domingo, 30 de janeiro de 2011

UNIÃO DOS PALMARES – Bloco Franga será batizado pelo Pinto da Madrugada

Silvio Sarmento informando que na manhã de domingo, 13 de fevereiro, acontecerá o batizado da Franga pelo Pinto da Madrugada-Maceió, com desfile do bloco pelas ruas (orquestra do Maestro Jaégero com 70 músicos) e finalizando com uma concentração na Praça Basiliano Sarmento onde acontecerá a cerimônia de batismo.

Sábado, dia 26 de fevereiro, a Franga vai participar do desfile do Pinto da Madrugada em Maceió (primeiro bloco palmarino a participar deste evento). Na sexta, dia 4 de março, participa do desfile de abertura do Carnaval local junto a todos os blocos da cidade.

No sábado, dia 5 de março, à noite, na quadra municipal, a escolha da Franga Rainha 2011 na categoria gay (os autênticos) e na categoria transformista e logo após acontecerá o tradicional desfile da Franga pelas ruas da cidade.

No domingo, dia 6 de março, a Franga participa do concurso de blocos na Avenida e na segunda, dia 7 de março, à tarde, encerra a sua frangagem com mais um desfile pelas ruas de União dos Palmares.

O apoio em todas as apresentações (exceto na quadra que contará também com o apoio da indústria e comércio) será exclusivamente da Prefeitura (orquestras) e do deputado Givaldo Carimbão (minitrio).

DEZ ANOS

Este ano a Franga da Madrugada está completando dez anos. O bloco nasceu de uma ideia do radialista Silvio Sarmento que pudesse resgatar os carnavais "fraternos" de União, “da minha adolescência e juventude, ou seja, aqueles em que as turmas de pequenos blocos de bobos (mascarados), charangas (instrumentos musicais), blocos de sujos "invadiam" as residências dos amigos que recebiam a todos com muita alegria, comida e bebida, se juntavam aos "invasores" e íamos para as casas e ruas seguintes, diz Silvio Sarmento. O mote do carnaval da Franga este ano será “Podem Soltar!”

Mais flagrantes da Festa da Padroeira de União dos Palmares...

Flagrantes de ontem à noite, na festa de Santa Maria Madalena


Primeiros flagrantes que registrei ontem, na festa de Santa Maria Madalena...

O mundo de Sophia Loren e outros bichos ...

Olívia de Cássia – jornalista

Sophia Loren, uma das minhas gatas, está grávida. Em breve ela terá sua cria e me dará ‘netinhos’. Toda noite Sophia vai dormir comigo, pede cafuné e muitas vezes durmo com ela embaixo do meu braço e fazendo o danado do carinho solicitado.

Antes de envenenarem meus outros gatos: o John Lenon, o Benjamin e a Nana Caymi, eles também iam dormir no meu colchão. Os gatos têm sabedoria e personalidade. Cada um tem seu jeitinho, suas maneiras. Da mesma forma que nós humanos, os animais ditos irracionais são assim também.

Depois dessa barriga, Sophia se retraiu um pouco, como se a prenhez tivesse lhe dado mais maturidade mesmo. Ela já não brinca feito uma criança.

Depois que os outros se foram agora tenho três fêmeas: Janis Joplin operada, Lolita no cio e a Sophia grávida. Cada uma delas tem seu estilo, sua personalidade. A gente aprende com os animais, nos dão lições todos os dias.


Malu e Oto são um caso à parte, são meus cães. Outro dia eu estava vendo fotos de quando eram pequenos. Eles também mudam muito quando crescem, mas a minha Malu não perdeu a doçura. Já o Oto apenas cresceu no tamanho; é um ‘meninão’ atrapalhado.

Para se ter ideia da solidariedade e do amor que os animais possuem, está circulando no Facebook uma foto de uma cadela de rua castrada que encontrou vários filhotes recém-nascidos desabrigados das enchentes no Rio de Janeiro.

Imediatamente ela deitou e deixou que mamassem nela, mesmo não tendo leite. Com a sucção dos filhotes com o amor e o carinho que ela deu a eles, o leite apareceu e pôde matar a fome daquelas criaturinhas sem abrigo e sem mãe.

