terça-feira, 21 de abril de 2015

LIMITAÇÃO

Não tenho direito a palavra!
Não tenho direito a opinião. A do outro está formada e por mais que queira explicar, você não tem razão. Não tenho direito ao silêncio! Ficar calada é abstenção dos seus direitos, é omissão e são crimes e violação de direitos. Não tenho direito de amar! Agora amar não pode. Tem que xingar, rasgar bandeiras, fazer gestos obscenos e se aproveitar das limitações alheias, ainda que sejam físicas. Não tenho direito a ter direito! Não posso ser contra e nem a favor. Qualquer coisa que diga pode ser usada contra você. E acredite, o é. Não uso a palavra para agredir, apenas para me posicionar ou trazer quando posso algum conforto. Não tenho direito de dizer que meu direito não é seu. Que o silêncio por vezes é para não magoar. Que amar independe de tuas convicções, para isso existe o diálogo. Que o direito chegou até mim depois de grandes lutas. Ter direito é simplesmente dizer que discordo ou concordo e que não quero brigar com você. Não posso ser a pessoa que você gosta ou odeia, você nem me tão profundamente assim. Dos direitos retirados um ficou: A certeza de que como sempre tudo vai passar, o dia vai nascer, o sol vai brilhar e as luzes vão se apagar para afina, o sono de conforto nos deixar livres para sonhar...
Lindair de Morais Amaral (20/04/2015)
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Alguns instantes. Vivendo por aí...