terça-feira, 31 de agosto de 2010

Paulão critica violência no Estado


Petista diz que falta sintonia entre os órgãos de segurança

Olivia de Cássia - Jornalista
(Texto e foto)

Em discurso proferido na tarde desta terça-feira, 31 de agosto, na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Paulo Fernando dos Santos (o Paulão-PT), criticou os índices de violência no Estado, que crescem a cada dia e disse que não está havendo sintonia entre os órgãos de segurança do Estado.
``Como vereador por Maceió e como deputado estadual fui autor de projetos que criaram a Comissão de Direitos Humanos, na Câmara e na Assembleia e sempre lutei pela causa. Discutir direitos humanos não é defender bandido, é defender a vida e quero aqui destacar a chacina que aconteceu (no Benedito Bentes) que vitimou jovens de no máximo 20 anos``, disse Paulão.
Segundo o petista, até que se prove o contrário, a Constituição brasileira não implantou a pena de morte no País. Ele observou que o relatório do Ministério da Justiça (MJ) que coloca Alagoas como um dos estados mais violentos e destacou a ação do secretário Municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania, Pedro Montenegro, observando que em debate no Conselho de Segurança do Estado provocou uma reação do Governo do Estado a respeito dos números apresentados.
FALTA SINTONIA
``Me preocupo muito com a falta de sintonia dos órgãos de segurança do Estado. Recentemente, o coronel Dalmo Sena foi exonerado e a tratativa diplomática do governo requer melhor encaminhamento. As fotos publicadas nos jornais dizem tudo; mostram constrangimento. A sociedade paga um preço alto. Não tem uma sinergia entre os vasos comunicantes no Estado``, reclamou Paulão.
No último fim de semana a polícia alagoana registrou 20 assassinatos em todo o Estado. Segundo o deputado, o governador Téo Vilela cortou 45 milhões da Polícia Militar e quatro milhões da Polícia Civil, ``enquanto que o material de uso dos policiais como bala-clava, colete, armas e balas são enviados pelo governo federal. No interior não é diferente``, finalizou o petista.

Deputado critica atraso na reconstrução das casas atingidas pelas enchentes


Também na tarde desta terça-feira, o deputado Paulão (PT) cobrou explicações do governo sobre o processo de reconstrução das casas nos municípios atingidos pelas enchentes no último dia 18 de junho. Segundo ele, o governo federal já enviou cerca de R$ 500 milhões para o Estado e, até agora, “nenhuma casa foi construída.”
Outra afirmação do petista é que o governo federal mandou e está creditado nas contas do Estado R$ 274 milhões e o complemento a semana passada. ``Isso dá uma quantia de mais de R$ 500 milhões, na perspectiva de fortalecer a infraestrutura dos municípios. O que percebemos é que, até agora, nenhuma casa foi construída e há uma briga entre prefeituras e governo para saber quem irá construí-las”, observou Paulão.
O deputado sugeriu que a Comissão de Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa convoque os representantes da Defesa Civil e da Secretaria para comparecer ao plenário e apresentar um levantamento dos estragos provocados pelas enchentes. “O secretário Luiz Otávio diz que beira R$ 1 bilhão”, ressaltou Paulão.
O petista ainda criticou o fato de o processo de reestruturação dos municípios ser feito pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e não pela Defesa Civil Estadual, como ocorreu em outros estados vítimas de catástrofes semelhantes.

Diretor da Abrace visita Tribuna Independente



Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e foto)

Os escritores latinoameircanos Roberto Bianchi, diretor do Movimento Cultural Abrace (camisa azul escura à direita na foto), e a escritora Adriana Ruiz fizeram uma visita à redação do jornal Tribuna Independente, acompanhados do escritor, ativista cultural e secretário de Cultura de Marechal Deodoro, Carlito Lima, (primeiro da foto) quando foram fazer divulgação da I Feira Literária do município (I Flimar).
O Movimento Cultural Abrace Cultura é um movimento que não tem fins lucrativos, segundo ele e é uma ferramenta e um veículo transformador e formador de opinião, segundo Bianchi. “Culmina suas campanhas em prol da difusão cultural de autores emergentes, propostas de promoção de leitura e intercâmbio em matéria literária, acompanhada sempre por outras artes, com um Encontro Internacional”, observa. Mais informações no site http://www.abracecultura.com/.

ENQUETE ENCERRADA

A enquete com a pergunta: DOS CANDIDATOS DE UNIÃO DOS PALMARES A DEPUTADO ESTADUAL, EM QUEM VOCÊ VAI VOTAR?, foi encerrada ontem e a vencedora foi a ex-vereadora Genisete (PT), que obteve 18 votos (equivalente a 78% dos votantes), seguida do deputado estadual Nelito Gomes de Barros, que teve 3 votos (equivalente a 13%), Dr. Paulo do PT obteve 2 votos (equivalente a 8% dos votantes)e o candidato Zé Boquita não obteve votos na sondagem feita pelo nosso blog.

Festa Literária de Marechal Deodoro terá participação de escritores internacionais

Secretário de Cultura de Marechal Deodoro, Carlito Lima, acompanhado dos escritores Adriana Ruiz e Roberto Bianchi, mostra ao jornalista João Dionísio a programação do evento


Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e foto)


No período de 1º a 5 de setembro acontece em Alagoas a I Flimar – Festa Literária de Marechal Deodoro, que contará com a participação de vários nomes da literatura brasileira e também internacional, como os escritores Adriana Ruiz (escritora e editora), Roberto Bianchi, diretor do Movimento Cultural Abrace, que visitaram a redação do jornal Tribuna Independente no fim da tarde desta segunda-feira, 30 de agosto.
A festa está sendo organizada pela secretaria de Cultura do Município, com apoio da prefeitura e contará com 74 palestras. Segundo o secretário Carlito Lima, a expectativa é de uma grande festa que aglutinará vários nomes nacionais e internacionais na cidade. “Esse é um projeto ousado e revolucionário que contará, além das palestras, onde o público poderá conversar e trocar ideias com os escritores, biblioteca ambulante do Sesc, que terá iniciativas de levar às crianças à leitura”, observou Carlito.
Segundo o prefeito Cristiano Matheus, “a Flimar tem uma política de incentivo à leitura e à preservação da nossa cultura como objetivos, além de levar momentos de descontração, alebria, descobrimento e encantamento”.
A abertura da Filmar acontecerá no auditório do Espaço Cultural Santa Maria Magdalena de Alagoa do Sul – no Centro Histórico de Marechal Deodoro, às 18h, quando estará se apresentando a banda de pífano recebendo os convidados para o evento. Às 19 horas do mesmo dia haverá a abertura, pelo governador do Estado e pelo prefeito de Marechal Deodoro,.
Segundo Carlito Lima, são várias programações dentro da festa literária e às 19h15, do mesmo dia, acontecerá a abertura do IV Encontro do Proler, pelo secretário estadual de Cultura, além do lançamento de concurso literário, palestras, exibição do filme O Bem-Amado, que foi rodado na cidade, dentre outras atrações que culminam com o encerramento no dia 5.
Neste dia, segundo o secretário, haverá várias atividades, “além de uma cavalhada no bairro histórico de Taperaguá, onde tudo começou com a fundação do povoado de Magdalena do Sumaúma, em 1611, quem em 1639 passou à Vila de Santa Maria Magdalena da Alagoa do Sul. Em 1939 passou a se chamar cidade de Marechal Deodoro, em homenagem a seu mais ilustre filho”.
MARECHAL DEODORO
O município fica distante de Maceió a 28 quilômetros, sua população estimada é de 48.000 habitantes, faz parte da região metropolitana de Maceió e foi fundado em 1611. No dia 16 de setembro de 2006, Dia da Emancipação política de Alagoas, Marechal Deodoro foi considerada pelo Ministério da Cultura como Patrimônio Histórico Nacional,em virtude do seu passado e de ter sido berço do Marechal Deodo da Fonseca, proclamador da República. Para maiores informações do evento você pode entrar no blog http://flimar.blogspot.com/

domingo, 29 de agosto de 2010


Rádio Zumbi, de União dos Palmares, administração do radialista Silvio Sarmento, apresenta todo sábado, a partir das 11h, o programa Mesa Z.

O II EPA- Encontro de Palmarinos Ausentes acontece dia 14 de novembro e promete superar as expectativas de todos os que compareceram ao primeiro encontro, realizado dia 1º de novembro do ano passado.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

