segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Palavras da autora

Olívia de Cássia Cerqueira


Dizem que a poesia é uma arte literária e, como arte, recria a realidade. O poeta Ferreira Gullar diz, em um dos seus escritos , que o artista cria um outro mundo “mais bonito ou mais intenso ou mais significativo ou mais ordenado – por cima da realidade imediata”.

“Para outros, a arte literária nem sempre recria. É o caso de Aristóteles, filósofo grego que afirmava que “a arte literária é mimese (imitação); é a arte que imita pela palavra”.

O fato é que em todos os cantos do mundo há, em todo os momentos, alguém evocando sensações, impressões e emoções por meio de sons e ritmos harmônicos, por meio da poesia.

Em momentos de dor, de aflição, a poesia surge como um bálsamo, um alívio.


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Palavras sem nexo é um apanhado de rabiscos que fui ‘desenhando’ ao longo dos meus anos, desde a adolescência até bem recentemente. Alguns textos aqui contidos foram datilografados e lançados logo que entrei na faculdade, artesanalmente, (Daquilo que vivo e sinto ou Vivências), no COS da Ufal, junto com Mário Lima, um amigo poeta e jornalista, que estava lançando seu livro de poesias.

Confesso que fui ousada e muito sem noção em achar que aquilo que coloquei no papel seria poesia, mas arrisquei e estou arriscando agora, para preencher meus dias de aposentada por invalidez, que me exige ações cerebrais, para que eu não atrofie.

Não pense o leitor que aqui vai encontrar uma obra de arte, ou que esteja alimentando paixões não correspondidas, tal qual na mocidade, quando as ilusões eram presença permanentes em minha vida.

As ilusões já foram perdidas, contornadas e substituídas. O que vai aqui é apenas uma ferramenta de expressão. Boa leitura.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Indignação


Olívia de Cássia Cerqueira


Entristeço-me quando vejo pessoas que eu sempre admirei e respeitei na infância e adolescência aplaudindo e compartilhando notícias falsas de um desgoverno maléfico, preconceituoso, incompetente, que só governa para as classes abastadas, esquecendo-se que um gestor quando eleito vai governar para todos e não apenas para uma minoria.

Todo dia a gente lê comentários racistas, cujo preconceito só aumenta o ódio e a desigualdade, num país de dimensões continentais, cuja mistura de raças nos fez um povo alegre, divertido e especial.

Por qual motivo uma empregada doméstica ou outro (a) profissional não poderia visitar qualquer lugar que queira, se assim sua situação financeira o permite, graças à política implantada pelos governos do PT?

Fico matutando e a única resposta que tenho é que esse governo só joga bola fora, para não dizer um palavrão. Não tem um dia que as declarações tanto do ‘PRESIDENTE’ QUANTO DE seus subordinados e filhos, não cause indignação naqueles que defendem os direitos humanos.
Como posso achar que vá sair desse antro algo que eu possa aplaudir?

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Estranhamento

Olívia de Cássia Cerqueira

É tão feio quando você não precisa de programas de governo, come todos os dias, tem conforto, viaja de férias e tem uma vida de conforto e fica criticando quem precisa e aplaude esse desgoverno nojento, insensível, corrupto, do mal e que está acabando com tudo o que foi construído ao longo dos anos e ainda se diz cristão e defensor da família.....

São os hipócritas e falsos “homens e mulheres do bem”, que comungam todos os domingos e quando saem da igreja blasfemam e se contradizem a toda hora. Prefiro um ateu solidário e consciente daquilo que pensa e faz.

Muitos amigos, velhos conhecidos e conterrâneos de longas datas têm se estranhado comigo, quando posto algo n as redes sociais e exponho minha opinião, muitas vezes indignada com atitudes desse governo, que insisto em dizer, não me representa.

Não tem um dia sequer que se aprove uma medida desse governo que só pensa nos seus e na classe privilegiada da sociedade. E fico pensando, pensando e pensando, em que mundo vivem?

domingo, 1 de dezembro de 2019

Recebendo visitas


Hoje foi dia de me deliciar com a visita dos amigos Sérgio Rogèrio, Marcelo, Carlos Sena, JMarcelo e João Paulo Farias. Sempre bom receber amigos. Voltem sempre.



segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Salve Zumbi e Dandara e #LulaLivre

Olívia de Cássia Cerqueira

Em tempos de tanto atraso e retrocesso no Brasil e no mundo, dá até preguiça de escrever, mas como é chegado o 20 de novembro e os olhos do planeta se voltam para a questão da negritude e de Zumbi, como se a temática se reduzisse ao mês de novembro, vamos lá.
Estivemos no dia da proclamação da República, 15 de novembro, lá no nosso pedaço de chão, visitamos a Serra da Barriga; percorri alguns acessos, mas não pude visitar a lagoa sagrada e nem o Baobá de Abdias Nascimento.

