quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Inquietude


Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira ©


Essa minha inquietude
vem da minha alma
insatisfeita e
confusa...

Essa minha rebeldia
vem da minha inquietação
da minha
inconformação...

Sou um ser errante.
Penso que posso
melhorar o mundo
e me aprofundo
em meus pensamentos
e lamentos
incompreendidos...

O Sol não nasceu


Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira ©


O Sol que eu esperava não nasceu...
A chuva deu lugar
À claridade do Sol
E ela veio fria, triste, impiedosa...
A chuva...


Mas o Sol que eu esperava
Não nasceu, naquele dia triste...
De angústia, de solidão.

Vejo o tempo


Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira ©


Vejo o tempo passar...
Tão rápido, que eu não percebi
O tempo passar...
Estou ficando velha...
No meu corpo já há
Muitas marcas do tempo,
Mostrando que eu envelheci,
Que eu já não sou aquela
Menina de antes,
Que envelheci e nem vi
O tempo passar...
Tal qual criança
Ainda alimento sonhos juvenis,
Pois os sonhos não caducam
com o tempo,
como disse o poeta.
Os sonhos ainda existem em mim,
Mas muitos deles já não me cabem mais
Já não me cabe sonhar...
Já não me cabe querer
Porque estou ficando velha...
Velha na idade...
Velha, com marcas no corpo e na alma,
Ainda inquieta
E inconformada...

Tranquei as portas


Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira ©



Tranquei as portas
do meu coração
para não mais sofrer...
Para não mais sofrer
De tanta dor escondi no fundo da minha alma
todo e qualquer sentimento
Inquietante...
Que traga alguma vã esperança
De um dia te encontrar novamente...

Vivi de sonhos


Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira ©


Vivi de sonhos e ilusão...
Por muito tempo
Vivi uma vida que não existiu, uma vida
Que não era a minha...


Hoje sigo meus passos
Em busca de um caminho,
de uma direção...

Meus sonhos


Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira ©

Meus sonhos...
Vão ficando
mais distantes
a cada dia...


Me desespero
porque
vejo que
eles estão
se dissipando...
feito areia do mar
em minhas
mãos...


E me questiono
E me desespero
E espero
E quero
viver...


Viver cada minuto
que me resta,
cada segundo
que se apaga
como fagulha
de fogueira

Limites da vida


Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira ©


Minhas noites serão mais longas,
Meus dias serão intermináveis.
Minhas limitações serão maiores
E já não terei aquela disposição
Que ainda tenho agora...


Por isso que eu tenho tentado
Viver a cada minuto, cada segundo
Da vida como se fosse o último
A ser vivido...


O amor, ah!, o amor!
Bem sei que nunca fui amada
Bem sei que não terei amores
Não nasci para ser amada
Nasci para amar. É minha sina.
E esse amor às vezes me sufoca
E me deprime porque é único.
É único na sua integridade.
O amor sem limites...

Meus pés


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira ©

Abençoados
Sejam
Meus pés,
Que me conduzem,
Ainda,
Onde eu posso
e quero chegar...
Abençoados
Sejam os meus pés.
Que me dão o rumo
Dos meus
Passos
Já incertos...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Está chegando a hora