As religiões e seus conflitos


Olívia de Cássia – jornalista

Hoje, 27 de agosto de 2010, a caminho de União dos Palmares, na van que nos levava até a Terra da Liberdade, dois jovens entabulavam uma conversa que durou todo o percurso, de Maceió à entrada da cidade. Um casal de jovens sadios, amigos, que pelo tom da conversa professam uma religião onde tudo é proibido até o ato de a gente frequentar um salão de beleza e ter hábitos de higiene.
Um tipo de discurso daqueles enquadrados e uma discussão a respeito do que seja o pecado que começou a me incomodar e me irritar de certa forma. Eles, ou melhor, a jovem, explicava para o amigo o motivo de ter se afastado da sua igreja, mas observava, no entanto, a todo momento, para o amigo e reforçava sua linha de pensamento de que só a sua religião leva a Deus, ou que é na sua igreja onde está a salvação.
Respeito todas as crenças religiosas porque avalio que todo o caminho nos leva a Deus quando nós temos boa vontade, sentimento de paz, quando ajudamos o nosso próximo e temos amor no coração. Tem muita gente que vive dentro das igrejas, mas prega o ódio, vive falando mal de seus vizinhos e nem é solidário com o outro diante das tragédias, como a que aconteceu em União dos Palmares. Vivem no atraso secular e parece que sofreram uma lavagem cerebral.
Confesso que a certa altura daquela conversa, quase um monólogo explicativo da jovem de vinte e poucos anos, eu quase que me meti no assunto, mas me contive porque não sou de tomar certas atitudes como a de ser intrometida nas conversas dos outros, mas que deu vontade, isso me deu. O rapaz, mas do que ouvia, concordava com aquela argumentação, e quando queria discordar do raciocínio da amiga ela reafirmava o seu discurso.
A jovem dessa nossa história de hoje, pelo o que deu para perceber é universitária, se veste numa linha moderna, tem vários furinhos na orelha, com brinquinhos da moda, tem unhas bem-cuidadas, enfim, uma menina normal, mas que vive em conflito com familiares e partidários da sua religião por conta da sua vontade de viver de acordo com a sua época, ao mesmo tempo que tem o dilema de pensar que está cometendo um grande pecado por ter um pensamento moderno e querer fazer o que os jovens fazem dentro da sua normalidade.
Eu fiquei encafifada com a retórica contraditória e conflituosa daquela moça e formatando minha opinião a respeito dos ensinamentos e interpretações que muitas crenças levam ao indivíduo, seja ele letrado ou não. Muitas dessas lideranças das igrejas professam um discurso radical e conservador e lá fora têm outra prática, o noticiário e a história estão aí para mostrar o tempo todo isso.
Como é que em pleno século XXI, numa era moderna, ainda se prega nas igrejas e aglomerações religiosas esse tipo de ideia, de que tudo é pecado, em nome de Jesus, tendo os jovens acesso a tanta informação como nos dias de hoje? E o mais grave: como podem essas pessoas acreditar nesses conceitos atrasados, retrógrados, assimilando e difundindo tais comportamentos com o simples argumento de que tudo aquilo está na Bíblia Sagrada?
Interpretam As Escrituras Sagradas ao sabor de seu pensamento corroído pelo atraso e tornam aquilo uma verdade absoluta, o que é mais grave. Ao longo dos séculos, desde que o mundo é mundo, como dizia minha mãe, as religiões provocaram conflitos em muitos países, leia-se a questão da Palestina e dos Judeus, ou o preconceito de algumas religiões para com as mulheres que ainda são consideradas nesses locais como escravas e pecaminosas.
Vejo essa guerra entre os povos por causa das religiões uma insanidade, pois nosso Deus é um só, exaltado nas religiões de formas diversas, mas é um só. Cristo veio ao mundo para semear a harmonia e a paz em todo o canto do mundo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

PT adia inauguração do comitê da campanha de Dilma em Maceió; evento será na segunda, dia 30




A inauguração do comitê de campanha da candidata petista Dilma Rousseff à Presidência da República, que seria realizada nesta quinta-feira, foi transferida para a próxima segunda, dia 30, no mesmo horário, às 19 horas. Segundo o coordenador da campanha da candidata Dilma no Estado, deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão), que está se recuperando de uma virose, em casa, o adiamento se deu por motivo de agenda de algumas personalidades do Partido dos Trabalhadores que só poderão vir na próxima segunda.
Paulão informa que apesar do adiamento da inauguração do local para segunda-feira, a programação da campanha permanece inalterada, passando apenas por alguns ajustes. O comitê está localizado na Avenida Fernandes lima, 716, no Farol.
CAMINHADA
Uma caminhada com mulheres que apóiam Dilma será realizada no dia 12 de setembro, às 16 horas, na Praia da Pajuçara, com a presença da ministra de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire. “Queremos colocar a nossa militância na rua”, afirmou o petista.
A campanha da presidenciável já conta com comitês regionais nas seguintes cidades pólos: Arapiraca (Agreste), Inhapi (Sertão), União dos Palmares (Zona da Mata), Matriz do Camaragibe (Litoral Norte), Penedo (Litoral Sul) e Maceió (região metropolitana). Cada cidade pólo dispõe de estrutura mínima para articulação dos municipios circunvizinhos.
O PT divulgou em seu site estadual fotos e informações sobre o funcionamento do comitê de Dilma Rousseff, no endereço: www.pt.al.org.br para quem quiser mais dados sobre a campanha.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

PT inaugura comitê da campanha de Dilma Rousseff em Maceió

Foto da Folha/Uol


A campanha da candidata petista Dilma Rousseff à Presidência da República conta com novo reforço em Alagoas, a partir desta quinta-feira, 26, às 19h, quando será inaugurado, em Maceió, o comitê central, que está localizado na Avenida Fernandes lima, 716, no Farol.
Segundo o deputado Paulão,
coordenador da campanha de Dilma Rousseff em Alagoas, a inauguração será um ato político com a presença destacada de senadores, deputados federais, representantes dos partidos que apóiam a candidata, lideranças dos movimentos sociais, candidatos majoritários e proporcionais e a militância do Partido dos Trabalhadores. Também está confirmada para a inauguração a presença do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra.
Além de salas de reuniões e espaçoso auditório, o local tem excelente localização. Está no coração da principal avenida de Maceió, próximo de igrejas, supermercados, faculdades, lojas e postos de gasolina. Na fachada do prédio, um painel com foto da candidata ao lado de Lula e do peemedebista Michel Temer, vice-presidente na chapa. A ideia, segundo Paulão, é que os dirigentes dos dez partidos da coligação tenham espaço para reuniões e acesso fácil aos materiais da candidata.
Paulão observa que o comitê será um espaço suprapartidário, “onde não só a militância do PT, mais também os partidos da base aliada poderão realizar atividades de campanha tornando-se uma referência para a população de Alagoas e fortalecendo a campanha vitoriosa que estamos realizando em Alagoas”, destaca Paulão.
Uma caminhada com mulheres que apóiam Dilma será realizada no dia 12 de setembro, às 16 horas, na Praia da Pajuçara, com a presença da ministra de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire. “Queremos colocar a nossa militância na rua”, afirmou o petista.
A campanha da presidenciável já conta com comitês regionais nas seguintes cidades pólos: Arapiraca (Agreste), Inhapi (Sertão), União dos Palmares (Zona da Mata), Matriz do Camaragibe (Litoral Norte), Penedo (Litoral Sul) e Maceió (região metropolitana). Cada cidade pólo dispõe de estrutura mínima para articulação dos municipios circunvizinhos.
O PT divulgou em seu site estadual fotos e informações sobre o funcionamento do comitê de Dilma Rousseff, no endereço: www.pt.al.org.br para quem quiser mais dados sobre a campanha. Fonte: Assessoria

Um estilo de vida


Olívia de Cássia – jornalista

Gostar de rock é um estilo de vida, eu sei. Aprendi muito cedo a ouvir esse tipo de música, em União dos Palmares, desde os primeiros anos da adolescência. Comecei a comprar discos de vinil, fitas K-7, livros e a me interessar por literatura e romances ainda nas primeiras séries do ensino fundamental. Quando fui morar na Rua Tavares Bastos, onde vivi minha adolescência, eu e Eliane Aquino ganhamos um gravador.
O aparelho dela era branco, se não me engano da marca Aiko e bem maior que o meu, que era pequeno, cinza e retangular, da marca Phillips. O de Eliane acho que foi presente do irmão, Afrânio, o meu foi presente dos quinze anos que a minha mãe me deu, coisa simples, mas fiquei muito feliz, pois já naquela época começamos a fazer entrevistas com as amigas.
Fazíamos as perguntas quase sempre sobre os amores, os gostos, os sonhos, as preferências musicais, enfim. Eram as perguntas que tinham naqueles caderninhos de antigamente, os nossos chamados álbuns, que passávamos para vários amigos responderem e assinarem, inclusive nossos paqueras. Éramos muito inocentes e muito puras.
Eu e Eliane tínhamos dezenas de fitas, onde mandávamos gravar as nossas músicas preferidas, trilhas de novelas, baladas internacionais, Raul Seixas, Caetano, Chico Buarque, Gil, Roberto Carlos, Maria Bethania, Gal e tantos outros nomes da MPB, que ouvíamos na casa das outras amigas, na Praça Antenor de Mendonça Uchoa, ou nas escadarias do Grupo Escolar Rocha Cavalcante.
Na praça era quase sempre quando terminavam as sessões do Cine Imperatriz, à noite, ou se não tivesse sessão, era a nossa diversão logo cedo da noite, porque não tinha outra coisa pra se fazer na cidade mesmo e ficávamos ali, até as dez horas, que era o nosso horário-limite, conversando com os amigos da turma, trocando informações sobre festas, cultura geral e paqueras e ouvindo nossos sons.
Todo ano eu acompanhava os lançamentos musicais e já na juventude, como já relatei em textos anteriores, eu aprendi a gostar muito mais de rock in roll. Ouvia Led Zepellin, Rolling Stones, Beatles, Kiss, entre outras bandas.
Gostava de acompanhar o estilo de vida dos nossos artistas preferidos, trocávamos informações na Avenida Monsenhor Clóvis Duarte e lá ouvíamos muita música com o som do carro dos nossos amigos bem alto, porque era moda os rapazes que tinham som no carro ouvir assim. E para nós aquilo era o máximo, era a nossa apoteose.
Achávamos que estávamos arrasando e despertávamos a curiosidade e o falatório da sociedade palmarina. E muitas vezes fomos alvo de muita fofoca e malícia de algumas senhoras e de senhores da sociedade de União dos Palmares. Meu nome circulou muito nas rodas de lá, porque já naquela época era considerada muito avançadinha para aquele tempo, porque gostava de ler muito (devia ser um perigo isso) andava muito com os meninos, queria saber das novidades da década de 70 e começo dos anos 80.
Nós éramos considerados ‘os filhinhos de papai’, ‘burgueses’, mas na nossa turma tinha adolescentes e jovens de todas as classes sociais; não tinha essa distinção, não. Do Carrasco e do Cláudio, que eram nossos colegas mais carentes financeiramente falando, até o considerado mais abastado da cidade, todo mundo andava junto, em bando, bebia, ia pras festas, ficava na avenida jogando conversa fora, jogando, andando de bicicleta ou outra brincadeira própria da idade, coisa da juventude mesmo.
Nós nos confraternizávamos nos divertindo e fazendo tudo aquilo que gostávamos, se pudéssemos e tivéssemos a chance de fazer, fosse indo pra festinhas, passeios e viagens. No meu caso, só viajava para o Rio de Janeiro no fim do ano, para a casa dos meus tios, porque mamãe me mandava para lá, no sentido de me ver afastada das amizades de União, que ela ficava de olho, porque as fofocas eram muitas e o meu nome corria de boca em boca nas esquinas e praças.
Levei nome de tudo em União, de maconheira a rapariga. Aquelas pessoas nem sabiam o que estavam falando, pois eu era apenas uma adolescente muito rebelde, carente, emocionalmente falando e procurava suprir aquela carência sendo amiga dos meus amigos e das suas mães, que me ouviam e me davam muitos conselhos. Eu nunca tive preconceitos e se os tive, procurava sempre minimizá-los para não magoar ninguém.
Eu tive muita liberdade, sim, em União doso Palmares, não posso negar. Mas era uma liberdade mais que vigiada. Apesar dos anos de chumbo que o País vivia, nós sonhávamos com aquela liberdade propagada nas músicas que ouvíamos e nos livros que líamos e também nos relatos dos meninos quando viajavam para estados distantes.
Eu adorava saber das aventuras das viagens que eles sempre faziam e das novidades deles. Parecia que eu tinha viajado também, tal era meu encanto e vontade de conhecer coisas novas. Dava-me uma inveja boa e eu dizia para mim mesma que era aquela vida que eu queria para mim.
Minha mãe me fazia muitas recomendações para me deixar sair para as festas, bailes na Palmarina, assaltos na casa dos amigos (que às vezes eu ia e ela só ficava sabendo quando eu voltava, no outro dia), mas mantinha uma liberdade vigiada sobre mim. Se alguém fosse contar alguma coisa pra ela, alguma fofoqueira de plantão, resultava sempre numa surra no outro dia, mesmo que a informação não fosse verdadeira e era aquilo que me revoltava mais ainda.
Outro dia, estava eu na AABB de União e um colega me falou que alguns rapazes me consideravam metidinha, burguesa e inacessível. Imagina eu, que sempre fui uma adolescente problemática, complexada, com a autoestima baixa e que só me interessava por aqueles garotos mais distantes, que de mim queriam apenas a amizade. Eu só queria ser feliz, nada mais.

