sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Praça Moleque Namorador não terá tradicional festa de Carnaval

 /  Repórter
Tribuna Independente
Petrúcio dos Santos lamenta
 que festa tão tradicional não seja realizada
Foto: Adailson Calheiros
 

Tradicional QG do Frevo de Maceió, a Praça Moleque Namorador, no bairro da Ponta Grossa, na região sul da capital, não vai ter Carnaval com palco armado e banda tocando este ano, depois de 60 anos de realização do evento. A informação é do presidente da Associação de Moradores do bairro, Petrúcio dos Santos, conhecido como Pel.
Segundo seu Petrúcio, que há 25 anos organiza a festa do bairro, o Carnaval da Praça Moleque Namorador foi criado pelo ex-prefeito Sandoval Caju, “mas este ano a Prefeitura não vai investir; o prefeito disse que não tem investimento para fazer o tradicional Carnaval da praça e não vamos fazer”, reclama.
O presidente da associação comenta que no dia 14 de fevereiro, o bloco Moleque Namorador, que tem mais de 20 anos, vai desfilar pela ruas do bairro “e a Praça Moleque Namorador, pela primeira vez vai ficar sem Carnaval”, observa.
Segundo seu Petrúcio dos Santos, no primeiro ano da gestão do prefeito Rui Palmeira, “ele já entrou dizendo que não ia ter carnaval porque tinha muitas pendências e não houve o Carnaval pela prefeitura, mas o governador da época, Teotonio Vilela, sensível com o nosso carnaval, que gera emprego e renda, entrou com a verba, junto com o deputado Marcos Barbosa e a vereadora Silvânia e resgataram tradição naquele ano”, ressalta.
No ano passado, segundo seu Petrúcio, com uma verba de uma emenda parlamentar do deputado federal Paulão, em torno de um milhão de reais, aconteceu o Carnaval mais belo de todos os tempos da Praça Moleque Namorador .
“Mas para nossa surpresa este ano, foi anunciado pela Fundação Cultural, que o Carnaval dos polos não iria acontecer este ano, por razões que ainda não divulgaram na mídia para sabermos qual o motivo”, pontua.
Prefeitura está investindo apenas nos blocos de bairros
A reportagem da Tribuna Independente entrou em contato com a assessoria da Fundação Cultural de Maceió (FMAC) e foi informada que a prefeitura este ano está investindo no carnaval descentralizado, por meio dos blocos carnavalescos, mas que as associações e entidades têm até o dia 30 (esta sexta-feira) para se inscreverem.
Disse ainda a assessoria que também nesta sexta-feira haverá uma reunião para definir algumas questões do Carnaval que ainda estão abertas e que a modalidade de palco e com banda realmente não vai acontecer nos bairros polos por contenção de despesas.
“A ideia é que tenha blocos em todos os bairros”, disse Clarissa Veiga, da FMAC.
No dia 18, a Prefeitura de Maceió divulgou na imprensa que os blocos carnavalescos que desejam obter ajuda de custo para desfilar no Carnaval 2015, em Maceió, podem se inscrever na seleção da FMAC até o dia 30 de janeiro. No total, 63 grupos podem ser selecionados.
De acordo com a Prefeitura de Maceió, a inscrição é destinada apenas para pessoas jurídicas, como associações e agremiações carnavalescas, associações de moradores, cooperativas, federações, organizações não governamentais, entidades filantrópicas e microempreendedores individuais, cujas atividades se relacionem à produção de eventos e festas, sendo aceita apenas uma inscrição por Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Lojas do Centro de Maceió já vendem artigos para o Carnaval

Artigos como brincos de pena, headbands 

e peças variadas são as apostas 

dos comerciantes 

ara esquentar as vendas. Foto: Sandro Lima

Olívia de Cássia - Repórter
Tribuna Independente

O comércio de Maceió já começa a apostar nas vendas para o Carnaval. Donos de lojas do comércio do Centro investiram no setor e as vendas de artigos carnavalescos começam a aquecer o mercado.
Muitos lojistas já estão expondo fantasias e artigos próprios dos festejos e apostam que na próxima semana e no começo de fevereiro as vendas já estejam bem movimentadas, já que o Carnaval este ano acontece no meio do mês (sábado de Zé Pereira é no dia 14).
Em uma loja de artigos para festas, a movimentação estava sendo considerada média, mas a vendedora Juciely Laurindo comentou que no período da manhã o movimento é mais acelerado.
Juciely disse que as peças mais procuradas na loja especializada são pulseiras, brincos de pena, colares e headbands, uma espécie de tiara que foi muito usada na Grécia na forma de coroa de flores que enfeitavam tanto cabeças de mulheres quanto de homens e tem tipos diversificados.
HEADBANDS
“As headbands vieram para ficar, tem para todos os gostos: é um acessório alegre e de estilo romântico capaz de mudar o visual sem muita elaboração”, ressalta a vendedora.
Além desses acessórios ela destaca que também estão sendo muito procurados as máscaras, perucas, entre outros artigos para o carnaval.
Máscaras de morte, caveira, terror, de colombina, de bruxa, piratas, pierrô e até da Pepa Pig, personagem infantil, também são encontradas.
Dona Cristina estava olhando os brincos para fantasiar as filhas no Carnaval, mas envergonhada, falou pouco à reportagem; ela disse que tinha gostado dos artigos bem coloridos que a loja estava oferecendo.
“São peças bonitas e diferentes e não sei como vou escolher, já que gostei de tudo, principalmente de brincos e pulseiras e está difícil escolher”.
A comerciante Gerusa Ventura, também proprietária de loja, espera aumentar em até 70% suas vendas, principalmente para foliões das prévias carnavalescas.
“Espero este ano ter bons lucros, em até 70% das vendas, apesar de muita gente estar cautelosa com as medidas do governo”, disse.
Segundo dona Gerusa, mesmo com essa precaução, quem quer brincar o Carnaval não se furta disso e vai aproveitar de qualquer jeito. “Por isso estou otimista e espero aquecer as vendas ainda mais a partir da próxima semana”, disse ela.
Capital não adere às máscaras que satirizam políticos brasileiros
Maceió não aderiu às máscaras satirizando os políticos brasileiros. As máscaras que estão sendo vendidas até agora no comércio do Centro de Maceió são as tradicionais.
Andréia Garcia é proprietária e gerente de outra loja de artigos para carnaval que foi visitada pela reportagem da Tribuna Independente.
 Ela disse que as máscaras mais procuradas são as venezianas e as mais simples.
“O movimento está melhorando e o que está sendo mais procurado na loja são máscaras venezianas e as mais simples, brincos, colares chapéus, perucas, entre outros produtos”, ressalta.
Além desses produtos que estão sendo procurados nas lojas especializadas de Maceió, há outras lojas no Centro que também têm plumas, chupetas, cornetas, espumas de spray, confetes, serpentinas e demais artigos que se costuma usar para brincar no carnaval.
Na loja de Andréia Garcia a senhora Mariuche estava escolhendo diversas máscaras e artigos para carnaval e comentou que vale a pena comprar roupas e acessórios para a festividade. Segundo ela, os preços estavam acessíveis e cabiam no bolso de qualquer consumidor, tanto de classe baixa quanto de classe alta.
Atualmente, as máscaras são feitas com os mais diversos materiais (Foto: Sandro Lima)
“Vim escolher, máscaras, fantasias; aqui tem tudo e o preço é muito bom, foi o melhor que encontrei na praça de Maceió: além disso aqui tem bom atendimento”, pontua dona Mariuche.
Em uma butique da Rua Senador Mendonça, a gerente Fernanda disse que as vendas para o Carnaval já começaram e espera que os clientes procurem mais: “Já começaram, pena que ainda está parado; já tem gente procurando, mas não é ainda do jeito que a gente quer, não chegou lá”, observa.
Segundo a gerente, a peça mais procurada na loja são os biquínis: “Os biquínis são os produtos mais procurados, já que muita gente está de férias, muitos turistas em Maceió, que vão para a praia nessa época e principalmente no Carnaval”, ressalta.
Gerente de loja do Centro, Fernanda disse que os biquínis estão entre os produtos mais procurados nesse período (Foto: Sandro Lima)
A gerente avalia que, da mesma forma que janeiro é o mês das promoções, a loja já colocou vários artigos a preços menores “e a gente espera agora os clientes para comprar”, destaca Fernanda.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Lembrando a Rua da Ponte