A natureza é bela e sábia e muita gente por aí poderia ter essa bondade no coração. Aquela cadela de rua teve o instinto materno e de solidariedade que está faltando em muitas pessoas desse mundo a fora.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Festa de Santa Maria Madalena é transformada em documentário

Foto de Olívia de Cássia
© João Paulo Farias - União dos Palmares – AL

Uma produção em forma de documentário, contará a história dos festejos da padroeira de União dos Palmares, Santa Maria Madalena.

O longa metragem produzido pela ex-vereadora e jornalista, Genisete de Lucena será apresentado em meio as comemorações da padroeira dos palmarinos.

Em pouco mais de 01 hora, o filme traz aos seus respectivos telespectadores, diversos depoimentos de pessoas que contribuíram com essa festa, como também imagens antigas e filmagens dos festejos do ano de 2010.

Foram vários meses de trabalho e pesquisa, tentando de toda a forma trazer ao público um dos maiores patrimônios culturais deste município e uma das maiores festas do interior de Alagoas. São 176 anos de tradição, ressaltou Genisete Lucena.

O documentário estará disponível aos fieis e população palmarina, no valor de R$ 2,00 para cobrir os custos e será uma forma de resgatar e registrar a historia de união dos Palmares.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Foram tantos...

Olívia de Cássia - jornalista

Quantas vezes eu tive que me refugiar no escuro do meu quarto, para que ninguém descobrisse as minhas tristezas, decepções e mal desempenho na vida? Foram tantas as feridas não-cicatrizadas que elas abriram fendas profundas em minha alma.

Eu podia me sentir livre naquele território que era só meu. Livre para desabafar minhas mágoas, confidenciar no meu diário minha rotina, transformar aquele pequeno espaço num lugar só meu. Sem proibições ali.

Foram tantos os dias de quebranto e desencanto que eu pensava que não fosse mais capaz de existir sem a presença do ser amado!

Quantos amores incompletos não-vividos eu presenciei, sempre em busca da felicidade e da concretização daqueles sonhos inacabados, interrompidos e desfeitos!

Hoje não tenho mais paixões, amores carnais ou pretensos candidatos a tal. Não me sinto mais diminuída, mal-amada nem preterida por ninguém.

Não busco mais ansiosamente a presença de quem quer que seja para completar a minha vida. Sinto-me quase completa no meu trabalho, com meus amigos e a boa companhia que eles podem me proporcionar.

Posso dizer que sou feliz, apesar das minhas limitações e impossibilidades diante da vida num tempo em que já não disponho de tanta saúde, de tanto vigor.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A expectativa

Olívia de Cássia – Jornalista

Já passa da uma hora da manhã dessa madrugada do dia 25 de janeiro. A adrenalina ainda está alta. Chego do trabalho e ainda fico acordada vendo um filme na Tela Quente. Quem disse que o sono chegou, acostumada que estou a ficar até tarde na net? Mas com o computador pifado de novo, o jeito é arriscar por aqui e esperar o sono chegar.

Na Assembleia Legislativa não vai acontecer a sessão desta tarde, que aprovaria o tão polêmico Orçamento do Estado para este ano. Já se sabia disso, tem um tempinho que a imprensa vem comentando, por conta do impasse gerado pelos deputados querendo mais verba do governo do Estado.

Cada dia que passa eles querem mais dinheiro, isso cheira a extorsão. Querem que o Executivo aumente o duodécimo da Casa de Tavares Bastos. O Orçamento já deveria ter sido votado desde dezembro do ano passado, que era a data-limite prevista no Regimento Interno da Casa.

A situação na ALE é de incerteza por parte de todos: funcionários e comissionados que estão se despedindo dos cargos e para os que ficam também. A votação mesmo, do Orçamento e outros projetos que chegaram na Casa em dezembro, ficará para a próxima legislatura que se inicia no dia 1º de fevereiro.

A responsabilidade de votar a LOA – Lei Orçamentária Anual, ficará para os novos deputados e os que conseguiram se reeleger. Alguns são novatos, marinheiros de primeira viagem e certamente vão querer conhecer a peça orçamentária com mais profundidade, antes da votação.

