendo mais tolerantes, sendo verdadeiros e mais felizes. O Rei Momo vem chegando e trazendo irreverência, alegria e muita festa.  Vamos brincar, pular, aproveitar a vida com responsabilidade e prevenção. Aproveitem a vida e bom Carnaval!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Municípios balneários se preparam para o Carnaval

Três orquestras de frevo vão circular pelos bairros da cidade todos os dias e outras três vão se revezar na praça, animando o carnaval da Barra de São Miguel, sendo que cada dia são três bandas diferenciadas
Olívia de Cássia - Repórter
Faltando poucos dias para o carnaval os municípios balneários no Estado já se preparam para a festa de Momo e melhoram sua a infraestrutura. Um exemplo disso é a Barra de São Miguel, Paripueira, Piaçabuçu, Barra de Santo Antônio, Penedo e Maragogi.  A Eletrobras já está fazendo manutenção na rede elétrica para a folia de Momo.
Na Barra a programação dos quatro dias de folia já foi definida e começará no sábado, às 18h, e vai até a meia noite, todos os dias, para garantir a Lei do Silêncio. A organização do evento avisa que não vai tolerar carro de som ligado nas alturas, para não incomodar os moradores, respeitando a lei.
Três orquestras de frevo vão circular pelos bairros da cidade todos os dias e outras três vão se revezar na praça, animando o carnaval da Barra de São Miguel, sendo que cada dia são três bandas diferenciadas.  Na Quarta-feira de Cinzas haverá um arrastão até 10h da manhã.
Segundo Edlúcio Donato, a prefeitura também está disponibilizando dois dias de programação na Vila Niquim, no domingo e na segunda-feira, para pessoas da meia idade, que contará com a animação de Wilma Araújo e Os Seresteiros da Pitanguinha.
E para garantir o conforto dos moradores e visitantes, segundo Donato, também na Barra a Eletrobras já está fazendo revisão de toda a rede elétrica, para que não falte energia durante os quatro dias de carnaval, fazendo podagem nas árvores e também vai dar um suporte com 11 funcionários que ficarão de plantão durante o período.
“A segurança dos foliões do balneário mais badalado do Estado será garantida com 60 policiais militares, mais 25 bombeiros; 15 policiais civis fora o BPTran e a cavalaria”.  Edlúcio  Donato explica que o evento na praça será gratuito, mas cercado para que o policiamento faça o controle de quem vai brincar, não permitindo a entrada de garrafas, espetinhos e armas.
Outros municípios balneários também se preparam para os festejos de Momo, como Marechal Deodoro, Paripueira, Barra de Santo Antônio, Maragogi, Coruripe e Piaçabuçu, mas ainda não encaminharam a programação.
FRANGA

Em União dos Palmares, o bloco A Franga da Madrugada, o mais irreverente da cidade, já confirmou sua participação na festa de Momo. O bloco desfila no sábado, 1º, e foi fundado pelo radialista Silvio Sarmento (já falecido),  há 14 anos.  ‘A Franga’ não tem fins lucrativos, estará aberto para todos: crianças, idosos, jovens e afins, segundo Léo Sarmento, organizador da folia.

Aluguel de casa pra o carnaval chega a R$ 30 mil em Alagoas



Olívia de Cássia - Repórter
O mercado de aluguéis de casas em Alagoas, nas cidades balneárias mais badaladas, continua aquecido. Para fugir das grandes cidades muita gente busca sossego nos balneários, alugando casas para grupos de até 40 pessoas. Apesar de muitos foliões se programarem até um ano antes para passar a temporada nos locais mais badalados, ainda é possível encontrar imóveis disponíveis em alguns locais, lembrando que nesse caso o valor pode aumentar.
Na Barra de São Miguel, Paripueira, Barra de Santo Antônio, Coruripe ou Maragogi a faixa de preços para um pacote de dez dias varia de R$ 5 mil a 30 mil reais, dependendo do tamanho do imóvel e da localização. Segundo Edlúcio Donato, assessor de uma corretora de imóveis que aluga casas no município da Barra de São Miguel, “uma casa ampla, com nove quartos, o aluguel custa R$ 30 mil e vai variando conforme a localização e o tamanho do imóvel”, observa.
A reportagem da Tribuna Independente pesquisou os preços em imobiliárias de outros locais: na Praia de Tabuba, uma casa com piscina grande medindo 8x4m, três quartos sendo uma suíte, distante 37 km de Maceió, com galpão, churrasqueira, toda mobiliada, freezer, geladeira, TV, ventilador de teto nos três quartos custa R$ 4 mil para o período de carnaval.
Na Barra de Santo Antônio, os valores dos aluguéis das casas mais simples, assim como na Barra de São Miguel variam de R$ 800 a R$. 1.500. “Geralmente nesses casos os moradores saem de suas casas para faturar um pouco nessa época do ano, incluindo pescadores nativos”, observa por telefone João Mariano, de outra imobiliária.
Em São Miguel dos Milagres, na Costa dos Corais, uma casa de praia à beira-mar, localizada em um sítio rodeada de coqueiros e mata nativa, com quatro quartos, sendo dois suítes, todos com ar condicionado e capacidade para 12 pessoas, custa R$ 10 mil. 
“O imóvel tem dois banheiros, sala grande e rodeada com varanda e oferece pacotes para o Carnaval e a Semana Santa. Nesse caso o imóvel tem uma área externa com churrasqueira, equipada com fogão, duas geladeiras, micro-ondas, televisão e ainda caseiro no local”, destaca.
Já em Maceió, fomos conferir a diária em algumas locais: uma pousada confortável, com banheiro privado, ar condicionado, TV, frigobar, roupa de banho e de cama custa R$ 130 a R$ 273, com direito a café da manhã. Em outra mais simples varia de R$ 80 a R$ 250. Na Barra de São Miguel a diária de uma pousada pode custar de R$ 380 a R$ 650.
O jornalista José Derivaldo  é proprietário de um imóvel na Barra Nova, no município de Marechal Deodoro, e sempre aluga a casa para temporada nessa época do ano. Ele conta que alugou por R$ 2.000, desde novembro, para os quatro dias de carnaval, com diária a 500 reais. A casa do jornalista tem dois quartos, sendo um suíte, piscina, churrasqueira de alvenaria, mobiliada e varanda para quatro carros.
José Derivaldo  disse que, com o dinheiro do aluguel da casa da Barra Nova, alugou uma por R$ 800 em Duas Barras, em Jequié da Praia, para passar os quatro dias de folia com a família: “Da mesma forma que no local não tem carnaval, o aluguel foi mais em conta”, observa.

