quinta-feira, 24 de julho de 2014

Será uma guerra?

Olívia de Cássia - jornalista

Nesse tempo em que se avizinha o processo eleitoral, com a campanha chegando às ruas e às mídias sociais, já deu para se ter um extrato de como serão os dias daqui para frente até chegar o 5 de outubro.

As pesquisas de intenção de voto oscilam, mas mesmo assim dão a vitória à presidente Dilma ou a levam para o segundo turno em primeiro lugar, causando revolta aos opositores de plantão.

Alguém comentava comigo outro dia que estamos numa guerra, ‘uma guerra pelo poder e pela permanência de quem está nele’. Será uma campanha eleitoral de muita ‘sujeira’ diria um analista político.

Nas redes sociais, principalmente no Facebook, as agressões pessoais já dão a mostra de como tudo será; tem gente até desejando a morte da presidente e do ex-presidente Lula, numa demostração de ódio e intolerância; mas é bom que essas pessoas fiquem atentas, porque a Justiça eleitoral está de olho nas ofensas pessoais e quem pensa que as páginas do Face ou de outra rede são particulares se enganam: é um serviço público e estão sujeitos às barras da lei. 

A baixaria é uma atitude que já se vislumbra por aqui. "Há esse risco no horizonte" e muitos políticos não terão o constrangimento de, 'com uma das mãos fazer o jogo sujo e, com a outra, denunciar o jogo sujo dos adversários, reivindicando, assim, licença para enlamear ainda mais o processo’, diria outro colunista de uma revista de oposição ao governo.

E assim nós vamos trilhando caminhos que nem sempre são muito seguros. O governo tem a seu favor várias políticas sociais que foram implantadas para os menos favorecidos ao longo desses anos de gestão. Claro que isso não quer dizer que tenhamos chegado à perfeição e que não aconteceram irregularidades, ninguém é ingênuo, mas é preciso reconhecer as melhorias que aconteceram nesse governo. 

Não adianta o esperneio de quem é contra as cotas para os negros nas universidades, que resgatam uma dívida histórica com quem ajudou a enriquecer esse país, sendo açoitados e tratados feito bichos pelos senhores de engenho; a  criação de várias extensões das universidades federais pelo país a fora entre outros programas. 

O Bolsa Família, que é um programa de transferência de renda, o maior já visto, seja ele uma continuação ou não de uma política do PSDB; o pagamento da dívida externa e o livramento do pais das garras do Fundo Monetário Internacional (FMI), entre outras conquistas que elencamos aqui para não ser muito longa na citação.

Todas essas políticas têm sido alvo de críticas, muitas vezes infundadas de opositores de plantão, que nem se quer procuram se aprofundar a respeito, pois o importante é criticar e ser do contra, mesmo que não se saiba nem o que é, apenas porque é do governo.

Em recente entrevista numa TV portuguesa o cantor Ney Matogrosso, de quem sou muito fã desde a adolescência,  fez críticas ao programa Bolsa Família, mas bem se viu que ele nem conhece direito as diretrizes do projeto, que exige que a criança esteja na escola para que a família tenha direito ao benefício.

Vi um comentário em uma rede social de uma pessoa que não vota no PT e nem nos governos dele, mas que disse: “Há muita hipocrisia de nossos políticos em torno do quanto pior melhor; são de oposição apenas por ser... O importante é ser contra. Isso em nada ajuda”, disse o internauta.

E não estou dizendo aqui que sou contra quem é de oposição e nem quem pensa ao contrário, pois o contraditório faz parte da democracia, mas é de bom alvitre que sejamos honestos e justos pelo menos, coisa que falta no mundo da política.

Por que a pessoa não é honesta e diz: ‘sou contra essa ou aquela política de favorecimento aos mais pobres, porque é contra minha formação e ao que penso, pois não poderei suborná-lo com dez reais em determinada situação e nem explorá-lo o quanto eu puder’?, me dizia outro dia um amigo.  

A gente também sabe que muita gente que criticava em outras épocas tais e tais políticos estão agora todos juntos, ‘comungando dos mesmos ideais’, ou para melhor dizer, no mesmo palanque, mas isso, todos sabem, faz parte do jogo da política. Estamos numa guerra? Fica a reflexão, boa tarde.
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