Por conta disso, novamente, a votação será protelada e a máquina do Estado vai seguindo com o Orçamento do ano passado, sabendo-se que muitas ações ficam paralisadas por conta disso. Dia 1º de fevereiro, quando acontece também a posse dos deputados, haverá a eleição para a Mesa Diretora da Casa, que administrará o Legislativo durante dois anos.

Dois candidatos do PSDB, partido do governador, concorrerão ao pleito, mais o deputado Isnaldo Bulhões Júnior (PDT) que será o candidato do grupo que se forma, de oposição à atual Mesa Diretora. Além do Orçamento, outros projetos já chegaram à Casa e só poderão ser votados quando a ALE voltar à normalidade.

Estou saindo da Casa este ano, do cargo de comissionada, mas continuarei a freqüentar a salinha da imprensa para colher informações para o blog. Tomara que eu consiga logo restabelecer o curso normal da minha vida também e não tenha que passar por mais apertos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Trabalho infantil

Olívia de Cássia - Jornalista

O trabalho infantil é proibido por lei e é comum em países subdesenvolvidos. No Brasil nas regiões mais pobres este trabalho é bastante comum. A maioria das vezes ocorre devido à necessidade de ajudar financeiramente a família. Muitas destas famílias são geralmente de pessoas pobres que possuem muitos filhos.

Tudo bem, é lei e tem mais é que ser obedecida, mas há muitas polêmicas sobre essa questão. Estudos indicam que, na área urbana, a taxa de participação de menores no trabalho inicialmente decresce com a escolaridade, sendo maior entre aqueles que nunca frequentaram escola do que entre os que têm de um a quatro anos de estudos completos.

Quem criou essa lei acho que teve a boa intenção de proteger o menor, mas a questão é discutível e não fica por aí. Eu avalio que se esse trabalho atrapalha o desenvolvimento da criança, seus estudos e se gera a violência, a decisão é positiva. No entanto, não é o que a gente percebe aqui.

Quando eu era criança ajudava meu pai na mercearia, eu e meus irmãos; isso não nos atrapalhou e não nos deixou menos felizes por isso, tampouco atrapalhou nossos estudos. Tem muitas pessoas que conheço da minha época de criança, principalmente os mais carentes e de menor poder aquisitivo, que trabalhavam para ajudar no sustento de suas famílias e hoje vivem muito bem e têm situação familiar estável.

Acredito que é melhor que a criança e o adolescente tenham uma ocupação do que viver no mundo da droga e da prostituição. Trabalhar também é terapia quando não gera escravidão. Seria bom que eles conseguissem conciliar o estudo com o trabalho.

No meu caso e dos meus irmãos, trabalhar mesmo de carteira assinada, ou fora, meu pai só permitiu a partir dos 18 anos, porque ele e minha mãe não queriam que atrapalhasse nossos estudos, mas não impediam que nós ajudássemos lá na bodega, na Rua da Ponte e em troca nos dava mesada.

Perdoem-me os legisladores que tiveram a boa intenção da causa, mas o que a gente vê por aí não é isso. Tem muita gente reclamando dessa lei, principalmente pais e responsáveis por adolescentes que gostariam de vê-los envolvidos em alguma atividade que os livrasse da ociosidade. Está faltando ainda políticas públicas para isso, infelizmente.

Uma matéria na televisão indica que o Conselho Tutelar registrou casos de trabalho infantil em Marechal Deodoro, li isso no site Gazetaweb. Não vi a reportagem, mas frequento a Praia do Francês e vejo como algo positivo os meninos e meninas se ocupando em alguma atividade, ao invés de estarem no submundo cão.

Claro que o trabalho deles precisa ser diferenciado e fiscalizado para não serem explorados e escravizados. Se for feita uma enquete com a população, a maioria vai ter essa opinião. Não defendo o trabalho infantil para prejudicar as crianças, mas para ocupá-los e dar responsabilidade.

Hoje em dia os pais não podem mais nem dar uma palmada educativa no filho, porque correm o risco de ser acusados de maus-tratos. Na minha época de criança apanhei muito da minha mãe e ficaram algumas marcas, mas hoje agradeço a Deus pela educação que eu e meus irmãos tivemos.