Olívia de Cássia - jornalista

A Rua da Ponte foi onde tudo teve início, em União dos Palmares,  por onde tudo passava. Era a entrada da cidade, antes de ser construída a BR, na década de 70. Nossa querida rua foi  devastada e tragada pelas águas do Mundáu, ficou apenas na memória das muitas pessoas que por ali passaram e residiram.

Tenho  saudade de um tempo bom,  quando morei  lá, da vizinhança querida, dos amigos que fizemos por lá. Ali não tinha violência quando eu era menina  e a vida era saudável, apesar das carências materiais.

 Saudade da casinha dos meus avós Olívia Maria Vieira de Siqueira  e Manoel Correia Paes, onde eu costumava passar meus dias da infância, das brincadeiras da meninice e de tanta coisa vivida.  Na Rua da Ponte eu  nasci, na casinha vizinha ao hotel de dona Lia e seu José Octacílio. Naquela rua  eu morei até meus nove anos,  fiz as primeiras amizades,  vivi os melhores momentos da  vida na infância.

Rua da  Ponte das traquinagens da meninice,  dos banhos no Mundaú,  da goiabeira atrás do armazém, onde passava tantas horas dos meus dias de menina.  Do tanque onde eu tomava banho  sem que mamãe soubesse. . .

Rua da Ponte das brincadeiras de faroeste imitando os filmes do Zorro e Durango Kid, da Escolinha do Bangu, da Fábrica de Doces, da Fabriqueta de colchões do Seu Chico, onde a gente espalhava tudo pulando feito cabritos.

Rua da Ponte do armazém,  onde brincávamos nas sacas de algodão, da mercearia onde meu pai tirou todo o sustento da família. Rua da Ponte do seu Damásio e sua fábrica de pólvoras, Rua da Ponte das  benzedeiras e rezadeiras, que nos curavam dos maus-olhados.

 Rua da Ponte  das festinhas com os barquinhos do pai de Gracinha,  dos paneleiros e peneleiras de barro. Um dia, o meu querido  Rio Mundaú se revoltou, a natureza não suportou mais tantos  maus-tratos, tanta sujeira jogada  nas encostas,  desmatamentos e poluição e levou tudo o que encontrou pela frente. 


A Rua  da Ponte  não vai ser esquecida  e será sempre lembrada por todos nós que aprendemos a amá-la, a  nossa querida Ponte...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Documentário conta história da padroeira de União


A história sobre a Festa de Santa Maria Madalena, padroeira de União dos Palmares, vai virar documentário, produzido pelos estudantes Cláudio Caique e Clezivaldo Mizael. O  DVD contará detalhadamente toda a história sobre uma das maiores festas católicas do interior de Alagoas.

Em 2015, a festa comemora 180 anos, o material contará sobre a chegada da imagem na antiga província que anos depois se tornaria o município de União dos Palmares, a história das procissões, a construção da igreja, a demolição da antiga e a construção da nova matriz.

Relatos e depoimentos de graças alcançadas e a construção do santuário à mulher que foi a primeira pessoa a ver o salvador ressurreto (Jesus Cristo). O material tem a produção textual do professor Franco Maciel de Carvalho e narração de Edvaldo Alves.

O material demorou três anos para ficar pronto e será vendido nos dias 1 e 2 de fevereiro na festa. O documentário é uma produção independente e tem o objetivo de fomentar e documentar uma das mais tradicionais festas religiosas do estado de Alagoas. Fonte de renda e promoção da fé.

