quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Começam as análises

 Olívia de Cássia – jornalista

Em tempos de pré-eleição, é bom a gente ficar de olho para não cair na esparrela de alguns analistas políticos de plantão, que surgem de tempos em tempos, fazendo picuinhas, detratando pessoas e procurando desqualificar a índole de alguns personagens públicos. É bem verdade que muitos dos nossos ilustres políticos estão desacreditados na sociedade e se não mostrarem propostas concretas e trabalho terão dificuldade para se eleger.

Fui convidada por esses dias em uma rede social para participar de um ato contra um amigo meu que é gestor num município do interior do Estado:  respondi à pessoa que me fez o convite que não uso aquela ferramenta para detratar político nenhum, muito menos um amigo de infância e que uso o local para divulgar meu trabalho, fazer amigos, interagir com eles e me divertir: e só.

Creio que minha resposta não deve ter agradado, mas a essa altura da minha vida, já passei da idade de esbravejar contra quem quer que seja e prefiro analisar os fatos com mais comedimento. Em época das tecnologias avançadas, essa prática de enxovalhar pessoas se proliferou nas redes sociais.

Não acredito mais  em contos de fadas e isso faz um tempão bem longe. Toda essa animação e rebeldia repentina, na minha avaliação, guardadas as devidas proporções, é puro interesse político de alguém inconformado com a derrota nas urnas e que ainda não se conformou com isso, manipulando pessoas que se deixam levar pelo cato da sereia.

Por outro lado eu entendo a insatisfação de quem quer ver os problemas da cidade resolvidos imediatamente e avalia que tudo se resolve de um dia para a noite; também por culpa, é fato, de promessas de campanha que os políticos fazem, sem nem saber se eles vão poder cumprir por conta da burocracia, do aporte financeiro e de outros fatores tão importantes quanto.

A gente tem que ser cético diante dos fatos, para não se deixar enganar, como eu aprendi com meus pais, mas procurar respeitar a opinião do outro e não querer ser o dono da verdade. Não existe verdade absoluta em sociedade e em política; sempre há um interesse por trás de cada passo dado e isso é um fato, ninguém é tão infantil para acreditar no contrário disso.

Numa época em que as redes sociais são o termômetro para muita coisa na sociedade, é bom ficar de olho a respeito das notícias que são espalhadas e compartilhadas, indiscriminadamente, sem controle e sem apuração dos fatos, muitas vezes, com respeito à índole das pessoas: confundem opinião política com opinião pessoal.

Postei no meu Facebook a opinião da blogueira carioca Fê Miceli, e acredito nisso, que ficar esperando que só o governo faça a sua parte é muito fácil, criticar é muito bom. Jogar pedra na vitrine do outro também.
É bom a gente olhar para nossos próprios erros e procurar acertar de alguma forma primeiro. Eu avalio que para cada erro deve ter uma explicação plausível e se não tiver, a gente muda na hora do nosso voto, na urna, sem precisar detratar ninguém.

E como disse Fê Miceli,: "Todo mundo tem suas opiniões muito bem fundamentadas em ideologias mil. O debate rola solto nas mídias sociais, ninguém manipula ninguém, mais. Mas, contudo que vem acontecendo nos últimos tempos, fica só uma certeza pra mim, no governo e na sociedade: ninguém faz nada sozinho".

E ela vai mais fundo em seu pensamento: "O governo pode cuidar da burocracia, leis, normas. Mas relativo à conduta da sociedade, somos nós que temos que fiscalizar e nos policiar. E cuidar para que não acabemos nos tornando o mesmo que aqueles que criticamos". Bom dia  e fiquem com Deus.
Postar um comentário

E agora, o que fazer?

Por Olívia de Cássia E agora, o que fazer? Essa pergunta me veio à baila, antes e depois da aposentadoria por invalidez e em alguns dias q...