sábado, 11 de abril de 2015

Sonhos saindo do papel: é só recortar e colar

Olívia de Cássia - Repórter

De ontem até o dia 2 de maio, quem gosta de arte e curiosidades gráficas pode conferir uma exposição de bonecos de papel que está sendo realizada no andar térreo do Shopping Parque Maceió, no bairro de Cruz das Almas, em Maceió. Os bonecos não estão à venda e são apenas modelos.
Esculturas de bonecos estão em exposição em shopping de Maceió - Divulgação
Por apenas R$ 20, a pessoa pode levar para casa o CD que ensina a fazer as peças de papel, com mais de mil modelos de bonecos para montar: basta imprimir, recortar e colar. A exposição Sonhos saindo do papel está sendo realizada por Djacir Pereira que já faz esse trabalho há mais de sete anos.
São modelos de bonecos os mais variados, de heróis da Marvin, bonecas, Garfield, carros de corrida de fórmula 1, princesas e até alimentos. As peças não podem ser tocada porque são de papel e um aviso nos estandes lembra isso ao visitante.
Djacir explica que o papercraft é a arte de montar a técnica em papel a partir de recorte e colagem, diferente do origami, que muita gente confunde. “É uma arte bastante acessível; as pessoas podem baixar na internet os modelos para poder imprimir e montar e tem modelos dos mais simples até os mais complexos”, destaca.
Segundo ele, a pessoa pode pegar peças fáceis para ir montando e pegando a prática: “De repente a pessoa quer fazer logo um bonitão e não consegue e acaba desistindo”, explica. Segundo o artista gráfico, é uma infinidade de modelos que podem ser acessados por qualquer pessoa.
“Faço esse trabalho há mais de sete anos e já fiz exposição em São Paulo, cidades do interior da Bahia, Pernambuco e estou indo para Fortaleza, Belém e tem alguns convites ainda em aberto, mas nada ainda acertado”, explica.
A arte de Dajir Pereira é semelhante àquelas bonecas de papel que as meninas brincavam na década de 1980 e que tinham várias roupas, em forma de personagens colecionáveis, vendidos em bancas de jornal e papelarias. O artista explica que no CD tem várias dessas bonecas.
“Um amigo me mostrou o modelo de papercraft e despertou meu interesse aí fui pesquisar na internet e comecei fazer”. A exposição Sonhos saindo do papel tem mais de 60 modelos expostos e Dejair conta que vai fazendo oficinas ao logo do dia.
A visitação ao local, ontem, foi tímida, mas segundo ele, a expectativa é que o público aumente devido à divulgação nas redes sociais e nos meios de comunicação. Segundo Djair Pereira, ninguém sabe a origem da arte papercraft, “mas até onde eu tenho pesquisado essa arte já existe desde a Segunda Guerra Mundial”, observa.
Um software chamado Pepakura Designer é capaz de converter os polígonos de um arquivo em 3D para um modelo de papercraft o que facilita que pessoas a criem seus próprios modelos. Na internet tem vários sites que ensinam a arte e até página disponibilizada no Facebook, You tube e outras mídias.

Papercraft é diferente do origami, apesar da semelhança

Papercraft ou pepakura “é um método de construção de objetos tridimensionais. E distingue-se do origami, em que a construção geralmente é feita com vários pedaços de papel, e esses pedaços são cortados com tesoura e fixados uns aos outros com cola, em vez de se suportarem individualmente”, reforça.
Com a ajuda dessa mídia tão polivalente, é possível criar elementos visuais exuberantes. Seja na atividade profissional ou simplesmente por hobby, os papercrafts se fazem presentes em todo o mundo.
Basta uma simples navegada na internet para notar sua existência em blogs de entusiastas ou em sites de grandes empresas, onde são disponibilizados como brinde e até palestras sobre o tema. O fato é que existe um grande mercado para papercrafts, ainda não explorado no Brasil.
Alguns visitantes se arriscavam timidamente olhar a novidade, curiosos com o trabalho, ontem no começo da noite, para observaram as peças de papercraft. “Aproveitei que minha esposa está fazendo compras e vim até aqui para conhecer a arte de pertinho. Estou achando curioso tudo isso”, disse Jeferson Antunes da Costa.
O garoto Juca Marinho, de nove anos, disse que gostou do carro de fórmula 1 vermelho que está exposto no local. “Cara, achei incrível; muito bom; também gostei dos super-heróis”, disse ele.