Olívia de Cássia – jornalista

Está chegando a hora de a gente decidir o destino do nosso País, do nosso Estado. Assim como na vida, na política não é possível agradar a todo mundo, cada um tem os seus objetivos, suas dores, seus ideais ou seus interesses pessoais. Não adianta a gente reclamar.
Tem pessoas que reclamam muito dos políticos ladrões, corruptos, mas só vota nos piores candidatos que têm por aí e que só protegem quem não presta, gente envolvida com criminosos e ladrões, seja porque têm algum interesse financeiro ou pessoal.
Confesso que já votei muito por ideologia durante toda a minha vida, mas depois de muitas decepções, hoje voto muito mais por amizade, não nego, embora ainda tenha um pouco desses ideais que moveram a minha juventude; procuro não fugir muito desse foco.
Sou de um tempo em que a gente sonhava com um mundo melhor, mais justo, livre da ditadura, da tirania e pela democracia, pela liberdade de expressão e pelo direito de falar o que sentia.
Sonhávamos com um mundo livre, pela paz e pelo amor, influenciados pelos idealistas libertários e pelos hippies. No Brasil de hoje já tivemos muitas conquistas, com muito suor, lágrimas, sofrimento e morte de alguns que lutaram para ver o País livre da tirania dos militares.
É verdade que havia muita alienação política também, a gente não pode negar. No meu caso, quando fui tendo algum discernimento das coisas, fui logo torcendo pela oposição em União e Afrânio Vergetti de Siqueira, meu primo, era esse espelho para nós.
Meu pai era um apaixonado por política, como eu já disse em outros textos e foi essa paixão do seu João Jonas que me fez acompanhá-lo nos comícios, torcendo pelos candidatos do antigo e saudoso MDB (Movimento Democrático Brasileiro) de onde saíram muitas lideranças que hoje estão à frente das direções dos principais partidos políticos do País.
Outros se corromperam inebriados pelo poder e pelo fascínio do dinheiro sujo de negociatas, feitas na calada da noite, como diria um amigo meu. Mas aprendi com o tempo que o purismo de antes não existe mais.
Aquela inocência da juventude e o idealismo de outros foi se perdendo aos poucos e a gente foi aprendendo que para a esquerda chegar ao poder teria que se aliar ao que achávamos não tão puro e tão decente; tivemos que engolir isso também.
Passados os anos, hoje vejo tudo com cores diferenciadas e não censuro mais os amigos ou outras pessoas que pensam diferente de mim. Já não sou mais aquela jovem radical que por muitas vezes esqueceu sua vida pessoal em nome de seus idealismos.
Aprendi que o que você diz agora pode ser usado contra você num futuro, é só ver os exemplos por aí nessa campanha. Depois de muitas perdas na vida hoje eu procuro escolher meus candidatos de maneira que não me dê uma dor na consciência.
Que todos saibam escolher o melhor para o nosso País, não nos esquecendo de tudo aquilo que conquistamos de positivo nesses dois mandatos do presidente Lula, projeto que deverá ser continuado pela ministra Dilma, caso se confirmem as pesquisas de intenções de voto. Para alguns pode não ser o governo perfeito, mas foi o melhor que o País já teve até agora. Pense nisso!

Dou um doce pra quem adivinhar...

>Eu sei que as fotos não têm boa qualidade porque a grande maioria foi tirada com máquina Xereta ou parecida, não tinha qualidade nenhuma, mas eu dou um doce a quem advinhar quem são esses jovens do final dos anos 70 e início dos anos 80, palmarinos e ou visitantes nas férias. Querem arriscar? Ah, e onde eu não estou a foto foi de minha autoria.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Genisete faz campanha na feira livre dos Terrenos




Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

Durante toda a manhã e começo da tarde deste domingo, 26, a ex-vereadora e candidata a deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores de União dos Palmares, Genisete Lucena, percorreu com sua equipe a feira livre do bairro Roberto Correia, os Terrenos, para distribuir panfletos, santinhos e fazer o convencimento daqueles eleitores que ainda estão indecisos para votarem, procurando fazer o convencimento boa a boca, argumentando e mostrando suas propostas e as dos candidatos da coligação. A atividade foi considerada positiva.
Com a proximidade da eleição no domingo, 3, este foi o último dia para os candidatos fazerem manifesrtações de rua. Além de Genisete, outros candidatos como dr. Paulo do PT e o médico Beto Baia (que não é candidato mas distribuiu santinhos colocando seus apoios) também percorreram a Feira dos Terrenos. Em Maceió, os três princiapis candidatos ao Governo do Estado: Teotonio Vilela (PSDB), Ronaldo Lessa (PDT) e Fernando Collor de Mello (PTB), fizeram caminhada na orla de Maceió.
Em nível nacional houve um debate na TV Record com os presidenciâveis Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

sábado, 25 de setembro de 2010

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma


Leonardo Boff *

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o "silêncio obsequioso" pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o "Brasil Nunca Mais", onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando veem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como "famiglia" mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos de O Estado de São Paulo, de A Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem desse povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido a mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele veem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma), "a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes, nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo -Jeca Tatu-; negou seus direitos; arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação; conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)".

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados, de onde vem Lula, e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e para "fazedores de cabeça" do povo. Quando Lula afirmou que "a opinião pública somos nós", frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas, importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, ao fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA, que faz questão de não ver; protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e, no fundo, retrógrado e velhista; ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das más vontades deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

* [Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra].

