sábado, 11 de abril de 2015

Sonhos saindo do papel: é só recortar e colar

Olívia de Cássia - Repórter

De ontem até o dia 2 de maio, quem gosta de arte e curiosidades gráficas pode conferir uma exposição de bonecos de papel que está sendo realizada no andar térreo do Shopping Parque Maceió, no bairro de Cruz das Almas, em Maceió. Os bonecos não estão à venda e são apenas modelos.
Esculturas de bonecos estão em exposição em shopping de Maceió - Divulgação
Por apenas R$ 20, a pessoa pode levar para casa o CD que ensina a fazer as peças de papel, com mais de mil modelos de bonecos para montar: basta imprimir, recortar e colar. A exposição Sonhos saindo do papel está sendo realizada por Djacir Pereira que já faz esse trabalho há mais de sete anos.
São modelos de bonecos os mais variados, de heróis da Marvin, bonecas, Garfield, carros de corrida de fórmula 1, princesas e até alimentos. As peças não podem ser tocada porque são de papel e um aviso nos estandes lembra isso ao visitante.
Djacir explica que o papercraft é a arte de montar a técnica em papel a partir de recorte e colagem, diferente do origami, que muita gente confunde. “É uma arte bastante acessível; as pessoas podem baixar na internet os modelos para poder imprimir e montar e tem modelos dos mais simples até os mais complexos”, destaca.
Segundo ele, a pessoa pode pegar peças fáceis para ir montando e pegando a prática: “De repente a pessoa quer fazer logo um bonitão e não consegue e acaba desistindo”, explica. Segundo o artista gráfico, é uma infinidade de modelos que podem ser acessados por qualquer pessoa.
“Faço esse trabalho há mais de sete anos e já fiz exposição em São Paulo, cidades do interior da Bahia, Pernambuco e estou indo para Fortaleza, Belém e tem alguns convites ainda em aberto, mas nada ainda acertado”, explica.
A arte de Dajir Pereira é semelhante àquelas bonecas de papel que as meninas brincavam na década de 1980 e que tinham várias roupas, em forma de personagens colecionáveis, vendidos em bancas de jornal e papelarias. O artista explica que no CD tem várias dessas bonecas.
“Um amigo me mostrou o modelo de papercraft e despertou meu interesse aí fui pesquisar na internet e comecei fazer”. A exposição Sonhos saindo do papel tem mais de 60 modelos expostos e Dejair conta que vai fazendo oficinas ao logo do dia.
A visitação ao local, ontem, foi tímida, mas segundo ele, a expectativa é que o público aumente devido à divulgação nas redes sociais e nos meios de comunicação. Segundo Djair Pereira, ninguém sabe a origem da arte papercraft, “mas até onde eu tenho pesquisado essa arte já existe desde a Segunda Guerra Mundial”, observa.
Um software chamado Pepakura Designer é capaz de converter os polígonos de um arquivo em 3D para um modelo de papercraft o que facilita que pessoas a criem seus próprios modelos. Na internet tem vários sites que ensinam a arte e até página disponibilizada no Facebook, You tube e outras mídias.

Papercraft é diferente do origami, apesar da semelhança

Papercraft ou pepakura “é um método de construção de objetos tridimensionais. E distingue-se do origami, em que a construção geralmente é feita com vários pedaços de papel, e esses pedaços são cortados com tesoura e fixados uns aos outros com cola, em vez de se suportarem individualmente”, reforça.
Com a ajuda dessa mídia tão polivalente, é possível criar elementos visuais exuberantes. Seja na atividade profissional ou simplesmente por hobby, os papercrafts se fazem presentes em todo o mundo.
Basta uma simples navegada na internet para notar sua existência em blogs de entusiastas ou em sites de grandes empresas, onde são disponibilizados como brinde e até palestras sobre o tema. O fato é que existe um grande mercado para papercrafts, ainda não explorado no Brasil.
Alguns visitantes se arriscavam timidamente olhar a novidade, curiosos com o trabalho, ontem no começo da noite, para observaram as peças de papercraft. “Aproveitei que minha esposa está fazendo compras e vim até aqui para conhecer a arte de pertinho. Estou achando curioso tudo isso”, disse Jeferson Antunes da Costa.
O garoto Juca Marinho, de nove anos, disse que gostou do carro de fórmula 1 vermelho que está exposto no local. “Cara, achei incrível; muito bom; também gostei dos super-heróis”, disse ele.
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