quarta-feira, 9 de abril de 2014

Causa do acidente ainda não foi esclarecida

Olívia de Cássia – Repórter
(Foto: Tribuna Hoje)

A causa do desabamento de um dos silos do Moinho Motrisa, na Avenida Comendador Leão, na tarde de segunda-feira, 7, ainda não foi esclarecida . Segundo o assessor de Marketing da empresa, Rafael Benedict, as famílias que foram retiradas das casas estão sendo assistidas e foram deslocadas para hotéis da Pajuçara e Ponta Verde, em Maceió.
Os proprietários das vinte e três casas da Vila Nossa Senhora do Carmo, local mais atingido pelo desabamento de uma das torres, serão indenizados e Rafael Benedict observou, no final da tarde de ontem, que muita informação está sendo passada sem ter veracidade. “O Moinho Motrisa está dando e dará toda a assistência aos moradores”, pontuou.
 Segundo o assessor de Marketing, não foi confirmado se a causa do desabamento teria sido uma explosão. “Quem vai dizer e o laudo técnico, que deve ficar pronto em alguns dias; é difícil explodir um moinho e ainda é muito cedo para dizer; a reunião desta tarde deverá tirar as estratégias e ações a serem tomadas daqui por diante”, disse.
 Sobre possíveis prejuízos que o desabamento tenha causado  à empresa, Rafael observou que nesse momento o mais importante é dar assistência às famílias, acomodando  o pessoal primeiro.
MP
 A reportagem da Tribuna Independente ligou ontem à  tarde para o Ministério Público Estadual (MPE) para saber se a instituição vai abrir investigação sobre o caso. A assessoria informou que o procurador Sérgio Jucá está viajando, mas  a informação é a de que a priori o MP não vai interceder, a não ser que seja provocado.
“O MP vai aguardar a relatoria do inquérito e se for solicitado, o procurador geral do Estado, (Sérgio Jucá), designará  um promotor”, observou.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Desabamento no Moinho Motrisa causa tumulto e deixa trânsito congestionado

Tribuna Hoje (foto)

Olívia de Cássia – Repórter

O desabamento de uma das três torres do Moinho Motrisa, na Avenida Comendador Leão, no bairro do Poço, na tarde de ontem, causou pânico e susto aos moradores da região e adjacências, soterrando carros e pessoas e causando tumulto. 

O acidente mobilizou várias viaturas do corpo de Bombeiros, moradores, Serviço de  Atendimento Médico de Urgência (Samu), Bope, Polícia Civil e outras unidades foram acionadas.

Segundo informações que circularam no local, na hora do acidente o sinal do cruzamento da Avenida Comendador Leão estava fechado e a confusão se estabeleceu. O trânsito foi desviado e os curiosos e a imprensa foram orientados a afastarem-se e ficarem longe, porque as outras torres cilíndricas corriam o risco de desabarem também. Há suspeitas de que tenha havido explosão, mas as causas do acidente ainda vão ser apuradas pelas equipes técnicas.

Vagner Falcão é dono de um cartório que fica vizinho ao moinho e disse que ouviu um grande estrondo, que parecia ser de um tsunami. “A ficha ainda não caiu, tinha várias pessoas no meu cartório, mas graças a Deus quem estava no local não foi atingido. Não sei se o acidente danificou alguma parte do prédio, mas todo mundo foi orientado a abandonar o local”, observou.

Seu Pedro Sobral era um dos clientes do cartório de Vagner Falcão e contou que escapou por pouco: “Eu estava no cartório quando ouvi o barulho, graças a Deus que eu não estava no carro;  se eu tivesse lá, tinha morrido, escapei por pouco”, ressaltou. O carro de Pedro Sobral foi danificado pelo acidente.

Seu José Damasceno, um popular que também estava no local, disse que estava trabalhando quando uma das colunas (silo) desabou e teve um susto muito grande: “Foi trigo para todo lado, o barulho ensurdecedor”, disse, entre assustado e nervoso.