Interrogações


Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira ©

Que tempo, que vento, que mar?
Qual deles poderá me dizer
O que devo fazer?
Se me esvazio de mim mesma,
Se silencio e me aprofundo
No mais obscuro dos meus
Sentimentos...
Se fico limitada a um conjunto
De fatos incompletos,
Incertos...
Se vivo, se sofro, se mato,
Se morro, se corro,
Eu morro?

A cada dia...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira ©


A cada dia
A saudade
Do teu corpo
Fica mais urgente.

Uma necessidade
Imediata de
Abraçar,
Beijar e
Te amar...

O que faço
Sem a tua
Presença?

O que faço
Com a tua
Ausência??

Ausência
Que me consome...
A cada dia que passa...

Incertezas da vida

Olívia de Cássia – jornalista ©

Estou vivendo momentos de incerteza, depois de ter sobrevivido a tantos desencontros e desamor. Sinto-me mais insegura e frágil diante da vida. Tem situações que acontecem comigo que fico sem entender o que significam. Sei que não sou a única a ter esses questionamentos nesse universo de meu Deus. Deve ter milhares de muitas mulheres e de homens também, que passam por experiências semelhantes.
Nessas horas sinto-me desprestigiada diante da vida, mas tenho convicção de que preciso mais é agradecer a Deus por tudo o que ele me deu até agora. Deu-me uma boa família, pais honestos e trabalhadores, que me proporcionaram meus estudos, uma profissão que amo e de qualquer forma dá o meu sustento e uma casa para morar, sem luxos, mas uma boa morada.
São tantas as pessoas que queriam estar no meu lugar agora, que me sinto até envergonhada de sofrer por inseguranças assim. Mas é essa constatação de que tenho muito mais a agradecer que me dá mais força para continuar na luta pela minha sobrevivência pessoal, espiritual e pela minha felicidade.
Tanta coisa boa, que muitas vezes me envergonho de ter esses sentimentos de angústias e incertezas. Sinto-me inquieta, insone, impaciente, mas até essa inquietude pode resultar em algum proveito, quando me valho dela para tirar ensinamentos.
Muitas vezes desejamos sair de uma determinada situação, experiência pessoal que estamos vivendo que avaliamos como inapropriada, inadequada e que precisa acabar. Fazemos tudo para sair dela e quando isso acontece, a gente se põe a pensar se realmente tomou a decisão mais acertada, se não foi por influencia de terceiros que tomamos a decisão ou coisa que o valha.
Minha maior preocupação sempre foi não precisar magoar os outros e acabo sempre ferida quando isso acontece. Toda as vezes que eu penso muito mais nas outras pessoas (e isso sempre acontece comigo), me magôo de alguma forma, tendo decepções com aqueles que eu não queria ferir para não ser injusta.
Saindo desse contexto e ficando nele mesmo, passo a me sentir vazia de mim mesmo, procurando de alguma forma me encontrar e me dá mil motivos para continuar a perseguir meus objetivos, meus sonhos, minhas aspirações de mulher, de profissional e de ser humano sempre apaixonado pelo outro.
Estou tentando entender o mundo. Fazendo mil e um questionamentos, sentimentos que não me pertencem ou que nunca me pertenceram. Será que eu sou alguém do outro mundo? Por que não consigo me firmar como as outras mulheres? Sou tão diferente das pessoas ditas normais! O que é a normalidade?
Vivo nessa procura incessante, buscando motivos para me encontrar, para não sucumbir a um sentimento negativo de solidão no que ela tem de mais triste. Procurando preencher os espaços vazios de uma vida cheia de contradições, de sentimentos desencontrados, não-vividos. De uma vida cheia de incertezas de muito ainda para aprender. Experiências que podem até me fortalecer, mas que me tornam muito frágeis diante dos outros, diante de mim.
São tantas as indagações! Sou uma mulher inconstante, um ser humano sempre buscando a serenidade, a harmonia, a paz interior e o fortalecimento pessoal. Será que estou errada? Entendo menos ainda esse sentimento que teima agora em meu coração, diante de tudo, diante do nada. O mundo é tão cheio de incertezas e indefinições que me ponho a pensar o que será feito da vida, o que será feito de mim?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Quando tu me olhas


Olivia de Cássia Correia de Cerqueira ©

Quando tu me olhas,
Sinto descobrires em mim,
Os mais íntimos segredos.

