quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Advogado Fernando Falcão diz que está havendo depreciação gradativa da profissão


Olívia de Cássia - Repórter\ Primeiro Momento

Com 18 anos de profissão e 13 de magistério como professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o advogado Fernando Falcão disse que, nesse tempo de profissão, teve muitas alegrias, mas ele observa que nos últimos anos está havendo uma depreciação na profissão.

Segundo ele, essa OAB que já foi tão altiva em décadas passadas, tão forte e tão intransigente, em defesa da democracia, “hoje em dia a gente não tem nem na instituição federal e nem na estadual. Fotos: Paulo Tourinho
 “O direito é uma área apaixonante; o fato de você poder defender uma pessoa e muitas vezes devolver a ela a liberdade, e recompor um prejuízo patrimonial que essa pessoa tenha sofrido, é muito gratificante, mas infelizmente, nos últimos anos, a gente tem sentido que tem havido uma depreciação gradativa e cada vez maior da profissão de advogado; basta lhe dizer que temos tido todo tipo de constrangimento no exercício profissional”, destaca.

Ele observa que a lei os assegura o direito de ter livre acesso a qualquer Vara, a qualquer cartório; mas que uma boa parte dos juízes nega esse direito. “A remuneração do advogado são os honorários que ele recebe no exercício da sua profissão, mas cada dia mais os juízes diminuem o valor dos honorários que arbitram nas sentenças”, explica.

Essa diminuição dos honorários, segundo Fernando Falcão, faz com que o profissional tenha que trabalhar muito mais, “tenha que se esforçar muito mais, sem folga, sem feriado, sem carnaval e dia santo, na tentativa de ter um padrão de vida digno”, destaca.



“É o que a gente chama de violação das prerrogativas do advogado e aqui em Alagoas, infelizmente são muito grandes. Some a tudo isso, essa omissão generalizada do Conselho Federal e da seccional”, exemplifica.

Segundo o advogado, o Brasil tem vivido uma das fases mais efervescentes do ponto de vista constitucional, político e econômico “e a gente não vê uma palavra da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB\AL) em defesa da sociedade”, avalia.

Segundo ele, essa OAB que já foi tão altiva em décadas passadas, tão forte e tão intransigente,  em defesa da democracia, “hoje em dia a gente não tem nem na instituição federal e nem na estadual. A OAB era uma entidade que tinha cadeira cativa nos movimentos sociais e você não vê mais isso”, observa.

O advogado comenta que Alagoas, já algum tempo, “vive um estado de desordem política terrível e você não vê a OAB se pronunciar em nenhum fato relevante. Isso é o que nos deixa mais tristes”, argumenta.

‘Ditadura do politicamente correto faz  OAB ficar à margem da discussão’

Fernando Falcão avalia que está faltando coragem. “Essa ditadura do politicamente correto faz com que a OAB fique à margem de toda discussão”. Para exemplificar, o advogado cita que na redução da maioridade penal, toda a opinião pública defendeu e apoiou a maioridade penal.

“Sob a perspectiva jurídica isso é um absurdo e acima de tudo uma confissão de que o Brasil é incapaz de criar políticas públicas e meios de combate à criminalidade e você não vê uma palavra do Conselho Federal e nem do Conselho de Alagoas, no sentido de se insurgir contra esse absurdo”, ressalta.


O professor e advogado entende que isso acontece, porque a Ordem não quer ir de encontro à opinião pública. Segundo ele, falta coragem e muitas vezes coragem de defender o que é certo.

“Tinha um ministro do STF que dizia que no Brasil a gente tinha o hábito de esperar o momento de dificuldade, de comoção das grandes massas, para criar uma legislação de urgência”. Ele cita o caso da Lei dos Crimes Hediondos, que surgiu de um abaixo assinado conduzido por Gloria Peres” [autora de novelas], quando houve a morte da filha, Glória Peres.

Fernando Falcão analisa que naquela época, a toque de caixa, se aprovou uma lei que considerava muito mais graves os crimes como homicídios qualificados; tráfico de entorpecentes, entre outros.
“Depois de 18 anos  o STF diz que a parte dessa lei é  inconstitucional; isso mostra que não há um processo de reflexão na criação das leis no Brasil. Elas são criadas no calor dos acontecimentos”.
 
Outro exemplo citado pelo advogado é o da atriz Carolina Drikman, que já inspirou duas leis: a primeira foi a que diz respeito à relação de privacidade. A atriz teve um problema com o programa Pânico, em que jornalistas colocaram uma escada Magirus para tirar fotos dos filhos dela.

“E aquilo levou uma discussão muito intensa, do que seria a privacidade da figura pública e a outra foi a publicação de fotos íntimas que ela tinha no computador. É uma discussão curiosa, porque o direito à imagem é fundamental; o sujeito é apresentador de televisão, mas isso não dá o direito de expor a vida íntima da pessoa, ela te4m o direito à privacidade”, explica.