Por Que a Gente é Assim?- CAZUZA

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Teste


TRE -AL mostra os números da eleição simulada
e destaca detalhes relacionados à tecnologia


O Tribunal Regiona Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), por meio da sua Secretaria de Tecnologia da Informação, vê como já esperados os números da eleição simulada realizada sábado no Estado, apesar do baixo número de eleitores alagoanos (apenas 1.531 dos cerca de 53 mil convocados às urnas nas cidades de Barra de Santo Antônio, Chã Preta, Coité do Noia, Igaci, Jaramataia, Maribondo, Rio Largo, Poço das Trincheiras e São Miguel dos Milagres.
A simulação foi a primeira para a verificação das necessidades de ajustes dos sistemas de informação e comunicação que serão usados nas eleições reais. Principalmente em relação à identiticação de eleitores com a utilizaçação das urnas com leitor biométrico já no pleito de outubro deste ano nessas mesmas cidades, bem como nos municípios de Quebrangulo e Branquinha. Justamente as que tiveram os eleitores submetidos aos procedimentos do recadastramento biométrico entre os meses de novembro de 2009 a março deste ano.
O próprio secretário de Tecnologia da Informação, Daniel Macedo, destaca como principais problemas constatados com a eleição simulada de sábado passado, além da questão da reduzida quantidade de votantes, as dificuldades quanto à obtenção dos dados biométricos, “devido, sobretudo, ao pouco tempo que existiu para o treinamento dos mesários e as informações acerca dessa inovação. “Também tivemos chuvas nesse dia em várias dessas cidades, poucas divulgação e condições de locomoção de eleitores das localidades rurais para as sedes dos respectivos municípios. E devemos observar que as eleições simuladas sempre foram e são idealizadas para o estudo de uma realidade, para a observação de problemas como estes a fim de que sejam feitas as necessarias correições.”E já que estamos falando em urnas e biometria, podemos garantrir uma eleição em outubro, de acordo com as melhores expectativas dos brasileiros. Especialmente no tocante aos avanços tecnológicos.
(Fonte: Valmir Calheiros de Siqueira - Assessoria do TRE)

Mentiras sinceras

Ricardo Mota (*)

Ora, ora, mas que bela surpresa! Eis que me aparece um nome novo no campo da biologia evolucionista: o cientista Robert Trivers, apresentado por ninguém menos do que Steven Pinker (quem não o conhece, não sabe o que está perdendo), afirma que a mentira faz parte do processo evolutivo da nossa espécie.

Exatamente! O autoengano, para quem preferir assim, nos põe no mundo do jeito que somos e a ele também devemos. Acreditar, contrariando qualquer lógica, que água com açúcar cura doença braba; que a outra banda do par é fiel quando os fatos gritam o contrário – tudo isso, diz Trivers, foi construído ao longo de algumas dezenas de milhares de anos em que o Homo sapiens (?) chegou fazendo barulho (e mentindo).

Não é de se comemorar? Não pela mentira em si, que não é lá uma grande qualidade humana, mas pelo fato de que sem ela dificilmente sobreviveríamos. Não faço apologia à dita cuja, mas não posso negá-la (trato, aqui, das pequenas mentiras) no cotidiano de todos nós. Se o fizesse, estaria mentindo.

Todo mundo, de alguma forma, “transforma” os fatos em seu favor: arredonda, aumenta, para que seja, ao final do enredo, um herói de ocasião, o melhor protagonista do que bem poderia ter acontecido.

É verdade que, às vezes, o exagero toma contorno de pura criação ficcional. Tenho um amigo querido que é mestre nessa arte (também). Ao longo de uma convivência de mais de trinta anos, flagrei-o por demais narrando uma ocorrência em que eu – e não ele, como estava afirmando – fui o personagem central. Lembro-lhe, então. Ele? Uma boa risada e dá o caso por encerrado.

Sempre tive uma curiosidade especial em relação aos mitômanos – os mentirosos compulsivos. Quem já conheceu de perto um desses espécimes sabe que eles em nada se esforçam para inventar uma história: simplesmente contam-na. Se desmascarados, apresentam a próxima mentira sem qualquer constrangimento. Porque acreditam no que estão dizendo.

E cá para nós: como é fácil descobrir quando os nossos filhos estão mentindo! Por um motivo cristalino – também mentimos para os nossos pais. Não que devamos celebrar o processo de embromação – voltaríamos totalmente para o autoengano. Eles precisam, aqui e ali, ser “desmascarados”, e acredito mesmo que isso faz parte do processo educativo (nós necessitamos, de quando em vez, de uma autorrepreensão também). Mas nada de condenação à prisão perpétua. Quem somos nós se não autores igualmente de algumas versões discutíveis?

Há, é claro, as grandes mentiras. Por exemplo: por mais de mil anos a humanidade acreditou que o Sol girava em torno da Terra. Afinal, o grande Aristóteles o dizia na sua nada vã filosofia. E quanto mais avançava no tempo, mais mentirosos sua teoria atraía. Por ela, tantos morreram condenados ao fogo do inferno bem antes que lá chegassem.

Não, eu não acredito que a mentira é a verdade que não deu certo. Mais errado seria, porém, imaginar que o mundo poderia sobreviver sem a presença de qualquer uma delas – gêmeas que são numa mesma existência. (Blog do jornalista Ricardo Mota no site Tudo na Hora)
http://blog.tudonahora.com.br/ricardomota/

Canção das mulheres

Lia Luft

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

(Lya Luft - romancista e tradutora brasileira)

"Escrever é procurar entender,
é procurar reproduzir o irreproduzível,
é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada." (Clarice Lispector)
*****
"Agora parei de sentir pena de estar sem você, e comecei a ter pena de você estar sem mim". (Clarice Lispector)

domingo, 22 de agosto de 2010

Depoimento sobre ataxia

Olívia de Cássia – jornalista

Quatro anos se passaram desde que eu escrevi meu primeiro depoimento sobre a ataxia e o que é conviver com ela, que fará parte de um livro com opiniões e relatos dos que convivem e têm pessoas na família acometidas da doença, os impedimentos e limitações que passamos no dia-a-dia. O livro foi organizado por Priscila Fonseca, presidente da Associação Brasileira dos Portadores das Ataxias Hereditárias e Adquiridas, que já está organizando um segundo volume, onde constará meu depoimento, agora com algumas alterações mais atualizadas.
Tenho tido o privilégio, se é que podemos considerar assim, de o meu problema não ter se agravado tanto, desde que comecei a desenvolver os primeiros sintomas, há cerca de sete anos, depois de uma crise emocional que me levou à depressão. Muita gente na minha idade, inclusive vários parentes meus, já não consegue se locomover sem a ajuda de um andador ou de uma cadeira de rodas, devido aos tombos e quedas que são frequentes.
Tenho tido a sorte de também a minha fala ainda não ter sido comprometida como a dos meus parentes e apresento apenas algumas imperfeições na voz, que poderiam ser melhoradas com a ajuda de um fonoaudiólogo como me aconselham os amigos que também são portadores desse mal que tem afligido meus familiares, desde o começo da nossa geração.
A ataxia é ainda um mistério e agora que está sendo estudada no Brasil. Na nossa família todos só a conheciam como “a doença da família” ou a “maldição da família Siqueira/Cerqueira” e há bem pouco tempo é que descobrimos o nome científico. É uma doença rara e segundo os cientistas teve início na Ilha dos Açores, em Portugal, onde os casamentos consanguíneos foram acontecendo de forma desordenada.
Da mesma forma aconteceu na minha família. Meus pais eram primos-irmãos, assim como seus ascendentes e os relacionamentos foram se perpetuando e a doença se alastrando como se fosse uma maldição. Dizem que o portador de ataxia é um revoltado, rebelde, depressivo, mas tem muito portador usando de bom humor para aliviar as nossas dores e os nossos incômodos.
Na internet é fácil a gente encontrar links e comunidades de piadas que foram criados por atáxicos com a finalidade de tornar o nosso dia-a-dia mais digerível, ameno e menos pesado. A internet nos trouxe muitas facilidades porque podemos trocar informações com outros portadores da doença em comunidades como o Orkut, Facebook, grupos como o Ataxia net no Yahoo e outros.
Quem convive diariamente com um portador de ataxia, no estágio mais avançado, sabe do que eu estou falando. Foi assim com minha mãe e meu irmão Paulinho, que cuidaram do meu pai, em União dos Palmares, até o último suspiro. Há muito preconceito ainda na sociedade para com as pessoas que têm esse problema, tanto que muita gente esconde a doença e diz que é apenas uma labirintite.
Não preciso de teste genético, molecular, para saber que eu fui uma escolhida. Convivi com meu pai, acompanhei tudo de perto e tenho consciência dos meus sintomas e limitações. Mas para que eu tenha algum direito previdenciário, sei que depois vou precisar retornar ao médico, coisa que faz tempo que não faço.

sábado, 21 de agosto de 2010

Morte de moradores de rua: será extermínio?