Material de uso coletivo deve ficar fora da lista escolar, diz lei federal


Consumidor é quem deve escolher entre comprar
os produtos ou fazer o pagamento do valor
 da lista a instituição de ensino
(foto: Sandro Lima)

Olívia de Cássia - Repórter

Tribuna Independente

A partir deste ano as escolas (públicas e, principalmente, privadas) estão proibidas, por lei federal, de cobrar dos pais a compra de qualquer material de uso coletivo. Ao efetuar a matrícula escolar dos filhos, muitos pais e responsáveis contestam alguns itens na lista de materiais exigidos pelas instituições de ensino e devem denunciar se verificarem o abuso.
Segundo a Lei 12.886/2013, a escola que cometer essa infração receberá um comunicado do órgão de defesa do consumidor pedindo o esclarecimento sobre a cobrança do material e informando sobre a ilegalidade da exigência.
Caso o estabelecimento insista na cobrança, ela será notificada pelo Procon e poderá pagar uma multa que varia de R$ 504 a R$ 7,56 milhões (200 a 3 milhões de VRTE, que, pela última cotação, em dezembro, está a R$ 2,52). Para aplicar a multa, são avaliados a gravidade da infração, os danos que ela causou ao consumidor e o patrimônio da instituição.
Os órgãos de defesa do consumidor têm alertado os pais para a regra: o custo com materiais como papel sulfite, giz, produtos de higiene e copos descartáveis, por exemplo, deve ser incluído nas taxas já existentes, não podendo ser cobrado pagamento adicional ou seu fornecimento pelos pais.
Além disso, o Procon faz outras recomendações, como o reaproveitamento de sobras do ano anterior e a realização de pesquisas antes da compra. Outro cuidado é evitar os materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados, que geralmente são mais caros. “A recomendação é ficar atento ao prazo de validade de produtos que, se vencidos, podem fazer mal à saúde”, ressalta o superintendente do Procon/AL, Adalberto Tenório, no site da instituição.
Outra recomendação é que o consumidor é quem deve escolher entre comprar os produtos da lista de material fornecida pelo colégio ou pelo pagamento de valor/taxa disponibilizada pela instituição de ensino.
“É importante destacar que o aluno tem direito a receber de volta o material que não foi usado durante o ano e a escola pode cobrar o material que não esteja na lista, desde que justifique a utilização dele. O mesmo vale quando precisar de uma quantidade maior do produto solicitado”, observa.
Rosângela Ribeiro tem dois filhos em idade escolar: um de 10 e outro de oito anos e disse que as listas de material escolar que a escola encaminhava até o ano passado eram um absurdo. “Uma vez eu tentei argumentar com a direção do estabelecimento, mas não teve jeito e fui aconselhada a ir até o Procon fazer a reclamação, mas por comodismo acabei aceitando a imposição e não fui”, destaca.
Antonina Maria de Jesus, mãe de uma aluna em escola particular de Maceió, disse que a nova lei, se for realmente fiscalizada, o que ela acredita ser difícil, vai facilitar a vida de pais e diminuir os prejuízos.
Por telefone, ela disse à reportagem da Tribuna Independente, que no ano passado a lista de material proposta pela escola pedia uma grande quantidade de itens e uma diversidade de produtos que não foram usados pelos alunos.
“Fiquei surpresa de encontrar na lista itens como produtos de limpeza e outros como resma de papel, cartolinas e jogo de canetinha, a lista ainda continha 12 rolos de papel higiênico, cinco detergentes, entre outros produtos que avaliei como de responsabilidade da escola”, destaca.
A mãe disse que não reclamou no Procon, mas que ficou indignada com aquela situação. “Fiquei indignada e disse poucas e boas à direção da escola e apesar de ter ameaçado denunciar, não o fiz”, reconhece.
‘Atenção ao contrato feito com a escola’, diz advogada
A advogada Ylana Carolina Marquez Jobim observa que os pais devem observar e analisar bem o contrato feito com a escola, pois a cláusula que dispor sobre eventuais taxas extras destinadas à compra de material coletivo será considerada inteiramente nula, conforme o artigo 1º, parágrafo 7º da lei em questão.
Além disso, segundo Ylana Carolina Jobim, fica proibido ainda às escolas, a imposição de lugares para a compra do material escolar, pois este tipo de procedimento configura em venda casada, conforme o disposto no artigo 39, I, do Código de Defesa do Consumidor.
Com exceção daqueles materiais que não podem ser encontrados no comércio, tais como: apostilas pedagógicas, entre outros artigos que são fornecidos somente pela escola, outra prática que os pais devem observar, além das já mencionadas na contratação de um estabelecimento de ensino, segundo Ylana Jobim, é adotarem a regra de devolução de material solicitado que não foi utilizado no decorrer do ano letivo.
Segundo a advogada, os pais devem estar atentos para essas regras tanto na escolha da primeira escola para os filhos, quanto na mudança de um estabelecimento de ensino para outro, analisando atentamente o que estipula o contrato a ser assinado.
“Devem ainda, exigir da escola que registre por escrito qualquer atividade extra que envolva cobrança de taxa, sendo resguardado ao consumidor sempre o direito de aderir ou não a tais cobranças”, frisa.
Carga das mochilas não deve passar 10% do peso da criança
Os pais devem estar atentos para o excesso de peso das mochilas que transportam o material escolar de seus filhos. O Ministério da Saúde recomenda que o peso delas não deve ultrapassar 10% do peso da criança que a carrega. Ou seja, um aluno de 40kg deve levar uma mala de, no máximo, 4kg. Com isso, os pais precisam ficar atentos para que o transporte do material escolar não se transforme em um problema de saúde.
Especialistas também alertam que crianças e jovens que carregam muito material na bolsa podem ter dores na região lombar e problemas de má formação, já que os pequenos estão em de fase crescimento.
“Ao comprarem um modelo específico do produto, os pais devem observar os detalhes que vão além da aparência, porque o sobrepeso nas costas dos alunos merece atenção redobrada”, segundo o ortopedista Rosivan Abelardo dos Santos.
Segundo o médico, quando carregada de cadernos e livros, a mochila pode causar dores nas costas, nos ombros e lordose (curvatura excessiva da coluna espinhal), quando usado de maneira errada. Os dois modelos existentes no mercado, a mochila de colocar nas costas e a versão com rodinhas, devem seguir normas de peso e modo de uso para a criança manter a postura ideal.
“O carrinho seria menos problemático, mas, socialmente, as crianças já não querem usar, principalmente as mais velhas. O ideal é contornar a situação usando a opção das costas adequadamente”, observa Rosivan dos Santos.
A fisioterapeuta Julliane Vilar afirma que mochilas muito pesadas ou carrega-as de maneira incorreta podem provocar problemas de coluna. “Não é normal que as crianças e adolescentes tenham dores nas costas, após utilização de bolsas e mochilas. Os pais precisam ter cuidado e ficarem alerta a certos sinais”, adverte.
A especialista explica que a distribuição do material deve ser organizada de maneira que os cadernos e livros mais pesados fiquem encostados à coluna e o material não fique solto para que não provoque desequilíbrio nos movimentos do estudante.
Consumidor que se sentir lesado deve procurar o Procon e comunicar o abuso
O bacharel em Direito Raphael Souza aconselha que o consumidor, caso se sinta lesado, inicialmente fazer contato com a direção da instituição de ensino para resolução do problema e se não obtiver sucesso, poderá dirigir-se ao Procon de sua cidade. Ele diz que a lista elaborada pelas instituições de ensino devem exigir apenas itens de uso individual que serão utilizados durante o período letivo, em conformidade com o projeto didático-pedagógico de cada escola. “Os itens de uso coletivo, a exemplo de materiais de limpeza e de uso administrativo, são da responsabilidade única da escola, visto que o valor desses produtos já está inserido no custo das mensalidades escolares”, ressalta.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Campo minado

