terça-feira, 10 de março de 2015

Feira de orquídeas homenageia Dia Internacional da Mulher

Exposição organizada por Dona Neuza Nunes começou na última sexta-feira e vai até o próximo sábado
Exposição organizada por Dona Neuza Nunes começou na última sexta-feira e vai até o próximo sábado
Olívia de Cássia - Tribuna Independente - foto: Adailson Calheiros
Dsde a sexta-feira (6) está acontecendo no Parque Shopping, uma exposição de orquídeas, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no último dia 8 de março. A exposição está sendo organizada por dona Neuza Nunes, colecionadora e cultivadora da espécie no Estado, e vai até o próximo sábado (14).
Dona Neuza Nunes explica que uma parte das orquídeas são do seu cultivo, em Maceió, mas outras vieram de fora. “Eu cultivo as mudinhas e quando é para fazer uma feira eu tenho que trazer de fora para juntar com as minhas e ficar mais florido. Ontem [domingo] foi muito movimentado aqui e quase não consegui dar conta”, observa.
Segundo dona Neuza, os preços são bem variados, depende de cada planta. “Cada orquídea é um valor, toda espécie é um valor; tem umas que as pessoas não conhecem muito, que são as de raízes aéreas, a Vanda; mas  as mais vendáveis são as Cattleyas”, destaca.
A cultivadora de orquídea pontua que a planta do tipo Vanda é de origem asiática, costuma ser encontradas em regiões pantanosas, semelhante a mangues, onde, mesmo quando não chove, a umidade do ar é muito alta.
“Pelas características dessa região é fácil imaginar qual o ambiente ideal para ela: calor, muita luz, ventilação (circulação do ar), água e muita umidade. As Cattleyas são um gênero de orquídeas de flores grandes e vistosas, mais vendáveis, muito popular, com inúmeros híbridos intergenéricos, amplamente disponíveis no comércio, que exercem enorme apelo e adaptam-se bem a coleções mistas de orquídeas”, destaca.
Ela ressalta ainda que as espécies mais comerciais são as chuvas-de-ouro, da Família Orchidaceae e slonovski. Dona Neuza explica que para cultivar a orquídea tem que ter um  olhar especial, ela não pode levar luz direta e nem ser regada com muita frequência. “Tem que ser meia sombra e também ter cuidado com as regas, tem que saber a hora certa. Não pode regar muito e nem colocar um pratinho. É melhor tocar nela e sentir que está precisando de água”, destaca.
Ex-funcionária do Produban, dona Neuza Nunes conta que quando o banco fechou ela resolveu realizar um sonho. “O banco era a sustentação para eu criar meus filhos e sobreviver, mas quando acabou eu disse: ‘agora vou realizar meu sonho’, quando o banco foi liquidado todo mundo chorou muito, eu também, mas aí pensei: é hora de realizar meu sonho e eu tive sorte, foi uma coisa que sempre quis fazer. Não rende muito dinheiro, mas faço o que gosto”, destaca.
O casal de idosos José e Maria dos Santos estavam vendo a exposição e gostaram: Está tudo muito lindo, são plantas belíssimas, lá em São Paulo é tudo muito caro”, disse seu José
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