‘Discurso pedindo a volta da ditadura militar é oportunista’

Fernando Falcão avalia que o discurso pedindo a volta da ditadura militar de alguns setores da sociedade é oportunista, de quem realmente não conhece a história recente brasileira. “Não se pode consertar um estado de desordem política e econômica pregando a volta da ditadura”, destaca.

Segundo ele, a ditadura militar foi um período negativo da história: “Trouxe muita tristeza, uma mancha que nunca vai ser apagada da história do Brasil e o caminho certamente não é esse. A vocação do profissional das Forças Armadas é o de administrar; essa é uma bandeira defendida por quem realmente não tem compromisso com a democracia, não respeita as instituições e não conhece a história política brasileira”.


O advogado avalia por fim que a sociedade tem avançado muito rapidamente em temas que até bem pouco tempo eram considerados tabus e sobre a onda de conservadorismo  que tem se expressado na sociedade, ele avalia que é natural que todas as vezes que surge  um movimento muito forte com um conceito de modernizar algo, há sempre uma reação contrária no sentido de resistir às mudanças.

“Eu acredito que esse movimento; essa onda de conservadorismo  é relativamente natural, o que assusta é a intensidade com que se expressa. No caso das redes sociais, elas estão potencializando essa onda de conservadorismo, porque muita gente pensa que a internet é uma terra sem lei e que pode publicar o que querem e nessa mal compreendida liberdade de expressão, as pessoas praticam crimes de racismo, de injúria e contra a honra das pessoas”, finaliza.

http://1momento.com.br/noticias/politica/advogado-fernando-falcao-diz-que-esta-havendo-depreciacao-gradativa-da-profissao

domingo, 20 de setembro de 2015

Multiartista Saulo Laranjeira se apresenta no Teatro Deodoro, hoje, e deu entrevista para o Primeiro Momento


Assunta Brasil terá muito humor, poesia e textos inteligentes
Olívia de Cássia - Repórter
Sucesso do programa a Praça é Nossa (SBT), o multiartista (humorista, ator, apresentador, cantor, narrador e compositor) brasileiro Saulo Laranjeira se apresenta neste domingo, 20, às 20h30, no Teatro Deodoro, em Maceió, em um show beneficente que terá renda revertida para o tratamento do radialista Carlos Miranda, que está passando por tratamento de saúde em consequência da esclerose lateral amiotrófica (ELA).
Sucesso do programa a Praça é Nossa (SBT), o multiartista (humorista, ator, apresentador, cantor, narrador e compositor) brasileiro Saulo Larajeira se apresenta neste domingo, 20, às 20h30, no Teatro Deodoro, em Maceió. Fotos: Paulo Tourinho
 Nascido em Pedra Azul, município de Minas Gerais, localizado no nordeste do Estado, na região do vale do rio Jequitinhonha, o artista conversou com a reportagem no restaurante A Bodega do Sertão, no começo da tarde deste domingo,  e falou um pouco da sua trajetória profissional.  
O espetáculo Assunta Brasil existe há dez anos e tem muito humor, poesia e textos inteligentes com personagens emblemáticos que vão surgindo no palco, criando um clima de imediata empatia com os espectadores.
Ele comenta que mudam os personagens, as funções e o nome continua o mesmo. Dentre os personagens do espetáculo, o Deputado João Plenário. O que muita gente não conhece é o trabalho do artista como divulgador da música regional brasileira. Paulo Tourinho
Ele comenta que mudam os personagens, as funções e o nome continua o mesmo.  Dentre os personagens do espetáculo,  o Deputado João Plenário. O que muita gente não conhece é o trabalho do artista como divulgador da música regional brasileira.
“O nome foi inspirado em um personagem, vaqueiro e filósofo que sempre falava no assunta Brasil, sempre com uma parábola, uma história, uma citação filosófica, por conta disso; trabalho na área do humor; poemas; personagens críticos, em sua maioria, que aborda a reflexão, as questões sociais”, destaca.
No evento deste domingo haverá convidados especais de Alagoas como os cantores Julio Uçá, que vem de um tour pela Europa, a cantora Elisa Lemos e o musico Tony Augusto, além do apresentador Paulo Poeta que vai declamar poesias. A noite será imperdível.
O show também faz parte do Projeto Encontros , que trouxe para Alagoas recentemente as belas apresentações de Cezzinha e do cantor Léo Maia, filho de Tim Maia. O ingresso para a apresentação custa R$ 50 inteira e R$ 25 meia entrada , para estudante e pessoas da melhor idade.
O projeto Encontros tem como objetivo proporcionar ao público alagoano conhecer e prestigiar os artistas da terra, em um bom encontro no mesmo palco e mesmo espetáculo de um artista de renome nacional.