Sinto-me despida,
Desarmada...
Quando tu me olhas.

Quando tu me olhas,
Uma alegria imensa
Toma conta de mim,
Uma felicidade incontida
E reprimida se revela,
E eu perco o controle
E o rumo
Dos meus gestos
E até
Das palavras...
Quando tu me olhas.

Justiça proíbe doações no interior de Alagoas

A decisão do magistrado titular da 15ª Zona Eleitoral tem como principais causas a proximidade do pleito eleitoral

Fonte: Tribunal Regional Eleitoral/Alagoas

A Justiça Eleitoral alagoana, por meio do juiz Ayrton de Luna Tenório, da 15ª Zona Eleitoral, com sede na cidade de Rio Largo, em Rio Largo, baixou portaria, suspendendo e proibindo, sob qualquer pretexto, até o dia 31 do mês das eleições 2010, a doação, ou recebimento de qualquer tipo ou natureza, às vitimas das enchentes de junho em Rio Largo e dos municípios de Satuba, Santa Luzia do Norte e Coqueiro, também da jurisdição da mesma circunscrição eleitoral.
A portaria exclui os programas de destribuição de alimentos atualmente realizados por intermédio da Defesa Civil Estadual e Municipal, desde que instituídas anteriormente a esta data.
Com base no artigo 299 do Código Eleitoral, a Portaria adverte que o não-cumprimento da mesma caracterizará crime eleitoral.
A decisão do magistrado titular da 15ª Zona Eleitoral tem como principais causas a proximidade do pleito e as denúncias de que alguns políticos e cabos eleitorais vêm tirando proveito da situação decorrente da calamidade provocada pelas recentes cheias nessas e outras partes do Estado para aliciarem eleitores.
P.S: Um absurdo que os políticos tirem proveito da miséria dos outros.

Com empate, STF não decide sobre Ficha Limpa em 2010

Direto de Brasília

Após cerca de treze horas de votação, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na madrugada desta sexta-feira (24) não proclamar um resultado formal sobre o julgamento que envolve a validade e abrangência da Lei da Ficha Limpa. Ao longo de dois dias, os atuais dez ministros da Suprema Corte - Eros Grau se aposentou em agosto - se dividiram sobre a aplicação da legislação sobre regras de inelegibilidade já no pleito de outubro, não conseguindo chegar a nenhum veredicto sobre o caso.
"Pela responsabilidade histórica do tribunal, temos que discutir com prudência, deixando de lado essas paixões. Estamos em situação de radicalidade absoluta. Ainda que tenha seus inconvenientes, levando em conta a certeza que a sociedade deve ter do julgamento, devemos aguardar a nomeação do novo ministro", chegou a propor o presidente do Supremo, Cezar Peluso, sem, contudo, conseguir convencer os demais integrantes do colegiado.
O Supremo Tribunal Federal julgava desde esta quarta-feira (22) recurso impetrado pela defesa do candidato do PSC ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que teve o registro de sua candidatura barrado por ter renunciado ao mandato que tinha como senador em 2007 para se livrar de um processo de cassação. A abdicação de mandato para paralisar processos de quebra de decoro é uma das novas regras de inelegibilidade incluídas na Lei da Ficha Limpa.
As teses para que o julgamento tivesse um desfecho foram múltiplas e conflitantes. Além da possibilidade de aguardar a nomeação do décimo primeiro ministro, também foram ventiladas a possibilidade de que o desempate significasse a rejeição do recurso de Joaquim Roriz, uma vez que não houve decisão majoritária que contestasse a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mantivera a rejeição de registro de candidatura a Joaquim Roriz. Pelo artigo 146 do Regimento Interno do STF, "havendo empate na votação de matéria cuja solução dependa de maioria absoluta, a questão será considerada julgada, proclamando-se a solução contrária à pretendida ou à proposta".
Em tom de ironia, o ministro Marco Aurélio Mello chegou a propor a convocação do presidente Lula para dar fim ao cenário de placar igual. "Proponho se convocar para desempatar o responsável por se ter até uma altura dessas uma cadeira vaga", afirmou.
Não há data para a retomada das discussões que podem resolver o impasse sobre a Ficha Limpa no Supremo. Enquanto isso, Joaquim Roriz,alvo do caso específico analisado nestas quarta e quinta-feiras, continua a campanha normalmente. (Fonte: Redação Terra)

Difícil viver...


