sexta-feira, 6 de maio de 2016

As estratégias ...



Por Olívia de Cássia

O dia amanheceu lindo e ensolarado trazendo uma brisa de esperança. Foco nela (a esperança); vou fazer uma pequena caminhada na rua e tomar um pouco de sol. Os gatos e meus cães Malu e Otto estão felizes com a minha nova rotina de ficar em casa, quase que o tempo todo. Eles não gostam quando saio e agora estão satisfeitos com minha nova vida. 

Mas eu avalio que necessito adotar outras atividades ocupacionais para não ficar só na rotina de internet e leitura e agora muito mais de celular, para não atrofiar de vez. Não posso ficar nesse vício. Quero acompanhar a conjuntura política de perto e tudo é muito tentador, às vezes eu não resisto, mas preciso decidir. 

Como disse Fernando Barichelo, nossa vida diária é feita de decisões. Vivemos tomando decisões sobre tudo. Algumas são simples e imediatas, outras são mais complexas e exigem reflexão, diz ele. 

Tudo depende da estratégia que vamos adotar a partir daquele encontro ou desencontro. Há vários tipos de decisões na vida da gente; muitas delas vão marcar a nossa vida para sempre; trazer experiências enriquecedoras e outras não merecem nem a lembrança, mas tudo é um aprendizado. 

Os resultados de cada decisão que tomamos estão conectados e precisamos sempre decidir entre o partir e o ficar, rir ou chorar, desistir ou lutar, como disse Cora Coralina. “Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir”, poetizou Cora. 

E eu tomei a minha decisão e decidi lutar, embora seja difícil o caminho. Sou muito persistente quando quero uma coisa; não sou de desistir fácil das situações. Isso já me rendeu muito sofrimento, mas foi o lado que resolvi ficar. 

Segundo Caio Fernando de Abreu, quando você dá um passo à frente, inevitavelmente alguma coisa fica para trás. E muita coisa já ficou para traz na minha vida! Ficaram para traz muitos amigos da infância e adolescência; a ilusão de que todos pensavam feito eu, que desejavam um mundo melhor para a sociedade, independente de classe , cor e religião e muitas outras alternativas. 

“Há escolhas que importam: amar ou odiar. Ser um herói ou um covarde. Brigar ou se entregar, viver ou morrer. Essa é a escolha importante. E nem sempre ela está nas suas mãos", pontuou outro autor que agora a memória me falha e não lembro o nome, mas aquilo que eu escolhi eu assumo.  

Nos dias de hoje a intolerância, o ódio, o rancor estão tão presentes na sociedade, que está difícil a gente dizer de que lado está, se você não  tem coragem de assumir as suas escolhas publicamente. Eu não tenho medo, nunca tive: meu lado é daquele que defende o oprimido, o mais fraco, independente de credo, raça, cor ou opção política ou de gênero. 

Rodrigo Franco, em artigo sobre coletividade e comportamento, escreveu que a política de hoje é o abismo entre pessoas e escolhas. Por que se você tem uma visão diferente de algumas pessoas, elas passam a te agredir verbalmente, sem ao menos respeitar sua visão de mundo, se importando apenas com aquilo que lhe traz conforto e ao seu núcleo familiar e o resto que se dane. 

Li num site religioso, que isso pode ser orgulho porque a pessoa acha-se melhor que os outros. “Pode ser alguém com temperamento colérico, explosivo que ainda não aprendeu a moderar sua maneira forte de expressar suas emoções”.

Ou nesse caso específico, se trata de uma pessoa com insegurança emocional, pois elas em geral atacam de graça justamente por causa da insegurança interior que talvez nem elas mesmas percebam que têm. Bom dia e uma ótima sexta-feira.
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Alguns instantes. Vivendo por aí...