A Vila Nossa Senhora do Carmo foi a parte mais atingida pelo acidente no Moinho Motrisa e os moradores foram obrigados a saírem de suas casas.  O jornalista Antônio Torres é morador do local há quarenta anos e estava sozinho quando aconteceu o acidente. A casa dele não foi atingida, mas o jornalista ressaltou que o moinho sempre foi uma preocupação dos moradores, porque já apresentava problemas com rachaduras.

 “Sempre teve problemas, onde tinha uma rachadura eles faziam enxertos até que chegou a esse ponto que é uma catástrofe. Eu estava sozinho, tenho uma pessoa que trabalha comigo, minha secretária, que teve que sair às duas da tarde e minha filha, que tinha almoçado comigo; uma vizinha da primeira entrada do lado esquerdo não estava em casa quando aconteceu, por isso que ela escapou”, disse.

O jornalista observou que o que aconteceu não se sabe e alguma coisa está embaixo desses escombros, e eu torço para que não sejam vidas humanas.  “Quem vai mais garantir que a gente tenha segurança morando aqui com esse moinho desse jeito?”, pergunta.

Antônio Torres disse que um coronel do Corpo de Bombeiros informou que os moradores da região teriam que evacuar o local, todo mundo sair de casa. “Quem tem familiar vai para a casa deles, quem pode deve procurar um hotel e eles vão ter uma avaliação técnica, acredito que até amanhã de como isso vai ficar”. Torres acredita que duas coisas podem acontecer na Comendador Leão: “Ou se mudam os moradores ou esse moinho tem que ser tirado daqui”, pontou.

Dona Geniza Correia de Araújo foi uma das pessoas resgatadas com vida e estava bem, apesar do susto e do nervosismo, mas policiais não deixaram que ela falasse com a imprensa.

A polícia de resgate,  guindastes, carro do Corpo de Bombeiros, máquinas e tratores foram usados para a retirada do trigo que soterrou carros e pessoas. Assim que o acidente ocorreu, em poucos minutos vários vídeos circularam na  internet e um deles foi o de um rapaz identificado como Thiago, que  gritava o tempo todo apavorado dizendo que o carro tinha ficado soterrado.

Policiais solicitavam a todo o instante para as pessoas se afastarem do local, inclusive a imprensa: “Pessoal, se afaste, facilite o nosso trabalho, vocês estão correndo risco ficando aqui, saiam, vão para perto do sinal”, gritavam os policiais.

sábado, 5 de abril de 2014

Jornalistas debatem comportamento de assessorado e assessor

Fotos: Olívia de Cássia
Jornalista Carlos Gonçalves
Oficina fez parte da programação do último dia do 36º Congresso Nacional dos Jornalistas

Olívia de Cássia – Repórter

Neste sábado, 5, no Centro de Convenções Rute Cardoso, em Jaraguá, os jornalistas debateram em oficina, “A complexidade do comportamento do assessorado e do assessor de imprensa diante nas mídias sociais”, no painel ‘O Jornalismo e a Democracia Contemporânea’, no último dia de programação científica do Congresso Nacional dos Jornalistas.

A palestra foi ministrada pelo jornalista Carlos Gonçalves, assessor dos Correios e estudante de psicologia e abordou as várias questões ligadas ao tema. Segundo o jornalista, algumas instituições já estão se preparando e elaborando um manual de conduta do assessorado para atuação nas mídias sociais.

“O manual deve conter os motivos para o assessor usar as mídias sociais (Facebook, Twitter, etc); princípios gerais da conduta, diplomacia e netiqueta; monitoramento dos perfis e canais em mídias sociais; penalidades e consequências do uso incorreto das mídias sociais, que podem resultar em advertência, suspensão e até demissão”, observa.


Carlos Gonçalves ressalta que algumas empresas em Alagoas já estão correndo contra o tempo e elaborando o seu manual, para evitar alguns constrangimentos como os que têm ocorrido, de alguns assessores falarem mal das empresas para quem trabalham.