Especialistas recomendam cautela na hora de fechar o negócio
Por telefone, João Mariano chama a atenção de quem vai alugar um imóvel para ter cautela na hora de fechar o negócio. “Pesquisar o melhor preço e o local da acomodação, antes do período que vai usar é sempre o melhor negócio; não é indicado à pessoa assinar o contrato sem saber o que está assinando”, argumenta.
Segundo Mariano, a principal opção é fazer uma vistoria ou também contratar um corretor de confiança. “Já aconteceram casos em que houve o pagamento adiantado e o imóvel nem existia. É importante visitar o imóvel antes de contratar, caso não seja possível, o indicado é contratar um corretor para não se surpreender depois. Na visita é interessante procurar ver se o que está no contrato está realmente funcionando”, explica.
Outra dica, segundo os corretores de imóveis é que, no momento de assinar os papéis, a atenção deve ser dobrada, pois, “na maioria dos casos, os imóveis são alugados para grupos e é indicado que mais de uma pessoa fique como responsável. O contrato prevê obrigações e deveres e o ideal é que seja feio por escrito envolvendo mais de uma pessoa”, destaca.
OLINDA E SALVADOR
A reportagem pesquisou os preços que estão sendo cobrados em Olinda, nas ruas do foco da folia. O aluguel de um casarão para a temporada de carnaval pode custar até R$ 60 mil a R$ 70 mil. Mas há também aluguel de casas com cinco quartos, em outros bairros, com aluguel semanal de R$ 12 mil. Uma casa com três quartos e distante da folia custa R$ 3.500.
Na imobiliária pesquisada em Salvador, um apartamento por temporada, para o Carnaval e a Copa do Mundo, dois ambientes, está sendo alugado por R$ 3.000. Outro imóvel pesquisado, também na capital baiana, ao lado do circuito do carnaval, com capacidade para três pessoas, está sendo alugado por R$ 2.500.
O imóvel está mobiliado e fica pertinho do Pelourinho, desfile de blocos e trios elétricos, vizinho a supermercados, padarias, restaurantes, lanchonetes, bancos, shoppings, bares, Polícia Militar. O anúncio diz que para outro período o preço é a combinar.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Para quem se acha o melhor...



Olívia de Cássia – jornalista

Enquanto aguardo o horário de uma entrevista numa tarde calorenta da semana, vou pensando em algumas questões e em como funciona a cabeça de algumas pessoas. O ser humano é mesmo muito complexo, mas às vezes esquece que é na simplicidade que a gente se encontra.

Não adianta a gente procurar solução para nossos problemas em situações complicadas, em outras pessoas mais complicadas ainda, porque de complicada às vezes, bastam as implicações que surgem no nosso cotidiano, fruto muitas vezes da nossa própria incapacidade de interagir ou de outras circunstâncias mais complicadas. Mas melhor reparo, a melhor iniciativa é a simplificação: isso eu aprendi não faz muito tempo.

Tem gente que se orgulha, empina o peito e faz questão de querer mandar em todo mundo, em querer se impor, ser o dono da verdade e ser melhor que os outros: às vezes agindo até com arrogância em suas falas; só valoriza quem tem poder e dinheiro ou quem pode lhes dar um retorno, de preferência financeiro. 

Procuro me afastar dessa gente, sempre que posso, não por querer ser melhor, mas avalio que esse tipo de comportamento me faz mal, interfere na minha felicidade e no meu metabolismo.  Segundo a terapeuta floral Carolina Arêas, essas pessoas são de difícil trato.

“Conhecidos como pavio curto, não pensam duas vezes antes de explodir diante de qualquer contrariedade. Pior ainda se a sua opinião for diferente da deles. Pessoas que se consideram donas da verdade não poupam argumentos, palavras e o que mais for preciso para provarem que seu ponto de vista é sempre o certo”, observa.   

O escritor gaúcho Erico Verissimo escreveu muito sobre isso em suas obras, em seus romances de crítica social e observação da sociedade rio-grandense, fazendo uma análise geral do homem e suas variações de caráter, tanto da zona rural quanto urbana. Outros autores da minha preferência também abordaram esses temas.

Eu penso que ler ainda é a solução para a burrice, mas a intolerância e a falta de caráter, infelizmente, não se esvaem com a leitura e o aprendizado dos livros, embora eu acredite que ler é sempre um estimulante essencial em nossas vidas.

E como disse alguém outro dia:  “A leitura habitual e incessante provoca experiências místicas e rompe muros da mediocridade e da ignorância, inspirando o espírito a avançar em direção da luz, da sabedoria e do aprendizado ilimitado”.

Em ‘A intolerância dos Saberes diferentes’, Valdecy Carneiro escreve que é comum algumas pessoas, ao atingirem ou alcançarem um conhecimento ou reconhecimento, se colocarem na posição de julgadores dos seus semelhantes.

E ele argumenta: “Assusta-me a intransigência dos donos da Verdade. Por que os saberes não podem ser complementares, em vez de antagônicos? Por que é tão difícil compreender que a hipótese de um não exclui ou invalida, necessariamente, a hipótese do outro?”.

Segundo o autor, a afirmação de uma coisa, não é necessariamente a negação de outra coisa. “A convivência é uma arte. Penso que o ato de conviver passe por três fases, a saber: tolerância, respeito e aceitação”. Essa é a nossa reflexão para hoje. Fiquem com Deus.

Medeiros critica iniciativa do Detran de transferir a perícia do órgão para a SMTT

Foto: Camila Ferraz


Camila Ferraz – Ascom

Durante a sessão desta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa, o deputado Ronaldo Medeiros fez um pronunciamento criticando a iniciativa do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas – Detran, que vai transferir a perícia oficial feita pelo órgão para a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito – SMTT, o parlamentar afirmou que na sua opinião a SMTT não tem estrutura para tal atividade o que dificultaria ainda mais a vida de quem precisa deste serviço.

“O setor de perícia hoje conta com 28 técnicos que trabalham há anos nesta função, então eu pergunto para onde vai este pessoal? A SMTT com a estrutura atual vai suportar também este serviço? Acredito que não. E me assusta receber a informação de que no informativo do próprio Detran mostra que o serviço da perícia aqui em Alagoas é um dos melhores do Brasil, então aquilo que no Governo está dando certo estão querendo transferir para outro órgão. Aqui o nosso repúdio e o nosso apoio aos funcionários do Detran”, disse Medeiros.

PROTESTOS

Ainda em sua fala, o parlamentar também questionou os protestos realizados nas rodovias alagoanas onde os manifestantes fecham a estrada com pneus e outros materiais e retiram o direito de ir e vir dos cidadãos.
“Indo para Santana do Ipanema hoje encontrei um bloqueio próximo à Polícia Federal, pneus queimados, pedras e pedaços de madeira bloqueavam a estrada, tive que desviar o caminho, mais à frente. Chegando a Dois Riachos outro protesto, mais pneus queimados, em ambos eu pude ver ambulâncias, ônibus e pessoas que possuíam compromissos, que iam realizar exames médicos, presenciei uma senhora de 72 anos de idade, doente relatando que iria perder a consulta. Defendo e sempre defenderei o direito de protestar, mas e o direito de ir e vir?”, questionou o deputado.


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Cresce o destino turístico para os cânions do São Francisco

Divulgação
Olívia de Cássia – Repórter


O turismo para a região dos cânions do São Francisco está crescendo e cada dia atrai maior número de turistas ao local. Com um pacote de R$ 190, o visitante pode ir e voltar de van, passear de catamarã, no meio dos cânions, tomar banho numa plataforma de 150 metros, almoçar e ainda conhecer o Museu do Cangaço, em Piranhas Velha.

Amanda Calheiros fez o passeio no último sábado de janeiro e conta que ficou encantada com o que viu. Ela foi com a família e pensa em voltar ao local. “É tudo muito bonito, tem muita gente de fora e o que mais gostei foi o banho em uma plataforma flutuante do próprio restaurante. A plataforma tem 150 metros de profundidade; é lindo”, ressalta.

Além disso, Amanda ressalta que no passeio é feita uma homenagem a São Francisco de Assis. “O clima no barco é muito gostoso, tem uma música que vai preparando o turista para a homenagem e contagia todo mundo; na volta, conhecemos o Museu do Cangaço”, pontua.

Seu Márcio Nascimento é organizador dos passeios e proprietário de uma das agências que fazem o traslado de turistas. Ele observa que geralmente o passeio é feito com 40 pessoas e o próximo será no dia 22, e chega em Maceió às 20h; esse tipo de passeio é conhecido no meio turístico como bate e volta.