Artista mineiro tem várias parcerias

“A história é longa, porque comecei muito cedo na carreira. Nasci em Minas fui para o Rio de Janeiro, depois São Paulo”, comenta. Saulo Laranjeira é apresentador do programa televisivo Arrumação, que surgiu a partir da música de Elomar.
O programa divulga o trabalho de artistas de raiz, como Xangai; Elomar (músicos, cantores, poetas e contadores de causos) entremeado com apresentação de causos e personagens humorísticos interpretados por ele.
Para quem quer conhecer seu trabalho, o humorista e compositor fala que dentre tais personagens estão o contador de causos Geraldinho, a Véia Messina, Zé da Silva Pereira, o boêmio Sabiá, Kelé Metaleiro, o sambista Juriti e o bicho grilo Zé Roberto.
Além destes, Saulo ainda interpreta o Deputado João Plenário do programa humorístico A Praça é Nossa exibido pelo SBT. O multiartista dentro da sua trajetória profissional faz um  resgate e preservação das tradições nordestinas.
Saulo Laranjeira já gravou trabalhos de grandes poetas, a exemplo de Camillo de Jesus Lima, com seu Viola Quebrada - sendo que o personagem João Macambira, deste poema, também integra o rol daqueles personificados pelo artista.
Em 2011, participou como narrador do espetáculo Auto da Catingueira do Grupo Giramundo. Dentre os principais parceiros ou companheiros de shows de Saulo Laranjeira estão Paulinho Pedra Azul, Elomar Figueira de Mello, Dércio Marques, Titane, Tadeu Franco, Túlio Mourão, Celso Adolfo, Pereira da Viola e Tavinho Moura. Além de todo esse currículo, o multiartista é secretário de Cultura do município mineiro de Sabará.

JOÃO PLENÁRIO

Sobre  o personagem João Plenário, ele diz que é fruto de observação do que acontece no cenário da política nacional – as características culturais e as expressões dos políticos histriônicos, etc.
“É fruto da observação da polícia brasileira; nenhum político reclama, ninguém quer vestir a carapuça. O sucesso do personagem é muito grande em todo o Brasil, como ele é um personagem camaleônico, que se molda aos sotaques e expressões de várias regiões, o público termina se identificando”, observa.
O humorista conversa também sobre seu envolvimento com o folclore e as tradições e observa que sempre se envolveu com a cultura popular brasileira, pesquisando os folguedos populares, principalmente no Vale do Jequitinhonha, e esse material de pesquisa terminou sendo uma importante referência para o seu trabalho não só teatral como também musical.
Segundo Saulo Laranjeira, o folclore, a cultura regional, não apenas no Brasil, não faz mais parte da mídia. O interesse dos veículos de comunicação pelo produto cultural de massa terminou prevalecendo.
“Mas sabemos que existe um público carente, ávido por consumir cultura regional, como também existem artistas regionais com trabalhos expressivos, porém com dificuldades em divulgar os seus trabalhos”.
Saulo Laranjeira destaca quer é uma questão do poder público interferir para atender a esse universo de consumidores. “Os jovens universitários não se manifestam mais como um público de vanguarda. Passaram a ser um público que só tem interesse em consumir cultura estabelecida pela a mídia atual”, reclama.
Saulo comenta que teve um Bar/Centro cultural Chamado Fulô da Laranjeira, onde  muitos músicos conhecidos tocaram lá e fala da experiência. O artista comenta que também participou do programa Som Brasil, entre outros.
 “Na década de 80, tivemos um importante espaço cultural em São Paulo – Fulô da Laranjeira – um local de encontro de vários artistas emergentes da época – Renato Teixeira, Elomar, Xangai, Almir Sater, Tarancon, Geraldo Vandré, etc… Foram oito anos convivendo com um público amante da boa Música Popular Brasileira e com artistas formadores de opinião. Uma experiência das mais importantes para a minha trajetória artística”, pontua.
COMPOSITOR
Como compositor, Saulo laranjeira tem mais de 50 composições: “Nos meus shows, a música, a poesia e o humor sempre estiveram juntos. É formato do meu trabalho há anos. As canções intercalam os momentos de emoção e de humor. O meu parceiro e companheiro de show mais frequente é o meu filho Tuca Graça, com quem tenho um CD gravado em parceria denominado “Faróis do Tempo””, explica.
Outro parceiro do artista é o cantor e compositor cearense Saldanha Rolim. “Eu e o Saldanha desenvolvemos dois projetos: “Saulo Laranjeira e Saldanha Rolim cantam Vandré e Gonzagão” e Carnaval de Todos os Tempos”.
Sobre o momento que o país está passando ele diz que é muito ruim, mas espera que o país supere. “É um momento terrível, de tensão de todos nós brasileiros, uma expectativa muito grande; essa coisa que veio à tona, cada dia é uma novidade, ter que conviver com isso [a corrupção] e não ver uma perspectiva é triste, mas esperamos que disso saia um resultado positivo”, finaliza.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Usinas são quem mais descumpre a Lei de Cotas no Estado


Superintendente Israel Lessa diz que empresas têm dificuldade na contratação


Olívia de Cássia - Repórter

As usinas alagoanas são as que mais descumprem a Lei de Cotas (Lei n.º 8.213 de 1991), que prevê a contratação de pessoas com deficiência em empresas com mais de 100 funcionários.  Quem afirma é o superintendente do Trabalho em Alagoas, Israel Lessa.