Olívia de Cássia - jornalista

Eu queria um mundo diferente, a frase pode parecer clichê, mas cabe bem no tamanho daquilo que penso por esses dias, sem insônia, mas de algumas inquietações que já me acompanham há algum tempo. 

Sou uma mulher madura, mas ‘antenada’ em algumas modernidades como as redes sociais e internet, até porque minha profissão me leva a isso e também por gostar muito, mas as mídias eletrônicas são ‘campos minados’.

Eu uso as redes sociais para o trabalho e também para informação e distração,  mas elas me revelam universos particulares e pessoais até então desconhecidos, de pessoas que às vezes a gente nem imaginava que tivesse  aquele ou outro tipo de pensamento. 

Esses sítios são locais em que precisamos ter muito cuidado, onde nós muitas vezes nos revelamos e identificamos quem realmente nós somos. Não digo que já não tenha cometido alguma indiscrição e depois precisei apagar, porque me policio para não colocar no Facebook algumas situações que depois possam prejudicar alguém, mas dá para perceber o quanto existe de preconceitos, falta de informação e intransigência nessa teia.

Um exemplo disso são as informações que se coloca e que são distorcidas ou não absorvidas e deturpadas por alguns entes: ou por má-fé ou porque não alcançam o conteúdo da informação. Outro dia eu coloquei um texto e ele foi totalmente distorcido e por essa situação tive que excluí-lo, por conta dos comentários que gerou minha observação.

Muita gente usa as redes sociais apenas para se divertir, com humor, outras usam a ferramenta para divulgar seu trabalho e sua plataforma de atuação ou as duas situações, mas alguns se utilizam delas para atirarem pedras, difamarem e criminalizarem pessoas e ou distorcer aquilo que se posta.

Um exemplo disso se acentuou na campanha eleitoral, nos debates que foram e são colocados, em que todo mundo opina, muitas vezes com arrogância e falta de educação e acha que sua avaliação é a verdade única e absoluta, incriticável e avassaladora. Pessoas que se acham ‘donas do pedaço’.

Tenho colocado no espaço que a gente precisa abstrair o que nos faz mal, aproveitar a vida e não querer viver a vida dos outros. É difícil construir esse pensamento, mas precisamos de vez, abstrair o que nos faz mal, ouvir música boa, não essas porcarias que a gente escuta por aí e nos engajar em uma boa causa como a proteção dos animais.

Precisamos de alguma forma defender e contribuir com políticas sociais e inclusivas, participar de campanhas solidárias, praticar boas ações, porque de resto, a gente não leva nada quando vai para outro plano, a não ser as coisas positivas e afirmativas que deixou.

É muito difícil a gente colocar em prática muitas teorias que defende, se a nossa teoria for diferente da nossa prática. Muitas pessoas costumam dizer uma coisa e fazer outra completamente diferente daquilo que teorizam e daí vai uma distância de anos luz, entre uma e outra questão.

É difícil a convivência, mas tentamos fazer o outro observar que é preciso ter mais leitura, suavidade, tolerância, mais conhecimento de causa, sem precisar ser ‘intelectualoide’ e chato e tentar ser feliz, sem incomodar a vida do outro. Bom dia.  


Maceió oferece várias opções de lazer para a criançada durante as férias

Colônia de férias em shopping da capital oferece diversão
 para a garotada com mini celeiro e touro mecânico
(Foto: Sandro Lima)
Olívia de Cássia
Repórter\Tribuna Independente