Pacientes com necessidades especiais são atendidos na Associação de Equoterapia de Alagoas

Olívia de Cássia - Repórter - Foto: Paulo Tourinho
Em Alagoas, pacientes com necessidades especiais como paralisia cerebral, autismo, síndromes genéticas, pessoas que sofreram acidentes, com deficiência mental e um leque de outras situações podem ser atendidas com o tratamento de equoterapia, método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais.
Clarice Macedo é psicóloga, instrutora de equitação da associação e falou à reportagem sobre as atividades desenvolvidas

O tratamento em Maceió é feito pela Associação de Equoterapia de Alagoas, que está localizada no bairro do Benedito Bentes, em frente ao Sistema Pratagy. Clarice Macedo é psicóloga, instrutora de equitação da entidade e explica que os desafios são muitos. “Hoje a Associação de Equoterapia de Alagoas não atende convênio; atende uma clientela particular e pessoas que não têm condições de desembolsar o valor para fazer o tratamento: a associação faz a seleção de alguns e dá o tratamento gratuito”, observa.
Clarice conta que a equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos físico e psíquico. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.
A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.
Segundo Clarice Macedo, a equoterapia utiliza o passo do cavalo, não é o trote e nem o galope; aquela caminhada que produz um movimento tridimensional e que leva a uma série de estímulos neurológicos para o organismo: “Esse é que é o segredo da equoterapia; envolve muitas dificuldades e necessidades especiais”, disse ela.
Atualmente a entidade tem em média 30 a 35 pacientes que são atendidos pelos terapeutas. A clínica pertence ao clínico geral e psicólogo Bráulio Cavalcante. A equipe de reportagem do site Primeiro Momento fez uma visita ao local, mas o médico não estava; Clarice Macedo nos recebeu e passou todas as informações.
CONVÊNIO
Clarice Macedo conta que 60% das pessoas que são atendidas pela filantropia da instituição faziam parte de um convênio com a Secretaria de Saúde do Estado, mas o contrato não foi renovado até o momento. Desta forma, a instituição faz uma triagem e pessoas que avalia que têm uma carência muito grande e não fazem outra atividade são atendidas no local. “Cada terapeuta apadrinhou uma ou duas crianças; tentamos encaixar o máximo dentro da nossa possibilidade, o que podia”, observa.
A Associação de Equoterapia de Alagoas funciona num local amplo, com estrutura partilhada, onde a natureza se faz presente em cada canto, com vários animais. A entidade rabalha com um educador físico; uma pedagoga; uma psicopedagoga; uma psicóloga e o médico Bráulio Cavalcante. O tratamento particular, uma vez por semana, sessão de trinta minutos, custa R$ 180; o equivalente a R$ 45, por sessão.
Abnegação e dedicação fazem a diferença na AEA
 “A AEA atende pacientes com paralisia cerebral, autismo (que é a grande clientela), síndromes genéticas, pessoas que sofreram acidentes, pessoas com deficiência mental, um leque de atuação, que envolve muitas dificuldades e necessidades especiais”. Clarice Macedo explica que a Associação foi fundada por um grupo de abnegados, em Alagoas em 1995.
Funcionou na cavalaria, mas devido aos custos que são altos fechou. As pessoas que montaram a entidade estavam contando com o apoio do Estado, segundo ela, mas o apoio não chegou da forma que deveria e em 2003 a clínica foi reaberta na atual sede pelo médico e psicólogo Bráulio Cavalcante. “Ele começou a fazer psicologia e na faculdade conheceu a equoterapia e achou interessante: viajou para conhecer o método, já tinha esse espaço, já trabalhava com cavalos e resolveu trazer para cá”, comenta.
A psicóloga e instrutora de equitação da AEA também destaca que atualmente a clínica trabalha com três cavalos: dois trabalham e um fica na reserva para tirar folga dos outros. “Às vezes um adoece ou está mais cansado e a gente faz um rodízio. Em relação à raça, não tem uma específica para trabalhar com o método; na realidade, o melhor cavalo para a equoterapia é o mais dócil, não pode ser muito alto, para que o terapeuta tenha mais acesso, bem treinado e saudável. Isso é que é o mais importante”, avalia. 
A psicóloga destaca os resultados positivos do tratamento para os portadores de necessidades especiais: “Ontem uma avó de uma paciente estava comentando que vai completar um, mês que a neta está fazendo equoterapia e já está percebendo melhoras. Ela disse que até a escrita da criança melhorou”, pontua. A Associação também utiliza pedagoga para trabalhar a parte pedagógica dos pacientes, na piscina, foca num determinado tratamento, dependendo do paciente e do tipo de problema, tratamento lúdico.
LIVRO