“Chegando lá embarcaremos num catamarã, faremos um passeio de três horas; nesse período teremos uma parada na plataforma, onde foi cenário da novela Cordel Encantado (da Rede Globo) e a minissérie Amores Roubados. Lá ficamos uma hora, onde as pessoas poderão comprar artesanato e tomar banho. É uma área de lazer com infraestrutura impecável”, ressalta.

O bate e volta é feito no último sábado de cada mês, segundo Márcio Nascimento. Outros turistas vão de carro e encontram com o grupo no ponto e vão fazer a mesma rota, conhecendo os pontos turísticos do local.

“O passeio rápido é muito proveitoso: na volta, depois do almoço, a gente ainda dá de cortesia um passeio ao Museu do Cangaço, em Piranhas Velha, uma cidade histórica, com centro de artesanato, onde o visitante pode tirar belas fotos”. Outro passeio está previsto para março, segundo o empresário.

INVESTIMENTO

 Até julho de 2015 a Secretaria de Turismo do Estado possui ações a serem realizadas pelo Projeto de Dinamização do São Francisco que tem um investimento inicial de três milhões de reais, mas por meio da captação de parceiros esse investimento aumentou. 

Além disso, segundo a diretora de Destinos e Produtos e interlocutora da região, Sandra Villanova, ações de marketing e projetos pontuais “com o intuito de aumentar a visibilidade da região, como o projeto "Alagoas nas Velas" onde a região do São Francisco foi contemplada com 12 jangadas; as placas que estão sendo reformadas e cinco municípios foram contemplados. Além disso, ela pontua que tem a  captação de mídia em revistas nacionais e famtour para jornalistas.

Segundo a diretora, como o turismo na região está em ascensão ainda não há como mensurar com exatidão o número exato de hotéis, restaurantes e pousadas do local, pois alguns empreendimentos não fazem parte do Cadastur. 

Segundo ela, o setor responsável (Destinos e Produtos) está fazendo uma média, baseada nos dados do inventário, pois a região do São Francisco, devido à quantidade de leitos e empreendimentos turísticos, está mais preparada para receber um público segmentado.

Dados da Prefeitura de Piranhas, encaminhados à Setur, indicam que houve um aumento de 40% no fluxo de visitantes em 2013, contra 2012. “O Governo do Estado tem trabalhado junto às prefeituras para melhorar questões como acesso aos municípios, segurança e infraestrutura urbana. A Secretaria de Estado do Turismo trabalha na captação de recursos para melhorar a visibilidade do destino, para posicionar a região no mercado nacional e internacional”, conta a diretora.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

BLACK BLOCKS: JÁ VIMOS ISSO ANTES

Anivaldo Miranda (*)

Quando um fato político é envolto em certa cortina de mistério, um dos métodos mais tradicionais para desvendá-lo é sempre perguntar-se a quem ou a qual propósito serve ou não serve, seja consciente ou inconscientemente. Para entender o súbito emergir dos Black Blocs na cena político-social e na grande mídia, para além dos estragos materiais que causam, utilizar o velho método de investigação é sempre aconselhável, pelo menos para dar celeridade a esse entendimento.

Não há qualquer margem de erro se afirmarmos que, definitivamente, os Black Blocs não servem aos propósitos das centenas de milhares de pessoas que foram às ruas, nas jornadas de junho de 2013, para protestar contra a péssima qualidade dos serviços no Brasil e, por tabela, contra as grandes mazelas do país, a começar pela corrupção, passando pela violência e pelos gastos públicos de necessidade discutível, dentre outros.

Do ponto de vista prático, é visível a percepção de que o irromper de sua aparição nas manifestações massivas - nas quais o volume impressionante de pessoas indignadas com os governos por si só estava gerando efeitos políticos positivos e imediatos - funcionou como uma ducha de água fria e, de fato, serviu apenas para acelerar prematuramente o refluxo do movimento, mesmo considerando todo o seu caráter difuso, heterogêneo e passageiro.

Os Black Blocs, portanto, funcionaram como elementos de neutralização e até de distorção da imagem dos movimentos de junho, fornecendo valioso discurso para muitos setores dos governos, partidos, poderes e instituições que, incomodados com a cobrança das ruas, ansiavam por argumentos que lhes permitissem desqualificar ou ignorar o conteúdo das bandeiras que reclamavam mudanças mais profundas no cotidiano da atividade política, administrativa e econômica do país.

Não foi, portanto, a polícia, como quiseram apresentar os Black Blocs e seus teóricos, anônimos ou não, o elemento de que se beneficiou o sistema instituído, para esvaziar os movimentos, mas, sim, o efeito desmobilizador e desorientador da violência gratuita que explodiu exatamente no momento em que o caráter pacífico e massivo das manifestações atraíam multidões cada vez maiores, numa demonstração de maturidade democrática que colocou o chamado “establishment” totalmente na defensiva.

A polícia e as autoridades a que estão submetidas deram, evidentemente, várias demonstrações de despreparo no desempenho de suas funções diante de manifestações públicas onde seu papel é garantir o direito de reunião e, ao mesmo tempo, ordenar o trânsito e prevenir ou coibir, evidentemente, atos de vandalismo. 

Mas, não foram a inatividade algumas vezes deliberada da força pública ou os excessos oficiais de violência, sempre condenáveis, embora totalmente passíveis de correção, o que prevaleceu como a tônica daqueles eventos. Essa, é óbvio, foi dada pela inconsequência dos Black Blocs e por todos os pescadores de águas turvas a eles associados direta ou indiretamente ou deles beneficiários.

Política e ideologicamente os Black Blocs são primários e seus argumentos toscos, além de se constituírem em minorias visíveis. Ocorre, porém, que, devidamente manipulados ou ignorados, podem se constituir, dentre tantas outras minorias de caráter extremista, seja de esquerda, religiosas fundamentalistas ou até fascistas, em fatores negativos para o processo de amadurecimento democrático do Brasil.

Por isso suas ações merecem atenção e suas postulações merecem resposta, sobretudo no contexto das redes sociais, onde uma parcela importante da juventude que se inclina à politização pode ser atraída por um discurso anacrônico historicamente, mas passível de se apresentar como algo novo mediante uma “mãozinha” de certos acadêmicos que, nostálgicos, querem repetir caricatamente experiências que o passado das lutas sociais já esgotou.

Carentes de legitimidade política, identidade ideológica e referência histórica, grupos do tipo Black Bloc precisam desesperadamente de algumas conceituações teóricas, mesmo simplórias e no caso supostamente de esquerda, para a composição de um discurso minimamente palatável como justificativa de suas ações e de seu proselitismo.

Foram, portanto, buscar no movimento autonomista europeu e nas postulações aventureiras da chamada “ação direta,” a inspiração para replicar no Brasil, 30 anos depois, táticas de ação violenta que agora se destinam atingir os símbolos mais visíveis do capitalismo globalizado como forma de superação dos métodos ditos ineficientes dos movimentos sociais e políticos que se utilizam dos instrumentos democráticos para fazer avançar na sociedade o processo contínuo de conquistas de direitos e transformação da sociedade.

Como se constitui contradição intransponível reclamar-se de esquerda e, ao mesmo tempo, abominar os espaços democráticos que a sociedade e a própria esquerda conquistaram para viabilizar o avanço de suas lutas, os Black Blocs apresentam-se, para justificar sua presença nos movimentos, como os “defensores” dos manifestantes contra a truculência da polícia cuja intervenção eles próprios provocam ao transpor as fronteiras daquilo que poderia ser caracterizado como indignação cívica, evoluindo, assim, para a prática de atos de vandalismo totalmente gratuitos.

