Evento foi realizado no Radisson Hotel Maceió, na Pajuçara, neste sábado, 12, com auditório lotado
Olívia de Cássia - Repórter
O Partido Democrático Trabalhista de Alagoas [PDT-AL] realizou neste sábado, 12, a sua convenção estadual, com auditório lotado e presença de filiados e partidos convidados. Segundo o presidente do partido e ex-governador; atual deputado federal Ronaldo Lessa, o evento foi para renovar os diretórios do partido.
Ronaldo Lessa fez uma homenagem aos prefeitos do partido; às mulheres e destacou que em seu governo deu espaço à ala feminina; em seguida abriu o microfone para perguntas de vereadores e filiados. Fotos Paulo Tourinho
“O PDT faz isso nos anos ímpares; aqui no Brasil, nos anos pares tem eleição. E por isso nós fazemos as eleições para renovar os diretórios estaduais, municipais e o nacional. O nacional já foi renovado, os municipais também e agora esse mês acaba o prazo para renovação dos estaduais. O diretório foi reconduzido por mais dois anos”, disse Ronaldo Lessa.
Indagado se os membros do atual diretório irão ser candidatos nas próximas eleições, o deputado federal disse que não. “Eu prefiro colocar dirigentes que não serão candidatos, para cuidarem do partido: talvez um, mas em tese, eu e outros membros não seremos candidatos na próxima eleição”, argumentou.
Ronaldo Lessa fez uma homenagem aos prefeitos do partido; às mulheres e destacou que em seu governo deu espaço à ala feminina; em seguida abriu o microfone para perguntas de vereadores e filiados.
A convenção aconteceu no horário da manhã e se estendeu até 14h e antes de os filiados referendarem a executiva do partido e o diretório estadual, no evento foram lidos os principais pontos da reforma política que tramita no Congresso Nacional para as próximas eleições e as novas regras eleitorais.
Segundo a assessoria, os pontos foram elaborados com base nos principais itens discutidos e analisados na votação do substitutivo do Senado e na Câmara dos Deputados. “Nós precisamos estar preparados para essas regras e é importante entender que existem duas reformas na Câmara”, disse o deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que fez a leitura do texto.
No evento deste sábado, entre os itens que foram lidos, o deputado do PDT do Maranhão destacou o financiamento de campanha com recursos públicos e privados. Alguns pontos já superados no Congresso Nacional, como o que trata de financiamento de campanha, ainda terão os detalhes definidos por leis complementares.
Segundo ele, serão permitidas doações de pessoas físicas e jurídicas, sendo que as contribuições de pessoas jurídicas deverão ser realizadas diretamente para o partido e não mais para o candidato.
Ao todo foram colocados seis pontos com seus respectivos subitens. Algumas regras aprovadas na Câmara, no Senado, voltaram para a Câmara e já estão para ser sancionadas pela presidente Dilma, segundo Weverton Rocha.
No evento do PDT também foi destacado pelo deputado do Maranhão a mudança na distribuição do tempo reservado à propaganda eleitoral. Pelo texto, 90% serão distribuídos proporcionalmente ao número de representantes da Câmara dos Deputados; filiação partidária, domicílio eleitoral, entre outros temas.
PEC
Segundo a Agência Brasil, apesar de terem votado os pontos mais polêmicos da reforma política, os deputados ainda precisam apreciar propostas sobre dez temas que não foram concluídos no primeiro turno de votação da proposta de emenda à Constituição (PEC).
“Essa PEC ainda está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e não vai interferir em nada na eleição do ano que vem”, pontuou Weverton Rocha.
Um dos assuntos que deve tomar mais tempo na discussão nacional é o que trata das cotas para mulheres no Parlamento, definindo um número mínimo de vagas. A proposta é reservar 20% para as candidatas que atinjam, pelo menos, 10% do quociente eleitoral.
Além desses pontos, o plenário também terá que se debruçar sobre propostas em relação ao prazo limite para aplicação de atos normativos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mudanças nas regras de projetos de iniciativa popular e do voto impresso até a proposta de perda de mandato de parlamentares que assumirem cargos do Executivo durante o período do mandato no Legislativo.
Segundo o texto lido pelo deputado do Maranhão, também existem as propostas para restringir a troca de partidos pelos candidatos. Uma das propostas que serão lidas em plenário prevê a possibilidade de o candidato mudar de legenda um pouco antes do pleito.
“As mudanças são mais de ordem burocrática; na campanha vai ser mantido o carro de som e a contratação de cabos eleitorais, mas o candidato que contratar, por exemplo, 100 pessoas para trabalhar, vai haver a contribuição, vão ter que recolher INSS, além do pagamento direto”, explica Weverton Rocha.