Olívia de Cássia – jornalista

Catorze pessoas que moram nas ruas foram assassinadas em Maceió este ano. A capital alagoana está vivendo dias de violência e intolerância com relação a essas pessoas. Isso se chama extermínio. Nas grandes capitais como São Paulo, desde o ano de 2005 que esses fatos têm sido divulgados com mais frequência.
Lá, a Justiça atribuiu o fato ao crime organizado outros atribuem à própria polícia, que segundo alguns especialistas querem fazer ‘uma limpeza social’, coisa que foi vista no regime nazista onde Hitler defendia uma raça ariana pura. Era um insano tresloucado.
Em recente entrevista à imprensa alagoana, o secretário municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania de Maceió, Pedro Montenegro, prestou depoimento sobre os assassinatos dos moradores de rua na capital alagoana e solicitou que o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gecoc) acompanhe o caso.
Ele solicitou que a investigação sobre os assassinatos seja rigorosa, profunda e sem precipitações, pois, segundo ele, “nenhuma hipótese deve ser descartada, inclusive a do envolvimento de grupos criminosos nas mortes”.
Em Maceió, segundo dados apresentados hoje no programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, moram nas ruas cerca de 300 pessoas, sendo que algumas se refugiam à noite nos albergues para comer e dormir; outras preferem ficar nas portas das lojas e nas praças, o que segundo estudiosos, pode gerar a intolerância social dos comerciantes e pessoas que moram próximas a esses locais onde o morador de rua se abriga.
Até dezembro de 2005, 1,8 milhão de pessoas foram catalogadas como moradores de rua em todo o País, de acordo com um levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social feito com base em 76 municípios brasileiros nesse mesmo ano. Ninguém mora na rua porque acha bonito ou por uma opção salutar de vida. O morador de rua é um ser humano que precisa de atenção, ajuda e merece respeito.
O sociólogo Betinho se destacou internacionalmente pela sua luta de combate à miséria e à pobreza no Brasil, se tornando uma referência e influenciando o governo Lula a criar o Programa Fome Zero, que depois foi incorporado ao Programa Bolsa Família.
Muitos moradores de rua abandonam as suas casas por apresentarem problemas mentais, por falta de emprego e perspectiva de melhora de vida, por problemas sérios na família, desavenças conjugais, depressão, ou por envolvimento com drogas pesadas das quais não conseguem se livrar.
O problema da droga não é só de segurança no País, mas de saúde pública. A pessoa envolvida com droga precisa de ajuda, de apoio da família e dos amigos e de atividade que preencha sua mente para que ela não se volte para o vício.
Na adolescência eu tive alguns amigos e conhecidos que se envolveram com drogas. Naquela época não era tão sério assim. Nossos amigos começaram a experimentar a maconha, que era moda na época, para serem diferentes ou para experimentarem novas emoções. Alguns conseguiram sair, mas outros terminaram morrendo em consequência de graves doenças adquiridas com o consumo exagerado dessas substâncias nocivas.

Enquete encerrada - Em quem você vai votar para governador?


Mário Agra, em foto de José Marcelo, no dia em que concedeu entrevista na Rádio Zumbi, seria o vencedor...
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Mário Agra (PSOL) foi o mais votado na enquete do blog "Em quem você vai votar para governador". Com 41% dos votos, os internautas que acessaram a minha página votam no agrônomo do partido de Heloísa Helena. Sendo que 31% responderam que votariam no ex-governador Ronaldo Lessa, candidato do PDT e 24% vão votar no governador Téo Vilela que concorre à reeleição. Apenas 3%, segundo a minha pesquisa, votaram em Fernando Collor para governo do Estado. Ufa!

Entrevista com Ney Matogrosso

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O que fazer quando não sabemos o que fazer?


Olívia de Cássia – jornalista

Eu não sei mais ficar em casa, na ociosidade, de molho, para sossegar o corpo de algum problema de saúde causado pelo estresse diário; parece um vício isso. Dá até crise de consciência e parece besteira, mas não é. Mesmo tendo diversos livros para ler e a opção da internet para pesquisar e me distrair um pouco conversando com outras pessoas, de repente, hoje, eu senti um grande vazio ocupando meu espaço.
Eu me angustio ao perceber que preciso preencher a minha vida com algo de mais positivo e salutar, com atividades culturais das quais estou ausente já faz alguns anos. Sem dinheiro para sair um pouco e participar desse tipo de lazer na capital, o jeito é a gente se refugiar mesmo no trabalho e esquecer esse impedimento real.
Procuro as respostas no fundo da alma; respostas que só eu posso me dar. Sou responsável por mim, pela minha felicidade e não posso esperar que ela venha dos outros, que os outros façam por mim aquilo que eu devo fazer como diz a música. Vou até a cozinha e preparo um saboroso café, para que ele me ajude a clarear as ideias.
Preciso ter disciplina para organizar a vida e poder ter mais conforto, me alertam alguns amigos. Como vou fazer isso? Vejo-me diante de um grande desafio que é cuidar de mim. Não tenho muita saúde, não me preparei bem para a rotina diária de uma vida organizada como as outras mulheres o fizeram e fazem com a idade que tenho.
Sou indisciplinada mesmo, sempre fui assim e a essa altura da minha vida, fica difícil eu me reparar. Minha vida é muito mais de desencontros, de infinitas procuras. Sou um ser errante, uma mulher à procura de um caminho.
Procuro a felicidade e percorri caminhos diversos, mas parece que esse bem-estar tão sonhado está sempre correndo do meu alcance. Devo confessar que não tive muita competência para conquistá-lo. Sempre fui mais idealista, como meu pai o era.
Minha mãe era realista e prática, dizia tudo o que lhe vinha à cabeça e não tinha reservas se queria dizer aquilo que pensava para quem ela achasse que deveria. Eu sempre fui o oposto dela, mesmo buscando minha independência e admirando aquela força que ela possuía.
Chego de uma consulta médica onde constato que preciso me cuidar. Ligo a TV no horário político eleitoral gratuito e os atores que se apresentam ali são os mesmos de antes. Políticos ou pretendentes ao cargo que prometem o que não podem cumprir, por incompetência mesmo ou impossibilidades, ou outros que querem nos fazer de palhaços.
As interrogações que tenho hoje são muitas. Até quando eu vou ficar aguardando respostas para esse meu desempenho tão atrapalhado na vida? O que fazer diante de tantos questionamentos e tantas interrogações que me chegam, num momento de tanta indecisão e de procuras? Será que vou conseguir melhorar meu desempenho na vida? O que devo fazer?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Falta de quórum inviabiliza sessão da ALE



Plenário vazio da Casa de Tavares Bastos, dá o tom de como será o cenário até a eleição, em outubro

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e foto)

Por falta de quórum, pelo segundo dia consecutivo, não houve sessão na Assembleia Legislativa Estadual. Apenas o presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB), os deputados Marcos Barbosa (PPS), Cícero Ferro (PMN), Gilvan Barros (PSDB) e Cáthia Lisboa Freitas (PSDB) compareceram ao plenário da ALE.
O deputado Marcos Barbosa, que assumiu a secretaria da Mesa, fez a chamada e não havendo número legal – o número mínimo é de nove deputados -, o presidente deu por encerrada a sessão convocando os deputados para a próxima sessão, que no caso só será na próxima terça-feira, se houver quorum, porque na volta do recesso parlamentar ficou estabelecido que, por conta da campanha eleitoral só haveria trabalho no plenário às terças e quartas.
Mas a prática na Casa de Tavares Bastos é que só vá acontecer sessão, efetivamente, após a eleição, pois os deputados estão com a campanha na rua garimpando votos. Aqueles que tiverem a sorte de se reeleger provavelmente voltarão ao plenário; os que perderem, darão por encerrado o mandato, depois do dia 3 de outubro.

Debate na internet inova a política brasileira


Olívia de Cássia - jornalista
(Crédito da foto: Folha/Uol)

O debate dos três principais candidatos na internet (Dilma, Serra e Marina), promovido pela Folha On Line e o portal Uol, hoje, inaugura um novo modelo de se fazer política no Brasil. Com início às 10h30, o debate já dura quase três horas e agora está no sexto e último bloco. Apesar de a transmissão ainda não ser das mais eficientes, por conta da velocidade lenta, que proporciona as constantes paradas no som e imagem, o evento foi um sucesso de audiência e os internautas puderam participar por meio de perguntas feitas em web cans e posts e no Twitter.
O assunto foi o mais comentado no mundo inteiro no Twitter e teve plateia no auditório montado para o evento. O cenário do debate foi muito parecido com os debates na televisão. No computador, na página da Folha On Line, tinha duas janelas, uma com os comentários dos jornalistas, direto da Redação e outra com os dos internautas.
A candidata Dilma foi aplaudida em algumas respostas, mas também foi a mais interrogada e cobrada, por conta da sua alta nas pesquisas.
O debate foi quente, mas a senadora Marina Silva foi sempre poupada. Indagado sobre o conceito de que é o candidato das elites, Serra respondeu que a sua origem é uma origem de família modesta. Tentou dar algumas estocadas em Dilma Roussef para tentar melhorar sua performance, que está sofrível diante da arrancada da candidata do PT rumo à Presidência da República.
Segundo comentários dos jornalistas, a campanha do tucano se esforça para minimizar a identificação que o eleitorado faz entre ele e as "elites". Já a candidata Dilma se irritou com a pergunta de um internauta e segundo o que foi postado, na plateia, petistas reclamam que as perguntas para ela foram mais duras. Indagada sobre a questão do aborto, Dilma observou que nenhuma mulher é favorável ao aborto e destacou como são feitos os abortos clandestinos no país.
Sobre a questão da dívida do Brasil, Dilma observou que o Brasil pagou a dívida com o FMI, e hoje empresta dinheiro para o fundo. Já candidata verde Marina, disse que foi a única que teve a prestação de contas transparente e em momento algum caixa dois. As perguntas de Serra para Marina, segundo o que se comentou, foram sempre café com leite. Não há polêmicas envolvendo a verde.
Já o candidato Serra, quando falou de saneamento, disse que Dilma não respondeu quando ele a perguntou sobre o tema, e promete desonerar a área. O tucano também se irritou quando foi indagado sobre incentivos fiscais.