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Difícil dizer o que se
Passa no meu coração.
São sentimentos contrários
Que se misturam
E se juntam num emaranhado
De intrincadas descobertas e tramas.
De um mundo que se torna
Muitas vezes imperceptível,
Cheio de situações equivocadas,
Traições, contradições,
Evocações se misturando ao medo,
Ao anseio e à saudade.
Viver não é difícil.
Difícil é conviver com ideais,
Com contradições.
Tem horas que eu penso
Que não vou conseguir
E acho que vou desistir de tudo.
Mas em seguida
Uma força interior me domina
E me diz que preciso reagir...
Para seguir em frente,
Firme e forte,
Sem ter medo da vida,
Sem ter medo da morte
Ou da sorte,
Sem traumas
E sem ressentimentos.

Falta de você




Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

No lugar os locais,
De recordações, de canções,
De amores escondidos, proibidos...
Nas pessoas, os sentimentos
São confusos, obscuros,
Brilhantes, reais, ilusórios...
Nas recordações, a saudade
Dos nossos momentos
De carinho e de silêncio,
Que não precisavam
De muitas palavras...
Nas músicas, as revelações
Dos nossos sentimentos,
Da nossa intimidade.

E no recanto, o pranto se veste
Num manto de desespero.
Da necessidade
Das vibrações,
Emoções,
E a falta de você.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eu e você


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Eu sou energia
Vindo das mais profundas fontes,
Que emerge no seio da natureza mãe.

Eu sou o céu, o mar, as estrelas,
As águas que surgem das fontes,
O sol de verão, a aurora saudável...

Eu sou alguém.
Eu vivo, amo, gosto,
Sinto, quero, imagino, sonho.

Você é o infinito finito.
É o meu céu,
Meu desejo, meu sonho.

Você e eu somos a conjugação,
A junção de tudo.
Juntos somos um universo a ser
Explorado...

Presidenciáveis assumem compromisso em defesa das florestas

Por SOS Florestas

Os quatro principais candidatos à Presidência da República que receberam o questionário de 12 organizações socioambientalistas brasileiras coligadas no SOS Florestas, sobre as mudanças no Código Florestal, responderam às perguntas e se manifestaram contra os principais pontos da proposta, em especial o que anistia quem desmatou ilegalmente. Os candidatos rejeitaram as medidas que fragilizam a proteção às florestas no Brasil. Responderam ao questionário Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Mais informações no site http://www.nejal.com.br/Noticia637.htm

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sonhos


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Essa juventude minha
Que os anos vão consumindo...
Ah, quantos sonhos acalentados
Em meu cérebro de menina
E de mulher...
Sonhos tantos,
Quase todos acabados,
Sonhos desvairados,
Endoidecidos,
Sonhos...
Viveis em tantas cabeças,
Em tantos cérebros...
Marcantes para o resto da vida.
Tantas vezes irrealizáveis...
Sonhos lindos de criança,
De menina, adolescente,
De mulher...