Para compor a mesa foram convidados políticos de vários partidos como o ex-deputado Judson Cabral (PT); o ex-vereador Marcelo Malta (PCdoB); Marcos Toledo (PTdoB). A convenção também contou com secretários de governo; a vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano (PDT), acompanhada do marido e deputado federal Damião Feliciano (PDT), entre outras personalidades locais e de vários municípios alagoanos.
Evento foi proposto pelo deputado Ronaldo Medeiros; lotou o plenário Tarcísio de Jesus e contou com participação de vários setores da sociedade alagoana
A Assembleia Legislativa realizou no plenário Tarcísio de Jesus uma audiência pública nesta sexta-feira, 11, onde discutiu a questão dos povos indígenas e fez o lançamento do livro Povos Indígenas do professor, jornalista e pesquisador Jorge Vieira.
O autor do livro Povos Indígenas, professor Jorge Vieira, cientista social e pesquisador, agradeceu ao deputado Ronaldo Medeiros pela sensibilidade e compromisso que tem demostrado pelos setores sociais e em particular as populações indígenas. Fotos: Paulo Tourinho
A sessão foi requerida pelo deputado Ronaldo Medeiros e contou com a participação de vários setores da sociedade alagoana, entre professores, estudantes e vários representantes de povos indígenas do Estado.
“É um tema histórico e atual; vamos discutir a questão dos índios não só de Alagoas, mas do Brasil, uma questão que vem se arrastando há muitos anos. Depois da sessão vamos lançar o livro do professor Jorge Vieira, que trata do mesmo tema; de fundamental importância nos dias atuais”, observou o deputado.
O parlamentar destaca que os índios foram primeiros moradores do país: “Quando falamos na questão indígena a gente pensa que eles é que estão invadindo o território; pelo contrário. Eles já estavam aqui antes de nós chegarmos. Hoje é uma luta muito grande, pela busca, pela retomada”, disse Medeiros.
Segundo o parlamentar, é necessário dar dignidade à população indígena, condições de os povos continuarem a trabalhar e manter a sua cultura. “A sessão é uma contribuição importantíssima da Assembleia para contribuir com o debate, principalmente sobre a questão da educação e saúde indígena e para todos nós”, observou.
LIVRO
O autor do livro Povos Indígenas, professor Jorge Vieira, cientista social e pesquisador, agradeceu ao deputado Ronaldo Medeiros pela sensibilidade e compromisso que tem demostrado pelos setores sociais e em particular as populações indígenas.
“Ele (Medeiros) tem apoiado em vários momentos essa luta e essa sessão só expressa o momento importante nessa caminhada, porque a situação dos povos indígenas hoje em Alagoas e no Brasil é extremamente difícil. Nós temos o caso de Mato Grosso do Sul, onde os índios estão sendo assassinados; foram expulsos de seus territórios e estão lutando pela terra”, destacou.
No Estado de Alagoas, o professor Jorge Vieira destaca que existem hoje 12 povos indígenas e desses, nenhum tem o seu território demarcado. “Tem povos inclusive que mora na periferia, como é o caso de Katökinn, Pariconha, é uma situação muito difícil”, ressalta.
Segundo o pesquisador, outra questão gravíssima é a educação indígena em Alagoas que, em pleno século XXI, não tem uma escola indígena, com garante a Constituição de 1988. “As crianças são obrigadas a estudarem nas escolas municipais, aprendendo o costume dos brancos e não tendo efetivamente aquela concepção teórica, pedagógica, uma escola diferenciada; um processo de apropriação de elementos culturais que vão ao encontro de à história de seu povo”, explicou.
COMISSÃO
O índio Gecinaldo Xucuru-Kariri, membro da Comissão Permanente de Articulação e Mobilização pela Regularização do Território Tradicional da tribo Xucuru-Kariri de Palmeira dos índios, destacou que a sessão realizada pela Casa de Tavares Bastos é de fundamental importância, porque traz a realidade dos povos indígenas.
“Hoje em dia a gente sabe que os responsáveis por fazerem as leis estão tirando os direitos dos povos indígenas, que estão passando por um processo de regularização de terras, que é assegurado no artigo 231 da Constituição”, argumenta. Ele destaca que o movimento percebe uma série de ofensivas dos Poderes constituídos para que os processos não venham ser efetivados.
“O povo indígena permanece mobilizado e vai fazer com que esses territórios sejam demarcados e conclusos esses processos. A gente vê esse momento como de destaque para a atual situação em que vivemos; uma situação precária da própria saúde; da educação; e o desenvolvimento sustentável”, pontua.
