quarta-feira, 21 de maio de 2014

O Brasil não está despedaçado

Olívia de Cássia – jornalista

Eu fui instigada, ao sabor de vários comentários e ‘alfinetadas’ que tenho visto e lido na internet, por esse dias, alguns maledicentes e ofensivos sobre pessoas, lideranças e gestores, novamente, a escrever o texto que se segue e peço licença aqui aos que pensam ao contrário para esboçar minha opinião.

Independente de agremiação partidária, não é que eu esteja entendendo que o País esteja navegando num mar de rosas: sem corrupção e sem violência, com todos os problemas resolvidos, mas certamente o Brasil está muito melhor do que em décadas passadas e isso só não enxerga quem não costuma se informar ou quem tem interesses políticos para dizer o contrário.   

Espalhar na rede que estamos vivendo uma catástrofe e tempos perigosos em período pré-eleitoral, me remete às campanhas passadas, quando a atriz Regina Duarte, eleitora do PSDB, foi à televisão dizer que tinha medo de um governo do PT e de Lula. O ex-operário foi vitorioso naquele ano e mostrou que, apesar de não ter diploma universitário, governou o país em dois mandatos e ainda é lembrado como candidato à Presidência.

Espalhar ódios e destilar venenos não é uma prática democrática e certeira, eu penso. Independente de críticas que eu faça atualmente por essa ou aquela atitude de algumas personalidades políticas, foi no governo Lula que o país conseguiu pagar a dívida externa e se livrou do Fundo Monetário Nacional (FMI), coisa que o sociólogo e príncipe da intelectualidade não conseguiu.

Não tenho nada contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e até tenho alguns livros de sua autoria e sobre ele, mas a gente tem que rememorar alguns pontos para não ser injusto por aqui.

Ele também governou o país por mandatos, o 1º mandato (1994-1997) e 2º mandato (1998-2002) e fez algumas melhorias no País, mas foi no governo do ex-presidente Lula que o país começou a ser respeitado lá fora, mesmo que o próprio Lula não tenha inventado a pólvora e tenha aperfeiçoado  algumas políticas sociais do governo FHC, como dizem, mas ele fez.

Tenho feito muitas críticas ao atual governo; críticas internas, com meus colegas, diante de alguns equívocos cometidos e isso eu não nego; até já retirei da minha lista algumas criaturas que antes eu respeitava. Mas é de bom alvitre que se esclareça muita coisa que é difundida na internet, falsas informações, campanhas orquestradas para alfinetar e desmoralizar a presidente Dilma e seu governo.

O País está melhor, sim, como disse um amigo, mas está melhor para as classes menos privilegiadas da sociedade: C, D e E que conseguiram a casa própria e estão conquistando melhorias de vida pelos programas sociais que foram e estão sendo implantados.

Existem ainda muitos desafios a serem derrubados ainda, mas a gente tem que dar mão à palmatória e reconhecer que o povo do Sertão, por exemplo, está vivendo melhor, por conta dos programas sociais; os agricultores da agricultura familiar também.

Quem vivia em situação de miséria absoluta já consegue fazer pelo menos uma refeição no dia; filhos de gente pobre que não tinham como chegar a uma universidade foram contemplados  com diversos programas que o permitem agora e outras conquistas mais: é só pesquisar e procurar saber a verdade dos fatos.

Não digo isso porque eu tenha conseguido algum benefício material e financeiro, não, pois quem me conhece sabe que vivo numa pindaíba danada e que estou, nos meus 25 anos de jornalismo, quase do mesmo jeito que comecei ou em situação mais apertada ainda.

Quanto à questão da corrupção esse é o ponto muito falho e que mais critico e deve ser fiscalizada, denunciada e cobrada, seja em qualquer governo. E como dizia meu velho e saudoso pai, que era apaixonado por política: “Um erro não justifica o outro”.

No que diz respeito à questão da violência, ela não acontece só em nosso Estado e não é ‘privilégio’ do nosso país e nem é de agora: desde os primórdios da humanidade que a sociedade é violenta; está intrínseca no ser humano, que é violento por natureza.

O que mudou, segundo alguns especialistas, foi o acesso à informação. Hoje em dia cada acontecimento tem repercussão mundial em questão de horas e vem também dos valores que a gente tinha quando era criança e que foram esquecidos; pela falta de amor nos corações e da ausência do diálogo. Eu teria muito mais a comentar, mas o espaço é pequeno e fica para uma outra oportunidade. Fiquem com Deus.
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