No período do recesso escolar, as crianças ficam ociosas e acabam fazendo bagunças desnecessárias, deixando pais e mães preocupados em buscar atividades que preencham o tempo dos pequenos.
Em Maceió, as colônias de férias são opções mais procuradas pelos pais, mas também eles têm a opção de cinema e passeio no Parque Municipal, para a garotada que precisa gastar as energias.
Mesmo com a cidade tendo opções variadas no que diz respeito à distração das crianças, é preciso saber dosar as atividades, pois esse é o período no qual as crianças têm que descansar a mente para recomeçarem mais um ano de estudos e cobranças e as ações desse período também devem ser planejadas, segundo especialistas.
ENERGIA
“As crianças dispõem de muita energia e, portanto, é preciso gastá-la para que não haja problemas em casa, principalmente durante a noite. É essencial que os pais sigam mais ou menos a mesma rotina do período de aulas, acordando-as sempre cedo”, observa a psicóloga Karine dos Santos.
Segundo ela, “logo de manhã, leve-as a um clube ou à praça esportiva da sua cidade para que elas possam correr, nadar, pular, brincar e jogar bola exaustivamente”, explica Karine dos Santos.
A psicóloga observa que, com essas atividades recreativas, além de trabalharem com o corpo, as crianças ficarão cansadas e famintas, dormindo e alimentando-se muito bem durante o dia.
SHOPPING
Na parte central de um dos shoppings de Maceió os pais podem levar os filhos para brincarem na Colônia de Férias instalada no andar térreo.
A colônia de férias oferece o mini celeiro ao preço de R$ 10 por seis minutos, indicado para crianças a partir de três anos, e o touro mecânico a R$ 6 por três minutos, para crianças a partir de cinco anos. Segundo a funcionária Maria Eduarda, a atração vai ficar até meados de fevereiro.
Karina Lopes é de Paulo Afonso, na Bahia, está visitando a cidade e levou sua filha de três anos para brincar na colônia de férias do shopping. “Sempre que eu venho a Maceió, trago ela para se divertir um pouco aqui. Gosto muito, é divertido”, disse ela.
Dona Geilma Feitosa levou a neta de quatro anos para aproveitar um pouco a colônia de férias. “Criança que é criança tem que brincar e por isso eu a trouxe aqui, sempre trago para curtir um pouco nessa época do ano”, explicou.
Loja oferece diversão para crianças de todas as idades
O Game Station do mesmo shopping está oferecendo a Manhã de Diversão, para os pais que desejam levar seus filhos de todas as idades para aproveitarem as férias.
Segundo o funcionário Maxwell França de Araújo, “nesse período de recesso escolar, para dar acesso a todo mundo, a loja está oferecendo a Manhã de Diversão, que vai de 10 horas da manhã até uma da tarde; antes a atividade era a colônia de férias”, explica.
Maxwell França destaca que os pais levam as crianças, com a responsabilidade de fiscalizá-los, “porque tem brinquedo que exige um acompanhamento do pai ou da mãe para saber se a criança tem capacidade motora para eles”.
A atividade Manhã de Diversão do Game Station começa com o valor de R$ 35 e a criança vai ter acesso, de 10h às 13h, às máquinas (games virtuais); tem um pequeno intervalo para o lanche, com variação no cardápio, já incluído no pacote”, destaca.
Loja oferece três horas de atividades ao valor mínimo de R$ 35, com lanche já incluso no pacote (Foto: Sandro Lima)
Maxwell França observa ainda que o cardápio oferecido vai depender do dia que está agendado para a criança ir à Manhã de Diversão.
“O pai não se preocupa com nada, porque até o lanche está incluso, para recarregar as energias dos filhos. É o diferencial que a gente tem para férias, uma clientela diferenciada, que só vem nessa época do ano”, explica.
Vanessa Rodrigues estava com o filho de quatro anos no Game Station e disse que sempre o leva ao local para brincadeiras. “Costumo trazê-lo aqui e ele gosta muito das opções de  brinquedo, principalmente nas férias”, disse ela.
Programação variada até 30 de janeiro no Sesc Guaxuma
Para fazer a alegria da criançada no recesso escolar, o Sesc está oferecendo a atividade Brincando no Sesc, uma das mais tradicionais colônias de férias de Alagoas, no período de 26 a 30 de janeiro, na Unidade Sesc-Guaxuma, tendo uma programação variada com atividades esportivas e de lazer, jogos aquáticos, passeios temáticos, oficinas, torneiros e muito mais.
Segundo a assessoria da instituição, podem participar crianças com idades entre seis e 11 anos. A colônia oferece o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar composta de recreadores, arte-educadores, dentre outros profissionais.
A ação desenvolvida pela Coordenação de Esporte e Recreação (Cerec) tem por objetivo transformar essas férias numa boa recordação para as crianças.
Para dependentes de comerciário o valor é de R$ 80, dependentes de conveniados R$ 100 e usuários R$ 120 reais. Segundo a assessoria da entidade, os valores incluem todo material de apoio a ser usado na colônia, almoço e transporte que sairá do Sesc-Poço com destino ao Sesc-Guaxuma, retornando no final do dia para Unidade Poço.
CINEMAS
Os cinemas estão exibindo filmes de animação e censura livre como: Uma noite no museu 3, Os Pinguins de Madagascar-3D, Os Caras de Pau e Operação Big Hero – animação (livre). Além disso, a comédia Os caras de pau (indicado para crianças de 10 anos, comédia nacional); Loucas para casar (14 anos) e Êxodo: Deuses e Reis (14 anos).
Projeto Ecoférias atrai crianças com atividades recreativas e educativas
Durante todo o mês de janeiro, a Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma), por meio do Parque Municipal de Maceió, está promovendo o projeto Ecoférias, que tem o objetivo de movimentar as crianças durante as férias escolares.
Crianças com idade entre sete e 12 anos podem participar e além de desfrutar do lazer em contato com a natureza, os participantes ainda aprenderão a preservar o meio ambiente.
As atividades continuam nesta terça-feira (20) e nos dias 22, 27 e 29 de janeiro, das 8h até às 13h, nas dependências do parque. As inscrições foram gratuitas, mas os interessados colaboraram com um quilo de alimento não-perecível e uma garrafa pet de dois litros.
Podem participar do projeto crianças com idade entre sete e 12 anos (Foto: Secom / Maceió)
A programação é recheada de atividades lúdicas e educativas: ‘cineambiental’, passeio pelas trilhas ecológicas, visita ao Museu Biológico e ao Jardim Sensorial, jogos, shows de talentos, plantio de mudas e muito mais.
Para o titular do Meio Ambiente, David Maia, o projeto do Parque Municipal chega para conscientizar as crianças, de forma dinâmica, sobre a necessidade de cuidar e preservar o meio ambiente e, consequentemente, aos pais.
“Temos que construir uma sociedade que saiba conviver e cuidar da fauna e da flora”, observou Davi Maia.
Segundo ele, o projeto representa uma efetivação dos direitos das crianças, especialmente os de acesso às atividades educativas, de esporte, lazer, cultural e ambiental.
De acordo com Fábio Palmeira, coordenador geral do parque, as atividades na dependência da Unidade de Conservação foram devidamente estudadas para garantir a integridade do espaço durante as Ecoférias.
“É a primeira vez que o município de Maceió dispõe de um projeto nesse perfil. A equipe do Parque Municipal está gerenciando e conduzindo as ações de forma dinâmica, respeitando os critérios adotados e valorizando a vida através do meio ambiente”, explicou.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Uso de óculos escuros deve ser feito com cuidado durante o verão