Gercinaldo Xucuru-Kariri destaca que o Estado brasileiro não tem uma política eficiente que promova uma educação diferenciada e de qualidade estabelecido na legislação e também como a própria saúde indígena.
“Há muita dificuldade, por mais que haja assistência aos índios, deixa muito a desejar nos dias atuais. A população indígena cada dia aumentando e aí as políticas públicas não se aperfeiçoam para de fato atender a toda a comunidade”, avalia.
O professor Douglas Apratto Tenório, vice-reitor do Cesmac, prefaciador do livro de Jorge Vieira, disse na oportunidade que o autor do livro tem se empenhado na questão e a sua missa missão como professor e pesquisador a respeito dos povos indígenas, nenhum outro estudioso fez.
“Ele é a maior autoridade para falar sobre o tema em Alagoas. Fazer esse resgate de tribos que estavam esquecidas, hibernando na história como Kalankós, Geripankós, Karuazus, Katökinns e Koiupankás e todas as outras que viviam às sombras; foi um trabalho que começou há muitos anos e ele faz isso com dedicação, cotidianamente; Jorge é um índio, porque os índios o respeitam pela sua história”, reforça.
Douglas Aprato também disse que fez parte da banca de doutorado do professor Jorge Vieira: “Uum trabalho belíssimo sobre o resgate dessas tribos que estavam esquecidas e marginalizadas e ele continua esse trabalho; nada mais justo de que às vésperas da emancipação política de Alagoas que o Estado tenha um livro dessa natureza e que reconhece o papel importante dos nossos ancestrais indígenas, esquecidos pela história oficial. Nenhuma comemoração é tão importante como essa do livro do Jorge, na festa da emancipação”, pontuou.
Foram homenageados o pajé Antônio Celestino, do povo Xucuru-Kariri e o cacique Genésio Minranda do povo Geripankó Serão alagoano. Hoje existem, segundo ele, cinco tribos no Sertão Kalankós, Geripankós, Karuazus, Katökinns e Koiupankás, de Pariconha, Água Branca e Inhapi.
Eu tinha poucas bonecas e elas eram baratinhas, porque minha mãe não costumava comprar brinquedos caros para a gente, mas a boneca que eu mais gostava na minha infância era a Karina, que foi um presente da minha tia Ester, meia irmã do meu pai.
Só perdi a Karina porque numa das visitas que recebemos de São Paulo, eu já adolescente, um dos meus irmãos jogou a boneca no carro dos paulistas na hora em que iam embora e não pude fazer nada; fiquei injuriada em ter perdido minha boneca preferida.
Além da Karina eu tinha a Rute, que era de um plástico bem molinho, com um coque na cabeça e ganhou esse nome por conta da primeira versão da novela Mulheres de Areia que tinha duas irmãs gêmeas: Rute e Raquel, sendo que a Rute era do bem.
Mas eu possuía também a Wanderleia, a Vanusa e outras de pano e baratas, da feira livre, que eu dava nome de artistas da época, coisa que faço agora com meus gatos e cachorros; sempre coloco nomes de celebridades que eu admiro, escritores, roqueiros, poetas, cantores, atores; os meus ídolos.
Hoje em dia as meninas entram no mundo adulto muito cedo e deixam as bonecas para namorar sério e até engravidam ainda crianças. Eu era muito ingênua e até os 17 brincava de boneca e só me desfiz dos brinquedos que ganhava do meu avô e de mamãe quando comecei a namorar mais sério, depois da primeira paixão, com vergonha de que o namorado pudesse me achar muito infantil.
Eu e Yelma Cardoso passeávamos com as nossas ‘filhas’ na garupa da bicicleta, na calçada grande, em frente à Praça Antenor de Mendonça Uchoa, a pracinha do Cine Imperatriz, em União dos Palmares.
Minha amiga tinha as bonecas Suzy, que era a moda da época, como a Barbie de hoje em dia. Eu não tive bonecas da moda e nem possuí bicicleta quando criança ou adolescente; tinha uma vontade danada, mas costumava pegar carona nos brinquedos das amigas mais aquinhoadas do que eu e Yelma e Yenya Cardoso eram essas amigas.
Nós brincávamos também de cozinhar, lá no quintal de doutor Nilson Mendonça. Mas da mesma forma que eu nunca fiz nada que prestasse na cozinha, quando criança isso era muito pior e as amigas Nelminha e Roseane faziam a culinária, que comíamos com muito gosto.
Nas brincadeiras de boneca e de casinha eu era sempre uma filha ou mãe sozinha que cuidava das crianças, representadas nas minhas fantasias pelas bonecas, cujo companheiro tinha morrido ou vivia viajando a negócios.
