sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Retrato de um desgoverno

 Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

 Nunca no Brasil o Palácio do Planalto foi ocupado por um governo tão sofrível, para não dizer ruim mesmo. Apesar de ter recuado de dizer tanta besteira, cotidianamente, Bolsonaro desde que assumiu o governo, despreza as políticas públicas conseguidas nos governos do PT, além de pretender privatizar estatais de fundamental importância para o País, entre outros que tais. 

]Como senão bastasse, “a falta de rumo da política econômica do governo, comandada pelo ministro Paulo Guedes, resultou em uma queda de 10,94% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, apontando que o Brasil está em recessão”, segundo matéria de Camila Moreira, da Agência Reuters desta sexta-feira, 14 de agosto. 

Segundo Camila Moreira, “a pandemia de coronavírus levou a atividade econômica do Brasil a despencar um recorde de 10,94% no segundo trimestre diante das medidas de isolamento para conter a Covid-19, mas o ritmo da atividade ganhou força no final do período enquanto a economia caminha para retornar aos níveis pré-pandemia”, observa. 

O site Diário do Centro do Mundo publicou matéria apontando 17 retrocessos de Jair Bolsonaro , além disso observa que o presidente instalou no Brasil um pacote de retrocessos que pode levar o país para cenários cada vez mais sombrios se mantidos a longo prazo. Isso já estamos vendo, desde que ele assumiu a presidência. 

Os retrocessos elencados são os seguintes, para começar:


 1- Retirada da população LGBT da Política de Direitos Humanos; 

 2 - Extinção de 22,4 mil cargos da Saúde; destes, 10,6 mil são agentes comunitários;

 3 - Contrariando a OMS, ministério da Saúde de Bolsonaro veta termo violência obstétrica; 

 4 - Acabou com reajuste real do salário mínimo; 

 5 - Liberação recorde de agrotóxicos;

 6 - Amazônia perde área maior que 300 mil campos de futebol; 

 7 - Vergonha internacional – “Passou vergonha para o mundo inteiro. Durante o discurso na Assembleia-Geral da ONU em setembro, Jair fez ataques infundados e espalhou fake News como se estivesse discursando para um grupo de amigos terraplanistas. Em uma fala extremamente agressiva, Bolsonaro não teve vergonha de mentir para o mundo até mesmo sobre a preservação ambiental brasileira ao afirmar que a “a Amazônia permanece quase intocada”, observa o site. 

8 - Fim do departamento de HIV/Aids no Ministério da Saúde. 

9 - Alteração das regras na Saúde e redução do acesso ao SUS 

10- Aumento do custo do botijão de gás 

11- Desmonte do Estado e venda de empresas públicas 

12 - Reforma da Previdência que retirou direitos previdenciários 

13 - Trabalho informal, sem carteira assinada e por conta própria batem recorde 

14 - Bolsonaro prejudica desempregados ao taxar benefício do seguro-desemprego 

15 - Desmonte do programa Minha Casa Minha Vida 

16 - Dólar tem alta recorde 

17 - Tentativa de desmonte da educação.  Isso porque o levantamento foi feito em dezembro do ano passado. 

Em maio desse ano, a divulgação, no dia 22 de maio, do vídeo de uma reunião ministerial realizada um mês antes, no dia 22 de abril, revelou o despreparo do presidente, de boa parte dos ministros e o desgoverno a que o Brasil está submetido. 

Não havia pauta para essa reunião. O objetivo exclusivo, pelo que se viu foi um só, a “intocabilidade do clã Bolsonaro”. “Para proteger minha família”, diz o presidente Bolsonaro no vídeo sem qualquer pudor “Vou intervir”. E foi o que fez. 

perintendente da PF do Rio e de outros estados. “E por falar em pudor, isso é outra coisa que falta ao presidente e a muitos de seus ministros. Para quem foi eleito levantando a bandeira da moral e dos bons costumes, Bolsonaro está a léguas desses valores”, diz o site do Sintell-Rio. 

