sábado, 21 de junho de 2014

Meus antepassados....

 Olívia de Cássia - jornalista

Segundo as minhas pesquisas para montar a árvore genealógica da minha família, que acabei abandonando por falta de mais alguns dados, nossos antepassados Francisco Vieira de Siqueira, José Vieira de Siqueira e João Vieira de Siqueira vieram da região de Jacaré dos Homens e Água Branca, região do Sertão de Alagoas, com destino à cidade de Capela, Microrregião da Mata alagoana.

Em Capela, José Vieira de Siqueira comprou terras na Serra do Periperi, naquele município. João Vieira de Siqueira instalou-se na cidade de Branquinha e Francisco Vieira de Siqueira, conhecido como Francisco Rosa, na passagem pela cidade, casou-se com Maria Francisca Viera Correia, que era portadora de uma doença até então desconhecida e que nos últimos anos tem sido alvo de estudos científicos: a ataxia spinocerebelar ou Doença de Machado Joseph (DMJ).

Essa doença tem acometido grande parte da minha família, incluindo meu pai, que faleceu em consequência dos problemas causados pela ataxia;  quase todos os seus irmãos e muitos sobrinhos, por parte de pai e mãe; meu irmão do meio, Petrônio José e eu, em modalidade mais leve.

De acordo com informações que colhi ouvindo depoimento de parentes, depois de casados Francisco Vieira de Siqueira e Maria Francisca Vieira Correia instalaram-se no sítio Jitirana, região de Branquinha, em Alagoas. Francisco e Maria Francisca tiveram dez filhos: Pedro (tio Pedrinho), Manoel (conhecido como Manoelzinho), Francisco, Tranquilino, Jonas, João, Silvina, Rosa, Olívia (minha avó materna) e Luzia.

Esses meus tios-avós casaram-se, todos, com primos legítimos e consanguíneos. Manoelzinho era proprietário de uma mercearia, na fazenda Jitirana de Baixo e morava vizinho ao irmão Tranquilino, que não tinha posses. Segundo informações de meus familiares, Manoelzinho casou com Paulina Vieira Correia, sua prima legítima, filha de Silvestre Correia, meu trisavô.  Silvestre Correia era filho de Tonico Correia e pai do meu bisavô Tibúrcio Vieira Correia, que na certidão de casamento de meus avós, pais de mamãe, consta como Tibúrcio Correia de Araújo.

Silvestre era pai de Santina Vieira Correia, Paulina Vieira Correia, Maria Francisca Vieira Correia e Satili Vieira Correia. Tonico Correia era dono do Engenho das Pedras, próximo à cidade de Capela e possuía escravos. O Engenho das Pedras, em Capela, hoje é a fazenda Pedrinhas, segundo meu primo José Cícero Almeida de Siqueira.

Silvestre, meu trisavô, conforme a minha pesquisa, não queria que as filhas Santina, Paulina e Maria Francisca fossem alfabetizadas, para que elas não escreverem cartas a seus namorados. As filhas de Silvestre ajudavam os negros cativos a fugirem do engenho, fosse devido aos maus-tratos, ou pelo desejo de liberdade que os negros alimentavam entre si. Silvestre Correia também era conhecido pelos amigos como “Pai Silva”.

Ainda de acordo com entrevistas informais e conversas com meus familiares, José Vieira, conhecido como Cazuza Vieira, primo dos meus ascendentes, também era proprietário da fazenda Cachoeira da Orelha, no município de Capela. Francisco Filho, irmão de vovó Olívia e de Pedro casou com Maria Correia de Araújo (Mariazinha), que era filha de Terto. Francisco e Mariazinha geraram: Josefa Correia (tia Zefinha), dois filhos com o nome de José, outro chamado Pedro (conhecido como Doca), Zezito e Lourdes.

Luzia, irmã mais nova de vovó Olívia Maria, casou-se com José Correia Paes, seu primo legítimo, irmão do meu avô Manoel Paes, e gerou: Otávio Paes, Maria Paes, Jonas Paes, João Paes. Quando Luzia morreu, José Correia Paes casou com Raimunda e geraram: Lourival, José Paes, Marieta, Raimundo e Antônia. Dos irmãos da minha avó Olívia só quem possuía terras eram: Pedro, Manoelzinho e José Correia Paes.

Pela informação que obtive do primo José Cícero Almeida de Siqueria, conhecedor da história da nossa família, o meu tio-avô José Correia Paes teria casado quatro vezes. Sua última mulher, Mariquinha, foi natural de Branquinha, da família Fernandes. Dois filhos mais novos de José Correia Paes e Mariquinha, Neuza e Antônio, foram localizados por outros parentes meus em Niterói, no Rio de Janeiro, mas Neuza já faleceu, também vítima da ataxia spinocerebelar.

 Meu avô Manoel Paes também teve uma irmã chamada Luzia, assim como minha avó e meu pai. Essa Luzia, irmã do meu avô Manoel e do tio-avô José Correia Paes, morreu com 15 anos, quando já estava em cadeira de rodas, vítima da mesma doença. Pedro, irmão da minha avó Olívia, casou-se com Amélia. Amélia foi criada pelo coronel Lúcio Lopes, do engenho Timbó, conhecido como “Timbó dos Cula”.

