sábado, 27 de setembro de 2014

Melhor que antes

Olívia de Cássia - jornalista

Faltam poucos dias para os brasileiros escolherem os rumos da nação. As pesquisas têm mostrado o crescimento das intenções de voto para a presidente Dilma e isso tem levado à inquietação os opositores ao governo.  Nesses doze anos do governo do PT muita coisa mudou no Brasil, não está tudo às mil maravilhas mas, com certeza, bem melhor do que era antes para quem não tinha nada.

O governo federal investiu em políticas públicas para os menos favorecidos e isso inquieta aqueles que têm um pensamento mais à direita; aqueles que não aceitam que pobre melhore de vida e que dependa sempre da caridade deles. E não falo isso porque tenha recebido algum benefício porque, na minha vida financeira, estou no maior perrengue sempre.

Os conservadores e opositores ao governo Dilma chamam os programas sociais de esmola, mas agora tiveram que engolir os dois candidatos  Marina e Aécio  dizendo que vão dar continuidade a ele e outros que deram certo no governo do PT.

Os que defendem os candidatos de oposição se apegam às denúncias de corrupção como se ela tivesse sido inventada agora com o PT no governo. Nunca defendi e nem defendo a prática da corrupção, seja ela onde for e nem seus operadores: a corrupção tem que ser combatida todos os dias e mostrada para a população,  tem que ser cortada na carne e ser exposta e seus autores punidos severamente.

Por sempre defender esses princípios que aprendi com meus pais, uma vez fui criticada por uma certa pessoa próxima, décadas atrás, que dizia que eu queria ser ‘certinha demais’ com relação a essas questões. Não se trata de querer ser melhor do que ninguém, não é isso. Muita gente que critica a corrupção na política comete diariamente pequenos desacertos e avaliam que são inocentes; é disso que nasce o mau político.

Li num texto aqui na internet, com uma reflexão bastante interessante sobre a postura política de boa parte da população mais jovem: pessoas de 18 anos a 25 anos hoje, não sabem o que foi a era pré-Lula.  “Uma pessoa de 25 anos hoje, tinha 12, 13, quando o Lula tomou posse. O que eles sabem? Quer dizer, se colocou um desafio muito maior, mas temos de conversar com a população sobre o que se avançou”, destaca.

A reflexão é do prefeito Fernando Haddad. O político também pontua que até para se apropriar dessas conquistas, as pessoas têm de saber o que era o Brasil antes dessas oportunidades surgirem. É um desafio grande.

“Uma coisa é explicar para uma pessoa de 40 anos o que era o Brasil antes do Lula e outra para uma pessoa de 25, porque ela não viveu. Ela não viveu o desemprego, a inflação, o apagão, falta de oportunidade educacional”, explica.

E como disse um internauta em um comentário na mesma matéria, é preciso apagar da memória do brasileiro o problema atávico da falta de memória.”Nosso passado reflete o presente que refletirá o futuro”, pontua.

O Brasil caminha para frente, não para trás como antes. Os jovens de menos de 30 anos devem procurar informação do passado político e da história do país; basta que procurem ler, procurem se informar e conhecer a verdadeira história do país, sem se influenciar sobre opiniões da oposição”, observa.

Por treze razões que já expus neste espaço várias vezes não escondo meu lado e nunca deixei de lutar por melhorias, por democracia, por políticas públicas e por pensar diferente até de muitos amigos e amigas minhas.

Penso e mesmo diante de denúncias de que tenha havido erros nos governos do PT, que o Brasil e seu povo deveria estar orgulhoso tanto dos avanços do governo Lula quanto de Dilma, pois as classes mais necessitadas foram as mais favorecidas, coisa que antes não havia nesse país.

Não digo aqui que não deva ter opinião contrária, pois isso é democrático e salutar.  Os erros devem ser apontados mesmo, mas para desespero dos nossos opositores, ainda bem que Dilma lidera as pesquisas e as intenções de voto para ela estão crescendo.
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