Durante quase duas horas os jornalistas debateram quais seriam os caminhos apontados daqui por diante com relação à conduta dos assessores nas redes sociais e se é possível dissociar o perfil pessoal do trabalho. Segundo ele, não é possível.

“A internet ficou meio que terra de ninguém; tem gente que tem discernimento, mas outros sem noção. A forma (o manual) não é uma ditadura, é uma maneira de dizer que existem limites e diretrizes, pois existem pessoas que se acham no direito de esculhambar A, B e C e isso já está lhe enquadrando com determinado comportamento”, destaca.

Outra coisa que  o meio já está percebendo, segundo ele, é que alguns partidos políticos já estão fazendo manuais para seus filiados usarem as mídias sociais. “O PT está fazendo uma cartilha para orientar os militantes, as eleições vêm aí e tem que se preocupar com os candidatos ou quem quer que seja, sobre a exposição da sua imagem”, pontua.

Na oficina os jornalistas apontaram exemplos e debateram a respeito das limitações que um manual de conduta pode trazer. Carlos Gonçalves avalia que é necessário bom senso para se utilizar as redes e que os assessores devem se policiar a respeito do que estão postando em seus perfis.

“Não é impossível dissociar a sua conduta pessoal do trabalho que você exerce (no caso dos assessores). Se você está num local, mal vestido ou com conduta não muito adequada, as pessoas não vão te ver como a pessoa tal e sim como fulano, que é assessor da instituição tal. Hoje em dia tudo passa pelas redes sociais, queiramos ou não. É uma mudança de cultura e de comportamento e as pessoas estão fazendo uma viagem. Não se passa nada que não se coloque nas redes numa exposição desnecessária”, argumenta.  

Quem é

Carlos Gonçalves é ex-integrante da Diretoria de Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas;  é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), pós-graduado em Gestão Empresarial, também pela Ufal, e graduando em Psicologia.

Atua como Assessor de Comunicação dos Correios em Alagoas há 20 anos. Há oito anos, leciona na Pós-Graduação de Comunicação e Marketing do Cesmac/AL, onde já ministrou as disciplinas ‘Relacionamento com a Mídia e com o Assessorado’ e ‘Comunicação Interna/Cultura Organizacional’. Atualmente, ministra a disciplina ‘Media Trainning’. Também atua como consultor para profissionais liberais, políticos e empresários.


 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Racismo é institucional e está em todo o sistema de comunicação

Foto: Sandro Lima

Olívia de Cássia – Repórter

Um dos temas abordados no I Encontro Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (Enjira) foi a Mídia e o racismo institucional, que teve como palestrante Washington Andrade, diretor do Portal Áfricas, da cidade de Araraquara, São Paulo. Segundo o jornalista, o racismo é institucional e está em todo o sistema de comunicação.

“O racismo é institucional, temos dificuldade de colocar o jornalista negro não só nas redações, como em todas as mídias e também na apresentação de jornais televisivos, pois eles (os empresários de comunicação) argumentam que há muita informação, no cabelo e nas roupas dos jornalistas negros”, observa.

Washington Andrade observa também que é difícil ver nas pequenas mídias o investimento do governo. “O governo continua investindo nas grandes mídias e é difícil a gente ver esse investimento nas pequenas mídias. Estamos discutindo no Enjira propostas que serão aprovadas e encaminhadas no final do evento para vários setores”, destaca.

Entre as propostas discutidas na tarde de ontem pelos jornalistas que defendem a igualdade racial estão: analisar o envio de pautas sobre as mulheres negras nas redações; moção de apoio à manutenção do sistema de cotas na Universidade Nacional de Brasília (UNB); apoio para manter pesquisa crítica e nacional sobre a cobertura racial no Brasil; moção de apoio ao Projeto de Lei que está tramitando no Congresso Nacional, a respeito de cotas nos concursos públicos, entre outras.