Pontua ainda o site que: quem acreditou que Bolsonaro e suas familícia fossem honestos, acreditou porque quis, “pois as atitudes amorais de Bolsonaro são públicas basta uma busca no Google. Por que ele foi expulso do Exército?”, interroga.

domingo, 9 de agosto de 2020

Para onde vamos?

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira 

 Felizmente consegui publicar meu livro de poesias, o segundo livro, Palavras sem nexo, mas não terá festa de lançamento, por conta do isolamento social que estamos vivendo, por conta da pandemia do Covid-19. 

Tomara que se descubra logo uma vacina, para deter esse monstro, que até agora já matou mais de 100 mil pessoas, no momento em que digito esse texto. Por outro lado, como se não bastasse essa agonia na saúde, o Brasil vive um dos seus piores momentos político-social-econômico. 

 Não quero dizer que não aconteceram outras crises, mas depois do golpe de 2016, o Brasil vive momentos desastrosos. Ouço músicas de gosto duvidoso aqui bem perto. Cada um tem a sua preferência. 

Dizem que a música é a terapia da alma, mas nesse caso, é muito estranho. Tento não ser intransigente com certos gostos musicais, mas todo final de semana sou obrigada a ouvir tais “músicas”. A vida vai nos permitindo ser menos exigente, ou em outros casos nem tanto. Finalmente minha reforma está acabando aqui em casa. 


Tenho tido mais momentos de ansiedade, até que eu veja tudo como eu desejei. Mas só tenho que ser grata pelas graças que tenho alcançado, depois da aposentadoria, apesar da Ataxia spinocerebellar que compromete a minha locomoção e me limita mais com o passar dos dias. Só peço um pouco clemência para desfrutar dessas conquistas que tenho tido. 

 Que o Senhor não me puna em terminar meus dias inválida. É sempre o que respondo quando me indagam se tenho medo da morte. Morrer vão um dia e é um grande mistério que ainda não nos cabe revelar. De uns tempos para cá estou introspectiva, pensando na vida e no tudo que ela me trouxe, ao longo dos meus dias, até o presente momento. 

Não posso dizer que eu seja uma mulher “normal”, mas ninguém é obrigado a ser cópia dos outros. A maturidade me trouxe algumas certezas, dúvidas e ceticismo. A imprensa mundial fala da quase inoperância do governo brasileiro, no que diz respeito a políticas publicas de enfrentamento ao Covid-19. 

O Basil é destaque em toda a mídia europeia neste domingo (9) devido à chegada aos 100 mil mortos por Covid-19. “Jornais, TVs e rádios do Velho Continente lembram que o país é o segundo em número de contaminações e óbitos, atrás apenas dos Estados Unidos, que registram 162 mil mortos. A ausência de reação por parte de Jair Bolsonaro sobre o trágico recordo não passou despercebida”. Enquanto isso vamos caminhando não se sabe pra onde.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Amanheceu

Amanheceu. O silêncio das ruas ainda se faz. Ouço o barulho do mar agitado, A duas quadras daqui. A temperatura amena ajuda o levantar cedo, apesar da vontade de ficar na cama. Os gatos se agitam pedindo comida. O sol saiu mais tarde, por causa do tempo de inverno. Há esperança em meu coração, apesar do monstro invisível que assusta o mundo todo. Apesar da ameaça visível também. Não me sinto responsável pela ascensão de quem está no poder. Podres poderes. Olívia de Cássia Correia de Cerqueira-04-08-2020

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Covid-19: até quando?

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

O dia se foi, a noite chegou. Mais um dia de reclusão por conta da pandemia. O governo determina flexibilização, mas o que se observa no noticiário é que nos estados onde isso aconteceu, voltou a aumentar o número de mortes.