Segundo Israel Lessa, infelizmente a cultura empresariado local tem essa questão de dificultar e de fazer cumprir o que manda a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], no que diz repeito aos trabalhadores, sejam eles sadios ou com deficiência física. Fotos Paulo Tourinho

 A Lei de Cotas prevê que empresas com 100 empregados devem preencher de 2% a 5% de suas vagas com pessoas com deficiência e o percentual vai aumentando de acordo com o aumento de seus empregados. Israel Lessa destaca que, infelizmente, as empresas que mais geram deficientes e doentes são as que menos querem cumprir a legislação.
A fiscalização do trabalho é uma atividade de suma importância no âmbito da Justiça  trabalhista, tendo por finalidade, segundo a Convenção 81 da OIT o cumprimento das leis de proteção ao trabalhador, mantendo o equilíbrio do contrato de trabalho.
“O Ministério do Trabalho tem aumentado o número de autuações nas empresas que descumprem a CLT; sendo que o maior gerador de pessoas com problema de saúde é o setor sucroalcooleiro, que tem recebido mais autuações”, destaca.
Segundo Israel Lessa, infelizmente a cultura empresariado local tem essa questão de dificultar e de fazer cumprir o que manda a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], no que diz repeito aos trabalhadores, sejam eles sadios ou com deficiência física.
Ele observa que a SRTE\AL está atenta às irregularidades que são denunciadas nas empresas e explica que funciona assim:  quando é recebida a denúncia, os fiscais vão até o local e fazem a verificação; constatada a irregularidade, eles fazem a autuação da empresa.
O superintendente destaca ainda que no MT tem um plantão fiscal para receber as denúncias, que podem ser feitas também no site [www.mte.gov.br]. Dentro do núcleo de fiscalização, segundo o superintendente, existem projetos montados com três auditores fiscais, que vão fiscalizar tanto as usinas de açúcar quanto indústrias que lidam com fumo e outros produtos insalubres.  
A SRTE\AL  também fiscaliza empresas do comércio de Maceió;  as de grandes cidades do interior,  também com relação ao FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço]; e outra equipe fiscaliza a questão das cotas dos jovens aprendizes.
Com relação ao não pagamento do décimo terceiro salário na data prevista pela Lei 4.090, ele disse que a instituição está atenta. O pagamento pode ser feito em duas parcelas, sendo que a primeira deve ser paga do dia 1º  de fevereiro até o 30 de novembro, e a segunda parcela até o dia 20 de dezembro.
“Não é só essa questão do décimo terceiro, mas também irregularidades no que diz respeito à contratação de pessoal; o depósito do FGTS. São denúncias corriqueiras que temos lá e outras denúncias que chegam vindas do MT”, observa.

Denúncias de irregularidades nas empresas acontecem há alguns anos

O superintendente Israel Lessa comenta que a famosa crise no país tem contribuído com o aumento das denúncias de irregularidades, mas ele observa que não é só nesse momento. “As denúncias já vêm acontecendo há alguns anos; com o descumprimento da legislação trabalhista”, entre outros pontos.
Desde agosto de 2012 no cargo, ele observa que se o fiscal vai numa empresa e detecta que há irregularidade na contratação de trabalhadores, já é dada a multa à empresa. Com relação à denúncias veiculadas recentemente na imprensa eletrônica de que no Estado teria empresas praticando trabalho análogo ao escravo ele disse que não tem conhecimento dessa informação.
“Desde que eu assumi houve apenas um caso que foi da usina Taquara, em que nós apreendemos um ônibus não tinha documentação, que transportava trabalhadores  que estavam em condições análogas à de escravidão; não tinham registro e outras irregularidades. Foi um fato que aconteceu naquele ano e nesses dois anos que estou à frente não lembro de outro”, pontuou.
Segundo ele, o que acontecia muito nas usinas de cana-de-açúcar, antigamente, era a presença de crianças no campo e há muito tempo, segundo avalia, nas usinas isso não há registro em Alagoas  de menores no trabalho nessas lavouras.
FECHAMENTO
Segundo o superintendente, foram fechadas quatro agências do MT no interior,  por problemas ligados à infraestrutura,mas que deverão ser abertas já esta semana. “Esta semana já devemos abrir a agência de Arapiraca e  estamos a um passo para inaugurar a de União dos Palmares”, destaca.
Israel Lessa conta que o grupo de empresários ligado à Federação do Comércio de União deu esse apoio. “No município de Palmeira dos Índios e também em Maragogi, acredito que daqui a quinze ou vinte dias estaremos abrindo essas unidades”.

