sexta-feira, 4 de julho de 2014

Alagoanos que não gostam de futebol preferem leitura e filmes


Salvador diz que não gosta de futebol e que nunca teve incentivo do pai, mas acredita que isso não tem a ver porque sua irmã gosta




Eles não viram os melhores lances de Neymar e nem de qualquer outro jogador durante os jogos da seleção brasileira na Copa



Olívia de Cássia - Repórter

Eles não viram os melhores lances do Neymar  Júnior, o número 10 da seleção brasileira, no jogo contra a seleção de Camarões e nem  os de outros jogadores do Brasil nos dias das partidas da primeira fase e muito menos das oitavas de final da Copa do Mundo, diferente da torcida empolgada que estava vibrando pela seleção brasileira, nos jogos que aconteceram até aqui, em que torcedores comemoraram nos bares, na casa de amigos ou em suas casas.
São alagoanos que não gostam de futebol e contam como fazem para ‘se livrarem’ da programação da televisão nessa época, em que ‘mentes e corações’ estão voltados para o desempenho em campo da seleção canarinha e 80% da programação da TV convencional  é de exibição dos jogos e programas esportivos.
Em vez de passar 90 minutos diante da TV, eles quebram a velha máxima de que todo brasileiro é apaixonado por futebol e contam que preferem fazer outras atividades como jogar videogame, ver filmes, fazer tarefa doméstica, ler ou conversar com amigos. 
SEM COSTUME
A servidora pública Daniela Pontes é uma dessas pessoas que não viram os jogos e explica  que nunca  teve o hábito de assistir a partidas de futebol. Por isso não viu os jogos da Copa, ainda. “Não tenho esse hábito de assistir; não é que eu não goste, mas não tenho o costume e não vejo”, observa.
Daniela Pontes argumenta ainda que ocupa boa parte do tempo em que são exibidos jogos na televisão, conversando com amigos, lendo, acessando o computador ou indo ao cinema.
A dona de casa Jaciara Maria da Conceição conta que não vê os jogos porque é evangélica e prefere ocupar o tempo em suas orações ou na lida doméstica. “Eu não censuro quem gosta de ver, mas não gosto e prefiro ocupar meu tempo com outras tarefas que avalio como mais produtivas”, explica.
NÃO GOSTA
O publicitário Salvador Henrique disse que nunca gostou de futebol: “Nunca gostei de futebol, seja quem estiver jogando. Desde pequeno nunca tive incentivo nem do meu pai, mas acredito que não tem nada a ver porque minha irmã curte muito”, destaca.
Salvador Henrique ressalta que o pai dele, seu Raimundo, também não gosta de jogo, mas vez ou outra quando passa pela frente da TV, quando o Brasil está jogando ele ainda se informa.
“Gostamos da forma que o Tadeu Schmidt apresenta o quadro de esporte no Fantástico; a nova roupagem desde que ele apresenta foi uma maneira genial. Temos três gerações que não gostam do esporte: meu pai, eu e meu sobrinho”, destaca.
Segundo Salvador Henrique, ele ocupa seu tempo fazendo o que mais gosta que é criando artes no computador e vendo as novas tendências das publicidades , nas novas tecnologias ou no videogame.
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