terça-feira, 15 de abril de 2014

Empresa do Ceará é contratada para fazer demolição de silo

Foto de Sandro Lima
Olívia de Cássia - Repórter

No final da tarde de ontem, o Grupo Motrisa distribuiu nota à imprensa informando à população alagoana que a empresa cearense contratada para a remoção do silo desabado no último dia 7 de abril já se encontra em Maceió. Dois profissionais, um calculista e um engenheiro fizeram estudos técnicos necessários para a demolição, durante todo o dia.
Segundo Rafael Benedict, de acordo com o cronograma da empresa, na quarta-feira (16 de abril) os laudos técnicos junto com a documentação serão entregues a todos os órgãos competentes (Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, entre outros). “A partir daí, após a análise dos órgãos competentes será definido o dia da demolição do restante do silo, com a presença do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil”, observou.
Também no dia de ontem, os moradores vizinhos do Moinho se reuniram com advogados da empresa para pedir providências com relação as demandas ainda não atendidas. Segundo Rafael Benedict, a principal reivindicação feita pelos moradores é sobre o retorno deles para suas casas ou para imóveis providenciados pela empresa.
Ele destaca que o Moinho Motrisa está tentando agilizar a volta dos moradores  e do comércio para o local onde o risco de desabamento é bem menor, mas a liberação depende da autorização da Defesa Civil, que deve avaliar se é seguro o retorno.
No total, 26 famílias foram afetadas pelo desabamento e parte delas está hospedada em um hotel disponibilizado pelo Moinho. Mas, da mesma forma que as pousadas e hotéis que alguns moradores estão já estavam com reservas feitas para o feriado da Semana Santa, eles vão sair para se instalarem em casas alugadas com mobília pela empresa, que também contratou uma assistente social para dar auxílio aos que foram prejudicados com o acidente.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Minha mensagem para hoje

Olívia de Cássia - jornalista

É verdade que nosso país tem infinitos problemas, passamos por situações políticas diversas, mas temos uma democracia, que não é a ideal ainda, mas estamos aprendendo como se faz, aos poucos, pois o país viveu por muitos anos um período de exceção, onde não se podia sequer falar dos problemas e muito menos criticar quem estava no poder.

Jornais foram empastelados, jornalistas e democratas mortos e encarcerados, famílias foram destruídas pela falta de democracia no país e pouco se sabia do que se passava nos porões e nas dependências do DOI-Codi. E quando se denunciava as perseguições,  a pessoa era perseguida e morta misteriosamente.

Depois de muitas lutas e reivindicações dos movimentos populares o país conseguiu eleger o seu primeiro presidente pelo voto direto e de lá para cá tem sido um aprendizado constante. Não podemos abrir mão da liberdade conquistada a duras penas.

Os mais jovens não sabem disso, mas podiam muito bem conhecer a história do país por meio de leitura e também da própria internet, onde estão disponibilizados milhares e milhares de textos sobre o assunto.

É preciso que as pessoas conheçam primeiro a história do seu país e sua língua, para poder ter argumentos para criticar quem quer que seja. Vamos pensar nisso e adotar uma postura coerente.
Que sejamos  mais otimistas diante do caos, que sejamos propositivos e menos arrogantes. 

Que marchemos nas fileiras daqueles que querem ver um país melhor e mais justo, apresentando propostas de melhorias e não apostando naquela velha máxima do ‘quanto pior melhor. Esta é a minha mensagem de hoje.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Tolerância zero para a violência

Olivia de Cássia – jornalista

Todo e qualquer tipo de violência deve ser contestado: desde a violência física, psicológica, à política, mas eu não poderia deixar de falar essa semana, novamente, sobre a violência contra a mulher, que voltou à pauta dia, desde a divulgação da pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), referente a 2013, que  reflete o conservadorismo da sociedade brasileira,  muito mais com relação à questão.

A violência é algo que se deve combater todos os dias, sem trégua, bem como toda a forma de opressão, avalio eu, no meu aprendizado diário.  Ao longo dos séculos estudiosos divulgaram textos relatando a questão de gênero, desigualdade social e o quanto as mulheres lutaram e ainda perseguem viver num mundo melhor e mais justo.