O evento contou com a participação de integrantes das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras) de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Alagoas, Paraíba e Bahia, além do Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros do Rio Grande do Sul, que agregam profissionais engajados na discussão da temática, além de representantes dos demais sindicatos da categoria em outros Estados do Brasil.

Todas as propostas discutidas e aprovadas no I Enjira serão encaminhadas para o 36º Congresso Nacional que foi aberto ontem, com uma conferência de abertura ‘Jornalismo para humanizar a comunicação’, ministrada pelo do sociólogo francês Dominique Wolton, doutor em sociologia, diretor de pesquisa do Centro Nacional da Pesquisa Científica (CNRS) na França, seguida de um coquetel de confraternização de boas vindas.

O evento prossegue nesta quinta-feira, 3, às 8h, com credenciamento e uma plenária de aprovação do regimento interno; às 9h, palestra de Celso Schröder, ´residente da Federação Nacional dos Jornalistas, sobre a contribuição histórica do jornalismo para a constituiçãp da democracia.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Desejo de paz

Olívia de Cássia – jornalista

De vez em quando bate na gente aquele sentimento indefinido: um misto de saudade, tristeza, indignação e descontentamento. 

Nesse momento é hora de a gente não se deixar abater; colocar um sorriso no rosto, pensar positivo e acreditar que podemos mais.

Sou feliz agora, desde quando deixei de acreditar em mentiras, enganações e falácias. A gente precisa acreditar que pode ser mais forte, mais equilibrada e não se deixar abater por aquele sentimento que não vale mais a pena sentir.

Não adianta querer mudar uma situação irremediável, uma causa perdida e sem jeito. Um dia eu quis acreditar que isso poderia acontecer numa determinada situação, mas devemos nos conscientizar de que precisamos acreditar que podemos fazer e ser melhores do que fomos antes, sem mágoas e sem apelação.

Me pego pensando nas besteiras que passei em tempos passados e em no quanto fui imatura querendo forçar uma situação que não tinha mais jeito. Talvez não tenha sido tanto a incompreensão, mas a vontade de que aquilo fosse diferente, de que desse certo.

Eu não acreditava naquele desprezo, indiferença e traição, achava que outra pessoa tivesse culpa do fato acontecido, que alguém estivesse roubando meus dias melhores, ‘minha felicidade’. Mas que dias melhores eram esses, meu Deus? Como a gente é ingênua em acreditar em tanta mentira?

Às vezes o que imaginamos ser uma fatalidade na nossa vida é apenas a porta para o amadurecimento, para a felicidade, um caminho para que a gente perceba o quanto estava sendo ingênua e tola.

Numa gostei de mentiras e às vezes fingia que acreditava nelas para continuar a viver da forma que eu achava que fosse a felicidade. Mas que felicidade era essa que me fazia sofrer? Por que fui tão tola ao ponto de acreditar que alguém ia mudar por mim?

Dei todas as chances, proporcionei oportunidades de crescimento interior, de formação  de personalidade, mas quando a outra parte quer apenas usufruir o que você tem de melhor para tirar algum proveito material, isso se chama vigarice.

Mas o que me sucedeu naquele temo, não foi só a mim; muitos anos se passaram e durante todo esse tempo vivi aprendendo a apagar  todo aquele sentimento doído, de mágoas e descontentamento.

Já não me sinto ferida agora por tais informações recebidas e apenas peço a Deus e rezo para que haja paz e serenidade em minha vida. Está sendo e será de paz minha vida daqui por diante.


Já não espero nenhuma retribuição de qualquer sentimento tolo: apenas procuro viver cada minuto da vida, cada instante, buscando a felicidade que já habita dentro de mim.

