Com trinta anos de estrada e estilo eclético, Ari Persiano está fazendo divulgação do seu novo CD

‘Olívia de Cássia - Repórter
Primeiro Momento
Com trinta anos de estrada e estilo eclético, o compositor, cantor e escritor alagoano Ari Persiano está fazendo a divulgação do seu quinto CD ‘Como o Céu e o Mar’ nas rádios alagoanas e diz que é difícil para um compositor ter um só estilo.

Além de compositor, cantor e instrumentista, Ari Persiano tem três livros escritos que falam sobre religião. Fotos Paulo Tourinho

“Ele compõe várias coisas, não foca só num estilo”, observa. O novo CD de Ari Persiano tem sete músicas, cinco autorais, uma parceria com Geraldo Cardoso e outra com Luciano Versati e ele diz que está sendo muito bem aceito, e está num bom momento.
O músico observa que quando está em Maceió, toca no Francês, nas barracas de praia, nos restaurantes voltados para a praia. “À noite eu faço no píer do Hotel Enseada, lá é MPB, voz e violão”.
Ele não contou à reportagem, mas andei pesquisando que é fã do cantor Benito de Paula, bisneto de imigrantes e de uma época em que “em Maceió não existia nada”. Nascido no ano de 1962, ele contou ao Papo Musical, de Serginho Lamecci, no canal You Tube, que a primeira vez que foi ao Teatro Deodoro tinha cinco anos e foi ver uma peça, isso em 1967. “Alagoas estava engatinhando com relação à arte”.
Ele destaca que a família gostava muito de música. “Meu pai tinha um grande acervo musical, ouvi muita música, mas ele não queria que eu aprendesse tocar violão e deu um violão a minha irmã, que não sabia tocar nada; comecei a tocar naquela época”.
Ari Persiano tem três livros escritos que falam sobre religião. Com formação em história antiga ele é conhecedor das escrituras sagradas, diz que dependendo do ambiente onde esteja vai traçando o seu estilo musical.
“Por exemplo: eu estou muito aqui, no Nordeste, e convivo muito com o Geraldo (Cardoso, matuto de Luxo), há muitos anos; agora estamos com uma parceria com Flávio José, entre outros artistas e nesse caso a tendência é o xote”, ressalta.
O compositor confessa ainda que gosta de balada romântica, mas quando está em Salvador faz os ritmos da Bahia. “Compositor é assim, é um clínico geral; eu não fiz outra coisa na vida a não ser tocar; tentei fazer outra coisa, mas não deu; eu não nasci para estar parado em um só lugar”, observa sorrindo.
O músico de espírito leve, espiritualizado e de alma suave, diz que já tocou em várias bandas e começou com banda de baile, no final dos anos 70. Tocou com Zé Barros, músico de Paulo Jacinto, era um dos formadores da banda Odisseia. “Naquela época se usava terno e depois dos anos 80 vieram as revoluções artísticas com os festivais estudantis universitários que participei de todos”, destaca.
Ari Persiano também foi tecladista de trio elétrico por dez anos, tocou na Banda Omin, tem discos autorais e foi técnico da Rádio Jovem PAN. “Também sou músico da noite, ainda me defendo tocando; mas não gosto muito, mas a barriga ronca, é preciso suprir as necessidades”, pontua.
Para o novo CD ele conta que veio uma estrutura melhor esse ano: “Sem estrutura você não anda, e graças a Deus pude fazer um disco de qualidade, que está agradando”, ressalta.



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