Falha na entrega de fita deixa candidatos a deputado fora do guia

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começou nesta terça-feira, 17, com uma desagradável surpresa para os candidatos a deputado federal pela coligação Frente Popular por Alagoas – que tem com candidato ao governo o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) -: eles não tiveram suas inserções veiculadas no horário da tarde.
De acordo com informações do ex-superintendente da Polícia Federal em Alagoas, e candidato a deputado federal pelo PT, José Pinto de Luna, o problema ocorreu porque a coligação teria enviado uma pessoa não credenciada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL) para entregar a fita na TV Pajuçara – que é a geradora dessa semana – o que gerou a recusa da emissora em receber o material.
O problema foi resolvido e à noite a propaganda dos candidatos a deputado federal foi ao ar.

Horário Eleitoral

Nas terças, quintas e sábados, o horário eleitoral gratuito exibe a programação dos candidatos a presidente e a deputados federais. Já às segundas, quartas e sextas serão exibidos os programas dos candidatos a governador, senadores e deputados estaduais. O guia prossegue até o dia 30 de setembro, nos horários de 7h e 12h no rádio e as 13h e 20h30 na televisão.

TSE confirma validade da Ficha Limpa para as eleições

* Por Pedro da Rocha
Agência Estado


Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmaram nesta terça-feira, 17, em julgamento, que a Lei da Ficha Limpa pode ser aplicada para as eleições gerais deste ano, sem que viole o princípio constitucional da anualidade ou anterioridade previsto no artigo 16 da Constituição Federal.
A questão foi debatida no julgamento de um recurso interposto por Francisco das Chagas Rodrigues Alves, candidato a deputado estadual no Ceará, que teve seu registro de candidatura impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral daquele estado.
Por 5 votos a 2, prevaleceu entendimento do presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, que apresentou seu voto e considerou a lei válida já para as eleições de 3 de outubro. Lewandowski foi acompanhado pelos ministros Arnaldo Versiani, Cármen Lúcia, Aldir Passarinho Junior e Hamilton Carvalhido.
Já os ministros Marcelo Ribeiro (relator) e Marco Aurélio consideraram que a Lei da Ficha Limpa altera o processo eleitoral e que não poderia ser aplicada por ter sido sancionada a menos de um ano das eleições.

Programas de TV - de Dilma Roussef - 17/08


Primeiro programa da campanha de Dilma

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Começa o horário eleitoral



Olívia de Cássia – jornalista

Começou hoje o horário político eleitoral em todo o País. É chegada a hora de reafirmar compromissos, propostas, projetos ou de conquistar mentes e corações. Para muita gente, não é, com certeza, o melhor programa preferido, mas numa democracia a gente tem que conviver com o contraditório, mesmo que isso às vezes incomode.
Quem iniciou o horário na TV foi o candidato do PSDB, José Serra, que tenta se igualar à popularidade do presidente Lula, mas explorando a mesma temática de seus programas anteriores. Caminhadas com comunidades carentes, imagens de possíveis apoiadores, histórico pessoal, “de infância pobre”, realizações no governo de São Paulo.
Em sua música de campanha apelou: “Quando o Lula da Silva sair é o Zé que quero lá”, diz a música de Serra; não sei se o TSE vai permitir que o candidato continue usando o nome de Lula em sua campanha, não tem nada a ver. Com índices abaixo da candidata do PT, Serra vai tentar recuperar o tempo perdido no horário gratuito eleitoral.
Sem paixão e com paixão, a aparição da candidata Dilma Roussef (PT) foi a melhor, digam o que disserem nossos opositores. Ela começou sua fala dizendo que “ninguém faz as coisas quando não tem paixão nem crença” e é essa paixão e essa crença, associadas à sua competência que dão a Dilma Roussef a possibilidade de ser a primeira mulher presidente do Brasil.
Os outros candidatos passaram ao largo. Em seguida veio o horário dos candidatos a deputado federal, começando com os da coligação do senador e candidato ao governo do Estado, Fernando Collor, mas logo no início houve uma lacuna em branco. Algum candidato não enviou em tempo hábil sua fala, ou já foi censurado pela Lei 9.504/97, a Lei Eleitoral.
Pessoalmente, gosto do horário eleitoral; como já afirmei em textos anteriores, puxei ao meu pai. Essa época era uma festa para ele em União dos Palmares: fosse para ele torcer pelos seus candidatos, ou para criticar os que não o fossem. Se alguém chegasse lá em casa criticando um candidato dele, meu pai colocava pra correr, na hora,com alguma resposta, apesar da sua timidez. Considero o horário eleitoral, além de esclarecedor, como o melhor programa de humor da TV.
A gente se diverte muito vendo os vários tipos que vão para lá só para aparecer, a serviço de outros políticos que não querem se comprometer perante o eleitorado, ou aqueles que vão mostrar sua revolta de forma humorada, como é o caso do candidato José Muniz Falcão que todo ano se apresenta com uma fantasia diferenciada; este ano não deve ser diferente.
Vai aparecer de tudo nessa eleição: de pilantra, palhaço, bandido de colarinho branco, vendedores de ilusões e também mulheres e homens sérios que querem ver um Brasil melhor e que têm alguns projetos sérios para a melhoria das comunidades menos favorecidas.
Não adianta reclamar, gostando ou não, todo mundo vai ter que esperar um pouco para assistir a novela das nove e vai ter que ouvir as mesmas conversas, vai também engolir baixarias, acusações e promessas que na maioria dos casos nunca são cumpridas, louve-se as raríssimas exceções. Poucas, mas têm.
Para os candidatos, o horário gratuito na televisão é uma ferramenta importante, para que façam conhecer suas propostas e o seu perfil. Para o eleitor, fundamental para que conheça melhor o candidato a quem pretende dar o seu voto. É um momento importantíssimo para a nossa democracia e que cada um escolha o melhor ou o menos ruim.

domingo, 15 de agosto de 2010

Lula fala aos internaut@s

Minha origem e descendência


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira – Jornalista

Esta semana recebi e-mails de parentes que moram bem distantes, que estão curiosos em saber sobre os nossos ascendentes e parentes distantes. Tudo isso por conta da árvore genealógica incompleta que publiquei em um dos meus blogs como um dos capítulos do meu livro de memórias ainda não publicado Mosaicos do Tempo. Estou impressionada com a dimensão da minha família. É tanta gente, que avalio ser difícil concluir o trabalho.
Tenho pensado muito nisso e em brincadeira digo para mim e para outros familiares que parece até a saga da família de José Arcádio Búendia, fundador de Macondo, cidade fantástica da obra de Gabriel Garcia Marquez, no livro Cem Anos de Solidão, obra que valeu ao autor o Prêmio Nobel de Literatura. Na família Búendia, são mais de cem pessoas com o nome de José Arcádio Buendia e José Aureliano, Ursúla e Remédios. Na obra, as mulheres são muito fortes, de fibra e de temperamentos marcantes.
Na minha família, as mulheres também são de fibra, lutadoras, batalhadoras e muitas comandam seus lares. Os nomes e sobrenomes na família de cá também se repetem, confusos, com erros de sobrenomes nos cartórios. São muitos os nomes de João, Júlio, Jonas, Josefa, José, Olívia, Olympia, Manuel, Pedro, Antônio e por aí vai.
Nossos sobrenomes: Siqueira, Cerqueira, Serqueira (com s), Ciqueira (com c), Sirqueira, Vieira, Rosa, Paes, Peixoto, Araújo e Correia foram se misturando e se expandido pelo Brasil a fora. Os casamentos entre primos cosanguíneos e de parentesco muito próximo se deram de maneira desordenada e com muita frequência. Todos nós somos descendentes de portugueses, alguns dizem que de judeus também.
Pesquisei na internet que os sobrenomes Siqueira, ou Sequeira (o mesmo que Cerqueira que foi erro de cartório) é o nome de uma localidade em La Coruña, província galega da Espanha. Há registros de um Brás Siqueira na região do Estado brasileiro do Espírito Santo já em 1694. Meu pai dizia que muitos dos seus parentes tinham ido embora para os estados do Paraná e São Paulo, mas muitos ele nunca obteve notícia.
O sobrenome Rosa foram os cartórios que deram aos Vieira Correia ou Vieira de Siqueira. Já a família Paes tem o sobrenome de origem portuguesa, classificado como sendo um patronímico, pois deriva do nome próprio do fundador deste tronco familiar, deriva do nome próprio Paio ou Pelágio.
Segundo o site http://www.benzisobrenomes.com, o sobrenome Paes existe registrado em Portugal desde o século XIII, é uma linhagem muito antiga e existem registros de diversas formas diferentes, entre elas: Pelagiz, Palagiz, no século XV foi registrado como Paez e Páiz.
O resgate dessa descendência, para mim seria de urgência, pois dependendo dessa pesquisa é que muitos dos parentes querem saber a origem da doença que acometeu muita gente da nossa família, a ataxia spinocerebellar ou Mal de Machado Joseph, que tem origem na Ilha dos Açores, em Portugal. Eu sempre tive muita vontade de conhecer a minha origem, saber de onde vim. É uma curiosidade que também acomete muito dos meus parentes e por isso as interrogações são muitas.
O certo seria se pudéssemos juntar e catalogar todas essas informações num bloco só, como eu queria desde o início, mas devo confessar que muitos dos meus parentes negam essa origem, são muito afastados e desunidos. Eu nunca vi família tão desunida e gostaria de antes de partir para outro plano fazer esse resgate e tentar unir todo mundo.
As informações que obtive para elaborar meu documento incompleto, cuja leitura pode ser feita no blog, foram de oitiva de parentes, mas para que a pesquisa tivesse mais consistência eu teria que percorrer cartórios no interior do Estado e em Pernambuco também.
Em Alagoas eu teria de percorrer desde o município de Água Branca e Jacaré dos Homens, até as cidades da Zona da Mata como Capela, Atalaia, Murici, Branquinha e União dos Palmares, por conta de que os meus tataravôs, tetravôs e bisavôs terem vindo dessas localidades.
No entanto, agora, com a destruição dos cartórios nos dois estados pela enchente ocorrida no dia 18 de junho último, em algumas cidades, vai ficar mais difícil ainda essa busca e eu gostaria que quem tivesse essas informações mais apuradas me procurasse para que eu pudesse complementar minhas pesquisas. Ficarei muito agradecida.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Mudanças no blog


