sexta-feira, 9 de maio de 2014

Dia das mães

Minha saudosa mãe Antônia
Olívia de Cássia – jornalista

Neste domingo, 11 de maio, é dia de nós fazermos uma homenagem a todas as mães alagoanas e desejar que o dia seja de festa e de muita alegria.  Para aquelas que lutam tentando livrar seus filhos dos infortúnios das drogas e das más companhias, que passam por outros conflitos familiares, que encontrem um alento e consigam realizar todas as suas metas.

Ser mãe nunca foi fácil em nenhuma era da humanidade; em todas as épocas as mulheres fizeram sacrifícios em benefício de seus filhos, desde a era primitiva. Em algumas situações, elas tiveram que deixar os filhos em casa, muitas vezes presos, para poder cumprir suas tarefas no trabalho. 

As transformações sociais ocorridas nas últimas décadas desencadearam profundas mudanças e redefinição do papel da mulher na sociedade. A educação de um filho nunca foi fácil e exige da mulher dedicação e muitas vezes renúncia. Algumas delas, sabendo que não têm aptidão para a maternidade, renunciaram a essa função e foram se dedicar a suas carreiras.

Com as conquistas conseguidas ao longo dos séculos, como o mercado de trabalho e o direito de decidir o que fazer com o seu corpo, o surgimento da tecnologia, mudou muito o conceito de família, os costumes e as mulheres tiveram que se adaptar a esse momento.

Algumas mulheres mães e também muitos pais de família ainda passam na atualidade por conflitos de aceitação e adaptação da mudança dos costumes com relação aos filhos e enchem as salas dos terapeutas para tentar entender a essa situação.

O que se sabe é que, com modernidade ou sem, mãe é tudo igual: estão sempre preocupadas com o bem-estar dos filhos, com a segurança, educação e tudo que os envolve. Segundo a juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, de Manaus, as mulheres foram da esfera doméstica à ocupação de diferentes funções na sociedade moderna, mas estas conquistas sociais têm sido alcançadas e assimiladas de forma diferente por elas.

“O alcance e assimilação das conquistas sociais femininas variam de acordo com a classe social, o grau de escolaridade e a possibilidade real para superar as desigualdades de oportunidades entre homens e mulheres que ainda existem e persistem na sociedade atual, tanto na família como nas mais diferentes esferas sociais”, observa.

E essas particularidades, segundo os especialistas, envolvem mulheres dos extratos mais altos da sociedade e também aquela mãe da periferia, que vive um conflito muitas vezes maior, entre ter que encarar os problemas sociais, a educação dos filhos e ainda terem que conviver em ambientes insalubres e violentos, na tripla jornada de trabalho, no lar e fora dele.

É tudo muito complexo isso, estudos que nunca vão deixar de existir sobre essa situação de vulnerabilidade da mulher, mãe ou não, em tempos modernos e desiguais. Por tudo isso elas merecem todas as homenagens e saudações neste domingo. Que o dia seja de paz e bem!


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