Muito já se falou e já se debateu sobre a violência contra a mulher no país (crianças, jovens e adolescentes), mas ao invés de os números reduzirem, têm se multiplicado consideravelmente e a gente não pode ‘baixar a guarda’. Temos que denunciar isso todos os dias, em cada minuto de nossa existência, para extirpar esse câncer da sociedade, não podemos nos conformar com esse estado de coisa.

Já escrevi nesse espaço vários textos sobre o mesmo tema, mas a minha indignação só aumenta à medida que vejo tantos casos se reproduzirem no país e principalmente em nosso Estado. Voltando à pesquisa "Tolerância social à violência contra mulheres" divulgada pelo Ipea, o instituto concluiu que 65,1% dos entrevistados acreditam que a vestimenta curta de uma mulher é motivo para a violência sexual.

O levantamento também apontou que 68,5% das pessoas consideram o comportamento feminino influência nas taxas de estupros.  Esse resultado causa-me espécie e me deixou embasbacada. Segundo os autores do estudo, muitos entrevistados veem o estupro como medida corretiva.

“As respostas dão a ideia de que a mulher merece e deve ser estuprada para aprender a se comportar”, diz um trecho do estudo. Meu estômago revirou diante de tais resultados. Depois de muitas críticas, o Ipea fez uma retratação quanto ao levantamento e reduziu de 65% para 26% o percentual de entrevistados que culpa a mulher pelos casos de estupro.

Mas apesar da redução, muitas lideranças ficaram ‘de orelhas em pé’  duvidando da credibilidade da pesquisa. Maurício Tuffani,  editor do blog Universidade, Ciencia e Ambiente, disse que a errata do documento  por meio de nota oficial do Ipea não pode ser considerada uma correção da questão à qual ela se refere.

“Na verdade, não há o que fazer para dar credibilidade a essa tentativa de estudo sobre o problema grave da sociedade brasileira da tolerância de agressões contra mulheres”. Segundo Tuffani, no estudo houve expressões de duplo sentido também em pelo menos outras três das 27 sentenças apresentadas a 3.801 pessoas entrevistadas na pesquisa.

“A presença de expressões ambíguas nessas quatro questões que figuram entre as mais cruciais para o objetivo do estudo impossibilita qualquer possibilidade de "salvar" o trabalho realizado pelo instituto”, observa.

Segundo o blogueiro, não há como obter nenhuma conclusão cientificamente válida do uso da afirmação "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas". “As palavras "merecem" e "atacadas" induzem a interpretações diferentes dessa sentença”, diz. 

O que se sabe é que o número ainda é alarmante e muito ainda deve ser feito para tentar erradicar os casos de violência contra a mulher no Brasil. As mulheres devem ter seus direitos respeitados, e é importante discutir o assunto em escolas públicas para fazer o debate entre a juventude.

Que adultos iremos ter no país nas próximas décadas, com esse tipo de pensamento? O que é possível ser feito se não houver debate sobre essa temática nas escolas e nas comunidades, no sentido de conscientizar principalmente os mais jovens? Vamos pensar sobre o tema hoje?

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Causa do acidente ainda não foi esclarecida

Olívia de Cássia – Repórter
(Foto: Tribuna Hoje)

