sábado, 17 de março de 2018

Quanto mais eu penso, mais incertezas eu tenho


Por Olívia de Cássia.

Quanto mais eu penso, mais incertezas eu tenho. Tudo é efêmero em nossa vida, e existe uma linha muito tênue entre a vida e a morte. Me pego pensando em alguns momentos em como somos frágeis e pequenos, diante de tragédias, diante da morte.

Fazia tempo que não escrevia, parece que a ataxia me roubou também a inspiração e às vezes até as minhas emoções. Estou seca e cética, mas não deixei de me emocionar com os últimos acontecimentos em nosso País.

Eu não poderia deixar de falar sobre o que vai por aqui por dentro, diante de tanto escândalo, violência, atitudes desumanas, crueldade e imbecilidade que tenho lido e ouvido nas redes sociais, um ferramenta importante e indispensável nos dias de hoje.

Desde a saída presidente Dilma Roussef , que uma guerra de ideias se apropriou nas redes sociais, onde a intolerância tem reinado, ao ponto de as pessoas chegarem a proferir baixarias e indecências contra uma mulher com mais de 60 anos, avó e eleita pela maioria do povo.

Fizeram de tudo e conseguiram tirá-la sob o argumento de ela ter cometido crimes que depois se tornaram comuns aos golpistas e nem por isso foram contestados pela massa de manobra que foi às ruas pedir sua saída.

Erros foram cometido é fato e não isento o PT- Partido dos Trabalhadores e a esquerda de tê-los cometidos, mas os governos do presidente Lula e Dilma, contudo, foram os melhores para os menos favorecidos e isso incomodou aqueles que apostam no atraso.

Continuo pensando assim. Sou lulista, não nego e enquanto eu puder respirar e me posicionar a favor dos menos favorecidos, de querer qualidade de vida para os mais carentes, enquanto eu puder defender bandeiras sociais, eu o farei.

As querelas por aqui continuam com a condenação do ex-presidente Lula a 12 anos de prisão, que sofre uma perseguição da mídia burguesa, que quer vê-lo longe da disputa das eleições de 2018. Eleições sem Lula é golpe. Qualquer um tem o direito de se candidatar, goste ou não os desavisados.

No Estácio, nove tiros foram desferidos, sendo quatro alvejaram a vereaodra pelo Psol do Rio de Janeiro, Marielle Franco, 38 anos, no banco de trás do carro. "Ela voltava de uma reunião de negras em que, pela última vez, repetiu sua fala potente contra o genocídio em curso no Rio de Janeiro. Denunciou a matança de mulheres e o extermínio de jovens na guerra urbana e insana que só cresce no país", diz texro de Patricia Zaidan no portal eletrônico da revista Cláudia.

Segundo o texto, Marielle do PSOL "não andava armada, não era do tráfico, da política suja. Mas também não era uma cidadã comum: enquanto seu corpo de mulher jovem era trucidado pela sanha covarde dos atiradores – e dos mandantes que se escondem atrás deles –, morriam um pouco os 46 mil eleitores que votaram nela".

Agora a guerra na mídia é achar o culpado, ou os culpados. Pode ser que a justiça seja feita, mas é possível também que encontem um "culpado" para tão básrbaro assassinato. Marielle despontava na política, incomodando aqueles que matam sem distinção.

A revista indaga ainda: "Quanto tempo vai demorar para surgir outra Marielle? Mulher de posições políticas claras. O seu lado era sempre o dos moradores do Complexo da Maré, o lado do preto, da mulher que cria os filhos sozinha", diz o texto fr Patricia Zaidan.

As mobilizações no mundo inteiro contra o bárbaro assassinato, ´pegou de surpresa muita gente. O triste de tudo isso é que a gente percebe quem deveria estar do lado de cá, protegendo os desprotegidos, se curva ao poder econômico e decepciona o cidadão comum, que se vê desprotegido e vulnerável.

Eu ando muito decepcionada com os que se dizem seres humanos. Não dá para acreditar que muita gente use o anonimato do computador, para espalhar ódio, intolerância e discursos agressivos nas redes sociais, agredindo quem pensa diferente, sem o maior respeito por seu semelhante
.
Às vezes nem sei o que pensar, como eu postei ontem no Facebook, repetinto uma máxima do radialista França Moura, de que é feiro o ser humano? Desde que me aposentei tenho feito quase plantão nas redes sociais e tenho observado comportamentos e avaliações, as mais irresponsáveis e sem noção.

Tem especialista para tudo quanto é assunto, mesmo que desconheçam o conteúdo da questão, mesmo que não entendam nem de interpretação de texto.
Pessoas que não sabem interpretar o que se diz, se acham no direito de julgar e condenar quem quer que seja, sem nem procurar ler, estudar e ter um entendimento razoável sobre as questões históricas do país e do mundo.

Mas estamos numa democracia e cada um tem o livre arbitrio de pensar e dizer o que quer. Só espero que os próximos dias sejam de amadurecimento e de paz. Bom dia

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