Olívia de Cássia - jornalista

Meus leitores estão percebendo que estou fazendo algumas mudanças experimentais no blog, desde ontem, para que fique mais agradável de ler e de ser visto. Para isso mudei o visual, acrescentei alguns itens na barra do lado direito como fotos, poesias e só agora, depois de quatro meses ter sido criado num novo endereço, é que acertei colocar um contador. Coisa de amadora mesmo.
Na enquete, o internauta pode dar o seu voto e informar em quem vai votar para governador. Na barra de vídeo, pode ir diretamente para o You Tube ou indicar aos twitteiros e colegas do Facebook a leitura dos textos.
Espero que as mudanças tenham contribuído para facilitar a visualização dos textos, de maneira agradável. No final, no rodapé, também acrescentei algumas fotos de União dos Palmares, minha terra natal, de minha autoria. Aguardo retorno por meio de comentários e de acessos.

50 de ouro

Eliane Aquino (*)

Quando penso que posso escrever um relatório de conquistas e vitórias em minha vida, dou-me conta do quanto o tempo passou e do quanto eu aprendi e colhi nesse meio século em que cá estou, desde aquele 17 de julho de 1960 em que nasci.

Posso assegurar que me sinto feliz por ser nordestina de Alagoas; não gostaria de ter nascido em nenhum outro lugar; sinto-me orgulhosa da família e dos amigos que construí ao longo dos anos; emociona-me lembrar que fui mãe aos 19 anos de idade e avó aos 39; que hoje tenho como netos duas lindas garotas e um bebê, que me enchem o coração de paz e amor.

Não saberia ter outra profissão que não a de jornalista. E não teria feito com tanto gosto outro curso universitário, que não o de Direito; não me causa nenhuma curiosidade conhecer outros países, antes de desbravar cada região deste nosso Brasil; registro, aqui, que morei, conheci e vivi imensamente a cultura e a vida de oito dos nossos estados brasileiros.

Morar em Belém e Manaus; fazer lindas, emocionantes e fotográficas viagens pelo Amazonas e pela região da Amazônia; de Boa Vista ao Macapá, pelo rio e pelo ar, saboreando a atmosfera e descobrindo vidas e fatos novos, foi uma grande lição e presente que a vida me deu.

A agitação que sempre tomou conta de mim na juventude, continua a me inquietar nesta nova fase, onde meu corpo já não acompanha a vitalidade alimentada pelas emoções sempre renovadas, o que me faz, hoje, de todo modo, menos desassossegada na ansiedade de saciar as vontades, os deveres e os direitos que me movem no dia a dia.

Há horas que quero trabalhar, mimar meus netos, trocar ideias com meu filho, namorar meu marido, saber dos meus familiares e amigos; ficar só para refletir, escrever, ler, ir ao cinema, passear à beira da praia ou fazer um passeio de barco pelas lagoas; contenho-me nas prioridades e as prioridades são sempre acima das minhas próprias possibilidades de priorizar o essencial da razão.

Mas é assim que cheguei até aqui: sem pressa, embora apressada; sem rancor, perdoando; cheia de ansiedades, mas paciente; fazendo de cada dia um dia para a generosidade, o amor e a solidariedade; brigando, se necessário, mas, sempre, de braços abertos para o bem.

Que Deus abençoe os meus próximos passos na passagem por esta vida.

De qualquer modo, obrigada, a Deus e a todos amigos e familiares, pelo caminho que me ajudaram a seguir.

(*) Jornalista e minha muito querida amiga de infância

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

PEC dos Jornalistas

Fenaj acompanha votos no Senado


Nos próximos dias, o Senado Federal deve votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 033/09 que restabelece a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista no Brasil. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) está acompanhando o posicionamento dos parlamentares.


Para saber como votam os senadores, acesse o link do site da Fenaj http://www.fenaj.org.br/

Fora Collor de hoje e do passado

Olívia de Cássia – jornalista

Dezoito anos depois do primeiro ato Fora Collor, estudantes e entidades da sociedade civil organizada em Alagoas tentaram reavivar o movimento no Estado. Hoje, 11 de agosto de 2010, percorri os sites e observei as informações sobre o evento, que dessa vez não teve a minha presença, como no passado. Participei de todos os atos em 1992. Foram momentos marcantes aqueles.
Naquela época estava completamente engajada nos movimentos sociais, e nem sabia que a minha vida pessoal estava pelo avesso, já estava se desmoronando, enquanto eu estava nas ruas protestando contra o governo. Mas não me arrependo um milímetro da minha pequena participação política.
Nem de longe as manifestações de hoje têm o impacto e a dimensão do Fora Collor daquela época. Existia engajamento da sociedade civil organizada, estudantes, mulheres, sindicatos. Todo mundo queria ver o país livre da tirania daquele governo que trouxe as piores mazelas para esse país e quem tiver dúvida, vá pesquisar na história recente do Brasil.
O Movimento Fora Collor foi articulado por entidades estudantis e organizações não-governamentais em 1992, quando milhares de brasileiros saíram às ruas em passeatas pedindo o impeachment do então presidente da República. A campanha virou movimento de massa a partir das famosas passeatas dos caras pintadas. Daí desenvolveu-se o movimento denominado Fora Collor, levando a população a se manifestar contra os escândalos de corrupção, tendo como principal acusado o ex-tesoureiro Paulo César Farias.
Nessa época eu trabalhava no Sindicato dos Bancários de Alagoas e o movimento era muito forte, levou milhares de pessoas às ruas. Tinha encenação teatral, passeatas engajadas de todas as tendências políticas e sociais do Estado. O movimento aconteceu também em todo o País. Imaginem a minha emoção. Três anos de formada em jornalismo, vinda de União dos Palmares, completamente envolvida naquele momento.
Os jovens estavam antenados com as informações, participavam mais da política e se informavam sobre quem realmente era o presidente que estava governando o Brasil. Tinha conhecimento de todos aqueles escândalos resvalados na imprensa, a partir do depoimento do próprio irmão de Collor. Foi nesse governo que começaram as privatizações, ampliadas no governo de FHC.
Hoje, o ex-presidente é senador da República e candidato novamente ao governo do Estado, depois de ter sido inocentado pela Justiça de todos os processos de que era acusado. Não se sabe de que forma conseguiu essa inocência e a que preço, mas foi inocentado pela nossa ‘Justiça’, às vezes nem sempre justa. A maioria dos jovens de hoje não têm conhecimento da história. Não procuram se informar dos momentos que passava o País naquela época e chegam a dizer que o que a gente comenta é fantasioso. Uma pena isso.
O movimento de hoje está sendo organizado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). O objetivo, segundo as lideranças da entidade, é um ato público contra a candidatura do ex-presidente ao governo de Alagoas e um manifesto em solidariedade ao repórter da revista IstoÉ Hugo Marques, que sofreu ameaças em uma conversa por telefone com o candidato do PTB.
Como disse o inesquecível guerrilheiro Che Guevara, “ser capaz de sentir indignação contra qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo é a qualidade mais bela de um militante". Pena que hoje em dia essas lideranças estão tão desacreditas; foram engolidos pelo sistema e são muito poucos os que ainda se indignam com as injustiças sem que não queiram tirar algum proveito político da questão.