A causa do desabamento de um dos silos do Moinho Motrisa, na Avenida Comendador Leão, na tarde de segunda-feira, 7, ainda não foi esclarecida . Segundo o assessor de Marketing da empresa, Rafael Benedict, as famílias que foram retiradas das casas estão sendo assistidas e foram deslocadas para hotéis da Pajuçara e Ponta Verde, em Maceió.
Os proprietários das vinte e três casas da Vila Nossa Senhora do Carmo, local mais atingido pelo desabamento de uma das torres, serão indenizados e Rafael Benedict observou, no final da tarde de ontem, que muita informação está sendo passada sem ter veracidade. “O Moinho Motrisa está dando e dará toda a assistência aos moradores”, pontuou.
 Segundo o assessor de Marketing, não foi confirmado se a causa do desabamento teria sido uma explosão. “Quem vai dizer e o laudo técnico, que deve ficar pronto em alguns dias; é difícil explodir um moinho e ainda é muito cedo para dizer; a reunião desta tarde deverá tirar as estratégias e ações a serem tomadas daqui por diante”, disse.
 Sobre possíveis prejuízos que o desabamento tenha causado  à empresa, Rafael observou que nesse momento o mais importante é dar assistência às famílias, acomodando  o pessoal primeiro.
MP
 A reportagem da Tribuna Independente ligou ontem à  tarde para o Ministério Público Estadual (MPE) para saber se a instituição vai abrir investigação sobre o caso. A assessoria informou que o procurador Sérgio Jucá está viajando, mas  a informação é a de que a priori o MP não vai interceder, a não ser que seja provocado.
“O MP vai aguardar a relatoria do inquérito e se for solicitado, o procurador geral do Estado, (Sérgio Jucá), designará  um promotor”, observou.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Desabamento no Moinho Motrisa causa tumulto e deixa trânsito congestionado

Tribuna Hoje (foto)

Olívia de Cássia – Repórter

O desabamento de uma das três torres do Moinho Motrisa, na Avenida Comendador Leão, no bairro do Poço, na tarde de ontem, causou pânico e susto aos moradores da região e adjacências, soterrando carros e pessoas e causando tumulto. 

O acidente mobilizou várias viaturas do corpo de Bombeiros, moradores, Serviço de  Atendimento Médico de Urgência (Samu), Bope, Polícia Civil e outras unidades foram acionadas.

Segundo informações que circularam no local, na hora do acidente o sinal do cruzamento da Avenida Comendador Leão estava fechado e a confusão se estabeleceu. O trânsito foi desviado e os curiosos e a imprensa foram orientados a afastarem-se e ficarem longe, porque as outras torres cilíndricas corriam o risco de desabarem também. Há suspeitas de que tenha havido explosão, mas as causas do acidente ainda vão ser apuradas pelas equipes técnicas.

Vagner Falcão é dono de um cartório que fica vizinho ao moinho e disse que ouviu um grande estrondo, que parecia ser de um tsunami. “A ficha ainda não caiu, tinha várias pessoas no meu cartório, mas graças a Deus quem estava no local não foi atingido. Não sei se o acidente danificou alguma parte do prédio, mas todo mundo foi orientado a abandonar o local”, observou.

Seu Pedro Sobral era um dos clientes do cartório de Vagner Falcão e contou que escapou por pouco: “Eu estava no cartório quando ouvi o barulho, graças a Deus que eu não estava no carro;  se eu tivesse lá, tinha morrido, escapei por pouco”, ressaltou. O carro de Pedro Sobral foi danificado pelo acidente.

Seu José Damasceno, um popular que também estava no local, disse que estava trabalhando quando uma das colunas (silo) desabou e teve um susto muito grande: “Foi trigo para todo lado, o barulho ensurdecedor”, disse, entre assustado e nervoso.

A Vila Nossa Senhora do Carmo foi a parte mais atingida pelo acidente no Moinho Motrisa e os moradores foram obrigados a saírem de suas casas.  O jornalista Antônio Torres é morador do local há quarenta anos e estava sozinho quando aconteceu o acidente. A casa dele não foi atingida, mas o jornalista ressaltou que o moinho sempre foi uma preocupação dos moradores, porque já apresentava problemas com rachaduras.

 “Sempre teve problemas, onde tinha uma rachadura eles faziam enxertos até que chegou a esse ponto que é uma catástrofe. Eu estava sozinho, tenho uma pessoa que trabalha comigo, minha secretária, que teve que sair às duas da tarde e minha filha, que tinha almoçado comigo; uma vizinha da primeira entrada do lado esquerdo não estava em casa quando aconteceu, por isso que ela escapou”, disse.

