Grupo Mamulengo das Alagoas já se prepara para o forró

Olívia de Cássia - Primeiro Momento

O Grupo Mamulengo das Alagoas já está se preparando para as apresentações do São João em Maceió e segundo o alagoano Célio Herculano da Silva, criador da dança da boneca, está passando nas redações para divulgar o seu trabalho, que tem na agenda apresentações em todo o país.
Grupo Mamulengo das Alagoas já está se preparando para as apresentações do São João em Maceió - Fotos: Paulo Tourinho
Recentemente, Célio Herculano participou de apresentações em rede nacional, na Record, programa do Faustão. “Já gravei também no Jô Soares, Ratinho, Gugu, Altas Horas, Programa Livre, A Praça é Nossa. Eu me apresento há 21 anos e graças a Deus está dando certo. Estava em São Paulo e como está chegando o São João, retornamos a Alagoas, para fazer as apresentações em eventos de Maceió ”, comenta.
Célio, que também é bailarino e personal, conta que começou a dançar em grupos folclóricos ainda criança, depois nas quadrilhas. Aos 19 anos criou o seu grupo de dança com a coreografia do Mamulengo, o boneco e a boneca, com a intenção de transmitir a cultura popular nordestina da dança e do forró.
O enredo do grupo conta a história de um boneco que toma vida com o forró, pois o ritmo da zabumba faz bater o seu coração, o triangulo balança sua cabeça e a sanfona estremece o seu corpo.
Quando juntos, os três instrumentos acordam o boneco com o som da música e ele toma vida dançando com a boneca de pano. Herculano é filho de artista plástico, seu pai criou o personagem do boneco e sua mãe, costureira, foi quem montou e costurou.

FOLCLORE

O Mamulengo conta as histórias do folclore que estão se perdendo, aquelas que envolvem coronéis e personagens nordestinos. E Célio Herculano relata: “Contamos a história do personagem das Alagoas, o matuto que casa a pulso e aquelas histórias dos fazendeiros, dos coronéis de antigamente, que o cabra pegava a filha de Maria e aquele senhor que morava no povoado ia até o coronel e dizia: ‘senhor, José pegou Maria e fugiu’ e o coronel dizia; ‘então ‘pegue dois cavalos bons, dois capangas machos e vá buscar o bicho onde ele quiser e o bicho vai casa ou capa...”, explica.
Segundo o artista, no repertório do grupo estão os forrós pés de serra, músicas de raiz, que embalaram as festas da Região Nordeste em tempos atrás, mas atualmente o grupo está inserindo outras propostas contemporâneas, atendendo pedidos do público.
Célio Herculano também está buscando patrocínio para suas apresentações e lamenta alguns descasos com a cultura local. “Não gosto nem de comentar, pois a gente precisa ir atrás deles, é triste. Criei alguns projetos e tive que bater de frente com alguns secretários, porque fui enganado e a gente agora está indo sozinho. O projeto só, enfrentando e procurando apoio de empresários, produtores culturais e prefeitos, pois meu sonho é divulgar Alagoas. Fui e divulguei o Estado e consegui gravar dez minutos com a Rede Record e vou voltar para outras programações.”, observa.
Célio explica que também participa de projetos como festas de formaturas, casamentos e aniversários, se apresentando com a boneca. “Dia 6 de junho vou fazer a formatura de Medicina; estamos voltados para Maceió e em busca de apoio local”, ressalta.
Quem quiser contratar o grupo para apresentações o contato é: 8875-2303 e 9995-2379.
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