terça-feira, 30 de setembro de 2014

Bancários querem fechar duzentas agências bancárias em Alagoas

Foto: Adailson Calheiros

Olivia de Cássia - Repórter


Os bancários alagoanos se reuniram na noite de segunda-feira (29), em assembleia organizativa no Teatro dos Bancários, para definir as estratégias dos piquetes nas agências bancárias de Maceió nesta terça, quando pretendem fechar todas as agências. Em todo o Estado são sete bancos e duzentas agências bancárias, que deverão ter a presença dos piquetes nas portas. 
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Jairo França, a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancários (Fenaban), no sábado, 27, de 8% no piso, 7,35 nas outras cláusulas e 0% nas cláusulas sociais foi rejeitada pelo Comando Nacional dos Bancários que avaliou a proposta em mesa e considerou insuficiente.
“Quando a gente considera a proposta insuficiente a mesa, o Comando Nacional, já se sente com autoridade para dizer não à proposta apresentada (pelos banqueiros), não dá para conversar. A gente queria que fossem apresentadas algumas propostas sociais como a questão da segurança; do emprego”, observou.
Segundo Jairo França, a categoria tem como avançar mais nos bancos públicos, como avançou  do ano passado para cá: “A gente não consegue avançar mito nos bancos privados, mas vamos avançar onde precisa”, destacou.
No interior as agências bancárias de Arapiraca e Palmeira também devem parar e já foi distribuído material para os piquetes, segundo o presidente do Sindicato, que espera a adesão da categoria em massa, também em outras cidades alagoanas.
“No final do dia nós vamos fazer uma avaliação do movimento para definir os próximos passos. A bola está  agora com os banqueiros, vamos para as portas dos bancos exigir nossos direitos; tentar avançar nas cláusulas sociais também; conversar com os bancários, fazer um trabalho de convencimento”, pontuou.
Jairo França observa que algumas questões sociais reclamadas pela categoria são: a segurança nos bancos; o emprego e a saúde bancária, como assédio moral, metas abusivas, entre outras. “Tem agência bancária que ainda não tem tapume; é preciso melhorar a segurança. Falta porta giratória em algumas agências do interior; as metas precisam ser administradas, vamos negociar e fazer com que avancem nessas propostas”, destacou.
Cláusulas econômicas
As principais reivindicações dos bancários são: reajuste salarial de 12,5%; PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247; 14º salário; vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional); gratificação de caixa: R$ 1.042,74; gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.
E ainda, vale-cultura: R$ 112,50 para todos; fim das metas abusivas; combate ao assédio moral; isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde; manutenção dos planos de saúde na aposentadoria; emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações; Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários; auxílio-educação: pagamento para graduação e pós, entre outras propostas.
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