A educação atual deixa muito a desejar, muitos pais são relapsos e deixam a educação dos filhos por conta da escola, esperam que os professores além de ensinar o que lhes é de direito, os ensinem a ser cidadãos do bem, muitas tarefas que são dos próprios pais.

Esses sim, os que se aproveitam dessas questões deveriam ser punidos, muitos irresponsáveis que colocam filhos no mundo sem ter condições de lhes dar boa educação e ensinar o respeito aos mais velhos e ao seu próximo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Violência que me assusta

Olívia de Cássia – jornalista

Mesmo convivendo diariamente com o principal ingrediente do jornalismo que é a notícia, ainda não me acostumei com acontecimentos do cotidiano de quem milita e vive no jornalismo no que diz respeito à violência. São casos escabrosos e assustadores que nos levam ao questionamento diário.

O crescimento das agressões e mortes em nosso estado e em nosso País é assustador: violência doméstica, contra mulheres, crianças e velhos. As causas apontadas pelos estudiosos são diversas: falta de oportunidade, desequilíbrios psicológicos, desigualdade, desemprego e outros fatores afins. Mas o envolvimento de jovens com drogas como o crack tem sido o principal responsável por isso.

A violência cotidiana me assusta e avalio que ela exista não só pela falta de oportunidades que os jovens não tem, pela pobreza e ou pelo desemprego. Dizem que a violência que mata e que destrói está muito mais para sintoma social do que doença social. Aliás são várias as doenças sociais que produzem violência como um tipo de sintoma.

Culpa-se os governos, a segurança pública ou a falta dela pelas insanidades cometidas todos os dias. Eu acredito que a violência cresce na sociedade, também e muito mais, pela falta de amor nos corações, pelo crescente uso de drogas pelos jovens e pela falta de perspectiva que não encontram em suas vidas. Não é só pela falta de políticas públicas dos nossos governantes que também é um fator agravante.

A cada dia a gente presencia esse lado negativo na sociedade tomando proporções gigantescas, sem que a gente saiba onde isso tudo vai parar. A gente sai de casa pra trabalhar ou estudar e não sabe se volta ou o que vai nos acontecer. O policiamento nas ruas precisa ser aumentado, não se pode mais andar nas ruas depois das 18 horas.

Alagoas não é o único estado do País onde esses índices crescem, mas por aqui as coisas andam sem rumo e é necessário que o novo secretário de Defesa Social que vem por aí tome atitudes enérgicas contra a bandidagem.

A violência sempre existiu, ‘desde que o mundo é mundo’, como diziam as pessoas de antigamente, fosse ela pela ganância, disputa de patrimônio, de territórios, violência política ou doméstica.

Dizem que ela começa onde o diálogo termina ou onde ele nunca houve. “Exceto nos casos de loucura, a violência pode ser interpretada como uma tentativa de corrigir o que o diálogo não foi capaz de resolver”, diz o texto do Folheto Renasce Brasil.

O certo é que estamos presenciando uma sociedade doentia onde o acerto de contas por falta de pagamento de dívidas com traficantes tem levado milhares de jovens (homens e mulheres) à morte. Daqui a alguns anos o Brasil será um país de velhos, por que parte da juventude está morrendo por causa das drogas. Onde isso tudo vai parar?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

É noite de verão...


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

É noite de verão,
Tempo de sol, de mar,
Tempo de viver intensamente
Cada minuto da vida...

É noite de verão.

No verão as noites são mais curtas,
Os dias se tornam mais vivos,
mais quentes, alegres e vibrantes ...

Já não tenho tanto tempo de viver, de sonhar...
É verão mais uma vez.

Já vivi muitos verões...
Muitos deles se passaram
É verão mais uma vez...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Mais memória do fundo do baú...


Na primeira foto, ainda no Rio (1980) e na segunda foto, década de 70, desfile do Mário Gomes, de pelotão, com Benedita Agra...


Aos 20 anos, no Rio de Janeiro, posando para as lentes de madrinha Rita, na Penha...


Na primeira foto, final da década de 60, dama de honra do casamento de tio Antônio Paes e tia Hermínia. Na segunda foto, eu e Rita, na Praça Antenor de Menonça Uchôa, década de 70...