Café da manhã lança Prêmio Braskem de Jornalismo

Evento reuniu categoria, na manhã desta quarta-feira; inscrições já começaram


Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

Foi dada a largada para os jornalistas que vão inscrever suas matérias ao grande prêmio da categoria. Na manhã de hoje foi lançado, no Restaurante A Bodega do Sertão, a 21ª edição do Premio Braskem de Jornalismo, que este ano volta a ser patrocinado unicamente pela empresa Braskem. O prêmio é uma realização do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal), com patrocínio da Braskem e apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
O lançamento contou com a presença de jornalistas e profissionais da área de comunicação do Estado e a edição é destinada a premiar os melhores trabalhos produzidos por profissionais do jornalismo alagoano no período de 2009 a 2010.
Segundo a presidenta do Sindjornal, Valdice Gomes, este ano tem algumas novidades no evento. A primeira é a saída do Banco do Brasil da premiação e a volta da Braskem, antiga Salgema, que foi pioneira no patrocínio do evento, há 21 anos. Outra novidade é o desmembramento da categoria jornalismo esportivo que era junto com informação cultural e por último, a inovação de trazer profissionais de outros estados para fazerem a escolha dos melhores trabalhos.
“Esse prêmio é a prova de reconhecimento da importância do jornalismo na sociedade brasileira; é um incentivo ao jornalismo alagoano, e as novidades trazidas nesta edição são uma oportunidade para que colegas que escrevem para a categoria de Esportes possam aprimorar ainda mais seus trabalhos e o corpo de jurados de fora servirá para deixar ainda mais claro a idoneidade do prêmio e para que os participantes fiquem cientes de que nenhum júri tem vínculo com as empresas concorrentes”, destacou Valdice.
O gerente de Marketing Institucional da Brasken, Milton Pradines, disse que “a oportunidade de trazer jurados de fora traz uma nova perspectiva aos participantes e a esse prêmio, como também a possibilidade da troca de experiências de realização de oficinas”. Pradines observou que é preciso encontrar também uma forma de inserir o radiojornalismo no prêmio e destacou a importância da separação da categoria esportiva de cultura.
O regulamento contendo a ficha de inscrição foi distribuído no café da manhã de hoje, mas pode ser adquirido no Sindjornal e também nas redações das empresas de comunicação, onde será distribuído pela entidade. Serão premiados as categorias: jornalismo impresso (fotografia, reportagem, design gráfico/diagrmação), webjornalismo, telejornalismo, assessoria de imprensa, Prêmio Jornalista Freitas Neto, para os estudantes.
A grande festa da premiação acontece no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, no Armazem Uzina, em Jaraguá.

Prêmio Braskem de Jornalismo será lançado hoje

O Sindicato dos Jornalistas e a Braskem lançam hoje mais uma edição do principal prêmio do Jornalismo Alagoano, que passa a se chamar Prêmio Braskem de Jornalismo. A nova edição, destinada a premiar os autores das melhores reportagens produzidas entre 2009 e 2010, será apresentada à imprensa durante café da manhã no restaurante Bodega do Sertão, a partir das 8 horas.
Este é o 21º ano em que os jornalistas de Alagoas são homenageados por seus trabalhos. Criado em 1989 pelo Sindjornal e a antiga Salgema, o prêmio já teve como parceiros a Petrobras e o Banco do Brasil, mas retorna agora para as suas origens, com o patrocínio exclusivo da Braskem. A exemplo do ano passado, quando foi criada a categoria de Webjornalismo, a edição deste ano traz algumas novidades, como o desmembramento da categoria Esporte da categoria Cultura/Turismo e a participação de jornalistas de fora no julgamento dos trabalhos.
Ao todo serão premiados dez profissionais nas categorias Reportagem de TV, Reportagem Impressa, Design Gráfico, Fotografia, Webjornalismo, Esporte, Assessoria de Imprensa, Informação Econômica/Política, Informação Cultural/Turística e Grande Prêmio Braskem de Jornalismo, além de estudantes que participarão da categoria especial Prêmio Freitas Neto. Eles receberão troféus e R$ 33.500 em dinheiro.
A festa de premiação será no dia 20 de novembro, na casa de eventos Armazem Uzina. Participarão da solenidade cerca de 500 jornalistas e convidados, entre eles autoridades e empresários da comunicação no Estado. A empresa que tiver mais trabalhos inscritos no Prêmio Braskem de Jornalismo 2010 também será homenageada com troféu pelos organizadores do evento.
Com o lançamento do prêmio na próxima quarta-feira, estarão abertas também as inscrições para os jornalistas. Os interessados têm até o dia 23 de outubro para apresentarem os seus trabalhos e preencherem ficha no Sindicato dos Jornalistas. Todo o regulamento do prêmio e a ficha de inscrição constam de um folder que será distribuído no café da manhã e, posteriormente, nas redações dos jornais, TVs, sites de notícia e assessorias de imprensa. O Sindjornal alerta os participantes a prestarem atenção nos ajustes que foram feitos no regulamento deste ano.

