segunda-feira, 23 de junho de 2014

Aumenta a procura por escolinhas de futebol em Maceió, por conta da Copa

Fotos: Santos Lima

Pais e mães de alunos incentivam filhos a praticarem o esporte na esperança de vê-los se tornarem craques do futebol

Olívia de Cássia – Repórter

A procura pelas escolinhas de futebol em Maceió aumentou de 10 a 15%: o aumento se deve à  Copa do Mundo, que desperta nas crianças ainda mais a paixão pelo futebol. Na Escolinha Arena da Serraria, o professor Ibson Costa ensina sete turmas: quatro delas segunda e quarta e mais três turmas às terças e quintas e uma de preparação de goleiro às sextas-feiras.

Com a realização da Copa no Brasil ele explica que houve uma aparição maior de alunos à procura pelo esporte e dos pais também. “A procura é constante: o pai que tem um menino sempre sonha que o filho seja um jogador de futebol; a gente tem turmas a partir dos três anos, que se iniciam com a parte lúdica, brincadeiras voltadas para o futebol, pega pega com bola, que inclui a criança diretamente ao jogo”, observa.

Segundo Ibson Costa, cada turma da Arena da Serraria tem 15 alunos; a escola tem alunos dos três aos 17 anos e essa turma de adolescentes tem convênio com outro time. “A gente está jogando no Campeonato Alagoano e jogou com o CRB, foi considerado até melhor pela imprensa; não cansou, devido ao nosso treinamento aqui, que tem um destaque na parte de preparação física e também porque a gente tem um time muito qualificado: temos quatro canhotos e o time já se sobressi por isso”, explica.
Na Escolinha Arena da Serraria,
o professor Ibson Costa ensina sete turmas

O professor pontua que seus alunos se espelham em jogadores como Neymar Júnior,
Daniel Alves, Huck, Júlio César, entre outros da seleção brasileira. A escolinha de futebol tem apenas um ano e já comemora a procura dos alunos e pais.

A escola tem time sub-15, que jogará no campeonato promovido pela TV Gazeta: “Participamos do campeonato Sesc-TV Gazeta, no Juvenil; saímos nas quartas-de-final, na primeira participação e ficamos entre os 16 melhores dos 64 clubes. É um feito muito grande, porque é difícil chegar logo de cara e vencer”, argumentou.

O proprietário da escola, Nelito Rocha, conta que faz um trabalho social inserindo crianças da comunidade nas atividades que eles desenvolvem: “São mais de 30 crianças que a gente faz um trabalho, tanto da parte educacional quanto de fundamento, para fazer com que eles interajam e saiam um pouco das ruas, do convívio com a malandragem e estejam sempre aqui”, destaca.

Nelito Rocha explica que algumas crianças da comunidade chegaram com um comportamento agressivo, mas mudaram depois que interagiram com a escola. “Tivemos alunos que chegaram com um comportamento um pouco agressivo e com o convívio conosco e com o futebol conseguimos fazer com que eles mudassem de comportamento; até os pais já observaram isso e elogiaram”, ressalta.

proprietário da escola, Nelito Rocha,
 conta que faz um trabalho social
 inserindo crianças da comunidade 
 Cristiano Caxias, pai de um dos alunos da escola, disse que o filho despertou para o futebol porque via tios e outros membros da família brincando e ele mesmo quis: “Todo mundo lá em casa gosta de futebol e o incentiva, porque é importante no desenvolvimento e disciplina”, destaca.

Maria Neuza Santos mora no José Tenório e estava na escola acompanhando o filho de oito anos no treino de futebol; ela disse que ele fica todo animado com a Copa e entrou na escolinha tem seis meses, mas já jogou em várias outras e que não para de treinar quando chega ao bairro onde mora.

“Por eu não ter tempo de levá-lo para outras escolas mais longe, eu o trouxe aqui. Acho muito importante que ele pratique futebol, porque é uma coisa que ele gosta e é bom para a saúde e eu incentivo. Ele é apaixonado e no dia que não vai para o treino, chora e briga comigo; aí mando ele jogar na quadra do conjunto que tem um rapaz voluntário que ensina. Ele já disse que vai ter  campeonato e que vai participar, quem sabe o futuro se ele não vai ser um craque”, sonha dona Maria Neuza.

O gerente geral da escolinha do Corinthians alagoano, Marcos Túlio, confirma à reportagem da Tribuna Independente que a procura pelas aulas de futebol, com relação ao ano passado,  aumentou de 10 a 15%.  A escolinha tem turmas de 7 a 13 anos: “Duas pela manhã e duas à tarde. São alunos que os pais matriculam mais para brincar, fazerem atividades físicas e ocuparem o tempo. Aos sete anos, as atividades são mais na parte educacional, lazer e induzir a criança para a atividade física”, conta.


Segundo ele, o objetivo da escola é educar, em primeiro lugar. Com relação às chances dos atletas que treinam cedo a chegarem a ser um jogador de futebol, ele pontua que é muito relativo: “Qualquer esporte que se começa cedo, a perspectiva é maior, devido à experiência adquirida. Às vezes o pai tem o sonho de ter um filho jogador de futebol porque o sonho é dele”, finaliza sorrindo.  
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