Os melhores defensores das manifestações são a Constituição da República, o caráter massivo dessas manifestações, a justeza de suas bandeiras e, sobretudo, a maturidade política e capacidade de organização dos manifestantes. Numa democracia, nada melhor que o exercício das liberdades públicas e dos direitos constitucionais para dar segurança e fazer avançar as lutas da comunidade. Desconfiai, portanto, de quaisquer “defensores” da sociedade que se arvoram como tais sem antes ter o cuidado de perguntar ao povo se por eles deseja ser “defendido.”

Como as redes sociais no contexto da Internet representam uma evolução da modernidade comunicativa, onde a interatividade do fluxo astronômico de mensagens dispensa a ideia de centros de comando, os Black Blocs e assemelhados, disso procuram se servir para construir, no terreno da ação política, uma falsa similitude com o ambiente libertário, digamos assim, da Internet.
Adicionam a isso uma outra similitude, dessa vez histórica, com as raízes do anarquismo, muito embora, em termos conceituais e práticos, estejam anos luz de distância seja das condições histórico-sociais que produziram o anarquismo, seja dos fundamentos de sua teoria político-ideológica.

Críticos do capitalismo monopolista globalizado são, em verdade, um produto bizarro da própria globalização capitalista que estimula, não raro, a cópia caricatural de fenômenos europeus em contextos brasileiros, sem qualquer adaptação ou tratamento crítico, atendendo a um modismo e a uma espécie de macaquice midiática que reflete a própria miséria ideológica da esquerda a que esses Black Blocs dizem pertencer.

Porém, como se constituem em grupos formados majoritariamente por jovens e se utilizam de um discurso apelativo à coragem, ao desprendimento, à negação do “estabelecido” e ao imaginário supostamente emancipador, os Black Blocs atingem ideologicamente um contingente de pessoas que é bem maior do que aquilo que fisicamente eles podem mobilizar, ou seja, muitas pessoas não se dispõem a fazer o que eles fazem, mas no fundo por tal coisa sentem simpatia. E isso não é bom para a democracia.

Não é bom porque vários grupos, segmentos partidários, movimentos de diversa extração ideológica, seja de esquerda ou direita, partindo de outras premissas ou plataformas reivindicatórias, também demonstram desprezo pelos instrumentos e pela convivência democrática, seja porque consideram-nos ineficientes para o alcance dos seus objetivos, seja porque são intrinsecamente favoráveis a algum tipo de ordenamento autoritário ou ditatorial da sociedade.

E essa é a razão pela qual, todos aqueles que, de alguma forma, agem para desestabilizar a democracia merecem ser desmascarados, porque a democracia atual, mesmo com todas as suas imperfeições e lacunas, é a maior conquista que os brasileiros conseguiram em séculos de enormes sacrifícios e lutas por uma sociedade mais livre, mais justa e mais igual.

Traçar paralelos entre a ação dos atuais Black Blocs e a juventude que se enfrentava com a polícia nos tempos da ditadura não tem o menor cabimento. Primeiro porque naquele tempo as balas não eram de borracha. Segundo porque os jovens que se enfrentavam nas ruas lutavam pelo direito de se manifestar pacificamente, terceiro, seu alvo nunca foi gratuitamente o patrimônio público ou de terceiros e, por último, a polícia daqueles tempos estava a serviço de uma ditadura militar e não de governos eleitos pelo voto e, consequentemente, passíveis de cobrança caso ajam indevidamente no uso da força policial.

A Constituição Brasileira e as liberdades públicas consagradas, onde desaguam os direitos e deveres de todos os cidadãos e cidadãs, não podem ser objeto de tergiversação. Defendê-las, estendê-las e fazer avançar a convivência democrática é sempre a tarefa mais revolucionária de todas, porque a democracia, como exercício do contraditório, é a própria e insubstituível condição para que as demandas populares, a luta contra as injustiças e as transformações sociais não somente avancem, como se consolidem. Fora desse entendimento, todo e qualquer comportamento que solapa as bases dessa convivência, não passa de provocação e ato de intolerância. E isso nós já vimos antes.


(*) Anivaldo Miranda é jornalista e Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável pela Universidade Federal de Alagoas.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Que venha o ano festivo...

Olívia de Cássia - jornalista

Daqui a pouco teremos os festejos de Momo, logo no começo do mês de março; depois, a Semana Santa, a Copa, uma campanha eleitoral e as eleições: e tudo vira uma grande festa nesta terra amada chamada Brasil e eu, como festeira que sou não acho tão ruim. Tomara que seja um ano de trabalho, produtividade, muita paz e que consigamos nos fortalecer.  

Cá com meus botões, não alimento mais em mim nenhuma expectativa com relação aos outros, a projetos mirabolantes que são alardeados em épocas eleitorais, feito o canto da sereia. Não acredito mais em promessas vãs.

Hoje em dia eu creio mais em projetos que se concretizam, em propostas viáveis, em quem faz ao invés de ficar criticando. Com tanta notícia negativa cercando o meio político, é bom ter cautela e discernimento, mas também não cair em esparrelas de denúncias vazias, em boatos maldosos e baixarias.

As redes sociais este ano serão uma porta de entrada para muita especulação e é bom ficar de olho. Não tenho mais ilusões e como disse o poeta ‘foram todas perdidas’. Muita coisa ruim deve vir pela frente nesse período e cada dia eu aprendo mais com o ser humano; não me surpreendo doravante com atitudes grosseiras, corrupções e falta de lealdade. Tudo isso anda junto e misturado.

Tenho dito que aprendi muito nesse meio século e pouquinho de vida e não vou mais deixar que me magoem, de uma forma ou de outra. O ser humano é muito venal quando quer e quando os interesses escusos lhes fazem ultrapassar a barreira da gentileza e da honestidade.

Carrego comigo conceitos que apendi com meus pais e muitos nem precisaram ser ditos, porque foram assimilados pela conduta de ambos. Meus pais não tiveram estudos, vieram da roça, mas carregavam consigo ricos valores que nos foram transmitidos para toda a vida. E vez ou outra eu estou a rememorar as lições que aprendi com eles.

Foram muitos os ensinamentos, que, de uma forma ou de outa, me fizeram uma cidadã consciente e uma pessoa melhor.E cada dia eu procuro melhorar; não que eu seja melhor do que ninguém, mas aprendi que cada dia é um aprendizado a mais que temos. Com perseverança, com um pensamento positivo e muita força de vontade eu vou seguindo.

A gente aprende com as decepções e elas se transformam em experiências que vão se acumulando ao longo do tempo e vão fazendo a gente crescer como ser humano.  Mas esse crescimento interior também depende de que forma nós vamos alimentando o nosso cotidiano. Que venha esse ano festivo e atípico que todos dizem por aí.