Fonte: Sindjornal

Bombeiros civis vão à ALE buscar apoio para regulamentação da profissão

Projeto já foi aprovado no Gabinete Civil e será encaminhado para apreciação dos deputados

Olívia de Cássia – Repórter
(Texto e fotos)

Integrantes do Corpo de Bombeiros Civis de Alagoas compareceram à Casa de Tavares Bastos na tarde desta terça-feira, 21, no sentido de buscar apoio para a regulamentação da profissão no Estado. Apesar de não ter havido sessão por falta de quórum, representantes da categoria, acompanhados de diretores do sindicato, foram recebidos pelo presidente da Casa, deputado Fernando Toledo (PSDB), intermediados pelo deputado Paulão (PT) que agendou a audiência e está apoiando a causa.
Segundo Jane Duarte, presidente do Sindicato, o objetivo é sensibilizar os deputados para o pleito da categoria, que é regularizar a profissão no Estado de Alagoas. “O presidente Lula já regulamentou a profissão no País, em janeiro de 2009, só que em Alagoas as empresas estão exigindo para a contratação uma lei estadual”, observou.
Antes da reunião com os deputados, dezenas de bombeiros civis fizeram um ato de protesto na porta da Casa de Tavares Bastos, no sentido de chamar a atenção dos parlamentares para a causa que estão defendendo. Pouca gente conhece a respeito da regulamentação da profissão de bombeiro civil.
A presidente do sindicato argumenta que os bombeiros civis devem fazer um trabalho de parceria com os bombeiros militares e que na tragédia da enchente puderam mostrar seu trabalho atuando como voluntários na triagem de material, sendo reconhecidos pelo próprio capitão do Corpo de Bombeiros Militares. “Estamos trabalhando sem o devido reconhecimento e, com isso, sem o estímulo necessário”, disse ela.
Cerca de 400 bombeiros civis já se formaram no Estado, segundo Jane, mas não têm perspectiva de emprego. "Os bombeiros civis devem ficar em pontos estratégicos para atuarem sempre que preciso, como em shows, supermercados, escolas e hospitais", complementa.
A sindicalista disse que o projeto de regulamentação da categoria estabelece funções que não são de iniciativa estatal, ou seja, do Corpo de Bombeiros Militar, a exemplo de eventos privados, além do trabalho de prevenção e combate a incêndios em indústrias e serviços onde haja esse tipo de necessidade.
O deputado Paulão (PT) disse que, há poucos dias, surgiram algumas informações desencontradas sobre o tema, de que os deputados, inclusive ele, estariam colocando dificuldades na aprovação do projeto. Ele observou que assim o projeto chegar à Casa será analisado e aprovado e observou que não há nenhum obstáculo por parte dos deputados no sentido de que a matéria seja aprovada.
O presidente da ALE, deputado Fernando Toledo (PSDB) entrou em contato por telefone com o Gabinete Civil e recebeu informação de que o projeto de lei que regulamenta a profissão dos bombeiros civis foi aprovado no Conselho Estadual de Segurança, por unanimidade. “Liguei agora para nosso representante no Conselho, o advogado Evilásio Feitosa e ele me informou que o Conselho aprovou o projeto por unanimidade e a mensagem será encaminhada ao Gabinete Civil, para em seguida ser remetida à Casa”, disse Toledo, garantindo que quando o projeto chegar à ALE dará celeridade na tramitação. Os bombeiros civis que compareceram á reunião comemoraram a notícia.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quando eu te conheci


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Quando eu te conheci,
Senti uma magia no ar,
Uma explosão de contentamento
E alegria tomou conta de mim
E quase que eu perco o rumo dos meus passos..
Passos nem sempre muito firmes..
Você tem um jeito encantado de pensar a vida.
Um jeito de viver, juvenil e adolescente
Que encanta e seduz...
Com sensibilidade,
Você analisa os fatos da vida,
Observa que eu preciso ser feliz,
Independente de qualquer situação...
Uma maneira segura e singular
De encarar os fatos,
Segurança que eu muitas vezes não tenho...
Você é lindo, por dentro e por fora...
Sua voz é sensual e contagiante,
Convence, amolece, envaidece...
E me faz perder a razão ...

Hoje...


Olivia de Cássia Correia de Cerqueira

Hoje amanheci com alma de poeta,
Triste e solitária como só aqueles que
Amam sem ser amados sabem ser.

Amanheci com uma dor no peito,
Com um nó na garganta e um sentimento exagerado e louco de sair por aí gritando,
E dizendo das coisas que estou
Sentindo.....