Prédio  do MT tem problemas estruturais

O prédio da SRTE\AL tem problemas estruturais e segundo Israel Lessa, a primeira bandeira que levantou na instituição quando assumiu foi a questão da melhoria na estrutura do prédio que está em condições precárias.
"O  prédio foi construído no final da década de 1960 e início da década de 1970 e infelizmente não teve manutenção da estrutura que pudesse abrigar um órgão que fiscaliza as condições de trabalho nas empresas", explica.
Desde que assumiu o cargo, ele disse que  vem lutando para sair do prédio e reformá-lo. Depois desse tempo à frente da instituição, Israel Lessa disse que conseguiu, com apoio do ex-governador Ronaldo Lessa, hoje deputado federal, junto ao ministro do Trabalho, Manoel Dias, um aporte de quase  R$ 4 milhões, que vão ser investidos na reforma do prédio, dando uma roupagem nova.
Serão colocados no prédio dois elevadores, as portas contra incêndio, acessibilidade, que atualmente o prédio não tem. “Estive reunido com representantes dos deficientes que usam muito o centro de Maceió e uma das reivindicações deles era a acessibilidade no prédio. Mostrei para eles que a propostas será contemplada dentro desse orçamento que será investido no prédio", pontua.
Da mesma forma que está muito próxima a reforma, o superintendente comenta que o Ministério, em Brasília, fez um contrato para a execução do projeto com uma empresa do Paraná que ganhou a licitação de R$ 169 mil, para entregar o o projeto básico e ano que vem sejam iniciadas as obras. "Estamos procurando um prédio em Maceió para que possamos nos mudar, até que a reforma do prédio seja concluída", complementa.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Eu tenho esperança...




Olívia de Cássia - jornalista
Da mesma forma que a maioria dos brasileiros, eu sou remediada, mais para a classe E; nunca passei situação de miserabilidade, mas não tive privilégios inalcançáveis pela maioria; não esperneio por contas das melhorias que foram implantadas pelos últimos governo Lula-Dilma,  como o sistema de cotas, o Bolsa Família, o Cisterna Para Todos, Luz para Todos, entre outros programas sociais, diferente de muitos conhecidos meus.
Reclama-se da corrupção como se ela tivesse sido implantada nos governos do PT, apenas porque agora o assunto aparece mais nos noticiários. Isso quer dizer que a presidente vive em uma democracia e não está impedindo as investigações.

Os agourentos estão na torcida do quanto pior melhor; querem a saída da presidente de qualquer forma e por debaixo do pano tramam as ardilezas do que tem de pior na política. O candidato perdedor não prima pela democracia e seu grupo torce muito para a queda da presidente de qualquer jeito.
Não sabem eles que o processo de impeachment, segundo os juristas não acontece por acontecer. Sugiro a leitura desse texto no link http://meexplica.com/2015/02/a-presidenta-dilma-pode-sofrer-impeachment/ .  Desde que assumiu o segundo mandato, no último mês de janeiro, a presidente Dilma Rousseff tem sofrido pressão de grupos que pedem seu impeachment.
No ano passado, após a reeleição de Dilma, houve manifestações convocadas pedindo sua saída – alguns manifestantes chegaram até a pedir a volta da ditadura militar. E aqui eu abro um pequeno parêntese recomendando algumas leituras, se não antigas, mas as mais recentes a respeito do assunto, para quem não tem conhecimento da história. Estou lendo ‘Ainda estou aqui’ de Marcelo Rubens Paiva; é um livro que trata do assunto.
Na internet tem vários textos que podem ser lidos. A saída por esse meio da presidente só será possível se for constatada a participação dela nos escândalos que têm sido revelados envolvendo desvios de dinheiro público na Petrobras.
E para isso muitos setores conservadores estão apostando nessa argumentação, forçando a barra, para encontrar culpabilidade em Dilma e Lula. Não sou ingênua a ponto de achar que existem santos na seara política, mas aqueles que estão tramando o golpe sujo não têm cacife nem para abrir a boca, tal o grau de envolvimento deles em irregularidades e crimes do colarinho branco; trafico de drogas e outros afins.
A idade me deu suporte para conhecer um pouco os meandros desse mundo tão apaixonante e muitas vezes repugnante que é a política. Convivo com esse meio desde a mais tenra idade e frequento movimentos sociais desde o começo da década de 1980, quando me iniciei na faculdade.
Já vi muita coisa na política brasileira e por mais que tenha esse olhar, ainda me surpreendo com atitudes não lisonjeiras de uma parcela da sociedade aquinhoada. É do conhecimento de quem milita nesse meio as tramoias e ardilezas do que se faz para chegar ao poder.
Sei que estamos passando um período de turbulência e como disse o ex-deputado Judson Cabral (PT), no sábado, 12, na convenção do PDT, o país passa por um momento de convulsão política; uma disputa sem limite por espaços de poder.
“Nós precisamos fazer uma reflexão muito ampla e aprofundar bem a nossa visão de tudo isso que está acontecendo; é preciso que os setores da sociedade (partidos políticos) tenham uma visão crítica, mas também ter uma visão de país”, disse ele.
O petista lembrou ainda que somos todos entes políticos e temos que dar a nossa contribuição, temos que fazer o enfrentamento , quando necessário e que temos que ter  serenidade nos debates.
Estava eu em pauta para o site e fiquei refletindo naquelas palavras e também nas falas dos demais convidados no evento. “O Brasil tem uma democracia jovem e em momentos como esses, de dificuldades, é importante que nós sejamos firmes”. A briga está acirrada, mas eu tenho esperança. Para refletir; fiquem com Deus.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Secretário de Estado do Trabalho, Rafael Brito fala das ações da gestão