Na primeira foto, de minha autoria, minha saudosa mãe, na década de 70, no jardim da nossa casa, na Tavares Bastos. Na segunda foto, década de 90, eu e minha cunhada Sônia, na casa de Niviane, no Osman Loureiro. Aniversário ...


Na prmeira foto, 1980, no Rio de Janeiro, casa da minha tia Noêmia Paes; a segunda foto é da casinha onde nasci, na saudosa Rua da Ponte. Aí já estava reformada, mas quando eu nasci tinha portas de madeira que ficaram por muitos anos...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Festival de Cultura em União

Olívia de Cássia – jornalista

Neste domingo, 23, além da procissão luminosa da bandeira, atividade da festa de Santa Maria Madalena, haverá em União dos Palmares o Festival da Cultura Popular, promovido pela Secretaria de Cultura do município.

O evento está previsto para ter início às 15 horas, na Praça Basiliano Sarmento e terá apresentação de trios de forró, coco de roda, violeiros, rabequeiros, capoeiristas, aboiadores, cavaquistas, sanfoneiros e outros artistas, como o mestre Caboclinho do Norte, que completou 68 anos de idade, hoje, 18 de janeiro.

Para fechar o evento, às 22 horas, logo após a Procissão Luminosa da Bandeira, a dupla Os Nonatos se apresenta no palco montado na Praça.

(Com informações do blog A Terra da Liberdade)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Procissão do mastro

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

Como acontece há 176 anos, os católicos palmarinos acompanharam a procissão do mastro de Santa Maria Madalena, neste domingo, 16. Apesar de eu não estar muito disposta fisicamente, resolvi enfrentar o desafio e fazer o percurso, quase todo correndo. Pensei que não fosse aguentar tanta adrenalina, mas segurei a onda, agarrei na mão de minha amiga Kelly e lá fomos nós, dando vivas a Santa Maria Madalena, nossa excelsa padroeira.

Não tenho esse dado com precisão, mas avalio que são quase dois quilômetros de percurso. É muito chão para uma velhinha como eu acompanhar aquela correria toda. Estou toda quebrada, as pernas já não têm tanta firmeza, mas cumpri com minha obrigação de cristã, católica, que acredita nos poderes de Santa Maria Madalena e na tradição das suas comemorações.

Suamos em bica e quando chegamos à praça, estava todo mundo cansado e emocionado. O erguimento do mastro é sempre um rito de passagem para os palmarinos. É quando a gente fica naquela expectativa e reforça as orações para que o mastro seja erguido sem traumas, para que tudo dê certo durante o ano para os palmarinos.

Hoje em dia eu valorizo muito mais tudo isso, muito mais que antigamente, quando tinha meus pais ainda nesse plano, que eram devotos da santa e que vivenciavam esses eventos com tanto gosto. Lá em casa ficava cheia de visitas: familiares e amigos que iam nos visitar ou passarem as festas e férias. Era muito bom aquilo tudo.

Revi tanta gente querida que nem vou citar o nome aqui para não ser injusta com alguém. Rever tantos amigos sempre me dá muita alegria e satisfação. Reforcei minhas orações e pedidos de saúde, emprego, disposição para o trabalho, paz, harmonia e para que haja amor no coração das pessoas, para que esse mundo fique mais fraterno.

Chorei tanto na cerimônia do mastro, que Nádia Seabra fez até uma foto da minha performance de chorona diante da cena do mastro erguido, rezando e agradecendo, pedindo forças a Maria Madalena para me fazer uma pessoa melhor, com mais saúde e vigor. A foto deve ter ficado uma presepada.

Quando terminou o erguimento do mastro, o povo se aproximou, tocou e fez as suas orações. É muito bonito esse ritual. Aqueles homens e algumas mulheres também que carregaram um tronco de vinte e um metros e meio durante todo aquele percurso, mesmo depois de exaustos ficaram ali, rogando, agradecendo e fazendo preces.