Compositor e cantor alagoano, Almir Lopes lança Língua Brasil, seu quinto CD

Festa de apresentação acontece no Iate Clube Pajussara, nesta quinta
 Olívia de Cássia – Repórter
 Quem vive a noite da capital alagoana conhece o talento musical do cantor e compositor Amir Lopes, que lança seu quinto CD no Iate Clube Pajussara, numa festa que acontece nesta quinta-feira, 13, às 20h30 e vai reunir artistas, músicos e o público que gosta de uma boa música.
Propondo um resgate do frevo-canção, o ‘Língua Brasil’ tem arranjos, voz, violão e instrumentação do próprio Almir Lopes, com canções autorais e algumas parcerias e uma diversidade de ritmos como: sambão, forró pé de serra, frevo, bolero e uma toada, segundo o músico, mas o que predomina mesmo é o frevo, numa tentativa de trazer de volta esse ritmo para os alagoanos.
“São 15 músicas e entre elas nove frevos-canções, valorizando a tradição, tentando fortalecer o frevo e dando uma contribuição, na tentativa de resgatar esse estilo no Estado”, conta o artista.
O trabalho eclético de Almir Lopes conta com as parcerias de Zailton e Zenildo Sarmento, Valdemir Gomes (Ling), Alberto Sextafeira, Ernande Lopes,  Maxwell Barros e José Pitanga Porto e aborda vários temas.  
Alagoano nascido em Maceió, Almir Lopes conta que começou na música em 1972 e participou de várias bandas, projetos diversos e passou para uma carreira-solo. Ele avalia que a conjuntura atual para o músico do Estado está mais fácil, pelo barateamento dos custos.  
A música de trabalho do CD ‘Língua Brasil’ é ‘Amor a Maceió’, que fala das belezas da cidade: “Maceió, Maceió\ Beleza por beleza\ Olha aqui Oh!\ Te amo Maceió\ Teu mar beijando a areia\ coqueiro a fruta é boa\ Vem e vai ao chão\ A ti nunca ou dar não\ És o meu vidão\ Nem a pau não saio não\ Maceió...\Lagoas, frutos muitos naturais\ Paisagens diversas, floridas\Muheres lindas\ Nunca já se viu\Belezas do meu Brasil”, diz a música.
Também merecem destaque as faixas: Meter a língua;  Forropiado; Zé Pineu; Eu não sabia; Nem aí, entre outras canções. Mais informações sobre o trabalho de Almir Lopes e o show desta quinta-feira ligar para: (82) 9351.9663 \ 8826.3522 \ 9984.5090.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Padre Raul coordena recolhimento espiritual

No dia 16 de fevereiro acontece um recolhimento espiritual que está sendo coordenado pelo  padre Raul Moreira Filho, na Casa da Formação das Irmãs do Sagrado Coração, na Serraria , próximo ao Colégio São Judas Tadeu.

O evento tem por objetivo alcançar “a todos aqueles que precisam ouvir a palavra de Deus, que precisa ser escutada, porque no barulho fica difícil ouvir”, observa o padre.

Ele explica que será um momento de adoração, louvor, oração, que acontece em um só dia,  das 8h30 às 16h30, terminando com uma missa. Na oportunidade  também haverá padres para confessar”, pontua.

A taxa de inscrição para o retiro é de R$ 35, com direito a lanche e alimentação. Informações: 9622-2205/ 9107-8666.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

As frases que não foram ditas

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Queria escrever frases bonitas
Aquelas que não foram ditas na hora certa.
Que pudessem dizer o que sinto agora.
Depois de ter acordado para a vida.
Eu queria tentar colocar para fora
Tudo o que agora sei, de ti e de mim...
Todo o sentimento molhado de lágrimas
Que ficaram retidas na tua ingratidão.
Lágrimas caídas em vão,
Que quase me levaram
A perder a razão...


Alagoas supera média nacional e tem aumento da população carcerária em mais de 100%

Ilustração: Billo
Dados da Sgap indicam que há um excedente de 1.642 presos no Estado, somando-se o regime fechado mais o semiaberto

Olívia de Cássia – Repórter

Enquanto no País a população carcerária cresceu quase 30% em cinco anos, segundo o relatório Mundial sobre Direitos Humanos, divulgado pela organização não governamental Human Rights Watch (HRW), os dados da Superintendência Geral de Administração Penitenciária (Sgap) da Secretaria de Defesa Social do Estado mostram que no mesmo período a população carcerária alagoana teve um crescimento de 100,4%.

Esse somatório se deu contando com as pessoas recolhidas no sistema prisional; condenados em regime semiaberto; presos em regime aberto; custodiados em penitenciárias federais e presos em delegacias. A reportagem da Tribuna Independente constatou que há um excedente de 1.642 presos no sistema, somando-se o regime fechado mais o semiaberto.

Em 2009, a população carcerária alagoana recolhida no sistema prisional, em sua totalidade,  era de 2.794; em 2010 esse número aumentou para 3.160; em 2011 era de 3.994; em 2012 subiu para 4.784; 2013 voltou a subir para 5.509; e em 2014 já está com 5.521 presos.

Segundo os dados da Sgap, a média dos presos recolhidos nas unidades prisionais é de 59%; já os presos provisórios: 1.756; os detidos nas unidades prisionais: 3.020; presos em delegacias: 362. Acrescente-se a isso o número de presos cumprindo pena em regime aberto (853); os que estão cumprindo pena em regime semiaberto (1.238); e os das penitenciárias federais (48).

MULHERES

Segundo o Relatório Final da CPMI sobre Violência Contra a Mulher, nos últimos anos no País o número de mulheres encarceradas tem aumentado. Em Alagas, segundo os dados oficiais, 267 mulheres estão encarceradas, sendo que 128 são presas provisórias; 37 em regime fechado; três estão sob medidas de segurança; 168 recolhidas nas unidades prisionais; 59 em regime semiaberto e 40 em regime aberto.

A capacidade populacional de presos em Alagoas é de 2.616 e 404 são excedentes, em se tratando de regime fechado. Ainda segundo os dados enviados pela Sgap à redação da Tribuna Independente, há um déficit de vagas de 1.642, somando-se o regime fechado mais o semiaberto.

Foto Olívia de Cássia
Advogado Raphael Souza
Déficit social e atraso da prestação jurisdicional contribuem para precarização do sistema

O advogado Raphael Souza avalia que o atraso da prestação jurisdicional certamente contribui para a precarização do sistema prisional brasileiro, mas é apenas um agravante. 

“O foco do problema é o déficit social que o nosso estado-nação tem para com aqueles sem muitos recursos. Eu sei que é clichê, mas tudo na verdade se origina pela falta de educação, na precarização do sistema educacional estatal, e de programas que afastem principalmente os jovens da ociosidade”, argumenta.

Raphael Souza pontua que a precarização do sistema penal brasileiro adota na prática uma política de segregação. “Aqueles que não se enquadram na conduta social exigida devem ser afastados da sociedade, mas esquecem de que em algum momento eles irão retornar ao convívio coletivo. Outro ponto relevante também se centra no que eu chamo de ‘dessocialização do crime’. A maior parte da população acredita que alguém comete um crime simplesmente por que é uma pessoa má, e não é bem assim”, ressalta.

COMPLEXIDADE SOCIAL

O advogado explica que o crime é um fato social complexo com inúmeras circunstâncias que devem ser levadas em consideração, como por exemplo, a herança social que foi deixada àquele que hoje é um criminoso. “Em larga maioria são geralmente pobres, negros que não tiveram (ou se tiveram de forma totalmente inadequada) ligação com o estado social, pessoas que não tiveram um digno acesso ao estado saúde, educação e que muitas vezes só conhecem o estado polícia repressor”, conceitua.

Raphael Souza avalia que, enquanto o estado e a sociedade virem o crime e o criminoso apenas pelo aspecto jurídico, deixando de lado sua complexidade social, as penitenciárias continuarão a receber mais pessoas. “Enquanto continuarmos assim estaremos enxugando gelo”, ironiza.

Sociólogo avalia que desajuste estrutural é o principal causador da violência

Sociólogo Sávio Almeida. Foto: Divulgação
O sociólogo Luís Sávio de Almeida, escritor e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), avalia que são inúmeros os fatores causadores da violência, que fazem com que esteja aumentando a população carcerária, também em Alagoas. Segundo ele, o principal a ser considerado é o desajuste estrutural e, nele, a forma de organização do poder.

“Nós somos uma sociedade cuja matriz de produção plasmada na colônia, construiu uma sociedade excludente, uma política violenta e uma economia dependente. Se dermos ao termo violência a possibilidade de abranger a tudo aquilo que retira a densidade constitucional, Alagoas em si é um crime”, diz ele. Sávio Almeida observa que normalmente se dá à pobreza, a responsabilidade pelo nível de violência que assola o Estado.