Eu arrumava os brinquedos que o meu avô Manoel e minha mãe me presenteavam, embaixo da mesa da sala e ficava no local por horas a fio, no meu mundo de fantasias, conversando e interpretando aquela encenação com as bonecas, que naquela época eram as minhas confidentes.
Vinha eu caminhando de casa para o trabalho e pensando numa
pauta para o meu artigo da semana. De repente me ocorreu falar de um tema que
me é recorrente na vida: o desapego. De um tempo para cá eu resolvi me
desapegar de sentimentos e coisas que não me servem mais e isso tem me feito
melhor.
Fazer uma limpeza no armário, literalmente; tirar os
relógios de parede que não funcionam e estavam lá só de enfeite: joguei no
lixo;tirar os penduricalhos e moafos sem
serventia e tudo isso tem me feito muito bem.
Todo ano eu faço campanhas de solidariedade para conseguir
donativos para pessoas mais necessitadas ou em situação de risco e aproveito
também nessa época para me desfazer de muita roupa que não uso e só está
ocupando espaço na casa.
Não tive uma vida nababesca, sempre fui remediada.
Antigamente, na juventude, eu tinha mania de colecionar objetos: chaveiros,
selos, cartões postais; as cartas que recebia de resposta dos amigos para quem
eu escrevia desabafando meus sentimentos. Isso numa época em que não existia
internet e nem tecnologias.
Alimentei esse hábito por muitos anos e guardava tudo com
muito afeto e cuidado; depois, com a sucessão de fatos que foram acontecendo e
com o curso normal da vida, muita ‘água passou debaixo da ponte’ e fui aos
poucos me desfazendo daquilo tudo. Ficaram as lembranças.
Costumava ‘viajar’ nos relatos de passeios que meus amigos
me faziam, principalmente Alonsinho, que viajava muito e quando ele chegava me
narrava com detalhes tudo o que tinha aprontado nas viagens. Era como se eu
tivesse ido também naqueles passeios e me deliciava com as passagens descritas
e as aventuras vividas pelo meu amigo.
Com a chegada da maturidade; as limitações de saúde e o
desgaste de tudo em minha vida, eu resolvi me desfazer de grande parte dos
objetos e ficar com o mínimo que eu possa viver. Para que carregar tanto peso?
Até alguns livros eu resolvi doar, embora tenha muito ciúmes de alguns deles,
da mesma forma que tinha dos meus discos de vinil que também me desfiz.
Não me resta muito, mas o que me basta são as lembranças de
um tempo vivido; o aprendizado; as amizades que fiz; meus animais de estimação e
o amor deles que é incondicional. Não tenho muito tempo mais de acumular nada e
nem tenho aporte financeiro para isso.
Se eu pudesse e tivesse saúde ia viajar, conhecer mundos,
lugares, pessoas e desfrutar do que isso nos traz de melhor. Quando chegar a
aposentadoria eu não quero parar, para não atrofiar de vez e vou ver se faço um
curso de pintura, voltar a fazer minhas tapeçarias, ir muito mais ao cinema, a
boas peças de teatro e shows da boa música e aprofundar minhas leituras.
O
resto é desapego total, fazer uma higienização, na vida prática e espiritual.
Bom dia e fiquem com Deus.
O deputado federal Ronaldo Augusto Lessa Santos (PDT), falou à reportagem em um bate-papo agradável sobre sua atuação política, desde o movimento estudantil; trajetória política, atuação nos movimentos sociais; o período de seu governo e a conjuntura política brasileira, na tarde da última sexta-feira, 4.
O deputado federal Ronaldo Augusto Lessa Santos (PDT), falou à reportagem em um bate-papo agradável sobre sua atuação política, desde o movimento estudantil; trajetória política, atuação nos movimentos sociais; o período de seu governo e a conjuntura política brasileira - (Fotos: Paulo Tourinho)
Atualmente integrante de seis comissões em Brasília, sendo quatro permanentes, o parlamentar indagado sobre os movimentos que foram para a rua recentemente reivindicar a volta da ditadura; o impeachment da presidente Dilma e outras propostas de atraso, destaca que a diferença dos movimentos sociais liderados por jovens de antes, que iam para rua por reformas políticas, contra a ditadura, contra a falta de liberdade, entre outras bandeiras de luta.
“Eu acho até que está certo combater a corrupção, mas falta essa turma dizer para onde vai. Essa é que é a diferença da população que está sendo conduzida; não tem um posicionamento ideológico, não consegue enxergar que o Estado é muito mais do que o Executivo e o Legislativo”, destaca.