Clarice destaca que no próximo mês de junho o médico Bráulio Cavalcante lança um livro falando dos benefícios da equoterapia, com autistas. No trabalho o médico conta um estudo de caso do primeiro autista da clínica que quando chegou ao local o pai do garoto não tinha esperança nenhuma de melhora, tal o grau do problema. Segundo ela, a criança agredia todo mundo, e quando surgiu a ideia da equoterapia o rapaz foi selecionado para fazer o tratamento.
“Esse menino corria na chácara, tomava banho de piscina nu, amassava garrafa pet; e Bráulio começou a trabalhar com ele e foi algo incrível. Para resumir hoje ele frequenta congressos, viaja com os pais, é uma evolução que ninguém esperava: nem o mais otimista”, avalia.
Mães e pai falam dos desafios de ter um filho especial e reclamam da falta de convênio
 Foto: Paulo Tourinho
Rosângela Alves reclama da falta de cuidados do governo com portadores de necessidades especiais
 Rosângela Maria da Trindade Alves é farmacêutica e mãe de Felipe, de treze anos, autista. Ele já faz equoterapia desde os quatro anos de idade e a evolução do tratamento, segundo ela, é muito significativa. “Meu filho vem fazendo não só a equoterapia, mas as outras terapias associadas, como ocupacional, fono, fisioterapia e o desenvolvimento dele só vem a ganhar”, explica.
Segundo Rosângela Alves, a terapia que faz bem melhor e que tem o maior grau de evolução para Felipe é a equoterapia. “Faz um bem muito grande a ele; no momento em que ele está com o cavalo, ele consegue uma interação social boa, interage e conversa com as pessoas”, observa.
A mãe de Felipe reclama que o governo não se importa. “O tratamento é particular, porque o SUS não cobre. O dinheiro que é para repassar para o tratamento de equoterapia não é repassado e o tratamento tem muitas despesas para a clínica arcar com as despesas. Aqui tinha convênio com o SUS, mas não tem mais; o governo não repassa, infelizmente é isso que acontece”.
Rosângela Alves reclama que pai e mãe de especial tem que arcar com o tratamento, porque o serviço público não funciona. “É vergonhoso para o nosso Estado, muito vergonhoso, ter um governo que pode custear esse tratamento para as crianças, que é um direito delas e não o faz”, pontua.
A mãe destaca que percebeu a deficiência do filho loco cedo. “Eu percebi o comportamento dele, diferente, muito cedo. Com dois anos, quando começou a ir para a escola, a tia me dizia: ‘Ele não gosta de ficar junto com os colegas, ele passeia na escola o tempo todo’. Eu achava que como ele era muito pequeno, ia frequentar a escola e iria ser normal. O mais velho nunca me deu trabalho e ele era mais ativo do que o irmão”, conta.
Segundo a mãe de Felipe, quando ele estava com três anos e meio, a psicóloga achava que ele tinha problema de audição. “Foi uma busca, psiquiatra, neuro, pediatra e não conseguia fechar um diagnóstico, porque ele tem uma hiperatividade acentuada e os médicos achavam que era só hiperativo, mas eu sabia que ele tinha algo”, reforça.
Rosângela Alves explica que conseguiu falar com um especialista na área de autismo: “Eu precisava do fechamento do diagnóstico para tratar. Aí fui a Recife conversar com o médico e ele passou o tempo todo comigo conversando e perguntando como tinha sido a gravidez, até que ele observou Felipe, cinco minutos depois e disse que ele é autista”, relata.
A partir daí a mãe começou a agir e procurou estudar sobre o problema. “Estou mais na área do autismo do que na minha própria área (farmácia). Tudo o que eu via de novidade sobre o autismo eu tentava até por em prática, mesmo em casa e daí ele só vem tendo evolução, mesmo a gente com a intuição materna”, destaca. 
Felipe estuda em uma escolar e faz parte da Associação de Autistas de Alagoas, entidade particular, criada por pais de portadores do autismo. Objetiva trazer profissionais de fora para acompanhar os meninos. “A experiência que vem de fora é muito boa, uma troca de conhecimentos”, observa.
Seu Manoel Farias é pai de uma autista de 24 anos que também faz o tratamento na clínica, há dois anos, uma vez por semana. Ele disse que a evolução do quadro da filha agora é bem melhor. “Ela fica bem mais tranquila, às vezes ela vem nervosa, mas quando faz o treinamento no cavalo ela melhora”, explica.
Dona Maria Marilei da Silva é mãe de um rapaz de 29 anos, com paralisia cerebral, porque ela teve problema na hora do parto e disse que a criança passou da hora de nascer. O filho de dona Marilei Silva começou o tratamento há pouco tempo, porque o convênio com o SUS acabou e ela não teve mais condições de pagar.
Essa mãe faz parte da triagem que a AEA faz para atender casos de pessoas carentes. “Eu falei com a doutora Clarice que não tinha condições de pagar, aí ela disse: ‘a gente dá um jeito; ela é maravilhosa; quando ele vem e ela não pode atender ele fica estressado”, conta. Segundo dona Marilei, é preciso muita dedicação e amor a vida inteira, para cuidar de crianças com necessidades especiais: precisa apoio da família e da união de todos.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Venho de andanças