“E fica um círculo vicioso: somos violentos por sermos pobres e somos pobres por sermos violentos. O Estado de Alagoas tem sido e é o violento nesta história toda. Não o pobre; a elite é terrível, seja ela de qual matiz for. Passamos séculos fabricando o que se encontra escancarado e não queremos dormir com o barulho e, então, distribuímos culpas concentradas nas grotas”, analisa.

Segundo o sociólogo, não é com atividade policialesca que a situação mudará e nem com uma revisão moralista de vida.  “Ou o estado se revisa e cumpre seu papel, ou ele armazenará seu rol de culpas para transferir para quem é pobre e por ele mesmo ajudado a fabricar. A coisa é mais embaixo; vai ficar é cada vez pior, pois a velocidade de acesso aos bens e serviços gerados pelo Estado é bem menor do que a velocidade do roubo institucional”,  avalia.
  
Governo federal regulamenta Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura

Advogado Pedro Montenegro> Foto: Divulgação
No dia 6 de janeiro último, a presidente Dilma Rousseff regulamentou o funcionamento do Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, que tem o objetivo de fortalecer a prevenção e o combate à tortura e a outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes, respeitando a integralidade dos direitos humanos, em especial os das pessoas privadas de liberdade.

O consultor em Políticas Públicas de Direitos Humanos e Segurança Pública, Pedro Montenegro, coordenou a elaboração da instituição e explica que teve a honra de coordenar a sua elaboração na condição de primeiro coordenador geral de combate à tortura da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República no governo do presidente Lula.

Ele avalia que o Estado brasileiro, ao ratificar o Protocolo Facultativo à Convenção das Nações Unidas contra a Tortura, contraiu a obrigação internacional de “manter, designar ou estabelecer, dentro de um ano da entrada em vigor do Protocolo ou de sua ratificação ou adesão, um ou mais mecanismos preventivos nacionais independentes para a prevenção da tortura em nível doméstico”, observa.

MEDIDAS PREVENTIVAS

Pedro Montenegro fala que esses mecanismos – na verdade, órgãos voltados para a coordenação da implementação de medidas preventivas – deverão ter garantida sua “independência funcional” e ter competência para “examinar regularmente o tratamento de pessoas privadas de sua liberdade, em centro de detenção”, explica.

Segundo ele, esses órgãos também devem fazer recomendações às autoridades e submeter propostas e observações a respeito da legislação existente ou em projeto. “Enfim, os ‘mecanismos’ nacionais deverão gozar das prerrogativas que estão alinhadas no artigo 20 do Protocolo Facultativo”, ressalta.

AVANÇOS

A sanção da Lei nº 12.847, de 2 de agosto de 2013,  segundo Pedro Montenegro, “são avanços extraordinários e incontestes, fortalecendo e revigorando a sociedade civil e entidades públicas em todo o país, para erradicar todas as formas de violência institucional e, em especial, uma das suas piores e mais aviltantes formas: a tortura”, destaca.

Segundo Montenegro, para funcionar com efetividade vai depender da eficiência e eficácia se cada um dos estados da Federação implantar mecanismos estaduais de prevenção assemelhados ao nacional.

Brasil é um dos países com maior população carcerária do mundo

O advogado Pedro Montenegro argumenta que o Brasil é hoje uma das nações com a maior população carcerária do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. “Segundo os dados do Sistema de Informações Penitenciárias do Ministério da Justiça (Infopen 2011), a taxa de encarceramento no Brasil triplicou nos últimos 15 anos, e a população carcerária já ultrapassa meio milhão de pessoas (513.802) – um universo em que 93% são homens e 48% possuem menos de 30 anos de idade”, ressalta.

Associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Pedro Montenegro argumenta que as  prisões brasileiras são uma fotografia da iníqua desigualdade e exclusão social da sociedade brasileira: “Uma espécie de sistema de apartação social, legitimado pelo sistema de justiça penal, seletivo, que criminaliza a população empobrecida, principalmente jovem e negra”.

Segundo ele, o vertiginoso crescimento da população carcerária, - iniciado no país nos anos 90  - é consequência da política neoliberal caracterizada pelo Estado Mínimo em relação às políticas sociais e pelo Estado Penal Máximo para as populações empobrecidas.

O consultor de Políticas Públicas ressalta que não é uma mera questão de morosidade, de atraso do sistema de justiça penal. “É questão da concepção e fundamentos do Estado Penal Máximo e sua crença ilusória e bastante popular de que o aumento da população carcerária se traduziria necessariamente por uma redução automática da criminalidade, em razão do efeito de "neutralização" que teria sobre os condenados”, diz.

Pedro ressalta que na verdade, a partir do momento em que é aplicado o encarceramento em massa ocorre o recrutamento de novos delinquentes para suceder aos que foram encarcerados. “Assim, um pequeno traficante de drogas encarcerado é imediatamente substituído por outro, desde que subsista intacta a exuberante economia informal dominada pelo lucrativo comércio da droga”, ensina.

Sindgráficos comemora dia da categoria com atividades recreativas

 Foto: Tribuna Hoje
José Paulo Gabriel, presidente da entidade, diz que setor vem tendo ganhos significativos e contribui com desenvolvimento do país

Olívia de Cássia – Repórter


O Dia do Gráfico, comemorado no dia 7 último, será lembrado neste sábado, 8, a partir das 10h, com uma confraternização no clube da categoria, em Coqueiro Seco. O evento reunirá os gráficos e familiares e segundo o presidente do Sindicato dos Gráficos de Alagoas (Sindgráficos), José Paul Gabriel dos Santos, a data será comemorada em grande estilo, com muitas conquistas como a evolução do setor no Estado.

Ele observa que os gráficos pautaram todas as outras profissões brasileiras, como ferroviários, tecelões e cafeicultores e que são referência em prol dos direitos trabalhistas, determinando  as grandes lutas.  “Por isto teve o seu reconhecimento como categoria profissional em 7 de fevereiro de 1923”, pontua.

Paulo Gabriel destaca que depois disso, outros profissionais perceberam a evolução da categoria e começaram a seguir o exemplo, a se organizaram em suas categorias formando associações e sindicatos pelo país.

Segundo ele, a categoria em Alagoas tem uma peculiaridade diferente das demais: “O dia 7 de fevereiro, apesar de ser sagrado pela importância histórica, é um dia de confraternização, reencontro de velhos amigo e muitos empresários considerados patrões para outras categorias, para a nossa, são amigos, porque também foram gráficos ou filhos deles”, observa.

O presidente do Sindgráficos e diretor financeiro da Jorgraf (Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos de Alagoas) argumenta que o trabalhador gráfico precisa acompanhar os avanços da tecnologia e as novas tendências que se destacam na área. Mesmo diante de algumas dificuldades ele diz que nos últimos cinco anos a categoria teve ganhos reais em uma média de 30%.

A outra conquista da categoria, segundo ele, é a Escola Gráfica do Senai, que tem todos os equipamentos de última geração, no sentido de atender a reciclagem dos gráficos alagoanos, preparando-os para acompanhar e manusear as novas ferramentas tecnológicas do setor.

“Desde a impressão da primeira Bíblia, em 1453, impressa por meio dos tipos de Gutemberg, passando pela impressão em caldeiras a vapor, impressora litográfica à base da pedra, impressora tipográfica apoiada pelas máquinas de linotipo e intertaipe até as nossas rotativas com impressão em off-sett,  os nossos gráficos sempre foram protagonistas e no Estado não é diferente”, explica.