Olívia de Cássia - Repórter 

Em entrevista à reportagem no sábado, 12, no Hotel Radisson, na Pajuçara, o secretário de Estado do Trabalho e Emprego (Sete) Rafael Brito, há nove meses à frente da pasta,  disse que quando assumiu a secretaria, o Sine [Sistema Nacional de Empregos] era o grande problema da Secretaria do Trabalho: “Isso há muitos anos”, ressaltou.
O jovem secretário de 34 anos observou que, em janeiro deste ano, com a atual equipe; uma nova motivação de trabalhar e atender essas pessoas, a situação foi estabilizada em termos de atendimento em relação ao ano passado. Fotos: Paulo Tourinho
 Segundo o secretário, foi utilizado toda equipe e o recurso da Sete para melhorar o atendimento. “As pessoas, antes, precisavam chegar duas, três, quatro horas da manhã para garantir o atendimento no Sine”, observou.
Rafael Brito disse que isso é um absurdo, “porque, quem vai ao Sine, normalmente, ou está desempregado e há muito tempo sem emprego, ou pessoas que acabaram de ser demitidas,  para dar entrada no seguro desemprego: esse é 95% do nosso público”, pontuou.
O jovem secretário de 34 anos observou que, em janeiro deste ano, com a atual equipe; uma nova motivação de trabalhar e atender essas pessoas está em ação, a situação foi estabilizada em termos de atendimento em relação ao ano passado.
“No nosso número ele é 44% maior, comparando o período de janeiro a setembro do ano passado com o período desse ano. No Sine a primeira batalha a gente já venceu, mas a guerra não está vencida porque tem muita coisa a ser feita”, avalia.
O secretário observa que a ação seguinte será a recuperação da estrutura física do prédio, já que a parte da estrutura humana foi recuperada: “As pessoas estão atendendo maias e melhor, satisfeitas no ambiente de trabalho e até o final do ano vamos mudar o Sine Jaraguá, vai passar a funcionar em frente ao mercado público do bairro, onde era a antiga Casa do Trabalhador”, explica.
Segundo Rafael Brito, o local vai ser o maior Sine do Estado de Alagoas: “Atende em média de 300 a 400 pessoas por dia; é um público muito grande que a gente precisava atendê-los de uma forma mais adequada”,  comenta.
Depois dessas ações, o secretário conta que a gestão vai transferir essas reformas para outros locais do Estado. “Já inauguramos o Sine em Rio Largo e Penedo; vai ter um em Coruripe e Delmiro, este ano ainda”. Rafael Brito observa que Alagoas até agora não foi afetada de uma forma mais forte como no resto do país com relação ao desemprego”, destaca.
Segundo ele, no ano passado, de janeiro a julho, Alagoas tinha perdido 36 mil postos de trabalho e sempre isso acontece porque é o período da entressafra da cana-de-açúcar. Esse ano, o Estado perdeu 27 mil postos; “a gente conseguiu salvar, digamos assim, nove mil postos de trabalho, mesmo com a crise”, explica.
Para o secretário, no segundo semestre, a expectativa da Secretaria é positiva: “Primeiro, na recuperação de grande parte desses 27 mil postos de trabalho: “Esperamos permanecer pelo menos igual ao ano passado".
Segundo ele, Isso é positivo porque o Brasil vai terminar esse ano com um um milhão de postos de trabalho fechado e o Nordeste vai terminar este ano com algo próximo a 180 mil. "Então se Alagoas terminar o ano com nenhum posto de trabalho perdido, a gente vai sair vitorioso dessa crise, em relação ao resto do país”, pontua.

 Programa Amigo Trabalhador vai ajudar trabalhadores da cana na entressafra

Segundo o secretário, para os trabalhadores da cana-de-açúcar, o Governo do Estado tem o programa Amigo Trabalhador, que existe desde 2013 e não funcionava. Rafael Brito considera o programa é fantástico, mas diz que nunca funcionou.
“Este ano a gente não teve tempo [de colocar em prática],  porque demanda um estudo; por exemplo, não podemos chegar a um trabalhador de uma área como Porto Calvo e fazer uma capacitação de um tipo de curso que não se adéqua àquela região”, esclarece.
O secretário destaca que a Sete está fazendo um mapeamento em cada região, que atenda a essas pessoas e no ano que vem o programa será retomado. “O programa Amigo Trabalhador consiste em pagar na entressafra uma bolsa de um salário mínimo para que esses trabalhadores possam se capacitar, se alfabetizando e se preparando para o mercado de trabalho”, argumenta.
Segundo ele, tem uma série de regras para que o trabalhador participe do programa: “Não estar em seguro desemprego; não participar de outros programas sociais e estar desempregado”.

