sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Notícias falsas nas redes sociais ...

Olívia de Cássia – jornalista

Em tempos de mídias sociais  mudou a maneira de se fazer política no mundo. A internet é uma nova ferramenta na troca e agilidade das informações exigida hoje nos  tempos modernos. Seguindo essa tendência, uma pesquisa feita pelo Ibope Inteligência aponta os jovens e também os adultos estão antenados com a modernidade da tecnologia e seguindo a nova onda, estão conectados o dia inteiro.

Essa conexão, na maioria das vezes, é utilizada para a diversão, aumentar o ciclo de amizades e trocar ideias. Mas a ferramenta também está sendo usada, indiscriminadamente, para se espalhar notícias falsas contra os adversários políticos nessa campanha eleitoral.

Todos os candidatos à Presidência estão sendo alvo disso, principalmente a presidente Dilma Roussef que, da mesma forma que lidera as pesquisas, tem sido o principal foco de seus adversários, acentuada essa prática por pessoas conservadoras, reacionárias que disseminam as informações só por se tratar da presidente que é filiada ao Partido dos Trabalhadores.

Essas pessoas disseminam o ódio ferrenho ao PT, engolem todo tipo de informação negativa e não procuram saber de onde parte, mas compartilham e curtem, para usar a linguagem do Facebook, como se fossem verdadeiras.

A morte do ex-candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB) Eduardo Campos veio comprovar isso de maneira contundente e maldosa. No dia do acidente fiquei perplexa com comentários maldosos e que insinuavam que tivessem sido a presidente Dilma e o presidente do Senado, Renan Calheiros, os autores do atentado que vitimou sete pessoas.

E saí do local  estarrecida  e pensando que cada dia me apego mais aos meus filhotes de quatro patas, porque está difícil conviver com o ser humano. Existem pessoas que sentem prazer em disseminar conceitos mórbidos, negativos e sem noção. A campanha deste ano não tem as mesmas características de décadas passadas. Tudo mudou.

Segundo uma consulta divulgada na internet, “na última eleição presidencial, ocorrida em 2010, a Rede possuía influência pouco significativa nesse processo, devido à sua baixa penetração, observação esta feita naquela ocasião, pelo colunista Noblat”. Quatro anos depois, um dos fatores que desfez essa teoria é o do grande aumento do volume de pessoas utilizando a internet por meio de celulares.

Segundo a pesquisa, 70% dos usuários do Facebook acessam a rede social por meio de seus celulares; com os quais se estima que os brasileiros gastem cerca de 84 minutos por dia navegando, de acordo com dados do Ibope. Boa parte desse tempo é dedicada não só ao entretenimento, mas também à troca de informações sobre o cenário político atual. 

No entanto, nem sempre as informações são dados que se deva levar a ferro e fogo e que levem a conscientização política, é apenas uma forma de desabafo de problemas e situações. Manda o bom senso e a responsabilidade que a gente procure se acercar de toda a informação de qualidade, para não cair na mesmice e na esparrela de levar as questões para o lado pessoal e comprometer assim as amizades, que é o que vem acontecendo desde que começou a campanha.

Gente que nunca participou politicamente de movimentos ou que abomina a política, detratando e enxovalhando com palavras grosseiras e até de baixo calão algumas autoridades,  num desabafo desesperado e muitas vezes por oportunismo de ocasião.

Não estamos vivendo num paraíso, mas as estatísticas mostram que nos governos Lula e Dilma os índices sociais tiveram alcance da população menos favorecida e que melhorou a situação para quem vivia em situação de miséria absoluta. O contraditório é salutar em uma democracia, mas deve ser feito com discernimento, seriedade e bom debate. Bom dia!
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