Queda da percepção de detalhes pela retina e catarata
 estão entre os problemas causados pelo excesso de sol

Olívia de Cássia - Repórter - Tribuna Independente


O verão chegou e o cuidado com os olhos deve ser redobrado nessa época do ano. Os baixos preços dos óculos de sol oferecidos nas barracas de camelôs e em demais lojas no centro da cidade chamam a atenção de qualquer um. Afinal de contas, pagar pouco é o que muitos querem. Mas será que esses óculos têm a devida proteção?
Segundo o médico oftalmologista Adriano José Cavalcante Silva, cirurgião plástico ocular, é verdade que a proteção contra os efeitos dos raios ultravioletas (UVA e UVB) no corpo deve ser feita durante todo o ano, mas são nas estações em que o sol dá mais as caras que essa proteção é devidamente redobrada.
“Durante a primavera e o verão a utilização dos óculos escuros é claramente maior do que nas demais estações. É comum ver homens, mulheres, senhoras, senhores e crianças usando o assessório, que possui um leque gigantesco de opções de modelos, cores e estilos diferentes, mas é de suma importância, porém, que o material seja de qualidade, para que o então aliado não se torne um vilão para a saúde”, destaca.
Segundo o oftalmologista, os óculos de sol devem fazer mais do que proteger os olhos contra a luminosidade. “Eles devem também proteger os olhos contra a radiação prejudicial que pode danificar a córnea, o cristalino e a retina”, observa.
Adriano José enfatiza que utilizar óculos que não possuem proteção contra os efeitos dos raios transmitidos pelo sol é pior do que não usar o acessório. A explicação está na finalidade das lentes do produto. Como são escuras, acabam dilatando as pupilas e dando maior abertura para a entrada da luz solar.
“Como o material não possui a proteção necessária, o efeito é extremamente negativo ao usuário, que pode adquirir doenças como catarata, pterígio – popularmente conhecida como Carne no Olho – e até sofrer com a degeneração macular relacionada à idade (DRI)”, pontua.
‘Nem sempre produtos da moda são os mais benéficos à saúde’
O médico Adriano José Cavalcante Silva, cirurgião plástico ocular, destaca que nem sempre os produtos da moda são os mais benéficos à saúde e a indicação é que os olhos devem ser protegidos com óculos de qualidade comprovada.
O especialista, que trabalha em uma clínica no bairro do Farol, em Maceió, disse que as lesões oculares mais comuns causadas pelo excesso de sol são: “A queda da percepção de detalhes pela mácula - parte da retina responsável por esta função - e a formação da catarata, problema ocular grave, de maior incidência em todo o mundo”, reforça.
ÓCULOS DE SOL
Por esses problemas, segundo o oftalmologista, é fundamental utilizar óculos de sol capazes de filtrar a incidência destes raios.
Adriano Silva diz que o material dos óculos escuros tem que ser de qualidade para que ele não passe de aliado para vilão (Foto: Sandro Lima)
“O que a gente recomenda é que tenha proteção UV; independe de os óculos serem espelhados, marrom, cinza ou outra cor”, destaca.
Adriano José também ressalta que o ideal é que os óculos sejam comprados em ótica e não em camelôs ou na rua, que não têm a qualidade necessária.
PROTEÇÃO
“Em ótica sempre tem a proteção; aqui na clínica tem um aparelho que mede se os óculos dos pacientes estão protegidos. Para quem trabalha a maior parte do tempo ao ar livre, a exposição, em excesso, aos raios UV pode levar ao surgimento de vários problemas oculares, como o pterígio - tecido que cresce sobre a córnea e obstrui a visão - e da ceratite, uma inflamação da córnea”, explica.
Produto é mais barato, mas não possui lentes apropriadas
O especialista avalia que os óculos falsificados chegam bem mais baratos ao mercado por não possuírem tecnologia capaz de filtrar os raios UV. “Óculos vendidos como simples acessórios de moda podem proporcionar pouca ou nenhuma proteção UV, mesmo sendo um pouco mais caros”, diz.
Estes produtos, segundo o oftalmologista, também não contam com lentes apropriadas. A maioria vem com lentes com polarização insuficientes, que minimizam o brilho, mas não contam com propriedades anti-UV.
“A radiação ultravioleta, está comprovado, favorece o aparecimento de doenças, inclusive o aparecimento mais cedo da catarata e tem uma relação com isso: as pessoas que trabalham em praias, na roça, que são mais expostos ao sol, percebemos que a catarata avança mais rápido”, reforça.
CLÍNICA
Na clínica onde Adriano José Cavalcante tem consultório, a reportagem conversou com a paciente Maria José Tenório sobre a proteção aos olhos.
Ela disse que compra por encomenda: “Eu compro óculos por encomenda, em locais recomendados, mas já experimentei também em camelôs e não me adaptei”, explicou.
Maria José Tenório diz que compra óculos escuros em locais recomendados e que já usou de camelô, mas não se adaptou (Foto: Sandro Lima)
A reportagem da Tribuna Independente abordou Patrícia Silva, que estava na Rua do Comércio comprando óculos escuros no camelô e disse que compra lá porque é mais barato. “Eu não costumo usar com frequência, mas compro de vez em quando, porque aqui é mais barato”, destacou.
Marcos Alexandre da Silva, pelo Facebook, disse que compra regulamente seus óculos escuros em óticas e sites que amigos indicam, mas que tenham fator de proteção ultravioleta, no entanto ele não esconde que também compra no camelô.
“Eu compro em óticas e sites recomendados por amigos ou médicos conhecidos, mas quando eles quebram e estou sem nada, compro algum no camelô, não vou mentir”, confessou.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Fábricas de motos terão que se adaptar à resolução do governo

Para José Carlos Silveira, a determinação
do Contran objetiva mais segurança para os condutore
s
 
Repórter/ Tribuna Independente
 (foto: Sandro Lima)


