quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

É preciso coerência...


Olívia de Cássia – jornalista

Em tempos de muita agitação política, tecnologias avançadas e modernidade, podemos dizer, sem medo de errar, como disse um filósofo clássico que não me recordo o nome agora, que é preciso coerência naquilo que pregamos; no que escrevemos e no que dizemos.  

“O orador, quando estiver organizando a sua peça oratória, deve atentar para essas três palavras: coerência, clareza e concisão. Geralmente, não damos muita conta da enxurrada de palavras que proferimos, sem nexo, sem sentido, sem autocrítica”, escreveu Sérgio Biagi Gregório, no blog do Centro Espírita Ismael.

Segundo Biagi, é preciso lembrar que “a plateia é constituída de seres humanos, que momentaneamente estão nos emprestando os seus ouvidos (e aqui eu acrescento os olhos), para que possamos expressar o nosso pensamento sobre determinada matéria”, isso para não dizer que é preciso vigiar porque os ouvidos e olhos de todos são sensíveis.

Na campanha eleitoral deste ano, que culminou com a vitória da presidente Dilma Rousseff o que mais vimos nas redes sociais, meio político e nos meios de comunicação foi a falta de coerência de muita gente.

É preciso que sejamos coerentes, claros e concisos. “Somente assim poderemos influenciar positivamente o pensamento de nosso interlocutor”, observa Biagi. A jornalista Ana Paula de Araújo, da Revista Nova Escola, escreveu no site da editora Abril, que cada palavra tem seu sentido individual, quando elas se relacionam elas montam um outro sentido.

Setores da oposição insistem em ignorar o processo democrático, principalmente o candidato perdedor, persistindo num discurso golpista, que cheira mal. A corrupção deve ser combatida, em todas as suas instâncias e quem cometeu erros que pague pelo o que fez de errado, mas a gente percebe que as análises dos opositores e da mídia tradicional são contraditórias: tipo dois pesos e duas medidas.

Se houve corrupção em alguns setores do atual governo ou no Partido dos Trabalhadores, que sejam reparados e punidos, mas também que sejam observados os erros cometidos pelo outro lado. “Doa a quem doer”. Como disse o ex-presidente Lula, querem criminalizar o PT por tudo; daqui a pouco até pela mudança do tempo o PT vai ser o responsável.

O que vemos são pessoas que defendem o purismo na política e que votaram nos candidatos que significam o que tem de pior na sociedade brasileira, a exemplo de Bolsanaros da vida, exortando o fim da corrupção. Ai eu fico meditando e refletindo: Jair Bolsonaro foi o deputado federal mais votado no Rio de Janeiro. Celso Russomanno foi o mais votado em São Paulo.

Outros diversos ídolos dos reacionários de Internet, como o Coronel Telhada ou Marco Feliciano, também tiveram votação expressiva. “O próprio Levy Fidélix, que teve 0,06% dos votos em 2010, quando era só o “candidato do Aerotrem”, chegou a 0,43% dos votos com seu discurso homofóbico em 2014, pouco atrás da “sensação das redes sociais” Eduardo Jorge, com seu discurso progressista”, disse o blog Um pouco de Prosa.

Portanto, caros leitores, é preciso mais leitura, mais clareza, mais observância do que dizemos, mais mergulho na história e mais coerência, para não sairmos por aí dizendo coisas sem nexo e sem sentido. Bom dia. 
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