Aquilo para mim é emocionante e merece estudos que avalio já devam ter por aí. Alguns fiéis ainda ficaram na praça, em frente à Igreja Matriz, conversando, mas a turma mais jovem foi para a Avenida Monsenhor Clóvis. Fazia tempo que depois da procissão do mastro eu não ia à Avenida. Não há mais controle sobre isso.

É fato que a procissão do mastro, diferente da procissão do dia 2, sempre foi mais agitada. Até pela forma como acontece e pelo tipo de evento, já que para aguentar o peso, quem carrega o mastro tem que sair correndo, para chegar logo, pagar sua penitência. Cavalos, ciclistas, motos, carroças e pedestres sempre acompanharam, mas agora se multiplicaram.

Antigamente já existiam as exibições normais na Avenida, dos rapazes e moçoilas nos cavalos. Até já desfilei também em época de jovem, mas para mim não foi uma experiência muito boa, por conta de que o cavalo que eu estava com um amigo disparou e ele não conseguiu dominá-lo. Resultado da ópera? Quase morro de uma queda lá de cima; fui salva pelo meu amigo Abel Uchôa, que estava em outro cavalo e parou o danado que ia me matar, me salvando de morrer esbagaçada na Avenida.

Mas nos dias de hoje, além de muito som alto, de carros variados, tendas com músicas eletrônicas em volume exagerado, com músicas de gosto duvidoso, misturados a muita cachaça, pessoas se exibem seminuas, depois de ingerir muita bebida alcoólica; o grau de permissividade é superlativo à época em que vivi em União.

As festas mudaram muito por lá no dia da procissão do mastro. Não sei se é necessário tudo aquilo, achei a festa paralela muito desproporcional, posso até estar exagerando ou ficando velha mesmo, mas seria bom que houvesse mais controle sobre o evento.

Mas mudando de assunto e apesar de tudo, Viva Santa Maria Madalena, que é a estrela principal dessa história toda e merece todo o nosso respeito.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Pensamento num dia de sábado...

Olívia de Cássia – jornalista

Início da noite de sábado, 15 de janeiro de 2011, metade do mês já se foi. Estou tão indisposta por conta da virose que não tenho ânimo para nada mesmo, mas tenho ‘que sustentar o talo’, como dizia minha saudosa mãe. Estou tão sensível que me comovo até com cenas de novelas; injustiças ainda me emocionam e me levam às lágrimas.

Sinto-me tão tola e tão indefesa, diante de certas questões, feito uma criança, nesse mundo tão rude e tão materialista. Penso numa maneira de fugir um pouco disso tudo. Estou de pés e mãos atadas, ainda mais com essa falta de grana que não permite nem um tantinho de diversão pra gente esquecer um pouco as adversidades da vida.

Entendo porque aquela história difundida por aí e aplicada por tanto político é tão certeira: “Ao povo, diversão e circo”. Com esses ingredientes dá para esquecer os problemas, as injustiças e a maldade do mundo.

Mas tenho que reagir a esse quebranto que toma conta do meu corpo. Amanhã tem procissão do mastro da festa de Santa Maria Madalena, em União dos Palmares. Preciso me recuperar para percorrer todo aquele trajeto que vai da Rua Juvenal Mendonça até a Praça Basiliano Sarmento, renovar a minha fé, pedir forças, saúde e disposição para o trabalho.

Esse ano será de muitos desafios para mim e é preciso que eu seja muito forte para enfrentar todos eles. Tenho fé e acredito nisso, que será um ano de grandes novidades e preciso renovar minhas esperanças.

Para quem é palmarino e acredita, o ano realmente começa depois da festa da padroeira de União dos Palmares. Muita gente aproveita o evento da procissão do mastro e da festa para renovar os votos, pedir proteção, realização de sonhos e pagar promessas.

Pode até parecer bobagem para os mais céticos, mas para quem acredita e é devoto da santa, todo esse ritual é importante. Eu sempre me emociono em todo o evento, tanto na procissão do mastro, na festa e na procissão do dia 2. É quando a gente, além de agradecer, rever e os amigos, mata a saudade de todos.

As lembranças dos meus pais são muito fortes. Lembranças da infância e da juventude na Terra da Liberdade, quando nessa época era um tempo de grandes encontros e aventuras. Lembranças do quanto meu pai gostava dessa festa; para ele era a melhor e a mais importante da cidade, não tinha outra igual.