Olívia de Cássia – jornalista

Venho de andanças que me fizeram chegar até aqui; não tenho mais tempo de reclamar de nada, arrependimentos ou lamentações, pois tive a oportunidade de fazer grandes descobertas e ter entendimento da essência do que é o ser humano e cada dia isso tem me surpreendido.

Com a maturidade chegada, tive a oportunidade de mudar o meu interior e fazer uma grande reforma íntima, um despertar do meu lado onde estavam guardados os mais profundos dos meus sentimentos. Foi o início para uma incrível caminhada de autoconhecimento do meu interior e agradecer, sempre, ao criador, ou seja a que entidade de luz da natureza por ainda persistir por aqui.  

A tarde vai caindo e faz um calor insuportável em Maceió, trazendo a lembrança dos nossos paraísos de praias e lugares maravilhosos que temos em nosso Estado e que tenho saudade de ir. Peço forças nas pernas e um pouco de prumo para tocar a vida, ter um pouco de conforto para terminar meus dias solitários de solteirice e de muita atividade ainda.

O bom da terceira idade com lucidez é que podemos dar rumo às nossas vidas, ser os próprios condutores da liberdade que tanto sonhamos. A liberdade é uma das maiores conquistas do ser humano: uma dádiva.

Não há nada mais valoroso e tão suave do que a liberdade. Quem defende a volta de um regime criminoso e violento, com impedimentos dos direitos humanos, não calcula, não tem noção do quanto foi difícil conquistar o regime democrático.

Os anos se passaram, novas gerações surgiram, mas muitos jovens vivem à margem (alheios) ainda ao que se passa no cotidiano: é como se tivessem sido anestesiados, contaminados com a desinformação, a falta de leitura, a falta de aprofundamento das ideias e de interesse de lutar por caminhos justos.

Vejo alguns exemplos tão próximos de mim, mas não posso interferir para que essa realidade mude e entendo como é complicado o ser humano: cada um com suas particularidades, suas demandas e suas vontades.

Não posso interferir na vida dos outros, da mesma forma que nunca quis que os outros tentassem interferir na minha, mesmo que essa vontade fosse para o meu bem, muitas vezes. Depois que a gente vai ficando idosa vai percebendo alguns nuances do comportamento humano e percebendo o quanto fomos infantis ou irresponsáveis em certa parte da vida.

E  lembro da minha saudosa mãe e das suas preocupações dela com aquela filha tão rebelde que nunca sossegava e que sempre lhe trazia tanta dor de cabeça e insatisfação. E hoje bateu aquela saudade dela e do meu pai: quanta falta eles ainda me fazem na vida, cada dia mais.


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Grupo Mamulengo das Alagoas já se prepara para o forró

Olívia de Cássia - Primeiro Momento

O Grupo Mamulengo das Alagoas já está se preparando para as apresentações do São João em Maceió e segundo o alagoano Célio Herculano da Silva, criador da dança da boneca, está passando nas redações para divulgar o seu trabalho, que tem na agenda apresentações em todo o país.
Grupo Mamulengo das Alagoas já está se preparando para as apresentações do São João em Maceió - Fotos: Paulo Tourinho
Recentemente, Célio Herculano participou de apresentações em rede nacional, na Record, programa do Faustão. “Já gravei também no Jô Soares, Ratinho, Gugu, Altas Horas, Programa Livre, A Praça é Nossa. Eu me apresento há 21 anos e graças a Deus está dando certo. Estava em São Paulo e como está chegando o São João, retornamos a Alagoas, para fazer as apresentações em eventos de Maceió ”, comenta.
Célio, que também é bailarino e personal, conta que começou a dançar em grupos folclóricos ainda criança, depois nas quadrilhas. Aos 19 anos criou o seu grupo de dança com a coreografia do Mamulengo, o boneco e a boneca, com a intenção de transmitir a cultura popular nordestina da dança e do forró.
O enredo do grupo conta a história de um boneco que toma vida com o forró, pois o ritmo da zabumba faz bater o seu coração, o triangulo balança sua cabeça e a sanfona estremece o seu corpo.
Quando juntos, os três instrumentos acordam o boneco com o som da música e ele toma vida dançando com a boneca de pano. Herculano é filho de artista plástico, seu pai criou o personagem do boneco e sua mãe, costureira, foi quem montou e costurou.

FOLCLORE

O Mamulengo conta as histórias do folclore que estão se perdendo, aquelas que envolvem coronéis e personagens nordestinos. E Célio Herculano relata: “Contamos a história do personagem das Alagoas, o matuto que casa a pulso e aquelas histórias dos fazendeiros, dos coronéis de antigamente, que o cabra pegava a filha de Maria e aquele senhor que morava no povoado ia até o coronel e dizia: ‘senhor, José pegou Maria e fugiu’ e o coronel dizia; ‘então ‘pegue dois cavalos bons, dois capangas machos e vá buscar o bicho onde ele quiser e o bicho vai casa ou capa...”, explica.
Segundo o artista, no repertório do grupo estão os forrós pés de serra, músicas de raiz, que embalaram as festas da Região Nordeste em tempos atrás, mas atualmente o grupo está inserindo outras propostas contemporâneas, atendendo pedidos do público.
Célio Herculano também está buscando patrocínio para suas apresentações e lamenta alguns descasos com a cultura local. “Não gosto nem de comentar, pois a gente precisa ir atrás deles, é triste. Criei alguns projetos e tive que bater de frente com alguns secretários, porque fui enganado e a gente agora está indo sozinho. O projeto só, enfrentando e procurando apoio de empresários, produtores culturais e prefeitos, pois meu sonho é divulgar Alagoas. Fui e divulguei o Estado e consegui gravar dez minutos com a Rede Record e vou voltar para outras programações.”, observa.
Célio explica que também participa de projetos como festas de formaturas, casamentos e aniversários, se apresentando com a boneca. “Dia 6 de junho vou fazer a formatura de Medicina; estamos voltados para Maceió e em busca de apoio local”, ressalta.
Quem quiser contratar o grupo para apresentações o contato é: 8875-2303 e 9995-2379.

domingo, 5 de abril de 2015

Primeiro Guia Brasileiro sobre falcoaria foi apresentado em encontro, em Satuba

Olívia de Cássia - 1momento.com.br


O primeiro guia brasileiro sobre falcoaria foi apresentado neste sábado, 4, em um encontro que está sendo realizado, com 22 falcoeiros do Rio Grande do Norte; Bahia; Sergipe; Alagoas e Pernambuco, desde sexta-feira e termina neste domingo, 5, em uma fazenda em Satuba, Alagoas.




