terça-feira, 14 de julho de 2015

População reclama que creche foi construída no Benedito Bentes no meio do nada

Olívia de Cássia - Repórter

Moradores do Benedito Bentes I estão reclamando do acesso a uma creche que foi construída pela Prefeitura de Maceió, nas proximidades dos novos conjuntos Condomínio Recanto das estrelas e Condomínio Acauã, em parceria com os governos estadual e federal, sem que a gestão municipal atentasse para a parte estrutural externa do terreno, que fica no meio do nada, num terreno isolado e sem segurança.  
Moradores do Benedito Bentes I estão reclamando do acesso a uma creche que foi construída pela Prefeitura de Maceió - Fotos: Paulo Tourinho
O calçamento do conjunto onde foi construído o prédio, só vai até o meio do terreno e até se chegar à creche, enfrenta-se o barro no verão e a lama e água no inverno
Segundo os moradores, a creche foi entregue no começo do mês de julho
Segundo os moradores, a creche foi entregue no começo do mês de julho e faz parte do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), mas a população do bairro reclama dos assaltos, que são constantes nas proximidades da creche e da dificuldade para os pais dos alunos terem acesso em tempo chuvoso, por conta da lama e das poças d’água.  
Seu Jadielson observa que a creche já está fazendo  a matrícula para crianças de zero a quatro anos de idade, mas avalia que deveria estender  para crianças de mais idade.
A reportagem visitou o local e presenciou a dificuldade que é transitar por ali.  O calçamento do conjunto onde foi construído o prédio, só vai até o meio do terreno e até se chegar à creche, enfrenta-se o barro no verão e a lama e água no inverno. O terreno baldio próximo à creche é cheio de lixo e entulho.
Segundo o morador Jadielson Simões ele passa pelo local todos os dias e testemunha a dificuldade que é transitar por ali, por causa da lama.  Seu Jadielson observa que a creche já está fazendo  a matrícula para crianças de zero a quatro anos de idade, mas avalia que deveria estender  para crianças de mais idade.
Segundo o morador Jadielson Simões ele passa pelo local todos os dias e testemunha a dificuldade que é transitar por ali, por causa da lama.
“Maceió é grande e as autoridades têm que ter responsabilidade: uma creche desse porte para crianças de 0 a 4 anos somente é muito pouco, deveria ter maternal e jardim infantil , não só tem menino dessa idade no bairro”, destaca.
Seu Jadielson observa que a creche já está fazendo a matrícula para crianças de zero a quatro anos de idade, mas avalia que deveria estender para crianças de mais idade.
Jadielson Simões destaca também que o trajeto entre os condomínios Recanto das estrelas e Acauã é muito longe e esquisito. “O calçamento foi feito pela metade e o resto é só lama”, destaca.  
José Rubens  é outro morador que falou à reportagem e disse que a obra da creche não está trazendo benefício para a comunidade. Segundo ele, a pista da Avenida Fernando Porto Malta foi feita até ali e parou. “Como é que as pessoas vão levar as criança para a creche, de manhã e buscar no começo da noite, com tanta lama?”, questiona.
José Rubens é outro morador que falou à reportagem e disse que a obra da creche não está trazendo benefício para a comunidade.
Segundo José Rubens, a população do bairro não tem condições de ficar com um acesso do jeito que está. “Eu não sei se a creche já está funcionando; foi inaugurada no começo do mês de julho, mas todo dia tem assalto a mão armada, de bicicleta, de moto nas redondezas”, argumenta.
Segundo José Rubens, a população do bairro não tem condições de ficar com um acesso do jeito que está.
André Cavalcante da Silva observa que não tem cabimento nenhum o descaso que está acontecendo no Benedito Bentes. “A prefeitura não pode deixar as crianças por conta da falta de segurança, escuridão, falta de acesso”, pontua.  
André Cavalcante da Silva observa que não tem cabimento nenhum o descaso que está acontecendo no Benedito Bentes.
O terreno baldio próximo à creche é cheio de lixo e entulho.
 A unidade escolar do Benedito Bentes foi construída num pacote de três creches e custaram mais de 3,8 milhões de reais aos cofres públicos em recursos do município e do governo federal, por intermédio do Proinfância. Mas apesar de todo o dinheiro gasto, o acesso à creche foi esquecido e os  moradores do bairro reivindicam providências.  

Construção de creches e pré-escolas são indispensáveis à melhoria da qualidade da educação

A construção de creches e pré-escolas, bem como a aquisição de equipamentos para a rede física escolar desse nível educacional, são indispensáveis à melhoria da qualidade da educação e está prevista no projeto do governo federal Proinfância.
O programa foi instituído pela Resolução nº 6, de 24 de abril de 2007, e é parte das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do Ministério da Educação. Seu principal objetivo é prestar assistência financeira aos municípios, objetivando garantir o acesso de crianças a creches e escolas de educação infantil da rede pública.
Apesar de todo o dinheiro gasto, o acesso à creche foi esquecido e os moradores do bairro reivindicam providências.
Segundo o texto do projeto, as unidades construídas são dotadas de ambientes essenciais para a aprendizagem das crianças, como: salas de aula, sala multiuso, sanitários, fraldários, recreio coberto, parque, refeitório, entre outros ambientes, que permitem a realização de atividades pedagógicas, recreativas, esportivas e de alimentação, além das administrativas e de serviço.
Entre 2007 e 2014, o Programa investiu na construção de 2.543 escolas, por meio de convênios e a partir de 2011, com sua inclusão no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC2), outras 6.185 unidades de educação infantil foram apoiadas com recursos federais, totalizando 8.728 novas unidades em todo o país.
O Programa repassa também recursos para equipar as unidades de educação infantil em fase final de construção, com itens padronizados e adequados ao seu funcionamento. Mais de 2.500 municípios receberam apoio do FNDE para compra de móveis e equipamentos, como mesas, cadeiras, berços, geladeiras, fogões e bebedouros.
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