Da mesma forma que avalio que o meu tempo agora já é curto, aproveito para pedir força, resistência, saúde e proteção. Não tenho o direito de pedir muito mais, Deus sabe. Já me basta ainda poder andar, falar, estar intelectualmente perfeita e não depender de terceiros para as pequenas tarefas pessoais do dia-a-dia.

Estou introspectiva hoje, um sentimento profundo me corta o coração e a alma, preciso desabafar. Tenho vontade de chorar, mas preciso ser forte, não deixar que esse sentimento dilacere novamente o meu coração.

Não quero lembrar de coisas tristes que me fizeram sofrer no passado, quero lembrar apenas de fatos importantes que me aconteceram e que me tornaram uma pessoa mais alegre e feliz. De acontecimentos que me tornaram um ser humano melhor.

Brinco com minha gata Janis Joplin, uma mestiça de siamês com persa, que vive subindo na mesa de casa. Digo a ela que nessas horas é bem melhor ser gato; por certo não terá que se preocupar com muita coisa, a não ser com a ração e água nos potinhos.

Janis me olha de um jeito engraçado e brincalhão e me estende a patinha: por certo para me distrair e me deixar mais contente.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Big Brother estimula baixaria na televisão

Olívia de Cássia – jornalista

Está tudo liberado na décima primeira edição do Big Brother Brasil, da Rede Globo. O anúncio foi feito pelo diretor José Bonifácio, o Boninho, em seu Twitter, dias antes de o programa começar. Ontem liguei a televisão, enquanto preparava um lanche depois que cheguei da Tribuna Independente e estava sendo exibido o programa: um dos piores que a Globo já exibiu, na minha opinião.

Antigamente eu acompanhava a programação televisiva brasileira com muita assiduidade. Com o tempo e as ocupações diárias, o hábito de ver novelas e programas, principalmente na principal emissora de TV do País, foi minguando aos poucos. Hoje eu me limito a ver o noticiário, local e o nacional, de vez em quando o Programa do Jô, que também já está ficando cansativo, algumas vezes o Altas Horas e O Caldeirão do Huck ou o Vídeo Show. E só.

O modelo de televisão no Brasil parece que está se esgotando. Nos anos 60 e 70, como era uma novidade no País, as famílias se reuniam para ver a programação, embora tivesse uma imagem muito ruim, mas os programas tinham mais qualidade.

Hoje a TV é de alta tecnologia, mas o conteúdo de seus programas deixa muito a desejar; para comprovar isso é só fazer um levantamento da programação, uma apelação só. A Globo está perdendo audiência para a Record e com isso seus diretores, no desespero, estão apelando para tudo. Repetição de novelas recém-exibidas e chatas e agora mais uma edição do péssimo Big Brother, que é uma imitação americana barata da pior qualidade.

O programa este ano está exibindo cenas de nu explícito na TV aberta, diálogos impublicáveis com palavrões e expressões que jamais seriam exibidas em outras épocas e estimulando a pancadaria.

A última edição do Big Brother Brasil, exibida de agosto de 2009 a abril de 2010, recebeu 227 denúncias de desrespeito à dignidade humana, apelo sexual, exposição de pessoas ao ridículo e nudez na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal. Esse ano deve receber o dobro.

Mesmo com esse histórico de baixarias e a promessa de piorar tudo ainda mais, a Globo conseguiu, junto ao Ministério da Justiça, baixar a classificação indicativa dessa edição do BBB de 14 para 12 anos. Não dá para entender, sem falso moralismo, já que as crianças hoje em dia têm acesso a tanta informação. Mas eu pergunto: qual é o pai ou mãe de família que tem domínio sobre seus filhos que vai deixá-los assistir na intimidade de sua casa uma coisa dessas?

O elenco dessa edição do programa global é o pior de todas as edições. Uma personagem é ex-atriz de filme pornô, uma lá que diz que faz sexto com qualquer um, que é tudo liberado. As conversas entre eles são de péssimo nível, pelo o que deu a perceber no pouco tempo que fiquei vendo; não suportando mais, desliguei a TV e fui pra internet.