Acesse também o link http://oc-cerqueira.zip.net/arch2008-05-16_2008-05-31.html
e leiam textos do meu primeiro blog

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Republicação de texto


Minha origem: a árvore genealógica incompleta (*)- Parte 1


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira
Jornalista


Segundo as minhas pesquisas, baseadas em informações obtidas por meio de conversas e entrevistas com familiares e com meu primo José Cícero Almeida de Siqueira, nossos antepassados Francisco Vieira de Siqueira, José Vieira de Siqueira e João Vieira de Siqueira vieram da região de Jacaré dos Homens e Água Branca, região do Sertão de Alagoas, com destino à cidade de Capela, microrregião da mata alagoana.
Em Capela, José Vieira de Siqueira comprou terras na Serra do Periperi e se instalou naquele município. João Vieira de Siqueira se fixou na cidade de Branquinha e Francisco Vieira de Siqueira, conhecido como Francisco Rosa, na passagem pela cidade, casou-se com Maria Francisca Viera Correia, que era portadora de uma doença até então desconhecida e que, nos últimos anos, tem sido alvo de estudos científicos. Trata-se da Ataxia Spinocerebellar ou Mal de Machado-Joseph, doença que mais tarde veio acometer grande parte dos meus parentes, inclusive meu pai e todos os seus irmãos e muitos sobrinhos, por parte de pai e mãe. Recentemente descobri que também sou portadora e estou com os primeiros sintomas da doença.
Depois de casados, Francisco Vieira de Siqueira e Maria Francisca Vieira Correia instalaram-se no sítio Jitirana. Francisco e Maria Francisca tiveram dez filhos: Pedro (tio Pedrinho), Manoel (conhecido como Manezinho), Francisco, Tranquilino, Jonas, João, Silvina, Rosa, Olívia (minha avó materna) e Luzia.
Esses meus tios-avós casaram-se com primos legítimos, quase irmãos: Manoel (Manezinho) era proprietário de uma mercearia na fazenda Jitirana de Baixo e conta a lenda da família que teria encontrado três botijas com as quais se valeu para montar o empório. Ele morava vizinho a seu irmão Tranquilino, que não tinha posses.
Manezinho casou com Paulina Vieira Correia (filha de Silvestre Correia), sua prima legítima. Silvestre Correia é meu trisavô, pai do meu bisavô Tibúrcio Vieira Correia que na certidão de casamento de meus avós maternos consta como Tibúrcio Correia de Araújo.
Tonico Correia era meu tetravô -pai de Silvestre Correia, meu trisavô. Silvestre Correia foi pai de Santina Vieira Correia, Paulina Vieira Correia, Maria Francisca Vieira Correia e Satili Vieira Correia. Tonico Correia era senhor de engenho (dono do Engenho das Pedras), próximo à cidade de Capela, e possuía escravos.
Silvestre Correia, filho de Tonico, também teria sido fazendeiro, herdeiro do Engenho das Pedras, igualmente senhor de engenho e dono de escravos. O Engenho das Pedras, em Capela, hoje é a fazenda Pedrinhas, de propriedade de Maurício Moreira, irmão do ex-deputado Sérgio Moreira.
Este Silvestre, meu trisavô, conforme a minha pesquisa, não queria que as filhas Santina, Paulina e Maria Francisca aprendessem a ler para que elas não escreverem cartas a seus namorados. As filhas de Silvestre ajudavam os negros cativos a fugirem do engenho, fosse devido aos maus-tratos, ou pelo desejo de liberdade que os negros alimentavam entre si. Silvestre Correia também era conhecido como Pai Silva.
José Vieira, conhecido como Cazuza Vieira, primo dos meus ascendentes, também era proprietário da fazenda Cachoeira da Orelha, no município de Capela. Francisco Filho, irmão de vovó Olívia e de Pedro casou com Maria Correia de Araújo (Mariazinha), que era filha de Terto. Francisco e Mariazinha geraram: Josefa Correia (Zefinha), José, José, Pedro (conhecido como Doca), Zezito e Lourdes.
Luzia, irmã mais nova de vovó Olívia, casou-se com José Correia Paes, seu primo legítimo, irmão do meu avô Manoel Paes, e gerou: Otávio Paes, Maria Paes, Jonas Paes, João Paes. Quando Luzia morreu José Correia Paes casou com Raimunda e geraram: Lourival Paes, José Paes, Marieta, Raimundo e Antônia. Dos irmãos da minha avó Olívia, filhos de Francisco Vieira de Siqueira, só quem possuía terras eram: Pedro, Manezinho e José Correia Paes.
Pela informação que obtive o meu tio-avô José Correia Paes teria casado quatro vezes. Sua última mulher, Mariquinha, foi natural de Branquinha, da família Fernandes. Dois filhos mais novos de José Correia Paes e Mariquinha (Neuza e Antônio), foram localizados em Niterói, no Rio de Janeiro, mas Neuza já teria morrido, vítima da Ataxia e Antônio é médico da Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro.
Meu avô Manoel Paes também teve uma irmã chamada Luzia, assim como minha avó e meu pai. Essa Luzia, irmã do meu avô Manoel e do tio-avô José Correia Paes, morreu com 15 anos, quando já estava em cadeira de rodas, vítima da mesma doença.
Pedro, irmão da minha avó Olívia, o tio Pedrinho, casou-se com Amélia, que era filha de Joaquim Vieira, sua prima. Pedro e Amélia tiveram: Floriano Vieira de Siqueira e Júlio Vieira de Siqueira, sobrinhos dos meus avós. Eles também se casaram com duas irmãs da família Vergetti.
Minha avó materna, que na certidão de casamento consta como sendo Olívia Maria de Cerqueira, confusão feita pelos cartórios da época, casou com meu avô, Manoel Correia Paes, filho de Tibúrcio Correia de Araújo (o sobrenome teria sido modificado pelo cartório) ou Tibúrcio Vieira Correia, e de Maria Paes de Oliveira, segundo consta na certidão que tenho em mãos.
Minha origem: a árvore genealógica incompleta (*)
Parte 2


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira
Jornalista

Jonas Vieira de Siqueira, pai do meu pai, foi registrado como Jonas Correia de Cerqueira. Ele casou com a sua prima legítima Rosa Correia Paes, irmã do meu avô Manoel Paes, do tio José Correia Paes e da tia Luzia, e filha de Tibúrcio.
Meu avô paterno e minha avó Rosa geraram: João Correia de Cerqueira, conhecido como João Jonas (meu pai), Graciliano, que foi registrado como Graciliano Correia de Siqueira, Antônio Jonas Jonas, Piciliano, Júlio (conhecido como Júlio Rosa), José Jonas, Manoel Jonas, Luzia e teria tido outra irmã por nome Olívia, que teria ido embora morar no Paraná, não se sabendo do paradeiro dela. Quando vovó Rosa morreu, meu avô Jonas casou com Maria (vó Nenen) e tiveram: Alfredo, Ester, Renalva, José.
Satili Vieira Correia, único filho homem de Silvestre Correia, meu trisavô, gerou: Ozório Vieira, Edmundo Vieira e Jonas Vieira, pai de Augusta, Grinaura e do primo Joninhas, que foi assassinado, misteriosamente, há alguns anos. Jonas Vieira Correia teve também outros filhos. Maria Augusta, filha de Jonas Vieira, casou com Ernesto, também primo legítimo e tiveram quatro filhos, sendo que alguns deles também seriam portadores da ataxia. Uma das filhas de Grinaura, irmã de Maria Augusta, teria morrido da mesma doença. Grinaura também casou com um irmão de Ernesto, outro primo legítimo.
Outro Jonas, irmão do meu pai, casou com Lourdes e geraram: Nita, José, Geraldo, Francisco (Chiquinho), Eva, Ana e Nana e todos são portadores da ataxia. Mas as informações sobre os irmãos do meu pai são muito desencontradas, pois todos se dispersaram e foram morar em São Paulo, Paraná e no Rio de Janeiro. De vez em quando chega um parente nosso em Alagoas dizendo ser sobrinho de meu pai.
João Vieira de Siqueira, conhecido como João Rosa, casou com Dionília Olímpia de Siqueira, que era filha de Santina Vieira Correia, filha de Silvestre Correia e que era sua prima legítima. Os seis membros da família Vieira de Siqueira casaram-se com os Vieira Correia, que pelas informações que temos hoje também foram portadores de ataxia, e os netos continuaram se casando com os primos, todos portadores desse problema genético degenerativo.
Silvina Vieira de Siqueira, Rosa Vieira de Siqueira, Francisco Vieira de Siqueira e Tranquilino Vieira de Siqueira foram para São Paulo e para o Rio de Janeiro, para tentarem a vida lá fora e não se sabe o destino dos seus descendentes.
Vovô Manoel e Vovó Olívia tiveram: Josefa, Sebastiana, Antônio, José, Noêmia, Antônia (minha mãe), Júlio e Osória. Tia Josefa, irmã mais velha de mamãe, casou com José Antônio da Silva, de Paulo Jacinto, e geraram: Julião, Olival e Edleuza. Minha tia Josefa morreu e José Antônio casou com Josefa Correia de Siqueira (Zefinha), filha de Francisco Vieira de Siqueira Filho, irmão de vovó Olívia, prima legítima da mulher falecida.
Josefa Correia de Siqueira passou a se chamar Josefa Correia da Silva e teve: Aluízio, Maria José Siqueira, Maria José Correia (que era dentista, morreu acometida de uma doença degenerativa que lhe atacou muito rapidamente, no espaço de um ano, deixando-a inválida e levando-a à morte), Silvia, José, Izabel e Rejane.
Sebastiana, a mais velha das mulheres, filha dos meus avós maternos, casou com Anízio Rosa (sobrenome que os cartórios deram, mais tarde aos Vieira de Siqueira) e geraram: José (que era surdo e mudo), Juvenal, Maria, Dermeval, Antônio, Dinalva e Darci. Mas minha tia Sebastiana também teria tido um filho paralítico que morreu muito pequeno.
Meu tio Antônio Paes de Siqueira, o irmão mais velho da minha mãe, casou-se com a prima Marieta, que era filha de José Correia Paes e Raimunda. Antônio e Marieta geram: Eugênio, Gedalva, José, Sônia, Fátima e Elza. Marieta morreu e Antônio casou com Hermínia e geraram: Mônica, Claudenice e Júlio.
Meu tio José Paes de Siqueira, outro irmão da minha mãe, casou com Luzinete e tiveram: Maria José, Josete, Josival, Jandete, Carlos e Sérgio. Noêmia casou com Pedro, que descobri tem parentesco conosco já que sua mãe Natália era prima da nossa prima Amelinha, que casou com o tio Pedrinho. Noêmia e Pedro geraram: Petrúcio e Rita. Petrúcio está acometido, segundo os médicos, de Mal de Parkinson.