O deputado argumenta que alguns setores da sociedade entendem que todos os problemas estão no Legislativo e não veem que o Judiciário tem problema, por exemplo. Segundo ele, essas pessoas acreditavam que o corrupto era só o agente público.
O deputado argumenta que alguns setores da sociedade entendem que todos os problemas estão no Legislativo e não veem que o Judiciário tem problema, por exemplo.
“Estamos vendo que a malha de corrupção está dentro do próprio corruptor. A gente está vivendo um momento diferenciado, isso também se aflora; acho que é hora de as instituições repensarem: veio um processo de recomeço de democracia, depois da nova Carta Constitucional; acho que avançou o País, mas é preciso aperfeiçoar”, avalia.
O parlamentar do PDT argumenta também que o Congresso Nacional precisa ser mais objetivo e avalia que a postura de setores conservadores do Congresso é uma reação ao que está sendo posto na sociedade.
“Veja só, a gente poderia imaginar o casamento de pessoas do mesmo sexo? Na minha juventude não podia; há duas três décadas isso era quase impossível e hoje já está existindo. E ali o confronto se dá no Congresso, concordo que seja o Congresso mais conservador da história do País, porque uma boa parte foi eleita ou por setores organizados ou financiados”, argumenta.
O parlamentar do PDT argumenta também que o Congresso Nacional precisa ser mais objetivo e avalia que a postura de setores conservadores do Congresso é uma reação ao que está sendo posto na sociedade.
Na visão do deputado, os setores de esquerda perderam terreno na política, apesar de terem chegado ao poder. “O PT era o simbolismo do que havia de mais esquerda; apesar de o Serra (José Serra-PSDB) insistir que ele (o PT) não passa de um partido socialdemocrata, mas era o mais avançado. Essas coisas surgem e é possível que seja o mais conservador; o próprio Senado diz isso”, revela.
Deputado diz que sociedade precisa discutir e debater todas as questões que estão postas
Segundo o deputado, o país precisa discutir tudo isso, todas essas questões que estão postas. “O fato é que isso tem na sociedade (o conservadorismo) , não sei se está bem equilibrado. A grande camada da população que é a mais pobre, também vota errado. Vota no agronegócio, isso é que é o grande problema”, avalia.
Segundo o deputado, o país precisa discutir tudo isso, todas essas questões que estão postas
Indagado sobre o conservadorismo e falta de informação da população jovem, que foi às ruas pedir a volta da ditadura militar, Ronaldo Lessa disse que não consegue analisar ainda esse período que a história está vivendo.
“Só com anos passados vamos avaliar isso. Eu acho que a nossa geração, o pós-guerra, que viu Cuba; o Muro de Berlim cair; viu a pílula explodir, a liberação da mulher; a liberação sexual, o mundo crescer, a quebra de preconceito, talvez a nossa geração, que foi tão reprimida, tenha liberado de tal forma que faltou limite. Foi como a Constituição: acho que faltou limite, suponho”.
Ronaldo Lessa, que também foi professor, disse que é importante olhar para trás para construir o futuro e que o político é obrigado a ser um cara que interpreta a sociedade. Ele observou que ficou surpreso quando pessoas estavam se vangloriando quando aprovaram a maioridade penal aos 16 anos.
Ronaldo Lessa, que também foi professor, disse que é importante olhar para trás para construir o futuro e que o político é obrigado a ser um cara que interpreta a sociedade.
“Nenhum dos dois era para estar se vangloriando. Nem quem queria não baixar e nem ao contrário. Tem que aumentar a punição pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). É triste, porque a gente está pensando em punir a juventude. Então nós fracassamos”, avalia.
Ele comentou sobre os cartazes dos movimentos que foram às ruas pedindo a volta do regime militar. “Aquilo é uma ignorância total de quem não conhece o passado. Não pode pedir o nazismo e a volta da ditadura, isso é falta de conhecimento absoluto da história. É preciso mais do que nunca politizar, democratizar, para poder ultrapassar esse momento que estamos passando”, reforça.
Segundo ele, o fato de a economia do país estar passando por problemas não é motivo para tirar a presidente Dilma.
Sobre a postura do senador Aécio Neves (PSDB) que não se conforma em ter perdido a eleição de 2014 ele opina: “É o terceiro turno o que eles querem; acabou o golpe, a questão do impeachment. Para tirar a presidente é preciso que haja uma coisa muito forte; se ela tiver envolvida num ato de corrupção”, explica. Segundo ele, o fato de a economia do país estar passando por problemas não é motivo para tirar a presidente Dilma.