As fábricas de motocicletas terão que se adaptar à Resolução 509/2014 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que obriga que as motocicletas saiam das fábricas equipadas com os freios ABS ou CBS. O novo sistema será exigido de forma escalonada, a partir de 2016: “Primeiro, para 10% das motocicletas novas, e até 2019 chegarão a 100%”, observa José Carlos Silveira, presidente da Organização não Governamental (ONG) Moto Amiga.
Segundo José Carlos Silveira, a determinação objetiva mais segurança para o condutor e por conta do custo, motos pequenas de até 300 cilindradas terão obrigatoriedade de ter o freio CBS podendo ter o ABS. “Já as motos com motor de tamanho igual ou superior a 300 cilindradas ou motor elétrico de potência igual ou superior a 22kw serão obrigadas a utilizar o ABS, que impede o travamento das rodas numa frenagem brusca”, observa.
As motos novas que têm menos de 300cc poderão ser equipadas com freios ABS, como o dos carros, que evitam o travamento das rodas, ou com os CBS, que distribuem proporcionalmente a força de frenagem para as duas rodas, para garantir uma desaceleração rápida e segura. Para motos com mais de 300cc será obrigatório o ABS. Em motos de alta cilindragem, o sistema de freios ABS já está presente na maioria dos modelos.
“Algumas fábricas já se anteciparam e agora para 2015 já estão oferecendo a nova tecnologia. A regra será aplicada apenas para fabricantes, porque é um trabalho de engenharia, não se aplica para as motos antigas. O ABS é quase inviável de se colocar em uma moto barata. E ainda tem o sistema Cabs que é muito mais caro”, pontua.
HÁBITO
”A ideia do CBS é corrigir o mau hábito dos motociclistas de usar somente o freio traseiro, quando o ideal é acionar os dois, já que a maior parte do poder de frenagem de uma motocicleta está na dianteira. Com o sistema, a moto consegue parar antes. O acionamento do freio combinado ocorre de maneira progressiva. É necessário pressionar o pedal com força, utilizando todo o seu curso, para entrar em ação a frenagem na roda dianteira. Com leves toques sobre o pedal, a força fica apenas na roda traseira”, pontua.
Alguns fabricantes já estão colocando os novos freios
Com a resolução do Contran, segundo o presidente da ONG Mão Amiga, as fábricas já estão colocando segurança nas motos, mas o principal elemento é o condutor, que deve ter precauções como: “Evitar o álcool; excesso de velocidade, andar com roupas resistentes, no mínimo um bom capacete e um sapato de couro, evitar andar descalço como a gente vê e sem capacete”, destaca.
José Carlos pontua que o motoqueiro precisa andar dentro das normas de segurança. Se for para local longe, precisa usar uma jaqueta, um casaco, proteção do joelho, ter cuidado com a segurança própria, tanto ao conduzir como a se trajar.
Da parte do governo, ele disse que deve ter cuidados com as vias, “pois muitas vezes você vê uma moto cair por causa de uma lombada, um buraco, ou via que não tenha demarcações, com buracos nas curvas. Da parte dos condutores, tem muita imprudência, totalmente irregulares, é preciso que as autoridades do trânsito observem isso, punindo a quem não obedece”, ressalta.
CALENDÁRIO
Segundo o calendário de adoção dos sistemas, de acordo com a Resolução 509/2014 do Contran: a partir de 1º de janeiro de 2016, 10% da produção ou importação; a partir de 1º de janeiro de 2017, 30% da produção ou importação; a partir de 1º de janeiro de 2018, 60% da produção ou importação; e a partir de 1º de janeiro de 2019, 100% da produção ou importação.
CAMPANHAS
O Moto Amiga é uma entidade nacional que tem filial no Estado e surgiu há três anos, com o objetivo de conscientizar os motociclistas e reduzir o número de acidentes de trânsito no Brasil. Segundo José Carlos Silveira, são registrados uma média de três acidentes por dia no Estado e as principais causas são provenientes do condutor, devido a ações de dirigir alcoolizado, imprudência e uso de roupas inadequadas.
Segundo ele, também em Alagoas, o Moto Amiga faz campanhas educativas de trânsito nas escolas com palestras, junto à Secretaria de Saúde, Detran, redes sociais, entrevistas nos meios de comunicação, entre outras iniciativas. O presidente da entidade observa também que segurança e moto não dependem apenas da moto e da rua, depende de três fatores: da motocicleta, do condutor e da via.


