sexta-feira, 18 de julho de 2014

Violência e drogas...

Olívia de Cássia - Jornalista
        
“Bertolt Brecht lamentava: ‘pobre do país que precisa de heróis’. O nosso precisa de democracia substantiva e desarmamento, justiça social e paz. Menos racismo, exclusão e desigualdade, mais cidadania e tolerância”, diz Luiz Eduardo Soares, em resenha sobre o tema da violência no jornal Folha de São Paulo.

Esse tema é inesgotável. Muito já se falou sobre ela e suas causas, mas a cada dia que passa ela aumenta e preocupa. A causa maior da violência  é a certeza da impunidade; não precisa ir muito longe para se perceber isso. Os nossos direitos não são respeitados, a intolerância faz parte das ruas.

Nosso país precisa da presença pública e eticamente inspiradora, “transitando entre diásporas políticas” e convivendo harmonicamente na sociedade. É preciso paz, é preciso respeito pelos idosos, pelos animais e pelo meio ambiente que pede socorro. 

O tema da violência não se esgota, por mais que se fale sobre isso, ela se alastra não só em Maceió, está em toda parte. Na minha União dos  Palmares querida, já não se pode andar nas ruas tranquilamente, a cidade incorporou as mazelas das grandes metrópoles.

Muito se mata e muitos jovens têm morrido por conta do envolvimento com o tráfico de drogas, que não perdoa uma dívida nem de dois reais, tal é a miséria da situação. São jovens no começo da idade que se envolvem com drogas pesadas, que os levam para o fundo do poço.  

Mata-se ali e aqui por qualquer besteira. As pessoas estão perdendo o norte das coisas e não param para analisar nenhuma questão com mais amenidade. É muita intolerância e querem logo resolver tudo à base do chicote, da bala e da vingança pessoal.  Está faltando solidariedade entre as pessoas, políticas de educação para tirar jovens e crianças da ociosidade e ainda mais: falta de fé em Deus.

Sem hipocrisia nenhuma, os valores da juventude já não são mais os mesmos que fomos criados baseados no respeito aos mais velhos, ao próximo e aos nossos pais. Filho mata pai e mãe, pai mata filho e vira tudo uma bola de neve.

Não se sabe onde tudo isso vai parar se não houver uma ação mais enérgica das autoridades constituídas, das instituições religiosas e da escola.  Vejo a proposta da escola integral como a solução para a maioria dos problemas causados pela violência, pois mentes ocupadas não têm espaço para o mal.

Quando uma família vive o drama de ter um filho envolvido em droga não tem um lugar apropriado para colocá-lo, no sentido de que haja um tratamento. Em Alagoas é preciso um olhar especial para essas famílias também. Não é fácil conviver com isso. Uma pena que a juventude esteja desperdiçando suas vidas em troca de nada. 
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