“Teve uma época que Fernando Henrique esteve lá embaixo, Lula também. Todos eles têm altos e baixos. Eu lembro que eu tive impopularidade, logo em um ano e meio de governo; eu fui lá para baixo e a Kátia para ser eleita em 2002 não queria nem que eu tivesse ao lado dela no palanque. Quando chegou perto da eleição, ela já pediu para eu a socorrer em seis meses voltou a minha popularidade”, argumenta.
Lessa avalia que o país criou uma casta bacharelesca
O deputado federal Ronaldo Lessa avalia também que o país criou uma casta “que a gente chama de plutocracia, muito mais bacharelesca do que humanista, com um pessoal mais conservador, e aí é difícil que as instituições se voltem para descobrir as coisas erradas, sejam elas de que lado for: Judiciário, Executivo, Legislativo e o próprio poder econômico. É preciso fortalecer as instituições, ser mais racional, corrigir, melhorar e aperfeiçoar a democracia”, pontua.
As dificuldades apontadas pelo parlamentar federal no desempenho da presidente, ele avalia que seja pela não vivência de Dilma na política.
Para dar as respostas que a sociedade precisa, o parlamentar destaca que é preciso um esforço de todos os setores. Ele avalia que existe um rancor do pedaço mais atrasado da política, mas entende que houve muitos erros no governo, nos dois mandatos da presidente Dilma e observa que ela tem muita dificuldade de governar, mas que agora está se saindo melhor do que no primeiro mandato.
As dificuldades apontadas pelo parlamentar federal no desempenho da presidente, ele avalia que seja pela não vivência de Dilma na política. “Ela sempre foi mais executiva do que política, sempre esteve no campo mais técnico do que político e humano”, argumenta.
Para dar as respostas que a sociedade precisa, o parlamentar destaca que é preciso um esforço de todos os setores.
Ainda analisando o momento político, ele reforça que é preciso olhar para trás para não se cometer os mesmos erros: “Os erros maiores cometidos se dão quando não se olha para trás; “aí vem o nazismo, o fascismo, ditaduras, entre outros movimentos conservadores”. Lessa entende que é necessário que tivéssemos a escola falando isso, “a cultura para nos dar identidade e nos ensinar o futuro”, ensina.
Ex-governador destaca as obras que considera mais importante na sua gestão
Como gestor à frente do Governo do Estado 1998-2002, Ronaldo Lessa destaca as obras que considera as mais importantes, pelo porte delas: Aeroporto Zumbi dos Palmares; o Centro de Convenções Rute Cardoso, em Jaraguá; o Palácio Zumbi dos Palmares; a nova Ceasa (Central de Abastecimento); a casa de bombas do Canal do Sertão (Mais de 500 milhões gastos); Hospital da Unidade de Emergência de Arapiraca, entre outros.
Ainda analisando o momento político, ele reforça que é preciso olhar para trás para não se cometer os mesmos erros
Segundo ele, em sua gestão como governador foram feitas centenas de obras em escolas e muitos ginásios esportivos. “Mas o que marcou o nosso governo foi a visão de um novo paradigma. Concurso público passa a ter uma visão depois do meu governo; a questão da humanização; os valores de cidadania; de respeito ao trabalho; as minorias sociais”, pontua.
Militante de causas sociais, o deputado federal destaca que não tinha nenhuma secretaria para tratar da questão das mulheres; dos índios, quilombolas, questões de homofobia, antes da sua gestão: “Tudo isso foi um momento novo que a gente deu ao Estado; a humanização do governo faz a diferença, como o combate à violência”, reforça.
Como gestor à frente do Governo do Estado 1998-2002, Ronaldo Lessa destaca as obras que considera as mais importantes
Ex-atleta e engenheiro de profissão, ele conta que começou sua vida política no movimento estudantil, na década de 1960, na universidade, na resistência à ditadura. Ronaldo Lessa destaca que participou também de política desportiva e naquela época o movimento tentava trabalhar três entidades: o teatro (TUA); a Fadu (Federação Alagoana de Desporto Universitário) e o DCE (Diretório Central dos Estudantes).
“Militei num partido clandestino num pequeno período, por dois anos no PCR (Partido Comunista Revolucionário), depois que me formei e resolvi trabalhar mais ajudando ao pessoal da anistia. Na década de 70 trabalhei como engenheiro fora de Alagoas, basicamente no Rio de Janeiro e Paraná e ajudava os presos políticos”, observa.
Em 1988, Ronaldo Lessa lembra que foi eleito vereador por Maceió, em 1992 eleito prefeito e em 1998 governador, tendo sido reconduzido ao cargo em 2002.
