Este texto
eu escrevi em 1º de setembro de 2009 para meu antigo blog, quando das eleições
municipais; atualizei, mas verifiquei e v que não precisou muito; vejamos. Está
chegando o dia da grande festa da democracia. Em 6 de outubro, brasileiros de
todos os municípios vão escolher seus prefeitos e vereadores.
Será uma eleição rápida, pois escolhermos apenas
dois cargos: vereador e prefeito, em todos os municípios brasileiros. Cabe a cada um de nós escolher o que
acharmos melhor e tiver mais trabalhos na comunidade, sem ofensas e sem
xingamentos, livrando-nos dos aproveitadores dos menos favorecidos.
No período
de campanha, os candidatos tiveram a oportunidade de mostrar seus planos de
atuação, propostas de trabalho, programas de governo e a chance de
conhecerem melhor os locais em que vivem, nas visitas que fizeram aos bairros e
comunidades rurais de cada lugar. Vale lembrar que o eleitorado, de dez anos
para cá, mudou e tem outro perfil.
No entanto,
na prática, o que acontece é o mesmo de sempre: a população mais carente
reclama que a maioria dos políticos só aparece na comunidade quando precisam de
voto; depois da eleição, vencendo ou perdendo, abandonam o eleitorado.
Outra
característica de uma política mal trabalhada são as fofocas, fuxicos, embates,
disputas irregulares de espaço e muita puxada de tapete. Muitos desses pretendentes a legisladores e chefes de
executivos não estão desenvolvendo seu trabalho político com dignidade.
Acostumaram-se
ao vício da compra de votos e à corrupção eleitoral para atingirem seus
objetivos. Os eleitores, por sua vez, também, ainda, se acostumaram à velha
política oligárquica dos coronéis e se submetem ao que eles ainda ditam em suas
fazendas e currais, auxiliados por algumas ‘autoridades’ corruptas e sem
escrúpulos.
A Justiça
Eleitoral vem alertando, desde o começo, para que o eleitor não venda seu voto
e que fiscalize se em sua cidade se está havendo irregularidades praticadas por
algum candidato.
Está mais do
que comprovado que apesar da lei eleitoral mais rígida e da fiscalização por
parte de alguns juízes sérios, a prática dos currais eleitorais, da compra de
voto, da distribuição de dentaduras e óculos ainda está sendo adotada por
grande parte dos candidatos, principalmente no interior do Estado onde as
dificuldades são maiores e a fiscalização deixa muito a desejar.
Outro ponto
a ser avaliado pelas autoridades é a questão da violência e da intolerância que
aumenta também nesse período, bem como os assaltos a bancos. Inconformados com
seus desafetos, muitos políticos cometem loucuras para conseguir se eleger e é
bom que as autoridades fiquem de olho.
Meu pai era
fanático por essa época do ano e gostava de circular pela cidade, quando ainda
podia andar, para observar o desempenho dos candidatos, principalmente um deles
fosse seu primo Afrânio Vergetti de Siqueira.
E nesse ponto
herdei dele essa paixão e antigamente, quando a saúde ainda permitia, eu me deslocava para União para participar das
campanhas e caminhadas dos meus candidatos
e para votar no dia da festa da democracia.
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