domingo, 11 de janeiro de 2015

Preço da carne bovina está em alta; valor subiu 10% em Alagoas

Crescimento do consumo interno e demanda para
exportação também são apontados pela CNA como motivos da alta do preço
 / Repórter- Tribuna Independente
(foto: Sandro Lima)
O preço da carne bovina subiu em média 10% em Alagoas e em todo o país e o consumidor deve se preparar para essa alta se manter nos primeiros meses do ano, podendo recorrer a outras alternativas variáveis como frango, que manteve a média de preços, segundo donos de açougues visitados pela reportagem da Tribuna Independente. Outra alternativa apontada pelos especialistas é a pesquisa de preços e a diversificação de produtos.
Segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o fator se deve à menor oferta, resultado principalmente da seca, que vem prejudicando as condições das pastagens e, consequentemente, a engorda dos animais ao longo do ano passado. Segundo a entidade, além disso, foi em virtude do crescimento do consumo interno e da demanda para exportação. No mês de dezembro de 2014, a arroba do boi gordo estava custando R$ 150.
Os insumos como farelo de soja e o milho, que complementam a ração do gado também tiveram aumento de preços e segundo o economista André Maia Gomes, professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e especialista em Agricultura e Agronegócio, existe uma lei econômica simples da oferta e da procura e quando existe pressão de demanda e não existe oferta correspondente, o preço tende a subir.
TENDÊNCIA
“Há uma diferença fundamental entre preços agropecuários e preços industriais e de serviços; quando o preço aumenta, existe uma tendência clara de aumento da oferta, mas em médio prazo porque, no caso agropecuário, existe a necessidade de ser respeitado o ciclo biológico”, destaca.
O economista e professor observa também que, com a melhoria da distribuição de renda no país e o aumento real do salário mínimo, ocorreu pressão de demanda por carne. “Não havia oferta porque, entre 2005 e 2006, aconteceu queda real do preço pago ao agropecuarista, levando um desestímulo à produção; com isso aumentando até o abate de matrizes”, explica.
Para piorar, segundo ele, problemas de secas no Nordeste e outras regiões do país; no caso nordestino, parte relevante do rebanho afetado pela seca morreu. “Então precisa de um tempo para ocorrer o reequilíbrio entre oferta que andava relativamente em queda comparado à demanda em alta”, pontua.
André Maia Gomes destaca que, em 2009, já era para ter se sentido mais fortemente esse problema atenuado pelo enfraquecimento das exportações brasileiras em função da crise mundial mais forte naquele ano. “Isso permitiu que maior quantidade de carne que seria exportada fosse redirecionada para o mercado interno”, destaca.
‘Peso dos preços ainda vai demorar para ser derrubado’, diz economista
O economista exemplificou que se alguém for comparar dados do índice de preço ao consumidor de 2004 publicado pela Secretaria de Planejamento do Estado, com os mesmos dados referentes a 2014, verá como aumentou o peso do preço da carne.
“Fenômeno não sentido apenas regionalmente, como nacionalmente também. E da mesma forma que se tem que esperar um processo de recuperação desse rebanho até da recomposição do estoque de matrizes, para daí sair a produção de bezerros, isso indica que esse peso dos preços da carne bovina ainda vai demorar um pouco para ser derrubado”, avalia.
Segundo o economista, os dados do IPC do consumidor - publicação do próprio governo alagoano -, “mostra que a carne está pesando: o preço do patinho, cupim aparecem com destaque. Importa lembrar que a parte traseira do boi apresenta os cortes de carne mais sofisticados e a parte dianteira os menos apreciados e por isso mais baratos”, pontua.
FORMAS
André Maia Gomes disse também que existem diversas formas de a dona de casa driblar os preços altos e a primeira delas é pesquisar os preços. “Garanto que existem diferenças absurdas nesse quesito que podem beneficiar o consumidor; é possível encontrar, por exemplo, supermercados com fama de preço alto com preços de praticamente todo tipo de corte de carne, abaixo da média de preço local”, ensina.
Além disso, segundo ele, o preço do fígado ou da língua bovina são geralmente mais baratos. “Por outro lado, existem outros pontos de venda em Maceió que apresentam canais de comercialização mais curtos, o que favorece o consumidor. Importa apenas ter cuidado com o controle de qualidade do produto que se está consumindo”, orienta.
Segundo André Maia Gomes, a dona de casa e o consumidor em geral precisam fazer pesquisa de preços, pois existem várias alternativas viáveis.
“A carne bovina apresenta vários tipos de produtos que podem representar bons substitutos: ovinos, caprinos, carne de frango, peixes , seja de origem marinha ou fluvial e a carne de porco. Existe uma grande diversidade de opções para o consumidor, mas ele precisa pesquisar”, disse.
Pecuarista avalia que a seca foi um dos principais fatores para aumento
O pecuarista Manoel Gomes de Barros, o Mano, ex-governador de Alagoas, confirmou que um dos fatores para o aumento da carne bovina foi a seca, que prejudicou o pasto e por isso os criadores abateram muitas matrizes.
“Além da seca, também a abertura das exportações que teve um aspecto positivo; a oferta de insumos que está muito caro, como milho, farelo, tudo isso encareceu muito e fez com que o preço da carne bovina tivesse esse aumento”, observou.
Segundo Manoel Gomes de Barros, quem faz o confinamento de animais para o corte foi obrigado a aumentar o valor (Foto: Reprodução)
O preço do farelo de soja deu um salto em outubro do ano passado nos mercados interno e externo, em meio a uma forte demanda, surpreendendo criadores e agentes do setor.
Segundo Mano, quem faz o confinamento de animais para o corte foi obrigado a aumentar o valor da carne.
Segundo informações de sites de economia, na média das regiões, o preço do farelo de soja registrou aumento de 10,7 por centro entre 23 e 30 de outubro do ano passado. Entre 30 de setembro e 30 de outubro, o avanço foi de 15,2 por cento. “Por esses fatores, a ração cara, exportação e o abate de matrizes é que a tendência é o aumento de preços”, argumenta Manoel Gomes de Barros.
A reportagem da Tribuna Independente percorreu o bairro do Jacintinho para verificar o preço da carne nos açougues do bairro, que é um dos maiores da capital. Segundo o açougueiro Josinaldo do Livramento Silva, cortes como o patinho estão custando R$ 19,50; o acém com osso está custando R$ 13 (preço anterior R$ 12); o quilo de contrafilé era R$ 18 e está custando R$ 19,50. A costela de boi está sendo vendida no local a R$ 10,59.
Segundo o açougueiro Josivaldo do Livramento Silva, a previsão é que o valor alto da carne persista (Foto: Sandro Lima)
Josinaldo Silva disse ainda que a previsão é que o preço alto da carne persista. Em outro açougue do mesmo bairro, o preço está nessa média: bife R$ 15,99 e algumas promoções de miúdos de frango a R$ 4,20; o quilo do rim está a R$ 6, antes era comercializado a R$ 4.
A reportagem também constatou o aumento dos preços de miúdos como vísceras, passarinha, rim, coração, língua, que são usados com frequência na culinária nordestina.
Economista orienta consumidor a verificar o preço do quilo do produto
O economista André Maia Gomes argumentou que o consumidor deve observar o preço da carne pelo valor do quilo. “Muita gente olha o preço da mercadoria por aqueles números grandes e esquece de olhar o principal nesse caso: o preço por quilo. Essa informação vem com números bem pequenos, mas aparece lá no produto e poucos se preocupam em reparar esse detalhe. Um produto, por exemplo, que valha R$ 10, na verdade, pode ser de R$ 30 o quilo. Enquanto outro que apresente R$ 15, pode representar R$ 9 o quilo. Isso faz muita diferença”, explica.

Alguns instantes. Vivendo por aí...