SALÁRIO

A média salarial de um gráfico no Estado é de R$ 1.200, segundo Paulo Gabriel. O setor é muito diversificado e vai de profissionais da embalagem (bolsas, caixas), jornais e revistas, outdoor, comunicação visual, xerografia, designers até o setor tradicional.

Singal observa que categoria vem contribuindo com geração de emprego

Foto de Olívia de Cássia-arquivo
O presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas – Singal, Floriano Alves, disse que a categoria vem contribuindo fortemente na geração de emprego e renda e na formação da mão de obra, fazendo o desemprego diminuir. Isso se deve, segundo observa, graças à parceria entre os dois sindicatos.

“Com diálogo aberto, ético e transparente, permitindo avanços inquestionáveis para ambos os sindicatos como: ganhos reais nos índices de reajustes nas convenções; com isso proporcionando aumento significativo nos salários dos profissionais gráficos, como também avanços na confiança, respeito e parcerias, que resultam em ganhos  visíveis na qualidade de vida dos trabalhadores”, ressalta.

Floriano Alves argumenta que outros fatores também contribuem para o crescimento do setor, como a modernização da Escola Senai, que conta, segundo ele,  com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas – Fiea, “dotando-a de equipamentos de primeira geração, permitindo assim, uma melhor qualificação dos alunos, assegurando colocação imediata no mercado de trabalho, após a conclusão do curso”, ressalta.

Ele observa que o setor gera riquezas, “no momento em que estamos adequadamente preparados para atender as demandas dentro das nossas fronteiras, com qualidade, agilidade e preços competitivos, devido à modernização do nosso parque gráfico, que está apto a concorrer de igual para igual, com qualidade, prazo de entrega e preços competitivos, com todo o segmento gráfico nacional”, observa.

Floriano Alves destaca que a indústria gráfica comemorou uma importante conquista que foi o Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias – Procompi, do Estado de Alagoas, que foi aprovado pelo Conselho Nacional da CNI (Confederação Nacional da Indústria) do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).


Ele ressalta que o Programa será um divisor de águas no setor, fortalecendo o segmento em sua totalidade. “Iniciando com um diagnóstico e finalizando com a qualificação na ISO, passando por: visão de mercado, gestão, custos, estoque, processos e capacitação dos dirigentes, orientando o melhor caminho para cada empresa alcançar o crescimento sustentável”, finaliza.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

OAB divulga nota sobre cursos de Direito do Estado reprovados no Exame de Ordem

Olívia de Cássia- Repórter

A assessoria da Ordem dos Advogados do Brasil\Alagoas divulgou nota à imprensa, no final da tarde de ontem, colocando sua posição a respeito dos cursos de Direito, de faculdades alagoanas que obtiveram nota zero no XI Exame de Ordem Unificado, da OAB.

O presidente da Comissão, advogado Delcio Deliberato, comentou o resultado do certame em Alagoas e disse que é preciso cautela ao analisar a situação. Segundo ele, as quatro instituições de ensino que não obtiveram aprovação no Exame, tiveram poucos candidatos inscritos. “Número este, considerado pequeno, quando comparado às instituições que obtiveram o maior número de aprovados no Estado”, observa.

Delcio Deliberato, segundo a nota, não analisa a qualidade do ensino jurídico no Estado, mas entende que “proporcionalmente, quanto menor o número de inscritos, menor a chance de aprovados” e se colocou à disposição da imprensa para esclarecer os fatos referentes ao Exame de Ordem.

O Exame unificado avaliou estudantes de Direito de 1.291 campi universitários de todo o país. O resultado divulgado é referente à primeira fase do processo, que é composto por  provas objetivas  de 16 áreas do Direito e mais o Estatuto da OAB. Segundo informações do Conselho Federal da Ordem, o índice nacional de aprovação ficou em 19,64%. Alagoas ficou abaixo da média nacional apresentando índice de 17,53%.

Dos candidatos que prestaram o exame e nenhum deles foi aprovado, estão na lista os cursos da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Instituto de Ensino Superior de Alagoas (Maceió), Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Maceió e o curso do Cesmac do polo de Palmeira dos Índios.

Os maiores índices de aprovação em Alagoas são dos cursos de Direito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que obteve 48,48% de aprovação, e da Faculdade Integrada Tiradentes (Fits) com 26,44%.

No ranking dos cursos do Nordeste, as faculdades de Alagoas também não tiveram bom desempenho. No ranking nacional, Alagoas ficou em 21º lugar. Ao todo, 126 campi não tiveram nenhum candidato aprovado na segunda etapa.

A reportagem tentou contato com duas faculdades que não tiveram alunos aprovados no Exame da OAB, mas até o fechamento desta edição não teve retorno.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Comissão de Combate à Violência contra a Mulher

Olívia de Cássia – jornalista

O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, promulgou no último dia 16 de janeiro a Resolução 1/14, que altera o Regimento Comum para criar a Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher.

A criação da Comissão surge como um alento para o movimento de mulheres que assiste a cada dia os crimes contra as mulheres se multiplicarem, mesmo com a criação da Lei Maria da Penha, em 2006.

 Esses crimes são geralmente praticados por parceiros ou ex-parceiros, inconformados com o fim do relacionamento ou por um sentimento de posse.

A comissão foi solicitada pelos parlamentares da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência Contra a Mulher, que encerraram seus trabalhos em 2013 com a apresentação de 13 projetos de lei, um projeto de resolução e mais de 70 recomendações a diferentes órgãos, segundo informação da Agência Câmara.

Será de competência da nova comissão: diagnosticar as lacunas existentes nas ações e serviços da Seguridade Social e na prestação de segurança pública e jurídica às mulheres vítimas de violência; apresentar propostas para consolidar a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres; realizar audiências públicas; solicitar depoimento de autoridades públicas e cidadãos; e promover intercâmbio internacional para o aperfeiçoamento Legislativo.

A comissão funcionará até 2026 e será composta de 37 titulares, sendo 27 deputados federais e dez senadores, com mandatos de dois anos. Segundo os parlamentares, ela vai auxiliar na votação das propostas que tratam do enfrentamento à violência contra a mulher, porque vai ajudar a criar mecanismos que ajudem a proteger as vítimas.

A violência contra as mulheres constitui, atualmente, uma das principais preocupações do Estado brasileiro, pois o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking mundial dos países com mais crimes praticados contra as mulheres.  

Segundo especialistas, a Comissão Permanente criada no Congresso Nacional vem reforçar a luta para a criação de delegacias e juizados específicos para o gênero feminino e vai aprofundar os estudos sobre os números e diferentes tipos de homicídios contra o extrato feminino.  

Segundo um balanço da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, de 2006 até 2012, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 alcançou mais de três milhões de denúncias. Em 2012, foram 732.468 registros – 1.577% em relação aos 46.423, em 2006. Os relatos de violência cresceram 700%: 88.685, em 2012, e 12.664, em 2006.

Dos 732.468 atendimentos, 88.685 foram de relatos de violência. Uma média de 242 por dia, dez por hora. Considerando que a cada 15 segundos uma mulher é agredida no país e 243 a cada hora, em apenas 4% dos casos as vítimas ou pessoas que convivem com elas procuraram o Ligue 180.

Segundo a coordenação da Marcha Mundial das Mulheres, medidas devem ser adotadas pelos governos com relação a políticas públicas em apoio à mulher. "É importante que os órgãos públicos usem estas recomendações como diretrizes para mudar a atual situação de violência vivida por algumas mulheres".

A coordenação da Marcha observou ainda que faltam delegacias da mulher, o que desestimula a vítima a denunciar seu agressor e, no papel, a Lei Maria da Penha funciona, mas segundo o relatório, apenas a lei não é suficiente para coibir a prática violenta.