O jornalista observou que o que aconteceu não se sabe e alguma coisa está embaixo desses escombros, e eu torço para que não sejam vidas humanas.  “Quem vai mais garantir que a gente tenha segurança morando aqui com esse moinho desse jeito?”, pergunta.

Antônio Torres disse que um coronel do Corpo de Bombeiros informou que os moradores da região teriam que evacuar o local, todo mundo sair de casa. “Quem tem familiar vai para a casa deles, quem pode deve procurar um hotel e eles vão ter uma avaliação técnica, acredito que até amanhã de como isso vai ficar”. Torres acredita que duas coisas podem acontecer na Comendador Leão: “Ou se mudam os moradores ou esse moinho tem que ser tirado daqui”, pontou.

Dona Geniza Correia de Araújo foi uma das pessoas resgatadas com vida e estava bem, apesar do susto e do nervosismo, mas policiais não deixaram que ela falasse com a imprensa.

A polícia de resgate,  guindastes, carro do Corpo de Bombeiros, máquinas e tratores foram usados para a retirada do trigo que soterrou carros e pessoas. Assim que o acidente ocorreu, em poucos minutos vários vídeos circularam na  internet e um deles foi o de um rapaz identificado como Thiago, que  gritava o tempo todo apavorado dizendo que o carro tinha ficado soterrado.

Policiais solicitavam a todo o instante para as pessoas se afastarem do local, inclusive a imprensa: “Pessoal, se afaste, facilite o nosso trabalho, vocês estão correndo risco ficando aqui, saiam, vão para perto do sinal”, gritavam os policiais.

sábado, 5 de abril de 2014

Jornalistas debatem comportamento de assessorado e assessor

Fotos: Olívia de Cássia
Jornalista Carlos Gonçalves
Oficina fez parte da programação do último dia do 36º Congresso Nacional dos Jornalistas

Olívia de Cássia – Repórter

Neste sábado, 5, no Centro de Convenções Rute Cardoso, em Jaraguá, os jornalistas debateram em oficina, “A complexidade do comportamento do assessorado e do assessor de imprensa diante nas mídias sociais”, no painel ‘O Jornalismo e a Democracia Contemporânea’, no último dia de programação científica do Congresso Nacional dos Jornalistas.

A palestra foi ministrada pelo jornalista Carlos Gonçalves, assessor dos Correios e estudante de psicologia e abordou as várias questões ligadas ao tema. Segundo o jornalista, algumas instituições já estão se preparando e elaborando um manual de conduta do assessorado para atuação nas mídias sociais.

“O manual deve conter os motivos para o assessor usar as mídias sociais (Facebook, Twitter, etc); princípios gerais da conduta, diplomacia e netiqueta; monitoramento dos perfis e canais em mídias sociais; penalidades e consequências do uso incorreto das mídias sociais, que podem resultar em advertência, suspensão e até demissão”, observa.


Carlos Gonçalves ressalta que algumas empresas em Alagoas já estão correndo contra o tempo e elaborando o seu manual, para evitar alguns constrangimentos como os que têm ocorrido, de alguns assessores falarem mal das empresas para quem trabalham.

Durante quase duas horas os jornalistas debateram quais seriam os caminhos apontados daqui por diante com relação à conduta dos assessores nas redes sociais e se é possível dissociar o perfil pessoal do trabalho. Segundo ele, não é possível.

“A internet ficou meio que terra de ninguém; tem gente que tem discernimento, mas outros sem noção. A forma (o manual) não é uma ditadura, é uma maneira de dizer que existem limites e diretrizes, pois existem pessoas que se acham no direito de esculhambar A, B e C e isso já está lhe enquadrando com determinado comportamento”, destaca.

Outra coisa que  o meio já está percebendo, segundo ele, é que alguns partidos políticos já estão fazendo manuais para seus filiados usarem as mídias sociais. “O PT está fazendo uma cartilha para orientar os militantes, as eleições vêm aí e tem que se preocupar com os candidatos ou quem quer que seja, sobre a exposição da sua imagem”, pontua.