No final da década de 1970 o deputado federal pelo PDT comenta que entrou no Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro e em 1982 foi eleito pela primeira vez deputado estadual. Em 1988, Ronaldo Lessa lembra que foi eleito vereador por Maceió, em 1992 eleito prefeito e em 1998 governador, tendo sido reconduzido ao cargo em 2002.
“Teve um hiato que fiquei sem mandato, depois de 2006 e só vim me eleger agora, em 2014, como deputado federal, em primeiro mandato. Nesse intervalo que fiquei sem me eleger fui secretário do Ministério do Trabalho, em Brasília e depois para a assessoria do ministro Carlos Lupi”, ressalta.
O professor-pesquisador, jornalista e cientista social Jorge Vieira lança no próximo dia 11, às 9h, no plenário da Assembleia Legislativa, em sessão pública, o livro Povos Indígenas, que retrata a realidade dos povos indígenas do Brasil.
O professor-pesquisador, jornalista e cientista social Jorge Vieira lança no próximo dia 11, às 9h, no plenário da Assembleia Legislativa, em sessão pública - (Foto: Divulgação)
A audiência foi proposta pelo deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) e terá participação de autoridades civis e religiosas, lideranças indígenas e população alagoana. O trabalho tem como enfoque o ressurgimento e reivindicação da garantia dos direitos constitucionais das doze etnias no Estado de Alagoas nas últimas décadas.
“Secularmente massacrados e espoliados de seus territórios desde o período colonial, em 1872, o então presidente da presidente da Província de Alagoas, Luiz Rômulo Perez Moreno publicou em relatório anual a extinção dos povos indígenas existentes, possibilitando como isso a transferência dos territórios indígenas para terceiros”, observa Jorge Vieira.
Um século depois, segundo o autor, no final da década de 1970, esses povos emergem no cenário estadual e nacional lutando por reconhecimento étnico e os direitos a assistência em saúde, educação e demarcação dos territórios.
A partir do final da década de 70 até os dias atuais, segundo Jorge Vieira, os povos indígenas em Alagoas não param de aparecer reivindicando esses seus direitos. O livro do professor também faz uma homenagem ao centenário do jornal católico O Semeador, onde ele escreve seus artigos abordando a questão indígena.
A obra faz um retrato, por um olhar crítico engajado, testemunhal militante e jornalístico de uma realidade vivenciada, das ações organizadas pelos povos indígenas do Brasil, com destaque para os que vivem em Alagoas, com todas as dificuldades, conflitos gerados pela não demarcação das terras.
Ainda trata da memória de líderes indígenas que participaram dessa construção, do registro do autor enquanto sujeito militante da causa. O livro é o resultado de uma coletânea de artigos publicados sobre a questão indígena.
E no contexto das celebrações oficiais dos 500 anos do Brasil, é feito um balanço das políticas indigenistas implantadas pelos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sustando o debate teórico sobre a esquerda e as diferenças étnicas.
Destacam-se nesse processo o papel das lideranças indígenas que se dedicaram ao apoio e à defesa dos direitos indígenas, a exemplo do cacique Genésio Miranda Geripankó e do pajé Antônio Celestino Xucuru-Kariri, como também das lideranças (in memorian) Maninha Xucuru-Kariri e Gecivaldo Xucuru-Kariri. Além dos sujeitos indígenas, registra-se o papel dos aliados, a exemplo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), bispos, padres e professores universitários.
Na oportunidade serão homenageados o cacique Genésio Miranda Geripankó e o pajé Antônio Celestino Xucuru-Kariri pela luta em defesa dos direitos indígenas, além do jornal O Semeador da arquidiocese de Maceió, por seu centenário e publicação das lutas indígenas.
PREFÁCIO
O prefácio do livro de Jorge Vieira foi feito pelo professor Douglas Apratto Tenório, vice-reitor do Centro Universitário Cesmac. Douglas Apratto observa que há pessoas que nascem para servir. “Servir a uma causa com denodo, fé e obstinação. Sem hesitar nunca e o professor Jorge Vieira é uma dessas pessoas vocacionadas”, observa.
Douglas comenta que quando se fala em Jorge Vieira, “imediatamente o relacionamos à causa indígena. Ele serve desinteressadamente, com desapego, sem o desejo de auferir ganhos materiais, transmitindo exemplo de humildade e coragem”, pontua.
Seminário abordará a Emancipação Política de Alagoas
Nos dias 10 e 11 de setembro, no auditório Íris II, Campus III Fadima, em Maceió, acontece o seminário ‘Emancipação Política de Alagoas e os Direitos constitucionais no cenário de globalização econômica’.