Antônia Paes de Siqueira, minha mãe, casou com o primo legítimo João Correia de Cerqueira (meu pai), e depois de casada passou a se chamar Antônia Correia de Cerqueira. Mamãe e papai geraram: Petrúcio, Petrônio, Paulo e eu, Olívia de Cássia. Meu irmão Petrônio, já está com a doença em estágio bem avançado. Eu descobri no ano passado que estou em fase inicial da doença e já começo a dar alguns tombos.
Meu tio Júlio, irmão de mamãe, viveu em regime de união livre com Valdeci, que dele teve José Maria e Lúcia. Osória teve um primeiro casamento com um irmão de tia Marieta, José Paes, mas não teve filhos. Em seguida casou com Fernandes Adelino de Freitas, teve seis filhos mas só uma filha ficou viva, Rita.
Natália Máximo Mesquita, mãe de Pedro Peixoto, marido da minha tia Noêmia, era prima legítima de Amélia, filha de Joaquim Vieira. João Mesquita era tio de Natália e também seria portador da doença, conforme minhas pesquisas.
De José Vieira de Siqueira e João Vieira de Siqueira, sabe-se que seus descendentes teriam migrado para os estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Outra particularidade dos meus ascendentes é que os nomes se repetiam e foram muitos os de: Luzia, José, Maria, Manoel, Júlio, João, Jonas, Olívia (teria havido pelo menos umas três ou quatro, além de mim).

Obs.: (* Capítulo à parte do meu livro de memórias Mosaicos do Tempo que já publiquei em um dos meus blogs e estou republicando a pedido de familiares que moram distantes. Informo que por falta de mais material eu interrompi o texto e os dados estão incompletos)

domingo, 8 de agosto de 2010


Quando chega a maturidade

Olívia de Cássia – jornalista

Hoje eu acordei com saudade da mocidade, da meninice, com saudade da juventude e de tudo o que essa fase da vida proporciona a uma pessoa. Quando a gente chega numa certa idade começa a se desencantar com algumas passagens e coisas da vida, vêm as limitações, a saúde fica mais frágil, acumulamos um monte de manias, gostos, esquisitices e às vezes muitas frustrações que os mais moços não entendem.
Na maioria dos casos os sonhos vão ficando para traz, como se tivessem sido apenas coisa de filme, de romance mesmo. O homem e o tempo se influenciam mutuamente, produzindo profundas mudanças nas subjetividades e diferentes representações que lhe permitem lidar com a questão temporal, como escreveu Alex Goldfarb. O vento e o tempo levaram tudo.
Estou na idade da maturidade, quase na terceira idade – mesmo sem ter alcançado essa sapiência que os anos calejados proporcionam. É como se eu me recusasse a envelhecer, apesar das marcas que o tempo trouxe para o meu corpo. Quando a gente chega nesse estágio da vida, já acumulou algumas maneiras de viver a rotina do dia-a-dia que não tem mais jeito de a gente abandonar. E parece que começam as proibições para essa idade.
A gente vai ficando individualista, querendo ter mais do que nunca o nosso cantinho, o nosso mundo particular. No meu caso avalio que a solidão é o mais recomendável mesmo. Passamos a viver um pouco do passado, a lembrar dos amigos, a rememorar fatos e passagens, vivências essas que nos trouxeram boas lembranças, aprendizado e até dor.
Os espiritualistas e seguidores de algumas religiões dizem que a maturidade traz sabedoria para a pessoa. Os japoneses respeitam os idosos que naquele país são considerados como sábios mesmo. Tanto que em algumas culturas, quando alguém morre é motivo de festa e quando nasce, de tristeza.
Apesar das ofertas de melhor qualidade de vida para quem chega à terceira idade, no Brasil os idosos precisam de muita assistência e em alguns locais ainda são muito discriminados. Agora inventaram outro termo e chamam de melhor idade a velhice. Eu discordo disso, que melhor idade que nada.
Melhor idade, no meu ponto de vista, é a da juventude, quando a gente vive as coisas mais importantes e marcantes da vida e acha que vai mudar o mundo com aquela garra e disposição de seus ideais. Com o passar dos anos, a responsabilidade chega à nossa porta e não tem jeito, temos que cuidar de nós e dos outros. E isso requer muitos sacrifícios e renúncias, que podem ou não nos servir de lições para o resto dos nossos anos.
Minha homenagem ao Dia dos Pais

Olívia de Cássia – Jornalista

Hoje, segundo domingo do mês de agosto, comemora-se no Brasil o Dia dos Pais. Uma data que nasceu para ser uma homenagem e depois se transformou em apelo comercial, mas que tem um sabor e um significado especial para muita gente. Ter e ser um pai presente, amoroso, cuidadoso e orientador é uma sorte.
“Ser pai é ser companheiro, construindo no ninho familiar a grandeza dos filhos, para alicerçar valores que edificam a sociedade. Ser pai é ser herói, protegendo o espaço sagrado de seu templo-família, cultivando no coração dos filhos o hábito da harmonia".
Pai não é só aquele que gera o filho, mas aquele que ama incondicionalmente procurando dar o melhor de si àqueles que estão sob sua guarda. Tive a sorte de ter tido um pai de quem sinto muito a falta.
A presença dele nesse plano, mesmo que às vezes distante geograficamente e inválido, me dava a certeza da segurança, de ter um porto seguro onde eu podia sufocar as mágoas, rotina, histórias, alegrias e vivências.
Pai herói, aquele que mesmo sem instrução escolar, conseguiu educar seus filhos para o bem e para a vida. Meu pai, quanta saudade eu sinto de você! Queria tanto agora, nesse momento de reflexão, estar pertinho, dar um abraço, confessar minhas decepções com certos acontecimentos da vida e dividir com ele minhas conquistas e os melhores momentos vividos.
Às vezes a saudade é tanta, mesmo já tendo passado tanto tempo da sua passagem para outro plano superior, que o sinto presente, me observando, talvez querendo de alguma forma dizer o que devo fazer e como devo agir diante de tal problema.
Meu querido pai, hoje, assim como muitos filhos o estão fazendo agora, queria te dar um grande abraço e dizer o quanto te amei e te amo. Daqueles abraços apertados que a gente dá pedindo proteção, pedindo colo e orientação num momento de muitas incertezas e indefinições.
Quero daqui desejar um feliz Dia dos Pais para todos os pais palmarinos, aqueles que sabem honrar essa função tão nobre que Deus lhes deixou e dizer a todos que amem e orientem seus filhos, mesmo quando fraquejem diante das opções tentadoras e maléficas da vida, porque o futuro de cada um vai depender do desempenho dos seus pais como provedores e cuidadores. FELIZ DIA DOS PAIS. QUE DEUS DÊ A TODOS PAZ E HARMONIA.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010


Cenário político

Olívia de Cássia – jornalista

Entendo muito pouco da lógica da política brasileira e da alagoana muito menos. Será que política tem alguma lógica mesmo? Se a gente começar a analisar as alianças para as eleições de outubro e o que desencadeou nelas, até agora, parece que política não tem lógica não. É tudo em nome da conjuntura, do momento político e dos interesses de cada um.
Vai decepcionar-se, e muito, quem ficar sonhando com uma prática diferenciada, pura, achando que ainda podemos reviver alguns momentos da política estudantil do passado, quando se acreditava muito mais nas ideias, nos sonhos e utopias. Com um sistema diferente, quando acreditávamos que o socialismo fosse o exemplo para todos nós a ser seguido.
Para quem vive nos bastidores da política brasileira e principalmente a alagoana entende que tudo é um jogo pesado mesmo, faz parte do sistema e não adianta ir de encontro contra a maré, isso eu aprendi com a vida. É só acompanhar o noticiário e o que se comenta fora dele. O que vale na política brasileira é: o poder de barganha e também o dinheiro que garantem o status de cada um. Eu não me iludo mais.
Outro fato do cenário político que vem chamando a atenção é a Lei da Ficha Limpa. Nem bem começou a vigorar no País, já começa a gerar muitas polêmicas, no que considera “ficha suja”. E isso já começa a incomodar.
O ex-ministro Eros Graus criticou a lei, em reportagem no jornal O Estado de São Paulo e disse que ela é inconstitucional, que fere alguns princípios da Carta Magna, o que provocou a reação contrária a essa postura no meio jurídico. O projeto ficha limpa surgiu da iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reuniu mais de 1,6 milhão de assinaturas de eleitores desde o lançamento da proposta, em setembro do ano passado.
Em Alagoas, o primeiro parlamentar a receber a condenação, por conta da aplicação da lei foi o deputado Alberto Sextafeira (PSB), líder do governo na Assembleia Legislativa. Ele foi considerado inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas. O deputado disse que sua defesa vai ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão do TRE em Alagoas e afirmou estar confiante de que a medida será revertida na Corte maior.
O ex-deputado Gilberto Gonçalves (PRTB) também teve seu registro de candidatura impugnado, baseado no que prevê a Lei Ficha Limpa (135/2010). Gilberto Gonçalves foi condenado por abuso de poder econômico e em virtude de acusação de ameaça a ex-funcionário, já que também é empresário.
No entanto, no que se refere ao ex-presidente e senador Fernando Collor, o TRE agiu de forma diferente inocentado Collor das acusações de ser ficha suja. Em discurso no Senado, ele criticou a imprensa e marcou a semana com polêmicas: ameaçou o repórter Hugo Marques, da revista “Isto É”, por ter divulgado uma ligação em que o senador faz vários xingamentos e ameaças ao jornalista.
O Tribunal também manteve ontem o registro de candidatura da vereadora por Maceió, Rosinha da Adefal (PTdoB), para o cargo de deputada federal nas eleições de outubro. Ela estava sendo preterida pelo seu partido e essa decisão ainda vai gerar muita confusão no PTdoB, já que sua candidatura fragiliza a de outro candidato.
A ex-senadora e atual vereadora pelo PSOL, Heloísa Helena, também foi inocentada das acusações e o TRE avaliou que quem fez a denúncia contra ela agiu de má-fé e vai pagar multa arbitrada pelo Pleno do tribunal. Outros candidatos ainda serão julgados esta semana e com isso, políticos condenados pela Justiça em decisão colegiada em processos ainda não concluídos não poderão ser candidatos no pleito de outubro, segundo a lei.
Parece que esse ano a Justiça Eleitoral vai ter muito trabalho. O que se sabe é que este ano o meio de campo está muito complicado mesmo e as opções para o governo do Estado estão difíceis de engolir.