quinta-feira, 13 de março de 2014

Violência contra a mulher é o pior pesadelo

Olívia de Cássia – Jornalista

A violência cometida contra a mulher em nosso cotidiano ainda é o pior pesadelo para a sociedade, e a crueldade com que vem acontecendo nos últimos anos também: mesmo com a Lei Maria da Penha, que pune com mais rigor os agressores e assassinos de mulheres, as agressões têm se multiplicado, basta acompanhar o noticiário policial.

No último dia 8 de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, os movimentos sociais voltaram às ruas em todo o mundo para denunciar a opressão que ainda acontece na sociedade atual, onde a desigualdade, o racismo e outras formas de preconceito e discriminação são gritantes, apesar de tanta tecnologia e avanço do mundo moderno.

Segundo a Marcha Mundial das Mulheres, há uma resistência do gênero feminino no mundo inteiro a todo esse estado de coisas.  E em carta distribuída nos atos públicos,  foi dito que em uma sociedade baseada no incentivo do consumo orientando a vida e as relações, percebemos a expansão da mercantilização em todas as dimensões.

Segundo as lideranças da Marcha Mundial, isso se dá especialmente com a exploração do corpo das mulheres, desde a indústria da beleza, até o tráfico e a prostituição. A Marcha das Mulheres também denunciou a lentidão com que os processos contra agressores e assassinos se desenrolam nas Varas criminais onde muitas vezes ficam soltos para cometer outras atrocidades.

Está mais do que dito e provado que as mulheres sofrem violência não só nas ruas, mas principalmente em suas casas, vítimas de companheiros ensandecidos pelo sentimento de posse e pelo ciúme ou de pessoas da própria família, como acontece com crianças, jovens e idosas.  

O movimento também exige que: “É preciso que se adote outro modelo de segurança que garanta o efetivo combate à violência também contra as mulheres e que não sirva para criminalizar os movimentos sociais e a pobreza”.  

Só para se ter ideia da dimensão do problema, uma pesquisa global, realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano passado, apontou que mais de 35% das mulheres do mundo já experimentaram tanto violência física e/ou sexual partindo dos parceiros íntimos ou violência sexual de não-parceiros. E apesar de haver dezenas de maneiras de uma mulher sofrer violência, essa representa a maior proporção, segundo a pesquisa.

A violência física é definida pela OMS como: ser golpeado ou ter contra você algo que fere, sendo empurrado ou pressionado, ser atacado com o pulso ou qualquer outra coisa que cause ferimentos, ser chutado, arrastado, espancado, enforcado ou queimado propositalmente e/ou ameaçado com armas de fogo, faca ou outra arma usada contra alguém.

Já a violência sexual, segundo o estudo, é definida como ser forçado fisicamente a praticar ato sexual quando não é da própria vontade, praticar ato sexual por medo do que o parceiro pode fazer e ser forçado a práticas sexuais que o individuo considera humilhante e degradante.

Por fim, o movimento exige também que o Estado brasileiro “não aceite mais a morte de meninas e de mulheres vítimas de crimes sexistas e que implemente a Lei Maria da Penha em sua totalidade. 

Mas eu avalio que a luta do movimento feminino não se pauta apenas na questão da violência contra as mulheres: é preciso um olhar diferenciado para o mundo, onde o meio ambiente seja mais bem cuidado; onde haja a garantia da cidadania de todos os povos, independente de raça e cor e que sejamos mais fraternos. Essa é apenas uma parte da história. Boa tarde. 
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