O Brasil já acena com quase 100 mil mortes. Parece um pesadelo o que o mundo está vivendo, parece um daqueles filmes de ficção. Não dá para acreditar. Mesmo assim tem cidade onde a população ignora a doença contagiosa e desdenha dela. O lema ainda é #fique em casa.

No momento em que observo isso,o Boletim Epidemiológico desta sexta-feira (31/07) confirma mais 749 casos de Covid-19 em Alagoas. O Estado tem um total de 59.725 casos confirmados do novo coronavírus até o momento, dos quais 6.146 estão em isolamento domiciliar e 253 internados em leitos públicos e privados.

Outros 51.757 pacientes já finalizaram o período de isolamento, não apresentam mais sintomas e estão recuperados da doença. Há 1.110 casos em investigação laboratorial. Foram registradas mais 13 mortes em território alagoano. Com isso, Alagoas tem 1.567 óbitos por Covid-19.

Mais 13 mortes foram confirmadas, laboratorialmente, por causa do novo coronavírus. Quatro vítimas eram residentes em Maceió e todas eram do sexo masculino.

Até quando vamos viver nessa situação não se sabe. Esse ano está perdido para quem estuda, vai fazer vestibular, ou situações diversas. No meu caso aproveito meus dias de aposentada e reclusão, fazendo reformas em casa, lendo muito e procurando não pensar em tantas famílias que estão de luto, por conta das mortes provocadas pela doença.

Enquanto isso, o governo federal pouco faz em termos de políticas públicas, não só para a saúde, mas em quase todas as áreas. Para reflexão. Boa noite

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Comunicação comigo mesmo

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Leio A História da Filosofia, organização e texto final de Bernadette Siqueira Abrão para passar o tempo, adiantar leituras que ainda não tinha feito e pensar um pouco em tudo o que estamos vivenciando esse ano de 2020, que ficará na história, não de forma positiva, por conta da pandemia do Covid-19. Não se fala em outra coisa, quase, no noticiário, a não ser o desastre do governo que aí está.

Na televisão as notícias são as mesmas: ainda não temos cura para a doença NE algumas pessoas teimam em ignorar o problema sanitário, um dos mais graves dos últimos tempo, caminhando em bandos pelas ruas.

A cabeça dói um pouco e me impaciento com essa tontura provocada pela Ataxia, semelhante a uma labirintite. Tudo junto e misturado. Tenho vontade de viajar por aí, mas estamos obrigados à reclusão. Vontade de abraçar amigos e familiares, mas a gente tem que ter ou encontrar paciência.

Minhas idas semanais ao cinema, só não sinto falta por conta de outras alternativas que tenho, de muitas leituras, filmes no Netflix e s internet para ler as notícias e me distrair um pouco com as redes sociais, embora esteja ficando saturada desse tipo de comunicação.

Estou evitando polêmicas nas redes sociais, porque não estavam me fazendo bem. Meus bebês de quatro patas não me dão uma trégua. Estão sempre do meu lado, me fazendo companhia.

A reforma da casa está quase pronta, faltando apenas alguns detalhes. Já estou impaciente com a demora e quando tudo isso passar, quero me organizar para viajar. Estou sentindo falta disso.

Minha caligrafia está cada dia mais feia, estou cada dia pior da coordenação, ando aos tombs feito bêbada, parece até que vivo constantemente em estado de embriaguez e algumas pessoas até acham isso. (risos)

No mais eu vou seguindo por aqui, tentando ter esperança, lutando para não me atrofiarf de vez, em todos os sentidos.

Anette Leal, em artigo que tem o mesmo título acima, observa que , todas as experiências, quer sejam agradáveis ou nem tanto assim, devem servir para que a consciência desperte para essa realidade: a de que cada experiência que se vive, é uma oportunidade para investir em seu próprio crescimento. Boa tarde

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Um aperto no peito


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Hoje acordei um pouco Cazuza. Um aperto no peito e aquela sensação de impotência diante dos horrores do mundo. Pensando nas famílias que perderam seus entes queridos, por causa de uma epidemia, que muitos insistem em desdenhar.