Pedro e Amélia tiveram: Floriano Vieira de Siqueira e Júlio Vieira de Siqueira, sobrinhos dos meus avós Olívia e Manoel. Floriano e Júlio também se casaram com duas irmãs da família Vergetti que é descendente de italianos. Desse tronco familiar, os descendentes de Júlio e Floriano, eu tenho poucas informações porque só conheço os mais velhos e por isso não me aprofundei nas informações e preferi retirar do texto até que obtenha mais informações.  

Jonas Vieira de Siqueira, pai do meu pai, que foi registrado como Jonas Correia de Cerqueira, casou com a sua prima legítima, Rosa Correia Paes, irmã do meu avô Manoel Paes, do tio José Correia Paes e da tia Luzia. Ela era filha de Tibúrcio Correia.

Meu avô paterno e minha avó Rosa geraram: João Correia de Cerqueira, conhecido como João Jonas (meu pai), Graciliano Siqueira, que foi registrado como Graciliano Correia de Siqueira, Antônio Jonas, Júlio (conhecido como Júlio Rosa), José Jonas, Manoel Jonas, Luzia e teria tido outra irmã por nome Olívia, que foi morar no Paraná. Essa minha tia Olívia não se sabe do paradeiro.  Quando vovó Rosa morreu, meu avô Jonas casou com Maria (vó Nenen) e tiveram: Pisciliano, Alfredo, Ester, Renalva e José.

João Vieira de Siqueira, conhecido como João Rosa, casou com Dionília Olímpia de Siqueira, que era filha de Santina Vieira Correia, filha de Silvestre Correia e que era sua prima legítima. Os seis membros da família Vieira de Siqueira casaram-se com os Vieira Correia, portadores de ataxia; os netos continuaram se casando com os primos, todos portadores desse problema genético degenerativo.

Silvina Vieira de Siqueira, Rosa Vieira de Siqueira, Francisco Vieira de Siqueira e Tranquilino Vieira de Siqueira foram para São Paulo e para o Rio de Janeiro, para tentar a vida e não consegui informações sobre o destino dos seus descendentes. Vovô Manoel e Vovó Olívia tiveram: Josefa, Sebastiana, Antônio, José, Noêmia, Antônia (minha mãe), Júlio e Osória. Tia Josefa, irmã mais velha de mamãe, casou com José Antônio da Silva, de Paulo Jacinto e geraram: Julião, Olival e Edleuza. Minha tia Josefa morreu e José Antônio casou com Josefa Correia de Siqueira (Zefinha), filha de Francisco Vieira de Siqueira Filho, irmão de vovó Olívia, prima legítima da mulher falecida.

Josefa Correia de Siqueira passou a se chamar Josefa Correia da Silva e teve: Aluízio, Maria José Siqueira, Maria José Correia (que era dentista, morreu acometida de uma doença degenerativa que lhe atacou muito rapidamente, no espaço de um ano, deixando-a inválida e levando-a à morte), Silvia, José,  Izabel e  Rejane.

Minha tia Sebastiana, irmã mais velha de mamãe, casou com Anízio Rosa (sobrenome que os cartórios deram, mais tarde, aos Vieira de Siqueira) e geraram: José (que era surdo e mudo), Juvenal, Maria, Dermeval, Antônio, Dinalva e Darci. Mas minha tia Sebastiana também teria tido um filho paralítico que morreu muito pequeno.

Meu tio José Paes de Siqueira, outro irmão da minha mãe, casou com Luzinete e tiveram: Maria José, Josete, Josival, Jandete, Carlos e Sérgio. Noêmia casou com Pedro, que descobri tem parentesco conosco, já que sua mãe, Natália, era prima da nossa prima Amelinha, que casou com o tio Pedrinho. Noêmia e Pedro geraram: Petrúcio e Rita. Petrúcio está acometido, segundo os médicos, de Mal de Parkinson.

Antônia Paes de Siqueira (minha mãe) casou com o primo legítimo João Correia de Cerqueira (meu pai), e depois de casada passou a se chamar Antônia Correia de Cerqueira. Mamãe e papai geraram: Petrúcio, Petrônio, Paulo e eu, Olívia de Cássia.  Meu irmão faleceu em dezembro de 2013, em consequência de problemas gerados pela ataxia. Meu tio Júlio Paes de Siqueira, irmão de mamãe, viveu em regime de união livre com Valdeci, que dele teve José Maria, Lúcia e Carlos.

Minha tia Osória, irmã mais nova de mamãe, casou com Fernandes Adelino de Freitas (seu Fernando soldado), teve seis filhos, mas só uma filha ficou viva, Rita de Cássia Paes de Freitas, que depois de  casada acrescentou o sobrenome do marido e passou a se chamar Rita de Cássia Paes de Freitas Castro. Natália Máximo Mesquita, mãe de Pedro Peixoto, marido da minha tia Noêmia, era prima legítima de Amélia, filha de Joaquim Vieira. João Mesquita era tio de Natália e também seria portador da doença, conforme minhas pesquisas.

De José Vieira de Siqueira e João Vieira de Siqueira sabe-se apenas que seus descendentes teriam migrado para outros estrados do País. Uma particularidade dos meus ascendentes é que os nomes se repetiam e foram muitos os de: Luzia, José, Maria, Manoel, Júlio, João, Jonas, Olívia (teria havido pelo menos umas três ou quatro, além de mim). Dizem os mais antigos que temos descendência com portugueses e judeus.  Esse esboço de árvore genealógica foi interrompido e faltaram algumas informações complementares que eu desisti de procurar por falta de tempo.
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Alguns instantes. Vivendo por aí...