Faz muito tempo ...

Olívia de Cássia – jornalista

Rebuscando novamente o baú das minhas memórias, encontrei essas fotos que eu já tinha postado no meu Orkut. Para quem não viveu nessa época, é de estranhar alguns ambientes de União dos Palmares ou de Maceió. Na foto lá de baixo, em preto-e-branco, de autoria de Ladorvane Cabral, estamos no Carnaval, década de 70, se não me engano, o ano foi o de 75 ou 76. As roupas dos blocos que frequantavam a Palmarina, em União dos Palmares, eram variadas.

Nessa aí, em plena ditadura militar, esse pano era cor laranja e a frase de efeito “O petróleo é nosso” foi uma frase que se tornou o lema da Campanha do Petróleo, patrocinada pelo Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e promovida por nacionalistas, que culminou na criação da empresa petrolífera nacional, a Petrobras. Nós nem sabíamos o que estávamos consumindo na época.

Comecei a freqüentar a Palmarina ainda menina, fosse nas matinês de Carnaval com minha tia Ozória Paes de Freitas, ou à noite com os pais das minhas amigas e meu irmão Petrúcio. Aos 13 anos eu já ia aos bailes noturnos e me divertia muito. Era tudo muito inocente e íamos mais para ouvir música mesmo.

Na outra foto ao lado, foi bem muito depois, final da década de 80, é de minha autoria e foi feita com minha máquina Canon recém-comprada. Meu irmão ainda tinha saúde, andava; minha sobrinha Raynara costumava nos acompanhar aos passeios. Desde aquela época, que a máquina passou a ser uma extensão do meu corpo, não consigo sair sem ela.

Mais acima, meu irmão Paulinho, na porta da mercearia de papai, na saudosa Rua da Ponte, com uma vizinha nossa e na outra foto, meu amado pai, com meus sobrinhos ainda pequenos, no jardim da nossa casa, na Rua Tavares Bastos, em União. Quanta saudade que eu tenho disso tudo.

As duas primeiras fotos são bem anteriores. Eu e minha prima Rita de Cássia, foi feita pela prima Josete Paes, chegada do Rio de Janeiro e foi revelada em agosto de 1970, mas se não me engano foi feita bem antes, na Praça Antenor de Menonça Uchôa.

A outra foto foi na Rua da Ponte, foi feita por minha prima e madrinha Rita de Cássia Paes Peixoto. Petrúcio, Margarete Leão ainda criança e eu. Lembro que a gente costumava fazê-la dormir, eram nossos vizinhos e além de eu ter sido dama de honra do casamento do casal Anselmo (Nininho e Carminha), eram pessoas do nosso convívio. Gente do bem de quem tenho muita saudade.

Além dessas fotos, lá embaixo tem as da minha formatura: a do pedagógico, novamente feita por Ladorvane Cabral, que teve como paraninfo meu primo Afrânio Vergetti de Siqueira e a de jornalismo, que foi feita pelo colega de curso Sérgio Marcos, cujo paraninfo foi o meu então companheiro de quase 20 anos.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Revirando o fundo do baú, encontrei essas relíquias...


Eu, aos dez anos, com minha prima Rita de Cássia, na Praça Antenor de Mendonça Uchôa. Na segunda foto: Petrúcio, Margarete Leão e eu, na Rua da Ponte...


Na primeira foto: meu pai, na garagem da nossa casa, na Rua Tavares Bastos, com meus sobrinhos Mácia Maria, João Emanuel e Márcio José. Na segunda foto, meu irmão Paulinho com uma amiga, na porta da mercearia do meu pai, na saudosa Rua da Ponte...


Na primeira foto, meu irmão Petrônio, minha sobrinha Raynara e meu ex-companheiro Beron, na orla lagunar, em Maceió, logo quando foram construídas as barracas. Na segunda foto, Carnaval na Palmarina, em União dos Palmares, década de 70...Bloco O Petróleo é nosso...

Fotos de minha autoria e/ou do meu acervo particular...

E agora, o que fazer?

Por Olívia de Cássia E agora, o que fazer? Essa pergunta me veio à baila, antes e depois da aposentadoria por invalidez e em alguns dias q...