Programa Produzir Muito capacita mulheres para o trabalho e renda

O secretário do Trabalho e EmpregoRafael Brito comentou ainda sobre o Programa Produzir Muito, que incentiva associações e cooperativas do Estado, de artesanato como o do filé; bordado e tem uma área que está dando programas de capacitação para esses trabalhadores da economia solidária.
Francis Farias é servidora da Sete; presidente do Sindicato das Costureiras e faz a capacitação para as mulheres nas comunidades, por meio do Programa Produzir Melhor. Ela conta que  está com turmas em bairros como o Pontal, Reginaldo, Vergel do Lago; Bara Nova  e em Marechal Deodoro.
As mulheres são capacitadas para a arte da costura, modelar, cortar, costurar; bordado; filé; bordado com filé, entre outras atividades. “É um trabalho direcionado para mulheres que não tiveram oportunidade na vida, foi um método desenvolvido para pessoas não profissionalizadas”, explica.
Francis Farias destaca que hoje tem uma grande demanda de mulheres que passaram a vida cuidando da casa; do marido, dos filhos  e que não tiveram oportunidade de fazer outra coisa na vida.
Segundo ela, muitas mulheres não chegam à aposentadoria por falta de oportunidade de entrarem no mercado de trabalho e hoje vivem ociosas. “O programa é voltado para essas mulheres que desenvolvemos o programa, para capacitá-las; que elas tenham sua própria renda, coloquem seu atelier em casa. O programa objetiva profissionalizar essas mulheres e melhorar a condição de vida delas”, pontua.

Judson diz que o país está vivendo disputa sem limites por espaços de poder


Olívia de Cássia - Repórter 


O ex-deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores e atual presidente  do Serveal [Serviço de Engenharia do Estado de Alagoas] Judson Cabral  foi um dos convidado à mesa na convenção do PDT, no sábado 12,  pelo ex-governador Ronaldo Lessa.


Já à mesa da convenção, Judson disse que o país passa por um momento de convulsão política; uma disputa sem limite por espaços de poder: “Nós precisamos fazer uma reflexão muito ampla e aprofundar bem a nossa visão de tudo isso que está acontecendo”, destacou. Foto: Paulo Tourinho
 “Tive a honra de ter o Judson  como parte da minha equipe, com todo o respeito aos demais, mas foi o grande coordenador do Transporte da cidade de Maceió, quando fui prefeito”, disse o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT).
Já à mesa da convenção, Judson  disse que o país passa por um momento de convulsão política; uma disputa sem limite por espaços de poder:  “Nós precisamos  fazer uma reflexão muito ampla e aprofundar bem a nossa visão de tudo isso que está acontecendo”, destacou.
O petista disse que é preciso que os setores da sociedade (partidos políticos) tenham uma visão crítica, mas também ter uma visão de país. “Quero agradecer a todos pelo convite, parabenizar o PDT e dizer que pessoas esquecem que somos todos entes políticos e temos que dar a nossa contribuição, que temos que fazer o enfrentamento , quando necessário”, disse ele.
Judson observou que muitas vezes a imprensa quer impor a fazer julgamento sumário de qualquer agente que ocupa cargo político. “Temos que ter serenidade; sei que o PDT tem suas posições, muitas vezes  contrárias, mas são opiniões necessárias. Esse é um momento de altivez e é preciso que o governo saiba que alguns se posicionam pelo bem do País”, pontuou.
O ex-deputado observou que o Brasil tem uma democracia jovem e em momentos como esses, de dificuldades, “é importante que nós sejamos firmes; quero dizer, como militante do Partido dos Trabalhadores, em momento crítico de reflexão eu saúdo a convenção do PDT e parabenizo a todos presentes”, concluiu.