Hoje amanheci triste, com saudade
De tudo, com saudade da vida,
Com saudade de nós...

Um sentimento arrebatador
E maluco tomou conta de mim...
Hoje uma ansiedade e dor da saudade
Tomou conta da minha alma ...
E do meu ser....
Só para me lembrar da falta
Que eu sinto
De você...

Mistério


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

O frio, o vento e o tempo passam...
E eles me dizem que estou
Chegando ao fim...

Não sei se é o fim que procuro,
No qual existe um meio.
Só sei que anseio, desejo,
Sinto, amo.

E o tempo passa,
Rápido como um furação,
Levando os restos de esperança.
A esperança de vencer, crescer
E brilhar. ...

Brilhar como as estrelas,
No seu brilho belo e encantador,
Que a todos encanta e seduz.

E eu fico aqui, a esperar
No tempo que o vento e as estrelas,
Ou próprio sol me respondam,
Me entendam, e me traduzam
O mistério...Que mistério?!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Família Sarmento se reúne em almoço de apoio a Genisete


Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

Na manhã e tarde deste domingo, 19, membros da família Sarmento e demais familiares se reuniram no Sítio Coruja, em União dos Palmares, para um almoço de confraternização que contou com a presença de mais de 20 integrantes de uma das famílias mais tradicionais do município.
O almoço teve o objetivo de reunir a família na Terra de Zumbi, no sentido de confirmar apoio a candidatura da ex-vereadora Genisete Lucena Sarmento, que é candidata nesta eleição a deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores. Também participaram do almoço festivo as irmãs da candidata, Estelita e Solange, vindas respectivamente de Brasilia e Goiania, além do reitor eleito da Uneal, Jairo Campos e demais amigos. O encontro foi descontraído e regado a muito bate-papo, entrosamento e a uma boa música.

O que dizer da solidão?


Olívia de Cássia –jornalista

O que dizer da solidão quando a gente está rodeada de pessoas e mesmo assim se sente sozinha? Quando tudo parece sem solução, quando a vida nos dá mais uma rasteira e nada acontece da forma que achávamos que deveria ter acontecido e nos sentimos perdidos,sem salvação, precisando de aconchego e de uma palavra amiga?
Há várias interpretações para a solidão, dependendo da capacidade de a gente assimilar dela algum proveito, algum ensinamento. Há quem diga que a solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão a nossa alma. Será que eu perdi a minha?
Não posso me impressionar com o fato de que a cada dia a minha saúde vai ficando mais frágil, o corpo ficou mais lento e preciso de maiores cuidados. Ontem eu tive um engasgo, quando isso acontece penso que vou morrer naquela hora. A vida se esvai, estou indo lentamente.
Nesse caminho estou voltando ao começo de tudo. Não sei para onde vou. Estou frágil, indefesa e com a imunidade tanto emocional quanto física muito baixa. Nessas horas, eu preciso de ombro amigo para desabafar meu descontentamento diante das incertezas que esse problema de saúde traz, tenho medo das impossibilidades que virão daqui pra frente, das limitações do dia-a-dia, da dependência de terceiros.
Sei que é preciso uma reação, um acontecimento que me faça ter mais forças para não me deixar esmorecer. Tem dias que me ponho reflexiva por conta de mais alguma tacada que levei na vida. Todo mundo leva, não sou a única, mas nessas horas tenho que dar uma respirada, chorar se for preciso, analisar, sacudir a poeira e pensar que preciso recomeçar; do ponto de parada, para que o abandono não tome conta de mim. É preciso reagir. Minha vida daqui por diante será muito mais de superação; é preciso superar as adversidades.
Existem pessoas que têm necessidade constantemente de uma companhia e não sabem ficar sozinhas. Não entendem a vida se não for com um amontoado de gente perto de si. Eu não sou assim, apesar de gostar de festa, de viver entre amigos e de conviver com eles, desde muito cedo que lido bem com a solidão, embora que muitas vezes ela me traga tanta angústia e tristeza.
Gosto de ficar à vontade com meus pensamentos, fazendo minhas pequenas reflexões, acessando a internet ou lendo um bom livro. É assim que tento preencher o vazio, quando ele se apossa de mim. Procuro ocupar meu tempo com atividades que me preenchem e que vão me fortalecer de alguma forma.