segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Professores e alunos da Escola Padre Cabral esperam retratação da secretária de Educação

Arquivo da escola
Reclamação é que a gestora desconhece as conquistas da escola e teria sido injusta publicamente

Olívia de Cassia-Repórter

Professores, alunos e funcionários da Escola Padre Cabral, do bairro operário de Fernão Velho, em Maceió, estão indignados com a postura adotada pela secretária estadual de Educação, Josicleide Maria Pereira de Moura, que publicou decretos e documentos no Diário Oficial do Estado, a respeito da interdição ocorrida naquela unidade escolar, cujo conteúdo está sendo contestado pelo corpo discente e docente da escola.

Eles procuraram a redação para fazer a reclamação e esperam da secretária uma retratação pública, pela forma como divulgou na imprensa oficial os motivos que levaram à intervenção ocorrida na escola no ano passado.   

Segundo Lucidalva Novais, coordenadora pedagógica da Padre Cabral, ao contrário do que foi colocado pela secretária Josicleide Moura, o real motivo da intervenção na escola foi a falta da prestação de contas não efetivada pela gestão anterior.

“Outro ponto a ser ressaltado é que não houve desrespeito, como foi divulgado, nem foi descumprido o artigo segundo, parágrafo quarto da Lei 6.628\2005”, segundo ela afirma. Lucidalva Novais argumenta em sua reclamação que a eleição ocorrida na escola foi democrática e direta, de acordo com o que a lei prescreve.

“Foi nomeada a professora Maria Maidê Ribeiro Rocha e sua exoneração foi a pedido e não afastamento, como foi decretado no Diário Oficial”, destaca.

DEDICAÇÃO

Durante o processo de dificuldades enfrentadas pela escola, ela explica que os funcionários apontados como inertes e sem compromisso, pela secretária, durante os intervalos das aulas, vendiam pipoca, doces e picolés, numa pequena cantina, com o objetivo de angariar fundos para ajudar a escola.

”Uma escola inoperante não possui professores que fazem questão de ministrar aulas preparatórias para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), no contra turno”, pontua.

Segundo a coordenadora, há mais de dez anos que a escola recebe certificados de Escola Solidária, pelos projetos desenvolvidos com fins sociais.

 “O mais recente foi: Idoso uma fonte de saber; todos os alunos participaram ativamente, inclusive tivemos a presença  da assistente social da Universidade Federal de Alagoas, Maria Lúcia Santos Moreira da Silva, que na ocasião ficou encantada com a adesão do projeto por toda a comunidade escolar”, pontua.

PRÊMIOS

Ela relata ainda que a equipe pedagógica da escola, por meio de seus alunos, foi uma das que mais receberam medalhas de menção honrosa nas Olimpíadas de Matemática em 2012, inclusive uma medalha de prata e o professor, por esse feito, recebeu um prêmio.

Em 2011, mesmo com o déficit do quadro de docentes, a escola teve 12 aprovados no Enem. Entre outras conquistas da escola, segundo a coordenadora, é que um ex-aluno da escola, Jhony Willams Gusmão do Nascimento, aluno do quarto ano do curso de Medicina  da Uncisal (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas), foi o primeiro alagoano a ganhar o primeiro lugar no Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica e Tecnológica 2013, na categoria Bolsista de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Por este reconhecimento a um ex-aluno, Lucidava Novais aproveita também o momento para agradecer, em nome da Escola Padre Cabral, à presidente do Consu (Conselho Universitário), por ter lembrado que Jhony Willams Gusmão do Nascimento “foi nosso aluno no Ensino Médio e que  também fazíamos parte dessa conquista”, observa.

Segundo o corpo docente e discente da escola, em 2012, a coordenadora pedagógica Maria Lucidalva Santos de Novaes Barbosa recebeu a comenda Silvio Viana por estar entre os dez melhores funcionários públicos do Estado o que é motivo de orgulho para todos.
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