domingo, 5 de abril de 2015

Primeiro Guia Brasileiro sobre falcoaria foi apresentado em encontro, em Satuba

Olívia de Cássia - 1momento.com.br


O primeiro guia brasileiro sobre falcoaria foi apresentado neste sábado, 4, em um encontro que está sendo realizado, com 22 falcoeiros do Rio Grande do Norte; Bahia; Sergipe; Alagoas e Pernambuco, desde sexta-feira e termina neste domingo, 5, em uma fazenda em Satuba, Alagoas.




Falcoeiros do Rio Grande do Norte; Bahia; Sergipe; Alagoas e Pernambuco, se reuniram para debater e trocar experiências - Fotos: Fotos: Olívia de Cássia e Paulo Tourinho. 

O guia será lançado virtualmente na segunda-feira e segundo o presidente da Associação Nordeste de Falcoaria (ANF), Dorival Lima Filho, a entidade resolveu elaborá-lo, porque queria avaliar os sócios e ver quem estaria apto para criar e treinar uma ave de rapina.
“Não existe literatura sobre a falcoaria em Português no Brasil e a gente não poderia cobrar dos sócios o conhecimento; daí resolvemos criar o livro para que o pessoal pudesse estudar e passar por uma avaliação; vai ter uma prova teórica e depois o aluno de falcoaria passa pela prática, para se tornar falcoeiro, pela associação”, observa Dorival Lima.
A ANF tem 34 sócios fundadores de todo o Nordeste e os encontros que são realizados pela entidade, segundo o presidente, têm palestras e outras atividades, mas o que está sendo realizado em Satuba tem o objetivo de trocar experiências.
No encontro, estão participando: 14 gaviões asa de telha, dois falcões kiri-kiri, dois de coleira, e um carcará que pertence ao Ibama. “Cada falcoeiro tem uma maneira de treinar o animal, método que às vezes difere um do outro; o encontro é também para ver a questão dos voos e outras particularidades da falcoaria”, pontuou.
Jônatas Lins é falcoeiro há quatro anos em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, e disse que “o encontro dos falcoeiros é essencial para a troca de experiência, para divulgar a prática e para absorver o pessoal que está começando, incentivar e ensinar um ao outro”, observa.
Segundo Jônatas Lins, a falcoaria em Pernambuco está bem: “Estamos em três, aqui no encontro. A falcoaria lá está tendo espaço como em todo Nordeste; lá em Recife também trabalha com controle ambiental e da fauna”, argumenta.
Alesssandra Oliveto é diretora da ANF, estuda sobre falcoaria há dois anos; é mineira, engenheira, gestora ambiental e trabalha em Maceió há dois anos, numa empresa de controle de fauna.
Segundo ela, a troca de experiências nesses encontros é muito importante. “Às vezes a gente dá o comando e o bicho não atende e outra pessoa vem e tem o feeling de dizer o motivo de o bicho não estar atendendo o comando, está chamando desse jeito”, detalha.
Segundo Alessandra Oliveto, “esses bichos, muitas vezes, eles treinam a gente. Se percebem que estamos dando muita recompensa, eles começam a voar para recebê-la e não é interessante para quem trabalha com controle, porque na hora de pegar, se eles ficarem voando, a presa percebe e foge”, explica.
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