"A Lei Maria da Penha desnaturaliza a violência e encoraja a mulher, mas a CPMI mostrou que a lei é pouco incrementada e falta incentivo do governo", conclui o estudo. 

Praia do Gunga é considerada a mais bonita do Estado, com 20,37% dos votos, no site Uol Viagem

Site coloca em votação 16 das mais belas praias de Alagoas, entre Maragogi e Piaçabuçu 

Olívia de Cássia – Repórter

Até ontem à tarde, a  Praia do Gunga estava liderando a enquete do site Uol Viagem na escolha de qual a praia mais bonita do Estado, com 20,37% dos votos, na foto de Luiz Eduardo Vaz, seguida da Praia do Francês, com 16,02% de votação e em terceiro lugar a Praia de Maragogi, com 8,79% dos votos. 

Foram dados 4.976 votos até agora, mas o site não indica o prazo final da votação e não tem a opção do perfil de quem escolheu.  

No link http://viagem.uol.com.br/album/2014/02/04/qual-a-melhor-praia-do-litoral-de-alagoas.htm#fotoNav=14, o internauta visualiza uma foto de cada praia, com a legenda indicando o município onde fica a praia e suas características.

Já do lado direito da foto, na parte de baixo e ao lado da legenda, a pessoa pode votar na praia de sua preferência. A primeira praia listada é Barreiras do Boqueirão, uma das praias de Japaratinga, na Costa dos Corais, norte de Alagoas, seguida da foto da Praia de Bitingui, em Japaratinga, também na mesma região.

Estão na lista do site especializado em turismo, a Praia do Carro Quebrado, na Barra de Santo Antônio, a 37 km ao norte de Maceió; Praia do Gunga, na Barra de São Miguel; praia de Paripueira; Ilha da Crôa; Praia do Francês; Pontal de Coruripe; praia da Lagoa do Pau, no município de Coruripe; praia de Pituba, que possui quatro praias, sendo a primeira na foz do Rio Poxim.

Além dessas, a praia de Ipioca; Barra do Camaragibe, no município de Passo do Camaragibe; Praia do Peba, em Piaçabuçu; praia de Jacarecica do Sul, em Jequiá da Praia; Praia do Patacho,  em Porto de Pedras e a praia de Maragogi, que aparece em terceiro lugar.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Quem sabe...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Um dia, quem sabe,
Vou te encontrar por aí
E dizer que eu sobrevivi,
Que venci, apesar de você.
E longe, bem longe
Das tuas artimanhas
Eu consegui ser alguém
Melhor do que fui...
Quem sabe eu possa
Te dizer que valeu a pena
Cada minuto vivido,
Cada lágrima sentida
E cada sorriso no rosto.
Quem sabe eu possa ....

Verba fedeal para as cidades atingidas pela seca está assegurada

Os 45 municípios alagoanos que decretaram situação de emergência devido à falta de chuvas já podem respirar aliviados e contar com os recursos do governo federal, pois a verba para as ações de beneficiamento já está assegurada e deve chegar por esses dias. As cidades vão receber R$ 10 milhões para o enfrentamento dos efeitos da estiagem.
A verba será utilizada exclusivamente em ações de socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais e será creditada na conta da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Alagoas (Cedec/AL.
“A verba para as ações da seca está assegurada e o projeto está em andamento”, observa o capitão Marcos Paulo, da Defesa Civil estadual.  O montante destinado pelo governo federal para os estados afetados com a seca também vai ser utilizado em serviços como: perfuração de poços e tratamento, armazenamento e distribuição de água em comunidades rurais de baixa renda.
Em Alagoas serão beneficiados os municípios de Limoeiro de Anadia, Tanque d’Arca, Lagoa da Canoa, e São Brás, além dos 41 que também se encontram em situação de emergência devido à seca, que já foram reconhecidos pelo governo federal, totalizando 45 localidades.  
Segundo a assessoria, será dada continuidade à Operação Carro-pipa atendendo os municípios que se encontram em situação de emergência, bem como será realizada uma licitação para aquisição de ração animal, por intermédio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).
Pelo projeto, as prefeituras de cada local devem promover ações sociais, como oficinas educativas sobre a gestão da água e os estados são livres para estabelecer os critérios para aplicação desse recurso.
Segundo o governo federal, a verba será destinada para nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A recomendação é que sejam priorizadas as cidades que, nos últimos nove anos, foram reconhecidas  seis ou mais vezes em situação de emergência ou calamidade pública por causa de seca, pela Secretaria Nacional de Defesa Civil.
Cada comunidade deve ter ao menos 50 famílias e renda per capita de R$ 140. O programa prevê o investimento total de quase R$ 5 bilhões e a previsão é que as principais metas sejam concluídas ainda este ano. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Presença de seleção de Gana vai incrementar turismo étnico em Alagoas

Foto: Olívia de Cássia

Fonte: assessoria\Setur-AL

Serra da Barriga será ponto de visitação de turistas e imprensa especializada que virá cobrir a Copa

O turismo alagoano está comemorando a escolha de Maceió como Centro de Treinamento da seleção de Gana para a Copa do Mundo de 2014. O estado que abrigou o maior quilombo de resistência negra no Brasil receberá a melhor seleção africana da atualidade, que utilizará o estádio Rei Pelé como local para os treinamentos antes e durante os jogos.

“Foi uma grande conquista para Alagoas, Afinal, fomos escolhidos entre os 83 locais autorizados pela Fifa” comemora Danielle Novis, secretária da Estado do Turismo. “É importante frisar que a escolha da seleção não recai apenas sobre o estádio e o hotel. A estrutura da cidade e os serviços são analisados pelos países”.

A diretoria de Marketing da Setur já começou a montar as estratégias para aproveitar a presença da equipe ganesa, dos turistas e da imprensa nacional e internacional em Alagoas.

 “Vamos potencializar o turismo étnico aqui em Alagoas. O Quilombo dos Palmares, na serra da Barriga, teve um papel fundamental na luta pela igualdade dos negros, e o mundo precisa saber disso”, afirma Paulo Kugelmas, diretor de Marketing da secretaria. “Esta será, sem dúvida, uma excelente oportunidade”.

O Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na serra da Barriga, será o ponto central desta estratégia. A proposta é convidar turistas e jornalistas para conhecer o local onde se refugiaram mais de 20 mil negros entre os anos de 1597 e 1695.

 “Ainda não sabemos qual será a agenda da seleção de Gana, mas queremos levar os atletas pra lá também. Haverá ainda campanhas publicitárias e outdoors pela cidade dando boas vindas aos nossos irmãos africanos”, afirma Kugelmas.

Além disso, o estado deu a largada, desde 2011, na campanha “Praias da Copa”, que busca atrair os turistas que pretendem descansar durante a competição. “Estamos mostrando às pessoas que Alagoas é um excelente destino para relaxar, uma vez que os preços por aqui não estarão proibitivos como nas cidades que sediarão os jogos”, explica Novis. 

“Outro aliado nosso é o aeroporto Zumbi dos Palmares, que tem vaga para 18 aeronovas no pátio, o que ajudará muito a desafogar a malha área aqui na região durante os jogos”.

Alagoas é um dos três estados escolhidos como CT que não vão sediar jogos da Copa - os outros são Sergipe e Espírito Santo. Gana é considerada hoje a melhor seleção africana, e no ultimo mundial, na África do Sul, saiu nas quartas-de-final em um jogo eletrizante contra o Uruguai, decidido nos pênaltis. 

Jogadores como os meias Boateng, do Shalke 04 (Alemanha), e Muntari, do Milan (Itália), são algumas estrelas do time. A seleção ganesa está no grupo G, com Alemanha, Portugal e Estados Unidos.