Sedentarismo já é considerado uma doença que atinge crianças e jovens

Professora de Educação Física,
 Lorena Rodrigues  alerta que sedentarismo
 deixou de ser uma doença apenas
de pessoas mais velhas
 - Repórter 
/ Tribuna Independente 


A professora de Educação Física Lorena Rodrigues, em entrevista pelo Facebook à reportagem da Tribuna Independente, disse que o sedentarismo deixou de ser uma ‘doença’ só de pessoas mais velhas para ser doença de criança.
Ela exemplifica as crianças que ficam horas e horas sentadas no computador ou com celular.
“Hoje em dia é muito fácil encontrar crianças que não gostam de praticar atividades recreativas, ficam muito tempo acessando tecnologias e não têm também a liberdade que tínhamos antigamente de ficar jogando, brincando no meio da rua”, observa. Segundo a professora, atualmente, as crianças só querem saber de redes sociais, vídeo games e TV, se tornando assim crianças sedentárias, hipertensas, com doenças de adulto como o colesterol alto, entre muitas outras doenças.
Segundo a professora é importante a prática de atividade física e que seja com acompanhamento: “Traz benefícios para a saúde, proporcionando um bem-estar físico e mental.
Lorena Rodrigues disse que a atividade física suficiente para ‘uma melhora’ na qualidade de vida das pessoas seria se exercitar três vezes na semana, uma hora e trinta minutos.
“Melhora o sistema cardiovascular, a pessoa dorme melhor e tem também a questão da hipertensão e diabetes. Não adianta tomar o remedinho se não seguir à risca as recomendações como a prática de atividade física”, destaca.
Qualquer atividade física deve ser avaliada por médico
A professora Lorena Rodrigues, que ensina em escolas nos municípios de Pão de Açúcar e Santana do Ipanema, lembra que antes de fazer qualquer exercício a pessoa deve procurar um médico e um educador físico, para orientar adequadamente nas atividades: “Nada de fazer por conta própria”, destaca.
Outro ponto a ser observado, segundo Lorena Rodrigues, é a questão da coordenação motora.
EXEMPLOS
Alguns exemplos de atividades físicas de intensidade leve ou moderada são: a caminhada, musculação, hidroginástica, dança e ginástica em geral. Como exemplos de atividades físicas de intensidade vigorosa há a corrida, os esportes coletivos no geral, ginástica aeróbica, entre outras atividades que aumentem a frequência cardíaca muito além dos níveis de repouso.
ENVELHECIMENTO
Segundo a professora, quando envelhecemos perdemos uma parte do nosso tecido muscular, “nossas articulações ficam limitadas, e as pessoas idosas procuram principalmente na caminhada diminuir a velocidade com que essas perdas acontecem, ressaltando que quando fazemos algum tipo de exercício, tudo melhora dentro da gente e fora, como taxas de colesterol, autoestima elevada, entre outros benefícios”, cita Lorena.
Alguns alagoanos procuram fugir da estatística do IBGE
Ioneide Oliveira tem 20 anos e faz atividade física três vezes na semana em uma academia do Conjunto Murilópolis, em Maceió. Ela disse que começou a se exercitar há um mês, mas já sente a diferença na qualidade de vida “Eu comia muito mal e errado; sentia fraqueza por conta da alimentação errada. Agora estou melhorando aos poucos, tenho mais energia”, observa.
Ioneide Oliveira começou a se exercitar há um mês e se sente muito bem (Foto: Sandro Lima)
Haley Oliveira Moreira Lima disse que faz musculação de segunda a sábado, todos os dias, na mesma academia de Ioneide, durante uma hora e meia, e disse que tenta comer de três em três horas para poder manter a dieta e que ingere algum suplemento alimentar. Ele disse que se sente muito bem praticando atividade física.
Os dois jovens são exemplos de alagoanos que procuram se cuidar, fugindo da estatística de sedentarismo divulgada pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada no dia 10, referente ao ano de 2013, que indica que quase metade da população com 18 anos ou mais do país –46%, é sedentária, 28,9% assistem três horas ou mais de televisão por dia e 15% fumam ou usam produtos derivados do tabaco.
O professor Samuel Lima é personal trainer da academia onde entrevistamos Ioneide e Haley e dá aula de circuito, onde trabalha flexibilidade, agilidade, para proporcionar melhor condicionamento físico para o aluno. “Nesse período do ano a procura é bem maior; as pessoas esperam o resultado rápido do exercício, mas têm que saber que precisam fazer exercícios em longo prazo, o ano todo, buscando sempre uma melhor qualidade de vida”, observa.
CAMINHADA
Maria da Soledade Vieira tem 65 anos, disse que costuma fazer caminhadas logo cedinho, mas também vê televisão por mais de quatro horas seguidas e deixou de fumar. “Em casa a gente se acomoda um pouco, mas procuro compensar na caminhada que faço de manhã, com meu cachorro. Meu médico disse que faz bem praticar exercício”, destaca.
José de Arimatéia dos Santos trabalha como taxista no bairro do Farol, disse que não costuma praticar atividade física, mas sabe que está errado. “Eu como muito, bebo e não pratico esporte, sou do tipo barriguinha de chope; trabalho sentado o dia todo e sei que isso faz mal, mas o dia a dia vai levando a gente a esses hábitos que não são saudáveis”, disse ele.
Mulheres lideram pesquisa
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (NS), referente ao ano de 2013, cerca de 67,2 milhões de pessoas não faziam exercício físico.
O ranking de sedentarismo é liderado pelas mulheres, com 51,5% ou 39,8 milhões, contra 39,8% ou 27,4 milhões dos homens.
O percentual de mulheres “insuficientemente ativas” varia de 50,3% na região Sul a 56,4% na região Norte - que também lidera o maior número de pessoas sedentárias (48,1%).
Exercício físico eleva frequência cardíaca, melhora colesterol, reforça e protege as articulações (Foto: Sandro Lima)
Entre os homens, essa variação fica entre 37,3% no Nordeste e 41% no Sudeste. Os dados específicos de Alagoas não foram divulgados.
Segundo a pesquisa, mais da metade (62,7%) das pessoas de 60 anos ou mais estava inativa no último ano. Já o grupo menos sedentário é o de idade entre 18 e 24 anos, chegando a 36,7%.
SEM INSTRUÇÃO
Das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, 50,6% são “fisicamente inativos”, sendo este o grupo mais representativo entre os demais.
Em relação à raça, os brancos são um pouco mais sedentários (47,9%) do que os pardos (44,8%) e os pretos (42,4%).
O estudo aponta que um dos fatores que levam ao sedentarismo é o hábito de assistir televisão.
O Sudeste lidera a lista de moradores (31%) que aderiram ao costume em 2013.
O Rio de Janeiro é o Estado com o maior número (40,4%), seguido por Espírito Santo (29,4%), São Paulo (28,9%) e Minas Gerais (28,1%).
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