Mas vou sobrevivendo, mesmo que com alguns arranhões no corpo e na alma. Sou um ser errante, busco melhorar a cada dia, mas sinto que é pouco o meu tempo.

Aliás, a gente não sabe quando vai e se terá ou não a chance de prestar contas do que fez aqui na terra. Tudo é um grande mistério. O dia amanheceu chuvoso, o sol nasceu e mesmo que o tempo mude, uma voz dentro de mim me diz que não posso desistir. Já cheguei até aqui e tenho muito ainda por fazer.

O Brasil vive uma crise sem precedentes, política, saúde, educação, cultura. Precisamos nos reinventar, para passar por mais essa crise. Agora o grupo Globo avalia seus posicionamentos sobre as injustiças e safadeza que fez com o ex-presidente Lula e o PT.

Como disse um colunista no site 247, Lula não deve perdoar as injustiças que sofreu e a campanha sórdida que fez a grande mídia contra ele. São detalhes a se refletit. Novas eleições virão por aí, a pandemia vai passar.


sexta-feira, 10 de julho de 2020

Em tempos de pandemia

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira


Em tempos de pandemia, vamos abrandar os corações, tentar seguir com esperança, respeitar o outro, aquele que, aparentemente tem menos ou quase nada.

Vamos dar uma chance à paz, como queria e escreveu Lennon. Tenho às vezes vontade de voltar no tempo, mas ele , todos sabemos, não volta.
Poder corrigir todas as minhas falhas, mas também sei que são esses desatinos que nos dão experiência.
Desde que me aposentei diminuiu minha vontade para escrever. Não por falta de assunto, que o Brasil está cheio de assuntos, infelizmente, notícias ruins.

Nesse tempo de reclusão em casa, de distanciamento social, tenho optado por colocar a casa em ordem, fazer reformas, tarefas que até então eu não me aproximava muito. Agora tomei gosto pela jardinagem, além da fotografia, leituras e outros quereres.

Não sei se por conta dos sintomas avançados da Ataxia, sinto urgências em realizar mais do que fiz durante toda a minha vida.

Depois da publicação do meu primeiro livro, Mosaicos do tempo, há dois anos, brevemente, depois da pandemia do Covid-19, virá Palavras se nexo e em seguida, dand continuidade ao primeiro, Cheiro de memória, em comemoração aos dez anos do meu blog.

Houve um tempo em que eu saia na rua registrando os sentimentos, fosse na fotografia, ou com um caderninho de anotações. Agora a gente publica essas impressões nas redes sociais .Pensamentos e palavras que nem sempre são compreendidos e recebidos positivamente.

Há quem não goste, discorde e por isso não aceita.m Eu compreendo, pois ninguém é obrigado a concordar com tudo o que se diz e é até salutar, mas por favor, sem ofensas pessoais e com respeito ao que se coloca.

Depois de um tempo no Brasil criou-se uma linha de ódio e violência até nas redes sociais.

Ranços de racismo, machismo, preconceitos, rompantes de fascismos e até pensamentos nazistas, o que de pior a humanidade já produziu, mas apesar dos dias mais frios do inverno ameno por aqui, tenho esperança ainda, muito embora tenha dias de descrença.

E me ponho cansada de tanta caretice, atraso e falta de ter o que falar, como disse o poeta Agenor, o nosso Cazuza.

Felizmente, depois de tudo o que passei e apesar da saúde debilitada, encontrei a minha paz interior, apesar do risco que nos rodeia..
Continuarei na luta da resistência, em busca de um mundo melhor e mais justo, seguindo e perseguindo sonhos ainda. Que a pena me seja leve. Bom dia!

Retrato de um desgoverno

 Olívia de Cássia Correia de Cerqueira  Nunca no Brasil o Palácio do Planalto foi ocupado por um governo tão sofrível, para não dizer ruim m...