 Posso dizer que agora eu sou feliz, que encontrei a paz e a harmonia em cada situação, em cada momento e que desejo um mundo de paz, de contentamento, sem mentiras, sem enganações. 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Turismo sexual será debatido na Barra de Santo Antônio

Evento é promovido pela Secretaria da Mulher do município, entidades civis e religiosas
Olívia de Cássia - Repórter
No sábado próximo, 29, a Secretaria Municipal da Mulher da Barra de Santo Antônio, entidades civis e religiosas, com apoio da Prefeitura local e da Tribuna Independente, encerram as comemorações do mês da mulher com um debate que terá como tema o Turismo Sexual na Copa do Mundo, que acontece no próximo mês de junho.
O objetivo é alertar as autoridades do Estado para esse problema, que está na ordem do dia das discussões das entidades civis e dos governos.  Segundo os organizadores do evento, as comidas típicas, praias, monumentos históricos e festas, não são as únicas atrações turísticas procuradas por estrangeiros.
“A imagem da mulher brasileira, associada à sensualidade, colabora para o aumento do turismo sexual no Brasil, especialmente no Nordeste.  Precisamos unir nossas forças para alertar nossa comunidade contra esse e outros abusos e proteger nossas jovens de turistas mal intencionados”, diz a assessora da Secretaria da Mulher,  Rubia Alves.  
Rubia Alves observou ainda que o evento quer também conscientizar  as mulheres do município de que existe uma secretaria para dar apoio a elas, por conta de no local estar havendo muita violência contra as mulheres e a Copa do Mundo preocupa, segundo ela. “O tema Turismo Sexual na Copa do Mundo está sendo debatido em todo o País e é um alerta às autoridades”, observou.  
A programação do debate sobre turismo sexual está prevista para começar às 9 horas, no Clube Barra Mar, na Ilha da Crôa, com: abertura; música especial, encenação teatral; palestras com uma nutricionista e outra com a promotora Salete Adorno; sorteio e vídeo sobre a temática.  Às 15 horas haverá uma caminhada contra o turismo sexual e outros abusos, com saída da Chã da Barra, para alertar a sociedade sobre esse problema.
O QUE É
O turismo sexual é um grave problema que está presente nos grandes eventos como Olimpíadas, Copa do Mundo, Carnaval e outros e tem preocupado as autoridades brasileiras. Segundo informações dos organizadores do evento, já existem pacotes prontos para serem vendidos a turistas alemães que vêm para o Nordeste, direcionados para o turismo sexual e é preciso conscientizar a população sobre isso.  
Outra informação é que as cidades balneárias do Estado estão preocupadas com a proliferação da violência sexual nessas cidades. “Há 15 dias, na Barra de Santo Antônio, na Ilha da Crôa, três bandidos estupraram uma jovem e não se sabe a procedência dos meliantes”, observa.  
Governo brasileiro  está preocupado com o problema
Em pronunciamento em rede de TV, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência, disse que existe uma preocupação maior  das entidades e do governo com a questão do turismo sexual com a aproximação da Copa.
“Soltamos uma grande nota por causa daquela camiseta que a Adidas lançou, que induzia ao turismo sexual no Brasil. A camisetinha escrito em inglês “Faremos um gol”, ao lado de uma mulher bem provocativa. Eles estavam querendo fazer o gol do turismo sexual. Não aceito em hipótese alguma que nenhuma empresa ou ninguém faça uma ilação com a Copado Mundo e o turismo sexual. Receberemos muito bem os turistas, mas não admitiremos turismo sexual. E exigirei da Adidas uma reparação. Não é só retirar a camiseta do ar. Eu não admito, a presidente Dilma não admite, o governo como um todo é tolerância zero com o turismo sexual”, ressaltou.
No seu perfil no Twitter, a presidente Dilma Rousseff ‏afirmou que o Brasil irá combater o turismo sexual durante a Copa do Mundo. Segundo Dilma, o governo brasileiro aumentará os esforços na prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes e os ministérios do Turismo, das Mulheres e dos Direitos Humanos estarão envolvidos no projeto de combater a exploração sexual. 

    quarta-feira, 26 de março de 2014

    Minha mãe Antônia

    Olívia de Cássia - jornalista

    Minha mãe era uma pessoa obstinada e cética em alguns casos. Quando queria uma coisa ia à luta e ai de quem se atravessasse no caminho dela, principalmente se o objetivo fosse com relação aos filhos.  Se algum menino se aproximasse de mim, ela não contava história: ia na casa dele e falava com os pais, para pedir que se afastassem de mim. Ela era assim, possessiva.  