A abertura do evento acontece no dia 10, às 18, com palestra: 200 de Maceió e a Emancipação Política de Alagoas: retrospectiva histórica e potencialidades, com os professores Jorge Vieira - Abertura (abertura – 15m) e Douglas Apratto (Cesmac).
Em seguida haverá a palestra: Crise econômica internacional e a economia brasileira: fundamentos e perspectivas, com o professor e economista Cícero Péricles (Ufal). No intervalo haverá apresentação do Coral Cesmac; lançamento do livro Maceió: 200 anos de História - Prof. Douglas Apratto, seguido de coffee break.
No dia 11, de 18 às 22h, palestra: Direitos constitucionais: impactos e mudanças no contexto da crise internacional, com o professor Marcelo Jobim. Palestra: A Sociedade e os Movimentos Sociais frente às mudanças constitucionais impostas pelo capital internacional, professor Marcos Robson (Cesmac). Lançamento do livro Povos Indígenas - Prof. Jorge Vieira; coffee break.
O evento dará direito a um certificado de oito horas. CONTATO COORDENADOR: Jorge Vieira: 99109-7863;99972-1073;98133-3374.
Chico Anysio disse certa vez que a única coisa boa que a
velhice traz é a sabedoria. Entendimento para saber lidar com os problemas
adversos, contornando situações e amenizando a rotina: mas nem sempre a idade
nos traz esse detalhe no nosso cotidiano.
Eu tenho procurado viver, de um tempo para cá, descomplicando a vida: resolvi
me desfazer de muitos objetos e entulhos que fui acumulando ao longo do tempo e
que depois não me servem mais. Quero ficar com o mínimo possível, para quando
partir para outro plano, não dar tanto trabalho para quem for se desfazer daquelas
sucatas.
Penso que o que importa na vida é o amor que dedicamos a uma
causa, seja ela pelos animais, causas sociais e construtivas. Entendi isso a
partir do acentuamento das minhas limitações e venho procurando observar mais as atitudes dos
outros, para não cometer desatinos. A observação faz parte do entendimento e
dos anos vividos.
Não compreendo um ser humano que não respeite os outros
seres vivos: entendo que cada um tem um entendimento; tem direito de gostar ou
não de outros seres, mas que deveriam em primeiro lugar se conhecer melhor,
fazer terapia e saber o motivo de ter ojeriza a outros seres viventes.
Quando viemos ao Planeta Terra, não chegamos sozinhos; o
mundo foi povoado por muitas espécies e todos devem tentar conviver de forma
pacífica e sem conflitos. Li num artigo científico sobre psicologia que um antigo
psiquiatra, já falecido, não se cansava de dizer que a maior causa de
aborrecimentos do ser humano é outro ser humano, muito embora dissesse também,
que a maior causa de alívio desses aborrecimentos é outro ser humano.
Parece difícil, mas para ser mais sucinta, o que a
psicologia diz é que muitas vezes nosso estado de espírito se complica devido a
atitudes que não concordamos dos outros e nos pomos irritados.
Para os estudiosos no assunto, para o bem-viver emocional
devemos aperfeiçoar nossa capacidade de convivência com nosso semelhante; ser
tolerante é o melhor remédio. “Ao falar sobre a capacidade de nossos
semelhantes em nos aborrecer estamos falando das frustrações, mágoas e
irritabilidade que eles podem produzir em nós”.
“Podemos dizer que nossas frustrações, mágoas e
irritabilidade, são proporcionais àquilo que esperamos dos outros; quanto mais
esperamos, mais sofremos”, observa um autor cujo nome não me lembro agora.
Conviver em sociedade é difícil, mas em algumas ocasiões a
gente precisa, ‘engolir alguns sapos e
outros bichos’ e não esperar nada de ninguém, porque quando mais geramos
expectativas e esperamos uma atitude de alguém, mais corremos o risco de ter
frustrações que nos levam à irritabilidade, às mágoas e ao ressentimento.
Diferentes dos nossos animais de estimação, o ser humano é
muito complicado e por esse motivo, cada dia eu amo mais meus gatos e cachorros
e admiro o amor incondicional que eles me dedicam, sem pedir muito em troca:
querem apenas carinho e alguns cuidados.
A recomendação que recebi dos meus mestres, sejam elas nos
livros ou nos ensinamentos foi que, “para prevenir frustrações futuras, é bom
fazer tudo que fazemos sem esperar nada em troca, fazemos por uma questão de
arbítrio, escolha e consciência. Se algo de bom vier de nossos semelhantes será
um lucro agradável e, se não vier nada, será normal”, me ensinaram. Bom dia e
fiquem com Deus.