Toda vez que eu ia pra a sede do principal quilombo do país, eu descia, mas como o terreno é íngreme e tenho minhas limitações, por conta da Ataxia, fiquei na varanda da casa do Louro, morador da Serra, fotografando o que via e o restante do grupo foi até lá.
Toda vez que visito aquele chão sagrado, eu renovo minhas energias; precisava voltar, justo agora que estou lendo Escravidão, Do primeiro leilão de cativos em Portugal, até morte de Zumbi dos Palmares. Primeiro volume da obra de Laurentino Gomes, autor de 1808, 1822 e 1889 e me senti inspirada para revisitar meu torrão.

Visitar a Serra da Barriga agora, depois de quase dois anos de aposentadoria, me traz muitas lembranças das incontáveis vezes que fui até ali, para reverenciar o herói Zumbi e seus guerreiros; Dandara, Alquatune e outras tantas lideranças que lutaram e deram o grito de liberdade, no 20 de novembro e em outras datas.

A escravidão no Brasil e no mundo foi a maior vergonha que possa ter existido; nosso país foi um dos derradeiros a extinguir, pelo menos oficialmente, a escravidão, da forma como se conta a história; mas tem gente que continua a tratar pessoas como vassalos e sujeitos aos chicotes.
Gente que sente saudade da tortura, da ditadura e da dureza dos anos de chumbo. O que há de novo entre a escravidão e a ditadura?, pergunta Noemia Porto, presidente da Associação Nacional dos Magistrados (Anamatra) em artigo no Estadão.

Segundo Porto,a escravidão moderna atinge 40 milhões de pessoas no mundo e o Brasil é o campeão na América Latina. “A escravidão persiste de outras formas. O conceito de escravidão moderna abrange, não apenas o Brasil”, observa, mas “um conjunto de elementos jurídicos específicos, incluindo trabalhos forçados, servidão por dívida, casamento forçado, tráfico de seres humanos , escravidão e práticas semelhantes à escravidão” , analisa.

Essa condição de indignidade, segundo ela, ainda faz parte do cenário nacional e o Brasil tem compromisso internacional para eliminação dessas práticas. A magistrada lembra que entre 1964 e 1985 do século passado o Brasil viveu anos de chumbo, com prisões torturas, desaparecimento de pessoas, truculência e outras práticas que escandalizaram quem sempre defendeu os direitos humanos.

Os crimes cometidos nesse período, como muitos de agora, vide caso Marielle Franco e Anderson Gomes, não foram suficientemente investigados. Por qual motivos, muitos sabem, outros querem saber. Em tempo de consciência negra e de se reverenciar Zumbi, precisamos dar um basta a tudo o que está estabelecido de absurdo no Brasil e em toda a América Latina. Viva a liberdade, salve Zumbi e Dandara e #LulaLivre.




segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Coletânia de textos


Olívia de Cássia C. de Cerqueira

Por oportuno, posso dizer que meu próximo livro, Cheiro de memória é uma compilação das crônicas e textos publicados em meu blog pessoal, que já teve mais de 300 mil acessos ao longo de sua criação e comemorativo aos seus nove anos, em 2019, na atual plataforma.

Posso concordar que em alguns capítulos há uma semelhanças com Mosaicos do tempo, meu primeiro livro impresso em gráfica, lançado em 3 em agosto de 2018, no Museu da Imagem e do Som (Misa), em Maceió e em 23 de agosto do mesmo ano, em União dos Palmares, por meio de um financiamento coletivo de campanha, feito pelos amigos Odilon Rios e Ana Cláudia Lurindo.

Percebo que nos meus escritos tenho uma verve mais memorialista, não fossem alguns relatos do cotidiano ou avaliações conjunturais que publiquei na internet, ou na coluna. Agora aposentada, tenho meu blog como espaço para os desabafos, opinativos e também as redes sociais, agora publicados em forma de livro.

Não pense o leitor que eu tenha alguma pretensão maior com minhas publicações; estes textos podem ser definidos como um diário de bordo de uma quase sexagenária, dando asas à sua imaginação. Posso dizer que minhas memórias afetivas ficaram lá atrás, nas brincadeiras da infância, na saudosa Rua da Ponte, no pé da Serra da Barriga, ou nas aventuras da juventude, na terra natal, a Terra da Liberdade. Minhas raízes são de lá.

Nasci na Rua da Ponte, de onde veio esse jeito meio atabalhoado, estranho para algumas pessoas, mas sempre com força de lutar pela vida. A força de Zumbi e de Dandara está no nosso sangue. União dos Palmares é terra que tem histórias para se contar, personagens interessantes e intensos.

De dona Irineia Nunes a nosso poeta maior, Jorge de Lima, que é estudado e conhecido lá fora, mas no município, poucos são os que falam nele, da mesma forma que Povina Cavalcanti que dá nome ao terminal rodoviário da cidade. A professora e educadora Olympia, a professora Salomé Barros, entre outros personagens mais populares que permearam a imaginação e as ruas do município e que fizeram a história do local e mereciam destaque. Arrisco-me a dizer que a cultura palmarina está na UTI e urge que seja resgatada.

domingo, 29 de setembro de 2019

Palavras da autora

Olívia de Cássia Cerqueira Dizem que a poesia é uma arte literária e, como arte, recria a realidade. O poeta Ferreira Gullar diz, em um d...