Audiência pública na ALE discute políticas públicas antidrogas no Estado


Olívia de Cássia - Repórter
A Assembleia Legislativa realizou na manhã desta segunda-feira, 14, uma audiência pública para discutir as políticas públicas antidrogas em Alagoas. A sessão teve o plenário lotado de familiares, representantes de entidades e adolescentes que estão inseridos nos programas sociais do governo.
A Assembleia Legislativa realizou na manhã desta segunda-feira, 14, uma audiência pública para discutir as políticas públicas antidrogas em Alagoas. (Fotos: Assessoria)
A iniciativa é do deputado Ricardo Nezinho (PMDB), que teve o requerimento aprovado por unanimidade na Casa. Segundo o parlamentar, a audiência pública foi importante, tendo em vista que a droga é um mal que assola a sociedade.
“Precisamos, enquanto deputados, debater e fazer valer a atuação do Legislativo, bem como entender o que o Governo do Estado tem feito em relação a esse tema”, observou Nezinho. O peemedebista destacou a importância da participação dos diversos segmentos da sociedade na sessão, como entidades e instituições que dão apoio à causa.
O secretário Jardel Aderico, da Secretaria de Estado de Prevenção Social à Violência (Seprev), falou sobre a importância do desenvolvimento de políticas sociais, de ter instrumentos de repressão legítima em funcionamento e da necessidade de garantir a difusão da educação socioemocional para crianças e adolescentes.
Ele fez um relato da situação dos dependentes químicos e Alagoas e disse que o papel da família é fundamental na recuperação do dependente. “A vida de um dependente é de completa desestrutura; ele passa a ser um problema na rua, na comunidade; na família”, destacou.
Segundo o secretário, em 2014 foram atendidos 7.940 dependentes químicos do sexo masculino; 499 mulheres e 905 adolescentes e 266 meninas. Esse ano, já foram atendidos, com a retomada do processo de acolhimento neste começo de governo, 1.362 dependentes químicos já passaram pelo Centro de acolhimento.
A maioria dos acolhidos são do sexo masculino e o tempo de internação do acolhido varia. “Vinte e um por cento passa em média um mês na instituição; 24% de um a dois meses; 19% de três a quatro meses”, destaca.
Segundo o secretário, o serviço de acolhimento se coloca como referência para o dependente químico e a família. Acontece de às vezes o dependente abandonar o serviço e na semana seguinte voltar.  
O presidente do Projeto Sarar, o psicólogo Francisco Lindon Johnson de Almeida, disse que existem interesses por conta de uma má interpretação a respeito da dependência química e do acolhimento.
Segundo ele, em 2009, houve uma caça às bruxas pelo Conselho Federal de Psicologia, tentando colocar num bojo só as clínicas e as comunidades acolhedoras, conhecidas como comunidades terapêuticas.
“Nós somos totalmente diferentes; fazemos um trabalho voltado exclusivamente na área terapêutica e não na área química. O que nós fazemos pelos jovens tem uma proposta extremamente eficaz. Nós não somos clínica; não desenvolvemos atividade com medicação”, destacou.
Francisco Lindon Johnson observou que a entidade Sarar não faz tratamento alopáticos ou fitoterápicos ou outro tipo de medicação com o dependente químico assistido pela  instituição. “O tratamento é feito de forma natural, eles deixam verdadeiramente as drogas, logicamente há um processo, mais demorado, no que diz respeito à questão da abstinência”, avalia.
Segundo ele, há um amparo ao dependente, por intermédio das redes Caps, entidades municipais, estaduais, que dão parcerias ao trabalho da associação. “Nós não catequisamos esses meninos e nem transformamos eles em religiosos, não é essa a proposta. A espiritualidade é uma visão que temos de resgatar valores desses jovens”, argumenta.
“Somos laicos, as nossas comunidades,  católicas e evangélicas, não têm a função de catequisar, mas trazer os valores espirituais na vida desses jovens. O trabalho que é feito é um trabalho muito sério, com programa terapêutico eficaz, que estamos vendo os resultados.  Em 2015, mais de 1.200 jovens estão acolhidos nas comunidades”, pontuou.
O deputado Ronaldo Medeiros disse que os números apresentados a respeito da questão da dependência química no Estado são alarmantes. “Fico preocupado, porque nós temos, além de acolher, temos que ter política pública, que seja proativa e preventiva. Os países e estados onde as políticas públicas funcionam corretamente, com educação; saúde; esporte e lazer, não tem esse índice elevado presos”, avalia.
Segundo o parlamentar, por mais que se construa novas prisões, “nós não vamos conseguir nunca dar conta, se nós não agirmos na base, que é a principal política pública. Enquanto um reeducando custa R$ 3.200 até R$ 4.000, como colocou o deputado Nezinho, estudante da rede pública não custa à União, o ano todo, R$ 2. 500”, destacou.
Ronaldo Medeiros disse ainda que é mais caro um reeducando por mês do que um estudante o ano todo estudando na rede pública. É o nosso grande desafio, trabalhar preventivamente, com escolas em tempo integral, unificando as secretarias de Cultura; Esporte e Lazer, do Trabalho, também atuando conjuntamente; esse é o desafio que essa Casa tem que enfrentar para que não se continue investindo em presídios, pontuou.
Segundo o parlamentar, a reincidência daqueles que saem do presídio é recorrente: “De cada dez que saem, oito voltam; prova que o sistema como um todo é falido e não funciona”. Medeiros destaca ainda que a principal função do sistema prisional é reeducar, devolver à sociedade o ser humano curado daquilo que o levou até lá”, argumenta.
No entanto, o vice-presidente da Casa de Tavares Bastos reforça que o sistema prisional faz o contrário. “Eu vi essa semana passada uma reportagem de um reeducando que saiu naquele dia e no outro dia já cometeu um delito”, observou.

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