    Quando terminei o ginásio, no Colégio Cenecista Santa Maria Madalena, em União dos Palmares, da mesma forma que ela tinha feito com relação aos meus irmãos, conseguiu uma bolsa de estudos para mim, com a esposa de seu Ezíquio Correia, então prefeito de União, para que eu estudasse em Maceió e pudesse ter um trocado para pagar a passagem do ônibus e o lanche.

    Vim estudar na Escola Moreira e Silva, no Cepa, para fazer o Científico, pois queria fazer vestibular e m União, naquela época, só tinha o curso normal, o pedagógico. Terminei a oitava série ginasial em 1975 e em 76 já estava na escola, em Maceió. Naquela época, escola pública era valorizada e lá estudavam muitas lideranças que hoje assumiram cargos importantes no Estado e na política.

    Fui morar numa casinha velha, de poucos recursos, de propriedade de seu Marinho, um senhor que possuía várias casinhas de aluguel em Maceió, no Centro e redondezas. A casa  já era na Vieira Perdigão, coincidentemente a rua que moro hoje.

    Meus irmãos tinham transformado numa pequena república, onde abrigava vários estudantes de União, mas quando eu cheguei lá eles saíram e ficamos eu e meu querido irmão Petrônio, que já cursava o terceiro ano no Moreira.

    Dona Antônia queria ter uma filha médica, custasse o que custasse, mas essa não era a minha seara e creio que para ela foi a maior decepção da vida, quando fui reprovada no meu primeiro vestibular, que fiz para Medicina para agradá-la;  anos depois quando fiz para Comunicação Social e fui aprovada, depois de várias tentativas, ela não aguentou e desabafou: “O curso é tão ruim que foi o último que anunciaram na televisão”.

    Em 1982, naquela época, o saudoso Luiz Tojal anunciava os aprovados na Ufal, pela TV Alagoas e falava todos os cursos: Comunicação foi o último e quando meu nome foi anunciado eu nem acreditei e na casa da minha tia Ozória caí em prantos.

    Fomos para a antiga Reitoria comprar o kit do fera, eu e minha prima Rejane, que também tinha sido aprovada em Educação Física e no outro dia, de madrugada, viajamos de trem, devidamente vestidas nas nossas camisas de fera, para União dos Palmares, cantarolando músicas da MPB.

    Lembrar toda aquela fase  traz um misto de saudade e contentamento, por ter realizado meu sonho de ter sido aprovada no curso que eu queria, pois fazer jornalismo, escrever ou ser escritora era meu sonho da infância, mesmo com as opiniões contrárias de mamãe.

    Os perrengues que passamos na profissão são imensos, mas quando fazemos aquilo que gostamos, com amor e dedicação, a vida fica mais leve e podemos dizer que somos felizes, apensar de tudo.

    Mas a obstinação da minha mãe não parou e ela continuou a lutar por aquilo que queria, até quando ficou mais debilitada e colocou uma ideia na cabeça: pedir de presente a família, o túmulo da prima Luiza que ela tanto gostava.


    Ela queria ser sepultada no local e assim, toda semana ela ia varrer e cuidar do local, até que veio a falecer e foi sepultada, junto da prima que tanto admirava.  Estranhamente não quis ficar junto do meu pai e dos meus avós. Assim era minha mãe: forte, destemida e cética e quem quisesse atravessar na sua frente ela passava por cima. 

    Experiência de quase morte

     Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...