Na oficina os jornalistas apontaram exemplos e debateram a respeito das limitações que um manual de conduta pode trazer. Carlos Gonçalves avalia que é necessário bom senso para se utilizar as redes e que os assessores devem se policiar a respeito do que estão postando em seus perfis.

“Não é impossível dissociar a sua conduta pessoal do trabalho que você exerce (no caso dos assessores). Se você está num local, mal vestido ou com conduta não muito adequada, as pessoas não vão te ver como a pessoa tal e sim como fulano, que é assessor da instituição tal. Hoje em dia tudo passa pelas redes sociais, queiramos ou não. É uma mudança de cultura e de comportamento e as pessoas estão fazendo uma viagem. Não se passa nada que não se coloque nas redes numa exposição desnecessária”, argumenta.  

Quem é

Carlos Gonçalves é ex-integrante da Diretoria de Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas;  é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), pós-graduado em Gestão Empresarial, também pela Ufal, e graduando em Psicologia.

Atua como Assessor de Comunicação dos Correios em Alagoas há 20 anos. Há oito anos, leciona na Pós-Graduação de Comunicação e Marketing do Cesmac/AL, onde já ministrou as disciplinas ‘Relacionamento com a Mídia e com o Assessorado’ e ‘Comunicação Interna/Cultura Organizacional’. Atualmente, ministra a disciplina ‘Media Trainning’. Também atua como consultor para profissionais liberais, políticos e empresários.


 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Racismo é institucional e está em todo o sistema de comunicação

Foto: Sandro Lima

Olívia de Cássia – Repórter

Um dos temas abordados no I Encontro Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (Enjira) foi a Mídia e o racismo institucional, que teve como palestrante Washington Andrade, diretor do Portal Áfricas, da cidade de Araraquara, São Paulo. Segundo o jornalista, o racismo é institucional e está em todo o sistema de comunicação.

“O racismo é institucional, temos dificuldade de colocar o jornalista negro não só nas redações, como em todas as mídias e também na apresentação de jornais televisivos, pois eles (os empresários de comunicação) argumentam que há muita informação, no cabelo e nas roupas dos jornalistas negros”, observa.

Washington Andrade observa também que é difícil ver nas pequenas mídias o investimento do governo. “O governo continua investindo nas grandes mídias e é difícil a gente ver esse investimento nas pequenas mídias. Estamos discutindo no Enjira propostas que serão aprovadas e encaminhadas no final do evento para vários setores”, destaca.

Entre as propostas discutidas na tarde de ontem pelos jornalistas que defendem a igualdade racial estão: analisar o envio de pautas sobre as mulheres negras nas redações; moção de apoio à manutenção do sistema de cotas na Universidade Nacional de Brasília (UNB); apoio para manter pesquisa crítica e nacional sobre a cobertura racial no Brasil; moção de apoio ao Projeto de Lei que está tramitando no Congresso Nacional, a respeito de cotas nos concursos públicos, entre outras.

O evento contou com a participação de integrantes das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras) de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Alagoas, Paraíba e Bahia, além do Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros do Rio Grande do Sul, que agregam profissionais engajados na discussão da temática, além de representantes dos demais sindicatos da categoria em outros Estados do Brasil.

Todas as propostas discutidas e aprovadas no I Enjira serão encaminhadas para o 36º Congresso Nacional que foi aberto ontem, com uma conferência de abertura ‘Jornalismo para humanizar a comunicação’, ministrada pelo do sociólogo francês Dominique Wolton, doutor em sociologia, diretor de pesquisa do Centro Nacional da Pesquisa Científica (CNRS) na França, seguida de um coquetel de confraternização de boas vindas.

O evento prossegue nesta quinta-feira, 3, às 8h, com credenciamento e uma plenária de aprovação do regimento interno; às 9h, palestra de Celso Schröder, ´residente da Federação Nacional dos Jornalistas, sobre a contribuição histórica do jornalismo para a constituiçãp da democracia.

Experiência de quase morte

 Por Olívia de Cassia Cerqueira A experiência de quase morte para os transplantados, rendeu uma página da editoria de Cidades, especial para...