segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Democrata, Djalma Falcão diz que respeita o voto popular e não defende a saída da presidente Dilma

Olívia de Cássia - Repórter - Primeiro Momento

Djalma Falcão destaca que, apesar das dificuldades da atual conjuntura política, tem um grande respeito pelo mandato da voz do povo, pela soberania do voto popular: “Sem soberania não há democracia e a melhor saída é a democracia; sem democracia vamos cair na situação de 1964, e aí não tem limites”, ressalta.

Segundo o político, o PSDB; PFL [atual DEM]; PMDB; Solidariedade são todos partidos de aluguel. “Essas pessoas são herdeiras do descalabro político administrativo e social do Brasil”, complementa. Foto Paulo Tourinho


O ex-prefeito argumenta que a presidente Dilma está aplicando o remédio que ela não queria aplicar, “se utilizando da proposta do candidato Aécio Neves [PSDB], para empurrar goela abaixo do povo, mas mesmo assim eu não faço coro com aqueles que querem o impeachment  dela: em primeiro lugar porque foi o resultado da soberania da sociedade, porque sinceramente, eu não vejo, com raríssimas exceções, uma alternativa para o Brasil”, pontua.

Segundo o político, o PSDB; PFL [atual DEM]; PMDB; Solidariedade são todos partidos de aluguel. “Essas pessoas são herdeiras do descalabro político administrativo e social do Brasil”, complementa.   

Militares praticaram crimes e criaram DOI-CODI

Segundo Djalma Falcão, os militares praticaram os crimes de sequestro; assassinato; demissões do serviço público; perseguiram lideranças democratas; criaram o Doi-Codi. No tempo anterior, a política era feita de maneira extremada, a paixão política predominava. Aí vem a queda da ditadura militar, e eu m sinto honrado de ter combatido a ditadura militar”, ressalta.

“Eu era líder do MDB na Câmara e dei a minha contribuição. Posso garantir a todos, sem estardalhaço,  com absoluta firmeza, que eu nunca fiz concessão a tudo aquilo que ofende a minha consciência e a minha consciência é o farol que me guia na vida pública e particular. Não interessa o que dizem a respeito, leiam a história, e vão encontrar um homem decente, correto, digno”, avalia.

Com dois livros escritos sobre a trajetória política do Estado [Um homem e seu destino e  Episódios], Djalma diz que tem um acervo guardado, entre fotos e jornais, sobre toda a swua vivência política no Estado e no país.

“Tenho mais de 3.500 páginas guardadas, além de mais de 500 fotos sobre vários aspectos. O que posso dizer é que foi exatamente a partir da instalação da Nova República, em 1985, quando elegemos Tancredo Neves, que tivemos o infortúnio de ele não tomar posse e termos na Presidência da República a figura da ditadura que é José Sarney”, lembra.

Segundo ele, o período anterior a 1985 [1945-1985], havia o embate quase embrutecido no campo da política e o pós-ditadura. “A triste constatação a que eu cheguei é que não há termos de comparação possível entre os políticos antes de 64 e 85 e os políticos pós esse período”, avalia.

Djalma analisa ainda que com a criação dos partidos, ainda quando havia MDB, o velho Movimento Democrático Brasileiro, que era comandado por Ulysses Guimarães, e um grupo seleto, a política era feita em torno de princípios e patriotismo, consciência política.

“Com o desaparecimento de dr. Ulysses Guimarães, o MDB, que havia se transformado em PMDB, se tornou o maior e mais detestável partidão de aluguel brasileiro, até hoje. Totalmente descaracterizado; 90% da direção do partido, hoje,  pertencia à ditadura militar, foram os responsáveis pelos crimes ocorridos na época”, recorda.
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