Falcoeiros do Rio Grande do Norte; Bahia; Sergipe; Alagoas e Pernambuco, se reuniram para debater e trocar experiências - Fotos: Fotos: Olívia de Cássia e Paulo Tourinho. 

O guia será lançado virtualmente na segunda-feira e segundo o presidente da Associação Nordeste de Falcoaria (ANF), Dorival Lima Filho, a entidade resolveu elaborá-lo, porque queria avaliar os sócios e ver quem estaria apto para criar e treinar uma ave de rapina.
“Não existe literatura sobre a falcoaria em Português no Brasil e a gente não poderia cobrar dos sócios o conhecimento; daí resolvemos criar o livro para que o pessoal pudesse estudar e passar por uma avaliação; vai ter uma prova teórica e depois o aluno de falcoaria passa pela prática, para se tornar falcoeiro, pela associação”, observa Dorival Lima.
A ANF tem 34 sócios fundadores de todo o Nordeste e os encontros que são realizados pela entidade, segundo o presidente, têm palestras e outras atividades, mas o que está sendo realizado em Satuba tem o objetivo de trocar experiências.
No encontro, estão participando: 14 gaviões asa de telha, dois falcões kiri-kiri, dois de coleira, e um carcará que pertence ao Ibama. “Cada falcoeiro tem uma maneira de treinar o animal, método que às vezes difere um do outro; o encontro é também para ver a questão dos voos e outras particularidades da falcoaria”, pontuou.
Jônatas Lins é falcoeiro há quatro anos em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, e disse que “o encontro dos falcoeiros é essencial para a troca de experiência, para divulgar a prática e para absorver o pessoal que está começando, incentivar e ensinar um ao outro”, observa.
Segundo Jônatas Lins, a falcoaria em Pernambuco está bem: “Estamos em três, aqui no encontro. A falcoaria lá está tendo espaço como em todo Nordeste; lá em Recife também trabalha com controle ambiental e da fauna”, argumenta.
Alesssandra Oliveto é diretora da ANF, estuda sobre falcoaria há dois anos; é mineira, engenheira, gestora ambiental e trabalha em Maceió há dois anos, numa empresa de controle de fauna.
Segundo ela, a troca de experiências nesses encontros é muito importante. “Às vezes a gente dá o comando e o bicho não atende e outra pessoa vem e tem o feeling de dizer o motivo de o bicho não estar atendendo o comando, está chamando desse jeito”, detalha.
Segundo Alessandra Oliveto, “esses bichos, muitas vezes, eles treinam a gente. Se percebem que estamos dando muita recompensa, eles começam a voar para recebê-la e não é interessante para quem trabalha com controle, porque na hora de pegar, se eles ficarem voando, a presa percebe e foge”, explica.

Novo Acordo Ortográfico que começa a vigorar em 2016 não agrada


Professor Nilton Resende acredita que a escrita e a leitura são melhores formas de assimiliar mudanças


Professor Nilton Resende acredita que a escrita e a leitura são melhores formas de assimilar mudanças. Foto: Arquivo pessoal


Normas começam a vigorar de fato em 2016 e professor diz que recorre à internet quando tem dúvidas


