sexta-feira, 15 de maio de 2015

Igbonan Rocha adotou Alagoas há cerca de 30 anos

Artista diz que não se vê mais morando em Salvador, onde começou sua carreira musical


Olívia de Cássia - Repórter 
Igbonan Rocha é uma voz conhecida de quem frequenta o meio artístico e musical alagoano. Ele é baiano e adotou Maceió como sua cidade há 30 anos e conta que não se vê mais morando em Salvador, sua terra natal, onde começou a carreira musical, no início da década de 1980, cantando em barzinho.

Igbonan Rocha é uma voz conhecida de quem frequenta o meio artístico e musical alagoano - Fotos: Paulo Tourinho

Esse baiano arretado tem o riso fácil, voz que encanta e muita gente comenta que se assemelha à tonalidade de Milton Nascimento. Ele comenta que a primeira vez que subiu ao palco foi na Barra e quem convidou foi o Netinho, da Banda Beijo.    
Igbonan Rocha, ou Rochinha, como o chamam carinhosamente os amigos, destaca que às sextas-feiras à noite costumava ir ao Croques e Crepes, uma creperia de Salvador. “A dona era minha amiga e botou o Netinho para cantar lá; ele era bem novinho para cantar MPB”, destaca.
Segundo o artista a turma de jovens que não tinha o que fazer,ia  às sextas nesse local. “Um dia Netinho me chamou para cantar e eu cantei Corcovado, foi a primeira vez que eu cantei e a dona do local pediu para eu me apresentar lá: ele cantava na sexta e eu no sábado; a partir daí cantei em vários locais”, explica.
Igbonan conta que terminou o curso de história, foi fazer pós-graduação nos Estados Unidos, ganhou uma bolsa de estudos de uma fundação americana e quando voltou, em 1985, a irmã que tinha uma escola de Inglês em Maceió o convidou para passar três meses para tomar conta da empresa.  
Ele conta que a princípio recusou o convite, mas depois aceitou: veio para Maceió e não quis mais voltar. “Tinha uma barraca perto da escola onde cantavam Zelia Santi e Eraldo França; as barracas de praia começavam a funcionar naquela época à tarde e escutávamos da escola os meninos passando o som”, relata.
 Depois do expediente, Igbonan Rocha comenta que saía com uma amiga para tomar cerveja nessa barraca e uma das noites pediu uma música do Milton Nascimento e o amigo disse que não sabia a música: só sabia tocar,  “e eu disse que sabia, cantei a música e a partir daí comecei em muitos lugares: no Marina Morena, Ipaneminha, Astrolábio, entre outros locais”, destaca.
Passados os três meses que tinha combinado com a irmã, ele conta que ela liga e informa que já tinha encontrado a pessoa para tomar conta da escola e que ele poderia volta para Salvador. “Aí eu disse: ‘não vou mais voltar’ e nessa história vou fazer 30 anos em dezembro que estou em Maceió”.

 Atualmente o cantor está fazendo festas particulares e com alguns projetos - Fotos: Paulo Tourinho

Igbonan Rocha disse que também trabalhou em hotel, mas sobrevive atualmente apenas da música. Ele ressalta que há cinco anos entrou pro samba: “Foi outra guinada em minha vida, porque sempre cantei MPB. Montei um show ‘Samba eu canto assim’, chamei o Marcão para dirigir o show e fizemos um show muito legal lá no Cantoria”.
A partir desse show ele destaca que veio a ideia de se montar um grupo de samba: “Primeiro veio o Clube do Samba, depois veio o Nosso Samba, começamos no Jaraguá Tenis Clube e depois montei o Samba de Nego”.

Igbonan Rocha disse que também trabalhou em hotel, mas sobrevive atualmente apenas da música

 Atualmente o cantor está fazendo festas particulares e com alguns projetos: “No próximo dia 30 estou fazendo aniversário de 55 anos e pretendendo fazer um show legal para comemorar;  recebi uma proposta legal de um cantor de renome para fazer o show comigo; estou correndo atrás para ver se acontece”, pontua.
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