quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Vamos descomplicar a vida

Olívia de Cássia - jornalista

Chico Anysio disse certa vez que a única coisa boa que a velhice traz é a sabedoria. Entendimento para saber lidar com os problemas adversos, contornando situações e amenizando a rotina: mas nem sempre a idade nos traz esse detalhe no nosso cotidiano.

Eu tenho procurado viver,  de um tempo para cá, descomplicando a vida: resolvi me desfazer de muitos objetos e entulhos que fui acumulando ao longo do tempo e que depois não me servem mais. Quero ficar com o mínimo possível, para quando partir para outro plano, não dar tanto trabalho para quem for se desfazer daquelas sucatas.

Penso que o que importa na vida é o amor que dedicamos a uma causa, seja ela pelos animais, causas sociais e construtivas. Entendi isso a partir do acentuamento das minhas limitações e  venho procurando observar mais as atitudes dos outros, para não cometer desatinos. A observação faz parte do entendimento e dos anos vividos.

Não compreendo um ser humano que não respeite os outros seres vivos: entendo que cada um tem um entendimento; tem direito de gostar ou não de outros seres, mas que deveriam em primeiro lugar se conhecer melhor, fazer terapia e saber o motivo de ter ojeriza a outros seres viventes.

Quando viemos ao Planeta Terra, não chegamos sozinhos; o mundo foi povoado por muitas espécies e todos devem tentar conviver de forma pacífica e sem conflitos. Li num artigo científico sobre psicologia que um antigo psiquiatra, já falecido, não se cansava de dizer que a maior causa de aborrecimentos do ser humano é outro ser humano, muito embora dissesse também, que a maior causa de alívio desses aborrecimentos é outro ser humano.

Parece difícil, mas para ser mais sucinta, o que a psicologia diz é que muitas vezes nosso estado de espírito se complica devido a atitudes que não concordamos dos outros e nos pomos irritados.

Para os estudiosos no assunto, para o bem-viver emocional devemos aperfeiçoar nossa capacidade de convivência com nosso semelhante; ser tolerante é o melhor remédio. “Ao falar sobre a capacidade de nossos semelhantes em nos aborrecer estamos falando das frustrações, mágoas e irritabilidade que eles podem produzir em nós”.

“Podemos dizer que nossas frustrações, mágoas e irritabilidade, são proporcionais àquilo que esperamos dos outros; quanto mais esperamos, mais sofremos”, observa um autor cujo nome não me lembro agora.

Conviver em sociedade é difícil, mas em algumas ocasiões a gente precisa, ‘engolir alguns  sapos e outros bichos’ e não esperar nada de ninguém, porque quando mais geramos expectativas e esperamos uma atitude de alguém, mais corremos o risco de ter frustrações que nos levam à irritabilidade, às mágoas e ao ressentimento.

Diferentes dos nossos animais de estimação, o ser humano é muito complicado e por esse motivo, cada dia eu amo mais meus gatos e cachorros e admiro o amor incondicional que eles me dedicam, sem pedir muito em troca: querem apenas carinho e alguns cuidados.


A recomendação que recebi dos meus mestres, sejam elas nos livros ou nos ensinamentos foi que, “para prevenir frustrações futuras, é bom fazer tudo que fazemos sem esperar nada em troca, fazemos por uma questão de arbítrio, escolha e consciência. Se algo de bom vier de nossos semelhantes será um lucro agradável e, se não vier nada, será normal”, me ensinaram. Bom dia e fiquem com Deus. 
Postar um comentário

Ainda tenho esperança

Por Olívia de Cássia Cerqueira O dia amanheceu com mais uma promessa de vida. É sexta-feira, dia de alegria, como todos devem ser: de agr...