Olivia de Cássia - Repórter\Tribuna Independente

A partir de 1º de janeiro de 2016 o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa estará vigorando oficialmente. Em 2012, o governo brasileiro adiou por mais três anos o início da obrigatoriedade, mas a mudança não agradou a muita gente. Segundo o que foi publicado à época, o acordo objetiva padronizar as regras ortográficas e foi assinado em 1990 com outros países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O professor universitário de Português e ator de teatro Nilton Resende disse que não gostou. “Eu não assimilei ainda as novas regras; sempre que preciso escrever, vou à internet e procuro saber como ‘devo’ escrever uma palavra atingida pela reforma”, confessa.
O professor ressaltou que não quis e não quer estudar as novas regras. “Com o passar do tempo, creio que, pela pesquisa para quando eu estiver escrevendo e pela leitura de livros escritos sob a nova regra, estarei familiarizado. A melhor dica para saber a língua é lidar com ela: ler, escrever, conversar, usar. Tornar-se íntimo dela”, destaca.
Nilton Resende acha a determinação desnecessária e hipócrita. “Acho que foi bom para que as editoras ganhassem uma enormidade de dinheiro com as reedições. E bom também para a ilusão de que somos iguais, o que é besteira. O belo é falarmos a língua portuguesa, e ela, em cada país, ter características distintas. Que história de unidade da língua? Cada país tem suas especificidades, e o mesmo se dá com a língua”, pontua.
Indagado se as novas determinações ortográficas vão afetar muita coisa no material que já está publicado, o professor Nilton Resende diz que já afetou, “havendo reedições que tiraram dinheiro do bolso dos estudantes e deram dinheiro às editoras e gráficas e distribuidoras”, reforça.
O professor avalia também que a falta de conhecimento dessas regras, apesar de serem poucas as mudanças, prejudicará os candidatos em provas de concursos. “Se no concurso elas forem cobradas, afetará. Para mim, todo certame deveria informar se as questões serão corrigidas de acordo com a reforma. Afinal, enquanto não for obrigatória, creio que temos o direito de escolher entre usar ou não a língua com essas mudanças”, destacou.
Nilton Resende disse ainda que não é a pessoa mais indicada para dizer se as pessoas poderão continuar a escrever das duas formas. Segundo ele, as mudanças estão em qualquer manual de ortografia e quanto às pessoas que fazem concurso correrem o risco de tirarem notas baixas nos exames, ele avalia que isso vai depender do exame em específico.
“Já tivemos outras reformas, e muitas vezes eu vi pessoas mais velhas escrevendo de acordo com as regras anteriores. Isso vai continuar existindo. No mais, fui contra a retirada do trema”, complementou.
Doutorando em Língua Portuguesa e Espanhol diz que não é uma questão de ser contra ou a favor
O também professor Eudes Correia Santos está terminando sua tese de doutorado em Serra Talhada, Pernambuco, e por e-mail diz à reportagem da Tribuna Independente que não é uma questão de ser contra ou a favor, mas sim de se adequar ao que é preconizado pelo Novo Acordo Ortográfico. “O que posso dizer é que tais mudanças podem aproximar a maneira como os falantes de tais países escrevem a língua portuguesa, mas nunca haverá uma unificação do que por natureza não se unifica”, destaca.
Segundo o professor, a forma de internalizar as novas regras é o exercício da escrita. “Não adianta inventar e/ou decorar fórmulas. O que tem quer ser feito é tomar as novas regras, assim como toda e qualquer regra gramatical, como fonte de consulta e, para isso, ter uma boa Gramática Normativa é essencial”, orienta.
O doutorando observa que o que ocorre é que essas mudanças não têm relação com mudanças na língua (portuguesa), mas sim com mudanças na escrita, uma convenção.  “A tentativa de ‘unificação’ da escrita de falantes de uma ‘mesma’ língua, como por exemplo, a dos falantes dos países de língua portuguesa, nunca irá ocorrer, tendo em vista a heterogeneidade da língua”, avalia.
Doutorando Eudes Correia: ‘Há tentativa de aproximar linguagens’ (Foto: Arquivo pessoal)
O que irá acontecer, segundo Eudes Santos, “é a adequação do material conforme as novas regras. À medida que as editoras publicam novas edições do material, elas mesmas já vêm ou deveriam vir com as alterações na escrita”, sugere. O doutorando entende também que a falta de conhecimento dessas regras, apesar de serem poucas as mudanças, prejudicará os candidatos a concursos: “Por isso cada estudante tem que pegar uma gramática e tentar internalizar tais regras”, explica.
O professor Eudes Santos reforça que, para se escrever o que é determinado oficialmente, as pessoas têm que estar de acordo com as mudanças: “Foi para isso que as regras foram feitas. A dificuldade, para mim, é a mesma que se tem em estudar as regras antigas. Os estudantes mal têm conhecimento das regras anteriores e ainda terão que entender as novas”, destaca.
Ele avalia que as principais e maiores mudanças no Novo Acordo têm relação como o uso do hífen: “São regras bem especificas que regem o uso deste sinal gráfico e os principais problemas que os alunos e professores vão enfrentar vão além do ensino e da aprendizagem das regras ortográficas. Eles são de natureza maior, voltados para o ensino e a aprendizagem da escrita, falo de uma forma mais ampla, escrever não é, somente, usar bem as normas ortográficas”, argumenta.
O professor entende também que, no caso dos concursos, os editais, em sua maioria, já exigem dos alunos o conhecimento das novas regras e para candidatos a uma vaga pública, “a falta de conhecimento poderá afastar a realização do sonho”, avalia.
Estudante de Jornalismo e assessor diz que não gostou
O estudante de Jornalismo e assessor da Secretaria de Turismo de União dos Palmares (Setur-UP), João Paulo Farias, disse que não gostou do Novo Acordo. “Não gostei, pois como toda novidade a gente demora a se adaptar e quando ele foi implantado em 2009, com a vigência ainda não obrigatória, eu estava concluindo o ensino médio, então eu teria que aprender novas regras”, observa.
João Paulo Farias destacou que indiretamente está por dentro das regras, “pois escrevo quase que diariamente no meu trabalho e faço os trabalhos da faculdade. Uso no meu computador o programa Word 2013, que é uma versão mais atualizada e já vem com as novas regras, mas quando termino o texto, dou uma revisada, pois como a língua portuguesa tem muitas regras, às vezes você deixa simples erros passarem despercebidos”, pontua.
Estudante João Paulo recorre à internet sempre que as dúvidas sobre as mudanças aparecem (Foto: Arquivo pessoal)
O estudante de Jornalismo ressalta que a regra que aprendeu com mais facilidade foi a do trema: “Como também algumas palavras que perderam o acento, como por exemplo, Assembleia. As outras confesso que ainda não me aprofundei, pois são bem complicadas”, avalia.
Questionado se passou por alguma atualização, João Paulo disse que também, assim como o professor Nilton Resende, que recorre à internet quando tem dúvidas, ou ao próprio programa de editoração de texto do computador.
“Não gostei das novas normas, pois você passa anos estudando uma série determinações e da noite para o dia, boa parte destas mudam, fica complicado desaprender tudo. Como a língua portuguesa é muito difícil, vejo que, para quem está começando a estudar agora, será mais fácil aprender as regras”,  entende.
ENSINO MÉDIO
O concluinte do ensino médio João Pedro Magnani Correia Harry terminou o ensino médio no final do ano passado e disse que por um lado o novo acordo é bom, por tirar alguns acentos desnecessários e mudar (simplificando algumas palavras) “mas, por outro, é um pouco confuso, principalmente na construção de uma redação, onde o hábito às vezes prevalece”, observa.
Segundo João Pedro, a principal dificuldade que tem é na redação “pois o hábito atrapalha bastante”. A escriturária Maria Elisabeth Guimarães disse que  escreve poesias e não gostou da exclusão do trema e da retirada do hífen em algumas palavras. “Tirar o trema de palavras como linguiça, tranquilo e outras não foi uma boa ideia. Já adotei nos meus textos, mas ainda acho muito estranho”, observou.
Conheça algumas mudanças nas regras
Segundo o novo acordo, de modo geral, deixa de se usar hífen em palavras prefixadas. Por exemplo, passa a escrever-se codependente e contraindicação em vez de co-dependente e contra-indicação. Mesmo nos casos em que o segundo elemento da palavra prefixada começa por r ou s deixa de se usar hífen, duplicando-se antes essa letra: antirrevolucionar e não anti-revolucionar, contrassenha e não contra-senha.
No entanto, segundo a regra, continuam a existir alguns casos em que o hífen é usado em palavras deste tipo: quando a palavra prefixada começa por h (anti-herói) e quando a última letra do prefixo é igual à primeira letra da palavra prefixada (mantém-se contra-ataque, por exemplo).  Há ainda alguns prefixos que levam sempre hífen: ex- (com sentido de anterioridade) e prefixos com acento gráfico, como pré- e pró-. Em todos os outros casos, as palavras prefixadas não são divididas por hífen.
As locuções, quando o eram, deixam de ser escritas com hífen: fim de semana e não fim-de-semana; cor de vinho e não cor-de-vinho. Passa a ser obrigatório (anteriormente era opcional) repetir o hífen na linha seguinte nos casos em que a translineação se faz onde exista já um hífen: anti-/-incêndio.
FORMAS
As formas monossilábicas de haver deixam ser ligadas por hífen à preposição de: há de e não há-de. O uso do acento circunflexo ou agudo nas vogais e e o passa a depender da forma como essas vogais são lidas em cada país. Visto que a pronúncia de palavras como tônico / tónico é diferente no Brasil e nos restantes países, na prática continua a escrever-se da mesma forma: em Portugal e em Timor continua a escrever-se tónico, no Brasil mantém-se a forma tônico.
Algumas palavras que antes tinham acento gráfico apenas para serem distinguidas de homógrafos (ou seja, de palavras que se escrevem da mesma forma) deixam de ser acentuadas com o AO: assim, escreve-se agora pelo e não pêlo, deixando de se distinguir da contração da preposição por com o artigo definido o. Da mesma forma, passa a escrever-se pela e não péla, para e não pára (imperativo singular do verbo parar).
Segundo as novas regras, os ditongos tónicos na penúltima sílaba deixam de ser marcados com acento gráfico: assim, palavras como jóia e paranóico passam a escrever-se joia e paranoico. No Brasil, esta regra aplica-se também às palavras com ditongo ei tónico, que no Brasil eram até aqui escritas com acento e passam a ser escritas como nos restantes países, ideia e nucleico.
As formas verbais de verbos cujo infinitivo termina em -guar, como desaguar, e em -quar, como adequar, com u acentuado depois de g ou q, deixam de ser marcadas com diacrítico - adeque e não adeqúe para o conjuntivo presente e o imperativo de adequar. No Brasil, também desaparecem os acentos gráficos nas vogais tónicas i e u quando são antecedidas de um ditongo: baiúca passa a escrever-se baiuca, saiinha passa a ser a forma correta da palavra que antes se escrevia saiínha.
Ainda de acordo com a regra anterior, nos casos em que a pronúncia de uma palavra varie quanto à pronúncia de c ou p, ambas as formas são aceitáveis, sendo a consoante escrita opcionalmente ou de acordo com a pronúncia dominante em cada país. Assim, detectar será aceite no Brasil, mas nos restantes países a norma aconselhará detetar. Da mesma forma, deverá poder escrever-se em todos os países caraterística ou característica, refletindo a variação existente na oralidade nos espaços em que o português é falado.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Encontro de falcoeiros em Satuba terá lançamento do 1º Guia Brasileiro sobre o tema

Olívia de Cássia – Repórter
Nos dias 3, 4 e 5 de abril de 2015, estarão reunidos em Satuba falcoeiros de todo o Nordeste; a ocasião marcará o lançamento do livro "A Arte da Falcoaria - 1º Guia Brasileiro" e até o momento está confirmada a presença de falcoeiros e estudiosos das aves de rapina dos seguintes estados: Alagoas, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte. Na ocasião haverá uma troca de experiência entre os falcoeiros e eles colocarão as aves para voar.
O livro
A Arte da Falcoaria – 1º Guia Brasileiro Escrito pelos diretores da Associação Nordeste de Falcoaria e Conservação de aves de rapina (ANF), que tem como presidente o falcoeiro alagoano Dorival Lima, será lançado no próximo dia 6 de abril, quando iniciarão as vendas na loja virtual do site www.anfalcoaria.com.
O público-alvo são falcoeiros, apreciadores e interessados em obter informações sobre a arte de falcoaria e sobre a biologia das aves de rapina. O livro tem  208 páginas, colorido e com ilustrações. O valor de cada exemplar é de R$ 100, para sócios, e R$ 150 para não-sócios.
A arte da Falcoaria - 1º Guia brasileiro" tem como principais objetivos: ensinar as técnicas de falcoaria (treinamento de falcões, gaviões e águias para a caça); reunir informações acerca das aves de rapina; reunir informações acerca da falcoaria; democratizar o acesso as informações sobre a Falcoaria, através da literatura em Português do Brasil; servir de referência bibliográfica para outras obras a respeito da falcoaria.
“No Brasil não existe literatura em nossa língua pátria disponível a respeito da falcoaria;  os antigos, novos falcoeiros e amantes de aves de rapina utilizam-se de fóruns, sites e livros principalmente em Inglês ou espanhol para terem conhecimento sobre o tema”, observa Dorival Lima, presidente da ANF.
A falcoaria ou cetraria é a arte de criar, treinar e cuidar de falcões e outras aves de rapina para a caça. Tradicionalmente, tanto na Europa como na Ásia, a falcoaria sempre esteve ligada à nobreza, à arte de caçar com auxílio de aves.
Em Maceió, Dorival Lima e outros falcoeiros são adestradores de gaviões de uma empresa especializada no ramo, que está nesse mercado alagoano desde 2011. Segundo ele, existem poucos adestradores em todo o Estado.
Autodidata, ele explica que há 15 anos faz esse tipo de treinamento em Maceió. “Aprendi a treinar lendo livros e em sites, tudo em espanhol, porque não existe literatura nacional sobre o assunto”, observa.
 Segundo Dorinho, como é mais conhecido o empresário, também em Alagoas, os gaviões são treinados para fazer o controle de fauna nociva (pombos). As aves capturam pombos e pardais e qualquer outro animal que sejam treinados para caçar e cada animal capturado por eles são resgatados pelo treinador, que dá uma recompensa ao animal (comida).
UNESCO
Em 2010 a Unesco  reconheceu a importância da Falcoaria e conferiu a ela o titulo de Patrimônio cultural imaterial da humanidade. A falcoaria, técnica de adestramento de aves de rapina para a captura de presas, tem ganhado cada vez mais popularidade no Brasil devido à adesão de grandes empresas privadas e públicas de serviços que utilizam a atividade para o controle de fauna.
“Estamos caminhando para que esta arte seja transformada em uma cultura forte em nosso pais, pensando nisso o corpo diretor da ANF decidiu escrever este livro,. O presente projeto já pode ser considerado uma relevante contribuição à construção do conhecimento sobre a Falcoaria Brasileira”, observa.
SOBRE OS AUTORES
Dorival Lima é  biólogo e falcoeiro, presidente da ANF, proprietário de uma empresa de controle de fauna que utiliza falcoaria chamada: Falcontrol Serviços Ambientais.  Alessandra Oliveto, gestora Ambiental, é falcoeira e diretora tesoureira da ANF, gestora ambiental/ falcoeira da Falcontrol Serviços Ambientais.
Eduardson Soares é graduando em Medicina Veterinária; é falcoeiro e diretor de Marketing da ANF, falcoeiro da Falcontrol Serviços Ambientais.  Duílio Lobo, graduando em biologia, é falcoeiro e diretor cientifico da ANF, falcoeiro da Hawk Service Serviços Ambientais.
 Roberto Citelli, graduado em Medicina Veterinária, é falcoeiro e Diretor Técnico da ANF, médico-veterinário do Parque Zoobotanico Arruda Câmara - PB. Dorival Lima (presidente),
Alessandra Oliveto (diretora tesoureira), Duílio Lobo (Diretor Científico), Eduardson Elias (Diretor de Marketing) e Roberto Citelli (diretor técnico).

Experiência de quase morte

 Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...